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#Filme | Malcolm & Marie

Oi gente!
A temporada de premiações do cinema está começando e agora surgem ótimos filmes! Hoje vou falar sobre “Malcolm & Marie”, escrito e dirigido por Sam Levinson, o criador de Euphoria. Ambientado em apenas uma noite, o filme acompanha as conversas e tensões crescentes de um casal formado por um cineasta em ascensão (John David Washington) e sua namorada atriz (Zendaya).

O drama retrata um casal em crise e se passa em apenas um ambiente, falando sobre traumas, erros e falta de comunicação. É um filme com o típico olhar intimista de , que já vimos em Euphoria, inclusive, repetindo a parceria com a talentosa Zendaya. O que mais impressiona, porém, é o fato de que tudo foi filmado durante a pandemia de Covid-19, com os atores e a produção em isolamento.

É um filme que lembra muito o cinema clássico – cenas em preto e branco, enquadramento, cenário único, utilização de planos sequências, além de um diálogo intenso, rebuscado e forte. Em vários momentos há referência ao cinema, fazendo um balanço interessante sobre a crítica, além de uma homenagem ao meio cinematográfico, ao citar grandes diretores e seus trabalhos.

Malcolm e Marie são personagens complexos e que se complementam. Os elogios vão para Zendaya que faz uma interpretação digna de indicações. A cena da banheira é maravilhosa e sua entrega faz toda diferença. A jovem atriz soube lidar com as nuances da personagem. Outro ponto forte é a trilha sonora, casando com os principais momentos do filme e dando o tom do que viria em cena.

O longa se propõe a analisar o egocentrismo em detrimento da relação amorosa, retratando o íntimo e a complexidade de um relacionamento. Infelizmente, acho que não terá força no Oscar, mas é uma ótima opção para assistir na Netflix.

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#Filmes | Homem Aranha: De Volta ao Lar

Oi gente!
Hoje o post será sobre o filme “Homem Aranha: De Volta ao Lar”, que fui assistir nos cinemas na semana passada. E confesso que eu estava bem apreensivo com a nova produção, porém eu gostei do resultado. E já vou começar o texto com polêmica – prefiro o Tobey Maguire como Homem Aranha!! Mas ainda assim o jovem Tom Holland não faz feio.

Depois de atuar ao lado dos Vingadores (em “Capitão América: Guerra Civi”), chegou a hora do pequeno Peter Parker (Holland) voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre (Michael Keaton) surge amedrontando a cidade de Nova York. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava.

Para começar, achei o título genial – além de ser o nome da HQ, ele ainda faz uma referência ao acordo entre a Marvel – criadora do Homem Aranha e a Sony – dona dos direitos do super-herói. Tudo isso porque no início dos anos 2000, a Marvel Studios (que ainda não era a potência que é hoje) vendeu o direito de imagem de diversos super-heróis, entre eles o Homem Aranha, que foi adquirido pelos estúdios Sony. Lá o diretor Sam Raimi produziu três filmes estrelados por Tobey Maguire e Kirsten Dunst (como Mary Jane) e Marc Webb fez outras duas produções estreladas por Andrew Garfiled e Emma Stone (como Gwen Stacy). Agora, diante o imenso lucro da Marvel com os filmes de super-heróis (Homem de Ferro, Capitão América, Os Vingadores, etc), os dois estúdios entraram em um acordo e o Homem Aranha está “De Volta ao Lar”.

Voltando a questão do elenco, achei que o ator Tom Holland está bem no papel (e ele já havia tido uma participação bacana em Guerra Civil) – para quem não lembra, ele fez o filme “O Impossível”, aquele do tsunami, com a Naomi Watts. E neste novo filme, o diretor Jon Watts imprimiu uma pegada mais jovem, por isso temos um elenco bem adolescente: Laura Harrier, como Liz Allen, a primeira namorada de Peter; Zendaya (Michelle), Jacob Batalon (Ned), Tony Revolori (Flash), entre outros. Mas o grande destaque fica para os atores Robert Downey Jr, em uma participação como o Homem de Ferro e Michael Keaton incrível como o vilão Abutre. Inclusive eu adorei a construção do vilão – em vez de fazerem o Abutre maléfico, bem robótico como é em outras produções, eles deram um ar mais humanizado ao personagem.

Enfim, de um modo geral eu gostei do filme, foi bem produzido, com boas atuações e talvez o mais importante – a produção não teve medo de ousar. É um filme bem adolescente e feito para lucrar nos cinemas.

PS: não saiam do cinema assim que o filme acabar porque tem cena pós-crédito!!