Tag: Timothée Chalamet

#Filme | Querido Menino

Oi gente!
Passamos pela maratona do Oscar, agora vou trazer para vocês outros filmes que estrearam neste período – alguns até chegaram a concorrer em algumas categorias da premiação. Hoje vou falar do filme “Querido Menino”, um drama dirigido pelo belga Felix van Groeningen, com Steve Carell e Timothée Chalamet no elenco, que estreou nos cinemas no dia 21 de fevereiro. O longa esteve presente nas principais premiações do cinema (com exceção do Oscar), com a indicação do jovem Timothée Chalamet – que já havia agradado público e crítica ano passado com “Me Chame pelo seu Nome”.

O filme conta a história de David Sheff (Steve Carell), um conceituado jornalista e escritor que vive com a segunda esposa e os filhos. O filho mais velho, Nic Sheff (Timothée Chalamet), é viciado em metanfetamina e abala completamente a rotina da família. David tenta entender o que acontece com o filho, que teve uma infância repleta de carinho e suporte, ao mesmo tempo em que estuda a droga e sua dependência. Nic, por sua vez, passa por diversos ciclos da vida de um dependente químico, lutando para se recuperar, mas volta e meia se entrega ao vício.

A história é baseada em fatos reais e foi adaptada dos livros “Beautiful Boy”, de David Sheff, e “Tweak”, de Nic Sheff. A premissa do longa é muito boa – a luta de um pai para livrar o filho do vício das drogas. É a típica história que faz o espectador se emocionar, tanto que minhas expectativas para o filme eram altas, porém a experiência acaba frustrando um pouco.

O grande destaque é o elenco. Responsável pelo aclamado “Alabama Monroe” (2012), o diretor Félix van Groeningen estreia no cinema norte-americano apoiando-se em dois nomes fortes – Steve Carell, mais conhecido pelas comédias escrachadas e que atualmente tem investido em ótimos dramas como “Foxcather: Uma História que Chocou o Mundo” (2014), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar, além de Timothée Chalamet, que encara seu primeiro desafio após o premiado “Me Chame Pelo Seu Nome” (2017). Carell nos entrega uma interpretação contida – o que não é uma crítica – porque isso faz com que seu personagem cresça. Já Chalamet rouba todas as cenas do filme com uma interpretação segura, forte e de extrema qualidade, tanto que tem sido indicado às premiações na categoria de ator coadjuvante. O personagem tinha tudo aos seus pés e, mesmo assim, decidiu abrir mão dessa vida aparentemente perfeita para mergulhar num caminho sem fim. E é nessa parte que talvez o filme peque. A produção poderia ser melhor – tudo bem que o ator passou por uma pequena transformação, emagreceu muito para compor o personagem, mas ainda assim faltou um pouco mais de caracterização de uma pessoa que vive drogada. Temos outros filmes maravilhosos que retratam o mesmo tema com perfeição.

O elenco coadjuvante também é bom. A mãe, interpretada por Amy Ryan, é quase um detalhe – os dois estão separados, e ela se mudou para outro estado – enquanto que a madrasta, aqui na pele da excelente Maura Tierney, é respeitosa e incisiva na medida certa. É dela, aliás, uma das cenas mais comoventes do filme. O roteiro também é um problema em alguns momentos – o início é extremamente parado, a narrativa linear cansa após algum tempo. Ainda assim temos cenas maravilhosas, bem dirigidas e bem atuadas – como a conversa entre pai e filho em uma cafeteria, onde Nic, sob o discurso de que “está tudo bem, busca mais dinheiro com o pai para seguir se drogando, culminando em uma discussão extremamente maravilhosa. É de uma maturidade artística impressionante. Têm outras cenas em que a direção mostra explicitamente o uso de drogas, mas sem banalizar o tema.

A trilha sonora também é bem composta – “Beautiful Boy” (título original) é uma referência ao livro adaptado, mas também é uma alusão à clássica canção de John Lennon (feita para o filho Sean). A música não só está presente no longa, como surge num momento delicadíssimo, na voz de Carell.

“Querido Menino” se mostrou um filme tímido, que poderia ter sido bem mais do que foi. Ainda assim é uma oportunidade de se emocionar em alguns momentos, com uma atuação (quase) impecável de Steve Carell e Timothée Chalamet. É um filme pouco profundo, mas não é tão exagerado.

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#Filmes | Me Chame pelo seu Nome

Oi gente!
Bora conferir mais uma dica de filme indicado ao Oscar 2018 – hoje vou falar de “Me Chame pelo seu Nome”, do diretor italiano Luca Guadagnino e baseado no livro do escritor André Aciman.

A casa onde o jovem Elio (Timothée Chalamet) passa os verões é um verdadeiro paraíso no norte da Itália – parada certa para amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o menino está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com os estudos.

E neste verão surge Oliver (Armie Hammer). Elio, no auge de sua puberdade, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia, que parece atravessar o convívio inicial, surge uma paixão que só aumenta. Elio quer estar perto e decide acompanhar Oliver a cada visita ao vilarejo, durante os banhos de rio e está ao seu lado na hora das refeições. Tem ciúmes, tem inveja, tem desejo. O filme retrata o descobrimento sexual de Elio. Uma experiência inesquecível, que o marcará para o resto da vida.

“Me Chame pelo seu Nome” é um filme super sensível, com uma narrativa bem interessante, um roteiro bem desenvolvido e uma adaptação fiel, que nos emociona. No elenco, o grande destaque é o jovem ator Timothée Chalamet – que nos entrega um Elio cheio de nuances e paixões. Um ótimo trabalho do ator de apenas 22 anos, que recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Já Armie Harmer não é um grande ator, mas está bem no papel de sedutor. Completam o elenco Michael Stuhlbarg, Amira Casar e Esther Garrel.

A produção do filme é impecável – o diretor Luca Guadagnino nos traz ótimos ângulos, com planos sequência bem desenvolvidos. A construção e evolução dos personagens são super interessantes, pois eles nos fazem conhecer cada um aos poucos e isso faz com que a identificação fique ainda maior. O design de produção traz uma qualidade técnica da imagem, que realmente nos transporta para os anos 80. O figurino, fotografia e trilha sonora instrumental são outros destaques a parte – me fez lembrar os grandes filmes do cinema italiano. Ahh, e outro detalhe super bacana! O filme tem a produção de um brasileiro – Rodrigo Teixeira.

Outra coisa que eu preciso falar – tem uma cena ao final do filme – gente, que cena!! Timothée Chalamet e Michael Stuhlbarg simplesmente arrasam em um diálogo entre pai e filho sobre o amor. Sério, não tem como não se emocionar!

“Me Chame pelo seu Nome” fala sobre aprendizado, descobertas e amor – e tudo isso de uma forma diferente. Um filme de grande beleza, tocante, inteligente e sem apelações.  No Oscar 2018, concorre em quatro categorias: melhor filme, melhor ator (Timothée Chalamet), melhor roteiro adaptado e melhor canção original (Mystery of Love) – acredito que deve ganhar a estatueta de roteiro adaptado (e será super merecido)!

Lembrando que já tem resenha de outros filmes que também concorrem no Oscar – “Dunkirk” (AQUI), “Corra!” (AQUI), “Lady Bird” (AQUI), “Eu, Tonya” (AQUI), “Trama Fantasma” (AQUI) e “The Post” (AQUI), “O Destino de uma Nação” (AQUI)

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