Tag: thriller

Livro ▪ As Musas

Autor: Alex Michaelides
Editora: Record
Páginas: 350
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Quem me acompanha aqui, sabe que “A Paciente Silenciosa” foi uma das minhas leituras preferidas em 2021. E neste ano, li “As musas”, segundo livro do autor grego Alex Michaelides, publicado também pela editora Record. Porém, dessa vez a experiência não foi igual ao primeiro livro.

A história gira em torno de Mariana, que acredita que o professor Edward Fosca é um assassino. A moça é uma brilhante terapeuta de grupo, mas que ainda vive o luto pela perda de seu marido. Ela parte de Londres até Cambridge para prestar auxílio à sua sobrinha Zoe, que acabou de receber a notícia de que uma de suas amigas da faculdade foi assassinada. Mas o que deveria ser apenas uma viagem para prestar condolências acaba virando uma investigação para Mariana.

E no meio dessa história está o belo e carismático professor de tragédia grega – Edward Fosca – que é adorado tanto pelos funcionários quanto pelos alunos da instituição ― principalmente pelas integrantes de uma sociedade secreta de alunas conhecida como “As Musas”. As evidências apontam algo estranho na relação do professor Fosca e seu grupo de alunas preferidas, principalmente por que as vítimas do assassino são justamente As Musas. Quando mais um cadáver é encontrado, a obsessão de Mariana em provar a culpa de Fosca sai do controle, ameaçando destruir sua credibilidade, além de seus relacionamentos mais próximos.

A história é bem interessante, porém a protagonista é simplesmente insuportável! Este é o principal ponto que me fez não curtir tanto essa leitura. Mariana é bem irritante e sua obsessão pelo professor Fosca não tem tanta justificativa, até porque – DO NADA – ela começa a se interessar por ele. Achei o desenvolvimento deles bem ruim. Em compensação, a história das Musas é totalmente envolvente. Zoe tem uma dualidade muito interessante, assim como as demais meninas do grupo. Ainda, o livro é repleto de referências à literatura grega e também traz algumas referências do livro “A Paciente Silenciosa” – achei bem interessante o paralelo criado entre os dois livros.

O plot twist principal foi um pouco previsível para mim, mas não de uma forma que tenha estragado a história. Porém a insistência da narrativa em culpar um personagem, acaba fazendo com que o leitor deixe de acreditar que ele possa realmente ser o assassino, mesmo que até o último instante, isso é forçado ao leitor. Independente disso, acho muito boa a escrita do autor e vejo grande potencial em seu universo de suspense.

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Livro ▪ A Paciente Silenciosa

Autor: Alex Michaelides
Editora: Record
Páginas: 350
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
“A Paciente Silenciosa” já virou um hype do momento! E não é para menos, o livro é um suspense psicológico que prende durante a leitura, nos hipnotiza a ponto de não conseguir parar de ler.

Acompanhamos a história de Alicia Berenson, uma pintora famosa, casada com Gabriel, um fotógrafo de moda consagrado. Em uma noite, Alicia mata seu marido com cinco tiros. Mantida em um hospital psiquiátrico desde então, Alicia se recusa a dizer uma palavra sequer. O psicoterapeuta forense Theo Faber tem certeza que é o único capaz de entender a mente de Alicia e o que a levou a cometer esse horrível crime, inclusive acreditando em sua inocência. Em paralelo, acompanhamos também os problemas conjugais de Theo e sua esposa Kathy.

O autor Alex Michaelides desenvolve uma boa trama de estreia, em que fatos do passado se alternam com as narrativas do presente. Sua escrita é muito boa, conseguindo passar as emoções que a história exige. A narração do livro é dividida entre o protagonista, Theo, e as memórias de Alicia Berenson, registradas em seu diário. O livro tem capítulos extremamente curtos, o que confere uma agilidade e fluidez. Porém, há um momento de lentidão, no meio do livro.

A trama leva o leitor a fazer diversas perguntas. Porque Alicia destruiria uma vida feliz e o que a levou a (supostamente) matar o marido? Por que Theo tem tanto interesse no caso dela a ponto de criar diversas situações abusivas? Todas essas perguntas são respondidas de uma forma bem interessante. Foi um plot twist que eu não esperava e me surpreendeu.

“A Paciente Silenciosa” foi um thriller psicológico que me interessou bastante, tive uma leitura fluida, gostei dos personagens e da escrita do autor. Inclusive, já deixei na minha wishlist o próximo livro dele – “As Musas”.

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#Livros | A Mulher na Janela

Autor: A.J.Finn
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Arqueiro

Oi gente!
Hoje trago dica de leitura com “A Mulher na Janela”, livro de estreia do americano A. J. Finn, publicado pela editora Arqueiro. Para aqueles que curtem thrillers psicológicos e histórias de suspense, esta é uma ótima dica.

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita, até que conhece Ethan, o filho adolescente. Depois conhece Jane, a matriarca. Tanto Ethan como Jane dão a entender que Alistar, o patriarca da família, talvez seja um homem violento, então o lado psicóloga de Anna fica em alerta. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo?

A história pode parecer um pouco clichê, lembrando outros livros de sucesso como “A garota no Trem” e “Antes de Dormir”, mas o desenvolvimento dessa trama é ótimo, tendo todos os detalhes extremamente bem construídos. Para mim, a leitura foi viciante. Narrado em primeira pessoa – pela protagonista Anna – o livro nos leva a imaginar situações e a desvendar um mistério – que para mim acabou sendo surpreendente. Os demais personagens dão suporte à trama, sempre com atitudes que nos fazem desconfiar a cada capítulo. No final, ninguém é o que parece. A boa escrita aliada a uma narrativa ágil deixou a história cativante. Os capítulos são divididos por data – tudo se passa entre os dias 24 de outubro e 15 de novembro – o que nos ajuda a situar no tempo descritivo. Outra coisa que adorei foram as referências ao cinema, principalmente aos filmes de Alfred Hitchcock. Os capítulos são recheados dessas referências e citações a diálogos de algumas das principais obras de uma época áurea da sétima arte. Fiquei até com vontade de rever “Um Corpo que Cai” (assistido em diversos momentos pela protagonista).

Aos que apreciam tramas instigantes, “A Mulher na Janela” é uma excelente leitura. Foi sem dúvida um dos melhores livros que li até o momento. E o melhor, a história será adaptada para os cinemas e o autor esteve no Brasil para a Bienal de São Paulo. E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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