Tag: Thomasin McKenzie

#Filme | Jojo Rabbit

Oi gente!
Chegou a vez de falarmos do filme “Jojo Rabbit”, que recebeu 6 indicações ao Oscar 2020 – melhor filme, atriz coadjuvante (Scarlett Johansson), figurino, montagem, design de produção e roteiro adaptado.

Baseado no livro de Christine Leunens, a história se passa na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. O pequenino Jojo Betzler (Roman Griffin Davis), de apenas dez anos, vive com a mãe Rosie (Scarlett Johansson), depois da morte de sua irmã mais velha e da ausência do pai que foi lutar na guerra. Jojo foi completamente impregnado pela propaganda nazista e é um orgulhoso membro da Juventude Hitlerista ao ponto de andar fardado quase que o tempo todo, ter as paredes de seu quarto cheias de imagens que idolatram o nazismo, além de ter Adolf Hittler (Taika Waititi) como amigo imaginário. Rosie coloca o filho em um acampamento infantil – uma espécie de grupo de escoteiros nazistas – para afastá-lo de casa, já que ela secretamente ajuda uma sobrevivente judia, a jovem Elsa (Thomasin McKenzie), que vive nas paredes da casa. Depois de várias tentativas frustradas para expulsá-la, Jojo começa a desenvolver empatia pela nova hóspede.

O filme é estrelado, dirigido e roteirizado por Taika Waititi (que também dirigiu Thor: Ragnarok). O cineasta consegue entregar uma interessante sátira ao nazismo. Inclusive nos faz lembrar de filmes como “O Grande Ditador”, de Charles Chaplin e “Primavera para Hitler”, de Mel Brooks. Em “Jojo Rabbit”, podemos analisar uma carga política por trás das piadas, além de um humor totalmente escrachado nos personagens de Sam Rockwell (vencedor do Oscar por “Três Anúncios para um Crime”), Alfie Allen (“Game of Thrones”) e Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”). O elenco infantil é o grande destaque – Roman Griffin Davis (em sua estreia nas telons) e Thomasin McKenzie conquistam o espectador pela fofura e, principalmente, pela carga dramática que seus personagens apresentam. Scarlett Johansson também faz um ótimo trabalho – inclusive foi indicada ao Oscar por dois filmes diferentes, na categoria principal e coadjuvante. A atriz traz uma leveza necessária – a relação de mãe e filho é belíssima e funciona para amplificar o abismo entre a lavagem cerebral nazista e a inocência infantil. Vou dar um pequeno spoiler aqui – se ainda não assistiu, pelo para o próximo parágrafo! A cena da morte da mãe de Jojo é extremamente emocionante – não tem como impedir que as lágrimas caiam. Toda a composição da cena, mostrando apenas os sapatos da personagem, que já haviam sido trabalhados em tela, foi simplesmente para despedaçar nossos corações. É de uma leveza emocional.

Com um humor inteligente, “Jojo Rabbit” é um filme necessário nos dias de hoje, que traz uma reflexão interessante para o espectador e uma mensagem de amor ao próximo. No Oscar, acho que infelizmente não deve ter grande expressão – merecia muito mais!

Quer saber mais sobre o Oscar 2020? Confira as críticas que já fiz sobre os filmes “Dois Papas” (AQUI), “Parasita” (AQUI), “Ford Vs Ferrari” (AQUI), “Adoráveis Mulheres” (AQUI) e “O Escândalo” (AQUI) 

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