Tag: The Morning Show

Apostas para o Emmy 2020

Oi gente!
Neste domingo, dia 20, teremos a premiação do Emmy 2020. A cerimônia será um pouco diferente neste ano devido a pandemia – não teremos tapete vermelho, as celebridades estarão quietinhas em suas casas, totalmente sem aglomeração. Mas ainda assim, a concorrência promete ser acirrada. E como todo ano, vamos às apostas!!

Primeiramente as categorias de drama – Minha aposta é “Succession”. A série da HBO está com força para vencer; sua 2ª temporada é super elogiada pela crítica. “Ozark” e “The Crown”, ambas da Netflix, também correm por fora.

Para as categorias de atuação: Queria muito ver a vitória de Jennifer Aniston, por sua interpretação em “The Morning Show”. A atriz concorre com o primeiro episódio “In the Dark Night of the Soul It’s Always 3:30 in the Morning”, que realmente é seu melhor momento – aquela cena inicial em que sua personagem Alex Levy precisa anunciar que seu companheiro de bancada foi demitido por assédio sexual é simplesmente fantástica. Porém, Laura Linney (Ozark) e Olívia Colman (The Crown) também têm chances. Como atriz coadjuvante, amaria ver Helena Bohan Carter – a princesa Margaret de “The Crown” – recebendo o prêmio. Julia Garner (Ozark), que já venceu ano passado, também vem forte neste ano. Meryl Streep (Big Little Lies) e Sarah Snook (Succession) são as apostas do coração.

Na atuação masculina, acho que a vitória de Brian Cox já é garantida. Ele concorre com o 3º episódio da 2ª temporada – aquele em que a família Roy parte para um retiro de caça na Hungria. Furioso com algumas coisas, Logan submete Greg, Tom e Karl a um jogo cruelmente humilhante, que ele chama de “Javali No Chão”. Essa cena é muito forte! Seu companheiro de série Jeremy Strong talvez corra por fora. Já na categoria de coadjuvantes, aposto em Billy Crudup, de “The Morning Show”, mas Kieran Culkin também merecia por seu papel em “Succession”.

Agora vamos as categorias de comédia“The Marvelous Mrs Maisel” e “Schitt’s Creek” estão no páreo. Com certeza será uma disputa bem acirrada entre as duas. Aposto mais com o coração em Mrs Maisel. “The Good Place” também seria uma vitória interessante, que eu iria amar.

Para atriz em comédia, Catherine O’Hara pode ser a escolhida. A atriz veterana encerrou sua participação em “Schitt’s Creek”, com o final da série – esta pode ser uma motivação para os votantes lhe darem o prêmio. Porém Rachel Brosnahan, de “The Marvelous Mrs Maisel”, também é uma aposta forte. Como coadjuvante, Alex Borstein, de Mrs Maisel, deve levar pelo terceiro ano consecutivo. Minha aposta do coração fica para D’Arcy Carden, a Janet de “The Good Place”.

Ramy Youssef deve surpreender e levar a categoria de ator em comédia. Ele já venceu o Globo de Ouro no início do ano e pode sair vitorioso novamente. Já Tony Shalhoub, de “The Marvelous Mrs Maisel” é minha aposta em ator coadjuvante. Rapidamente… deixar bem claro aqui, que comédia não é meu forte!

Por fim, vamos as apostas em minissérie. Provavelmente “Watchmen”, da HBO, deve dominar as categorias. Regina King e Jeremy Irons são apostas fortes para atores principais. Adoraria que “Little Fires Everywhere” tivesse algum reconhecimento, seja em minissérie ou atriz com Kerry Washington. Mark Ruffalo poderia surpreender pela atuação dupla em “I Know this much is True”. Nas categorias coadjuvantes, adoraria ver Toni Colette (“Inacreditável”) e Jim Parsons (“Hollywood”) como vencedores. Ainda assim, temos vários atores de “Watchmen” concorrendo.

Quero saber as apostas de vocês! Concordam com as minhas escolhas? Lembrando que a cerimônia será exibida neste domingo, a partir das 20h30, na TNT.

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#Série | The Morning Show

Oi gente!
Todos quietinhos em suas casas? Respeitando o isolamento social? Espero que sim! O blog estava um pouquinho parado por causa do meu trabalho, mas agora que grande parte da população está em casa, podendo fazer várias maratonas de séries e filmes, que tal conferirmos a dica de hoje! Até porque reunir Jennifer Aniston, Reese Whiterspoon e Steve Carell em uma única produção já é sinal que vem coisa boa por aí! Hoje vou falar de “The Morning Show”, primeira produção da Apple TV+

O ponto de partida da produção é apresentar o bastidor voraz de um “programa da manhã”. Muito popular nos Estados Unidos, cada canal tem um show matinal e eles brigam por audiência. Enquanto acompanhamos esses bastidores, somos apresentados principalmente à disputa de poder que acontece por trás das câmeras.

Apresentado por Alex Levy (Jennifer Aniston) e Mitch Kessler (Steve Carell) há uma década, o programa The Morning Show sofre com um grande escândalo com a denúncia de assédio contra Mitch, o que leva à sua demissão imediata pela UBA, canal produtor do programa, desencadeando frenéticas reformulações do TMS, a começar por uma Alex fragilizada tendo que tomar as rédeas para enfatizar que ainda é relevante e pode segurar a audiência. A questão é que tudo acontece na semana em que um vídeo de uma repórter de interior gritando verdades contra um manifestante acaba viralizando, o que a torna uma das convidadas da atração. Essa é a oportunidade perfeita para que Cory Ellison (Billy Crudup) manipule a situação a ponto de conseguir que Bradley Jackson (Reese Whiterspoon), a repórter, acabe como co-âncora de Alex, o que seria o primeiro passo para que ele consiga derrubar o presidente do canal.

Para mim, a narrativa demorou um pouquinho para engrenar. A série me conquistou mesmo a partir do quarto, quinto episódio. O ritmo é um pouco lento no início, apesar de termos algumas cenas boas nos primeiros episódios, como por exemplo, o discurso da personagem Alex sobre a intolerância às atitudes machistas e sexistas após a demissão de Mitch, logo no primeiro episódio. Depois da metade, o ritmo melhora, torna-se mais ágil, e com o decorrer da história fica bem interessante acompanhar.

Um ponto muito forte em “The Morning Show” é justamente o tema. Com o movimento “MeToo” em alta, a discussão se torna atual. E o elenco estrelar ajuda muito no desenvolvimento. Apesar de toda carga dramática de Jennifer Aniston, na minha opinião o grande destaque da série é Reese Witherspoon. A personagem tem uma evolução interessante e uma história que vai conquistando o espectador, além de que Bradley Jackson possibilita à atriz diversas facetas, dando a oportunidade de construir um perfil bem interessante. Sem falar que para os fãs de Friends, rever Aniston e Witherspoon juntas novamente, já deu aquela sensação nostálgica maravilhosa. Valeu a pena os 2 milhões de dólares pagos por cada episódio às duas atrizes.

E o elenco coadjuvante também é interessante, principalmente por Mark Duplass, que interpreta o inseguro diretor Chip. A série também conta com algumas participações especiais, como o episódio que teve a cantora Kelly Clarkson.

Para encerrar, o episódio final deixou um ótimo gancho para a próxima temporada, que já foi confirmada. Não é fácil trabalhar um assunto do momento sem cair na armadilha do maniqueísmo ou do didatismo extremo, mas o showrunner Jay Carson, mesmo derrapando no começo, recupera sem demora o equilíbrio e presenteia a Apple TV+ com sua melhor série inaugural.

Um pequeno comentário que gostaria de fazer é em relação à “possível” dificuldade em assistir a série. Para aqueles que tem produtos da Apple – no meu caso tenho Iphone – basta apenas baixar o app para ver. Cheguei a pesquisar como seria para quem não tem nenhum dos produtos Apple – seja o Iphone, iPad, MacBook ou AppleTV – e descobri que não é possível ver, afinal de contas para assinar é necessário o ID Apple. É uma forma da marca, talvez, conseguir emplacar mais vendas, porém, ainda assim acho que dificulta, e muito, ao público em geral conseguir ter acesso aos conteúdos, sendo necessário recorrer a sites piratas para download. É uma pena!

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