Tag: suspense

#Livros | A Mulher na Janela

Autor: A.J.Finn
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Arqueiro

Oi gente!
Hoje trago dica de leitura com “A Mulher na Janela”, livro de estreia do americano A. J. Finn, publicado pela editora Arqueiro. Para aqueles que curtem thrillers psicológicos e histórias de suspense, esta é uma ótima dica.

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita, até que conhece Ethan, o filho adolescente. Depois conhece Jane, a matriarca. Tanto Ethan como Jane dão a entender que Alistar, o patriarca da família, talvez seja um homem violento, então o lado psicóloga de Anna fica em alerta. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo?

A história pode parecer um pouco clichê, lembrando outros livros de sucesso como “A garota no Trem” e “Antes de Dormir”, mas o desenvolvimento dessa trama é ótimo, tendo todos os detalhes extremamente bem construídos. Para mim, a leitura foi viciante. Narrado em primeira pessoa – pela protagonista Anna – o livro nos leva a imaginar situações e a desvendar um mistério – que para mim acabou sendo surpreendente. Os demais personagens dão suporte à trama, sempre com atitudes que nos fazem desconfiar a cada capítulo. No final, ninguém é o que parece. A boa escrita aliada a uma narrativa ágil deixou a história cativante. Os capítulos são divididos por data – tudo se passa entre os dias 24 de outubro e 15 de novembro – o que nos ajuda a situar no tempo descritivo. Outra coisa que adorei foram as referências ao cinema, principalmente aos filmes de Alfred Hitchcock. Os capítulos são recheados dessas referências e citações a diálogos de algumas das principais obras de uma época áurea da sétima arte. Fiquei até com vontade de rever “Um Corpo que Cai” (assistido em diversos momentos pela protagonista).

Aos que apreciam tramas instigantes, “A Mulher na Janela” é uma excelente leitura. Foi sem dúvida um dos melhores livros que li até o momento. E o melhor, a história será adaptada para os cinemas e o autor esteve no Brasil para a Bienal de São Paulo. E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livros | Em Águas Sombrias

Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…

Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 364
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Para mim, Paula Hawkins foi uma grata surpresa com “A Garota no Trem” – eu gostei bastante, tanto do livro, como da adaptação feita para o cinema, com a atriz Emily Blunt. E agora, ela está de volta com seu segundo livro “Em Águas Sombrias”, que também explora o universo do suspense.

A história aborda a relação entre as irmãs Jules e Nel Abbott, que sempre foi frágil e complicada – motivo pelo qual Jules sempre evitou a irmã. Até que Nel aparece morta no rio que corta a cidade, obrigando Jules a retornar para o lugar onde ela acreditava já ter deixado para trás. Acontece que, pouco tempo antes da morte de Nel, uma adolescente morreu no mesmo lugar. Agora, a morte de ambas não só abre perguntas para a verdade por trás de seus trágicos fins como também passa a desenterrar segredos do passado.

Diziam as lendas locais que, na época de caça às bruxas, uma menina chamada Libby foi condenada e deixada para se afogar naquelas águas por conta de seus conhecimentos sobre ervas e cura. Ela não escolheu seu destino, mas outras mulheres (como Lauren Townsend, Katie Witthaker e Nel Abbott) foram até ali por sua própria vontade, fazendo com que o lugar ficasse conhecido por Poço dos Afogamentos.

A história também traz diversos personagens – Sean Townsend é o investigador da cidade, que tenta descobrir as verdades sobre o Poço dos Afogamentos, já que sua mãe Lauren também se “suicidou” anos atrás; Lena Abbott era melhor amiga de Katie e filha de Nel, uma esquisita aos olhos dos moradores da cidade, tal como a mãe; Louise Witthaker é a mãe de Katie e não consegue ver a filha com o desequilíbrio emocional que disseram existir; Nickie é uma “velha louca”, que ouve o rio e as vozes dentro dele; Erin é outra detetive cuidando do caso de Nel – a única pessoa sem qualquer envolvimento com a cidade; Patrick é o pai de Sean – um homem marcado por uma terrível perda em seu passado, misterioso e super protetor com o filho e com a nora Helen.

E essa mistura variada de personagens que causa uma certa confusão no início do livro. Cada capítulo é narrado por um personagem, porém a autora começa a história sem que nós saibamos algo sobre cada um. Quando comecei a ler fiquei super perdido, pois não sabia quem era quem e o que eles tinham a ver com os acontecimentos. Somente depois de conhecer todos os narradores que percebi o quanto a opinião deles era essencial para manter o clima de suspense da trama. Para mim, a leitura começou a engrenar do meio para o final – tanto que levei algumas semanas (bastante tempo) para ler todo o livro. Além disso, alguns capítulos são narrados em primeira pessoa, outros em terceira.

Já o final do livro me decepcionou, em partes. Foi bem previsível, porque a autora deu algumas pistas do que iria acontecer bem no início do livro. Quando chegou o momento da revelação, eu sabia o que iria acontecer e não tive aquela surpresa. Mas acho que foi proposital – pois a surpresa maior está no último parágrafo (vou me conter para não contar SPOILERS). No geral, eu indico esse livro!

E pessoal, não se esqueçam de participar da PROMOÇÃO ESSE KINDLE É MEU! que irá sortear um kindle + obra completa da autora Ana Ferrarrezi autografada. Quem quiser saber mais é só clicar neste link!