Tag: suspense

Livro ▪ Mentirosos

Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vou trazer minhas considerações sobre um livro beeeem hypado! “Mentirosos”, da editora Seguinte, traz um mistério envolvendo os integrantes da família Sinclair. Esse livro costuma dividir opiniões, mas para mim, funcionou muito bem!

Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Todos os verões, a família se reúne na ilha particular de Beechwood, onde Cadence, neta primogênita e principal herdeira, cresce ao lado dos primos, Mirren e Johnny, e do amigo Gat, um grupo nomeado de Mentirosos pelas tias. Os verões são cheios de lembranças e diversão, até o verão dos quinze.

No fatídico verão em que os quatro tinham quinze anos, Cady sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Neste período, ela não teve notícias dos seus primos e nem de Gat – seu grande amor, e todos da família se recusam a falar sobre o que aconteceu com ela no dia do trágico acidente, lhe tratando com bastante cuidado e lhe deixando a parte de qualquer vestígio sobre o que lhe ocorreu, até o dia em que Cadence volta a Beechwood, e aos poucos começa a montar o quebra cabeça do que realmente aconteceu com ela e sua família.

A história de “Mentirosos” segue um suspense young adult, bem construído, que me prendeu logo no começo. Os personagens são bem construídos e a leitura fluiu bastante, foi um livro que li bem rapidinho. A narrativa envolvendo os quatro jovens conduz toda a história, que ainda apresenta interessantes paralelos, como as brigas familiares por herança e desconfianças entre todos os personagens.

O livro é todo contado do ponto de vista de Cady e, como ela não tem as lembranças completas daquele verão, nós também não temos toda a perspectiva do que aconteceu, e isso torna a leitura ainda mais interessante, pois vamos descobrindo as coisas junto com a personagem. E preciso comentar que o final foi bem surpreendente pra mim, realmente não imaginei o plot que teve, e assim que terminei, fiquei aquele tempinho parado sem saber o que pensar. Adoro quando a leitura me proporciona mistos de sentimentos.

Minha ansiedade pulou lá em cima para conseguir terminar o livro, realmente não conseguia largar. Mentirosos é um livro com uma trama bem construída e personagens complexos, com imperfeições e conflitos. A narrativa aborda certos clichês, mas para mim, isso não fez diferença. É uma ótima experiência para quem quer um mistério rápido, bem construído e que nos surpreende a cada página.

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Livro ▪ Garotas em Chamas

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Skoob
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Oi gente!
C.J. Tudor tem se mostrado uma ótima autora de suspense, tanto que todas suas histórias sempre me prendem, e com “Garotas em Chamas” não foi diferente. O thriller me prendeu do início ao fim e aguçou muito minha curiosidade para saber o que estava realmente acontecendo.

A história se passa na pequena Chapel Croft. Cinco séculos atrás, mártires protestantes foram traídos, e então queimados. Trinta anos atrás, duas adolescentes desapareceram sem deixar vestígios. E há algumas semanas, o responsável pela paróquia local se enforcou na igreja. Agora, a reverenda Jack Brooks, mãe solteira de uma jovem de quatorze anos, chega a esse vilarejo em busca de um recomeço. Em vez disso, encontra um lugar tomado por conspirações e segredos, e é recebida com um estranho pacote de boas-vindas: um kit de exorcismo e um bilhete: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto”. Quanto mais Jack e sua filha, Flo, exploram a cidadezinha e conhecem seus estranhos moradores, mais as duas se aprofundam em feridas antigas, mistérios e suspeitas.

A relação entre Jack e Flo é bem delicada, com altos e baixos. Além disso, ambas se mostram bem humanas, com atitudes ambíguas, entre erros e acertos. E foi bem interessante como a autora trabalhou a evolução delas, assim como dos personagens secundários, que transitam pela narrativa, sempre de forma misteriosa, escondendo segredos, como forma de confundir o leitor. Jack também tem coisas não resolvidas em seu passado e a relação de Flo com um menino da cidade abala ainda mais tudo isso.

A narrativa dividida entre passado e presente, foca em dois mistérios. O desaparecimento de duas amigas que até hoje traz consequências aos moradores da cidade, além do mito de que garotas pegam fogo para assombrar os acontecimentos do passado. A mistura entre religião, elementos sobrenaturais e mistério cria toda uma ambientação fantástica para o livro.

Como falei, C.J. Tudor tem se tornado uma das minhas autoras favoritas de suspense. Suas histórias prendem do início ao fim e a autora tem apresentado uma versatilidade muito interessante. “Garotas em Chamas” traz uma história potente, com reviravoltas e mistérios que nos faz criar várias teorias. Ótima leitura para quem curte o gênero.

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Livro ▪ As Musas

Autor: Alex Michaelides
Editora: Record
Páginas: 350
Skoob
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Oi gente!
Quem me acompanha aqui, sabe que “A Paciente Silenciosa” foi uma das minhas leituras preferidas em 2021. E neste ano, li “As musas”, segundo livro do autor grego Alex Michaelides, publicado também pela editora Record. Porém, dessa vez a experiência não foi igual ao primeiro livro.

A história gira em torno de Mariana, que acredita que o professor Edward Fosca é um assassino. A moça é uma brilhante terapeuta de grupo, mas que ainda vive o luto pela perda de seu marido. Ela parte de Londres até Cambridge para prestar auxílio à sua sobrinha Zoe, que acabou de receber a notícia de que uma de suas amigas da faculdade foi assassinada. Mas o que deveria ser apenas uma viagem para prestar condolências acaba virando uma investigação para Mariana.

E no meio dessa história está o belo e carismático professor de tragédia grega – Edward Fosca – que é adorado tanto pelos funcionários quanto pelos alunos da instituição ― principalmente pelas integrantes de uma sociedade secreta de alunas conhecida como “As Musas”. As evidências apontam algo estranho na relação do professor Fosca e seu grupo de alunas preferidas, principalmente por que as vítimas do assassino são justamente As Musas. Quando mais um cadáver é encontrado, a obsessão de Mariana em provar a culpa de Fosca sai do controle, ameaçando destruir sua credibilidade, além de seus relacionamentos mais próximos.

A história é bem interessante, porém a protagonista é simplesmente insuportável! Este é o principal ponto que me fez não curtir tanto essa leitura. Mariana é bem irritante e sua obsessão pelo professor Fosca não tem tanta justificativa, até porque – DO NADA – ela começa a se interessar por ele. Achei o desenvolvimento deles bem ruim. Em compensação, a história das Musas é totalmente envolvente. Zoe tem uma dualidade muito interessante, assim como as demais meninas do grupo. Ainda, o livro é repleto de referências à literatura grega e também traz algumas referências do livro “A Paciente Silenciosa” – achei bem interessante o paralelo criado entre os dois livros.

O plot twist principal foi um pouco previsível para mim, mas não de uma forma que tenha estragado a história. Porém a insistência da narrativa em culpar um personagem, acaba fazendo com que o leitor deixe de acreditar que ele possa realmente ser o assassino, mesmo que até o último instante, isso é forçado ao leitor. Independente disso, acho muito boa a escrita do autor e vejo grande potencial em seu universo de suspense.

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Livro ▪ Uma Mulher na Escuridão

Autor: Charlie Donlea
Editora: Faro Editorial
Páginas: 304
Skoob
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Oi gente!
A última leitura de 2021 (que na verdade finalizei em 2022) foi “Uma Mulher na Escuridão” – suspense de Charlie Donlea, publicado pela Faro Editorial. A história foi bem interessante e me prendeu, apesar de ter abandonado um pouco a leitura para descansar no finalzinho do ano.

Ao limpar o escritório de seu pai falecido há uma semana, a investigadora forense Rory encontra pistas e documentos ocultados da justiça que a fazem mergulhar num caso sem solução ocorrido 40 anos atrás. No verão de 1979, cinco mulheres de Chicago desapareceram. O predador, apelidado de Ladrão, não deixou nenhum corpo ou pista — até que a polícia recebeu um pacote enviado por uma mulher misteriosa chamada Angela Mitchell, cujas habilidades de investigação levaram à sua identidade: o próprio marido! Mas antes que a polícia pudesse interrogá-la, Angela desapareceu. Agora, Rory descobre que o Ladrão está prestes ser posto em liberdade condicional.

Sendo um ex-cliente de seu pai, Rory reluta em representar o assassino, que continua afirmando não ter matado a esposa. Agora o acusado deseja que Rory faça o que seu pai prometeu: provar que ela ainda está viva. Enquanto Rory começa a reconstruir os últimos dias de Angela, outro assassino emerge das sombras, replicando o mesmo modus operandi daqueles assassinatos. A cada descoberta, Rory se enreda mais no enigma de Angela Mitchell, e na mente atormentada do Ladrão.

Eu já havia lido outra obra do autor (“A Garota do Lago”) e gostei bastante, portanto tinha expectativas boas, que se confirmaram, de certa forma. O suspense é bom, prende atenção, porém não gostei de alguns desenvolvimentos. O início da história é um pouco confuso. A narrativa se passa no presente sendo contada pela Rory e no passado com Angela. Porém, antes das histórias se cruzarem, Rory pega um outro caso de investigação e, do nada, ela praticamente esquece esse caso, deixa de lado para focar na história de Angela e fica por isso mesmo. O livro chega ao final e não há uma conclusão para isso. Não sei se haverá uma sequência desse livro para contar mais, porém foi algo bem frustrante.

Mas de um modo geral, o mistério em torno de Angela e seu marido é o ponto forte do livro. Eu gostei mais dos capítulos narrados no passado. E uma das especialidades do autor são as reviravoltas. É incrível a capacidade que ele tem de surpreender. O desenvolvimento do livro possui um plot que eu não estava esperando, o que deixou a leitura mais densa e interessante.

“Uma Mulher na Escuridão” não entrou na lista das melhores leituras do ano, mas cumpriu seu papel em entreter e entregou um suspense até que interessante, com tensão e reviravoltas. E ainda pretendo ler outros livros do autor! Qual vocês indicam?

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Livro ▪ Jogos de Herança

Autora: Jennifer Lynn Barnes
Editora: Alt
Páginas: 432
Skoob
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Oi gente!
Uma das melhores leituras de 2021 foi com certeza “Jogos de Herança”, da editora Alt, escrito pela Jennifer Lynn Barnes. Para quem já assistiu, a história lembra muito o filme “Entre Facas e Segredos”, misturando muita investigação e mistério.

Avery Grambs tem um plano para um futuro melhor: sobreviver ao ensino médio, ganhar uma bolsa de estudos e garantir sua independência. Mas sua sorte muda no instante em que o bilionário Tobias Hawthorne morre e deixa toda a sua fortuna para ela… sendo que ela não tem ideia do porquê – ou mesmo de quem ele é. Para receber a herança, Avery deve se mudar para a enorme Casa Hawthorne, onde cada cômodo tem o toque do magnata – e seu amor por quebra-cabeças, enigmas e códigos. Infelizmente, a mansão também é ocupada pela família que Tobias Hawthorne acabou de despojar, incluindo os quatro netos do bilionário: garotos perigosos, magnéticos e brilhantes que cresceram com a expectativa de que um dia herdariam bilhões. Enquanto o herdeiro Grayson Hawthorne está convencido de que Avery é uma vigarista, seu irmão, Jameson, a vê como o último mistério de seu avô: um enigma a ser resolvido.

A escrita da autora me conquistou desde o primeiro momento, não conseguia parar de ler! Toda a trama é bem construída e os personagens são cativantes. O mistério acerca da herança prendeu minha atenção e as ligações dos protagonistas para resolverem foi o ponto alto da história. Além disso, a trama possui algumas questões do passado de todos os personagens, o que eleva ainda mais a curiosidade. O ritmo é acelerado e quando você percebe, todas as peças do quebra-cabeça se encaixam. Adorei as vibrações que a história passa: as contradições em torno dos Hawthornes, as mudanças repentinas na vida de Avery e porquê um homem deixou tudo para uma estranha ao invés da sua própria família.

E pesquisando, descobri que haverá continuação. Já estou aguardando ansiosamente!

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Livro ▪ A Paciente Silenciosa

Autor: Alex Michaelides
Editora: Record
Páginas: 350
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Oi gente!
“A Paciente Silenciosa” já virou um hype do momento! E não é para menos, o livro é um suspense psicológico que prende durante a leitura, nos hipnotiza a ponto de não conseguir parar de ler.

Acompanhamos a história de Alicia Berenson, uma pintora famosa, casada com Gabriel, um fotógrafo de moda consagrado. Em uma noite, Alicia mata seu marido com cinco tiros. Mantida em um hospital psiquiátrico desde então, Alicia se recusa a dizer uma palavra sequer. O psicoterapeuta forense Theo Faber tem certeza que é o único capaz de entender a mente de Alicia e o que a levou a cometer esse horrível crime, inclusive acreditando em sua inocência. Em paralelo, acompanhamos também os problemas conjugais de Theo e sua esposa Kathy.

O autor Alex Michaelides desenvolve uma boa trama de estreia, em que fatos do passado se alternam com as narrativas do presente. Sua escrita é muito boa, conseguindo passar as emoções que a história exige. A narração do livro é dividida entre o protagonista, Theo, e as memórias de Alicia Berenson, registradas em seu diário. O livro tem capítulos extremamente curtos, o que confere uma agilidade e fluidez. Porém, há um momento de lentidão, no meio do livro.

A trama leva o leitor a fazer diversas perguntas. Porque Alicia destruiria uma vida feliz e o que a levou a (supostamente) matar o marido? Por que Theo tem tanto interesse no caso dela a ponto de criar diversas situações abusivas? Todas essas perguntas são respondidas de uma forma bem interessante. Foi um plot twist que eu não esperava e me surpreendeu.

“A Paciente Silenciosa” foi um thriller psicológico que me interessou bastante, tive uma leitura fluida, gostei dos personagens e da escrita do autor. Inclusive, já deixei na minha wishlist o próximo livro dele – “As Musas”.

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#Livro | As Outras Pessoas

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Skoob
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Oi gente!
Assim que terminei a leitura de “O Homem de Giz” (tem resenha AQUI), já engatei “As Outras Pessoas”, da mesma autora C.J. Tudor, publicada pela Editora Intrínseca.

Gabe teve seu mundo virado de cabeça para baixo quando recebeu a notícia que sua esposa, Jenny e sua filha Izzy, foram assassinadas em casa. Mas o que ele sabe é que essa notícia referente a sua filha não pode ser verdade, pois quando estava na rodovia, ele viu sua filhinha em um furgão e chegou a persegui-lo sem sucesso. Três anos depois, Gabe passa seus dias e noites rodando pela estrada em que viu Izzy pela última vez.

Katie é garçonete em um dos postos de gasolina por onde Gabe passa à procura da filha. Ela sabe o que é perder alguém. Há nove anos, sua família ficou destruída depois que seu pai foi assassinado. Fran também vive na estrada com Alice. Mas elas não estão à procura de ninguém, mas estão fugindo, porque Fran sabe que, se um dia as encontrarem, elas serão mortas. Todas as três histórias têm algo em comum e irão se entrelaçar.

A narrativa de C.J. Tudor é bem empolgante e prende a atenção do leitor. Confesso que no início não estava entendendo muito as ligações, porém a partir de um momento, tudo se esclarece, e o arco narrativo faz sentido. Ao final houve um plot sobrenatural que também não me agradou muito.

Os personagens são bem construídos e possuem uma complexidade e autenticidade interessante; o protagonista tem uma boa narrativa, o que faz com que torçamos por ele. Já os secundários carregam mistérios e são essenciais para o desenvolvimento da história. Além disso, assim como os outros dois livros de C.J. Tudor, a Editora Intrínseca dá um show com a edição do livro – capa dura, fonte legível, páginas pretas, ilustração bonita. Vale a pena conferir!

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Livro | O Homem de Giz

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
No final do ano ganhei de uma amiga querida o livro “O Homem de Giz”, romance de estreia de C.J. Tudor, e já mergulhei na leitura dessa obra. Publicado pela Editora Intrínseca, o livro traz uma atmosfera de suspense e uma história contagiante.

Na pequena cidade de Anderbury, em 1986, existia um grupo de amigos inseparáveis. Eddie, Gav, Mickey, Hoppo e Nicky (a única menina do grupo) estavam sempre atrás de uma aventura diferente. Os desenhos a giz são um código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendiam. Ao se reunirem em uma feira que acontece na sua cidade, eles são surpreendidos com uma tragédia que mudará a vida de todos, principalmente a do jovem Eddie. Ele criará uma eterna conexão com o novo professor da cidade, o estranho e pálido Sr. Halloran. Se esse incidente não bastasse, desenhos misteriosos levam o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque.

Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.

Mesclando uma narrativa que se alterna entre passado e presente, o livro é narrado pelo Eddie, assim conhecemos a história através de sua perspectiva, o que ajuda muito, já que o personagem é carismático e cria situações que mexem com o psicológico. A autora criou uma ótima trama, tanto que nos faz esquecer a principal regra dos livros de suspense/thriller: duvide de todos, nunca acredite em ninguém. A amizade retratada e suas consequências no futuro são o grande destaque.

Além disso, preciso elogiar a edição da Intrínseca, que está incrível. Capa dura, com vários homens palito (grande referência da obra) desenhados, por dentro uma bela diagramação e cada início de capítulo com páginas pretas. Foi a única coisa que não gostei muito, dificultava a leitura.

Enfim, a trama nos faz refletir sobre o quanto evoluímos, independente de nossas escolhas. A resolução dos mistérios da trama foi muito interessante, apesar de ter sido um pouco corrido. Uma leitura de primeira, digna de elogios!

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#Livros | A Mulher na Janela

Autor: A.J.Finn
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Skoob
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Foto: Facebook Arqueiro

Oi gente!
Hoje trago dica de leitura com “A Mulher na Janela”, livro de estreia do americano A. J. Finn, publicado pela editora Arqueiro. Para aqueles que curtem thrillers psicológicos e histórias de suspense, esta é uma ótima dica.

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita, até que conhece Ethan, o filho adolescente. Depois conhece Jane, a matriarca. Tanto Ethan como Jane dão a entender que Alistar, o patriarca da família, talvez seja um homem violento, então o lado psicóloga de Anna fica em alerta. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo?

A história pode parecer um pouco clichê, lembrando outros livros de sucesso como “A garota no Trem” e “Antes de Dormir”, mas o desenvolvimento dessa trama é ótimo, tendo todos os detalhes extremamente bem construídos. Para mim, a leitura foi viciante. Narrado em primeira pessoa – pela protagonista Anna – o livro nos leva a imaginar situações e a desvendar um mistério – que para mim acabou sendo surpreendente. Os demais personagens dão suporte à trama, sempre com atitudes que nos fazem desconfiar a cada capítulo. No final, ninguém é o que parece. A boa escrita aliada a uma narrativa ágil deixou a história cativante. Os capítulos são divididos por data – tudo se passa entre os dias 24 de outubro e 15 de novembro – o que nos ajuda a situar no tempo descritivo. Outra coisa que adorei foram as referências ao cinema, principalmente aos filmes de Alfred Hitchcock. Os capítulos são recheados dessas referências e citações a diálogos de algumas das principais obras de uma época áurea da sétima arte. Fiquei até com vontade de rever “Um Corpo que Cai” (assistido em diversos momentos pela protagonista).

Aos que apreciam tramas instigantes, “A Mulher na Janela” é uma excelente leitura. Foi sem dúvida um dos melhores livros que li até o momento. E o melhor, a história será adaptada para os cinemas e o autor esteve no Brasil para a Bienal de São Paulo. E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Em Águas Sombrias

Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…

Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 364
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Para mim, Paula Hawkins foi uma grata surpresa com “A Garota no Trem” – eu gostei bastante, tanto do livro, como da adaptação feita para o cinema, com a atriz Emily Blunt. E agora, ela está de volta com seu segundo livro “Em Águas Sombrias”, que também explora o universo do suspense.

A história aborda a relação entre as irmãs Jules e Nel Abbott, que sempre foi frágil e complicada – motivo pelo qual Jules sempre evitou a irmã. Até que Nel aparece morta no rio que corta a cidade, obrigando Jules a retornar para o lugar onde ela acreditava já ter deixado para trás. Acontece que, pouco tempo antes da morte de Nel, uma adolescente morreu no mesmo lugar. Agora, a morte de ambas não só abre perguntas para a verdade por trás de seus trágicos fins como também passa a desenterrar segredos do passado.

Diziam as lendas locais que, na época de caça às bruxas, uma menina chamada Libby foi condenada e deixada para se afogar naquelas águas por conta de seus conhecimentos sobre ervas e cura. Ela não escolheu seu destino, mas outras mulheres (como Lauren Townsend, Katie Witthaker e Nel Abbott) foram até ali por sua própria vontade, fazendo com que o lugar ficasse conhecido por Poço dos Afogamentos.

A história também traz diversos personagens – Sean Townsend é o investigador da cidade, que tenta descobrir as verdades sobre o Poço dos Afogamentos, já que sua mãe Lauren também se “suicidou” anos atrás; Lena Abbott era melhor amiga de Katie e filha de Nel, uma esquisita aos olhos dos moradores da cidade, tal como a mãe; Louise Witthaker é a mãe de Katie e não consegue ver a filha com o desequilíbrio emocional que disseram existir; Nickie é uma “velha louca”, que ouve o rio e as vozes dentro dele; Erin é outra detetive cuidando do caso de Nel – a única pessoa sem qualquer envolvimento com a cidade; Patrick é o pai de Sean – um homem marcado por uma terrível perda em seu passado, misterioso e super protetor com o filho e com a nora Helen.

E essa mistura variada de personagens que causa uma certa confusão no início do livro. Cada capítulo é narrado por um personagem, porém a autora começa a história sem que nós saibamos algo sobre cada um. Quando comecei a ler fiquei super perdido, pois não sabia quem era quem e o que eles tinham a ver com os acontecimentos. Somente depois de conhecer todos os narradores que percebi o quanto a opinião deles era essencial para manter o clima de suspense da trama. Para mim, a leitura começou a engrenar do meio para o final – tanto que levei algumas semanas (bastante tempo) para ler todo o livro. Além disso, alguns capítulos são narrados em primeira pessoa, outros em terceira.

Já o final do livro me decepcionou, em partes. Foi bem previsível, porque a autora deu algumas pistas do que iria acontecer bem no início do livro. Quando chegou o momento da revelação, eu sabia o que iria acontecer e não tive aquela surpresa. Mas acho que foi proposital – pois a surpresa maior está no último parágrafo (vou me conter para não contar SPOILERS). No geral, eu indico esse livro!

E pessoal, não se esqueçam de participar da PROMOÇÃO ESSE KINDLE É MEU! que irá sortear um kindle + obra completa da autora Ana Ferrarrezi autografada. Quem quiser saber mais é só clicar neste link!