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#Séries | Dynasty

Oi gente!
Nos próximos posts teremos várias dicas de série, já que acabou a fall season nos EUA e as principais produções encerraram suas temporadas. Hoje vou falar de “Dynasty” nova série da CW, exibida simultaneamente na Netflix. O que falar de um seriado criado por dois grandes produtores – Josh Schwartz e Stephanie Savage – responsáveis por sucessos teens como Gossip Girl e The OC, além de ser um reboot de uma das séries de maior sucesso dos anos 80. Só poderia ser TOP.

Dynasty acompanha duas das famílias mais ricas dos Estados Unidos – os Carringtons e os Colbys, que lutam pelo controle de suas fortunas. Blake Carrington (Grant Show) e a jovem Crystal Flores (Nathalie Kelley) estão prestes a se casar, mas a notícia não agrada a todos, principalmente à filha do empresário Fallon Carrington (Elizabeth Gillies).

Além disso, Steven Carrington (James Mackay), só quer saber de gandaia, drogas e, eventualmente, embarcar numa vida política. O filho mais novo de Blake é perdidão e só quer curtir a grana do papai enquanto se envolve com alguns caras, entre eles Sammy Jo (Rafael de la Fuente), sobrinho de Crystal. Por trás de toda essa bagunça, Joseph Anders (Alan Dale) é o fiel mordomo da casa que sabe mais do que as paredes. Por outro lado, Jeff Colby (Sam Adegoke) quer acabar com a família Carrington por causa de problemas do passado e o melhor jeito é se envolvendo com Fallon, porém a moça mantém um caso amoroso mal resolvido com o motorista da família Michael Culhane (Robert Christopher Riley).

O remake segue praticamente a mesma trama da série original, que ficou no ar entre 1981 e 1989, porém houve algumas mudanças, tanto na parte da empresa como mudança de gênero em um personagem. Uma das primeiras mudanças foi a cidade onde se passa a série, na versão antiga os Carringtons eram da cidade de Denver se mudando para Atlanta nessa nova versão. Nos anos 80, Blake Carrington era um magnata do petróleo, hoje é o dono da maior empresa de energia global. Já a principal troca foi com relação ao personagem Sammy Jo – antigamente era a atriz Heather Locklear quem deu vida à sobrinha de Crystal – uma alpinista social que queria se aproveitar da riqueza dos Carringtons. No reboot, o personagem virou homem e até o momento está mais para “bom vivant” do que vilão aproveitador.

Dynasty pode não ser uma série super elaborada, mas é bem parecida com uma novela, cheia de reviravoltas. E, na minha opinião, essa é a melhor característica. No início, Fallon e Steve estão envolvidos com as maracutaias de Blake – eles são cúmplices de quase todas as decisões do patriarca quando a pauta é “defender a família”. Blake é o típico ricaço poderoso que tem uma equipe de espiões, policiais, advogados e infiltrados totalmente preparados para defender a reputação deles quando alguma polêmica surge. O primeiro impasse da trama envolve a morte de um antigo amante de Cristal – Matthew Blaisdel (Nick Wechsler – lembram dele? Era o Jack em Revenge). Em seguida, a esposa do falecido se torna uma pedra no sapato de Crystal. Já no meio da série, o passado da esposa de Blake vem à tona. E se não bastasse tudo isso, Alexis – mãe de Fallon e Steven retorna, transformando a vida de todos em um verdadeiro inferno.

No elenco, Elizabeth Gillies (a Jade West, de Victorius) e Nathalie Kelley (de The Vampire Diaries) protagonizam os principais momentos da série. Não são grandes interpretações, mas estão na média. Grant Show e Alan Dale são os grandes destaques. Já a indicada ao Globo de Ouro, Nicollette Sheridan faz uma ótima participação como Alexis Carrington – tanto que sua personagem será fixa na próxima temporada. Como vocês perceberam, não temos grandes nomes neste remake, diferente da original que trazia atores consagrados da época como John Forsythe, Linda Evans e Joan Collins.

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Com 22 episódios para sua primeira temporada, Dynasty é um ótimo “novelão”, com tramas movimentadas, grandes reviravoltas e ótimos personagens. A série já foi confirmada para sua segunda temporada e retorna dia 11 de outubro na CW e na Netflix. E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Séries | 2ª temporada de 13 Reasons Why

Oi gente!
Acabei de maratonar a 2ª temporada de “13 Reasons Why”, lançada pela Netflix. A 1ª temporada da série foi baseada no livro escrito por Jay Asher, e com o enorme sucesso, foi lançada uma continuação (que não existe no livro). E este é aquele típico exemplo de “deixa quieto enquanto está bom”.

A história gira em torno de Hannah Baker (Katherine Langford, que continua ótima) – a jovem que decide tirar a própria vida e deixa 13 fitas-cassete narrando os motivos que a levaram a isso. A continuação mostrou o julgamento do processo movido pelos pais de Hannah contra a omissão da escola Liberty. Dessa forma, a nova temporada foi narrada pelos demais personagens, mostrando as suas versões da história e como a morte de Hannah afetou suas vidas. Paralelamente, a série vai mostrando o desenrolar de um enredo a partir de imagens de polaroids que são entregues a Clay Jensen (Dylan Minnette).

Clay tenta seguir em frente namorando Skye (Sosie Bacon), uma jovem que também lida com problemas emocionais, mas segue assombrado pela presença da garota por quem era apaixonado. Literalmente: o rapaz passa a ter visões de Hannah e a conversar com ela. Mas a atenção especial é dada a história de Jéssica (Alisha Boe), que tem de lidar com sua condição de sobrevivente de estupro enquanto vê seu abusador, o atleta Bryce Walker (Justin Prentice), circular livremente pelos corredores da escola.

Na minha opinião, o maior problema da série é o roteiro, que foi mal desenvolvido. Uma história que já tinha sido muito comentada, tanto falando bem como falando mal; um assunto que precisa ser discutido, e ainda assim, o desenvolvimento se tornou arrastado – mais treze episódios foram muitos, a história teve uma barriga, cenas desnecessárias e muitas falhas de continuação.

Uma coisa interessante foi a mensagem trazida no início do primeiro episódio. Quando a primeira temporada foi lançada, muito se falou sobre ela influenciar jovens em depressão a se suicidarem. Agora, eles trouxeram parte do elenco conversando com o espectador, inclusive vou copiar todo o texto apresentado:

“13 Reasons Why é uma série de ficção que lida com dificuldades, questões do mundo real, tratando de violência sexual, abuso de substâncias, entre outros. Ao acender uma luz sob esses tópicos difíceis, nós esperamos que nosso show possa ajudar espectadores a começar uma conversa. Mas se você está lutando contra essas questões, essa série pode não ser boa para você, ou você pode querer vê-la com um adulto de confiança. Se você já sentiu a necessidade de ter alguém para conversar, aproxime-se de seus pais, amigos, um conselheiro escolar ou um adulto em que confie. Ligue para uma linha de assistência local ou vá em 13reasonswhy.info, pois no minuto em que você começa a falar sobre, fica mais fácil”.

 

Já outro ponto negativo nesta continuação é a mudança no perfil de alguns personagens. Tudo que bem que todos eles enfrentaram as consequências do que fizeram, mas alguns casos não deram certo. Courtney e Ryan, por exemplo, aparecem brevemente apenas para cumprir espaço. Cada um ganha um episódio, mas depois praticamente somem. Depois de tudo o que fizeram com Hannah na primeira temporada, viram os mocinhos inocentes dignos de pena. Zach conta que manteve um namoro com Hannah – algo que deveria ter sido exposto na primeira temporada pela personagem, já que foi um dos pontos que a magoou. E, particularmente, eu não gosto do desempenho de Dylan Minnette como Clay. Mais uma vez ele traz uma interpretação quase robótica, sem emoção.

Quem se destaca é Miles Heizer – Alex Standall; que sobreviveu à própria tentativa de suicídio, mas ficou com sequelas que vão desde perda de memória até problemas para andar; Justin Prentice – o estuprador Bryce Walker, ídolo dos times de beisebol e futebol da escola e que passa normalmente pelo julgamento como se nada tivesse acontecido; Alisha Boe – Jéssica Davis, que sofreu abuso sexual e a atriz consegue passar toda a emoção necessária; Brandon Flynn –  Justin Foley que após tudo o que aconteceu foi morar nas ruas e se tornou dependente de heroína; além da veterana Kate Walsh que vive a mãe de Hannah. Mas o grande destaque mesmo é o ator Devin Druid, que interpreta Tyler. O personagem é o que teve o melhor desenvolvimento e chances de crescimento na série. Tanto que uma cena no último episódio chocou a todos e será fundamental para a continuação, caso haja sequência.

O que aconteceu com Hannah, Jessica, Alex, Tyler e os outros, acontece diariamente com jovens ao redor do mundo. É fundamental que tenhamos tais temáticas abordadas no mundo do entretenimento, dessa forma a Netflix acertou em investir em 13 Reasons Why. O que faltou mesmo foi um bom roteiro, sem furos e mais dinâmico.

Na minha opinião acho que deveria ter uma terceira temporada. E vocês, o que acham? Aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Séries | 2ª Temporada de Riverdale

Oi gente!
Hoje foi falar um pouquinho sobre a 2ª temporada de Riverdale, que chegou ao final pela Warner trazendo novos mistérios. Para quem ainda não conhece ou não assistiu, AQUI tem o link da resenha da primeira temporada. A série é baseada na HQ “Archie” de 1942, ou seja, é uma adaptação, com uma roupagem nova e mais intrigante. E fez muito tanto no Brasil, que o Warner Channel exibiu a segunda temporada simultaneamente com os Estados Unidos.

Riverdale é uma das minhas séries preferidas, está no meu TOP 5 com certeza. Vou começar esse post lembrando um pouquinho da história – na primeira temporada tivemos um foco maior no mistério do assassinato de Jason Blossom e a introdução das histórias centrais. Agora temos o foco total no quarteto Archie (KJ Apa)Betty (Lili Reinhart)Veronica (a brasileira Camila Mendes) e Jughead (Cole Sprouse) na luta para descobrir quem é o Black Hood – um assassino misterioso que vem assombrando a cidade, matando as pessoas que “cometem pecados”. Archie fica um pouco paranoico com o tiro que seu pai leva no final da primeira temporada e funda um grupo de “salvadores” para defender a cidade; Betty apresenta uma ligação direta com o Black Hood recebendo ligações e pistas; Verônica está cada vez mais infiltrada nas tramas obscuras do pai e Jughead entra para os Serpentes, seguindo o legado de FP.

Esta temporada tivemos alguns personagens ganhando mais espaço como a Cheryl (Madelaine Petcsh), que precisou travar uma batalha contra a família Blossom, rendendo destaque em alguns episódios do meio da série; além da Toni (Vanessa Morgan), Kevin (Casey Cott) e Josie (Ashleigh Murray). Mas tivemos grande destaque com o elenco adulto – a Alice Cooper (Mädchen Amick), Hermione Lodge (Marisol Nichols), Fred Andrews (Luke Perry) e o grande vilão da temporada Hiram Lodge (Mark Consuelos), que se tornou uma espécie de mafioso e quer controlar toda a cidade.

Agora vou falar um pouquinho sobre o episódio final – e terá SPOILERS!!! Se você ainda não viu, pula para o próximo parágrafo! O último episódio começou com um gancho incrível – não sabíamos se o Jug iria morrer ou não após a surra que levou dos Ghoulies; teve a revelação de que Hal Cooper (Lochlyn Munro) era o Black Hood (a cena começou no penúltimo episódio e foi incrível); o resultado da eleição para prefeito em que Hermione venceu Fred, mas eles se juntaram para comemorar – inclusive percebemos que Hermione e Verônica devem se rebelar contra Hiram e a grande virada do final – a prisão de Archie após ser incriminado por Hiram pelo assassinato de Cassidy Bullock (Harrison MacDonald). No geral, foi um bom episódio e que deixou um ótimo gancho para a próxima temporada.

Já com relação à série no geral, eu curti bastante, principalmente o início e o final – no meio teve muita enrolação. Destaque para Lili Reinhart – sua Betty é com certeza a melhor personagem e a atriz tem tido ótimos momentos; em vários episódios fiquei com raiva do Archie e Jug – seus personagens tomaram rumos chatos ao longo da história, mas o legal foi que cada personagem e subtrama teve uma evolução individual, mas agora todos voltaram a se conectar; teve também o episódio musical baseado em “Carrie, a Estranha”, que foi super bom! Inclusive apoio a ideia de ter novos episódios musicais na terceira temporada. E claro, que o mistério continua, afinal ainda temos mais um Black Hood que não foi descoberto e a próxima season deve focar bastante no ambicioso plano de Hiram.

Eaí, assistem Riverdale? O que acharam desta temporada? Aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Séries | 2ª Temporada de This is Us

Oi gente!
Como falei alguns posts atrás, devido às postagens dos filmes que concorriam ao Oscar, acabei deixando passar algumas dicas de séries – e hoje vou falar um pouquinho sobre a segunda temporada de This is Us.

Para mim, This is Us já se tornou uma das minhas séries preferidas – está com toda certeza no meu TOP 3. Como não amar a história da Família Pearson? E como não chorar a cada capítulo? This is Us é aquele drama bem feito e que a gente ama sofrer junto com todos os personagens. Nesta nova temporada temos um foco maior na vida do “Big Three” – Kevin (Justin Hartley), Kate (Chrissy Metz) e Randall (Sterling K. Brown).

Para aqueles que não viram e não querem Spoilers – já vou avisando que aqui terão vários! Kate continua tentando lidar com a questão do peso e sua auto-estima, contando agora com o apoio do namorado e futuro marido Toby (Chris Sullivan). Kevin surtou, foi para a rehab, jogou todos os seus dramas na cara de sua família (esse episódio foi um dos melhores) e agora tenta lidar com o que sobrou em sua vida. Já Randall, junto com a esposa Beth (Susan Kelechi Watson), se candidata a adotar uma criança mais velha que dificilmente encontrará um lar. O casal recebe Deja – uma adolescente complicada, que já pulou de casa em casa. Para agravar o quadro, a mãe biológica, uma figura irresponsável e abusiva, aparece para atrapalhar o processo. Tudo isso serviu para enriquecer e trazer uma dose de sofrimento ao núcleo mais monótono do enredo.

Além disso, uma das cenas mais esperadas aconteceu – a morte de Jack (Milo Ventimiglia). Desde a primeira temporada nós já sabíamos que o personagem iria morrer, mas a cena era uma das mais aguardadas pelos fãs. E veio no principal episódio da temporada – o que foi exibido após o Super Bowl, horário considerado a maior audiência da TV americana. Minhas considerações: primeiro – eu acho que a série teve um furo, pois na primeira temporada foi dito que o personagem morreria em um acidente de carro – tanto que no último episódio fiquei super apreensivo esperando que isso acontecesse quando Jack dirige bêbado indo atrás de Rebecca (Mandy Moore), mas não ocorreu. Aí no começo da segunda temporada diz que ele morreu em um incêndio. Mais alguém percebeu isso?! Enfim, segunda coisa a comentar – chorei mega na cena da morte, mas ainda assim achei um pouco improvável – ele estava “bem” após o incêndio e assim que a esposa sai do quarto do hospital, do nada ele morre?! O episódio foi lindo, a cena foi emocionando, com um show dos atores jovens, mas não me convenceu muito a morte. E só fez levantar ainda mais a dúvida sobre a “teoria da conspiração” que rola na internet de que Jack está vivo. Se isso acontecer, não vou mentir, iria AMAR!

Falando um pouco da parte técnica, os atores continuam incríveis nos papéis. Destaque para Sterling K. Brown, que levou todos os principais prêmios de melhor ator nas premiações deste ano. Chrissy Metz é impecável! Justin Hartley teve oportunidade de se mostrar mais nesta temporada – seu personagem ganhou mais destaque e o ator aproveitou bem, se destacando em alguns episódios. Tivemos participações mega especiais nesta temporada, como o episódio que contou com Sylvester Stallonne (bem no comecinho).

A produção é sempre um destaque a parte, a série tem viradas que são necessárias para o desenvolvimento da história e a fotografia cada vez mais interessante. Se você ainda não viu “This is Us” não sabe o que está perdendo! As duas primeiras temporadas têm 18 episódios cada, com cerca de 45 minutos. Dá para fazer aquela maratona, mas não se esqueça de preparar os lencinhos porque você vai chorar bastante!

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#Séries | American Crime Story

Oi gente!

Depois de ser aclamada pelo público e pela crítica, “American Crime Story” está de volta e sua segunda temporada. A série produzida por Ryan Murphy conta a história de grandes crimes que chocaram o mundo – e nesta nova temporada, a produção trouxe de volta à memória o assassinato do famoso estilista italiano Gianni Versace.

Primeira coisa – tente não fazer comparações com a primeira temporada que trouxe a história do ex-jogador O.J. Simpson, acusado de matar a esposa e o amante, tendo sido absolvido em um grande midiático julgamento – até porque esta primeira é bem superior.

As expectativas estavam bem altas para a sequência, depois dos nove Emmy’s e dois Globos de Ouro em 2017. Porém, Ryan Murphy e os demais criadores Larry Karaszewski e Scott Alexander preferiram trazer um roteiro diferente – focando mais na história do assassino do que no assassinato. Um dos motivos pode ter sido as declarações polêmicas da Família Versace, que não ajudou e nem reconheceu a adaptação, dizendo que era absolutamente fictícia.

Sem se aprofundar na vida de Gianni Versace ou narrar o desenvolvimento do assassinato, os produtores focaram em Andrew Cunanan – um jovem brilhante, com alto QI, ambicioso e homessexual. A narrativa traz os outros quatro crimes cometidos pelo serial killer, passando por seu vício em drogas e relacionamentos com homens mais velhos, até chegar em sua infância. Só no último episódio, retoma ao ano de 1997 e conta o final dessa tragédia envolvendo o famoso estilista.

Mesmo não tendo um roteiro forte, a série tem pontos positivos – o primeiro é o elenco! Dois nomes se destacam – Darren Cris está simplesmente fantástico no papel do assassino Andrew Cunanan – o ator não teve grandes oportunidade após o final de Glee e conseguiu mostrar todo o seu talento em um papel mais denso e dramático. Já a atriz Penélope Cruz arrasa no papel de Donatella Versace – ela simplesmente incorporou a irmã e principal inspiração do estilista – está mega parecida.

Ainda no elenco, Édgar Ramírez interpreta Versace – também em um ótimo momento, em uma de suas melhores interpretações; Dascha Polanco (de Orange is the New Black); Cody Fern; Finn Wittrock e Mike Farrell que interpretam as outras vítimas de Cunanan – David, Lee e Jefreey; Jon Jon Briones (de Bones e Miss Saigon); Judith Light (de Transparent e Dallas) e Ricky Martin – mais como uma participação de luxo vivendo o namorado de Versace, Antonio D’Amico. Infelizmente a intepretação do cantor é péssima.

Também elogio a fotografia, caracterização e principalmente o figurino – show de bola! A recriação do famoso vestido que Donatella usou em um tapete vermelho e que lançou Versace para a fama, sendo reconhecido por diversas famosas é o ponto alto em um dos episódios. Além disso, o design de produção é ótimo, recriando perfeitamente o clima dos anos 90.

Acredito que “American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace” terá grande destaque nas premiações deste ano – podendo liderar em número de indicações e até vencer várias categorias. A próxima temporada será baseada na catástrofe causada pelo furacão Katrina e deve chegar as telas em 2019.

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#Séries | La Casa de Papel

Oi gente!
Primeiro, me perdoem pelo tempo que fiquei sem postar nada aqui, esses últimos dias foram bem corridos! Mas, bora trazer mais dica de séries!! Como falei no post anterior, tenho várias séries para indicar, porém com os posts dos filmes do Oscar, acabei deixando para postar agora.

Hoje vou falar de “La Casa de Papel” – com certeza vocês já viram essa série em diversos blogs, sites e canais por aí – até pensei em deixar de lado esse post – mas foi uma produção que eu simplesmente amei! E agora vou trazer 5 motivos para se apaixonar por LCDP.

1º – A HISTÓRIA

La Casa de Papel acompanha um homem chamado de Professor, vivido por Álvaro Morte, recrutando um grupo de pessoas com habilidades específicas para algo que planeja há tempos: um roubo de proporções homéricas. Enquanto ele tem o plano perfeito, Tokio (Úrsula Corberó), Rio (Miguel Herrán), Nairóbi (Alba Flores), Berlim (Pedro Alonso), Moscou (Paco Tous), Denver (Jaime Lorente), Helsinque (Darko Peric) e Oslo (Roberto García Ruiz) têm as habilidades necessárias para colocá-lo em ação – todos têm nomes de cidades para protegerem a própria identidade dentro do grupo: quanto menos se relacionarem entre si e souberem um do outro, melhor para o sucesso da missão.

Paralelamente, conhecemos a inspetora encarregada pelo assalto, Raquel (Itziar Ituño). Passando pela pior fase de sua vida, o que ela menos precisava é ter toda a mídia voltada para si. Por fim, alguns dos reféns ganham destaque na trama. Algumas histórias individuais nos levam a pensar sobre quem são os verdadeiros vilões em La Casa de Papel.

2º ELENCO

Com um elenco estreante, La Casa de Papel consegue revelar ótimos atores – principalmente as mulheres – Úrsula Corberó é o grande destaque fazendo sua Tokio uma personagem incrível. Preste atenção também em Nairóbi, interpretada por Alba Flores, outra mulher forte e carismática que tem um importante motivo para participar do assalto. E em Itziar Ituño – a inspetora Raquel Murillo – policial que, de uma tenda instalada em frente à Casa da Moeda, comanda a negociação com os sequestradores e o resgate dos reféns, além de se envolver num caso de amor eletrizante com o Professor.

Destaque também aos atores Miguel Herrán (Rio), Pedro Alonso (Berlin), Jaime Lorente López (Denver) e Paco Tous (Moscou).

3º PERSONAGENS

Além do elenco incrível, os personagens também foram bem construídos. Então, não se assuste se você começar a torcer pelos bandidos. Esse é um dos principais motivos para a série ser TOP – eles conseguem fazer com que torçamos pelos ladrões e para que o plano milimetricamente elaborado por eles dê certo. Eles se mostram humanos  e suas histórias nos convencem, se tornando eletrizante ao longo dos episódios.

4º ROTEIRO

A série tem uma qualidade interessante e mesmo com uns poucos furos no roteiro você consegue ficar preso e interessado no próximo grande momento que te aguarda no fim do episódio. É tudo muito bem estruturado para te fazer assistir um episódio atrás do outro, perfeito para uma boa maratona!

5º SÉRIE ESTRANGEIRA

Por fim, “La Casa de Papel” é uma série espanhola! Geralmente estamos acostumados a ver séries americanas ou, de vez em quando, inglesas, portanto é ótimo quando vemos uma produção fora desse eixo. Já tinha falado isso na minha resenha de “Dark” – série da Alemanha.

LCDP está disponível na Netflix, com 13 episódios na 1ª Temporada. A 2ª Temporada já foi disponibilizada na Europa, porém ainda não estreou na Netflix do Brasil. Porém, dá para ver em vários sites online – inclusive eu não aguentei e já vi todos os episódios!

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#Séries | The Gifted

Oi gente!
Nas últimas semanas, quem acompanha o blog viu que eu postei as resenhas dos principais filmes que concorreram ao Oscar 2018. Por ter me dedicado a esses posts, acabei deixando de lado algumas indicações de séries. Mas fiquem tranquilos, vou trazê-las agora para vocês.

A primeira que vou falar é “The Gifted”, baseada no universo dos X-Men, e que eu curti muito!! A trama inicialmente gira entorno da família StruckerReed (interpretado por Stephen Moyer) é um promotor de justiça de uma força-tarefa antimutante que descobre que seus filhos, Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy (Percy Hynes White) são mutantes, gerando assim um dilema e forçando-o a levar sua família a um lugar seguro. Junto com sua esposa Caitlin (Amy Acker), o quarteto é acolhido por um grupo clandestino de mutantes. Para os fãs dos quadrinhos, a série é um prato cheio já que, ao longo da trama, diversos personagens familiares ganham vida. O núcleo principal da resistência é formado por personagens populares no papel, como Polaris (Emma Dumont), Eclipse (Sean Tale), Blink (Jamie Chung) e Pássaro Trovejante (Blair Redford) – ao longo da trama chegam ainda nomes como Sábia (Hayley Lovitt) e as irmãs Frost (Skyler Samuels).

Um dos destaques na série – Lorna Dane, a Polaris, é uma das protagonistas – para quem não sabe, ela é filha do Magneto e tem poderes similares. A série de Matt Nix a transforma também em uma personagem fascinante, interpretada com garra por Emma Dumont.

Os representantes do governo Jace Turner (Coby Bell) e Dr. Campbell (Garret Dillahunt) foram bons antagonistas aos mutantes. Motivado pela morte da filha, o Agente Turner protagonizou bons momentos durante sua caçada implacável. Em determinado ponto, a trama humanizou o personagem e trouxe de volta a realidade.

Quando pensaríamos que em 2017 haveria boas séries de mutantes na televisão, e  ainda mais pelo canal FOX, logo após os flops mutantes no cinema, não é mesmo? A 1ª temporada apresentou um produto com potencial de desenvolvimento e exploração. A produção foi caprichada, com ótimo efeitos especiais, uma história ágil, com diversas reviravoltas e aquela ótima sensação de nostalgia. “The Gifted” tem apenas 13 episódios, portanto dá para fazer aquela maratona básica. Vale ressaltar que também em 2017, no FX – canal fechado da própria Fox -, estreou Legion (resenha AQUI), outra série pertencente ao universo X-Men.

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#Séries | Dark

Oi gente!
Hoje tem uma dica mega bacana de série! “Dark” é uma produção alemã da Netflix e traz uma história envolvente de suspense e investigação. E olha que foi uma agradável surpresa, pois sempre nos atemos às séries americanas – de vez em quando uma britânica – mas nunca havia visto nenhuma série alemã, então não dava nada por ela, mas se surpreendi.

Além disso, muitos falavam que era a nova Stranger Things – que nós amamos, inclusive tem resenha da 2ª temporada AQUI. Mas a única coisa em comum é o fato de ter desaparecimento de crianças e um clima mais sombrio. De resto, não tem nada a ver com ST, que traz um lado mais cult pop, e Dark explora conflitos da ciência com relação à viagem no tempo.

A história se passa em três períodos – 1953, 1986 e 2019 (curiosamente 33 anos separando cada época). A cidade de Winden gira em torno de uma enorme usina nuclear e é cercada por quilômetros de florestas. Por ser tão isolada e restrita, Winden é o tipo de lugar onde todas as pessoas se conhecem, famílias perduram por gerações e segredos se perpetuam ao longo do tempo.

O espectador é apresentado a personagens com alto grau de dramaticidade como o jovem Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), que carrega a angústia de não entender o suicídio do pai; ou sua mãe Hannah, (Maja Schöne) que vive um caso proibido com Ulrich Nielsen (Oliver Masucci), homem que entra em uma jornada atrás do filho desaparecido Mikkel (Daan Lennard Liebrenz). Paralelamente, vemos os mesmos personagens em outros anos e conhecemos Noah, um padre que está tentando construir uma máquina do tempo. Conforme a história vai avançando, a trama evolui e somos introduzidos a uma dinâmica onde passado, presente e futuro coexistem de forma não necessariamente linear. E gente, vou parar por aqui senão acabo dando SPOILERS.

Vou falar então da parte técnica. Inclusive vou dar um conselho – não maratonem Dark. SÉRIO! Ela é uma série bem complexa – em vários momentos eu tive que voltar para tentar entender. Além disso, ela é bem tensa, então não vale a pena maratonar. Assista com calma!!

Como ponto positivo destaco a fotografia – que está incrível, com aquele clima escuro, e cores fracas e fortes contrastando, iluminação sombria, o que traz ainda mais tensão. Os planos também são caprichados, têm vários planos sequências, com cenas longas e diálogos que intrigam. A trilha sonora também está perfeita. Cada episódio foi bem dirigido e produzido, sempre tendo um gancho no final, que nos deixa com aquela vontade de saber o que vai acontecer. O elenco também está muito bem, com destaque para Louis Hofmann (Jonas), Karoline Eichhorn (Charlotte Doppler), Mark Waschke (como o “vilão” Noah) e o pequeno Daan Lennard Liebrenz (Mikkel). Já um ponto negativo que destaco é que a primeira temporada trouxe vários mistérios não resolvidos – talvez alguns desses até nos ajudariam a entender mais a trama. Possivelmente, essas pendências deverão ser resolvidas ou explicadas na segunda temporada.

Sem qualquer exagero, Dark já pode ser considerada uma das melhores séries do ano, que entretêm e instiga os espectador a pensar em diversas teorias, trazendo uma trama inteligente de ficção científica, com um ótimo elenco. O resultado final não poderia ser mais satisfatório.

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#Séries | Crossover “Crisis on Earth-X”

Oi gente,
E vocês achando que Liga da Justiça seria o melhor encontro de super heróis do ano?! Não!! Surge o crossover das séries Arrow, The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow – produzido pela CW – para nos alegrar! “Crise na Terra X” (Crisis on Earth-X) mostrou os heróis da DC encarando um novo tipo de ameaça: suas próprias versões nazistas. Vindos de uma realidade onde a Alemanha de Hitler venceu a 2ª Guerra Mundial, os vilões tinham planos obscuros que iam desde dominar outras versões da Terra até arrancar o coração da Supergirl para salvar sua versão do mal. Ao longo de quatro episódios, muita coisa aconteceu: mortes, casamentos e retorno de vilões.

Para quem for assistir, tem uma ordem – começa com Supergirl, depois vai para Arrow, passa por The Flash e termina em Legends of Tomorrow. Barry Allen (Flash), Oliver Queen (Arrow), Kara Danvers (Supergirl), Sara Lance (Canário Branco), Dr Martin Stein (Nuclear), Ray (Atom), Iris West, Caitlin Snow (Killer Frost), Cisco Ramon (Vibe), Joe West, Felicity Smoak, Winn Schott e Alex Danvers reunidos em quatro episódios emocionantes.

O crossover explora bem o lado pessoal dos três personagens principais, para alguns pode parecer estranho, mas o pouco que foi explorado foi riquíssimo para a evolução estrutural do enredo desta história que foi brilhante. E para aqueles que assistem uma e não veem outra, podem ficar tranquilos que não influencia em nada na história. Todas as quatro séries têm sequência normal nos episódios.

Mais uma vez, os roteitistas apostaram nos vilões mascarados, para gerar mistério quanto a suas identidades, algo comum nas séries de herói da emissora. Entretanto, a “dúvida” não convenceu. Desde o início fica claro que a kriptoniana da Terra X é Kara e que o arqueiro é Oliver. Quer dizer, cópias deles, e melhor – AQUI VAI UM SPOILER – eles são casados! Por mais que tenha sido interessante ver aversão malvada dos personagens, Melissa Benoist e Stephen Amell não conseguiram se despir das caras de bons moços. Além disso temos a volta de do Flash Reverso. Inclusive foi surpreendente descobrir que era o mesmo Eobard Thawne que se passou por Harrison Wells na primeira temporada de The Flash e que voltou do futuro para se vingar de Barry Allen.

ALERTA DE SPOILER – Durante os episódios tivemos vários momentos interessantes como o envolvimento da Canário Branco com a Alex Danvers; Kara soltando a voz (novamente) durante o casamento; o melhor amigo do Arrow – Tommy Merlyn vivo de novo, porém na versão do mal; Felicity revelando suas inseguranças em se casar com Oliver; Barry reencontrando Eobard; a volta de um dos personagens mais queridos – Leonard Snart; uma luta final de tirar o fôlego e um dos momentos mais emocionates – a despedida do Dr Martin Stein.

Feito para os fãs, o crossover “Crise na Terra X” teve alguns defeitos, mas empolgou, divertiu e emocionou. Agora é esperar para ver como esses eventos vão influenciar no restante das temporadas de The Flash, Arrow, Supergirl e Legends of Tomorrow.

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#Séries | Gunpowder

Oi gente,
Hoje tem mais dica de séries para vocês! Na verdade trata-se de uma minissérie, produzida pela BBC“Gunpowder”, estrelada pelo ator Kit Harington – o Jon Snow de Game of Thrones. Por enquanto, a produção ainda não estreou no Brasil, mas pode ser vista online em vários sites.

Ambientado em 1605, o drama conta a história de Guy Fawkes (Tom Cullen, de Downton Abbey) e um grupo de católicos liderados por Robert Catesby (Kit Harington), que armaram a “Conspiração da Pólvora”, na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e os membros do Parlamento inglês durante uma sessão, para assim dar início a um levante católico. A conspiração foi desarmada e após ser interrogado sob tortura, Fawkes foi condenado à forca por traição e tentativa de assassinato. Parte fundamental da história britânica, este evento é o motivo da tradicional comemoração de 5 de Novembro, chamada de Dia de Guy Fawkes.

E fazendo minhas pesquisas, eu descobri uma informação bem interessante – além de interpretar o líder da revolta Robert Catesby, o ator Kit Harington também é produtor da minissérie – e descendente de seu personagem! Bacana reviver a história de sua família! Criada pelo roteirista Ronan Bennett (“Inimigos Públicos”) e o ator Daniel West (série “South Riding”), a minissérie também traz em seu elenco Liv Tyler (de “The Leftovers”), Peter Mullan (de “Ozark”) e Mark Gatiss (de “Sherlock”).

Falando da parte técnica, a minissérie possui três capítulos de quase uma hora. O primeiro episódio serviu apenas para apresentar os personagens, ou seja, foi bem lento, com cenas longas – até achei que seria pouco ter apenas mais dois episódios, mas a história foi bem desenvolvida neles. As cenas foram bem dirigidas e o roteiro foi bem desenvolvido. O grande destaque é a recriação da Inglaterra de 1605 – tem paisagens lindas, aquele filtro antigo e escuro, além do figurino perfeito. Outro ponto positivo é o elenco, que está muito bem.

Enfim, “Gunpowder” é uma ótima dica de minissérie para assistir; é um pouquinho arrastada, mas a história é bem interessante. Alguns podem achar as cenas bem pesadas (inclusive isso foi motivo de várias reclamações quando a produção foi exibida no Reino Unido) – tem muitas cenas de violência e tortura. Enfim, vale a pena conferir, pois é uma boa produção e com ótimo elenco.