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#Séries | Dark

Oi gente!
Hoje tem uma dica mega bacana de série! “Dark” é uma produção alemã da Netflix e traz uma história envolvente de suspense e investigação. E olha que foi uma agradável surpresa, pois sempre nos atemos às séries americanas – de vez em quando uma britânica – mas nunca havia visto nenhuma série alemã, então não dava nada por ela, mas se surpreendi.

Além disso, muitos falavam que era a nova Stranger Things – que nós amamos, inclusive tem resenha da 2ª temporada AQUI. Mas a única coisa em comum é o fato de ter desaparecimento de crianças e um clima mais sombrio. De resto, não tem nada a ver com ST, que traz um lado mais cult pop, e Dark explora conflitos da ciência com relação à viagem no tempo.

A história se passa em três períodos – 1953, 1986 e 2019 (curiosamente 33 anos separando cada época). A cidade de Winden gira em torno de uma enorme usina nuclear e é cercada por quilômetros de florestas. Por ser tão isolada e restrita, Winden é o tipo de lugar onde todas as pessoas se conhecem, famílias perduram por gerações e segredos se perpetuam ao longo do tempo.

O espectador é apresentado a personagens com alto grau de dramaticidade como o jovem Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), que carrega a angústia de não entender o suicídio do pai; ou sua mãe Hannah, (Maja Schöne) que vive um caso proibido com Ulrich Nielsen (Oliver Masucci), homem que entra em uma jornada atrás do filho desaparecido Mikkel (Daan Lennard Liebrenz). Paralelamente, vemos os mesmos personagens em outros anos e conhecemos Noah, um padre que está tentando construir uma máquina do tempo. Conforme a história vai avançando, a trama evolui e somos introduzidos a uma dinâmica onde passado, presente e futuro coexistem de forma não necessariamente linear. E gente, vou parar por aqui senão acabo dando SPOILERS.

Vou falar então da parte técnica. Inclusive vou dar um conselho – não maratonem Dark. SÉRIO! Ela é uma série bem complexa – em vários momentos eu tive que voltar para tentar entender. Além disso, ela é bem tensa, então não vale a pena maratonar. Assista com calma!!

Como ponto positivo destaco a fotografia – que está incrível, com aquele clima escuro, e cores fracas e fortes contrastando, iluminação sombria, o que traz ainda mais tensão. Os planos também são caprichados, têm vários planos sequências, com cenas longas e diálogos que intrigam. A trilha sonora também está perfeita. Cada episódio foi bem dirigido e produzido, sempre tendo um gancho no final, que nos deixa com aquela vontade de saber o que vai acontecer. O elenco também está muito bem, com destaque para Louis Hofmann (Jonas), Karoline Eichhorn (Charlotte Doppler), Mark Waschke (como o “vilão” Noah) e o pequeno Daan Lennard Liebrenz (Mikkel). Já um ponto negativo que destaco é que a primeira temporada trouxe vários mistérios não resolvidos – talvez alguns desses até nos ajudariam a entender mais a trama. Possivelmente, essas pendências deverão ser resolvidas ou explicadas na segunda temporada.

Sem qualquer exagero, Dark já pode ser considerada uma das melhores séries do ano, que entretêm e instiga os espectador a pensar em diversas teorias, trazendo uma trama inteligente de ficção científica, com um ótimo elenco. O resultado final não poderia ser mais satisfatório.

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#Séries | Crossover “Crisis on Earth-X”

Oi gente,
E vocês achando que Liga da Justiça seria o melhor encontro de super heróis do ano?! Não!! Surge o crossover das séries Arrow, The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow – produzido pela CW – para nos alegrar! “Crise na Terra X” (Crisis on Earth-X) mostrou os heróis da DC encarando um novo tipo de ameaça: suas próprias versões nazistas. Vindos de uma realidade onde a Alemanha de Hitler venceu a 2ª Guerra Mundial, os vilões tinham planos obscuros que iam desde dominar outras versões da Terra até arrancar o coração da Supergirl para salvar sua versão do mal. Ao longo de quatro episódios, muita coisa aconteceu: mortes, casamentos e retorno de vilões.

Para quem for assistir, tem uma ordem – começa com Supergirl, depois vai para Arrow, passa por The Flash e termina em Legends of Tomorrow. Barry Allen (Flash), Oliver Queen (Arrow), Kara Danvers (Supergirl), Sara Lance (Canário Branco), Dr Martin Stein (Nuclear), Ray (Atom), Iris West, Caitlin Snow (Killer Frost), Cisco Ramon (Vibe), Joe West, Felicity Smoak, Winn Schott e Alex Danvers reunidos em quatro episódios emocionantes.

O crossover explora bem o lado pessoal dos três personagens principais, para alguns pode parecer estranho, mas o pouco que foi explorado foi riquíssimo para a evolução estrutural do enredo desta história que foi brilhante. E para aqueles que assistem uma e não veem outra, podem ficar tranquilos que não influencia em nada na história. Todas as quatro séries têm sequência normal nos episódios.

Mais uma vez, os roteitistas apostaram nos vilões mascarados, para gerar mistério quanto a suas identidades, algo comum nas séries de herói da emissora. Entretanto, a “dúvida” não convenceu. Desde o início fica claro que a kriptoniana da Terra X é Kara e que o arqueiro é Oliver. Quer dizer, cópias deles, e melhor – AQUI VAI UM SPOILER – eles são casados! Por mais que tenha sido interessante ver aversão malvada dos personagens, Melissa Benoist e Stephen Amell não conseguiram se despir das caras de bons moços. Além disso temos a volta de do Flash Reverso. Inclusive foi surpreendente descobrir que era o mesmo Eobard Thawne que se passou por Harrison Wells na primeira temporada de The Flash e que voltou do futuro para se vingar de Barry Allen.

ALERTA DE SPOILER – Durante os episódios tivemos vários momentos interessantes como o envolvimento da Canário Branco com a Alex Danvers; Kara soltando a voz (novamente) durante o casamento; o melhor amigo do Arrow – Tommy Merlyn vivo de novo, porém na versão do mal; Felicity revelando suas inseguranças em se casar com Oliver; Barry reencontrando Eobard; a volta de um dos personagens mais queridos – Leonard Snart; uma luta final de tirar o fôlego e um dos momentos mais emocionates – a despedida do Dr Martin Stein.

Feito para os fãs, o crossover “Crise na Terra X” teve alguns defeitos, mas empolgou, divertiu e emocionou. Agora é esperar para ver como esses eventos vão influenciar no restante das temporadas de The Flash, Arrow, Supergirl e Legends of Tomorrow.

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#Séries | Gunpowder

Oi gente,
Hoje tem mais dica de séries para vocês! Na verdade trata-se de uma minissérie, produzida pela BBC“Gunpowder”, estrelada pelo ator Kit Harington – o Jon Snow de Game of Thrones. Por enquanto, a produção ainda não estreou no Brasil, mas pode ser vista online em vários sites.

Ambientado em 1605, o drama conta a história de Guy Fawkes (Tom Cullen, de Downton Abbey) e um grupo de católicos liderados por Robert Catesby (Kit Harington), que armaram a “Conspiração da Pólvora”, na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e os membros do Parlamento inglês durante uma sessão, para assim dar início a um levante católico. A conspiração foi desarmada e após ser interrogado sob tortura, Fawkes foi condenado à forca por traição e tentativa de assassinato. Parte fundamental da história britânica, este evento é o motivo da tradicional comemoração de 5 de Novembro, chamada de Dia de Guy Fawkes.

E fazendo minhas pesquisas, eu descobri uma informação bem interessante – além de interpretar o líder da revolta Robert Catesby, o ator Kit Harington também é produtor da minissérie – e descendente de seu personagem! Bacana reviver a história de sua família! Criada pelo roteirista Ronan Bennett (“Inimigos Públicos”) e o ator Daniel West (série “South Riding”), a minissérie também traz em seu elenco Liv Tyler (de “The Leftovers”), Peter Mullan (de “Ozark”) e Mark Gatiss (de “Sherlock”).

Falando da parte técnica, a minissérie possui três capítulos de quase uma hora. O primeiro episódio serviu apenas para apresentar os personagens, ou seja, foi bem lento, com cenas longas – até achei que seria pouco ter apenas mais dois episódios, mas a história foi bem desenvolvida neles. As cenas foram bem dirigidas e o roteiro foi bem desenvolvido. O grande destaque é a recriação da Inglaterra de 1605 – tem paisagens lindas, aquele filtro antigo e escuro, além do figurino perfeito. Outro ponto positivo é o elenco, que está muito bem.

Enfim, “Gunpowder” é uma ótima dica de minissérie para assistir; é um pouquinho arrastada, mas a história é bem interessante. Alguns podem achar as cenas bem pesadas (inclusive isso foi motivo de várias reclamações quando a produção foi exibida no Reino Unido) – tem muitas cenas de violência e tortura. Enfim, vale a pena conferir, pois é uma boa produção e com ótimo elenco.

#Séries | Stranger Things 2

Oi gente!

Finalmente a Netflix lançou a 2ª temporada do fenômeno Stranger Things!! Estávamos muito ansiosos pela volta de Eleven e companhia. E preciso dizer que a nova temporada não decepcionou, foi tão incrível quanto a primeira – os irmãos Duffer nos presentearam com mais nove episódios recheados de suspense e muitas referências aos anos 80.

A nova temporada se passa um ano após o final da primeira, que inclusive nos deixou muitos questionamentos, principalmente com relação à Eleven (Millie Bobby Brown), que supostamente havia explodiu junto com o Demogorgon. Temos também o caso de Will (Noah Schnapp). Após ser resgatado do Mundo Invertido, o garoto parecia normal, mas nos momentos finais da temporada anterior podemos ver o garoto vomitando uma criatura estranha e tendo uma breve visão do Mundo Invertido. E já cabe aqui fazer um parênteses para elogiar o talento desses dois atores!! (Millie Bobby Brown perfeita como sempre interpretando a Eleven – muito amor por ela! Já Noah Schnapp, que não havia aparecido muito na primeira temporada, simplesmente arrasou! Um show de atuação!)

Will após tudo o que passou no Mundo Invertido, segue sua vida com o apoio dos amigos Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin), da mãe Joyce (Winona Ryder) – cada vez mais super protetora e do xerife Hopper (David Harbour), que começou a investigar plantações locais de abóbora que estão apodrecendo misteriosamente. Temos também a história do trio Nancy (Natalia Dyer), Jonathan (Charlie Heaton) e Steve (Joe Keery). A garota não se conforma com o encobrimento da morte da amiga Barb e tenta “fazer justiça” ao mesmo tempo que se vê dividida amorosamente entre o namorado Steve e o amigo Jonathan.

Além disso, a segunda temporada trouxe novos personagens – com destaque para os irmãos Max (Sadie Sink) e Billy (Dacre Montgomery). A garota enfrenta problemas familiares e veio para se juntar ao grupo dos meninos, após o sumiço de Eleven. Foi muito divertida a relação dela com o Dustin e Lucas, que passam a disputar cada vez mais a sua atenção. Já o irmão Billy veio para ser o novo embuste da história, já que o Steve ficou bonzinho e começou a ajudar os garotos. Tem a irmã do Lucas – a garotinha com uma cena já conquistou a todos! E tem também o ator Sean Astin – para quem não se lembra, ele fez o Sam na trilogia Senhor dos Anéis e também era o Mikey de Os Goonies – e agora faz o novo namorado da Joyce. Ele apareceu pouco, mas nos conquistou super!! #tristes #QuemAssistiuVaiEntender.

No geral eu gostei bastante dessa segunda temporada, principalmente pelas referências à cultura pop dos anos 80 – os meninos vestidos como Caça Fantasmas, o filme Exterminador do Futuro passando nos cinemas e em comerciais na TV, a relação de Dustin e Dart como em E.T, além da trilha sonora recheada de sucessos. Ainda há muitas referências, que com certeza dariam um post – comentem aí se vocês gostariam que eu fizesse esse post só contando as referências e easter eggs de Stranger Things.

Outro destaque são as relações criadas entre os personagens, principalmente entre o Hopper e a Eleven – ele a protegeu e a escondeu na sua cabana e, para quem não lembra, na primeira temporada mostrou que ele perdeu uma filha, então a relação dos dois é super emocionante, principalmente no final. Tem também o Dustin e o Steve, que ficaram super amigos e foi uma relação bem imprevista – o Steve deixou de ser aquele cara chato e começou a ajudar as crianças, inclusive ele dando conselhos para o Dustin de como se conquistar as meninas foi super engraçado. E por fim, merece destaque a relação mãe-filho da Joyce e o Will – a Wynona Ryder arrasou na cena do exorcismo do filho. Foi show!

Mas ainda assim, tenho algumas críticas – na minha opinião poderiam ter explorado mais a Eleven, ela foi o grande sucesso da primeira temporada e teve menos destaque nessa. Acredito que irão fazer isso na terceira temporada, que deve girar mais em torno do laboratório, do Dr. Brenner e das crianças que serviam como experimento. Inclusive houve um episódio só para mostrar a Eleven descobrindo algumas coisas do passado, mas foi um capítulo um pouco controverso, alguns gostaram, outros odiaram porque fugiu do estilo de gravação da série. Fiquei um pouco decepcionado também com o surgimento dela no primeiro episódio – eu esperava algo mais impactante e acabou sendo uma cena óbvia.

Enfim, a série continuou com o alto nível da primeira temporada, continua sendo super original, trouxe uma fotografia e efeitos visuais bem melhores, um elenco mega afiado – as crianças principalmente são o grande destaque, a história foi bem desenvolvida e ainda deixou ganchos para a próxima temporada. Quem ainda não viu Stranger Things está perdendo uma série incrível!

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#Séries | Atypical

Oi gente,
Hoje tenho uma dica de série bem bacana – “Atypical” é a nova produção da Netflix, que mistura drama e comédia ao contar a história de Sam (Keir Gilchrist, de “United States of Tara”), um jovem autista de 18 anos que está em busca de sua própria independência, tentando arrumar uma namorada. Nesta jornada, repleta de desafios, mas que rende algumas risadas, ele e sua família aprendem a lidar com as dificuldades da vida e descobrem que o significado de “ser uma pessoa normal” não é tão óbvio assim.

E o mais legal da produção é que ela não foca totalmente no drama de Sam, mas sim na história da família toda – a mãe Elsa (Jennifer Jason Leigh, indicada ao Oscar por “Os Oito Odiados”), que é super protetora e passa por problemas no casamento, o que a leva a ter um caso extraconjugal com Nick (Raul Castillo, de “Gotham”); o pai Doug (Michael Rapaport, de “Boston Public” e “Prison Break”), que não possui muitas coisas em comum com o filho, mas tenta se aproximar dele e entende-lo; a irmã Casey (a estreante Brigette Lundy-Paine), que sempre viveu à sombra do irmão e agora está conseguindo suas próprias conquistas ao lado do namorado Evan (Graham Rogers); e por fim, a terapeuta Julia (Amy Okuda), que também tem um papel muito importante no desenvolvimento de Sam.

Eu simplesmente adorei “Atypical” porque consegue juntar o drama e a comédia, sem ser clichê ou muito didático. E não tem como não gostar do protagonista Sam – devido ao autismo, ele é muito direto, fala tudo o que pensa sem ter um “filtro” e também tem dificuldades para se socializar, tanto que a típica e já batida história de namoro adolescente ganha uma outra visão mais humana.

E para mim, o grande destaque no elenco, além do ator Keir Gilchrist, é a jovem Brigette Lundy-Paine, que faz a irmã Casey – é seu primeiro papel e ela simplesmente arrasa! Quando os dois irmãos estão juntos, é melhor ainda. A personagem também traz uma história carregada – ela é a mais nova, porém nunca teve atenção dos pais, já que os cuidados eram voltados sempre para o Sam, além disso ela tem um jeito mais masculino e precisa se esforçar ao máximo para ser notada, tanto que a válvula de escape dela é o atletismo – ela se esforça tanto que consegue uma bolsa numa das melhores escolas e ainda assim não tem todo o reconhecimento por parte dos pais. E, se não bastasse tudo isso, é ela quem descobre que a mãe tem um amante. Sério mesmo, Brigette Lundy-Paine é uma grande revelação.

A direção e produção da série (a cargo de Robia Rashid, de “How I Met Your Mother”) também é ótima – tem várias cenas em plano fechado, principalmente quando mostra o Sam – tem muito jogo de luz e som para que o espectador possa ver e sentir o que o protagonista está passando. E tem uma cena (não quero dar muitos SPOILERS), mas é uma cena incrível quando o Sam tem um “surto” no ônibus – é para chorar litros! E a trilha sonora também é sensacional.

Com 8 episódios que não perdem tempo e vão direto ao ponto – ou seja, dá para fazer aquela maratona básica – “Atypical” emociona sem ser melodramático, faz rir sem precisar fazer piadas forçadas e ainda traz um tema importante a ser ampliado na sociedade. Vale muito a pena conferir.

#Séries | The Defenders

Oi gente
Quem aí já assistiu “The Defenders” (Os Defensores) – nova série da Netflix, em parceria com a Marvel? Pois bem, esta é a nossa dica de hoje! Os heróis Demolidor, Jéssica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro estão reunidos em uma série de 8 episódios. A história se passa alguns meses após os eventos da segunda temporada de Demolidor e a primeira de Punho de Ferro.

Danny Rand (Finn Jones) e Colleen Wing (Jessica Henwick) estão à caça do Tentáculo, tarefa que prova ser praticamente impossível, o que os leva por diversos locais ao redor do mundo. Enquanto isso, Matthew Murdock (Charlie Cox), Jessica Jones (Krysten Ritter) e Luke Cage (Mike Colter) – que acabou de sair da prisão, também acabam se envolvendo, cada um, com o sombrio grupo. Restam a eles, então, unirem-se para impedir os planos de Alexandra (Sigourney Weaver) – a chefe do Tentáculo, ao lado de Elektra Natchios (Elodie Yung), cujos objetivos podem levar à destruição de Nova York.

Confesso que o início da série é um pouco chatinha – ela traz cada personagem individual. Começa a ficar bom quando eles se juntam, a partir do terceiro episódio. E eu gostei mais da relação que foi construída entre o Luke Cage e o Punho de Ferro – mostrou uma amizade bem verdadeira.

Outro ponto positivo é o elenco coadjuvante. Sigourney Weaver – a eterna Ellen Ripley de Alien – está impecável como a grande vilã da série e Wai Ching Ho, a madame Gao, também merece todos os elogios. Elden Henson (Foggy Nelson), Eka Darville (Malcolm Ducasse), Simone Missick (Misty Knight), Deborah Ann Woll (Karen Page), Rachael Taylor (Trish Walker) e Rosario Downson (Claire Temple) completam o time de bonzinhos, trazidos das séries individuais. Já a atriz Elodie Yung, que faz a Elektra Natchios, é péssima – desde a segunda temporada do Demolidor que eu não gosto dela.

Enfim, “The Defenders” é uma série empolgante e divertida. O fato de ter apenas 8 episódios contribuiu positivamente para ser ágil na medida certa.

#Séries | 7ª temporada de Game of Thrones

No domingo (27) a HBO exibiu a season finale de Game of Thrones – para nossa tristeza, já que a sétima temporada foi bem curtinha, tendo apenas 7 episódios. E hoje vou falar de um modo geral o que achei da temporada e também as melhores cenas na minha humilde opinião. Ah detalhe importante – o post tem muitos SPOILERS!!

Bom, podemos dizer que esta temporada de Game of Thrones foi mais para juntar vários pontos soltos e promover diversos reencontros. Os produtores D.B. Weiss e David Benioff prometeram “menos episódios, mas mais momentos épicos” (o que até aconteceu, mas não tanto comparado com as temporadas anteriores). Então bora conferir as minhas cenas preferidas:

ARYA VINGADORA

E para começar a minha lista dos melhores momentos da sétima temporada de Game of Thrones, tivemos a cena em que a Arya Stark (Maisie Willians) vinga o Casamento Vermelho. Esta foi a primeira cena no episódio 01 e que cena lacradora! Antes dos créditos, voltamos ao salão do Casamento Vermelho para assistir a um novo banquete de Walder Frey com os seus partidários. Após convidar o salão a fazer um brinde, o velho faz um discurso em que lembra o evento no qual vários Stark morreram. Mas, na verdade, trata-se da vingança de Arya que envenenou a todos durante o brinde. “Quando perguntarem o que aconteceu, diga que o Norte não se esquece. Diga que o inverno chegou à Casa Frey”. A cena levou o twitter ao delírio já logo no início!

REENCONTRO DE ARYA E NYMERIA

Quem se lembra na primeira temporada quando Ned Stark libertou Nymeria – a loba de Arya e sacrificou Lady – a loba de Sansa Stark. Desde esta cena que os fãs de GoT esperam ansiosos pelo reencontro, que ocorreu nesta temporada. Depois do massacre dos Frey, Arya reencontra sua loba, porém Nymeria cresceu e, como ela, tornou-se selvagem: “Não é mais a mesma”. Arya se vê mais uma vez refletida nela. A cena foi um pouco ambígua – muitos não entenderam a referência feita pelos produtores. Mas ainda assim, a cena foi bem linda.

MORTE DE MINDINHO

No último episódio, finalmente aconteceu o que todos esperávamos desde o primeiro episódio de GoT – a morte do Mindinho (Aidan Gillen). Desde o início dessa temporada houve muitas teorias de que Lord Baelish iria morrer. Tudo começou antes da estreia, com as fotos promocionais mostrando Arya com a faca utilizada quando tentarem matar Bran Stark (Isaac Hempstead-Wright), e que nós sabíamos que era de Mindinho. E como o Bran agora é o Corvo de Três Olhos – ele pode ver tudo o que acontece no presente e passado – a gente já imaginava que a máscara de Mindinho iria cair. Mas caiu somente no sétimo episódio. Durante todo esse tempo, Lord Baelish fez diversas intrigas entre as irmãs Sansa e Arya. Até que seu “julgamento” chegou e o que todos esperavam finalmente aconteceu – Arya matou Baelish com a faca.

RAINHAS FRENTE A FRENTE

Outro momento de destaque ocorreu no último episódio da temporada, quando a rainha Cersei Lannister (Lena Headey) fica frente a frente com a rainha Daenerys Targaryen (Emília Clark). As duas se encontram em King’s Landing, quando Daenerys vai pedir uma trégua para lutar no Norte com os Caminhantes Brancos. A cena foi bem interessante e mostrou uma mega tensão em todos.

REENCONTRO DOS STARKS

Um dos reencontros mais esperados desde a primeira temporada era dos irmãos Starks – Sansa (Sophie Turner), Arya (Maisie Willians), Bran (Isaac Hempstead-Wright) e Jon Snow (Kit Harington). A sequência começou no episódio 03 quando Bran chega em Winterfell e reencontra Sansa – agora Lady de Winterfell. Mas o melhor ainda estava por vir – o acerto de contas de Sansa e Arya. Ambas as cenas foram incríveis – e a cena que reuniu os três em volta da árvore Coração foi melhor ainda – quando Bran faz Sansa lembrar que foi estuprada por Ramsey Bolton na noite de seu casamento, mostrando às irmãs que agora ele pode reviver qualquer cena do passado.

JONERYS

Sim, tivemos Jonerys nesta temporada!! Todos os fãs de GoT shipam muito Jon Snow (Kit Harington) e Daenerys (Emilia Clark). Tanto que o twitter foi à loucura com a cena de amor entre os dois no último episódio. Inclusive essa cena foi bem importante, já que tivemos a explicação (que há bastante tempo já imaginávamos) de que Jon Snow é um Targaryen e é o verdadeiro herdeiro do Trono de Ferro.

CHURRASCO DO EXÉRCITO LANNISTER

No episódio 04, o exército Lannister viaja para Porto Real com o ouro do Jardim de Cima, escoltados pelos Tarly. Num cenário que recorda um pouco o velho oeste, os dothrakis aparecem no horizonte. O exército Lannister tem tempo para preparar sua defesa, mas não contava com a aparição de Daenerys e Drogon, cujo fogo arrasa com tudo. A batalha foi épica e com certeza é uma das melhores cenas de toda a série.

MORTE DE OLENNA TYREL

E finalmente a melhor cena da sétima temporada, na minha opinião, foi a morte da Olenna Tyrel (Diana Rigg), no episódio 03. O exército Lannister, comandado por Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), toma o Jardim de Cima quase sem resistência. Jaime encontra então Lady Olenna, a Rainha dos Espinhos, em seus aposentos. Esta lhe pergunta como será sua morte. Jaime responde que Cersei queria fazer coisas horríveis com ela, mas que ele a convenceu e lhe oferece um veneno para que tenha uma morte indolor. Olenna o bebe, e chega sua grande despedida: ela confessa a Jaime que foi ela – e não Tyrion (Peter Dinklage) – quem envenenou o rei Joffrey. “Conte a Cersei. Quero que ela saiba que fui eu”. Simplesmente lacrou!

#Séries | Taboo

Oi gente,
Já faz um tempinho que estou para falar sobre a série Taboo, protagonizada e idealizada pelo ator Tom Hardy (de Mad Max) com produção do diretor Ridley Scoot (de Gladiador). Esta produção é simplesmente incrível!

A história se passa no ano de 1813, quando o aventureiro James Keziah Delaney (Hardy) retorna à Londres após viver na África por dez anos. De lá, ele traz ilegalmente 14 diamantes e tem um destino certo para as pedras: transformá-las num grande império. Muitos achavam que ele estava morto, mas agora ele herdou um pedaço de terra chamado Nootka South – um ponto estratégico na guerra entre Reino Unido e Estados Unidos. Recusando-se a vender o negócio da família para a Companhia das Índias Orientais, ele planeja utilizar suas pedras para construir um grande império naval e assim vingar a morte misteriosa do seu pai.

A história é o ponto forte da série, que traz muito mistério e um ar místico (prometo que não vou dar spoilers). E toda a produção está de parabéns – figurino, maquiagem, cenários, todos impecáveis!!

Além disso, outro grande ponto positivo é o elenco! O grande destaque fica para Tom Hardy, que está ótimo como o misterioso James Delaney. Afinal, como ele é um dos idealizadores do projeto, óbvio que o papel foi feito sob medida para ele, possibilitando que ele brilhe muito. E ainda temos um cast de peso com Oona Chaplin (de Uma Longa Jornada – e sim, ela é neta de Charles Chaplin), Stephen Graham (de Piratas do Caribe), Jefferson Hall (de Vikings), David Hayman (de The Paradise), Edward Hogg (de The Borgias), Franka Potente (de House), Jonathan Pryce (de Game of Thrones) e Michael Kelly (de House of Cards). E com um elenco desses a gente poderia pensar que alguém irá se destacar sobre outros, mas NÃO!! Todos estão incríveis e se destacam igualmente.

Para quem gosta de séries de época, essa com certeza tem que estar no topo da lista para assistir. Uma série impecável, super bem produzida, com atuações memoráveis, cenas de tirar o fôlego! Super indico!

#Séries | 5ª temporada de House of Cards

Hoje é o dia de falar da 5ª temporada de “House of Cards”. A Netflix lançou a nova temporada no dia 30 de maio e confesso que não gostei muito, inclusive demorei bastante para assistir todos os 13 episódios – não rolou aquela maratona básica.

Por favor, fãs da série não me matem, mas esta foi a PIOR temporada de todas!! E lembrando que a quarta temporada terminou incrível, com um mega clímax para a nova, mas a qualidade da narrativa caiu muito. Inclusive me surgiu uma dúvida com relação à produção – fiz uma pesquisa rápida – e descobri que o criador da série Beau Willimon saiu dando lugar a Melissa James Gibson e Frank Pugliese. Realmente acho que essa troca influenciou muito na qualidade da produção.

Os primeiros episódios foram bem chatos, com uma narrativa arrastada – parecia que eles estavam enrolando o máximo possível, espremendo até sair aquela última gota. No meio da temporada começou a melhorar.

Nesses novos episódios, o público acompanhou a trajetória e a ascensão da única pessoa capaz de derrotar Frank Underwood (Kevin Space): a sua amada esposa Claire (Robin Wright). A trama começa no auge da corrida presidencial pela reeleição de Underwood. Para ganhar a disputa, ele recorre à diversas artimanhas, como abuso de poder e ameaças de terrorismo. Apesar do mecanismo das eleições dos Estados Unidos ser de difícil compreensão, é interessante acompanhar o processo político principalmente após a posse controversa de Donald Trump. Depois derrotar o candidato republicano Will Conway (Joel Kinnaman), Frank Underwood agora precisa se preocupar com os escândalos envolvendo seu governo, além das investigações realizadas pelo editor do jornal The Washington Harold, Tom Hammerschmidt (Boris McGiver).

Nem preciso comentar o show de interpretação de Kevin Space e Robin Wright. Os dois – como sempre – estão perfeitos como Frank e Claire. Por isso, vou dar mais destaque aos elogios a outros atores. Neve Campbell (LeAnn Harvey) e Michael Kelly (Doug Stamper) roubam a cena – seus personagens começam brigando, mas depois vão se envolvendo – vale destacar a evolução dos dois atores.

Jayne Atkinson continua perfeita como a Secretária de Estado Cathy Durant – inclusive ela ganha mais destaque ao manter uma relação dúbia com o presidente Underwood. E por fim, dois atores novos na história – Patricia Clarkson e Campbell Scott Michael se destacam na metade final da temporada. Ela é uma mulher com ótimos contatos e que passa a influenciar as decisões de Claire. Já ele é o chefe de campanha republicano Mark Usher que passa para o lado democrata.

A grande novidade fica por conta de Claire conversando com tela como o Frank faz desde do episódio piloto. Acredito que seja uma tática para mostrar que a personagem terá ainda mais espaço e também demostrar que será igualzinha ao marido. Inclusive tem uma cena (na qual não darei SPOILERS) entre Claire e o escritor Tom Yates (Paul Sparks) super chocante!

Enfim, apesar de não ter curtido muito essa temporada, House of Cards ainda é uma das minhas séries preferidas. Agora nos resta aguardar mais dolorosos 12 meses para a Netflix lançar a 6ª temporada.

#Séries | The Arrangement

Já faz um tempo que eu assisti “The Arrangement”, a nova série de drama do canal E! criada por Jonathan Abrahams (Mad Men). E hoje vou falar um pouquinho sobre ela para vocês…

Em 10 episódios, conhecemos a jovem atriz Megan Morrison (Christine Evangelista, de “Chicago Fire”) que fez um teste para interpretar a personagem principal de um filme do queridinho de Hollywood, Kyle West (Josh Henderson, de “Dallas”). Hoje, Kyle é um astro do cinema, mas seu início de carreira foi bem conturbado (na série não especifica muito o que aconteceu), o que o levou a conhecer Terrence Anderson (Michael Vartan, de “Bates Motel”) um líder de uma organização de auto-ajuda, o Instituto The Higher Mind (Instituto da Mente Superior, em português).

No início da série, Kyle passou por um final de relacionamento onde sua noiva praticamente o deixou sem muitas explicações e a mídia fez disso um espetáculo. Agora em uma nova relação, Kyle e Megan assinam um contrato que estipula como será o convívio entre os dois. Mas o casal se apaixona de verdade, o que pode complicar tudo.

A vida de Megan se torna um inferno com toda a mídia em cima e também com as interferências de Terrence e sua esposa Deann (Lexa Doig, de “Arrow”), que também é a empresária de Kyle. Um ponto interessante sobre a série é que quando foi lançada, os produtores e diretores foram questionados se a história foi inspirada no casamento de Tom Cruise e Katie Holmes e o envolvimento dele com a cientologia, porém eles negaram. Mas ainda assim, a história é bem parecida e com um leve toque de crítica.

Para aqueles que forem assistir “The Arrangement”, a série começa super bem, mas tem uma leve caída nos episódios do meio da temporada, voltando a ter um ritmo acelerado ao final. Eu gostei de um modo geral, mas essa primeira temporada trouxe muitos mistérios e não resolveu nada – ficou só enrolando. Por isso, espero que a segunda temporada – já confirmada pelo canal E! – traga mais respostas e seja um pouco mais completa.