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#Série | Elite – 4ª Temporada

Oi gente!
No fim de semana maratonei a nova temporada de Elite, lançada pela Netflix. A expectativa era grande após todas as notícias e o trailer, porém o tombo foi maior ainda!

Samuel (Itzan Escamilla), Guzmán (Miguel Bernadeau), Rebeka (Cláudia Salas) e Ander (Arón Piper) estão de volta ao Las Encinas, já que repetiram o último ano. Agora Omar (Omar Ayuso) também se junta ao grupo no colégio mais importante da Espanha. Mas eles terão novas companhias neste ano – o trio de irmãos Ari (Carla Díaz), Mencía (Martina Cariddi) e Patrick (Manu Ríos) são os novos alunos e filhos do novo diretor “linha dura” Benjamín (Diego Martín). Quem também está de volta é Cayetana (Georgina Amarós), que após enganar a todos, se tornou a faxineira da escola. Ela viverá uma história “Príncipe e Plebeia” com outro aluno novo – o príncipe Phillipe (Pol Granch), que também esconde um outro lado nada bacana. Com a chegada destes novos personagens, surge um novo mistério depois que Ari é encontrada perto da morte. Quem será que tentou matar a patricinha?

Os episódios estavam indo bem até o quarto, depois disso foi só ladeira abaixo. Os novos personagens foram bem apresentados e até criaram uma tensão interessante para o arco narrativo, porém o desenvolvimento dos personagens foi péssimo. Não sei nem por onde começar haha mas vamos lá!

Eu não curti a relação de Samu e Guzmán, precisou de três temporadas para eles finalmente se tornarem amigos e do nada resolvem coloca-los em uma disputa nada interessante pelo amor de Ari. Outra coisa que não entendi foi essa menina – no começo colocaram ela como boazinha e do nada ela vira uma cópia da Lucrécia (fashionista, patricinha e preconceituosa). Fica difícil torcer por uma protagonista que é tão insuportável de chata.

Também não curti a relação de Ander e Omar. Toda temporada é a mesma coisa! Eles começam de boa e algo acontece para separa-los e, no final, volta a ficar tudo bem. Isso pra mim já cansou! A relação do trisal com Patrick tinha tudo para dar certo, mas nada acrescentou, só serviu para as cenas hot. Achei que iriam trabalhar algo a mais com o Patrick – talvez explorar a relação dele com os pais e o acidente que ele sofreu ou até uma mudança em sua personalidade ao ver o amor entre Ander e Omar, mas nada disso foi abordado. O personagem é vazio e nada contribui ao arco narrativo que orbita.

Quem salvou a temporada foi Rebe, Mencía e Cayetana. Primeiro, Rebe e Mencía foi um casal que super funcionou, as atrizes estavam ótimas. Gostei das histórias paralelas envolvendo as duas (não vou comentar muito para não dar spoilers). E segundo, quem diria que iríamos gostar da Cayetana! Ela causou o maior ranço na temporada anterior e agora veio para se redimir. A relação abusiva com o príncipe Phillip foi outro ponto forte da temporada.

Em resumo, Elite é uma série que não tem tido uma evolução narrativa em suas últimas temporadas, mesmo com a inclusão de outros personagens e assuntos diferentes para serem abordados, geralmente focados em diversas temáticas sexuais. O mistério em torno de Ari foi morno e desnecessário, serviu apenas para tentar segurar o interesse. Pelo que tinha visto no trailer divulgado anteriormente, havia grande potencial para ser uma ótima temporada, mas o roteiro não colaborou.

Aos fãs da série, a Netflix já confirmou a produção da 5ª temporada. Tudo indica que parte do elenco original de Elite deve retornar nos novos episódios, inclusive os novos personagens desta 4ª temporada. A atriz Carla Díaz postou recentemente alguns detalhes nos stories. Outra novidade será a inclusão de mais dois atores: a argentina Valentina Zenere e o brasileiro André Lamoglia, conhecido por seu papel na série Juacas, do Disney Channel. A trama da 5ª temporada de Elite tem tudo para continuar os eventos que aconteceram no episódio final do quarto ano.

Eaí, vocês assistiram os novos episódios? O que acharam? Me contem nos comentários!

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#Série | The Wilds

Oi gente!
Um grupo de passageiros sofre um acidente aéreo e cai numa ilha misteriosa e deserta. De repente, eles precisam criar uma convivência do zero ao mesmo tempo que estudam possibilidades de serem resgatados dali. Muito provavelmente você já ouviu essa história por aí e não estou falando de “Lost”! Mas sim, de “The Wilds”, série da Amazon Prime Video.

A trama acompanha um grupo de nove garotas cujo avião, que partia em direção a uma colônia de férias/spa somente para meninas, caiu numa ilha no meio do nada. Com origens diferentes, elas precisam lutar para sobreviver nesse lugar inóspito, sem desconfiar que, na verdade, estão fazendo parte de um experimento social bastante elaborado. Enquanto aprendem a conviver umas com as outras, seus segredos e seus traumas vêm à tona.

A série se preocupa em contextualizar o drama de cada uma das jovens que estão na ilha – Leah (Sarah Pidgeon) se recupera de uma relação amorosa mal resolvida com uma pessoa mais velha; Fatin (Sophia Taaylor Ali) é mais saidinha e sofreu com o controle dos pais; Martha (Jenna Clause) passou por um momento traumático e conta com a ajuda da melhor amiga Toni (Erana James); Dot (Shannon Berry) precisou amadurecer para cuidar do pai com uma doença em estágio terminal; Shelby (Mia Healey) é quase uma patricinha em se tratando de imagem, mas teve uma forte influência religiosa da família. Por fim, Rachel (Reign Edwards) é uma atleta, praticante dos saltos ornamentais, porém foi cortada do time por problemas pessoais e possui uma difícil convivência com a irmã Nora (Helena Howard).

A produtora e showrunner Sarah Streicher abusa de flashbacks para mostrar todas as histórias do passado e também utiliza várias técnicas que passam uma sensação de drama e suspense à série. Algumas histórias são interessantes e é bacana ver a relação que cada uma vai desenvolvendo nos longos 10 episódios. Acredito que dava para ter sintetizado tudo em até 8 episódios, tivemos uma enrolação desnecessária que cansa quem está acompanhando.

“The Wild” busca entender e explicar o comportamento humano, a partir de uma série de situações complicadas. Temos algumas boas atuações e cenas interessantes. Inclusive, a 2ª temporada já está confirmada.

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Apostas para o Emmy 2020

Oi gente!
Neste domingo, dia 20, teremos a premiação do Emmy 2020. A cerimônia será um pouco diferente neste ano devido a pandemia – não teremos tapete vermelho, as celebridades estarão quietinhas em suas casas, totalmente sem aglomeração. Mas ainda assim, a concorrência promete ser acirrada. E como todo ano, vamos às apostas!!

Primeiramente as categorias de drama – Minha aposta é “Succession”. A série da HBO está com força para vencer; sua 2ª temporada é super elogiada pela crítica. “Ozark” e “The Crown”, ambas da Netflix, também correm por fora.

Para as categorias de atuação: Queria muito ver a vitória de Jennifer Aniston, por sua interpretação em “The Morning Show”. A atriz concorre com o primeiro episódio “In the Dark Night of the Soul It’s Always 3:30 in the Morning”, que realmente é seu melhor momento – aquela cena inicial em que sua personagem Alex Levy precisa anunciar que seu companheiro de bancada foi demitido por assédio sexual é simplesmente fantástica. Porém, Laura Linney (Ozark) e Olívia Colman (The Crown) também têm chances. Como atriz coadjuvante, amaria ver Helena Bohan Carter – a princesa Margaret de “The Crown” – recebendo o prêmio. Julia Garner (Ozark), que já venceu ano passado, também vem forte neste ano. Meryl Streep (Big Little Lies) e Sarah Snook (Succession) são as apostas do coração.

Na atuação masculina, acho que a vitória de Brian Cox já é garantida. Ele concorre com o 3º episódio da 2ª temporada – aquele em que a família Roy parte para um retiro de caça na Hungria. Furioso com algumas coisas, Logan submete Greg, Tom e Karl a um jogo cruelmente humilhante, que ele chama de “Javali No Chão”. Essa cena é muito forte! Seu companheiro de série Jeremy Strong talvez corra por fora. Já na categoria de coadjuvantes, aposto em Billy Crudup, de “The Morning Show”, mas Kieran Culkin também merecia por seu papel em “Succession”.

Agora vamos as categorias de comédia“The Marvelous Mrs Maisel” e “Schitt’s Creek” estão no páreo. Com certeza será uma disputa bem acirrada entre as duas. Aposto mais com o coração em Mrs Maisel. “The Good Place” também seria uma vitória interessante, que eu iria amar.

Para atriz em comédia, Catherine O’Hara pode ser a escolhida. A atriz veterana encerrou sua participação em “Schitt’s Creek”, com o final da série – esta pode ser uma motivação para os votantes lhe darem o prêmio. Porém Rachel Brosnahan, de “The Marvelous Mrs Maisel”, também é uma aposta forte. Como coadjuvante, Alex Borstein, de Mrs Maisel, deve levar pelo terceiro ano consecutivo. Minha aposta do coração fica para D’Arcy Carden, a Janet de “The Good Place”.

Ramy Youssef deve surpreender e levar a categoria de ator em comédia. Ele já venceu o Globo de Ouro no início do ano e pode sair vitorioso novamente. Já Tony Shalhoub, de “The Marvelous Mrs Maisel” é minha aposta em ator coadjuvante. Rapidamente… deixar bem claro aqui, que comédia não é meu forte!

Por fim, vamos as apostas em minissérie. Provavelmente “Watchmen”, da HBO, deve dominar as categorias. Regina King e Jeremy Irons são apostas fortes para atores principais. Adoraria que “Little Fires Everywhere” tivesse algum reconhecimento, seja em minissérie ou atriz com Kerry Washington. Mark Ruffalo poderia surpreender pela atuação dupla em “I Know this much is True”. Nas categorias coadjuvantes, adoraria ver Toni Colette (“Inacreditável”) e Jim Parsons (“Hollywood”) como vencedores. Ainda assim, temos vários atores de “Watchmen” concorrendo.

Quero saber as apostas de vocês! Concordam com as minhas escolhas? Lembrando que a cerimônia será exibida neste domingo, a partir das 20h30, na TNT.

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#Série | Nancy Drew

Oi gente!
Se você é fã de “Riverdale”, com certeza irá gostar da dica de série de hoje! “Nancy Drew”, nova série do canal The CW, disponível no Brasil pela Globoplay, traz o clima de suspense e investigação, além dos dramas juvenis.

Na trama, conhecemos Nancy (Kennedy McMann), uma garota de 18 anos, cujo sonho era sair da pequena cidade de Horseshoe Bay. Desde pequena, ela adora mistérios e ficou conhecida por resolver diversos casos bem mais rápido que a polícia. Após a morte da mãe, Nancy começa a trabalhar no restaurante The Claw, vive uma vida em conflito com o pai Carson Drew (Scott Wolf), e se vê envolvida em uma investigação de assassinato, no qual por sinal acaba se tornando um dos suspeitos ao lado de outros 4 jovens – Nick (Tunji Kasim), George (Leah Lewis), Bess (Maddison Jaizani) e Ace (Alex Saxon).

Enquanto tenta provar a sua inocência e dos outros amigos, Nancy acaba descobrindo que o assassinato de Tiffany Hudson (Sinead Curry) pode ter uma ligação com outro assassinato envolvendo uma jovem da sua cidade – Lucy Sable (Stephanie Van Dyck). Retornando a vida de detetive, a garota se envolve numa trama que inclui crimes do passado, um vestido cheio de sangue, uma assombração e muitos segredos.

Um ponto interessante a ser destacado é que Nancy Drew não é uma personagem nova, mas sim que já passou por algumas releituras ao longo dos anos. A primeira aparição de Nancy Drew aconteceu em 1930, na qual a mesma era protagonista de uma saga literária de mistérios criada pelo escritor Edward Stratemeyer como um derivado da saga Hard Boys. Entretanto, o mesmo não era o único a escrever sobre a personagem, já que a saga em questão contava com um grupo de “escritores fantasmas” que usavam o pseudônimo de Carolyn Keene. A saga original, intitulada Nancy Drew Mistery Stories, durou de 1930 até 2003. Entretanto, neste meio tempo, uma saga chamada The Nancy Drew Files foi lançada em 1980 com uma pegada mais adulta e apresentando interesses românticos para a protagonista.

Com 18 episódios, “Nancy Drew” aposta em uma teia de mistérios, que perduram durante toda a temporada, dando um clima bem mais maduro do que “Riverdale”. Além disso, a produção traz romances, incluindo um quarteto amoroso entre Nancy, Nick, George e Owen (Miles Gaston Villanueva). Outro personagem de destaque é Ryan Hudson (Riley Smith) – um bon vivant rico, que era marido de Tiffany e também está envolvido no principal mistério da trama, incluindo em um grande plot twist no final da temporada.

E para aqueles que já viram “Nancy Drew”, podem ficar tranquilos que a 2ª temporada já foi encomendada em janeiro pelo canal CW. Contudo, a notícia ruim é que o novo ano de Nancy Drew não será lançado ainda em 2020, devido à pandemia do coronavírus.

Já conheciam Nancy Drew? Quem aí vai ver a 1ª temporada? Deixem seus comentários!

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#Séries | Vis a Vis El Oásis

Oi gente!
Quem aí já estava com saudades de “Vis a Vis”? O spin-off da série – “Vis a Vis El Oásis”, já foi exibido na Espanha pela FOX e chega na Netflix no dia 31 de julho. Eu já conferi os 08 episódios e vou trazer a minha opinião, sem dar SPOILERS, podem ficar tranquilos!

Após o final maravilhoso da 4ª temporada de Vis a Vis, os produtores resolveram voltar com a história, desenvolvendo a relação de Macarena (Maggie Civantos) e Zulema (Najwa Nimri), pós prisão. A série se aprofunda nas duas personagens, mostrando como elas fazem para sobreviver neste mundo caótico. Por anos elas roubaram joalherias, cassinos e bancos. Perto da hora de se separarem, após uma decisão mútua, elas armam um grande assalto – roubar uma tiara de diamantes de Kati (Alma Itzel), filha de Ramala (David Ostrosky), um importante traficante mexicano. Como é algo trabalhoso, uma ajuda extra será bem vinda – Goya (Itziar Castro), Triana Azcoitia (Claudia Riera), La Flaca (Isabel Naveira) e Monica Ramala (Lisi Linder) – enteada do traficante – formam a equipe.

Sem dúvidas, a chegada na plataforma era aguardada pelos fãs. Isso porque, agora, as protagonistas da atração terão seus verdadeiros finais. Além disso, a atração virou um fenômeno na Netflix, pegando carona na popularidade de outra série espanhola, La Casa de Papel.

E uma coisa não podemos negar – Maggie Civantos e Najwa Nimri possuem muita química juntas, mesmos com brigas e rachas das atrizes. Recentemente, elas pararam de se seguir no instagram e, tudo indica, que divergências no rumo de suas personagens podem ter sido a causa. Independente disso, ambas carregam “El Oásis” nas costas. E acho que agora realmente veremos o final dessa história.

O desenvolvimento é interessante. A fotografia é linda. E a rivalidade de Maca e Zule é sem dúvidas o ponto forte, como sempre foi. Goya também está de volta e nos faz lembrar bons momentos das temporadas anteriores. Monica Ramala também é uma personagem interessante e poderia ter sido melhor trabalhada – uma cena em particular irá surpreender a todos.

E vocês devem estar se perguntando se teremos a volta de outros personagens da série. Sim, teremos! Ramiro Blas, que interpretava Carlos Sandoval, participa em alguns episódios, inclusive veremos partes de seu passado. Já Alba Flores, nossa Saray e eterna Nairóbi (ainda não superei até hoje), aparece no episódio final para uma participação especial – podem esperar uma belíssima cena!

Sobre o final – fiquem tranquilos, eu prometi que não daria spoilers – eu gostei, maaas teve algo que não curti tanto, esperava mais. Como um todo, é uma série que terá um gostinho especial para os fãs, ao trazer uma conclusão para a história.

Quem aí era fã de Vis a Vis? Estão ansiosos para a estreia de “El Oásis”?

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#Série | 13 Reasons Why (4ª temporada)

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Quem aí já terminou a maratona da 4ª temporada de “13 Reasons Why“?  A série, que abordou conteúdos sensíveis como depressão e suicídio, chegou ao final. E infelizmente precisamos dizer que a Netflix não soube lidar bem com os temas delicados que a produção se propôs a tratar. Nem vou voltar a repetir que deveria ter parado na 1ª temporada, que foi muito boa! Mas, de qualquer forma, o final não foi o maior desastre, como a 2ª e 3ª temporadas.

A narrativa começa após os acontecimentos da 3ª temporada, onde sabemos que Monty (Timothy Granaderos), que foi culpado injustamente pela morte de Bryce (Justin Prentice), acabou morrendo na prisão. Clay (Dylan Minnette) e seus amigos agora precisam seguir suas vidas, no último ano do high school. Ao longo da temporada vemos Clay sofrer de síndrome do pânico e ter várias crises de ansiedade, enquanto tenta lidar com ameaças vindas de um celular. Ao invés de confiar nas pessoas ao seu redor, o protagonista vai perdendo a linha com tudo e todos. Além disso, sabemos desde o primeiro episódio que mais um personagem irá morrer. E no desenrolar da temporada, vemos que a escola Liberty passa a sofrer com intervenções do diretor Bolan (Steven Weber), afim de trazer maior segurança aos alunos, assim como notamos a evolução de alguns personagens, como Alex (Miles Heizer), que se descobriu bissexual, tendo momentos com Winston (Deaken Bluman), até se apaixonar por Charlie (Tyler Barnhardt), deixando seus traumas para trás.

Já os demais personagens pouco evoluem em seus arcos narrativos. Jessica (Alisha Boe) passou a se envolver com Diego (Jan Luis Castellanos) – um personagem que surgiu do nada, afim de tentar descobrir informações sobre as chantagens com a morte de Monty. Tyler (David Druid) teve que se reencontrar e mostrar aos amigos que mudou. Tony (Christian Navarro) pouco acrescentou à história, até ter seu final feliz. Zach (Ross Butler) entra em um período de negação, se afundando em bebidas, o que poderia ter rendido ótimos momentos, se tivesse sido bem trabalhado. E Justin (Brandon Flynn) sonha com um futuro em uma universidade, após passar pela rehab.

Os 5 primeiros episódios são horríveis, pouco acrescentam à história, são extremamente enrolados. Os surtos do Clay acabam cansando o espectador e suas idas ao consultório do Dr. Ellman (Gary Sinise), em nada ajudam no desenvolvimento do personagem. Mas uma coisa preciso dizer, ainda bem que não insistiram com Ani (Grace Saif). Foi uma das grandes críticas que fiz na 3ª temporada, e nessa, a personagem é deixada totalmente de lado. A partir do episódio 6 a série dá uma leve melhorada em direção ao seu final. Inclusive, este capítulo que mostra uma simulação de tiroteio na escola é um dos melhores, com várias cenas interessantes, culminando num surto do Clay.

AGORA VAI UM SPOILER!  (Se ainda não assistiu, pula esse parágrafo) Chegamos ao final e descobrimos o “grande mistério” dessa temporada – quem morreu. Justin não teve o seu final feliz, seus anos nas ruas o deixou sequelas e mesmo com o tratamento das drogas, o jovem teve sua morte por conta da AIDS/HIV, que ele nunca soube ter contraído nos anos que foi garoto de programa. Entendo que a revelação aconteceu no último episódio para garantir a surpresa, mas acho que o tema poderia ter sido tratado antes, teria sido interessante. No último episódio temos a volta de alguns personagens, como Ryan (Tommy Dorfman) e Courtney (Michele Selene Ang), e até uma cena com Hannah Baker (Katherine Langford). Gostei da cena final, onde todos enterram as famosas fitas do início, foi bacana para encerrar o ciclo.

Enfim, 13 Reasons Why foi uma série problemática, que merecia ter sido muito mais. Tratando de temas fortes, a produção apenas ativou gatilhos, muitas vezes desnecessários, com passagens até irresponsáveis. Ainda bem que acabou. E lembrando que se você passa por algumas dessas questões, como depressão, converse com alguém e procure ajuda! Agora quero saber se vocês, já assistiram? O que acharam do final? Me contem nos comentários!

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#Série | Normal People

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A produção irlandesa da BBC Three e da Hulu, “Normal People” – uma adaptação do romance de Sally Rooney – é a nossa dica de hoje! A produção tem o intuito de retratar a vida de pessoas normais, mostrando os encontros e desencontros, com sensibilidade e sensualidade.

Em 12 episódios, acompanhamos a história de amor moderna de Marianne (Daisy Edgar-Jones) e Connell (Paul Mescal) em uma pequena cidade a oeste da Irlanda. Marianne é uma jovem rica, nada popular, vivndo ao lado de uma  família disfuncional . Apesar da clara inteligência e do humor ácido, a garota prefere se isolar de uma comunidade que também não a quer. Já Connell é popular, jogador de futebol, pobre e sempre dá preferência aos estudos. A mãe do rapaz trabalha na casa de Marianne, e logo os dois desenvolvem uma atração que estabelecerá uma conexão profunda. Após o período escolar, acompanhamos os dois na faculdade, deixando a cidade de Sligo pela capital Dublin, quando o cenário se inverte um pouco.

Lendo assim, você irá imaginar que a série trata-se de mais um clichê das relações estudantis entre a menina não popular e o jogador de futebol. Não, “Normal People” vai muito além disso. Amplamente elogiada pela crítica, a produção se propõe em retratar a normalidade banal. Os diálogos longos são recheados de emoção e sentimentalismo. Os esteriótipos são deixados de lado, a razão torna-se principal ao tentar explicar atitudes.

Com cenas quentes, a série retrata o desejo e a paixão dos jovens, através de uma profundidade e abordagem complexa. Um boa direção, bela fotografia, trilha viciante e o frio melancólico da Irlanda completam o pacote. Os episódios são curtos, em torno de 30 minutos, o que facilita a maratona. O elenco é o grande destaque – Daisy Edgar-Jones e o estrante Paul Mescal roubam a cena e demonstram grande química.

Esteja preparado para uma série cabeça, que vai te fazer repensar as atitudes da vida, ao mesmo tempo que emociona e agrada o lado crítico. No Brasil, “Normal People” deverá ser exibida pelo serviço de streaming Starzplay.

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#Série | Noite Adentro (Into the Night)

Oi gente!

Se liga nessa dica de hoje! “Noite Adentro”, nova série original Netflix – a primeira produção belga, com língua francesa – mistura ficção científica, drama e muito mistério, sendo uma ótima maratona para essa quarentena.

Com seis episódios de menos de quarenta minutos, “Into the Night” (nome original) traz uma trama eletrizando e extremamente viciante. A série começa apresentando Terenzio (Stefano Cassetti), um homem que corre aleatoriamente até um avião com uma arma, fazendo um sequestro. O personagem não está ali para fazer terrorismo e sim para salvar vidas (a sua pelo menos). Ele deseja levar o avião para o oeste, e explica que a humanidade está morrendo simplesmente por entrar em contato o sol. Nenhum dos passageiros acredita nele mas, logo, todos se dão conta que isso é verdade. A intenção de todos é correr através da escuridão, o máximo de tempo que puderem, para evitarem suas inevitáveis mortes.

Se você gosta de séries como “Lost”, “Manifest” ou “The Walking Dead”, com certeza irá gostar também de “Noite Adentro”. Ao longo dos episódios, vamos sendo apresentados aos demais personagens e suas histórias pessoais – Sylvie (Pauline Etiene) serviu ao exército, porém passava por uma depressão após a morte de seu companheiro; Mathieu (Laurent Capelluto) é o piloto do avião, que traia a esposa com uma das aeromoças; O engenheiro do avião Jakub (Ksawery Szlenkier), a aeromoça Gabrielle (Astrid Whettnall), entre outros personagens.

O roteiro é bem interessante e coeso. As relações humanas e as situações tensas criadas são o enfoque. A série não tenta explicar o que está acontecendo – o embasamento científico não é o principal. Geralmente o episódio se inicia com um flashback do personagem que será o centro da narrativa, assim conhecemos um pouco sobre cada um deles. Ao final dos capítulos sempre há um plot, que nos faz querer continuar vendo sem parar.

“Noite Adentro” é uma agradável surpresa do gênero de ficção cientifica e deve agradar ao público com seu enredo cheio de mistério e tensão. Seu final deixa em aberto uma segunda temporada, então dona Netflix providencie isso pra já.

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#Série | Eu Nunca

Oi gente!
Quem quer uma série teen para assistir? Hoje a dica é “Eu Nunca”, da Netflix, que veio com tudo nessa quarentena, pra fazer você rir, se encantar e se apaixonar pelos seus personagens. E que surpresa boa foi esta série!


Criada por Mindy Kaling e Lang Fisher, “Eu Nunca” acompanha a história de Devi (Maitreyi Ramakrishnan), uma garota que teve um trágico começo no ensino médico após perder o pai (Sendhil Ramamurthy – vocês vão lembrar dele de “Heroes” ou então, mais recentemente em “The Flash”) e ficar paralítica – temporariamente. Quando ela começa o segundo ano, ela quer uma vida nova. Principalmente, porque ela também quer um namorado. E aproveito para perguntar: vocês são #TeamBen ou #TeamPaxton?

E o mais legal é que outra vez a Netflix traz diversidade cultural e de gênero. Em 10 episódios, são exibidos para nós a cultura indiana, o casamento arranjado, o tabu da virgindade, a dificuldade que muitos enfrentam em se aceitar no mundo LGBT e aqueles clichês da adolescência. Além disso, a série é narrada pelo divertidíssimo ex-tenista John McEnroe.

Os personagens coadjuvantes são bem construídos, suas histórias também conquistam o público. As amigas Eleanor (Ramona Young) e Fabiola (Lee Rodriguez) vão ganhando destaque a cada episódio. Eleanor cresceu sem sua mãe, já que esta a “abandonou” para tentar uma carreira como atriz. Já Fabiola não sabe como comunicar os pais que é gay. Outro personagem muito interessante de se ver é Ben (Jaren Lewison) – o grande inimigo de Devi. Super inteligente, rico, porém não possui o afeto dos pais, que estão sempre ocupados e viajando. A disputa entre Ben e Devi é hilária, até que eles se aproximam e muita coisa acontece! Já Paxton (Darren Barnet), o interesse amoroso de Devi, possui um esteriótipo bem superficial, mas que também acaba contribuindo para o desenvolvimento da série, principalmente em sua relação com a irmã com síndrome de down.

Leveza, humor e delicadeza definem como a série é tratada. Vale muito a pena maratonar “Eu Nunca”!

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#Séries | 13 Reasons Why 3

Oi gente! 
Assim que saiu a 3ª temporada de 13 Reasons Why já fiz minha maratona no fim de semana. Com 13 novos episódios abraçando uma proposta de reparação de erros, a série consegue cometer novos problemas. Após reações negativas para a temporada anterior (que não era necessária) 13 Reasons Why volta trazendo um novo mistério.

Preciso confessar que a proposta foi bem chamativa, um escape que traria uma luz no fim do túnel, podendo ser bem interessante. A nova temporada girou em torno da morte de Bryce Walker (Justin Prentice). Afinal, quem foi o responsável por sua morte? Bryce sempre foi o vilão absoluto, sem piedade, sem nuances. A segunda temporada, inclusive, reforçou todo esse maniqueísmo. Agora, a produção resolveu humanizar o personagem. Vemos um Bryce arrependido pelo que fez, tentando, à sua maneira, consertar um pouco as coisas. A face humana mostra um garoto rejeitado pelos pais, principalmente o pai, desde sua infância. Há uma tentativa de justificar todas as atrocidades cometidas pelo playboy, bem como dar um peso maior à sua morte.

Por outro lado, temos Clay (Dylan Minnette), que continua sendo o amigo que tenta salvar todos. Dessa forma, ele se torna um dos principais suspeitos pelo assassinato. Além dele, todos os demais personagens possuem motivos para terem cometido o crime e, ao longo dos episódios, são descobertos vários segredos de Jessica (Alisha Boe), Justin (Brandon Flynn), Alex (Miles Heizer), Chloe (Anne Winters), Zach (Ross Butler), Tyler (Devin Druid) e Monty (Timothy Granaderos).  Além deles, temos o surgimento de uma nova personagem Amarowat Anisia Achola (Grace Saif). Toda a temporada é narrada pela perspectiva de Ani como é mais chamada, o que trouxe um certo incômodo. Ela chega à Liberty High após os acontecimentos do baile de primavera, que deram fim à segunda temporada, e rapidamente se envolve com os personagens principais. Porém, Ani, que não é nada carismática, narra diversos fatos, sentimentos, ações de todos os outros – coisas que ela não poderia saber devido ao pouco tempo de amizade ou até mesmo pouco contato com alguns deles. Ela sabe de tudo, domina tudo, está envolvida em tudo e praticamente dita a sequência de acontecimentos.  Ficou estranho. Na minha opinião – como não souberam aproveitar Katherine Langford na temporada anterior – poderiam ter recorrido novamente a atriz para narrar em off os fatos acontecidos, sem aparecer em nenhum momento. Teria sido mais crível para a história, já que a personagem está morta. E caberia a Grace Saif apenas o “relato” final.

Além disso, todo o desenvolvimento ocorre tanto no presente como no passado. E assim, algumas cenas ficaram confusas, mesmo com a produção distinguindo as fases com alguns efeitos, como por exemplo, no passado são utilizadas cores vivas e vibrantes; no presente temos cores mais escuras para vislumbrar os sentimentos daquele momento. Além disso, o formato da tela também é diferente – no passado a cena ocorre em tela cheia; no presente temos aquelas tarjas pretas. Por outro lado, a trilha sonora é um bom diferencial e traz um certo escape positivo.

Comentando sobre o elenco, temos boas atuações. Alisha Boe traz uma nova perspectiva à sua personagem acerca da sobrevivência ao trauma, e isso é muito bem desenvolvido quando Jéssica inicia um grupo com outras pessoas que passaram por experiências parecidas. Juntas, elas buscam acabar com o machismo dentro da cultura esportiva e a impunidade aos assediadores dentro da escola.

Brandon Flynn (Justin) e Justin Prentice (Bryce) também trazem arcos interessantes de seus personagens. Mas o grande destaque é sem dúvida nenhuma Devin Druid – o Tyler é o personagem que mais teve altos e baixos, que desenvolveu um contexto interessante. No final da season anterior, ele estava prestes a entrar atirando no baile e matar vários alunos (coisa que acontece bastante nos EUA). Depois disso, ele começou a construir amizades, a evoluir como pessoa e, principalmente, a deixar a vitimização de lado e crescer perante a sociedade. Sua performance foi arrebatadora e sensível.

Foram 13 episódios com um desenvolvimento mais contido, em relação às tramas. A impressão que fica é que 13 Reasons Why não quer mais se envolver em polêmicas desnecessárias, como foi o caso da cena de suicídio da Hannah (que inclusive foi retirada pela Netflix), ou do polêmico vislumbre de um estupro explícito com o Tyler. Mas, ao mesmo tempo, parece que a série perdeu um pouco da sua audácia, apresentada no início. Não vou dar spoilers (talvez dê ), mas a achei a ideia da revelação do assassino muito interessante, porém a temporada inteira discutiu a importância da moralidade, de consequências aos atos, de sempre dizer a verdade e, no fim, é desencadeada uma grande mentira.

Com uma quarta temporada já confirmada, resta saber o que os autores pretendem fazer para dar continuidade à história.  Não acho que o que aconteceu no final seja um gancho suficiente para o que virá. Agora é esperar pela 4ª e última temporada de 13 Reasons Why.

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