Tag: série

#Série | Bridgerton

Oi gente! 
Produções de época sempre costumam me agradar e se você também curte, já é motivo suficiente para assistir a primeira temporada de “Bridgerton”, nova série da Netflix, baseada na saga de romances da aclamada autora Julia Quinn, produzida por Shonda Rymes e dirigida por Chris Van Dusen.

Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor) está dando seus primeiros passos para conseguir um bom casamento. Prestes a atingir a maioridade, Daphne encanta a Rainha Charlotte (Golda Rosheuvel) na nova temporada de cortejo da cidade e se torna a “joia rara” do ano, ganhando atenção de inúmeros pretendentes que prometem desposá-la e torná-la uma dama da sociedade. Entretanto, seu irmão Anthony (Jonathan Bailey), assumindo o papel de homem da casa após o falecimento do pai, transforma algo simples em um árduo trabalho, espantando maridos em potencial e deixando-a à deriva por não acreditar que exista algum homem bom para a irmãzinha. Entre os irmãos, Benedict (Luke Thompson) sonha em ser artista; Colin (Luke Newton) é mais aventureiro ao mesmo tempo que se envolve em um romance complicado com Marina (Ruby Barker); Eloise (Claudia Jessie) não possui nenhum interesse em casamentos; Francesca (Ruby Stokes) quase não aparece na temporada, além dos pequenos Gregory (Will Tilston) e Hyacinth (Florence Hunt).

Tudo mudará com a chegada de Simon Basset, o Duque de Hastings (Regé-Jean Page). Ele e Daphne possuem personalidades conflitantes, porém uma chama se acende ao fazerem um pacto – o duque demonstrará interesse em Daphne para que a jovem possa ser vista como desejável e, assim, receber boas propostas de casamento, ao mesmo tempo, que as mães e outras pretendentes deixem de importuná-lo, uma vez que ele não tem pretensão de casar. Em meio aos bailes e eventos luxuosos, somos apresentados a outros personagens, como a família Featherington. Além disso, a corte ainda conta com uma pessoa misteriosa – Lady Whistledown (com voz da icônica Julie Andrews) – que publica um periódico comentando sobre tudo e todos.

“Bridgerton” é baseada em franquia de livros extremamente popular. A 1ª temporada cobre os acontecimentos do primeiro livro, “O Duque e Eu” – para quem não sabe, são 9 livros, cada um contando a história de um dos irmãos da família. Em meio a um figurino deslumbrante e cenários de fazer os olhos brilharem, Bridgerton conquista com uma história de amor, além de mostrar o mundo competitivo da alta sociedade patriarcal no século XIX.

Ótimos personagens desfilam ao longo dos oito episódios. Penelope Featherington (Nicola Coughlan) é uma delas – a atriz dá um show de carisma. O amor proibido de Anthony e uma cantora/meretriz também traz um contraponto bacana à história. Mas claro, o grande destaque é a ótima química entre Phoebe Dynevor e Regé-Jean Page – Daphne e Simon são ótimos em cena. Ao final da temporada, a sensação foi de prazer ao concluir a maratona. E já adianto aos fãs dos livros, que há diferenças na série, incluindo a revelação de quem é a misteriosa Lady Whistledown já nesta primeira temporada. E também já adianto aos leitores que finalmente vou iniciar a leitura da saga! Em breve teremos resenhas dos livros por aqui!

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#Série | High School Musical: The Musical: The Series

Oi gente!
O Disney+ finalmente chegou ao Brasil e tenho certeza que muitos que aguardavam ansiosamente já foram correndo assistir “High School Musical: The Musical: The Series”, a série derivada do sucesso High School Musical. Uma das grandes apostas originais do serviço de streaming, a produção foi pensada justamente para agradar os fãs saudosos.

A história surpreendeu por ser diferente do esperado, já que não se trata de uma continuação do filme. A narrativa conta o dia a dia dos estudantes do East High, colégio que serviu como palco para as gravações de HSM. Miss Jenn (Kate Reinders), a nova professora de teatro, se encontra inconformada que a apresentação de fim de ano nunca foi sobre High School Musical mesmo eles estudando onde tudo teria acontecido, e decide que é hora de fazer acontecer! Além disso, a trama adolescente permeia todos os episódios. Depois de um “eu te amo” não correspondido, o relacionamento de Ricky (Joshua Bassett) e Nini (Olivia Rodrigo) definitivamente esfriou nas férias de verão. De volta à escola, a aspirante a cantora não quer vê-lo, como já está de namorado novo, o veterano E.J (Matt Cornett), com quem ela inclusive compartilha a paixão pelo teatro musical.

O recém-anunciado espetáculo baseado no clássico filme da Disney é a oportunidade perfeita para que Ricky reconquiste sua ex. Enquanto ele precisa se esforçar para aprender as falas de Zac Efron para o teste, Nini descobre que tem uma competidora à altura para o papel de Gabriella – a confiante e talentosa Gina (Sofia Wylie). E é em meio a um triângulo amoroso e uma nova rivalidade Sharpay-Gabriella que a peça estudantil começa a tomar forma.

A série funciona bem como homenagem à produção original. A trilha sonora é boa, principalmente as novas músicas. Vale também destacar a recriação para as músicas do filme. O elenco possui química e talento – Olivia Rodrigo e Joshua Bassett funcionam muito bem como casal, talvez até melhor do que Troy e Gabriella. Além disso, temos um roteiro que surpreende pela qualidade. E com certeza os fãs de HSM original vão adorar a participação especial do ator Lucas Grabeel, o Ryan Evans, no 8º episódio.

“High School Musical: The Musical: The Series” é uma série curtinha, que nos faz relembrar sua obra-mãe, mas ao mesmo tempo é original e consegue se firmar sozinha. Aos assinantes do Disney+ pode ser uma boa opção enquanto não há as produções originais do universo Marvel. Lembrando que a 2ª temporada já está confirmada e teremos também um especial de Natal!

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#Série | Perry Mason

Se você é fã de investigação aliada a uma produção de época caprichada, com certeza vai adorar a minha dica de hoje! “Perry Mason”, exibida no Brasil pela HBO, se passa na Califórnia dos anos 1930, e traz uma ambientação de primeira, violência e sexo sem pudor, além de uma história envolvente.

A produção é inspirada no personagem criado por Erle Stanley Gardner, que já ganhou diversas versões para a TV e cinema. Mas, para os mais velhos, esta versão em nada lembra a clássica série dos anos 60/70 feita pela CBS.

Fracassado, atormentado pelos anos na guerra, abandonado pela esposa, proibido de falar com o filho e cercado de decadência, Perry Mason (Matthew Rhys) perambula pelas ruas de Los Angeles em 1932 quando se depara com o crime que vira o assunto mais comentado da cidade: o pequeno bebê Charlie Dodson fora sequestrado, mas os bandidos que o raptaram nunca tiveram a intenção de devolvê-lo vivo para os pais. O assassinato brutal de Charlie é o ponto de partida para a temporada.

Um outro ponto no enredo que se destaca é o renascimento evangélico que varreu a Califórnia naquela época. Paralelamente ao mistério, vemos a história da irmã Alice (Tatiana Maslany) que desponta como importante líder religiosa, interligando as duas histórias. A personagem é misteriosa e complexa, o que só torna tudo mais envolvente. Também é interessante como os roteiristas desenvolvem o mistério – a mãe do bebê Emily Dodson (Gayle Rankin) é acusada por cometer o crime, e durante todo o desenvolvimento não sabemos se ela realmente é culpada ou não. Em vários momentos ela apresenta atitudes dúbias, que nos fazem duvidar.

Além das ótimas interpretações de Matthew Rhys e Tatiana Maslany, temos o grande John Lithgow como o advogado E.B. Jonathan. A produção é muito caprichada, o design de produção tem qualidade de cinema e a trilha sonora instrumental dá um clima todo melancólico à história. Apesar de suas qualidades, seria injusto ignorar que a série dispõe de alguns problemas de ritmo, imprimindo uma cansativa lentidão.

“Perry Mason” funciona como uma excelente reinvenção de um clássico, com ótimas interpretações. Tanto que a 2ª temporada já foi confirmada pela HBO.

Quem aí acompanhou Perry Mason? Curtiram a série da HBO? Quero saber tudo nos comentários!

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#Série | Stargirl

Oi gente!
Quem aí é fã de séries de super heróis? O canal americano The CW lançou mais uma produção do Arrowverse (universo que compreende “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl”, “Legends of Tomorrow”, “Black Lightning” e “Batwoman”). Agora chegou a vez de “Stargirl” – programa teen protagonizado por herdeiros da icônica Sociedade da Justiça.

Com 13 episódios, a 1ª temporada foi aclamada pela crítica e também pela audiência, que rendeu bons índices nos Estados Unidos. “Stargirl” começa quando Courtney (Brec Bessinger) e sua mãe Barbara Whitmore (Amy Smart), decidem se mudar da Califórnia para a cidade fictícia interiorana de Blue Valley, em Nebraska. Após a morte do marido, Barbara juntou os trapos com Pat Dugan (Luke Wilson), que tem um filho, Mike (Trae Romano).

A contragosto, Courtney precisa se adaptar em um município pequeno, onde todo mundo conhece todo mundo. É aí que o cajado mágico do lendário herói Starman a escolhe como sua nova “dona”. Na escola, Court se aproxima de Yolanda (Yvette Monreal), Rick (Cameron Gellman) e Beth (Anjelika Washington), levando-os a assumir os mantos de Pantera, Homem-Hora e Dra. Meia-Noite. Juntos, eles precisam conter um terrível plano que prevê a dominação das mentes de toda a população adulta dos Estados Unidos.

Inspirados no otimismo típico da Era de Ouro dos Quadrinhos, os personagens crescem a cada episódio e superam desafios pessoais que os assombravam antes da formação do supergrupo. Esse período clássico dos quadrinhos também é refletido na caracterização dos vilões. Assim como eram nos primórdios do gênero, os antagonistas são caricatos, coloridos e surpreendentemente divertidos.

A série tem um bom futuro pela frente e pode representar um novo recomeço às produções da CW. Flash e Supergirl já estão perdendo público. Batwoman veio para reforçar, mas Stargirl deve trazer um novo direcionamento para um outro lado de super heróis da DC. E muito provavelmente a personagem deve integrar os próximos crossovers.

Com uma segunda temporada já garantida na CW, “Stargirl” tem tudo para continuar se destacando entre tantas adaptações televisivas de histórias em quadrinhos.

Já conheciam o universo de Stargirl? Pretendem acompanhar a série? Me digam o que acham do futuro da DC na TV

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#Série | Love, Victor

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Hoje tem dica de série fofa para vocês! “Love, Victor” (“Com Amor, Victor”) é a nova série do canal do streaming Hulu, baseada no universo do filme “Love, Simon” e do livro “Simon vs. a Agenda do Homo Sapiens”, da autora Becky Albertalli. Elogiada pela crítica, a produção traz questões importantes para os jovens que estão naquela fase da autodescoberta, enfrentando seus conflitos em casa, na escola, junto aos amigos e paqueras.

Victor Salazar (Michael Cimino) possui uma família tradicional enraizada nas diretrizes dos “padrões” da sociedade. Tentando se adaptar a uma nova cidade e em processo de compreensão da própria sexualidade, ele encontra na história de Simon (Nick Robinson) uma forma de ajuda. Enfrentando dificuldades em casa como as brigas constantes entre os pais Armando (James Martinez) e Isabel (Ana Ortiz), a rebeldia da irmã Pilar (Isabella Ferreira), e tentando ser exemplo para o irmão mais novo Adrian (Mateo Fernandez), Victor precisa também se encaixar na Creekwood High School.

O núcleo jovem tem grande forma no desenvolvimento da trama. Na nova escola, Victor se aproximará de Felix (Anthony Turpel), seu vizinho estranho, formando uma amizade verdadeira. Outra personagem importante é Mia (Rachel Hilson), que também apresenta problemas familiares e começa a namorar com Victor, sem saber de suas dúvidas. Mia é a melhor amiga de Lake (Bebe Wood), uma das garotas populares e viciada em rede sociais, que alimenta a necessidade de sempre estar perfeita e zelar por seu status. Ela está de olho em Andrew (Mason Gooding), membro do time de basquete, e que tem uma queda por Mia. Dividido em seus sentimentos, Victor não consegue saber o que realmente sente por Mia e por seu colega de trabalho Benji (George Sear).

Estimulado por essa dúvida, Victor passa a trocar mensagens com Simon. E se você está curioso para saber se temos personagens da adaptação original, fique tranquilo porque tem sim! O ator Nick Robinson, além de fazer a narração, aparece em um episódio ao lado de seu namorado Bram (Keiynan Lonsdale).

A série abordada de uma forma leve o tema sobre a sexualidade, e em muitos momentos o espectador pode se ver em alguma situação que Victor esteja passando. Assim como sua história original, “Love, Victor” também apresenta uma história que deve ser vista por toda a família. Trata-se de uma história de amor em todas as suas faces – amor entre amigos, relacionamentos da adolescência, além de amor familiar entre pais e filhos. Com 10 episódios de meia hora, a série te diverte e faz emocionar. Vale a pena conferir! E antes de encerrar preciso deixar aqui minha indignação de até hoje não terem produzido o filme ou série baseada em “Leah fora de Sintonia” – a sequência de “Com Amor, Simon”.

Já assistiram “Love, Victor”? O que acharam? Contem nos comentários!

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#Série | Little Fires Everywhere

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Para aqueles que estão afim de um ótimo drama para esta quarentena, se liga na dica de hoje! A série “Little Fires Everywhere” (Pequenos Incêndios por toda parte) é uma produção da Hulu, e que está disponível no Brasil no catálogo da Amazon Prime Vídeo. Baseado no livro escrito por Celeste NG, publicado pela Editora Intrínseca, a série retrata a rotina de duas mulheres com realidades completamente diferentes, e traz Reese Whiterspoon (“Big Little Lies”) e Kerry Washington (“Scandal”) no elenco.

Na trama, a dona de casa perfeita Elena Richardson (Witherspoon) aluga a casa de hóspedes à Mia Warren (Washington), uma artista solteira e enigmática que se muda para Shaker Heights com sua filha adolescente Pearl (Lexi Underwood). Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson – Lexie (Jade Pettyjohn), Trip (Jordan Elsass), Moody (Gavin Lewis) e Izzy (Megan Stott) se encantam com as novas moradoras de Shaker. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar uma comunidade tão cuidadosamente ordenada.

Arrisco falar que trata-se de uma das melhores minisséries de 2020! Com atuações marcantes em uma história poderosa sobre amor, maternidade e indiferença, “Little Fires Everywhere” envolve o espectador em 8 episódios, discutindo também o racismo de forma sutil, mas com grande importância.

O elenco jovem também entrega ótimas interpretações.  ALERTA DE SPOILERS!  Lexie tenta lidar com uma gravidez na adolescência, no momento em que está prestes a entrar na faculdade, que na verdade, ela consegue após “roubar” a história de luta de Pearl. A série, como falei, retrata um racismo intrínseco, quase imperceptível, na relação de amizade entre as duas. Trip e Moody estão apaixonados por Pearl e disputam sua atenção. Izzy é a filha rebelde, fruto de uma gravidez indesejada, que sempre está causando problemas. Elena tenta controlar todos para manter as aparências de uma família perfeita. Aqui até podemos fazer um paralelo com a personagem Madeline (também interpretada por Reese Whiterspoon, na aclamada “Big Little Lies”) – ambas possuem trajetórias narrativas parecidas, o que nada impede a atriz de brilhar novamente. Do outro lado, Mia tenta ajudar uma colega de trabalho Bebe Chow (Lu Huang), uma imigrante chinesa, que abandonou sua filha no Corpo de Bombeiros, e que tenta obter sua guarda novamente, após a adoção da menina. Todas essas histórias irão se entrelaçar. E os “incêndios”, além de ter relação com o verdadeiro incêndio que ocorre na série, também trata-se de uma metáfora para a relação – seja familiar, de amizade, fraternal ou conjugal – que pode explodir a qualquer momento.

Já conheciam a série? Já assistiram? Me digam nos comentários o que acharam?

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#Série | Belgravia

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Quem aí, assim como eu, tem saudades de Downton Abbey? Para matar essa saudade somente fazendo uma maratona das temporadas já lançadas, maaaaas… Julian Fellowes, o criador dessa premiada série, traz um novo drama de época para a gente! Belgravia, baseada no romance homônimo, é ambientada na Londres do século 19.

A nova série é ambientada cerca de setenta anos antes de Downton, quando os altos escalões da sociedade começaram a lidar com os novos ricos industriais. Mas a história começa na véspera da Batalha de Waterloo em 1815, quando a Duquesa de Richmond faz uma festa em Bruxelas para o Duque de Wellington. Entre os convidados estão James (Philip Glenister) e Anne Trenchard (Tamsin Greig), que estão vivendo dos lucros do recém-descoberto sucesso comercial. Sua jovem filha Sophia (Emily Reid) chamou a atenção de Edmund Bellasis (Jeremy Neumark Jones), filho e herdeiro de uma das famílias mais ricas e proeminentes da Inglaterra.

A trama gira em torno des duas famílias: Trenchard e Brockenhurst. O conde e a condessa Bronckenhurst são os pais de Edmund Bellasis. Sofrem por não ter nenhum herdeiro e ter que deixar tudo para seu sobrinho John (Adam James), filho do irmão do conde Bronckenhurst. Anne Trechard, em um momento de solidariedade, conta para Caroline Bronckenhurst (Harriet Walter) que sua linhagem não estava perdida, Bellasis teve um filho. Ambas são avós de um jovem – sr. Charles Pope (Jack Bardoe), filho de Edmundo e Sophia, que foi dado pelos Trenchard para ser criado por outra família, logo ao nascer.

Assim como no livro, as histórias do “núcleo jovem” chamam mais atenção – Charles Pope é apresentado a sociedade, o que gera tanto a ira de John quanto de Oliver Trenchard (Richard Goulding), um bon-vivant que sente ciúmes da relação de Pope e seu pai, tudo isso sem saber que ele é seu sobrinho. Oliver é casado com Susan Trenchard (Alice Eve), uma jovem ambiciosa que sonha com a alta sociedade e vê em John a chance de conseguir algo mais. Além disso, temos Lady Maria Grey (Ella Purnell), que tem seu casamento arranjado com John, porém ama Charles Pope. Outro núcleo interessante é o dos empregados – que, assim como em Downton Abbey, também faz sucesso.

A adaptação foi bem fiel ao livro, inclusive temos a resenha do livro (AQUI). A recriação de época foi bem interessante, assim como os figurinos estão impecáveis. Em 6 episódios, a história cheia de reviravoltas, escândalos e segredos prende a atenção do espectador.

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#Série | Em Defesa de Jacob (Defending Jacob)

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A Apple TV + tem investido em ótimas produções ultimamente. Quem acompanhou “The Morning Show” (AQUI) viu a qualidade da série, que tem Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carrell no elenco. Outra produção que merece destaque é “Em Defesa de Jacob” (Defending Jacob), com Chris Evans (Vingadores) e Michelle Dockery (Downton Abbey). Esteja preparado para uma ótima investigação!

Criada e escrita por Mark Bomback (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), a série acompanha a vida de Andy Barber (Evans), um talentoso promotor de justiça que leva uma vida feliz ao lado da esposa Laurie (Dockery) e do filho de 14 anos Jacob (Jaeden Martell, de “It, A Coisa”). Extremamente dedicado, o protagonista segue sua vida resolvendo investigações e garantindo a justiça. Quando o estudante Ben Rifkin (Liam Kilbreth) é encontrado morto, ele se vê forçado a resolver o aparente assassinato e restaurar a ordem em meio à comunidade abalada. Tudo piora quando seu próprio filho é classificado como o principal suspeito, obrigando-o a iniciar uma enervante jornada para protegê-lo e provar a sua inocência.

Adaptada do livro homônimo de William Landay, a trama apresenta uma história intensa e incrivelmente envolvente. São 8 episódios de 45 a 50 minutos que prende a atenção do espectador, pelo menos comigo foi assim! Não conseguia parar de assistir, vi todos os episódios em dois dias. Isso porque não há um episódio em que você – e os personagens – não duvidem da inocência de Jacob.

Todo o enredo e a construção da narrativa são interessantes, parte por que quem conduz o raciocínio é Andy, e não Jacob, que é o suspeito. Este foi uma ótima oportunidade para Chris Evans mostrar uma versatilidade, que vai além do Capitão América. Mas Michelle Dockery é o grande destaque – sua personagem possui camadas profundas e demostra todos os estágios da dor: a negação, o medo, o conflito interno, a dúvida e a culpa. O elenco também traz J.K. Simons, como pai de Andy, e Cherry Jones, como a advogada Joanna Klein. A fotografia com tons mais neutros, sempre em imagens acinzentadas ou escuras, provoca aquele sentimento de dúvida e retrata o clima denso.

Até agora ainda não dei nenhum spoiler, mas preciso comentar um pouco sobre as diferenças com relação ao livro. Então A PARTIR DAQUI TEM SPOILER! Quem leu, percebeu que e o final é diferente – Hope Connors é encontrada morta, e pelas evidências, Laurie tem certeza que Jacob é culpado. Na série, os roteiristas entregaram um final ambíguo. No momento do surto de Laurie, em desespero, Jacob confirma que matou Ben, mas logo em seguida diz para a mãe, “o que você quiser ouvir, mas reduza a velocidade”. Será que ele realmente confessou ou apenas disse o que a mãe queria ouvir? Essa ambiguidade foi o motivo de não termos uma passagem com a verdadeira cena do crime. Será que o conto escrito por Jacob realmente é o que aconteceu? Leonard Patz (Daniel Henshall) não teve nada a ver com o crime? Outro capítulo me deixou intrigado, quando Andy diz a Laurie que eles são uma farsa, será que o casamento deles nunca foi o que pareceu ser?

Enfim, com tantas perguntas, a adaptação deixa um final com gancho para nova temporada. Até o momento não sabemos se realmente haverá ou se “Defending Jacob” será apenas uma minissérie limitada. Confesso que gostaria de ver uma sequência. Mas quero saber de vocês, Jacob é culpado ou inocente?

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#Série | Hollywood

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Hollywood, nova série de Ryan Murphy para a Netflix, estreou no dia 1º de maio. A produção acompanha cinco histórias distintas que se passam em 1947, período do Pós-Guerra nos Estados Unidos, e também o auge do Star System, considerada a Era de Ouro dos estúdios hollywoodianos. Nos episódios da série, vemos o sonho e a desilusão desses personagens, que enfrentam preconceitos dos mais diversos para tentar vencer em um lugar extremamente glamouroso, mas bastante hostil.

Com 7 episódios, a série narra a história de Jack (David Corenswet), um personagem fictício que sonha em ser um grande astro das telonas, mas logo se encontra preso numa vida de gigolô, num posto de gasolina de fachada comandado por Ernie (Dylan McDermott). Logo ele conhece o roteirista Archie (Jeremy Pope), um homem negro e gay que também passa a trabalhar no local, até que seu script é selecionado pelo idealista diretor Raymond (Darren Criss), que busca trazer diversidade ao cinema. O tal roteiro é um filme inspirado na história real de Peg Entwistle, jovem atriz que cometeu suicídio, pulando da letra H do letreiro de Hollywood, em 1932. A vida deles mudará quando o filme finalmente sai do papel e estreia nas telonas com Camille Washington (Laura Harrier), uma atriz negra, no papel principal.

Importante ressaltar que grande parte das histórias contadas são fictícias, porém a produção traz alguns personagens reais como as atrizs Anna May Wong (Michelle Krusiec) e Hattie McDaniel (Queen Latifah), o agente Henry Willson (Jim Parsons) e o ator Rock Hudson (Jake Picking). E como em todas as séries de Ryan Murphy, a representatividade fala mais alto. Questões como assédio, abuso e preconceito são retratadas. Além disso, a produção traz uma direção de arte impecável, ótima trilha sonora, cenas glamurosas e sexy, e um elenco recheado de queridinhos do produtor. De longe, não é a melhor série de Ryan Murphy, mas se você gosta de cinema, pode ser que seja interessante conferir.

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#Série | The Morning Show

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Todos quietinhos em suas casas? Respeitando o isolamento social? Espero que sim! O blog estava um pouquinho parado por causa do meu trabalho, mas agora que grande parte da população está em casa, podendo fazer várias maratonas de séries e filmes, que tal conferirmos a dica de hoje! Até porque reunir Jennifer Aniston, Reese Whiterspoon e Steve Carell em uma única produção já é sinal que vem coisa boa por aí! Hoje vou falar de “The Morning Show”, primeira produção da Apple TV+

O ponto de partida da produção é apresentar o bastidor voraz de um “programa da manhã”. Muito popular nos Estados Unidos, cada canal tem um show matinal e eles brigam por audiência. Enquanto acompanhamos esses bastidores, somos apresentados principalmente à disputa de poder que acontece por trás das câmeras.

Apresentado por Alex Levy (Jennifer Aniston) e Mitch Kessler (Steve Carell) há uma década, o programa The Morning Show sofre com um grande escândalo com a denúncia de assédio contra Mitch, o que leva à sua demissão imediata pela UBA, canal produtor do programa, desencadeando frenéticas reformulações do TMS, a começar por uma Alex fragilizada tendo que tomar as rédeas para enfatizar que ainda é relevante e pode segurar a audiência. A questão é que tudo acontece na semana em que um vídeo de uma repórter de interior gritando verdades contra um manifestante acaba viralizando, o que a torna uma das convidadas da atração. Essa é a oportunidade perfeita para que Cory Ellison (Billy Crudup) manipule a situação a ponto de conseguir que Bradley Jackson (Reese Whiterspoon), a repórter, acabe como co-âncora de Alex, o que seria o primeiro passo para que ele consiga derrubar o presidente do canal.

Para mim, a narrativa demorou um pouquinho para engrenar. A série me conquistou mesmo a partir do quarto, quinto episódio. O ritmo é um pouco lento no início, apesar de termos algumas cenas boas nos primeiros episódios, como por exemplo, o discurso da personagem Alex sobre a intolerância às atitudes machistas e sexistas após a demissão de Mitch, logo no primeiro episódio. Depois da metade, o ritmo melhora, torna-se mais ágil, e com o decorrer da história fica bem interessante acompanhar.

Um ponto muito forte em “The Morning Show” é justamente o tema. Com o movimento “MeToo” em alta, a discussão se torna atual. E o elenco estrelar ajuda muito no desenvolvimento. Apesar de toda carga dramática de Jennifer Aniston, na minha opinião o grande destaque da série é Reese Witherspoon. A personagem tem uma evolução interessante e uma história que vai conquistando o espectador, além de que Bradley Jackson possibilita à atriz diversas facetas, dando a oportunidade de construir um perfil bem interessante. Sem falar que para os fãs de Friends, rever Aniston e Witherspoon juntas novamente, já deu aquela sensação nostálgica maravilhosa. Valeu a pena os 2 milhões de dólares pagos por cada episódio às duas atrizes.

E o elenco coadjuvante também é interessante, principalmente por Mark Duplass, que interpreta o inseguro diretor Chip. A série também conta com algumas participações especiais, como o episódio que teve a cantora Kelly Clarkson.

Para encerrar, o episódio final deixou um ótimo gancho para a próxima temporada, que já foi confirmada. Não é fácil trabalhar um assunto do momento sem cair na armadilha do maniqueísmo ou do didatismo extremo, mas o showrunner Jay Carson, mesmo derrapando no começo, recupera sem demora o equilíbrio e presenteia a Apple TV+ com sua melhor série inaugural.

Um pequeno comentário que gostaria de fazer é em relação à “possível” dificuldade em assistir a série. Para aqueles que tem produtos da Apple – no meu caso tenho Iphone – basta apenas baixar o app para ver. Cheguei a pesquisar como seria para quem não tem nenhum dos produtos Apple – seja o Iphone, iPad, MacBook ou AppleTV – e descobri que não é possível ver, afinal de contas para assinar é necessário o ID Apple. É uma forma da marca, talvez, conseguir emplacar mais vendas, porém, ainda assim acho que dificulta, e muito, ao público em geral conseguir ter acesso aos conteúdos, sendo necessário recorrer a sites piratas para download. É uma pena!

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