Tag: série

#Série | Love, Victor

Oi gente!
Hoje tem dica de série fofa para vocês! “Love, Victor” (“Com Amor, Victor”) é a nova série do canal do streaming Hulu, baseada no universo do filme “Love, Simon” e do livro “Simon vs. a Agenda do Homo Sapiens”, da autora Becky Albertalli. Elogiada pela crítica, a produção traz questões importantes para os jovens que estão naquela fase da autodescoberta, enfrentando seus conflitos em casa, na escola, junto aos amigos e paqueras.

Victor Salazar (Michael Cimino) possui uma família tradicional enraizada nas diretrizes dos “padrões” da sociedade. Tentando se adaptar a uma nova cidade e em processo de compreensão da própria sexualidade, ele encontra na história de Simon (Nick Robinson) uma forma de ajuda. Enfrentando dificuldades em casa como as brigas constantes entre os pais Armando (James Martinez) e Isabel (Ana Ortiz), a rebeldia da irmã Pilar (Isabella Ferreira), e tentando ser exemplo para o irmão mais novo Adrian (Mateo Fernandez), Victor precisa também se encaixar na Creekwood High School.

O núcleo jovem tem grande forma no desenvolvimento da trama. Na nova escola, Victor se aproximará de Felix (Anthony Turpel), seu vizinho estranho, formando uma amizade verdadeira. Outra personagem importante é Mia (Rachel Hilson), que também apresenta problemas familiares e começa a namorar com Victor, sem saber de suas dúvidas. Mia é a melhor amiga de Lake (Bebe Wood), uma das garotas populares e viciada em rede sociais, que alimenta a necessidade de sempre estar perfeita e zelar por seu status. Ela está de olho em Andrew (Mason Gooding), membro do time de basquete, e que tem uma queda por Mia. Dividido em seus sentimentos, Victor não consegue saber o que realmente sente por Mia e por seu colega de trabalho Benji (George Sear).

Estimulado por essa dúvida, Victor passa a trocar mensagens com Simon. E se você está curioso para saber se temos personagens da adaptação original, fique tranquilo porque tem sim! O ator Nick Robinson, além de fazer a narração, aparece em um episódio ao lado de seu namorado Bram (Keiynan Lonsdale).

A série abordada de uma forma leve o tema sobre a sexualidade, e em muitos momentos o espectador pode se ver em alguma situação que Victor esteja passando. Assim como sua história original, “Love, Victor” também apresenta uma história que deve ser vista por toda a família. Trata-se de uma história de amor em todas as suas faces – amor entre amigos, relacionamentos da adolescência, além de amor familiar entre pais e filhos. Com 10 episódios de meia hora, a série te diverte e faz emocionar. Vale a pena conferir! E antes de encerrar preciso deixar aqui minha indignação de até hoje não terem produzido o filme ou série baseada em “Leah fora de Sintonia” – a sequência de “Com Amor, Simon”.

Já assistiram “Love, Victor”? O que acharam? Contem nos comentários!

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#Série | Little Fires Everywhere

Oi gente! 
Para aqueles que estão afim de um ótimo drama para esta quarentena, se liga na dica de hoje! A série “Little Fires Everywhere” (Pequenos Incêndios por toda parte) é uma produção da Hulu, e que está disponível no Brasil no catálogo da Amazon Prime Vídeo. Baseado no livro escrito por Celeste NG, publicado pela Editora Intrínseca, a série retrata a rotina de duas mulheres com realidades completamente diferentes, e traz Reese Whiterspoon (“Big Little Lies”) e Kerry Washington (“Scandal”) no elenco.

Na trama, a dona de casa perfeita Elena Richardson (Witherspoon) aluga a casa de hóspedes à Mia Warren (Washington), uma artista solteira e enigmática que se muda para Shaker Heights com sua filha adolescente Pearl (Lexi Underwood). Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson – Lexie (Jade Pettyjohn), Trip (Jordan Elsass), Moody (Gavin Lewis) e Izzy (Megan Stott) se encantam com as novas moradoras de Shaker. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar uma comunidade tão cuidadosamente ordenada.

Arrisco falar que trata-se de uma das melhores minisséries de 2020! Com atuações marcantes em uma história poderosa sobre amor, maternidade e indiferença, “Little Fires Everywhere” envolve o espectador em 8 episódios, discutindo também o racismo de forma sutil, mas com grande importância.

O elenco jovem também entrega ótimas interpretações.  ALERTA DE SPOILERS!  Lexie tenta lidar com uma gravidez na adolescência, no momento em que está prestes a entrar na faculdade, que na verdade, ela consegue após “roubar” a história de luta de Pearl. A série, como falei, retrata um racismo intrínseco, quase imperceptível, na relação de amizade entre as duas. Trip e Moody estão apaixonados por Pearl e disputam sua atenção. Izzy é a filha rebelde, fruto de uma gravidez indesejada, que sempre está causando problemas. Elena tenta controlar todos para manter as aparências de uma família perfeita. Aqui até podemos fazer um paralelo com a personagem Madeline (também interpretada por Reese Whiterspoon, na aclamada “Big Little Lies”) – ambas possuem trajetórias narrativas parecidas, o que nada impede a atriz de brilhar novamente. Do outro lado, Mia tenta ajudar uma colega de trabalho Bebe Chow (Lu Huang), uma imigrante chinesa, que abandonou sua filha no Corpo de Bombeiros, e que tenta obter sua guarda novamente, após a adoção da menina. Todas essas histórias irão se entrelaçar. E os “incêndios”, além de ter relação com o verdadeiro incêndio que ocorre na série, também trata-se de uma metáfora para a relação – seja familiar, de amizade, fraternal ou conjugal – que pode explodir a qualquer momento.

Já conheciam a série? Já assistiram? Me digam nos comentários o que acharam?

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#Série | Belgravia

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Quem aí, assim como eu, tem saudades de Downton Abbey? Para matar essa saudade somente fazendo uma maratona das temporadas já lançadas, maaaaas… Julian Fellowes, o criador dessa premiada série, traz um novo drama de época para a gente! Belgravia, baseada no romance homônimo, é ambientada na Londres do século 19.

A nova série é ambientada cerca de setenta anos antes de Downton, quando os altos escalões da sociedade começaram a lidar com os novos ricos industriais. Mas a história começa na véspera da Batalha de Waterloo em 1815, quando a Duquesa de Richmond faz uma festa em Bruxelas para o Duque de Wellington. Entre os convidados estão James (Philip Glenister) e Anne Trenchard (Tamsin Greig), que estão vivendo dos lucros do recém-descoberto sucesso comercial. Sua jovem filha Sophia (Emily Reid) chamou a atenção de Edmund Bellasis (Jeremy Neumark Jones), filho e herdeiro de uma das famílias mais ricas e proeminentes da Inglaterra.

A trama gira em torno des duas famílias: Trenchard e Brockenhurst. O conde e a condessa Bronckenhurst são os pais de Edmund Bellasis. Sofrem por não ter nenhum herdeiro e ter que deixar tudo para seu sobrinho John (Adam James), filho do irmão do conde Bronckenhurst. Anne Trechard, em um momento de solidariedade, conta para Caroline Bronckenhurst (Harriet Walter) que sua linhagem não estava perdida, Bellasis teve um filho. Ambas são avós de um jovem – sr. Charles Pope (Jack Bardoe), filho de Edmundo e Sophia, que foi dado pelos Trenchard para ser criado por outra família, logo ao nascer.

Assim como no livro, as histórias do “núcleo jovem” chamam mais atenção – Charles Pope é apresentado a sociedade, o que gera tanto a ira de John quanto de Oliver Trenchard (Richard Goulding), um bon-vivant que sente ciúmes da relação de Pope e seu pai, tudo isso sem saber que ele é seu sobrinho. Oliver é casado com Susan Trenchard (Alice Eve), uma jovem ambiciosa que sonha com a alta sociedade e vê em John a chance de conseguir algo mais. Além disso, temos Lady Maria Grey (Ella Purnell), que tem seu casamento arranjado com John, porém ama Charles Pope. Outro núcleo interessante é o dos empregados – que, assim como em Downton Abbey, também faz sucesso.

A adaptação foi bem fiel ao livro, inclusive temos a resenha do livro (AQUI). A recriação de época foi bem interessante, assim como os figurinos estão impecáveis. Em 6 episódios, a história cheia de reviravoltas, escândalos e segredos prende a atenção do espectador.

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#Série | Em Defesa de Jacob (Defending Jacob)

Oi gente!
A Apple TV + tem investido em ótimas produções ultimamente. Quem acompanhou “The Morning Show” (AQUI) viu a qualidade da série, que tem Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carrell no elenco. Outra produção que merece destaque é “Em Defesa de Jacob” (Defending Jacob), com Chris Evans (Vingadores) e Michelle Dockery (Downton Abbey). Esteja preparado para uma ótima investigação!

Criada e escrita por Mark Bomback (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), a série acompanha a vida de Andy Barber (Evans), um talentoso promotor de justiça que leva uma vida feliz ao lado da esposa Laurie (Dockery) e do filho de 14 anos Jacob (Jaeden Martell, de “It, A Coisa”). Extremamente dedicado, o protagonista segue sua vida resolvendo investigações e garantindo a justiça. Quando o estudante Ben Rifkin (Liam Kilbreth) é encontrado morto, ele se vê forçado a resolver o aparente assassinato e restaurar a ordem em meio à comunidade abalada. Tudo piora quando seu próprio filho é classificado como o principal suspeito, obrigando-o a iniciar uma enervante jornada para protegê-lo e provar a sua inocência.

Adaptada do livro homônimo de William Landay, a trama apresenta uma história intensa e incrivelmente envolvente. São 8 episódios de 45 a 50 minutos que prende a atenção do espectador, pelo menos comigo foi assim! Não conseguia parar de assistir, vi todos os episódios em dois dias. Isso porque não há um episódio em que você – e os personagens – não duvidem da inocência de Jacob.

Todo o enredo e a construção da narrativa são interessantes, parte por que quem conduz o raciocínio é Andy, e não Jacob, que é o suspeito. Este foi uma ótima oportunidade para Chris Evans mostrar uma versatilidade, que vai além do Capitão América. Mas Michelle Dockery é o grande destaque – sua personagem possui camadas profundas e demostra todos os estágios da dor: a negação, o medo, o conflito interno, a dúvida e a culpa. O elenco também traz J.K. Simons, como pai de Andy, e Cherry Jones, como a advogada Joanna Klein. A fotografia com tons mais neutros, sempre em imagens acinzentadas ou escuras, provoca aquele sentimento de dúvida e retrata o clima denso.

Até agora ainda não dei nenhum spoiler, mas preciso comentar um pouco sobre as diferenças com relação ao livro. Então A PARTIR DAQUI TEM SPOILER! Quem leu, percebeu que e o final é diferente – Hope Connors é encontrada morta, e pelas evidências, Laurie tem certeza que Jacob é culpado. Na série, os roteiristas entregaram um final ambíguo. No momento do surto de Laurie, em desespero, Jacob confirma que matou Ben, mas logo em seguida diz para a mãe, “o que você quiser ouvir, mas reduza a velocidade”. Será que ele realmente confessou ou apenas disse o que a mãe queria ouvir? Essa ambiguidade foi o motivo de não termos uma passagem com a verdadeira cena do crime. Será que o conto escrito por Jacob realmente é o que aconteceu? Leonard Patz (Daniel Henshall) não teve nada a ver com o crime? Outro capítulo me deixou intrigado, quando Andy diz a Laurie que eles são uma farsa, será que o casamento deles nunca foi o que pareceu ser?

Enfim, com tantas perguntas, a adaptação deixa um final com gancho para nova temporada. Até o momento não sabemos se realmente haverá ou se “Defending Jacob” será apenas uma minissérie limitada. Confesso que gostaria de ver uma sequência. Mas quero saber de vocês, Jacob é culpado ou inocente?

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#Série | Hollywood

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Hollywood, nova série de Ryan Murphy para a Netflix, estreou no dia 1º de maio. A produção acompanha cinco histórias distintas que se passam em 1947, período do Pós-Guerra nos Estados Unidos, e também o auge do Star System, considerada a Era de Ouro dos estúdios hollywoodianos. Nos episódios da série, vemos o sonho e a desilusão desses personagens, que enfrentam preconceitos dos mais diversos para tentar vencer em um lugar extremamente glamouroso, mas bastante hostil.

Com 7 episódios, a série narra a história de Jack (David Corenswet), um personagem fictício que sonha em ser um grande astro das telonas, mas logo se encontra preso numa vida de gigolô, num posto de gasolina de fachada comandado por Ernie (Dylan McDermott). Logo ele conhece o roteirista Archie (Jeremy Pope), um homem negro e gay que também passa a trabalhar no local, até que seu script é selecionado pelo idealista diretor Raymond (Darren Criss), que busca trazer diversidade ao cinema. O tal roteiro é um filme inspirado na história real de Peg Entwistle, jovem atriz que cometeu suicídio, pulando da letra H do letreiro de Hollywood, em 1932. A vida deles mudará quando o filme finalmente sai do papel e estreia nas telonas com Camille Washington (Laura Harrier), uma atriz negra, no papel principal.

Importante ressaltar que grande parte das histórias contadas são fictícias, porém a produção traz alguns personagens reais como as atrizs Anna May Wong (Michelle Krusiec) e Hattie McDaniel (Queen Latifah), o agente Henry Willson (Jim Parsons) e o ator Rock Hudson (Jake Picking). E como em todas as séries de Ryan Murphy, a representatividade fala mais alto. Questões como assédio, abuso e preconceito são retratadas. Além disso, a produção traz uma direção de arte impecável, ótima trilha sonora, cenas glamurosas e sexy, e um elenco recheado de queridinhos do produtor. De longe, não é a melhor série de Ryan Murphy, mas se você gosta de cinema, pode ser que seja interessante conferir.

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#Série | The Morning Show

Oi gente!
Todos quietinhos em suas casas? Respeitando o isolamento social? Espero que sim! O blog estava um pouquinho parado por causa do meu trabalho, mas agora que grande parte da população está em casa, podendo fazer várias maratonas de séries e filmes, que tal conferirmos a dica de hoje! Até porque reunir Jennifer Aniston, Reese Whiterspoon e Steve Carell em uma única produção já é sinal que vem coisa boa por aí! Hoje vou falar de “The Morning Show”, primeira produção da Apple TV+

O ponto de partida da produção é apresentar o bastidor voraz de um “programa da manhã”. Muito popular nos Estados Unidos, cada canal tem um show matinal e eles brigam por audiência. Enquanto acompanhamos esses bastidores, somos apresentados principalmente à disputa de poder que acontece por trás das câmeras.

Apresentado por Alex Levy (Jennifer Aniston) e Mitch Kessler (Steve Carell) há uma década, o programa The Morning Show sofre com um grande escândalo com a denúncia de assédio contra Mitch, o que leva à sua demissão imediata pela UBA, canal produtor do programa, desencadeando frenéticas reformulações do TMS, a começar por uma Alex fragilizada tendo que tomar as rédeas para enfatizar que ainda é relevante e pode segurar a audiência. A questão é que tudo acontece na semana em que um vídeo de uma repórter de interior gritando verdades contra um manifestante acaba viralizando, o que a torna uma das convidadas da atração. Essa é a oportunidade perfeita para que Cory Ellison (Billy Crudup) manipule a situação a ponto de conseguir que Bradley Jackson (Reese Whiterspoon), a repórter, acabe como co-âncora de Alex, o que seria o primeiro passo para que ele consiga derrubar o presidente do canal.

Para mim, a narrativa demorou um pouquinho para engrenar. A série me conquistou mesmo a partir do quarto, quinto episódio. O ritmo é um pouco lento no início, apesar de termos algumas cenas boas nos primeiros episódios, como por exemplo, o discurso da personagem Alex sobre a intolerância às atitudes machistas e sexistas após a demissão de Mitch, logo no primeiro episódio. Depois da metade, o ritmo melhora, torna-se mais ágil, e com o decorrer da história fica bem interessante acompanhar.

Um ponto muito forte em “The Morning Show” é justamente o tema. Com o movimento “MeToo” em alta, a discussão se torna atual. E o elenco estrelar ajuda muito no desenvolvimento. Apesar de toda carga dramática de Jennifer Aniston, na minha opinião o grande destaque da série é Reese Witherspoon. A personagem tem uma evolução interessante e uma história que vai conquistando o espectador, além de que Bradley Jackson possibilita à atriz diversas facetas, dando a oportunidade de construir um perfil bem interessante. Sem falar que para os fãs de Friends, rever Aniston e Witherspoon juntas novamente, já deu aquela sensação nostálgica maravilhosa. Valeu a pena os 2 milhões de dólares pagos por cada episódio às duas atrizes.

E o elenco coadjuvante também é interessante, principalmente por Mark Duplass, que interpreta o inseguro diretor Chip. A série também conta com algumas participações especiais, como o episódio que teve a cantora Kelly Clarkson.

Para encerrar, o episódio final deixou um ótimo gancho para a próxima temporada, que já foi confirmada. Não é fácil trabalhar um assunto do momento sem cair na armadilha do maniqueísmo ou do didatismo extremo, mas o showrunner Jay Carson, mesmo derrapando no começo, recupera sem demora o equilíbrio e presenteia a Apple TV+ com sua melhor série inaugural.

Um pequeno comentário que gostaria de fazer é em relação à “possível” dificuldade em assistir a série. Para aqueles que tem produtos da Apple – no meu caso tenho Iphone – basta apenas baixar o app para ver. Cheguei a pesquisar como seria para quem não tem nenhum dos produtos Apple – seja o Iphone, iPad, MacBook ou AppleTV – e descobri que não é possível ver, afinal de contas para assinar é necessário o ID Apple. É uma forma da marca, talvez, conseguir emplacar mais vendas, porém, ainda assim acho que dificulta, e muito, ao público em geral conseguir ter acesso aos conteúdos, sendo necessário recorrer a sites piratas para download. É uma pena!

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#Minissérie | Sanditon

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Há algumas semanas terminei de ver a minissérie “Sanditon”, que é baseada em uma obra inacabada de Jane Austen, um dos nomes mais famosos da literatura mundial. E quando eu disse “inacabada” é porque a autora faleceu em 1817, antes de terminar de escrever o livro. Para quem não conhece, Jane Austen é autora de grandes sucessos que já foram adaptados para o cinema como “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”.

Responsável pelas recentes adaptações de “Os Miseráveis” e “Guerra e Paz”, Andrew Davies dirige a minissérie que conta com 8 capítulos, produzida pela ITV Studios. A história gira em torno de Charlotte Heywood (Rose Williams), irmã mais velha dentre 12 irmãos de uma modesta família do interior. Após ajudar Mary e Tom Parker (Kate Ashfield e Kris Marshall) num incidente, a jovem é convidada pelo casal para conhecer a cidade de Sanditon, que ele aposta ser capaz de se transformar num famoso resort à beira-mar. Lá, a jovem inocente se encontra no meio da disputa pela herança da rica Lady Denham (Anne Reid), enquanto passa a ter confrontos com Sidney Parker (Theo James); o centrado e temperamental irmão de Tom.

No arco narrativo, temos algumas histórias bem interessantes. Uma delas está no núcleo de Lady Denham, uma senhora rica que é a principal investidora de Tom. Uma mulher sem papas na língua, extremamente direta e desconcertante. Seus sobrinhos Esther (Charlotte Spencer) e Edward (Jack Fox) estão de olho na herança da tia, que já está bem idosa, mas não tem planos de morrer tão cedo. Ela também cria a jovem Clara Brereton (Lily Sacofsky), que se revela ser muito ambiciosa. O interessante nesse núcleo é a relação de Esther e Edward, que apesar de serem irmãos, apresentam um princípio de uma história de incesto. Charlotte Spencer, que interpreta Esther, conseguiu chamar atenção para si e se destaca bastante, assim como a experiente Anne Reid.

Com o desenvolvimento da minissérie, Tom decide organizar um baile na cidade, e posteriormente uma regata, de modo a atrair mais pessoas interessadas em visitar o lugar e fazer de seu resort um sucesso. Para isso, conta com a ajuda de seu irmão, Sidney Parker (Theo James) para atrair futuros hóspedes, como o jovem rico Lord Babbington (Mark Stanley). Sidney é um personagem bem grosseiro e cruel nas poucas interações que teve com Charlotte, mas a relação dos dois consegue prender o telespectador mais ávido por um romance, meio que “impossível”. O ator Leo Suter completa o triângulo amoroso ao interpretar Stringer, um jovem arquiteto que auxilia os irmãos Parkers na construção de Sanditon.

Por fim, outro arco narrativo interessante é o de Miss Georgiana Lambe (Crystal Clarke), uma garota nascida a África e que foi enviada a Inglaterra para ter a educação formal de uma dama. Ela está na cidade porque Sidney é seu protetor, e decidiu tirá-la de Londres. Trata-se da primeira personagem negra na literatura de Austen. A atriz Crystal Clarke também foi uma grata surpresa, visto que sua personagem se envolve em um romance proibido, o que contribui para a evolução da história.

Agora preciso dizer que esperava mais de Rose Williams, atriz que interpreta a protagonista Charlotte Heywood. A história dela não possui grandes revelações e a atuação se tornou bem linear, o que proporcionou que os coadjuvantes chamassem mais atenção ao longo dos capítulos. Entrando na parte técnica, a fotografia da série é bem interessante, com aquela cara de produções de época. O figurino está impecável e o design de produção traz belas paisagens como cenário. E para os curiosos, aqui vai uma curiosidade – Jane Austen escreveu apenas onze capítulos de “Sanditon” antes de sua morte — algo que compõe cerca de apenas 24 minutos do piloto da minissérie. A partir daí, até o oitavo e último episódio, será tudo criação do roteirista e diretor Andrew Davies.

Para quem curte uma história de época, a minissérie “Sanditon” é uma boa opção de entretenimento. Dá para assistir em alguns sites online.

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#Série | All American

Oi gente!
Hoje tem dica de série, e já faz bastante tempo que eu assisti, mas como vocês sabem, em abril eu fui viajar (inclusive as fotos da viagem à Orlando já estão no Destaque do Stories para vocês conferirem) e somente agora estou conseguindo “colocar a casa em ordem”. Uma das séries novas que eu mais curti foi “All American”, da CW (exibida no Brasil pelo Warner Channel).

Criada por April Blair, All American é inspirada na vida do ex-linebacker do New York Giants, Spencer Paysinger. Na série ele é Spencer James (Daniel Ezra), estudante e jogador colegial de futebol americano que vive em Crenshaw, bairro pobre de Los Angeles. Criado por sua mãe (Karimah Westbrook) juntamente com seu irmão mais novo (Jalyn Hall), ele vive dia a dia alimentando grandes sonhos, obviamente limitados em virtude de sua condição social.

Sua vida dá uma guinada quando o treinador de um colégio de Beverly Hiils, Billy Baker (Taye Diggs), oferece a oportunidade de Spencer ir treinar na escola onde comanda a equipe de futebol americano. Pensando que essa mudança pode representar, especialmente, uma futura melhoria de vida para seus familiares, ele acaba por mudar não apenas de escola, mas também indo morar na residência do treinador, em Beverly Hills. A partir deste ponto, a trama se desenvolve em cima dos conflitos gerados especialmente por questões sociais.

A partir dessa trama principal, outras auxiliares também se sustentam, e valem a pena serem comentadas, como os possíveis interesses românticos de Spencer. A começar por Leila (Greta Onieogou). A garota extremamente rica e bonita, mas um pouco inclinada a maldades para esconder a solidão que carrega ao ser renegada pela família. Leila terá uma oponente de peso: sua melhor amiga Olivia (Samantha Logan), a garota inteligente e sensível, que recentemente saiu da rehab e é filha do treinador.

Na outra ponta estão os “amigos” de Spencer no novo time, como Jordan (Michael Evans Behling), o capitão, que sofre ao ver o amor do pai (o treinador) pelo garoto novato, e inegavelmente mais talentoso que ele. Braço direito de Jordan, Asher (Cody Christian) é o namorado de Leila e se enche de ciúmes e inveja pelo novo jogador que pode estar ganhando o coração de sua amada. Vale citar também Coop (Bre-Z), a melhor amiga de Spencer. Ainda na antiga escola e com a partida do amigo, ela passará a se envolver com gangues e crimes, além de se envolver em uma relação homossexual.

Para aqueles que gostam de histórias adolescentes como “The O.C” ou até “Malhação”, “All American” é a série ideal! Tem drama juvenil, romances, altas festas, e principalmente muitas tretas. Temos um elenco jovem bacana – com destaque ao protagonista Daniel Ezra – além de Cody Christian (de “Teen Wolf”), Samantha Logan (de “13 Reasons Why”), Bre-z (“Empire”), Danielle Campbell (de “The Originals”) e Monet Mazur (“Castle”). “All American” se destaca pela representatividade, e por retratar a violência dos guetos em Crenshaw em contraste com a riqueza de Beverly Hills.

O maior trunfo de “All American” é ser uma série sem grandes pretensões e que se dispõe a contar uma história de forma honesta ao público: com seus aspectos voltados ao clichê, sem muita complexidade e essencialmente pautada por reviravoltas a cada episódio, bem ao estilo novelesco.

No total, a série tem 16 episódios. Com premissa de apelo extremamente popular e jovem, a produção apresenta uma história ousada, ágil e divertida. Vale a pena conferir. Inclusive, a segunda temporada já foi confirmada e deve estrear em 07 de outubro de 2019.

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#Minissérie | O Nome da Rosa

Oi gente!
Continuando com dicas de minissérie – semana passada falei de Os Miseráveis, produzida pela BBC (tem resenha AQUI) – hoje vou falar de “O Nome da Rosa”, uma coprodução italiana e alemã, exibida nos Estados Unidos no canal pago Sundance TV.

Baseada no aclamado romance de Umberto Eco, “O Nome da Rosa” se passa na Itália em 1327. A história acompanha o monge franciscano William de Baskerville (John Turturro) e seu noviço Adso von Melk (Damian Hardung) ao chegarem a um mosteiro isolado nos Alpes. Incumbido de participar das discussões de uma disputa de propriedade entre franciscanos e o papado, Baskerville acaba se defrontando com uma série de assassinatos macabros.

O roteiro é assinado pelo cineasta Andrea Porporati (“Missão Romana”) em parceria com o britânico Nigel Williams (“Elizabeth I”), e todos os oito episódios são dirigidos por Giacomo Battiato (“O Jovem Casanova”).

“O Nome da Rosa” foi publicado em 1980, vendendo 50 milhões de cópias pelo mundo, e já teve uma adaptação para o cinema. Dirigida pelo francês Jean-Jacques Annaud em 1986, a produção foi estrelada por Sean Connery e Christian Slater, respectivamente como Baskerville e Adso. Neste caso é até impossível não fazer comparações entre o filme e minissérie. Considerada um clássico, a versão cinematográfica é mais focada na história dos assassinatos, sendo bem fiel ao livro. Na minissérie – como temos um tempo maior de vídeo – a história tem alguns acréscimos, principalmente em referências históricas, além de personagens novos.

O elenco possui bons nomes – o americano John Turturro (“Transformers”) é o principal deles. Como William de Baskerville, o ator traz uma interpretação segura, sendo o grande ponto positivo da minissérie. Também com um bom momento em cena, o inglês Rupert Everett (“O Casamento do Meu Melhor Amigo”) interpreta o inquisidor Bernard Gui, inimigo de Baskerville, grande defensor do papa e dos costumes da Igreja Católica. Por fim, o alemão Damian Hardung tem uma interpretação tímida, as vezes apagada, mas sem comprometer a produção.

Com uma produção caprichada, mostrando os mosteiros e belas paisagens italianas, “O Nome da Rosa” é uma nova adaptação do clássico de Uberto Eco, com uma nova roupagem, podemos dizer que até “atualizada” em referência ao filme, com um elenco de peso e boas cenas de mistério. A produção possui apenas oito episódios e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, mas dá para assistir online.

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#TAG – Minha Série vs. Sua Série

Oi gente,
Hoje trago uma TAG bem bacana para vocês – “Minha Série vs. Sua Série”… E eu convidei uma amiga – a Stéphanie Segal, do blog Look Day para participar também! A TAG traz algumas perguntas, referentes a séries, e nós iremos responder. Será que teremos alguma em comum??

E não se esqueçam de visitarem o blog da Sté – têm várias dicas de moda, beleza e viagens! É só acessar o link aqui! E bora ver as nossas respostas!

1 – Qual a sua série do coração/favorita de todos os tempos?
Felipe: Vou amar sempre – Friends
Sté: Gossip Girl e The Vampire Diaries

2 – Qual série você está viciado?
Felipe: No momento, This is Us – gente, que série incrível!
Sté: Grey’s Anatomy – já assisti duas vezes.

3 – Qual série que todo mundo gosta, menos você?
Felipe: The Walking Dead
Sté: Game of Thrones

4 – Qual protagonista você odeia, mas gosta da série em geral?
Felipe: Carrie, de Homeland
Sté: Alison, de Pretty Little Liars

5 – Qual foi a primeira série que você assistiu na vida?
Felipe: Smalville – quando passava no SBT
Sté: The OC

6 – Qual série tem o melhor figurino?
Felipe: The Crown, da Netflix.
Sté: Sex and the City e Gossip Girl.

7 – Qual personagem que você tem algo em comum?
Felipe: Pergunta difícil essa! Poderia citar Clark Kent/Superman, já que nós dois somos jornalistas, e as semelhanças param por aí haha.
Sté: nossa, não sei responder.

8 – Qual personagem você mais odeia?
Felipe: São tantos haha, mas vou citar a Cersei Lannister, de Game of Thrones – e olha que o que mais tem em GoT são personagens odiados, mas ela consegue ganhar todo o meu ódio.
Sté: Tyler de Vampire Diaries, mega chato.

9 – Qual série tem vontade de ver?
Felipe: no momento estou bem curioso para acompanhar The Gifted.
Sté: The Good Place.

10 – Qual série começou boa, mas ficou ruim ao longo das temporadas?
Felipe: The Vampire Diaries – adorava demais, mas as temporadas finais foram sofridas.
Sté: Narcos e The Originals.

11 – Série cancelada prematuramente
Felipe: Sense8, ainda mais com aquele mega gancho no final da temporada.
Sté: eu adorei GirlBoss e fiquei bem triste quando foi cancelada.

12 – Pior série que já assistiu?
Felipe: Supernatural – haters por favor, não me odeiem!!
Sté: The OA.

13 – Qual série/programa/reality que você sabe que é ruim, mas você gosta e tem vergonha de falar que assiste?
Felipe: Keeping Up with the Kardashians
Sté: BBB

14 – Série favorita da Netflix (com pelo menos 2 temporadas)
Felipe: Vou precisar citar duas que eu adoro muito – Stranger Things e House of Cards.
Sté: Gilmore Girls (não tem duas temporadas, mas é a minha preferida).

15 – Qual sua série favorita teen?
Felipe: eu pensei em falar Smalville, mas eu já citei ela em outra pergunta, então vou falar Glee.
Sté: Heartland.

Eaí, gostaram da nossa TAG? Concordam com as nossas respostas? Deixe aí nos comentários a sua opinião e me digam qual a sua série preferida?