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#Série | Girlboss

Com roteiro e produção de Kay Cannon, em parceria com Beth Kono, Laverne KcKinnon e a atriz Charlize Theron, a série “Girlboss” é uma adaptação da autobiografia de Sophia Amoruso. A história narra a vida de Sophia (Britt Robertson), que passou a adolescência pegando carona, cometendo pequenos furtos e comendo sobras de comida jogadas no lixo – mas tudo isso por vontade própria.

Sem rumo e trabalhando na porta de entrada de uma escola de artes, onde conferia a identidade dos alunos, Sophia decidiu mudar de vida e começou a vender roupas vintage no eBay. Com a ajuda de sua melhor amiga Annie (Ellie Reed), ela funda a Nasty Gal. Sophia também tem uma relação nada convencional com o namorado Shane (Johnny Simmons) e com o pai Jay (Dean Norris).

Girlboss é bem divertida, tem 13 episódios, que são bem curtinhos, geralmente de 20 a 30 minutos. E o grande destaque da série é, com certeza, a atriz Britt Robertson, ela está incrível, mais madura, conseguimos observar uma grande evolução em sua carreira.

Para aqueles que vão começar a assistir essa série, aqui vai uma dica – “assista até o fim”. Os quatro primeiros episódios são bem chatinhos, com um ritmo mais lento, sem grandes destaques. A série só melhora com o desenrolar da história. Eu assisti só porque é da Netflix (que lança todos os episódios de uma vez) – se fosse uma série exibida semanalmente, acho que não teria continuado.

Mas, num contexto geral, a Netflix acertou novamente. Ganhamos mais uma série de comédia que foge dos padrões, assim como Sophia foge daquilo que a sociedade dita para todos os jovens de sua idade.

#Séries | This is Us

“Às vezes a vida pode surpreender você”. Essa é a premissa da série “This is Us”, que teve o último episódio da 1ª Temporada exibido na semana passada – total de 18 episódios. Das séries que eu estou assistindo, esta é uma das melhores – cumpre muito bem o seu papel de drama familiar.

O seriado é uma crônica da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia. A trama gira em torno de cinco personagens principais – Rebecca (Mandy Moore), Jack (Milo Ventimiglia), Kevin (Justin Hartley), Kate (Chrissy Metz) e Randall (Sterling K. Brown) – Rebecca e Jack são um casal que está para ter trigêmeos; Kevin é um ator frustrado com sua carreira; Kate é uma mulher que luta contra sua obesidade, e Randall é um homem negro,  bem-sucedido e que está à procura do seu pai biológico.

A narrativa é muito interessante, misturando passado e presente. No final do primeiro episódio já descobrimos que Rebecca e Jack, que estavam para ter trigêmeos, são os pais de Kevin, Kate e Randall – no caso, o terceiro gêmeo morreu no parto – porém, ainda na maternidade Jack resolve adotar um bebê negro que havia sido abandonado (essa cena é muito linda).

A série possui momentos belíssimos, tristes, engraçados e divertidos. E o elenco manda muito bem. Você se apaixona pelos personagens, torce por eles, vibra com as conquistas, sofre com as dificuldades que aparecem no caminho. Ao longo de cada episódio, a trama explora as relações entre as personagens e as incertezas e inseguranças de cada um, usando o recurso do flashback, muitas vezes retornando ao passado desses personagens, para explicar seu relacionamento com a família, amigos, mostrando o porquê deles se comportarem de determinada maneira.

Os grandes destaques da série são os atores Milo Ventimiglia – que fez o Jess em Gilmore Girls e Mandy Moore – para quem não lembra, ela é cantora e protagonizou o filme “Um Amor para Recordar”. Desde as primeiras cenas descobrimos um mistério: no presente, Rebecca está viva e casou-se novamente com Miguel (Jon Huertas), o melhor amigo do seu marido. Já Jack morreu, porém, até o momento, não sabemos como, mas já sofremos desde o início, pois o personagem é muito carismático e querido pela família. Ao longo dos episódios, Kate é a que mais sofre e se sente culpada pela morte do pai – inclusive acreditava que a cena de sua morte seria exibida no último episódio – o que não aconteceu.

Merecem destaque as relações entre os irmãos – Kate e Kevin são bem próximos, porém, Kevin e Randall tiveram desentendimentos no passado. Outra história que nos emociona ao longo dos episódios é a de William (Ron Cephas Jones), o pai biológico de Randall que o abandonou em frente ao prédio dos Bombeiros, por ser dependente químico e não ter condições de cuidar do filho recém-nascido. Agora, no presente, pai e filho se reencontram, mas William tem câncer em estágio terminal e aproveita cada momento com a nova família.

Se você ainda não assistiu, não perca mais tempo. Inclusive, o canal NBC já renovou a série por mais duas temporadas – cada uma com 18 episódios. A segunda temporada de “This is Us” deve estrear em setembro deste ano.

#Séries / 2ª Temporada Fuller House

Aproveitei o fim de semana para assistir uma série que estava mega ansioso para conferir – a 2ª temporada de Fuller House, lançada pela Netflix no final de 2016. Confesso que assisti todos os 13 episódios em apenas um dia!

A nova temporada traz novamente no elenco – Candace Cameron Bure (DJ Tanner), Jodie Sweetin (Stephanie Tanner) e Andrea Barber (Kimmy Gibbler). Os primeiros episódios foram bem relax, apresentando a continuação da primeira temporada, onde DJ terminou bem dividida, no quesito amor, entre seu colega de trabalho, o médico Matt (John Brotherton) e o amigo do passado e ex-namorado Steve (Scott Weinger).

Stephanie se descobre apaixonada por Jimmy (Adam Hagenbuch), quebrando a sua promessa do passado de nunca sair com um “Gibbler”. E Kimmy continua com sua relação estranha com ex-marido Fernando (Juan Pablo Di Pace), que agora é parte do elenco fixo.

Os melhores episódios foram com certeza quando houve participação do “elenco antigo” – Bob Saget (Danny), John Stamos (tio Jesse), Dave Coulier (Joey) e Lori Loughlin (Becky). O episódio 6 foi o meu preferido, onde toda a família se reuniu para o Dia de Ação de Graças e rolou até um trocadilho com a personagem Michelle, interpretada pelas gêmeas Olsen na série antiga.

Alguns temas antigos retornam em forma de flashbacks propositais e suprem a nostalgia na medida, cabe até uma retomada na banda Girl Talk, que o tio Jesse (John Stamos) montou só com as meninas. Outro destaque da série é o elenco infantil que começa a ganhar espaço – diferente da “série antiga” onde as gêmeas Olsen tinham grande destaque, os gêmeos atuais que fazem o bebê Tommy ainda não emplacaram. Jackson (Michael Campion) e Ramona (Soni Bringas) estão entrando na adolescência e vivendo os mesmos dilemas que adorávamos em DJ e Stephanie. Mas o melhor personagem é o pequeno Max (Elias Harger), ele é muito fofo e engraçado.

Fuller House é uma série divertida e despretensiosa. Agrada à antigos fãs e novos expectadores. Já quero a terceira temporada, Netflix!!