Tag: Scarlett Johansson

#Filme | História de um Casamento

Oi gente!
A cerimônia do Oscar está chegando (dia 09 de fevereiro) e estou intensificando minha maratona dos filmes que concorrem neste ano – hoje vou falar de “História de um Casamento” – longa escrito e dirigido por Noah Baumbach para a Netflix, e que concorre em 6 categorias – melhor filme, ator (Adam Driver), atriz (Scarlett Johansson), atriz coadjuvante (Laura Dern), trilha sonora e roteiro original.

A história gira em torno de Nicole (Scarlett Johansson) e seu marido Charlie (Adam Driver), que estão casados há mais de dez anos e atualmente passam por muitos problemas, optando pelo divórcio. O casal possui interesses contrários em relação ao trabalho – ele quer seguir trabalhando com sua companhia de teatro em Nova York e ela deseja seguir carreira em Los Angeles. Os dois concordam em não contratar advogados para tratar do divórcio, mas Nicole muda de ideia após receber a indicação da renomada Nora Fanshaw (Laura Dern), especialista no assunto. Surpreso com a decisão da agora ex-esposa, Charlie precisa encontrar um advogado para tratar da custódia do filho deles, o pequeno Henry (Azhy Robertson). Com a nova postura de Nicole, Charlie terá que mudar completamente sua vida, se quiser continuar vendo o filho.

Preciso começar dizendo que “História de um Casamento” é um filme fantástico! Inspirado no seu próprio relacionamento com a atriz Jennifer Jason Leigh, com quem esteve casado de 2005 a 2013, o diretor Noah Baumbach nos traz um relato verdadeiro de um casamento desgastado, levando em consideração interesses pessoais, que se sobrepõem a todos os anos de união. O longa começa com os protagonistas enaltecendo características do cônjuge, em um exercício de terapia de casal – praticamente podemos considerar um grande pedido de socorro de cada um. Depois, a relação só vem ladeira abaixo. Interessante analisar como a história nos faz pensar em cada um dos lados – primeiramente, Nicole expõe que nunca teve “voz” no casamento, que sempre fez todas as vontades do marido, até que decide por um ponto final. Com toda a discussão apresentada, a tendência é ficar ao lado dela, já que vemos que Charlie realmente não é uma pessoa ligada aos momentos que culminaram no divórcio. Depois, com a repentina decisão de Nicole em contratar uma advogada, visto o combinado de não envolver profissionais, pendemos em ficar ao lado do marido, que praticamente precisa mudar toda sua vida, tendo que cruzar o país toda semana para ver o filho, adquirir residência fixa em outro estado, sofrer com a alienação imposta pela mãe, além de ter que pagar os honorários de seu advogado quanto parte da advogada da esposa.

E o que falar da atuação de Scarlett Johansson e Adam Driver!? Os atores estão em perfeita sintonia, mostraram domínio de seus personagens e tiveram cenas perfeitas para brilharem. Quem também se destaca é Laura Dern, extremamente segura no papel de uma advogada fria e calculista. A direção de Noah Baumbach é outro ponto forte – as cenas mostram uma leveza ao mesmo tempo que incomodam com as atitudes. O jogo de câmera quase sem cortes, com cenas longas e zoom no rosto – principalmente da Scarlett – são técnicas utilizadas que dão um toque interessante à produção.

Infelizmente é um filme que não terá grandes expressões no Oscar – aposto na vitória de Laura Dern como melhor atriz coadjuvante, apenas.

Já falei de “Dois Papas” (AQUI), “Parasita” (AQUI), “Ford Vs Ferrari” (AQUI) e “Adoráveis Mulheres” (AQUI), “O Escândalo” (AQUI), “Jojo Rabbit” (AQUI).

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#Filme | Jojo Rabbit

Oi gente!
Chegou a vez de falarmos do filme “Jojo Rabbit”, que recebeu 6 indicações ao Oscar 2020 – melhor filme, atriz coadjuvante (Scarlett Johansson), figurino, montagem, design de produção e roteiro adaptado.

Baseado no livro de Christine Leunens, a história se passa na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. O pequenino Jojo Betzler (Roman Griffin Davis), de apenas dez anos, vive com a mãe Rosie (Scarlett Johansson), depois da morte de sua irmã mais velha e da ausência do pai que foi lutar na guerra. Jojo foi completamente impregnado pela propaganda nazista e é um orgulhoso membro da Juventude Hitlerista ao ponto de andar fardado quase que o tempo todo, ter as paredes de seu quarto cheias de imagens que idolatram o nazismo, além de ter Adolf Hittler (Taika Waititi) como amigo imaginário. Rosie coloca o filho em um acampamento infantil – uma espécie de grupo de escoteiros nazistas – para afastá-lo de casa, já que ela secretamente ajuda uma sobrevivente judia, a jovem Elsa (Thomasin McKenzie), que vive nas paredes da casa. Depois de várias tentativas frustradas para expulsá-la, Jojo começa a desenvolver empatia pela nova hóspede.

O filme é estrelado, dirigido e roteirizado por Taika Waititi (que também dirigiu Thor: Ragnarok). O cineasta consegue entregar uma interessante sátira ao nazismo. Inclusive nos faz lembrar de filmes como “O Grande Ditador”, de Charles Chaplin e “Primavera para Hitler”, de Mel Brooks. Em “Jojo Rabbit”, podemos analisar uma carga política por trás das piadas, além de um humor totalmente escrachado nos personagens de Sam Rockwell (vencedor do Oscar por “Três Anúncios para um Crime”), Alfie Allen (“Game of Thrones”) e Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”). O elenco infantil é o grande destaque – Roman Griffin Davis (em sua estreia nas telons) e Thomasin McKenzie conquistam o espectador pela fofura e, principalmente, pela carga dramática que seus personagens apresentam. Scarlett Johansson também faz um ótimo trabalho – inclusive foi indicada ao Oscar por dois filmes diferentes, na categoria principal e coadjuvante. A atriz traz uma leveza necessária – a relação de mãe e filho é belíssima e funciona para amplificar o abismo entre a lavagem cerebral nazista e a inocência infantil. Vou dar um pequeno spoiler aqui – se ainda não assistiu, pelo para o próximo parágrafo! A cena da morte da mãe de Jojo é extremamente emocionante – não tem como impedir que as lágrimas caiam. Toda a composição da cena, mostrando apenas os sapatos da personagem, que já haviam sido trabalhados em tela, foi simplesmente para despedaçar nossos corações. É de uma leveza emocional.

Com um humor inteligente, “Jojo Rabbit” é um filme necessário nos dias de hoje, que traz uma reflexão interessante para o espectador e uma mensagem de amor ao próximo. No Oscar, acho que infelizmente não deve ter grande expressão – merecia muito mais!

Quer saber mais sobre o Oscar 2020? Confira as críticas que já fiz sobre os filmes “Dois Papas” (AQUI), “Parasita” (AQUI), “Ford Vs Ferrari” (AQUI), “Adoráveis Mulheres” (AQUI) e “O Escândalo” (AQUI) 

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