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#Filme | O Primeiro Homem

Oi gente!
Hoje trago a vocês uma dica excelente de filme “O Primeiro Homem” – quarto longa da carreira do jovem e premiado diretor Damien Chazelle e que concorre em quatro categorias do Oscar 2019 – edição de som, mixagem de som, direção de arte e efeitos visuais.

A produção é a cinebiografia de Neil Armstrong, astronauta conhecido por ser o primeiro homem a pisar na Lua. O filme relata a história de vida de Neil, focando em sua família, mas principalmente na carreira como engenheiro e astronauta da Nasa. O roteiro baseou-se no livro de James R. Hansen, que documentava a sucessão de eventos pessoais e profissionais que culminaram na ida de Armstrong, com a Apollo 11, à Lua. Em sua adaptação, o roteirista Josh Singer (dos jornalísticos “Spotlight” e “The Post”) emenda essas situações a partir de um ponto de vista mais íntimo, explorando o psicológico do astronauta.

O grande desafio de “O Primeiro Homem” é contar uma história que todo mundo sabe o final, mas que consiga prender o espectador do início ao fim. E isso, o diretor Damien Chazelle (do elogiado “Whiplash – Em Busca da Perfeição” e do estrondoso sucesso “La La Land – Cantando Estações”) faz com perfeição, contando com a ajuda de um elenco maravilhoso Ryan Gosling e Claire Foy. Em vez de focar no grandioso evento que foi a chegada à Lua, o roteiro nos mostra os desafios enfrentados por uma equipe enorme e também todas as frustrações do personagem – desde a perda da filha pequena até a morte de colegas em simples testes de rotina). O foco é o sacrifício e a jornada do piloto que teve a coragem de enfrentar desafios excepcionais para chegar lá antes de todos.

A fotografia do filme é um destaque a parte – simplesmente maravilhosa – a recriação da Lua, imagens de dentro do foguete – tudo perfeito! E a edição de som e mixagem poderão render Oscars ao longa. Outro destaque é a trilha sonora de Justin Hurwitz e o roteiro, que como já falei, procura priorizar o lado humano de Neil Armstrong e todos a sua volta – a maior parte das cenas temos as câmeras focadas nos rostos dos atores, criando aquela aflição, mas ao mesmo tempo, emociona. Além disso, a direção e edição priorizaram vários planos sequências, o que eleva ainda mais a produção, dando aquela cara de documentário. Preciso confessar que achei falta (um pouco) do estilo próprio que Chazelle imprime em seus filmes – poderia ter ousado um pouco mais. Ainda assim, o filme é feito na medida certa.

Com relação ao elenco, Ryan Gosling e Claire Foy mandam super bem. A construção do personagem no início é um pouco tímida – demora para Gosling conquistar a afeição do público. Já Claire Foy tem uma cena arrasadora, que com certeza lhe renderá uma indicação ao Oscar.  No geral, a dupla mostrou química. Ainda no elenco Jason Clarke, Kyle Chandler e Corey Stoll.

“O Primeiro Homem” é uma verdadeira experiência sensorial. O filme consegue seu objetivo de empolgar, ao mesmo tempo que torna seu biografado um livro aberto. Como obra artística, é um feito cinematográfico inegável, de muita qualidade técnica. Vale a pena conferir!

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#Filme / La La Land – Cantando Estações

O filme do momento com certeza é “La La Land – Cantando Estações”, dirigido por Damien Chazelle (Whiplash – Em Busca da Perfeição) e protagonizado por Ryan Gosling (Diário de uma Paixão) e Emma Stone (O Espetacular Homem Aranha).

O filme é simplesmente MARAVILHOSO! Por isso, concorre em 14 categorias do Oscar 2017, entre elas – Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora, entre outras. Acredito que o musical não vá ganhar na principal categoria da noite – a de melhor filme, mas deve levar várias estatuetas.

Destacando uma curiosidade, os musicais como “La La Land – Cantando Estações” não têm muita oportunidade no Oscar. O último a concorrer foi “Os Miseráveis”, em 2013. Já o último a ganhar foi “Chicago”, em 2002. Porém, o gênero teve grande destaque nos anos 50 e 60. Em 1952 e 1959, “Sinfonia de Paris”, com o astro Gene Kelly, e “Gigi” foram premiados. O período de glória começou em 1962 com “Amor, Sublime Amor”, o musical mais premiado da história (dez prêmios Oscar); dois anos seguidos – 1965 e 1966 – com “Minha Bela Dama” e “A Noviça Rebelde” e, por fim, em 1969, com “Oliver!”.

Mas voltando ao filme, ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Ryan Gosling e Emma Stone estão incríveis juntos! O casal possui muita química – não é para menos, já atuaram juntos em outros dois filmes – “Caça aos Gângsteres” e “Amor a Toda Prova”. Emma está super linda, atua e canta maravilhosamente bem. E confesso que não gostei muito do Ryan Gosling cantando.

“La La Land – Cantando Estaçoes” me deixou com uma pequena confusão quanto ao tempo da história. Eu jurava que o filme se passava nos anos 60 devido às roupas, estilo, fotografia e efeitos das imagens, mas a narrativa ocorre nos dias atuais, percebemos isso devido aos carros e celulares modernos.

Não poderia deixar de falar da trilha sonora – FANTÁSTICA! Fica até difícil falar qual é a melhor! Super indico esse filme. É fascinante, poético, lindo, apaixonante, muito bem produzido, e me fez lembrar dos musicais antigos como “Cantando na Chuva”. Simplesmente, AMEI.