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#Livros | Meus Dias com Você

Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho. Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira? Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade. A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance.

Autora: Clare Swatman
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva Fnac

“Meus Dias com Você” é o livro de estreia da inglesa Clare Swatman e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro. Trata-se de uma história bem interessante sobre perda, superação e recomeço, além de trazer uma linda mensagem sobre viver o hoje e aproveitar cada momento possível.

Na trama, Zoe está em luto pela morte do marido, e um dia ela cai em seu jardim, bate a cabeça e misteriosamente acorda numa manhã de 1993, quando conheceu Ed. Ao começar a reviver uma série de dias aleatórios compartilhados entre eles, ela se pergunta se ganhou uma nova chance de evitar sua morte, se está em coma ou se simplesmente está tendo a oportunidade de passar um pouco mais de tempo ao lado do homem da sua vida.

O que eu quero contar a ela é o seguinte: que Ed morreu e, por alguma razão bizarra e inexplicável, estou revivendo minha vida e tentando desesperadamente fazer as coisas de forma diferente para que ele não morra; que eu nunca vou me perdoar por nosso casamento ter se esvaziado; (…) que fico enjoada só de pensar que, mesmo depois de tudo isso, eu talvez ainda não seja capaz de evitar a morte de Ed” (página 196)

Confesso que demorei um pouco para engrenar na leitura, mas o desenvolvimento fica melhor ao longo dos capítulos. A história é bem leve e romântica, com várias situações divertidas e fofas. Outro aspecto positivo é o casal principal. Apesar de sabermos que Ed morreu, torcemos até o último parágrafo para que isso não tenha acontecido, para que eles tenham o seu final feliz. Zoe e Ed possuem muita química, tanto que eu vibrei em vários momentos do livro. Já um ponto negativo que eu notei é que existem algumas coisas que não tem muita lógica. A protagonista revive diversos momentos (que ela já viveu) e ainda assim se surpreende ou não sabe o que vai acontecer, já em outros momentos ela sabe – fica um pouco confuso.

Mas no geral, é um livro bacana, com uma narrativa agradável, com uma reflexão importante sobre vivermos os momentos especiais da melhor forma possível, tem também uma diagramação boa e a capa é super linda (eu comprei mais pela capa do que pela história haha). Super indico.

#Livros | Quando a Noite Cai

Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos… e o coração.
Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar…

Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 476
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente
Hoje a minha dica de leitura é o maravilhoso “Quando a Noite cai”, da Carina Rissi. E eu preciso começar esse post falando dela – como ela é uma grata surpresa. Este é o segundo livro que eu li (o primeiro foi “No Mundo da Luna” – tem resenha AQUI) e já estou me tornando fã – porque ela consegue nos conquistar e despertar nossa curiosidade com uma história super simples, aquele clichêzinho básico, mas muito bem escrito.

O livro conta a história da jovem Briana Pinheiro, que não é muito sortuda. Em todo lugar que ela tenta trabalhar, sempre acontece algo e ela é demitida, o que acaba deixando ela extremamente desanimada e preocupada, pois após a morte de seu pai, as coisas não vão bem na pensão da família onde ela mora com sua mãe e a irmã Aisla. Além disso, todas as noites, desde os seus 18 anos, Briana tem diversos sonhos com um mundo medieval, com castelos, espadas, aldeias e um amor entre o guerreiro irlandês Lorcan e a princesa Ciara. Com isso, Briana se apaixona pelo belíssimo irlandês, mas sabendo que ele só existe em seus sonhos. Em um determinado dia, após sua irmã conseguir uma entrevista de emprego para ela, ocorre um incidente onde Briana conhece Gael O’Connor: um homem idêntico ao irlandês de seus sonhos. E a partir desse encontro, a vida de Briana muda definitivamente.

“Quando a Noite Cai” é um romance super interessante, que nos prende do início ao fim. Com uma narrativa em primeira pessoa, o livro se alterna entre a perspectiva de Briana e seus sonhos, quando ela se torna a princesa Ciara. E as duas histórias são ótimas, ficamos curiosos para saber como elas terminarão e principalmente, porque Lorcan e Gael são idênticos. Além disso, os protagonistas são ótimos, possuem muita química – cada vez que eles estão juntos parece que a história melhora ainda mais. É o típico caso que amamos torcer para que eles tenham um final feliz, apesar de todos os impedimentos. E olha que são vários impedimentos! A autora utiliza de diversos recursos para entreter o leitor, como as lendas irlandesas, que dão um toque místico ao romance.

A leitura fluiu bastante ao longo da história – quando percebi já estava acabando. Um único ponto negativo que aponto é a diagramação nos capítulos que narram os sonhos de Briana – como uma forma de diferenciar dos demais, a editora optou por uma letra em itálico, o que dificultou um pouco para enxergar. Ah e preciso falar da capa do livro que é super maravilhosa!

Se você está procurando aquele romance despretensioso, “Quando a Noite Cai” é a dica perfeita! Com uma história diferente, personagens encantadores, uma mistura de fantasia e realidade, além uma mensagem linda sobre o perdão, que ao mesmo tempo te faz rir e se emocionar. Super indico esse livro!

 

#Livros | Dois a Dois

Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos. Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva – e a se abrir para antigas e novas emoções. Lançando-se nesse universo desconhecido, Russ embarca com London numa jornada ao mesmo tempo assustadora e gratificante, que testará suas habilidades e seu equilíbrio emocional além do que ele poderia ter imaginado.

Autor: Nicholas Sparks

Editora: Arqueiro
Páginas: 512
Skoob 
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Um dos meus autores preferidos – talvez O PREFERIDO – é Nicholas Sparks. Eu amo seus livros, suas histórias contagiantes, suas reviravoltas incríveis e seus personagens com os quais nos identificamos muito. Em seu novo livro “Dois a dois”, Sparks conta a história de um homem que precisa se redescobrir e buscar qualidades que nem desconfiava possuir para lutar pelo que é mais importante na vida: aqueles que amamos.

Na história, Russ precisa cuidar de sua filha de 5 anos, London, além de ter que vivenciar outros desafios que a vida lhe impõe, tanto no lado pessoal como no profissional. É mais do que justificável que ele, como pai, tenha vários receios, e o autor soube muito bem como explorar esse desenvolvimento, de forma bem sutil e ainda mais especial. Ele passa por problemas com a esposa Vivian – uma mulher fútil e que não o apoia em nada. Logo após uma separação conturbada, Russ encontra novamente o caminho ao lado de Emily – um grande amor do passado.

Num contexto em geral, “Dois a Dois” não é o melhor livro de Nicholas Sparks, mas isso não quer dizer que não seja bom. Na verdade ele é ótimo, mas têm outros que são ainda melhores. A história do trio Russ, London e Vivian se desenrola bem lentamente – o que é um ponto positivo, na minha opinião – temos bastante tempo para nos acostumar com a vida familiar que eles levam e também temos tempo para nos afeiçoar pela relação de pai e filha, que Russ e London vão desenvolvendo ao longo dos capítulos.

A pequena London é a melhor personagem do livro – ela é uma graça, sempre bem-humorada, delicada e esperta. Também vale destaque a família de Russ – sua mãe, seu pai e também a irmã Marge e a cunhada Liz. As duas (Marge e Liz) também formam um casal incrível, que ajudam Russ a passar pelas tempestades do divórcio. E o final delas é bem emocionante – podem se preparar para chorar. Outra parte que considerei encantadora na história é a amizade entre Russ e Marge. A maneira como cuidam um do outro e defendem um ao outro, a fidelidade entre eles é palpável e me fez lembrar, o tempo todo, de como é especial ter esse tipo de ligação com alguém.

Com um tom incrivelmente correto, “Dois a Dois” se torna uma leitura prazerosa e bem rápida. É impossível parar de ler os capítulos, pois queremos saber o que acontece a seguir e torcemos muito pela felicidade do protagonista ao lado da filha. Não tem como não elogiar a condução do drama feito por Sparks – ele é genial nessa parte. Tão sútil que sofremos muito junto com os personagens em certos momentos. Uma ótima dica de leitura.

#Livro | O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida

 

Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda. E pode ser que nunca se encontrem… Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado. Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade… ou será que não?
“O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida” narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.

 

Autora: Kate Eberlen
Editora: Arqueiro
Páginas: 432
Skoob 
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

“O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida” é um livro muito especial. Primeiro porque ganhei de uma querida amiga e junto com ele veio uma dedicatória linda e muito emocionante para mim. Depois porque é um romance que foge do convencional, o que me agradou muito. Fazia tempo que um livro não me agradava tanto na história.

A autora Kate Eberlen consegue a proeza de fazer-nos torcer por um casal protagonista, que passa a maior parte do livro sem se conhecer. E ainda assim, torcemos para que eles fiquem juntos. Melhor ainda, Kate mostra ao longo da história, diversas possibilidades de encontro entre eles, o que nunca acontece e o que nos deixa ainda mais ansiosos.

A história começa no ano de 1997, em Florença, na Itália quando Tess viaja com sua amiga Doll. No mesmo momento, Gus passa as férias com os pais, após um grave acidente que abalou a família. Os dois chegam a se cruzar, mas não se notam. Depois, Tess volta para casa e não vê a hora de ir para a faculdade, porém ela vai enfrentar diversos problemas como a doença da mãe, a falta de estrutura do pai e a responsabilidade de cuidar da irmã mais nova, Hope, portadora da Síndrome de Aspenger.

Gus também está com tudo pronto para ir para faculdade e cursar medicina. Principalmente para se livrar dos pais, que ainda não superaram um grave momento envolvendo seu irmão. Longe de casa, Gus conhece novos amigos, entre eles a namorada Lucy. Mas seu destino faz com que se case com outra pessoa e tenha duas filhas.

A evolução do livro é interessante, pois cada capítulo é destinado a um dos protagonistas – Tess e Gus, sendo que a narrativa em primeira pessoa faz com que conheçamos bem os medos e desejos de cada um dos personagens principais. Confesso que a Tess me causou bastante raiva durante a leitura porque no começo ela é bem independente e no decorrer mudando muito, ficando ingênua, inocente e chata. Já Gus se mostra bem maduro ao longo da trama e vai crescendo cada vez mais.

Durante todo o livro sabemos que Tess e Gus foram feitos um para o outro, porém o destino tem outros planos para os dois. Em diversos momentos, eles estão próximos de se encontrar, o que não acontece. Isso nos faz refletir o quanto nossas escolhas podem influenciar em nossa história e perceber que a vida dá muitas voltas.

“Nós nos conhecemos quando tínhamos 18 anos, mas houve uma pequena alteração no destino e ficamos nos desencontrando. Sei que parece piegas, mas não consigo pensar em outra maneira de explicar. Tudo que sei é que essas últimas 24 horas foram como a vida inteira deveria ser”.

#Livro | Nada mais a Perder

Uma mulher está viajando de Cambridge para a London Street quando o trem faz uma longa parada dentro de um túnel – tempo suficiente para, na saída, em meio à claridade, ela ter um vislumbre de uma cena ao mesmo tempo deslocada e sublime: numa rua de pedras, em meio à paisagem urbana, uma menina está de braço erguido, com uma vara na mão, e sob seu comando um magnífico cavalo recua elegantemente, empinando sobre as patas traseiras. A mulher é Natasha, uma advogada cuja vida parece ter se estagnado em um nó impossível de desatar. A menina é Sarah, a neta prodígio de um ex-astro do hipismo que, de repente, se vê sozinha no mundo a não ser por seu cavalo. As duas não sabem, mas aquela impressionante visão é apenas o prenúncio de um encontro que mudará para sempre suas vidas.

Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Skoob 
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

Eu não sou fã dos romances da Jojo Moyes. O único que gostei foi “Como eu era antes de Você”, mas me indicaram esse livro – “Nada mais a Perder”, com a promessa de que eu iria gostar. Até gostei, mas tem alguns pontos negativos.

Na juventude, Henri Lachapelle foi um cavaleiro de raro talento, entre os poucos admitidos na academia de elite do hipismo francês, o Le Cadre Noir. Contudo, reviravoltas da vida o levaram da França a Londres, onde ele agora vive em um simples conjunto habitacional. Sem nunca abandonar o amor pela antiga carreira, aos trancos e barrancos Henri ensina a neta, Sarah, a montar o cavalo Boo, na esperança de que o talento da dupla seja o passaporte para uma vida melhor e mais digna para todos. Mas um grande golpe muda mais uma vez os planos de Henri Lachapelle, e Sarah se vê entregue à própria sorte, lutando para, além de sobreviver, cuidar de Boo e manter os treinamentos.

Do outro lado temos Natasha, uma advogada especializada em representar crianças e adolescentes envolvidos com crimes ou em situação de risco. Abalada emocionalmente e em dúvidas quanto a seu futuro profissional depois de um caso terrível, Natasha ainda tem de lidar com as feridas do fim de seu casamento. Um fim, diga-se de passagem, bem inusitado, já que ela se vê forçada a morar com o charmoso futuro ex-marido enquanto esperam a venda da casa da família. Quando Sarah cruza o caminho de Natasha, a advogada vê na menina a oportunidade de colocar a vida de volta nos trilhos e decide abrigar a adolescente sob o próprio teto. O que ela não sabe é que Sarah guarda um grande segredo que lhes trará sérias consequências.

 

O começo do livro não é muito bom. A autora descreve sentimentos e emoções dos personagens, principalmente de Natasha, sem antes conhecermos a história deles, o que faz com que não nos identifiquemos logo de início. Até por volta da página 100 eu ficava pensando porquê estou lendo esse livro? Passando da metade, quando a história de Natasha e Sarah se cruza, o livro fica bem interessante. A partir daí a leitura flui. É neste momento que vemos a melhor vertente dramática de Jojo Moyes.

Outro ponto positivo é a capa do livro, achei super linda, mantendo o padrão de todos os livros da Jojo com sombras dos personagens em destaque. Também destaco o desfecho do livro, claro que não vou dar spoilers, mas foi emocionante e, confesso que era exatamente o que eu queria que acontecesse. “Nada mais a perder” é um livro instigante, romântico, curioso, sem grandes expectativas.