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#Série | The Morning Show

Oi gente!
Todos quietinhos em suas casas? Respeitando o isolamento social? Espero que sim! O blog estava um pouquinho parado por causa do meu trabalho, mas agora que grande parte da população está em casa, podendo fazer várias maratonas de séries e filmes, que tal conferirmos a dica de hoje! Até porque reunir Jennifer Aniston, Reese Whiterspoon e Steve Carell em uma única produção já é sinal que vem coisa boa por aí! Hoje vou falar de “The Morning Show”, primeira produção da Apple TV+

O ponto de partida da produção é apresentar o bastidor voraz de um “programa da manhã”. Muito popular nos Estados Unidos, cada canal tem um show matinal e eles brigam por audiência. Enquanto acompanhamos esses bastidores, somos apresentados principalmente à disputa de poder que acontece por trás das câmeras.

Apresentado por Alex Levy (Jennifer Aniston) e Mitch Kessler (Steve Carell) há uma década, o programa The Morning Show sofre com um grande escândalo com a denúncia de assédio contra Mitch, o que leva à sua demissão imediata pela UBA, canal produtor do programa, desencadeando frenéticas reformulações do TMS, a começar por uma Alex fragilizada tendo que tomar as rédeas para enfatizar que ainda é relevante e pode segurar a audiência. A questão é que tudo acontece na semana em que um vídeo de uma repórter de interior gritando verdades contra um manifestante acaba viralizando, o que a torna uma das convidadas da atração. Essa é a oportunidade perfeita para que Cory Ellison (Billy Crudup) manipule a situação a ponto de conseguir que Bradley Jackson (Reese Whiterspoon), a repórter, acabe como co-âncora de Alex, o que seria o primeiro passo para que ele consiga derrubar o presidente do canal.

Para mim, a narrativa demorou um pouquinho para engrenar. A série me conquistou mesmo a partir do quarto, quinto episódio. O ritmo é um pouco lento no início, apesar de termos algumas cenas boas nos primeiros episódios, como por exemplo, o discurso da personagem Alex sobre a intolerância às atitudes machistas e sexistas após a demissão de Mitch, logo no primeiro episódio. Depois da metade, o ritmo melhora, torna-se mais ágil, e com o decorrer da história fica bem interessante acompanhar.

Um ponto muito forte em “The Morning Show” é justamente o tema. Com o movimento “MeToo” em alta, a discussão se torna atual. E o elenco estrelar ajuda muito no desenvolvimento. Apesar de toda carga dramática de Jennifer Aniston, na minha opinião o grande destaque da série é Reese Witherspoon. A personagem tem uma evolução interessante e uma história que vai conquistando o espectador, além de que Bradley Jackson possibilita à atriz diversas facetas, dando a oportunidade de construir um perfil bem interessante. Sem falar que para os fãs de Friends, rever Aniston e Witherspoon juntas novamente, já deu aquela sensação nostálgica maravilhosa. Valeu a pena os 2 milhões de dólares pagos por cada episódio às duas atrizes.

E o elenco coadjuvante também é interessante, principalmente por Mark Duplass, que interpreta o inseguro diretor Chip. A série também conta com algumas participações especiais, como o episódio que teve a cantora Kelly Clarkson.

Para encerrar, o episódio final deixou um ótimo gancho para a próxima temporada, que já foi confirmada. Não é fácil trabalhar um assunto do momento sem cair na armadilha do maniqueísmo ou do didatismo extremo, mas o showrunner Jay Carson, mesmo derrapando no começo, recupera sem demora o equilíbrio e presenteia a Apple TV+ com sua melhor série inaugural.

Um pequeno comentário que gostaria de fazer é em relação à “possível” dificuldade em assistir a série. Para aqueles que tem produtos da Apple – no meu caso tenho Iphone – basta apenas baixar o app para ver. Cheguei a pesquisar como seria para quem não tem nenhum dos produtos Apple – seja o Iphone, iPad, MacBook ou AppleTV – e descobri que não é possível ver, afinal de contas para assinar é necessário o ID Apple. É uma forma da marca, talvez, conseguir emplacar mais vendas, porém, ainda assim acho que dificulta, e muito, ao público em geral conseguir ter acesso aos conteúdos, sendo necessário recorrer a sites piratas para download. É uma pena!

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#Séries | Big Little Lies

Na semana passada, o canal HBO exibiu o último capítulo de Big Little Lies, minissérie em sete episódios inspirada no livro de Liane Moriarty. Com um elenco estrelar – as vencedoras do Oscar Reese Witherspoon (“Johnny e June”) e Nicole Kidman (“As Horas”), além de Shailene Woodley (“A Culpa é das Estrelas”) e Laura Dern (“Jurassic Park”), a produção mistura ressentimentos, violência, bulliyng, desejo, tensão, medo e segredos – os ingredientes necessários para um grande sucesso.

Durante a história, conhecemos a vida particular de cinco mulheres (três delas com um destaque maior) –  Madeline Mackenzie (Witherspoon) está em seu segundo casamento e decidiu se dedicar apenas ao lar, fazendo trabalho comunitário no teatro local e se especializando em se meter na vida de todo mundo. Celeste Wright (Kidman) é uma ex-advogada que foi obrigada a deixar sua profissão por Perry (Alexander Skarsgård), seu marido mais jovem, controlador e violento. Jane Chapman (Woodley) é a recém-chegada na cidade de Monterey, na Califórnia, onde tudo se passa – mãe solteira e a mais modesta do grupo, ela logo é “adotada” por Madeline e passa a fazer parte do círculo de mães com filhos na cobiçada escola primária pública Otter Bay. Há, ainda, para completar o quadro, Renata Klein (Dern) uma executiva durona e neurótica, além de Bonnie Carlson (Zoë Kravitz), segunda esposa de Nathan (James Tupper), ex-marido de Madeline, que tem uma vida mais alternativa.

O ponto central da trama são os conflitos por conta de relacionamentos, da criação dos filhos e das fofocas e comentários da pequena cidade de Monterrey. Além disso, desde o primeiro capítulo sabemos que houve um assassinato na escola e que todos os personagens são suspeitos, porém não sabemos quem matou e nem quem morreu (só descobrimos no último capítulo – e a cena da revelação foi incrível!).

A produção é super caprichada – a direção de todos os episódios fica por conta de Jean-Marc Vallée (dos premiados filmes “Clube de Compras Dallas” e “Livre”). A narrativa não é linear, ou seja, o diretor abusa de cenas no futuro para instigar a curiosidade do espectador, afim de trazer pequenas pistas sobre o que pode ter ocorrido.

Com relação ao elenco as experientes atrizes Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Laura Dern estão simplesmente maravilhosas. Mas, na minha opinião, os grandes destaques são os atores Alexander Skarsgard, no papel do violento Perry, que agride por diversas vezes a esposa Celeste; e também Shailene Woodley com o drama pessoal da criação e origem de seu filho Ziggy. Quem a conhece apenas pelo filme “A Culpa é das Estrelas” ou pela saga “Divergente” pode esquecer a garota da franquia adolescente e esperar por uma jovem atriz madura.

Enfim, “Big Little Lies” é uma minissérie caprichada, bem produzida, mega interessante, que vale a pena conferir!