Tag: Parasita

#Filme | Parasita

Oi gente!
Continuando a saga dos filmes indicados ao Oscar (já falei de “Dois Papas” AQUI) hoje chegou a vez de “Parasita”, produção sul coreana que conquistou 6 indicações – melhor filme, direção (Bong Joon Ho), edição, filme estrangeiro, design de produção e roteiro original.

Já vou começar dizendo que gostei do filme – na parte técnica ele é perfeito – mas confesso que não entendi todo o hype que a produção está tendo. “Parasita” foi amplamente citado na imprensa especializada como um dos melhores filmes de 2019 e, além disso, tem feito números expressivos de bilheteria. O filme já arrecadou cerca de US$ 107 milhões globalmente. É um blockbuster na Coreia do Sul e bateu recordes nos Estados Unidos, um mercado conhecido por consumir poucos filmes estrangeiros. Nos cinemas brasileiros, segundo noticiou o site Adorocinema, “Parasita” esteve entre as maiores bilheterias.

Como falei… o filme é interessante? Sim! A temática da desigualdade de classes, muito bem trabalhada pelo roteiro, conquista a atenção de quem assiste. Bong Joon Ho – diretor de “Expresso do Amanhã” (2013) e “Okja” (2017) – faz um bom trabalho na parte técnica do longa. Temos boas cenas, um jogo de câmeras bem interessante, uma produção impecável. A história, de certa forma simples, acompanha duas famílias, mostrando realizadas opostas.

Toda a família de Ki-taek (Kang-Ho Song) está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai (Kang-Ho Song), mãe (Chang Hyae Jin), filho (Woo-sik Choi) e filha (Park So-Dam) bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um.

A composição do filme é bem clássica – possui o início explicativo onde mostra a família Kim passando diversas dificuldades, tendo que morar em um porão sujo e mal localizado, até o momento em que o filho Ki-Woo consegue um emprego e passa a infiltrar cada familiar, demonstrando até um tom cômico. Logo após inicia-se o desenvolvimento com o plano sendo colocado em prática até o grande plot twist que desencadeia o final com grandes surpresas – algumas até meio difíceis de acreditar. O final é ousado, é perturbador e surpreende o espectador – talvez seja esse encerramento o grande motivo do hype. Com relação ao elenco, o experiente Kang-Ho Song é o grande destaque ao interpretar o pai desiludido e interesseiro. Park So-Dam também me agradou como a filha da família pobre.

“Parasita” é uma metáfora extremamente importante, que busca discutir a desigualdade, o oportunismo, o que vale a pena fazer em um mundo totalmente injusto, tudo isso de uma forma simples e até eficiente. É um olhar urgente, com camadas construídas de forma eficaz, sobre temas sociais oportunos. Aposto na vitória do longa sul coreano na categoria de melhor filme estrangeiro. Poderia ter um destaque na categoria de design de produção, mas tem concorrentes fortes.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange