Tag: netflix

#Série | Noite Adentro (Into the Night)

Oi gente!

Se liga nessa dica de hoje! “Noite Adentro”, nova série original Netflix – a primeira produção belga, com língua francesa – mistura ficção científica, drama e muito mistério, sendo uma ótima maratona para essa quarentena.

Com seis episódios de menos de quarenta minutos, “Into the Night” (nome original) traz uma trama eletrizando e extremamente viciante. A série começa apresentando Terenzio (Stefano Cassetti), um homem que corre aleatoriamente até um avião com uma arma, fazendo um sequestro. O personagem não está ali para fazer terrorismo e sim para salvar vidas (a sua pelo menos). Ele deseja levar o avião para o oeste, e explica que a humanidade está morrendo simplesmente por entrar em contato o sol. Nenhum dos passageiros acredita nele mas, logo, todos se dão conta que isso é verdade. A intenção de todos é correr através da escuridão, o máximo de tempo que puderem, para evitarem suas inevitáveis mortes.

Se você gosta de séries como “Lost”, “Manifest” ou “The Walking Dead”, com certeza irá gostar também de “Noite Adentro”. Ao longo dos episódios, vamos sendo apresentados aos demais personagens e suas histórias pessoais – Sylvie (Pauline Etiene) serviu ao exército, porém passava por uma depressão após a morte de seu companheiro; Mathieu (Laurent Capelluto) é o piloto do avião, que traia a esposa com uma das aeromoças; O engenheiro do avião Jakub (Ksawery Szlenkier), a aeromoça Gabrielle (Astrid Whettnall), entre outros personagens.

O roteiro é bem interessante e coeso. As relações humanas e as situações tensas criadas são o enfoque. A série não tenta explicar o que está acontecendo – o embasamento científico não é o principal. Geralmente o episódio se inicia com um flashback do personagem que será o centro da narrativa, assim conhecemos um pouco sobre cada um deles. Ao final dos capítulos sempre há um plot, que nos faz querer continuar vendo sem parar.

“Noite Adentro” é uma agradável surpresa do gênero de ficção cientifica e deve agradar ao público com seu enredo cheio de mistério e tensão. Seu final deixa em aberto uma segunda temporada, então dona Netflix providencie isso pra já.

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#Série | Eu Nunca

Oi gente!
Quem quer uma série teen para assistir? Hoje a dica é “Eu Nunca”, da Netflix, que veio com tudo nessa quarentena, pra fazer você rir, se encantar e se apaixonar pelos seus personagens. E que surpresa boa foi esta série!


Criada por Mindy Kaling e Lang Fisher, “Eu Nunca” acompanha a história de Devi (Maitreyi Ramakrishnan), uma garota que teve um trágico começo no ensino médico após perder o pai (Sendhil Ramamurthy – vocês vão lembrar dele de “Heroes” ou então, mais recentemente em “The Flash”) e ficar paralítica – temporariamente. Quando ela começa o segundo ano, ela quer uma vida nova. Principalmente, porque ela também quer um namorado. E aproveito para perguntar: vocês são #TeamBen ou #TeamPaxton?

E o mais legal é que outra vez a Netflix traz diversidade cultural e de gênero. Em 10 episódios, são exibidos para nós a cultura indiana, o casamento arranjado, o tabu da virgindade, a dificuldade que muitos enfrentam em se aceitar no mundo LGBT e aqueles clichês da adolescência. Além disso, a série é narrada pelo divertidíssimo ex-tenista John McEnroe.

Os personagens coadjuvantes são bem construídos, suas histórias também conquistam o público. As amigas Eleanor (Ramona Young) e Fabiola (Lee Rodriguez) vão ganhando destaque a cada episódio. Eleanor cresceu sem sua mãe, já que esta a “abandonou” para tentar uma carreira como atriz. Já Fabiola não sabe como comunicar os pais que é gay. Outro personagem muito interessante de se ver é Ben (Jaren Lewison) – o grande inimigo de Devi. Super inteligente, rico, porém não possui o afeto dos pais, que estão sempre ocupados e viajando. A disputa entre Ben e Devi é hilária, até que eles se aproximam e muita coisa acontece! Já Paxton (Darren Barnet), o interesse amoroso de Devi, possui um esteriótipo bem superficial, mas que também acaba contribuindo para o desenvolvimento da série, principalmente em sua relação com a irmã com síndrome de down.

Leveza, humor e delicadeza definem como a série é tratada. Vale muito a pena maratonar “Eu Nunca”!

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#Série | Hollywood

Oi gente!
Hollywood, nova série de Ryan Murphy para a Netflix, estreou no dia 1º de maio. A produção acompanha cinco histórias distintas que se passam em 1947, período do Pós-Guerra nos Estados Unidos, e também o auge do Star System, considerada a Era de Ouro dos estúdios hollywoodianos. Nos episódios da série, vemos o sonho e a desilusão desses personagens, que enfrentam preconceitos dos mais diversos para tentar vencer em um lugar extremamente glamouroso, mas bastante hostil.

Com 7 episódios, a série narra a história de Jack (David Corenswet), um personagem fictício que sonha em ser um grande astro das telonas, mas logo se encontra preso numa vida de gigolô, num posto de gasolina de fachada comandado por Ernie (Dylan McDermott). Logo ele conhece o roteirista Archie (Jeremy Pope), um homem negro e gay que também passa a trabalhar no local, até que seu script é selecionado pelo idealista diretor Raymond (Darren Criss), que busca trazer diversidade ao cinema. O tal roteiro é um filme inspirado na história real de Peg Entwistle, jovem atriz que cometeu suicídio, pulando da letra H do letreiro de Hollywood, em 1932. A vida deles mudará quando o filme finalmente sai do papel e estreia nas telonas com Camille Washington (Laura Harrier), uma atriz negra, no papel principal.

Importante ressaltar que grande parte das histórias contadas são fictícias, porém a produção traz alguns personagens reais como as atrizs Anna May Wong (Michelle Krusiec) e Hattie McDaniel (Queen Latifah), o agente Henry Willson (Jim Parsons) e o ator Rock Hudson (Jake Picking). E como em todas as séries de Ryan Murphy, a representatividade fala mais alto. Questões como assédio, abuso e preconceito são retratadas. Além disso, a produção traz uma direção de arte impecável, ótima trilha sonora, cenas glamurosas e sexy, e um elenco recheado de queridinhos do produtor. De longe, não é a melhor série de Ryan Murphy, mas se você gosta de cinema, pode ser que seja interessante conferir.

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#Filme | Resgate

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Hoje vai ter dica boa para aqueles que curtem filmes de açãoResgate, disponibilizado na Netflix tem Chris Hemsworth (“Thor”) no elenco e roteiro escrito por Joe Russo (diretor da saga “Vingadores”).

O filme conta a história de Tyler Rake (Hemsworth), um mercenário que já perdeu tudo e é contratado para resgatar Ovi Mahajan (Rudhraksh Jaiswal), um adolescente de 14 anos, filho de um traficante de drogas da Índia. O jovem foi sequestrado pelos capangas de Amir Asif, um gângster de muita influência de Bangladesh, conhecido como o Pablo Escobar da cidade de Daca. Além de se infiltrar no grupo para ter a localização exata do menino, eles precisam retornar para um ponto de resgate, onde a equipe pode buscá-los. Mas, tem um pequeno porém: Amir já mandou fechar as fronteiras da cidade e começa assim uma caçada para encontrar Tyler e Ovi.

As cenas de ação são o grande destaque do filme. Para quem gosta de um ritmo frenético, de tirar o fôlego e com ótimas cenas de luta, “Resgate” é um prato cheio! O roteiro simples é bom o suficiente para não sufocar o longa com uma cena de ação atrás da outra. O longa conta ainda com uma pequena participação de David Harbour (“Stranger Things”). E para aqueles que perguntam se haverá uma continuação, pode ser que sim! O final (meio enigmático) deixa em aberto para uma possível sequência. O sucesso na Netflix também poderá contribuir.

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#Filme | Por Lugares Incríveis

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Nesta semana a Netflix lançou o filme “Por Lugares Incríveis”, baseado no livro de mesmo nome da autora Jennifer Niven. Dirigido por Brett Haley, o longa é estrelado por Elle Fanning e Justice Smith.

Na história, Violet Markey (Fanning) é atormentada pela culpa de ter sobrevivido ao acidente de carro que matou sua irmã; e Theodore Finch (Smith) sofre com o descaso da família, o bullying na escola e a constante sensação de não pertencimento. Os dois se conhecem em um momento delicado – Violet está prestes a cometer suicídio e Theodore oferece ajuda e uma promessa de que ela não está mais sozinha em sua luta. Ele também procura motivos para permanecer vivo. Seu quarto está rodeado de post-its destacados por cores que servem como um guia. Finch está em depressão e apresenta mudanças constantes de humor – causando destruição e abandono de aulas por períodos longos – que lhe rendeu o apelido de “aberração” por seus colegas de classe. Os dois passam a construir uma amizade após precisarem fazer um trabalho escolar juntos – ambos precisam conhecer lugares incríveis do estado de Indiana, onde moram, para escrever sobre o que esses lugares representam. De uma amizade, vai nascendo um amor. Juntos, eles percebem que as coisas mais simples e que costumamos deixar pra lá, são as mais importantes e que merecem nossa atenção.

Primeiramente, preciso alertar que o filme pode ativar gatilhos, pois fala sobre suicídio, depressão, luto, transtorno de bipolaridade e distúrbios psicológicos. Então se você passa por algo parecido, talvez assistir não é a melhor opção. Inclusive, reforço aqui a necessidade de procurar ajuda profissional em algum momento difícil da vida. Conversar é sempre uma boa solução.

Falando agora do filme, confesso que me decepcionei. Tinha expectativas de que seria algo bacana, mas infelizmente o longa não me agradou 100% por aliviar a sua principal discussão. “Por Lugares Incríveis” tentou ser mais um romance adolescente do que um alerta para os transtornos mentais. O livro é mais denso e desenvolve o assunto com muita propriedade. Aqui temos uma retratação muito rasa, os personagens acabam não tendo a profundidade necessária.

Pessoal, de certa forma, preciso fazer certas comparações com o livro, que até hoje ainda é um best seller. O personagem Theodore Finch é o “grande plot”, tanto no livro como no filme, porém no livro ele é melhor trabalhado. A autora consegue mostrar seu drama psicológico, a depressão que ele passa, por camadas, ao longo da história. É nítido perceber que enquanto ele “salva” a Violet, ele se afunda cada vez mais. No filme isso não fica tão claro, apenas percebemos quando ocorre os acontecimentos do final. Talvez tenha sido uma decisão dos roteiristas, já que isso causa sim um espanto a quem está assistindo, pois se você não leu o livro, é bem provável que não esperava o final. No longa, me deu a sensação de que não havia necessidade de certos dramas em certos momentos, isso por causa da falta de complexidade. Acredito que eles quiseram passar a ideia de que a depressão é algo que nem sempre a gente percebe, mesmo sendo uma pessoa super próxima. A Violet até percebe sim, mas não teve poder para ajudar. A depressão atua em silêncio. Muitas pessoas que parecem estar felizes podem estar sofrendo por dentro. O ato final de Finch foi salvar alguém, já que ele sabia que era tarde demais para ser salvo.

Com relação à atuação, gostei da escolha dos atores principais – Elle Fanning e Justice Smith desenvolveram uma química interessante para seus personagens. A construção emocional de Violet é consistente graças a Fanning. Ela transmite a alegria e devastação de Violet de forma surpreendente. A trilha sonora também é um ponto forte por trazer uma mistura de momentos leves e outros mais tristes, combinando com a mensagem que o filme passa.

Ao final, “Por Lugares Incríveis” é mais um melodrama adolescente do que um filme com força para discutir problemas sérios. Acho que a história sobre superação, lidar com as dores e a busca de um refúgio poderia ter sido mais intensa. Para quem gosta de romances teen, pode ser uma boa opção. Recomendo mais a leitura do livro!

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#Filme | História de um Casamento

Oi gente!
A cerimônia do Oscar está chegando (dia 09 de fevereiro) e estou intensificando minha maratona dos filmes que concorrem neste ano – hoje vou falar de “História de um Casamento” – longa escrito e dirigido por Noah Baumbach para a Netflix, e que concorre em 6 categorias – melhor filme, ator (Adam Driver), atriz (Scarlett Johansson), atriz coadjuvante (Laura Dern), trilha sonora e roteiro original.

A história gira em torno de Nicole (Scarlett Johansson) e seu marido Charlie (Adam Driver), que estão casados há mais de dez anos e atualmente passam por muitos problemas, optando pelo divórcio. O casal possui interesses contrários em relação ao trabalho – ele quer seguir trabalhando com sua companhia de teatro em Nova York e ela deseja seguir carreira em Los Angeles. Os dois concordam em não contratar advogados para tratar do divórcio, mas Nicole muda de ideia após receber a indicação da renomada Nora Fanshaw (Laura Dern), especialista no assunto. Surpreso com a decisão da agora ex-esposa, Charlie precisa encontrar um advogado para tratar da custódia do filho deles, o pequeno Henry (Azhy Robertson). Com a nova postura de Nicole, Charlie terá que mudar completamente sua vida, se quiser continuar vendo o filho.

Preciso começar dizendo que “História de um Casamento” é um filme fantástico! Inspirado no seu próprio relacionamento com a atriz Jennifer Jason Leigh, com quem esteve casado de 2005 a 2013, o diretor Noah Baumbach nos traz um relato verdadeiro de um casamento desgastado, levando em consideração interesses pessoais, que se sobrepõem a todos os anos de união. O longa começa com os protagonistas enaltecendo características do cônjuge, em um exercício de terapia de casal – praticamente podemos considerar um grande pedido de socorro de cada um. Depois, a relação só vem ladeira abaixo. Interessante analisar como a história nos faz pensar em cada um dos lados – primeiramente, Nicole expõe que nunca teve “voz” no casamento, que sempre fez todas as vontades do marido, até que decide por um ponto final. Com toda a discussão apresentada, a tendência é ficar ao lado dela, já que vemos que Charlie realmente não é uma pessoa ligada aos momentos que culminaram no divórcio. Depois, com a repentina decisão de Nicole em contratar uma advogada, visto o combinado de não envolver profissionais, pendemos em ficar ao lado do marido, que praticamente precisa mudar toda sua vida, tendo que cruzar o país toda semana para ver o filho, adquirir residência fixa em outro estado, sofrer com a alienação imposta pela mãe, além de ter que pagar os honorários de seu advogado quanto parte da advogada da esposa.

E o que falar da atuação de Scarlett Johansson e Adam Driver!? Os atores estão em perfeita sintonia, mostraram domínio de seus personagens e tiveram cenas perfeitas para brilharem. Quem também se destaca é Laura Dern, extremamente segura no papel de uma advogada fria e calculista. A direção de Noah Baumbach é outro ponto forte – as cenas mostram uma leveza ao mesmo tempo que incomodam com as atitudes. O jogo de câmera quase sem cortes, com cenas longas e zoom no rosto – principalmente da Scarlett – são técnicas utilizadas que dão um toque interessante à produção.

Infelizmente é um filme que não terá grandes expressões no Oscar – aposto na vitória de Laura Dern como melhor atriz coadjuvante, apenas.

Já falei de “Dois Papas” (AQUI), “Parasita” (AQUI), “Ford Vs Ferrari” (AQUI) e “Adoráveis Mulheres” (AQUI), “O Escândalo” (AQUI), “Jojo Rabbit” (AQUI).

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#Filme | Dois Papas

Oi gente!
Começou a temporada de premiações do cinema e nestes próximos posts vou trazer dicas de alguns filmes que concorrem nas principais categorias dessas cerimônias. Logo nos primeiros dias do ano, assisti ao filme “Dois Papas”, do diretor brasileiro Fernando Meirelles.

O longa da Netflix, inspirado em eventos reais, nos leva de volta ao começo do século, logo após a morte do Papa João Paulo II, quando o povo cristão se reuniu na Praça de São Pedro no Vaticano, à espera de um novo pontífice que representaria a Igreja católica, e este veio no conservador alemão Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI. Sendo quase eleito, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio retornou para a Argentina, seu país de origem. Sua vida também é retratada em diversos flashbacks, mostrando sua celebração entre os pobres, sua torcida pelo San Lorenzo – seu time do coração, e até mesmo parte de sua juventude. Porém, com o passar de alguns anos, ele se encontra frustrado com a direção que a Igreja estava tomando, e resolve pedir permissão para o líder católico para se aposentar do cargo. Mas, o Papa Bento XVI enfrenta uma das grandes crises do Vaticano – sobre padres incestuosos e diversas outras denúncias que apareciam no mundo todo, e, que em sua maioria eram acobertadas pela própria igreja.  Na Itália, os “dois papas” iniciam uma longa conversa onde debatem não só os rumos do catolicismo, mas também afeições e peculiaridades da personalidade de cada um.

Para começar, já confesso que assisti este filme sem grandes expectativas, pois achei que não iria gostar. E é tão bom quando a gente se surpreende, não é mesmo?! O longa é muito bom! E existem dois méritos de maior destaque no filme de Fernando Meirelles: os diálogos entre os personagens-título e as performances de Jonathan Pryce e Anthony Hopkins – estão absolutamente fascinantes em seus papéis. A semelhança física dos dois atores com os personagens históricos que representam já é algo notável. Os dois atores assumem a seriedade e o pensamento desses dois religiosos e recebem um texto forte, respeitoso e muito verdadeiro sobre aquilo que o mundo pensa a respeito da igreja como um todo. As diferentes visões de Bento e Francisco sobre variados assuntos — da doutrina católica a futebol — tornam o filme cativante, mesmo para quem não é religioso. Os dois não concordam em nada, mas encontram uma via de respeito, um belo exemplo no atual contexto.

Destaque também para o ator argentino Juan Minujin que interpreta o cardeal Bergoglio nos flashbacks. Ele faz um ótimo trabalho, aliado à toda composição maravilhosa que o filme traz. As cenas do passado – algumas até em preto e branco, com formato de tela diferente e filtro antigo – retratam um período nebuloso do papa argentino, fases que ele mesmo já disse se arrepender muito. O tom documental traz ainda mais realismo à produção. Claro que algumas coisas não são tão verdadeiras, afinal é um filme baseado em fatos reais, após o roteiro seguir o livro “Dois Papas: Francisco, Bento e a decisão que abalou o mundo”. A cena final, por exemplo, é hilária, apesar de não ser verdadeira. Ainda assim é um longa interessante, com diálogos maravilhosos, super reflexivo, com atuações impecáveis e uma direção segura do brasileiro Fernando Meirelles. Vale a pena conferir.

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#Série | You – 2ª Temporada

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Depois de uns dias que tirei para aproveitar as festividades de fim do ano, bora voltar com tudo para 2020! E não pensem vocês que fiquei parado, sem assistir nada esses dias! Porque eu vi várias séries e filmes para trazer aqui! Uma delas foi a 2ª temporada de “You”, lançada na Netflix.

Quer conferir a crítica da 1ª temporada? Clica aqui!

Após todos os acontecimentos em Nova York, Joe Goldberg (Penn Badgley) muda-se para Los Angeles, com a finalidade de fugir de Candace (Ambyr Childers) e começar uma nova vida. É lá que ele conhece Love Quinn (Victoria Pedretti) – seu “novo alvo”. A garota vem de uma família rica, com diversos problemas. Junto com o irmão Forty (James Scully), Love administra a loja Anavrin (“Nirvana” ao contrário) que mescla livros e gastronomia – um lugar perfeito para Joe, que agora é Will, após roubar uma nova identidade. Em Los Angeles, Will/Joe também vai se envolver com Delilah (Carmela Zumbado) e sua irmã Ellie (Jenna Ortega).

Até aqui comecei bem, sem spoilers! A partir daqui não posso prometer nada! Então vamos lá, de um modo em geral, achei a temporada bem variável, com altos e baixos. Para falar a verdade, gostei mais da metade para o final, e vou explicar o porquê. Os primeiros episódios me pareceram bem repetitivos em relação à primeira temporada.

A história é a mesma – Will se apaixona por uma garota, começa a stalkeá-la e desenvolve uma amizade com um personagem que se tornará uma válvula de escape – neste caso é a Ellie; na primeira temporada foi o Paco. Há uma pessoa que faz mal a esse personagem – Henderson, que se mostra um famoso que gosta de abusar de garotas menores de idade – e para isso, o Will precisa ativar seu modo “herói”. Nós já vimos essa base narrativa antes, acho que não precisava se repetir, poderia ter acontecido de outro modo. Também fica um pouco complicado entender as intensões do personagem. O primeiro episódio foi muito bom e teve um plot no final mostrando que o personagem continuava igual e já estava de olho em uma nova presa. Já no segundo episódio, do nada, ele passa a ter atitudes como se quisesse uma redenção.

E para mim, uma outra crítica que faço é com relação à personagem Candace – totalmente mal construída! Ela voltou no final da temporada anterior (um dos melhores plots) para infernizar a vida do Joe/Will, fazendo com que ele pagasse por seus crimes. Mas descobrimos que a personagem não possuía nenhum plano para isso. Em alguns momentos ela tem uma atitude toda fodona, como se tivesse superado tudo e realmente quisesse vingança. Em outros momentos, ela é frágil e não consegue nem o abraçar, sendo que está próximo a ele em todos os momentos. No final, acaba se ferrando sem nem ter conseguido fazer nada do que queria, sendo um total desperdício de personagem para a história.

Falando nas partes boas, acho que a história engrena no final. A relação do Will e Love foi bem construída, inclusive a atriz Victoria Pedretti dá um show de atuação – já havia se mostrado uma boa opção em “A Maldição da Residência Hill” e ainda esteve em “Era uma Vez em Hollywood”. Gosto também das atuações de Carmela Zumbado e Jenna Ortega (descobri que ela fez a Jane novinha em “Jane the Virgin”). Os episódios em que o Forty droga o Will e ele não sabe o que aconteceu durante o período em que esteve chapado, foram os melhores da temporada. A revelação do principal mistério da trama foi previsível, mas o final foi interessante e já deixou um gancho para a próxima temporada, que já foi confirmada pela Netflix.

Comentando rapidinho sobre a adaptação em relação ao livro, esta segunda temporada, que é baseada no livro “Corpos Ocultos”, de Caroline Kepnes, não foi nada fiel. Há muitas alterações, principalmente em personagens e no decorrer da história. Se você leu o livro não espere que seja igual, porque não é!

Enfim, como disse anteriormente, achei a temporada com altos e baixos, curti algumas coisas, outras não, mas de qualquer forma ainda é uma produção que prende a nossa atenção. Vale a pena conferir.

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#Série | Vis a Vis 4ª Temporada

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Fiquei alguns dias sumido neh!? Mas já estou de volta trazendo a minha opinião sobre a última temporada de Vis a Vis – mais um fenômeno espanhol exibido no Brasil pela Netflix.

Depois de uma terceira temporada que deixou muito a desejar, Vis a Vis tinha a missão de encerrar com um final digno. Logo no início vemos que Zulema (Najwa Nimri) e Saray (Alba Flores) sobreviveram e estão de volta à Cruz del Norte. Porém, muitas coisas mudaram na prisão enquanto elas estiveram fora, e a principal delas é que agora Sandoval (Ramiro Blas) é o novo diretor, ou seja, o local se transformou em um verdadeiro campo de guerra, com suas ideias sádicas. Outras personagens queridas – Sole (Maria Isabel Diaz), Rizos (Berta Vásquez), Antônia (Laura Baena) e Terê (Marta Aledo) estão de volta também!

Mas a grande pergunta é se Macarena (Maggie Civantos) estaria nesta temporada final. A protagonista da série apareceu somente nos dois primeiros episódios da terceira temporada porque a atriz estava gravando outra série da Netflix – “Las Chicas del Cable”. Para mim, Macarena era uma das melhores personagens e sua ausência foi um dos motivos para a temporada anterior não ter engrenado tanto. Nesta quarta temporada achei que não fossemos vê-la mais, (e lá vai um spoiler) porém Macarena volta nos dois episódios finais para agitar ainda mais a história. Claro que neste tempo, o espaço de protagonista já foi totalmente ocupado por Zulema, interpretada por Najwa Nimri.

A atriz – que interpreta a inspetora Alicia Sierra em La Casa de Papel – toma conta da história e se torna o mais importante elo, principalmente pela aparição de sua filha Fátima (Georgiana Amorós). Sim, Zulema tem uma filha que surge em Cruz del Norte para levar a personagem ao seu extremo. Inclusive quem já assistiu a 2ª temporada de Elite com certeza vai reconhecer a atriz Georgiana Amorós, que interpretou Cayetana uma jovem que mente sobre sua origem humilde.

Voltando a falar de Najwa Nimri, ela é uma atriz de força, que consegue imprimir personalidade a qualquer personagem que lhe caia nas mãos. Em Vis a Vis não foi diferente: ela conseguiu fazer com que Zulema ganhasse o coração e a mente dos fãs da série. Agora uma crítica que faço é com relação a Altagracia (Adriana Paz) – a personagem tinha muita força também, poderia render bons momentos, mas foi bem mal aproveitada e retirada precocemente da série.

Com 8 episódios, Vis a Vis chegou ao final entregando exatamente aquilo que os fãs da série esperavam. Os produtores nos deram um encerramento mais humano. Comentando sobre o último episódio (já estejam preparados para spoilers) foi emocionante a cena final da Sole, que descobriu ter Mal de Alzheimer e fez um pedido tocante para suas amigas; a morte de Sandoval – uma cena esperada pelos fãs – foi bem violenta, mas necessária. Esperava mais um romance entre Zulema e Hierro (Benjamin Vicuña) – teria sido interessante. Saray teve sua filha. Curti muitooo o final da Terê, adorava essa personagem! Ela largou as drogas, virou assistente social e passou a ajudar tanto suas amigas como as novas presas de Cruz del Norte. E claro que o final mais esperado seria o de Macarena e Zulema, que eu também gostei bastante – as duas continuam no mundo do crime e agora realizam assaltos em joalherias de luxo. O final deixou em aberto uma possível sequência com as personagens. A temporada final, principalmente os últimos episódios, foi uma montanha russa de sentimentos, com cenas de tirar o fôlego.

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#Série | Monarca

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Em setembro a Netflix estreou uma série mexicana bem interessante que eu queria trazer como dia para vocês. “Monarca” tem 10 episódios e vai muito além do melodrama característico das produções do México. A série entrelaça amor, trama política e narcotráfico para narrar a história da família Carranza.

Hoje em dia, as séries de língua hispânica tem estado bem em alta – visto “La Casa de Papel”, “Elite” e “Vis a Vis”, todas espanholas. Como já disse, “Monarca” é mexicana, mas também tem um desenvolvimento típico de séries americanas, com vários ganchos e muita ação por trás de grandes desavenças e armações.

A história começa mostrando o patriarca da família – Don Fausto Carranza – um empresário que sempre foi cruel e tentava levar vantagens nos negócios, fazendo tudo o que podia para ter cada vez mais poder. Após um infarto, ele resolve mudar e desafia pessoas muito poderosas como políticos e os chefes do cartel. Ao tentar unir novamente a família, Don Fausto é encontrado morto após ser assassinado. A partir daí o Grupo Monarca é disputado pelos três herdeiros – Joaquín, Ana María e Andrés – que se enfrentam para saber quem será o novo presidente.

Ana María, interpretada por Irene Azuela, se afastou anos atrás da família, se recusando a fazer parte dos negócios ao escolher o caminho da honestidade, criando sua família longe do México ao se tornar jornalista nos Estados Unidos. Após um pedido do pai, volta ao seu país de origem para reencontrar grandes mágoas do passado. Joaquín (Juan Manuel Bernal) é como o pai, ambicioso e totalmente sem escrúpulos. É o primogênito e sempre esteve envolvido nas ações do Grupo Monarca. Com a morte do pai, vê sua grande chance e não se importa em ter que passar por cima dos irmãos para conseguir o que tanto deseja. Por fim, André (Osvaldo Benavides – conhecido no Brasil por estrelar várias novelas mexicanas como “Maria do Bairro” e “O que a Vida me Roubou”) é o filho caçula, que comanda a área hoteleira do Grupo Monarca, porém vive uma vida de mentiras e engano.

“Monarca” possui uma trama envolvente, com vários ganchos que nos faz querer continuar assistindo sem parar. A fotografia é bonita, o roteiro é bem desenvolvido e os cenários são incríveis, mostrando as plantações de algave e fabricação de tequila. Produzida pela atriz mexicana Salma Hayek, a série deixa claro a pretensão de retratar o empoderamento feminino através da protagonista Ana María e até com a personagem Dona Cecília Dávila Carranza, matriarca da família, vivida pela atriz argentina Rosa María Bianchi. Em relação ao elenco, o grande destaque é o ator Juan Manuel Bernal, que consegue entregar um vilão interessante, com muitas nuances. O elenco jovem também é interessante com histórias atuais como a influências das mídias sociais e uso de drogas.

A temporada acabou com um final que deixa as portas abertas para uma segunda temporada, ainda não oficializada pela Netflix. Vale a pena conferir.

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