Tag: netflix

#Série | Elite

Oi gente!
Vocês devem ter percebido que o blog ficou fora do ar algumas semanas. Infelizmente tive um novo problema com a Locaweb, que hospeda o meu domínio. Depois de muitas conversas, consegui voltar ao normal!! E como fiquei algumas semanas fora, acumulou muita coisa para falar aqui!! Hoje vou começar falando de “Elite”, nova série original Netflix. Desde que lançaram os trailers e teasers eu já estava mega ansioso para conferir. A produção tem um toque de Gossip Girl, misturado com Riverdale e Rebelde.

Produzida pela Netflix Espanha, a série Elite vem na onda do sucesso que La Casa de Papel fez no mundo todo, inclusive temos três atores que fizeram “La Casa” – Miguel Herrán (que fez o Rio e agora vive o Christian), María Pedraza (que faz a protagonista Marina e que foi Allison em LCDP) e Jaime Lorente (o Denver e que agora interpreta Nano). O drama juvenil tem direção de Ramón Salazar e Dani de la Orden e roteiro de Carlos Montero e Darío Madrona.

Em “Elite”, a vida dos alunos de classe alta do colégio Las Encinas seguia dentro dos conformes. Trajando uniformes refinados (que lembram RBD), os estudantes do colégio mais exclusivo do país, vivem em uma bolha absortos da realidade. Quando uma escola da periferia desaba, três alunos – Samuel, Christian e Nádia – são transferidos para Las Encinas. Embora tenham se destacado na outra escola, suas contas bancárias os transformam em chacota perante os alunos do colégio. Quando foram transferidos, os jovens pensaram ter tirado a sorte grande.

Samuel (Itzan Escamilla) possui uma família complicada – o irmão Nano acabou de sair da cadeia e busca se endireitar na vida. Na escola, ele conhece e se apaixona por Marinaportadora do vírus HIV. Marina e Samú vão se aproximando cada vez mais, porém a garota acaba se envolvendo com o irmão do jovem, formando um triângulo amoroso (Vale destacar que os atores María Pedraza e Jaime Lorente estão juntos na vida real também!!) Nádia (Mina El Hammani) é uma jovem muçulmana que precisa enfrentar o choque de cultura, tanto que na escola ela é proibida de usar o hijab – véu característico do Islã. Ao longo dos episódios ela se aproxima de Guzman (Miguel Bernardeau), um playboy esnobe, irmão de Marina. Já Christian é excêntrico e engraçado, que não está nem aí com a escola e quer apenas curtir e se dar bem na vida. Junto com Carla (Ester Expósito) e Polo (Álvaro Rico), ele formará um polêmico triângulo amoroso – que rola de tudo, inclusive prepare-se para as cenas hots, que tem bastante!!

Ainda no elenco temos a atriz Danna Paola – que você provavelmente conhece das novelas mexicanas “Maria Belém” e “Amy, a Menina da Mochila Azul”, exibidas no SBT. Na série ela faz a personagem Lucrécia, ex-namorada de Guzmán, que irá infernizar a vida de Nádia ao perceber que os dois estão se apaixonando. Temos também outros personagens que se destacam ao longo dos episódios como Ander (Arón Piper) que se descobre homossexual ao se apaixonar pelo traficante Omar (Omar Ayuso), irmão de Nádia. Mas o ponto forte é um assassinato que ocorre entre esses personagens – logo no primeiro episódio já descobrimos quem morreu (não vou dar spoilers aqui, podem ficar tranquilos, mas já adianto que foi um personagem que peguei mega ranço ao longo da série). E a grande pergunta que fica é o típico “Quem matou?” Um dos novos alunos ou um dos membros da elite? Já vou comentar aqui que achei bem coerente a resolução do assassinato.

A série é bem desenvolvida, são apenas 8 episódios, dá para maratonar no fim de semana. “Elite” traz diversas discussões sobre problemas sociais como bullying, discriminação, preconceito cultural, uso de drogas, entre outros dramas juvenis. Além disso, o roteiro explora sem medo a descoberta da sexualidade, a influência da religião e a opressão da família. É uma reunião de diversidade cultural e sexual.

Muitos comentaram as semelhanças com outras séries e novelas. A começar com a mexicana Rebelde – temos a história de alunos pobres que vão estudar em uma escola de ricos, com os uniformes muito parecidos. Comentaram sobre Gossip Girl – Carla e Polo são um casal que adora fazer joguinhos e ostentar seu dinheiro e privilégios. Qualquer semelhança com Blair Waldorf e Chuck Bass é mera coincidência. O suspense e assassinato também trazem um clima de Riverdale e 13 Reasons Why. Mas ainda assim, achei uma série bacana, original, que não se prendeu a estereótipos e que já é um grande sucesso no catálogo da Netflix.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Filmes | Para todos os Garotos que já amei

Oi gente!
Hoje trago uma dica de filme – que muita gente tem falado – e eu assisti semana passada, que é “Para todos os Garotos que já amei”, baseado no livro best-seller escrito por Jenny Han e produção original da Netflix.

Resultado de imagem para para todos os garotos que já amei

Lara Jean (Lana Condor) sempre teve uma vida amorosa muito movimentada – pelo menos na cabeça dela! Para cada garoto por quem se apaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito pessoais, que de repente foram parar nas mãos dos destinatários. Agora, para fugir do constrangimento causado junto ao vizinho Josh (Israel Broussard), que é seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã mais velha, Lara Jean se envolve “de mentirinha” com Peter Kavinsky (Noah Centineo) – seu primeiro beijo. Ela quer se livrar da vergonha; ele quer fazer ciúmes na ex-namorada. Juntos, eles vão se envolvendo cada vez mais e descobrindo vários pontos em comum.

Resultado de imagem para lana condor e israel broussard

Sabe aquela típica história de amor high-school?! Então, o filme é isso. Uma produção bem levinha, água com açúcar, mas é um bom entretenimento. A beleza está na simplicidade da história e dos personagens. Não tem como não torcer pelo final feliz de Lara Jean – a atriz Lana Condor (de X-Men) é super carismática e defende bem a protagonista. Noah Centineo (de Austin e Ally) e Israel Broussard (de Bling Ring) também mandam bem no triângulo amoroso.

Sob a direção de Susan Johnson, Para Todos os Garotos que Já Amei tem uma fotografia simples e um roteiro aceitável, bem ao estilo Sessão da Tarde. #FicaDica E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

 

#Séries | Sense8 Episódio Final

Oi gente! 
Provavelmente vocês estão se perguntando porque eu ainda não falei do episódio final de Sense8. Pois bem, hoje é o dia! Primeiro preciso dizer o quanto fiquei chateado com a Netflix por ter cancelado essa série PREMATURAMENTE! Mas graças a Deus, que eles se redimiram, e pelo menos produziram um episódio final, com quase três horas, para encerrar com dignidade a história do cluster mais amado do mundo. E tudo isso graças aos brasileiros que, literalmente, encheram o saco da Netflix mandando milhares de mensagens para que o final acontecesse. E deu certo 

Como já falei aqui no blog, Sense8 era uma das minhas séries preferidas e quando lançaram o episódio final, não quis assistir logo de cara. Como as demais séries estavam quase acabando, resolvi esperar um pouco e agora, finalmente, consegui ver.

O episódio retoma de onde a história parou na segunda temporada: Will (Brian J. Smith), Capheus (Toby Onwumere), Kala (Tina Desai), Lito (Miguel Angel Silvestre), Nomi (Jamie Clayton), Riley (Tuppence Middleton) e Sun (Doona Bae) estão unidos fisicamente para salvar a vida de Wolfgang (Max Riemelt), ainda capturado pela misteriosa Organização de Preservação Biológica (OPB), um grupo de pesquisa com financiamento multigovernamental que passou a ser utilizado para caçar e fazer experimentos com membros de clusters. Para isso, eles sequestraram o Sussurros (Terrence Mann). Todo o especial gira em torno disso. Descobrimos um pouco mais sobre a Angelica (Daryl Hannah) e os planos da OPB. No balanço final, os produtores e roteiristas preferiram finalizar a história do que complicá-la mais com outras teorias – que até seriam interessantes, se bem trabalhadas.

Neste episódio final, assinado por J. Michael Straczynski e Lana Wachowski, o mais interessante foi o espaço que tiveram os coadjuvantes – os fãs também vão se divertir com Bug (Michael X. Sommers), Daniela (Eréndira Ibarra), Hernando (Alfonso Herrera), Mun (Sukku Son), Amanita (Freema Agyeman) e Rajan (Purab Kohli) roubando certas cenas.

O roteiro foi concluído de forma bastante coerente e nem preciso falar da qualidade da fotografia, trilha sonora, produção e edição. Temos diversa cenas de ação para agradar todos os tipos de fãs – desde as sequências clássicas de Sun mostrando o motivo de ter ficado conhecida como “o espírito de Van Damme” até Wolfgang mostrando sua habilidade com as armas mais potentes. E claro que não poderia faltar as cenas hots – que tanto caracterizaram Sense8.

É uma pena que a despedida da série tenha acontecido de forma tão precoce – principalmente sabendo o tanto de conteúdo que Sense8 ainda tinha para explorar. O episódio final é definitivamente uma carta de amor para os fãs, que vão vibrar, rir e se emocionar com a última aventura dos sensates.

Eaí, já viram o episódio final de Sense8? O que acharam? Gostavam da série assim como eu? E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | Dynasty

Oi gente!
Nos próximos posts teremos várias dicas de série, já que acabou a fall season nos EUA e as principais produções encerraram suas temporadas. Hoje vou falar de “Dynasty” nova série da CW, exibida simultaneamente na Netflix. O que falar de um seriado criado por dois grandes produtores – Josh Schwartz e Stephanie Savage – responsáveis por sucessos teens como Gossip Girl e The OC, além de ser um reboot de uma das séries de maior sucesso dos anos 80. Só poderia ser TOP.

Dynasty acompanha duas das famílias mais ricas dos Estados Unidos – os Carringtons e os Colbys, que lutam pelo controle de suas fortunas. Blake Carrington (Grant Show) e a jovem Crystal Flores (Nathalie Kelley) estão prestes a se casar, mas a notícia não agrada a todos, principalmente à filha do empresário Fallon Carrington (Elizabeth Gillies).

Além disso, Steven Carrington (James Mackay), só quer saber de gandaia, drogas e, eventualmente, embarcar numa vida política. O filho mais novo de Blake é perdidão e só quer curtir a grana do papai enquanto se envolve com alguns caras, entre eles Sammy Jo (Rafael de la Fuente), sobrinho de Crystal. Por trás de toda essa bagunça, Joseph Anders (Alan Dale) é o fiel mordomo da casa que sabe mais do que as paredes. Por outro lado, Jeff Colby (Sam Adegoke) quer acabar com a família Carrington por causa de problemas do passado e o melhor jeito é se envolvendo com Fallon, porém a moça mantém um caso amoroso mal resolvido com o motorista da família Michael Culhane (Robert Christopher Riley).

O remake segue praticamente a mesma trama da série original, que ficou no ar entre 1981 e 1989, porém houve algumas mudanças, tanto na parte da empresa como mudança de gênero em um personagem. Uma das primeiras mudanças foi a cidade onde se passa a série, na versão antiga os Carringtons eram da cidade de Denver se mudando para Atlanta nessa nova versão. Nos anos 80, Blake Carrington era um magnata do petróleo, hoje é o dono da maior empresa de energia global. Já a principal troca foi com relação ao personagem Sammy Jo – antigamente era a atriz Heather Locklear quem deu vida à sobrinha de Crystal – uma alpinista social que queria se aproveitar da riqueza dos Carringtons. No reboot, o personagem virou homem e até o momento está mais para “bom vivant” do que vilão aproveitador.

Dynasty pode não ser uma série super elaborada, mas é bem parecida com uma novela, cheia de reviravoltas. E, na minha opinião, essa é a melhor característica. No início, Fallon e Steve estão envolvidos com as maracutaias de Blake – eles são cúmplices de quase todas as decisões do patriarca quando a pauta é “defender a família”. Blake é o típico ricaço poderoso que tem uma equipe de espiões, policiais, advogados e infiltrados totalmente preparados para defender a reputação deles quando alguma polêmica surge. O primeiro impasse da trama envolve a morte de um antigo amante de Cristal – Matthew Blaisdel (Nick Wechsler – lembram dele? Era o Jack em Revenge). Em seguida, a esposa do falecido se torna uma pedra no sapato de Crystal. Já no meio da série, o passado da esposa de Blake vem à tona. E se não bastasse tudo isso, Alexis – mãe de Fallon e Steven retorna, transformando a vida de todos em um verdadeiro inferno.

No elenco, Elizabeth Gillies (a Jade West, de Victorius) e Nathalie Kelley (de The Vampire Diaries) protagonizam os principais momentos da série. Não são grandes interpretações, mas estão na média. Grant Show e Alan Dale são os grandes destaques. Já a indicada ao Globo de Ouro, Nicollette Sheridan faz uma ótima participação como Alexis Carrington – tanto que sua personagem será fixa na próxima temporada. Como vocês perceberam, não temos grandes nomes neste remake, diferente da original que trazia atores consagrados da época como John Forsythe, Linda Evans e Joan Collins.

Resultado de imagem para dynasty elizabeth gillies

Com 22 episódios para sua primeira temporada, Dynasty é um ótimo “novelão”, com tramas movimentadas, grandes reviravoltas e ótimos personagens. A série já foi confirmada para sua segunda temporada e retorna dia 11 de outubro na CW e na Netflix. E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | 2ª temporada de 13 Reasons Why

Oi gente!
Acabei de maratonar a 2ª temporada de “13 Reasons Why”, lançada pela Netflix. A 1ª temporada da série foi baseada no livro escrito por Jay Asher, e com o enorme sucesso, foi lançada uma continuação (que não existe no livro). E este é aquele típico exemplo de “deixa quieto enquanto está bom”.

A história gira em torno de Hannah Baker (Katherine Langford, que continua ótima) – a jovem que decide tirar a própria vida e deixa 13 fitas-cassete narrando os motivos que a levaram a isso. A continuação mostrou o julgamento do processo movido pelos pais de Hannah contra a omissão da escola Liberty. Dessa forma, a nova temporada foi narrada pelos demais personagens, mostrando as suas versões da história e como a morte de Hannah afetou suas vidas. Paralelamente, a série vai mostrando o desenrolar de um enredo a partir de imagens de polaroids que são entregues a Clay Jensen (Dylan Minnette).

Clay tenta seguir em frente namorando Skye (Sosie Bacon), uma jovem que também lida com problemas emocionais, mas segue assombrado pela presença da garota por quem era apaixonado. Literalmente: o rapaz passa a ter visões de Hannah e a conversar com ela. Mas a atenção especial é dada a história de Jéssica (Alisha Boe), que tem de lidar com sua condição de sobrevivente de estupro enquanto vê seu abusador, o atleta Bryce Walker (Justin Prentice), circular livremente pelos corredores da escola.

Na minha opinião, o maior problema da série é o roteiro, que foi mal desenvolvido. Uma história que já tinha sido muito comentada, tanto falando bem como falando mal; um assunto que precisa ser discutido, e ainda assim, o desenvolvimento se tornou arrastado – mais treze episódios foram muitos, a história teve uma barriga, cenas desnecessárias e muitas falhas de continuação.

Uma coisa interessante foi a mensagem trazida no início do primeiro episódio. Quando a primeira temporada foi lançada, muito se falou sobre ela influenciar jovens em depressão a se suicidarem. Agora, eles trouxeram parte do elenco conversando com o espectador, inclusive vou copiar todo o texto apresentado:

“13 Reasons Why é uma série de ficção que lida com dificuldades, questões do mundo real, tratando de violência sexual, abuso de substâncias, entre outros. Ao acender uma luz sob esses tópicos difíceis, nós esperamos que nosso show possa ajudar espectadores a começar uma conversa. Mas se você está lutando contra essas questões, essa série pode não ser boa para você, ou você pode querer vê-la com um adulto de confiança. Se você já sentiu a necessidade de ter alguém para conversar, aproxime-se de seus pais, amigos, um conselheiro escolar ou um adulto em que confie. Ligue para uma linha de assistência local ou vá em 13reasonswhy.info, pois no minuto em que você começa a falar sobre, fica mais fácil”.

 

Já outro ponto negativo nesta continuação é a mudança no perfil de alguns personagens. Tudo que bem que todos eles enfrentaram as consequências do que fizeram, mas alguns casos não deram certo. Courtney e Ryan, por exemplo, aparecem brevemente apenas para cumprir espaço. Cada um ganha um episódio, mas depois praticamente somem. Depois de tudo o que fizeram com Hannah na primeira temporada, viram os mocinhos inocentes dignos de pena. Zach conta que manteve um namoro com Hannah – algo que deveria ter sido exposto na primeira temporada pela personagem, já que foi um dos pontos que a magoou. E, particularmente, eu não gosto do desempenho de Dylan Minnette como Clay. Mais uma vez ele traz uma interpretação quase robótica, sem emoção.

Quem se destaca é Miles Heizer – Alex Standall; que sobreviveu à própria tentativa de suicídio, mas ficou com sequelas que vão desde perda de memória até problemas para andar; Justin Prentice – o estuprador Bryce Walker, ídolo dos times de beisebol e futebol da escola e que passa normalmente pelo julgamento como se nada tivesse acontecido; Alisha Boe – Jéssica Davis, que sofreu abuso sexual e a atriz consegue passar toda a emoção necessária; Brandon Flynn –  Justin Foley que após tudo o que aconteceu foi morar nas ruas e se tornou dependente de heroína; além da veterana Kate Walsh que vive a mãe de Hannah. Mas o grande destaque mesmo é o ator Devin Druid, que interpreta Tyler. O personagem é o que teve o melhor desenvolvimento e chances de crescimento na série. Tanto que uma cena no último episódio chocou a todos e será fundamental para a continuação, caso haja sequência.

O que aconteceu com Hannah, Jessica, Alex, Tyler e os outros, acontece diariamente com jovens ao redor do mundo. É fundamental que tenhamos tais temáticas abordadas no mundo do entretenimento, dessa forma a Netflix acertou em investir em 13 Reasons Why. O que faltou mesmo foi um bom roteiro, sem furos e mais dinâmico.

Na minha opinião acho que deveria ter uma terceira temporada. E vocês, o que acham? Aproveitem e me sigam nas redes sociais 

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | La Casa de Papel

Oi gente!
Primeiro, me perdoem pelo tempo que fiquei sem postar nada aqui, esses últimos dias foram bem corridos! Mas, bora trazer mais dica de séries!! Como falei no post anterior, tenho várias séries para indicar, porém com os posts dos filmes do Oscar, acabei deixando para postar agora.

Hoje vou falar de “La Casa de Papel” – com certeza vocês já viram essa série em diversos blogs, sites e canais por aí – até pensei em deixar de lado esse post – mas foi uma produção que eu simplesmente amei! E agora vou trazer 5 motivos para se apaixonar por LCDP.

1º – A HISTÓRIA

La Casa de Papel acompanha um homem chamado de Professor, vivido por Álvaro Morte, recrutando um grupo de pessoas com habilidades específicas para algo que planeja há tempos: um roubo de proporções homéricas. Enquanto ele tem o plano perfeito, Tokio (Úrsula Corberó), Rio (Miguel Herrán), Nairóbi (Alba Flores), Berlim (Pedro Alonso), Moscou (Paco Tous), Denver (Jaime Lorente), Helsinque (Darko Peric) e Oslo (Roberto García Ruiz) têm as habilidades necessárias para colocá-lo em ação – todos têm nomes de cidades para protegerem a própria identidade dentro do grupo: quanto menos se relacionarem entre si e souberem um do outro, melhor para o sucesso da missão.

Paralelamente, conhecemos a inspetora encarregada pelo assalto, Raquel (Itziar Ituño). Passando pela pior fase de sua vida, o que ela menos precisava é ter toda a mídia voltada para si. Por fim, alguns dos reféns ganham destaque na trama. Algumas histórias individuais nos levam a pensar sobre quem são os verdadeiros vilões em La Casa de Papel.

2º ELENCO

Com um elenco estreante, La Casa de Papel consegue revelar ótimos atores – principalmente as mulheres – Úrsula Corberó é o grande destaque fazendo sua Tokio uma personagem incrível. Preste atenção também em Nairóbi, interpretada por Alba Flores, outra mulher forte e carismática que tem um importante motivo para participar do assalto. E em Itziar Ituño – a inspetora Raquel Murillo – policial que, de uma tenda instalada em frente à Casa da Moeda, comanda a negociação com os sequestradores e o resgate dos reféns, além de se envolver num caso de amor eletrizante com o Professor.

Destaque também aos atores Miguel Herrán (Rio), Pedro Alonso (Berlin), Jaime Lorente López (Denver) e Paco Tous (Moscou).

3º PERSONAGENS

Além do elenco incrível, os personagens também foram bem construídos. Então, não se assuste se você começar a torcer pelos bandidos. Esse é um dos principais motivos para a série ser TOP – eles conseguem fazer com que torçamos pelos ladrões e para que o plano milimetricamente elaborado por eles dê certo. Eles se mostram humanos  e suas histórias nos convencem, se tornando eletrizante ao longo dos episódios.

4º ROTEIRO

A série tem uma qualidade interessante e mesmo com uns poucos furos no roteiro você consegue ficar preso e interessado no próximo grande momento que te aguarda no fim do episódio. É tudo muito bem estruturado para te fazer assistir um episódio atrás do outro, perfeito para uma boa maratona!

5º SÉRIE ESTRANGEIRA

Por fim, “La Casa de Papel” é uma série espanhola! Geralmente estamos acostumados a ver séries americanas ou, de vez em quando, inglesas, portanto é ótimo quando vemos uma produção fora desse eixo. Já tinha falado isso na minha resenha de “Dark” – série da Alemanha.

LCDP está disponível na Netflix, com 13 episódios na 1ª Temporada. A 2ª Temporada já foi disponibilizada na Europa, porém ainda não estreou na Netflix do Brasil. Porém, dá para ver em vários sites online – inclusive eu não aguentei e já vi todos os episódios!

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | Dark

Oi gente!
Hoje tem uma dica mega bacana de série! “Dark” é uma produção alemã da Netflix e traz uma história envolvente de suspense e investigação. E olha que foi uma agradável surpresa, pois sempre nos atemos às séries americanas – de vez em quando uma britânica – mas nunca havia visto nenhuma série alemã, então não dava nada por ela, mas se surpreendi.

Além disso, muitos falavam que era a nova Stranger Things – que nós amamos, inclusive tem resenha da 2ª temporada AQUI. Mas a única coisa em comum é o fato de ter desaparecimento de crianças e um clima mais sombrio. De resto, não tem nada a ver com ST, que traz um lado mais cult pop, e Dark explora conflitos da ciência com relação à viagem no tempo.

A história se passa em três períodos – 1953, 1986 e 2019 (curiosamente 33 anos separando cada época). A cidade de Winden gira em torno de uma enorme usina nuclear e é cercada por quilômetros de florestas. Por ser tão isolada e restrita, Winden é o tipo de lugar onde todas as pessoas se conhecem, famílias perduram por gerações e segredos se perpetuam ao longo do tempo.

O espectador é apresentado a personagens com alto grau de dramaticidade como o jovem Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), que carrega a angústia de não entender o suicídio do pai; ou sua mãe Hannah, (Maja Schöne) que vive um caso proibido com Ulrich Nielsen (Oliver Masucci), homem que entra em uma jornada atrás do filho desaparecido Mikkel (Daan Lennard Liebrenz). Paralelamente, vemos os mesmos personagens em outros anos e conhecemos Noah, um padre que está tentando construir uma máquina do tempo. Conforme a história vai avançando, a trama evolui e somos introduzidos a uma dinâmica onde passado, presente e futuro coexistem de forma não necessariamente linear. E gente, vou parar por aqui senão acabo dando SPOILERS.

Vou falar então da parte técnica. Inclusive vou dar um conselho – não maratonem Dark. SÉRIO! Ela é uma série bem complexa – em vários momentos eu tive que voltar para tentar entender. Além disso, ela é bem tensa, então não vale a pena maratonar. Assista com calma!!

Como ponto positivo destaco a fotografia – que está incrível, com aquele clima escuro, e cores fracas e fortes contrastando, iluminação sombria, o que traz ainda mais tensão. Os planos também são caprichados, têm vários planos sequências, com cenas longas e diálogos que intrigam. A trilha sonora também está perfeita. Cada episódio foi bem dirigido e produzido, sempre tendo um gancho no final, que nos deixa com aquela vontade de saber o que vai acontecer. O elenco também está muito bem, com destaque para Louis Hofmann (Jonas), Karoline Eichhorn (Charlotte Doppler), Mark Waschke (como o “vilão” Noah) e o pequeno Daan Lennard Liebrenz (Mikkel). Já um ponto negativo que destaco é que a primeira temporada trouxe vários mistérios não resolvidos – talvez alguns desses até nos ajudariam a entender mais a trama. Possivelmente, essas pendências deverão ser resolvidas ou explicadas na segunda temporada.

Sem qualquer exagero, Dark já pode ser considerada uma das melhores séries do ano, que entretêm e instiga os espectador a pensar em diversas teorias, trazendo uma trama inteligente de ficção científica, com um ótimo elenco. O resultado final não poderia ser mais satisfatório.

Instagram do Entrelinhas Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | 2ª temporada de The Crown

Oi gente,
Bora começar o ano com uma super dica! No final de 2017 eu assisti a 2ª temporada de The Crown, mas deixei para falar dela agora. A série mais cara produzida pela Netflix continua com cenários, figurinos e atuações impecáveis. E antes que eu me esqueça, a resenha tem SPOILERS!!

A série conta a história, baseada em fatos reais, da monarquia inglesa, centrada na rainha Elizabeth 2ª (Claire Foy), que está no trono britânico desde 1952, quando assumiu aos 25 anos. A nova temporada se passa entre os anos 1956 e 1963, mostrando o relacionamento da Inglaterra com outros países em eventos chaves, como a tensão com o Egito do ditador Nasser e o controle do canal de Suez, a quase conversão de Gana em uma República Socialista, a descoberta de um informante nazista dentro da alta corte inglesa durante a Segunda Guerra e a visita do casal Kennedy.

A produção também explora a vida do Duque de Edimburgo (Matt Smith), mostrando como sua infância e educação impactaram no homem, no pai e no Príncipe Consorte que viria a ser. O ator Matt Smith é um dos grandes destaques, tanto que seu personagem teve muito mais espaço e visibilidade nessa temporada, inclusive mostrando as supostas infidelidades do duque e as brigas com a rainha provocadas pela viagem de Philip ao longo de cinco meses pelos países da Commonwealth, quando fez abertura das Olimpíadas de Sydney, na Austrália.

No campo político, o recém-nomeado Primeiro Ministro, Anthony Eden (Jeremy Northam), não poderia estar em pior situação com a crise do Canal de Suez, retomado à força pelos egípcios. As coisas ficam mais complicadas para a monarquia quando Eileen (Chloe Pirrie), esposa de Mike Parker (Daniel Ings), assistente pessoal de Philip, e que também faz parte de sua viagem, decide se divorciar alegando abandono do lar, bem como adultério.

Enquanto isso, a princesa Margaret (Vanessa Kirby) segue cada vez mais deprimida com a ideia de que jamais irá se casar, enquanto espera noticias de Peter Townsend (Ben Miles), na Bélgica. Uma proposta de casamento de um amigo, seguido de um pedido de Elizabeth para adiar o anúncio até o nascimento de seu terceiro filho, bem como o inusitado encontro com o charmoso fotógrafo Anthony Armstrong-Jones (Matthew Goode), aliado à uma carta de Townsend informando seu pretenso noivado com uma jovem belga, faz com que Margaret acabe finalmente se casando com Jones. Embora investigado pelos assessores de Elizabeth, os quais descobrem vários casos amorosos da parte de Jones, ela decide não estragar novamente os planos de felicidade da irmã. A atriz Vanessa Kirby novamente está incrível como a irmã da rainha e é outro grande destaque.

Vale destacar também o episódio onde houve um flashback envolvendo Winston Churchill e o rei George VI, servindo para matarmos a saudade de John Lithgow e Jared Harris. Outro momento deleitável da série traz mais uma vez o confronto entre Elizabeth e Philip, desta vez no que diz respeito à educação de Charles (Billy Jenkins). Ao final, no auge de mais crise política que pode se tornar escândalo real, uma foto comprometedora de uma festa patrocinada pelo osteopata de Philip envolvendo prostitutas e espiões russos vem à tona, aliada ainda à renuncia ao cargo do Primeiro Ministro, Harold MacMillan (Anton Lesser). Agora, Elizabeth, grávida de seu quarto filho, isola-se no interior, enquanto suspeita cada vez mais da infidelidade do marido.


The Crown teve uma 2ª temporada “mais política”. Tudo bem que trata-se de uma série biográfica, com fatos que realmente aconteceram, mas achei que esta temporada não abordou tantos assuntos como a primeira. Os episódios do meio da temporada tiveram uma barriga, sendo necessário que alguns assuntos demorassem para se desenvolver. Ainda assim, o roteiro foi muito bem desenvolvido e com atuações impecáveis, principalmente Claire Foy, que se despede da personagem a qual lhe rendeu um Globo de Ouro em 2017. A terceira temporada deverá trazer novos atores nos papéis principais.

Gostaram da dica? Quem aí assiste The Crown? Leia a crítica da primeira temporada AQUI!

Instagram do Entrelinhas Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | Stranger Things 2

Oi gente!

Finalmente a Netflix lançou a 2ª temporada do fenômeno Stranger Things!! Estávamos muito ansiosos pela volta de Eleven e companhia. E preciso dizer que a nova temporada não decepcionou, foi tão incrível quanto a primeira – os irmãos Duffer nos presentearam com mais nove episódios recheados de suspense e muitas referências aos anos 80.

A nova temporada se passa um ano após o final da primeira, que inclusive nos deixou muitos questionamentos, principalmente com relação à Eleven (Millie Bobby Brown), que supostamente havia explodiu junto com o Demogorgon. Temos também o caso de Will (Noah Schnapp). Após ser resgatado do Mundo Invertido, o garoto parecia normal, mas nos momentos finais da temporada anterior podemos ver o garoto vomitando uma criatura estranha e tendo uma breve visão do Mundo Invertido. E já cabe aqui fazer um parênteses para elogiar o talento desses dois atores!! (Millie Bobby Brown perfeita como sempre interpretando a Eleven – muito amor por ela! Já Noah Schnapp, que não havia aparecido muito na primeira temporada, simplesmente arrasou! Um show de atuação!)

Will após tudo o que passou no Mundo Invertido, segue sua vida com o apoio dos amigos Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin), da mãe Joyce (Winona Ryder) – cada vez mais super protetora e do xerife Hopper (David Harbour), que começou a investigar plantações locais de abóbora que estão apodrecendo misteriosamente. Temos também a história do trio Nancy (Natalia Dyer), Jonathan (Charlie Heaton) e Steve (Joe Keery). A garota não se conforma com o encobrimento da morte da amiga Barb e tenta “fazer justiça” ao mesmo tempo que se vê dividida amorosamente entre o namorado Steve e o amigo Jonathan.

Além disso, a segunda temporada trouxe novos personagens – com destaque para os irmãos Max (Sadie Sink) e Billy (Dacre Montgomery). A garota enfrenta problemas familiares e veio para se juntar ao grupo dos meninos, após o sumiço de Eleven. Foi muito divertida a relação dela com o Dustin e Lucas, que passam a disputar cada vez mais a sua atenção. Já o irmão Billy veio para ser o novo embuste da história, já que o Steve ficou bonzinho e começou a ajudar os garotos. Tem a irmã do Lucas – a garotinha com uma cena já conquistou a todos! E tem também o ator Sean Astin – para quem não se lembra, ele fez o Sam na trilogia Senhor dos Anéis e também era o Mikey de Os Goonies – e agora faz o novo namorado da Joyce. Ele apareceu pouco, mas nos conquistou super!! #tristes #QuemAssistiuVaiEntender.

No geral eu gostei bastante dessa segunda temporada, principalmente pelas referências à cultura pop dos anos 80 – os meninos vestidos como Caça Fantasmas, o filme Exterminador do Futuro passando nos cinemas e em comerciais na TV, a relação de Dustin e Dart como em E.T, além da trilha sonora recheada de sucessos. Ainda há muitas referências, que com certeza dariam um post – comentem aí se vocês gostariam que eu fizesse esse post só contando as referências e easter eggs de Stranger Things.

Outro destaque são as relações criadas entre os personagens, principalmente entre o Hopper e a Eleven – ele a protegeu e a escondeu na sua cabana e, para quem não lembra, na primeira temporada mostrou que ele perdeu uma filha, então a relação dos dois é super emocionante, principalmente no final. Tem também o Dustin e o Steve, que ficaram super amigos e foi uma relação bem imprevista – o Steve deixou de ser aquele cara chato e começou a ajudar as crianças, inclusive ele dando conselhos para o Dustin de como se conquistar as meninas foi super engraçado. E por fim, merece destaque a relação mãe-filho da Joyce e o Will – a Wynona Ryder arrasou na cena do exorcismo do filho. Foi show!

Mas ainda assim, tenho algumas críticas – na minha opinião poderiam ter explorado mais a Eleven, ela foi o grande sucesso da primeira temporada e teve menos destaque nessa. Acredito que irão fazer isso na terceira temporada, que deve girar mais em torno do laboratório, do Dr. Brenner e das crianças que serviam como experimento. Inclusive houve um episódio só para mostrar a Eleven descobrindo algumas coisas do passado, mas foi um capítulo um pouco controverso, alguns gostaram, outros odiaram porque fugiu do estilo de gravação da série. Fiquei um pouco decepcionado também com o surgimento dela no primeiro episódio – eu esperava algo mais impactante e acabou sendo uma cena óbvia.

Enfim, a série continuou com o alto nível da primeira temporada, continua sendo super original, trouxe uma fotografia e efeitos visuais bem melhores, um elenco mega afiado – as crianças principalmente são o grande destaque, a história foi bem desenvolvida e ainda deixou ganchos para a próxima temporada. Quem ainda não viu Stranger Things está perdendo uma série incrível!

Instagram do Entrelinhas Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | Atypical

Oi gente,
Hoje tenho uma dica de série bem bacana – “Atypical” é a nova produção da Netflix, que mistura drama e comédia ao contar a história de Sam (Keir Gilchrist, de “United States of Tara”), um jovem autista de 18 anos que está em busca de sua própria independência, tentando arrumar uma namorada. Nesta jornada, repleta de desafios, mas que rende algumas risadas, ele e sua família aprendem a lidar com as dificuldades da vida e descobrem que o significado de “ser uma pessoa normal” não é tão óbvio assim.

E o mais legal da produção é que ela não foca totalmente no drama de Sam, mas sim na história da família toda – a mãe Elsa (Jennifer Jason Leigh, indicada ao Oscar por “Os Oito Odiados”), que é super protetora e passa por problemas no casamento, o que a leva a ter um caso extraconjugal com Nick (Raul Castillo, de “Gotham”); o pai Doug (Michael Rapaport, de “Boston Public” e “Prison Break”), que não possui muitas coisas em comum com o filho, mas tenta se aproximar dele e entende-lo; a irmã Casey (a estreante Brigette Lundy-Paine), que sempre viveu à sombra do irmão e agora está conseguindo suas próprias conquistas ao lado do namorado Evan (Graham Rogers); e por fim, a terapeuta Julia (Amy Okuda), que também tem um papel muito importante no desenvolvimento de Sam.

Eu simplesmente adorei “Atypical” porque consegue juntar o drama e a comédia, sem ser clichê ou muito didático. E não tem como não gostar do protagonista Sam – devido ao autismo, ele é muito direto, fala tudo o que pensa sem ter um “filtro” e também tem dificuldades para se socializar, tanto que a típica e já batida história de namoro adolescente ganha uma outra visão mais humana.

E para mim, o grande destaque no elenco, além do ator Keir Gilchrist, é a jovem Brigette Lundy-Paine, que faz a irmã Casey – é seu primeiro papel e ela simplesmente arrasa! Quando os dois irmãos estão juntos, é melhor ainda. A personagem também traz uma história carregada – ela é a mais nova, porém nunca teve atenção dos pais, já que os cuidados eram voltados sempre para o Sam, além disso ela tem um jeito mais masculino e precisa se esforçar ao máximo para ser notada, tanto que a válvula de escape dela é o atletismo – ela se esforça tanto que consegue uma bolsa numa das melhores escolas e ainda assim não tem todo o reconhecimento por parte dos pais. E, se não bastasse tudo isso, é ela quem descobre que a mãe tem um amante. Sério mesmo, Brigette Lundy-Paine é uma grande revelação.

A direção e produção da série (a cargo de Robia Rashid, de “How I Met Your Mother”) também é ótima – tem várias cenas em plano fechado, principalmente quando mostra o Sam – tem muito jogo de luz e som para que o espectador possa ver e sentir o que o protagonista está passando. E tem uma cena (não quero dar muitos SPOILERS), mas é uma cena incrível quando o Sam tem um “surto” no ônibus – é para chorar litros! E a trilha sonora também é sensacional.

Com 8 episódios que não perdem tempo e vão direto ao ponto – ou seja, dá para fazer aquela maratona básica – “Atypical” emociona sem ser melodramático, faz rir sem precisar fazer piadas forçadas e ainda traz um tema importante a ser ampliado na sociedade. Vale muito a pena conferir.