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#Filme | Por Lugares Incríveis

Oi gente!
Nesta semana a Netflix lançou o filme “Por Lugares Incríveis”, baseado no livro de mesmo nome da autora Jennifer Niven. Dirigido por Brett Haley, o longa é estrelado por Elle Fanning e Justice Smith.

Na história, Violet Markey (Fanning) é atormentada pela culpa de ter sobrevivido ao acidente de carro que matou sua irmã; e Theodore Finch (Smith) sofre com o descaso da família, o bullying na escola e a constante sensação de não pertencimento. Os dois se conhecem em um momento delicado – Violet está prestes a cometer suicídio e Theodore oferece ajuda e uma promessa de que ela não está mais sozinha em sua luta. Ele também procura motivos para permanecer vivo. Seu quarto está rodeado de post-its destacados por cores que servem como um guia. Finch está em depressão e apresenta mudanças constantes de humor – causando destruição e abandono de aulas por períodos longos – que lhe rendeu o apelido de “aberração” por seus colegas de classe. Os dois passam a construir uma amizade após precisarem fazer um trabalho escolar juntos – ambos precisam conhecer lugares incríveis do estado de Indiana, onde moram, para escrever sobre o que esses lugares representam. De uma amizade, vai nascendo um amor. Juntos, eles percebem que as coisas mais simples e que costumamos deixar pra lá, são as mais importantes e que merecem nossa atenção.

Primeiramente, preciso alertar que o filme pode ativar gatilhos, pois fala sobre suicídio, depressão, luto, transtorno de bipolaridade e distúrbios psicológicos. Então se você passa por algo parecido, talvez assistir não é a melhor opção. Inclusive, reforço aqui a necessidade de procurar ajuda profissional em algum momento difícil da vida. Conversar é sempre uma boa solução.

Falando agora do filme, confesso que me decepcionei. Tinha expectativas de que seria algo bacana, mas infelizmente o longa não me agradou 100% por aliviar a sua principal discussão. “Por Lugares Incríveis” tentou ser mais um romance adolescente do que um alerta para os transtornos mentais. O livro é mais denso e desenvolve o assunto com muita propriedade. Aqui temos uma retratação muito rasa, os personagens acabam não tendo a profundidade necessária.

Pessoal, de certa forma, preciso fazer certas comparações com o livro, que até hoje ainda é um best seller. O personagem Theodore Finch é o “grande plot”, tanto no livro como no filme, porém no livro ele é melhor trabalhado. A autora consegue mostrar seu drama psicológico, a depressão que ele passa, por camadas, ao longo da história. É nítido perceber que enquanto ele “salva” a Violet, ele se afunda cada vez mais. No filme isso não fica tão claro, apenas percebemos quando ocorre os acontecimentos do final. Talvez tenha sido uma decisão dos roteiristas, já que isso causa sim um espanto a quem está assistindo, pois se você não leu o livro, é bem provável que não esperava o final. No longa, me deu a sensação de que não havia necessidade de certos dramas em certos momentos, isso por causa da falta de complexidade. Acredito que eles quiseram passar a ideia de que a depressão é algo que nem sempre a gente percebe, mesmo sendo uma pessoa super próxima. A Violet até percebe sim, mas não teve poder para ajudar. A depressão atua em silêncio. Muitas pessoas que parecem estar felizes podem estar sofrendo por dentro. O ato final de Finch foi salvar alguém, já que ele sabia que era tarde demais para ser salvo.

Com relação à atuação, gostei da escolha dos atores principais – Elle Fanning e Justice Smith desenvolveram uma química interessante para seus personagens. A construção emocional de Violet é consistente graças a Fanning. Ela transmite a alegria e devastação de Violet de forma surpreendente. A trilha sonora também é um ponto forte por trazer uma mistura de momentos leves e outros mais tristes, combinando com a mensagem que o filme passa.

Ao final, “Por Lugares Incríveis” é mais um melodrama adolescente do que um filme com força para discutir problemas sérios. Acho que a história sobre superação, lidar com as dores e a busca de um refúgio poderia ter sido mais intensa. Para quem gosta de romances teen, pode ser uma boa opção. Recomendo mais a leitura do livro!

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#Filme | História de um Casamento

Oi gente!
A cerimônia do Oscar está chegando (dia 09 de fevereiro) e estou intensificando minha maratona dos filmes que concorrem neste ano – hoje vou falar de “História de um Casamento” – longa escrito e dirigido por Noah Baumbach para a Netflix, e que concorre em 6 categorias – melhor filme, ator (Adam Driver), atriz (Scarlett Johansson), atriz coadjuvante (Laura Dern), trilha sonora e roteiro original.

A história gira em torno de Nicole (Scarlett Johansson) e seu marido Charlie (Adam Driver), que estão casados há mais de dez anos e atualmente passam por muitos problemas, optando pelo divórcio. O casal possui interesses contrários em relação ao trabalho – ele quer seguir trabalhando com sua companhia de teatro em Nova York e ela deseja seguir carreira em Los Angeles. Os dois concordam em não contratar advogados para tratar do divórcio, mas Nicole muda de ideia após receber a indicação da renomada Nora Fanshaw (Laura Dern), especialista no assunto. Surpreso com a decisão da agora ex-esposa, Charlie precisa encontrar um advogado para tratar da custódia do filho deles, o pequeno Henry (Azhy Robertson). Com a nova postura de Nicole, Charlie terá que mudar completamente sua vida, se quiser continuar vendo o filho.

Preciso começar dizendo que “História de um Casamento” é um filme fantástico! Inspirado no seu próprio relacionamento com a atriz Jennifer Jason Leigh, com quem esteve casado de 2005 a 2013, o diretor Noah Baumbach nos traz um relato verdadeiro de um casamento desgastado, levando em consideração interesses pessoais, que se sobrepõem a todos os anos de união. O longa começa com os protagonistas enaltecendo características do cônjuge, em um exercício de terapia de casal – praticamente podemos considerar um grande pedido de socorro de cada um. Depois, a relação só vem ladeira abaixo. Interessante analisar como a história nos faz pensar em cada um dos lados – primeiramente, Nicole expõe que nunca teve “voz” no casamento, que sempre fez todas as vontades do marido, até que decide por um ponto final. Com toda a discussão apresentada, a tendência é ficar ao lado dela, já que vemos que Charlie realmente não é uma pessoa ligada aos momentos que culminaram no divórcio. Depois, com a repentina decisão de Nicole em contratar uma advogada, visto o combinado de não envolver profissionais, pendemos em ficar ao lado do marido, que praticamente precisa mudar toda sua vida, tendo que cruzar o país toda semana para ver o filho, adquirir residência fixa em outro estado, sofrer com a alienação imposta pela mãe, além de ter que pagar os honorários de seu advogado quanto parte da advogada da esposa.

E o que falar da atuação de Scarlett Johansson e Adam Driver!? Os atores estão em perfeita sintonia, mostraram domínio de seus personagens e tiveram cenas perfeitas para brilharem. Quem também se destaca é Laura Dern, extremamente segura no papel de uma advogada fria e calculista. A direção de Noah Baumbach é outro ponto forte – as cenas mostram uma leveza ao mesmo tempo que incomodam com as atitudes. O jogo de câmera quase sem cortes, com cenas longas e zoom no rosto – principalmente da Scarlett – são técnicas utilizadas que dão um toque interessante à produção.

Infelizmente é um filme que não terá grandes expressões no Oscar – aposto na vitória de Laura Dern como melhor atriz coadjuvante, apenas.

Já falei de “Dois Papas” (AQUI), “Parasita” (AQUI), “Ford Vs Ferrari” (AQUI) e “Adoráveis Mulheres” (AQUI), “O Escândalo” (AQUI), “Jojo Rabbit” (AQUI).

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#Filme | Dois Papas

Oi gente!
Começou a temporada de premiações do cinema e nestes próximos posts vou trazer dicas de alguns filmes que concorrem nas principais categorias dessas cerimônias. Logo nos primeiros dias do ano, assisti ao filme “Dois Papas”, do diretor brasileiro Fernando Meirelles.

O longa da Netflix, inspirado em eventos reais, nos leva de volta ao começo do século, logo após a morte do Papa João Paulo II, quando o povo cristão se reuniu na Praça de São Pedro no Vaticano, à espera de um novo pontífice que representaria a Igreja católica, e este veio no conservador alemão Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI. Sendo quase eleito, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio retornou para a Argentina, seu país de origem. Sua vida também é retratada em diversos flashbacks, mostrando sua celebração entre os pobres, sua torcida pelo San Lorenzo – seu time do coração, e até mesmo parte de sua juventude. Porém, com o passar de alguns anos, ele se encontra frustrado com a direção que a Igreja estava tomando, e resolve pedir permissão para o líder católico para se aposentar do cargo. Mas, o Papa Bento XVI enfrenta uma das grandes crises do Vaticano – sobre padres incestuosos e diversas outras denúncias que apareciam no mundo todo, e, que em sua maioria eram acobertadas pela própria igreja.  Na Itália, os “dois papas” iniciam uma longa conversa onde debatem não só os rumos do catolicismo, mas também afeições e peculiaridades da personalidade de cada um.

Para começar, já confesso que assisti este filme sem grandes expectativas, pois achei que não iria gostar. E é tão bom quando a gente se surpreende, não é mesmo?! O longa é muito bom! E existem dois méritos de maior destaque no filme de Fernando Meirelles: os diálogos entre os personagens-título e as performances de Jonathan Pryce e Anthony Hopkins – estão absolutamente fascinantes em seus papéis. A semelhança física dos dois atores com os personagens históricos que representam já é algo notável. Os dois atores assumem a seriedade e o pensamento desses dois religiosos e recebem um texto forte, respeitoso e muito verdadeiro sobre aquilo que o mundo pensa a respeito da igreja como um todo. As diferentes visões de Bento e Francisco sobre variados assuntos — da doutrina católica a futebol — tornam o filme cativante, mesmo para quem não é religioso. Os dois não concordam em nada, mas encontram uma via de respeito, um belo exemplo no atual contexto.

Destaque também para o ator argentino Juan Minujin que interpreta o cardeal Bergoglio nos flashbacks. Ele faz um ótimo trabalho, aliado à toda composição maravilhosa que o filme traz. As cenas do passado – algumas até em preto e branco, com formato de tela diferente e filtro antigo – retratam um período nebuloso do papa argentino, fases que ele mesmo já disse se arrepender muito. O tom documental traz ainda mais realismo à produção. Claro que algumas coisas não são tão verdadeiras, afinal é um filme baseado em fatos reais, após o roteiro seguir o livro “Dois Papas: Francisco, Bento e a decisão que abalou o mundo”. A cena final, por exemplo, é hilária, apesar de não ser verdadeira. Ainda assim é um longa interessante, com diálogos maravilhosos, super reflexivo, com atuações impecáveis e uma direção segura do brasileiro Fernando Meirelles. Vale a pena conferir.

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#Série | You – 2ª Temporada

Oi gente!
Depois de uns dias que tirei para aproveitar as festividades de fim do ano, bora voltar com tudo para 2020! E não pensem vocês que fiquei parado, sem assistir nada esses dias! Porque eu vi várias séries e filmes para trazer aqui! Uma delas foi a 2ª temporada de “You”, lançada na Netflix.

Quer conferir a crítica da 1ª temporada? Clica aqui!

Após todos os acontecimentos em Nova York, Joe Goldberg (Penn Badgley) muda-se para Los Angeles, com a finalidade de fugir de Candace (Ambyr Childers) e começar uma nova vida. É lá que ele conhece Love Quinn (Victoria Pedretti) – seu “novo alvo”. A garota vem de uma família rica, com diversos problemas. Junto com o irmão Forty (James Scully), Love administra a loja Anavrin (“Nirvana” ao contrário) que mescla livros e gastronomia – um lugar perfeito para Joe, que agora é Will, após roubar uma nova identidade. Em Los Angeles, Will/Joe também vai se envolver com Delilah (Carmela Zumbado) e sua irmã Ellie (Jenna Ortega).

Até aqui comecei bem, sem spoilers! A partir daqui não posso prometer nada! Então vamos lá, de um modo em geral, achei a temporada bem variável, com altos e baixos. Para falar a verdade, gostei mais da metade para o final, e vou explicar o porquê. Os primeiros episódios me pareceram bem repetitivos em relação à primeira temporada.

A história é a mesma – Will se apaixona por uma garota, começa a stalkeá-la e desenvolve uma amizade com um personagem que se tornará uma válvula de escape – neste caso é a Ellie; na primeira temporada foi o Paco. Há uma pessoa que faz mal a esse personagem – Henderson, que se mostra um famoso que gosta de abusar de garotas menores de idade – e para isso, o Will precisa ativar seu modo “herói”. Nós já vimos essa base narrativa antes, acho que não precisava se repetir, poderia ter acontecido de outro modo. Também fica um pouco complicado entender as intensões do personagem. O primeiro episódio foi muito bom e teve um plot no final mostrando que o personagem continuava igual e já estava de olho em uma nova presa. Já no segundo episódio, do nada, ele passa a ter atitudes como se quisesse uma redenção.

E para mim, uma outra crítica que faço é com relação à personagem Candace – totalmente mal construída! Ela voltou no final da temporada anterior (um dos melhores plots) para infernizar a vida do Joe/Will, fazendo com que ele pagasse por seus crimes. Mas descobrimos que a personagem não possuía nenhum plano para isso. Em alguns momentos ela tem uma atitude toda fodona, como se tivesse superado tudo e realmente quisesse vingança. Em outros momentos, ela é frágil e não consegue nem o abraçar, sendo que está próximo a ele em todos os momentos. No final, acaba se ferrando sem nem ter conseguido fazer nada do que queria, sendo um total desperdício de personagem para a história.

Falando nas partes boas, acho que a história engrena no final. A relação do Will e Love foi bem construída, inclusive a atriz Victoria Pedretti dá um show de atuação – já havia se mostrado uma boa opção em “A Maldição da Residência Hill” e ainda esteve em “Era uma Vez em Hollywood”. Gosto também das atuações de Carmela Zumbado e Jenna Ortega (descobri que ela fez a Jane novinha em “Jane the Virgin”). Os episódios em que o Forty droga o Will e ele não sabe o que aconteceu durante o período em que esteve chapado, foram os melhores da temporada. A revelação do principal mistério da trama foi previsível, mas o final foi interessante e já deixou um gancho para a próxima temporada, que já foi confirmada pela Netflix.

Comentando rapidinho sobre a adaptação em relação ao livro, esta segunda temporada, que é baseada no livro “Corpos Ocultos”, de Caroline Kepnes, não foi nada fiel. Há muitas alterações, principalmente em personagens e no decorrer da história. Se você leu o livro não espere que seja igual, porque não é!

Enfim, como disse anteriormente, achei a temporada com altos e baixos, curti algumas coisas, outras não, mas de qualquer forma ainda é uma produção que prende a nossa atenção. Vale a pena conferir.

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#Série | Vis a Vis 4ª Temporada

Oi gente!
Fiquei alguns dias sumido neh!? Mas já estou de volta trazendo a minha opinião sobre a última temporada de Vis a Vis – mais um fenômeno espanhol exibido no Brasil pela Netflix.

Depois de uma terceira temporada que deixou muito a desejar, Vis a Vis tinha a missão de encerrar com um final digno. Logo no início vemos que Zulema (Najwa Nimri) e Saray (Alba Flores) sobreviveram e estão de volta à Cruz del Norte. Porém, muitas coisas mudaram na prisão enquanto elas estiveram fora, e a principal delas é que agora Sandoval (Ramiro Blas) é o novo diretor, ou seja, o local se transformou em um verdadeiro campo de guerra, com suas ideias sádicas. Outras personagens queridas – Sole (Maria Isabel Diaz), Rizos (Berta Vásquez), Antônia (Laura Baena) e Terê (Marta Aledo) estão de volta também!

Mas a grande pergunta é se Macarena (Maggie Civantos) estaria nesta temporada final. A protagonista da série apareceu somente nos dois primeiros episódios da terceira temporada porque a atriz estava gravando outra série da Netflix – “Las Chicas del Cable”. Para mim, Macarena era uma das melhores personagens e sua ausência foi um dos motivos para a temporada anterior não ter engrenado tanto. Nesta quarta temporada achei que não fossemos vê-la mais, (e lá vai um spoiler) porém Macarena volta nos dois episódios finais para agitar ainda mais a história. Claro que neste tempo, o espaço de protagonista já foi totalmente ocupado por Zulema, interpretada por Najwa Nimri.

A atriz – que interpreta a inspetora Alicia Sierra em La Casa de Papel – toma conta da história e se torna o mais importante elo, principalmente pela aparição de sua filha Fátima (Georgiana Amorós). Sim, Zulema tem uma filha que surge em Cruz del Norte para levar a personagem ao seu extremo. Inclusive quem já assistiu a 2ª temporada de Elite com certeza vai reconhecer a atriz Georgiana Amorós, que interpretou Cayetana uma jovem que mente sobre sua origem humilde.

Voltando a falar de Najwa Nimri, ela é uma atriz de força, que consegue imprimir personalidade a qualquer personagem que lhe caia nas mãos. Em Vis a Vis não foi diferente: ela conseguiu fazer com que Zulema ganhasse o coração e a mente dos fãs da série. Agora uma crítica que faço é com relação a Altagracia (Adriana Paz) – a personagem tinha muita força também, poderia render bons momentos, mas foi bem mal aproveitada e retirada precocemente da série.

Com 8 episódios, Vis a Vis chegou ao final entregando exatamente aquilo que os fãs da série esperavam. Os produtores nos deram um encerramento mais humano. Comentando sobre o último episódio (já estejam preparados para spoilers) foi emocionante a cena final da Sole, que descobriu ter Mal de Alzheimer e fez um pedido tocante para suas amigas; a morte de Sandoval – uma cena esperada pelos fãs – foi bem violenta, mas necessária. Esperava mais um romance entre Zulema e Hierro (Benjamin Vicuña) – teria sido interessante. Saray teve sua filha. Curti muitooo o final da Terê, adorava essa personagem! Ela largou as drogas, virou assistente social e passou a ajudar tanto suas amigas como as novas presas de Cruz del Norte. E claro que o final mais esperado seria o de Macarena e Zulema, que eu também gostei bastante – as duas continuam no mundo do crime e agora realizam assaltos em joalherias de luxo. O final deixou em aberto uma possível sequência com as personagens. A temporada final, principalmente os últimos episódios, foi uma montanha russa de sentimentos, com cenas de tirar o fôlego.

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#Série | Monarca

Oi gente!
Em setembro a Netflix estreou uma série mexicana bem interessante que eu queria trazer como dia para vocês. “Monarca” tem 10 episódios e vai muito além do melodrama característico das produções do México. A série entrelaça amor, trama política e narcotráfico para narrar a história da família Carranza.

Hoje em dia, as séries de língua hispânica tem estado bem em alta – visto “La Casa de Papel”, “Elite” e “Vis a Vis”, todas espanholas. Como já disse, “Monarca” é mexicana, mas também tem um desenvolvimento típico de séries americanas, com vários ganchos e muita ação por trás de grandes desavenças e armações.

A história começa mostrando o patriarca da família – Don Fausto Carranza – um empresário que sempre foi cruel e tentava levar vantagens nos negócios, fazendo tudo o que podia para ter cada vez mais poder. Após um infarto, ele resolve mudar e desafia pessoas muito poderosas como políticos e os chefes do cartel. Ao tentar unir novamente a família, Don Fausto é encontrado morto após ser assassinado. A partir daí o Grupo Monarca é disputado pelos três herdeiros – Joaquín, Ana María e Andrés – que se enfrentam para saber quem será o novo presidente.

Ana María, interpretada por Irene Azuela, se afastou anos atrás da família, se recusando a fazer parte dos negócios ao escolher o caminho da honestidade, criando sua família longe do México ao se tornar jornalista nos Estados Unidos. Após um pedido do pai, volta ao seu país de origem para reencontrar grandes mágoas do passado. Joaquín (Juan Manuel Bernal) é como o pai, ambicioso e totalmente sem escrúpulos. É o primogênito e sempre esteve envolvido nas ações do Grupo Monarca. Com a morte do pai, vê sua grande chance e não se importa em ter que passar por cima dos irmãos para conseguir o que tanto deseja. Por fim, André (Osvaldo Benavides – conhecido no Brasil por estrelar várias novelas mexicanas como “Maria do Bairro” e “O que a Vida me Roubou”) é o filho caçula, que comanda a área hoteleira do Grupo Monarca, porém vive uma vida de mentiras e engano.

“Monarca” possui uma trama envolvente, com vários ganchos que nos faz querer continuar assistindo sem parar. A fotografia é bonita, o roteiro é bem desenvolvido e os cenários são incríveis, mostrando as plantações de algave e fabricação de tequila. Produzida pela atriz mexicana Salma Hayek, a série deixa claro a pretensão de retratar o empoderamento feminino através da protagonista Ana María e até com a personagem Dona Cecília Dávila Carranza, matriarca da família, vivida pela atriz argentina Rosa María Bianchi. Em relação ao elenco, o grande destaque é o ator Juan Manuel Bernal, que consegue entregar um vilão interessante, com muitas nuances. O elenco jovem também é interessante com histórias atuais como a influências das mídias sociais e uso de drogas.

A temporada acabou com um final que deixa as portas abertas para uma segunda temporada, ainda não oficializada pela Netflix. Vale a pena conferir.

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#Série | Elite

Oi gente! 
Finalmente estreou a 2ª temporada de Elite na Netflix e já fiz a maratona no fim de semana. Foram oito novos episódios, com aquele clima novelesco característico da produção. Afinal, quem não ama um bom drama adolescente, com um toque de mistério? Após um primeiro ano que acompanhava o mistério da morte de Marina (María Pedraza), a série voltou para a segunda temporada com a missão de explorar os desdobramentos dessa revelação.  Ahhh já vou avisar que terá vários spoilers.

Elite inicia com Nano (Jaime Lorente) preso injustamente pelo assassinato de Marina, já que sabemos que o verdadeiro culpado é o Polo (Álvaro Rico), tendo como cúmplices Carla (Ester Expósito) e Christian (Miguel Herrán). Durante as férias, Samuel (Itzan Escamilla) trabalhou dobrado para conseguir dinheiro para pagar a fiança do irmão, sem grandes êxitos. E quando voltam as aulas no colégio Las Encinas, toda a treta começa novamente. Guzmán (Miguel Bernardeau) ainda não superou a morte da irmã e não suporta estar próximo à Samuel. Lucrécia (Danna Paola) continua correndo atrás de Guzmán. Ander (Arón Piper) e Omar (Omar Ayuso) estão mais próximos, mas ainda precisam resolver algumas diferenças. Nadia (Mina el Hammani) segue dividida entre o que sente por Guzmán e a influência de sua família muçulmana. Por fim, as atenções de voltam para Carla, Polo e, principalmente, Christian, que está querendo contar a verdade, mas é silenciado logo no início.

E para movimentar um pouco mais a história, surgiram três novos personagens, sendo que todos têm importante função para o desenvolvimento da série. O primeiro é Valério (Jorge Lopes), meio-irmão de Lu, é usuário de drogas, agita as festas e tem uma relação fora do normal com a irmã. Cayetana (Georgina Amorós) surge como uma badalada e rica influencer digital, mas na verdade, esconde ser filha da faxineira da escola e usa os bens dos patrões para manter a farsa. Já Rebeca (Claudia Salas) teve uma infância pobre, mas ficou rica da noite pro dia já que sua mãe é envolvida no tráfico de drogas, porém esconde essa informação dizendo que ganhou na loteria. Ela se envolve com Samuel e o ajuda a tentar conseguir uma confissão de Carla. É interessante ressaltar que todos os personagens agregaram em algum momento. Valerio e Cayetana serviram para movimentar o núcleo de Lu, que esteve bem apagada na primeira temporada. Cayetana também teve um importante arco narrativo junto ao Polo. E Rebeca, na minha opinião, poderia ter tido mais destaque – a personagem ganhou torcida do público, mas ficou bem coadjuvante. Espero que na próxima temporada tenha um pouco mais de importância.

Alguns sentiram a falta de Christian e Nano na série. Miguel Herrán e Jaime Lorente estavam gravando La Casa de Papel e, por isso, tiveram pouca participação – Christian aparece apenas no primeiro capítulo e Nano tem duas cenas no começo e depois volta um pouco mais nos episódios finais. Os núcleos em que estavam cresceram sem eles. E por falar em La Casa de Papel, rolou uma referência à série, comentem aí se vocês viram!

Já outro núcleo que teve bons e maus momentos foi o de Nádia e Omar. Talvez uma das melhores trajetórias narrativas dessa segunda temporada foi a de Omar, que se move cada vez mais contra o tradicionalismo do pai muçulmano e também enfrenta as hesitações do namorado Ander. Acho que o roteiro não deveria ter trazido a descoberta do assassino, por parte de Ander, logo no começo – isso atrapalhou um pouco a sequência do casal. Já Nádia tem um crescimento pequeno, já que foi um dos destaques na primeira temporada. Após ver o trailer achei que a personagem iria se rebelar com a família também, soltar seu lado mulherão e investir no que sente por Guzman, mas nada disso aconteceu. Ela está cada vez mais submissa à família e ficou dando voltas na relação amorosa – apesar que teve uma cena incrivelmente maravilhosa quase no final da temporada, onde há o vazamento de um vídeo comprometedor e a moça recebe total apoio dos pais.

E a maior surpresa que tivemos em Elite foi o relacionamento de Carla e Samuel. Confesso que fiquei bem apreensivo quando isso começou a acontecer, achei que iria ser forçado e não daria certo, mas deu! Eles iniciam uma relação de interesses, já que ela quer controlar Samuel para que não conte nada e ele quer descobrir toda a verdade, mas com o passar dos episódios, o envolvimento vai ficando mais sério e o casal começa a nutrir sentimentos um pelo outro, graças a boa química entre os atores Ester Expósito e Itzan Escamilla. E pelo amor de Deus, o que foi a atuação de Ester Expósito?! Mandou muito bem! Está linda, atuação impecável, teve cenas fortes que demandavam um esforço maior, e ela arrasou!

O roteiro de Elite apostou novamente no suspense, que foi um dos pontos altos da primeira temporada. Logo no primeiro episódio descobrimos que Samuel está desaparecido e possivelmente pode estar morto. Intercalando entre passado e presente, a série vai narrando os fatos que levaram a esse acontecimento. Produtores de 13 Reasons Why vamos aprender com Elite como se faz um roteiro bacana. Talvez o fato de ter apenas oito episódios tenha contribuído para que a história tenha sido mais redondinha e caminhado em um ritmo legal. Como falei no início, o estilo novelesco também contribui para que o espectador acompanhe a série, já que tem várias reviravoltas, plot twists, e as cenas quentes que fizeram Elite ser famosa.

Sucesso de popularidade e já renovada para terceira temporada, Elite promete trazer novos desenvolvimentos, principalmente com Polo – que, provavelmente, não será preso pelo assassinato da Marina e terá que conviver novamente com todos. Será que Carla e Samuel terão futuro? Netflix, já quero a terceira temporada na minha mesa AGORA!

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#Séries | 13 Reasons Why 3

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Assim que saiu a 3ª temporada de 13 Reasons Why já fiz minha maratona no fim de semana. Com 13 novos episódios abraçando uma proposta de reparação de erros, a série consegue cometer novos problemas. Após reações negativas para a temporada anterior (que não era necessária) 13 Reasons Why volta trazendo um novo mistério.

Preciso confessar que a proposta foi bem chamativa, um escape que traria uma luz no fim do túnel, podendo ser bem interessante. A nova temporada girou em torno da morte de Bryce Walker (Justin Prentice). Afinal, quem foi o responsável por sua morte? Bryce sempre foi o vilão absoluto, sem piedade, sem nuances. A segunda temporada, inclusive, reforçou todo esse maniqueísmo. Agora, a produção resolveu humanizar o personagem. Vemos um Bryce arrependido pelo que fez, tentando, à sua maneira, consertar um pouco as coisas. A face humana mostra um garoto rejeitado pelos pais, principalmente o pai, desde sua infância. Há uma tentativa de justificar todas as atrocidades cometidas pelo playboy, bem como dar um peso maior à sua morte.

Por outro lado, temos Clay (Dylan Minnette), que continua sendo o amigo que tenta salvar todos. Dessa forma, ele se torna um dos principais suspeitos pelo assassinato. Além dele, todos os demais personagens possuem motivos para terem cometido o crime e, ao longo dos episódios, são descobertos vários segredos de Jessica (Alisha Boe), Justin (Brandon Flynn), Alex (Miles Heizer), Chloe (Anne Winters), Zach (Ross Butler), Tyler (Devin Druid) e Monty (Timothy Granaderos).  Além deles, temos o surgimento de uma nova personagem Amarowat Anisia Achola (Grace Saif). Toda a temporada é narrada pela perspectiva de Ani como é mais chamada, o que trouxe um certo incômodo. Ela chega à Liberty High após os acontecimentos do baile de primavera, que deram fim à segunda temporada, e rapidamente se envolve com os personagens principais. Porém, Ani, que não é nada carismática, narra diversos fatos, sentimentos, ações de todos os outros – coisas que ela não poderia saber devido ao pouco tempo de amizade ou até mesmo pouco contato com alguns deles. Ela sabe de tudo, domina tudo, está envolvida em tudo e praticamente dita a sequência de acontecimentos.  Ficou estranho. Na minha opinião – como não souberam aproveitar Katherine Langford na temporada anterior – poderiam ter recorrido novamente a atriz para narrar em off os fatos acontecidos, sem aparecer em nenhum momento. Teria sido mais crível para a história, já que a personagem está morta. E caberia a Grace Saif apenas o “relato” final.

Além disso, todo o desenvolvimento ocorre tanto no presente como no passado. E assim, algumas cenas ficaram confusas, mesmo com a produção distinguindo as fases com alguns efeitos, como por exemplo, no passado são utilizadas cores vivas e vibrantes; no presente temos cores mais escuras para vislumbrar os sentimentos daquele momento. Além disso, o formato da tela também é diferente – no passado a cena ocorre em tela cheia; no presente temos aquelas tarjas pretas. Por outro lado, a trilha sonora é um bom diferencial e traz um certo escape positivo.

Comentando sobre o elenco, temos boas atuações. Alisha Boe traz uma nova perspectiva à sua personagem acerca da sobrevivência ao trauma, e isso é muito bem desenvolvido quando Jéssica inicia um grupo com outras pessoas que passaram por experiências parecidas. Juntas, elas buscam acabar com o machismo dentro da cultura esportiva e a impunidade aos assediadores dentro da escola.

Brandon Flynn (Justin) e Justin Prentice (Bryce) também trazem arcos interessantes de seus personagens. Mas o grande destaque é sem dúvida nenhuma Devin Druid – o Tyler é o personagem que mais teve altos e baixos, que desenvolveu um contexto interessante. No final da season anterior, ele estava prestes a entrar atirando no baile e matar vários alunos (coisa que acontece bastante nos EUA). Depois disso, ele começou a construir amizades, a evoluir como pessoa e, principalmente, a deixar a vitimização de lado e crescer perante a sociedade. Sua performance foi arrebatadora e sensível.

Foram 13 episódios com um desenvolvimento mais contido, em relação às tramas. A impressão que fica é que 13 Reasons Why não quer mais se envolver em polêmicas desnecessárias, como foi o caso da cena de suicídio da Hannah (que inclusive foi retirada pela Netflix), ou do polêmico vislumbre de um estupro explícito com o Tyler. Mas, ao mesmo tempo, parece que a série perdeu um pouco da sua audácia, apresentada no início. Não vou dar spoilers (talvez dê ), mas a achei a ideia da revelação do assassino muito interessante, porém a temporada inteira discutiu a importância da moralidade, de consequências aos atos, de sempre dizer a verdade e, no fim, é desencadeada uma grande mentira.

Com uma quarta temporada já confirmada, resta saber o que os autores pretendem fazer para dar continuidade à história.  Não acho que o que aconteceu no final seja um gancho suficiente para o que virá. Agora é esperar pela 4ª e última temporada de 13 Reasons Why.

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#Série | Sintonia

Oi gente!
Nesta semana estreou na Netflix a nova produção original brasileiraSintonia, idealizada pelo KondZilla (um dos principais nomes do audiovisual musical), em parceria com Guilherme Quintella e Felipe Braga, e produzida pela Losbragas (que também é responsável pela produção de “Samantha!”). A série possui uma premissa realmente interessante: apresentar a vida de três amigos na periferia paulistana, sob um ponto de vista menos estigmatizado e mais humano.

Primeiro temos Doni (MC Jottapê), um jovem que, como muitos, sonha em um dia atingir o sucesso no mundo do funk, mas mesmo investindo todo seu esforço em escrever músicas para se tornar um MC, não tem a aprovação e compreensão do pai. Rita (Bruna Mascarenhas) se mantém vendendo produtos clandestinamente em estações de ônibus e ajudando a traficar maconha, mas sua vida sofre uma grande virada quando acaba colocando sua melhor amiga em perigo, o que a faz enxergar na religião uma forma de melhorar sua vida. Por último, entre os protagonistas, temos Nando (Christian Malheiros), um jovem que já se encontra em uma vida de crimes para poder sustentar sua mulher e filha, mas o desejo de crescer nesse mundo acaba fazendo com que ele se afundasse mais do que gostaria.

Já começo dizendo para não ter preconceitos com a série! Sim, ela retrata o mundo do funk, das drogas e da favela em São Paulo. Mas vai muito além. O roteiro é bem desenvolvido, conta uma história envolvente, com cenas interessantes, sempre tendo um jogo de câmera ou imagens aéreas, um diálogo real cheio de gírias da quebrada paulistana e, por fim uma fotografia atraente.

As três histórias vão se relacionando cada vez mais ao longo da trama, com o encontro dos protagonistas sendo utilizado para interligar cada um dos três núcleos, onde vemos cada um dos amigos empenhado em apoiar o outro nestas novas fases de suas vidas. Em nenhum momento a série se perde ao contar a história de seus personagens, conseguindo fazer com que o espectador não só entenda o ponto de vista de cada um, mas torça pra que obtenham sucesso no que procuram. A relação de irmandade é bem construída e facilitada graças à boa química do trio de atores.

Falando em elenco, o nome mais conhecido é do MC Jottapê, que já fez alguns filmes e novelas como “O Menino da Porteira” (ao lado do sertanejo Daniel) e “Chiquititas”, no SBT. Além de atuar, ele já gravou diversas músicas e clipes no canal do próprio KondZilla. Christian Malheiros iniciou sua carreira no teatro e fez sua estreia nos cinemas em 2018, no drama “Sócrates”, pelo qual foi nomeado aos Prêmios Independent Spirit de Melhor Ator Principal. Já Bruna Mascarenhas fez sua estreia em TV.

A direção de KondZilla também dá tom à produção, que mostra tudo de uma forma crua e real, mesmo não usando sangue, muito sexo ou palavrões. O episódio final traz uma belíssima sequência que mostra e compara rituais de cada um desses ambientes. A edição ficou bem caprichada. E o que falar da trilha sonora!? Eu curto funk, então achei muito boa, retrata bem esse estilo que, inegavelmente, é uma forma de expressão artística e se tornou um forte patrimônio cultural brasileiro. Também tem, ao longo dos episódios, a utilização de músicas gospel, nos momentos da igreja. Foi uma construção musical interessante. Eu já estou ouvindo a trilha completa no Spotfy.

E mesmo que a Netflix não tenha se pronunciado sobre a renovação, a 1ª temporada chega ao fim deixando uma estrutura já definida para próximos arcos. Tanto que, em entrevista ao programa The Noite do Danilo Gentili, o Kondzilla já adiantou que a série foi pensada para ter três temporadas.

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#Série | La Casa de Papel 3

Oi gente!
Quem aí já maratonou a terceira parte de La Casa de Papel? Eu assisti todos os episódios em dois dias!! E hoje vou contar um pouquinho sobre o que achei para vocês!

Oito episódios dão a medida perfeita para a nova etapa de La Casa de Papel, que se encontra um tanto mais madura e centrada majoritariamente em seus arcos principais. Quem gostou das partes 1 e 2 com certeza se sentirá agraciado com a terceira parte, que mais uma vez mostra que não é tão fácil cometer crimes e se livrar deles assim. Os ladrões de La Casa de Papel cometeram o primeiro roubo como forma de fazer resistência contra as políticas da Espanha, e nesta temporada vemos que a corrupção por lá é grande e que as autoridades do país têm muito a esconder.

Após o assalto à Casa da Moeda, os ladrões mais queridos da Espanha se dividem e vão aproveitar a riqueza em determinadas partes do mundo – lugares onde poderiam viver livremente sem serem presos “tecnicamente”. Rio (Miguel Herrán) e Tóquio (Úrsula Corberó) passam alguns anos sozinhos em uma ilha paradisíaca, mas depois de tanto tempo de calmaria a ladra decide que não quer passar o resto da vida assim e que precisa se desprender; Rio, por outro lado, está muito acostumado com a nova vida. Depois de um tempo, ela resolve partir e, consequentemente, a relação entre os dois é prejudicada. Para que pudessem manter contato, ela leva consigo um telefone via satélite que, na teoria, era não-rastreável para que o casal pudesse manter contato. Mas, infelizmente, não foi bem assim que aconteceu. Assim que os aparelhos foram ligados pela primeira vez, logo os detetives espanhóis captaram os sinais de origem e descobriram onde estavam Rio e Tóquio. Enquanto ela conseguiu fugir, ele foi capturado.

Em desespero, Tóquio consegue encontrar o Professor (Álvaro Morte), que está vivendo com Raquel (Itziar Ituño), e conta o ocorrido. Como não há nenhuma notícia sobre a captura, a suspeita é que ele está sendo torturado ilegalmente para revelar informações. É quando a terceira temporada começa de verdade. Vemos em La Casa de Papel 3 que os ladrões são considerados heróis. Com fãs em toda a Espanha, eles são adorados justamente por ir contra os ideais do governo corrupto do país. Os macacões e máscaras de Salvador Dalí, utilizados pelos ladrões, se tornaram um símbolo de resistência ao redor do mundo e aparecem até mesmo em um protesto no Brasil.

Vendo toda essa comoção, o grupo decide iniciar um novo roubo como forma de resgate do Rio. O alvo, desta vez, é o Banco da Espanha, que guarda uma grande quantidade de ouro num cofre extremamente protegido embaixo da terra. Lá, também há documentos que comprovam as irregularidades do governo. A série conta com novos personagens – Palermo (Rodrigo de la Serna), Bogotá (Hovik Keuchkerian) e Marselha (Luka Peros), além das já conhecidas Estocolmo/Mônica Gaztambide (Esther Acebo) e Lisboa/Raquel. Juntos com os demais – Nairobi (Alba Flores), Denver (Jaime Lorente) e Helsinki (Darko Peric), o grupo voltará para fazer história. Mas talvez a melhor nova personagem desta temporada seja a inspetora Alicia Sierra (Najwa Nimri). Grávida, ela é a responsável pelas torturas a Rio e depois aparece para comandar as negociações. Amamos odiar a personagem!

Na minha opinião, um dos motivos do sucesso de La Casa de Papel é a empatia que temos com os personagens. Mesmo eles sendo “anti-heróis”, nós torcemos para que o roubo dê certo e eles saiam todos salvos. É estranho pensar que torcemos para os bandidos se darem bem, mas esse é o ponto alto de todo o roteiro. Todos eles conquistam o público. Com exceção do Palermo, que é extremamente machista, deixa bem claro a sua falta de caráter e respeito com as mulheres – o personagem veio substituir Berlim (Pedro Alonso), que realmente morreu na temporada anterior – resolvendo assim um dos grandes mistérios dessa terceira parte. O ator Pedro Alonso tem algumas cenas de flashback, que também traz um certo sentimento de saudade.

Uma crítica que faço é com relação ao retorno de Arturito. Ele que na primeira e segunda parte era um refém, passou a ser uma pessoa famosa, ganhando a vida fazendo palestras motivacionais e divulgando o seu livro, contando tudo o que aconteceu no crime. O personagem foi um dos mais odiados no início da história e não teve nenhuma função nesta temporada. Se não tivesse aparecido, não teria feito falta nenhuma. É bem provável que ele terá função na parte 4, já que ele entrou no Banco da Espanha durante o desenvolvimento do assalto. Acho que o roteiro falha ao mostra-lo sem ter um propósito imediato.

Fazendo um balanço geral, a Netflix acertou com a nova parte de La Casa de Papel. A série possui cenas ótimas – tanto que podemos ver o aumento no investimento por parte do serviço de streaming. O desfecho deixa aberto para uma nova temporada, que já foi confirmada e já está sendo filmada. Não darei spoilers aqui, mas já digo para se prepararem para um desfecho impactante.

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