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#Série | 2ª Temporada de Dark

Oi gente!
Antes de assistir Stranger Things 3 (tem resenha AQUI), eu conferi a 2ª temporada de Darksérie alemã da Netflix. Em sua temporada de estreia, a produção se mostrou uma grata surpresa devido à sua trama intrincada que misturava suspense e ficção científica. Nos primeiros episódios, a série apresentou Widen, uma cidade tomada por mentiras e segredos que entra em ebulição após o inexplicável desaparecimento de um garoto que resulta em uma complexa teia de viagens no tempo. Depois de dois anos de espera, a produção alemã retorna em grande estilo ao escancarar sua veia sci-fi, sem deixar os mistérios para trás.

Fãs de ficção científica que ainda não conferiram Dark, estão perdendo a chance de acompanhar uma ótima produção. A nova temporada possui apenas oito episódios.

Dark volta exatamente no ponto de parada da season 1, quando Jonas Kahnwald (Louis Hofmann) se encontra no futuro – no ano de 2052 – após sua versão mais velha tentar destruir o buraco de minhoca. O mundo pós-apocalíptico traz novos perigos para o adolescente, que descobre uma forma de voltar ao passado após se esgueirar por um túnel e encontrar um grande segredo. Com isso, passamos a entender mais o papel do personagem na complexa engrenagem da série, assim como suas conexões com outros personagens como Noah (Mark Waschke) e a diretora da usina nuclear (em 1986) Claudia Tiedemann, que vemos em três versões diferentes. Paralelamente, durante as investigações a respeito do sumiço de Mikkel Nielsen (Daan Lennard Liebrenz), mais pessoas descobrem a possibilidade de visitar outros períodos, criando um verdadeiro fluxo de gente fora de seu tempo. Consciente de sua densidade, o roteiro consegue se manter coeso ao localizar pessoas com motivações variadas através de linhas temporais.

Com uma produção meticulosa, a nova temporada amplia não só sua complexidade narrativa, como também seu espetáculo visual. O grande acerto de Dark na segunda temporada é explorar ainda mais ‘o vilão’- que depois se descobre que não existe nem vilão, nem mocinho. E a linha que une a ciência e a ficção.

Ao solidificar seus pontos positivos, Dark se mantém firme em uma vastidão de tramas e garante um retorno em alto nível, e com previsão de terminar na terceira temporada, o futuro da produção não poderia ser mais animador (e desesperador ao mesmo tempo). A produção traz uma segunda temporada que é brilhante, mas o nó na cabeça continua, talvez até piora. O final da temporada é surpreendente! É interessante o fato que Dark te faz pensar, raciocinar, além de criar mil teorias. De vez em quando é bom sair da zona de conforto.

#Série | Stranger Things 3

Oi gente!
Quem acompanhou meus stories na última semana viu que eu aproveitei o feriado prolongado para assistir a 3ª temporada de Stranger Things – uma das minhas séries preferidas, lançada pela Netflix. Com uma trama mais contida e um roteiro bem amarrado, a produção com oito episódios.

Nesta nova fase, acompanhamos cinco linhas narrativas. A primeira com as crianças – não tão crianças mais – Mike (Finn Wolfhard), Will (Noah Schnapp), Lucas (Caleb McLaughlin), Max (Sadie Sink) e Eleven (Millie Bobby Brown) descobrindo as novas perspectivas da adolescência. A segunda traz o quarteto Steve (Joe Keery), Dustin (Gaten Matarazzo), Erica (Priah Ferguson) e Robin (Maya Hawke – para quem não sabe, ela é filha dos atores Ethan Hawke e Uma Thurman) desenvolvendo uma investigação pelo shopping Starcourt após interceptarem uma conversa russa. A terceira linha narrativa acompanha o elenco adulto – Hopper (David Harbour) e Joyce (Winona Ryder), que fica intrigada com os imãs de não fixam em sua geladeira, desenvolvendo outra investigação, enquanto fogem de um assassino russo que faz total referência ao personagem de Arnold Schwarzenegger em O Exterminador do Futuro. Outra linha acompanha Nancy (Natalia Dyer) e Jonathan (Charlie Heaton) no mercado de trabalho machista, onde ela tenta se impor e acaba ferrando tudo. E por fim, Billy (Dacre Montgomery) intensifica o arco sombrio da trama, que acompanha o Devorador de Mentes, com a intenção de possuir todos os habitantes da cidade.

É importante ressaltar como os produtores – os irmãos Duffer – construíram uma trilha narrativa extremamente competente e, principalmente, souberam aproveitar o que a série tem de melhor – a referência aos anos 80 e a capacidade dos personagens em conquistar o público.

Eu gostei bastante da relação construída nessa temporada entre as meninas – Max e Eleven, afinal de contas elas estão crescendo, surgem os namoros – era natural elas se aproximarem, e essa aproximação foi muito bem desenvolvida. Outra relação que já havia sido construída na temporada anterior e que deu muito certo foi entre Dustin e Steve. Em um primeiro momento fiquei receoso que o Dustin não seguiria com o restante dos meninos, mas acho que foi até melhor assim – o quarteto formado ganhou muito destaque – talvez até se tornando a melhor linha narrativa – e o surgimento das meninas foi essencial. Maya Hawke chegou para brilhar na trama e Priah Ferguson ganhou bastante destaque, após surgir na temporada anterior e conquistar todo o público com a engraçada e NERD Érica.

Para quem esperava que os produtores iriam continuar desenvolvendo a história da Eleven e as demais crianças que serviam como experimentos – como a Eight que apareceu em um polêmico episódio da segunda temporada – acabou não acontecendo. É bem provável que isso possa retornar na season 4.

Considerando que no 3º ano possui mais personagens dentro do círculo, é impressionante observar como os diálogos permanecem fluidos, consistentes e trazem uma maturidade que não só é originada pela passagem do tempo, mas principalmente pelas vivências que o público pode acompanhar desde a 1ª temporada. O crescimento dos garotos não só é apresentado pela mudança física ou no tom de voz, mas pelo modo como reagem às adversidades em conjunto.

Além da alta qualidade no roteiro que mescla fantasia, drama e tensão na mesma intensidade, Stranger Things parece estar cada vez mais à vontade para explorar o mundo de referências contidas nos anos 80. A produção continua impecável – o shopping é um dos pontos altos; a trilha sonora sempre maravilhosa, as roupas em tons neon, com muitas cores, estampas deixa tudo ainda mais bonito.

Com um final bombástico que promete deixar muitos fãs inconsoláveis, a série da Netflix se fortalece como uma das melhores coisas da televisão. Com uma cena pós-créditos que mostra um velho conhecido dos nossos protagonistas, Stranger Things finaliza com uma boa evolução, fazendo com que criemos diversas teorias para o que aconteceu. Prepare-se para rir e se emocionar!

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#Minissérie | Olhos que Condenam (When They See Us)

Oi gente! 
Tem mais dica de minissérie chegando!! Recentemente já falei de “Os Miseráveis” (resenha AQUI), “O Nome da Rosa” (resenha AQUI) e “Chernobyl” (resenha AQUI). E hoje trago para vocês “When They See Us”, que no Brasil ganhou a tradução de “Olhos que Condenam”. A produção é original Netflix e conta com apenas quatro episódios, com 1 hora e 15 minutos em média.

Trata-se de uma história verídica, que ocorreu em 19 de abril de 1989. Trisha Meili, uma mulher de 28 anos, corria pelo Central Park, em Nova York, quando foi estuprada, violentada e abandonada em um estado que a deixou em coma por 12 dias. Cinco garotos do Harlem (quatro negros e um latino) pagaram por este crime – um dos casos mais noticiados da época – e permaneceram na prisão entre 6 e 13 anos, apesar de não terem cometido o crime. O caso ficou conhecido mundialmente como “Os Cinco do Central Park”.

A história parte dos pontos de vista de Antron McCray (Caleel Harris/Jovan Adepo), Yusef Salaam (Ethan Herisee/Chris Chalk), Korey Wise (Jharrel Jerome), Raymond Santana Jr. (Marquis Rodriguez/Freddy Miyares) e Kevin Richardson (Asante Blackk/Justin Cunningham), os cinco garotos com idades entre 14 e 16 anos que foram incriminados injustamente na investigação do ataque.

A minissérie é dirigida pela cineasta Ava DuVernay (“Selma: Uma Luta pela Igualdade”) e segue o padrão ativista contra o sistema carcerário e o racismo, já visto em outras de suas obras. Em “Olhos que Condenam”, Ava mostra o poder da Polícia e da Promotoria americana, que não tinham um suspeito sólido e arquitetaram todo o caso para culpar os garotos. Muitas cenas não são fáceis de serem assistidas. Depois que os garotos são capturados pela polícia na noite do crime e na manhã seguinte, são submetidos a uma série de interrogatórios – requeridos pela promotora Linda Fairstein (Felicity Huffman) – que duram horas e horas, sempre com muita crueldade. Outro ponto interessante no elenco é Vera Farmiga, interpretando a advogada Elizabeth Lederer, que também participa do jogo e condena precipitadamente, sem ter nenhuma prova concreta, indo contra todos os princípios da justiça.

Além de escancarar o racismo e falhas da justiça americana, a minissérie também faz críticas, principalmente ao atual presidente Donald Trump. Na época, o empresário fez diversos comentários agressivos ao caso e defendeu a pena de morte aos jovens envolvidos. Como parte dessa crítica, Ava DuVernay utilizou imagens reais das declarações de Trump.

Como produção técnica, a minissérie também dá um show! A fotografia é maravilhosa e retrata fielmente o final dos anos 80, no Harlem. Muitas cenas são filmadas em planos fechados, o que cria uma sensação de incômodo e angústia. O design de produção também optou por ambientes escuros e pequenos, impedindo o telespectador de desviar os olhos da tortura e da sensação de pânico. Tudo isso é feito justamente para abalar o emocional de quem está assistindo. Muitas cenas são até confusas – propositalmente – para que aqueles que acompanham sentirem o mesmo que os garotos estavam sentindo. É genial!

Os episódios – como já falei – são apenas 4, então dá para assistir tudo de uma só vez – eu fiz isso, assisti tudo em um único dia. Os dois primeiros capítulos são utilizados para contar a história e o seu desenvolvimento. Já os dois últimos avançam para o futuro e mostram os personagens, já adultos, seguindo suas vidas depois de tudo o que aconteceu, sempre mesclando com flashbacks para não nos perdermos em quem é quem. Destaco aqui a parte que conta a história de Korey Wise (em grande parte do último episódio) é uma das mais impactantes e revoltantes. Uma única crítica que eu faço é com relação ao momento em que se descobre toda a verdade – poderia ter dado mais tempo de vídeo, já que era o momento mais esperado de toda série.

Enfim, “Olhos que Condenam” (“When They See Us”) é uma minissérie maravilhosa, com tom crítico, que vai te impactar com certeza.

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#Série | Baby

Oi gente!
Agora que passou a época do Oscar – e toda a maratona de filmes que fiz – vou trazer para vocês alguns posts que eram para terem sido postados antes, mas precisei deixar guardado para postar agora. No final de 2018 a Netflix lançou a série italiana “Baby” – que eu assisti apenas no início deste ano – e fiquei em dúvida se trazia o post para vocês porque eu simplesmente detestei!

“Baby” é livremente inspirada em um escândalo ocorrido em 2014 em Roma. O caso ficou conhecido como Baby Squillo, o qual estudantes de famílias ricas e menores de idade ofereciam serviços sexuais em troca de dinheiro. Advogados, políticos e empresários estavam envolvidos no esquema de prostituição infantil e teve grande repercussão mundial. Na série, acompanhamos a história de alguns jovens estudantes de uma escola de grande prestígio de Roma e que possuem diversos dilemas da adolescência.

Chiara (Benedetta Porcaroli) tem poucos amigos e deseja desesperadamente ser amada e aceita pelas pessoas a sua volta. Damiano (Riccardo Mandolini) é um problemático garoto incompreendido, que perde a mãe e agora precisa morar com o pai rico, com quem nunca teve contato; enquanto Ludovica (Alice Pagani) é uma jovem deslocada, que sofre com humilhações dos seus colegas de sala. O que os três possuem em comum? Todos vêm de um lar familiar conturbado. Com o passar dos episódios, Chiara e Ludo vão criando uma amizade e acabam se envolvendo no mundo da prostituição – inclusive houve muita polêmica antes da estreia, pois a Netflix foi acusada de incentivar o tráfico sexual e glamourizar a prostituição de menores (o que em nenhum momento isso ocorre de fato, até porque trata-se de uma obra de ficção).

No modo geral, a história é muito boa, mas não é bem desenvolvida. Faltou química entre os atores, faltou uma produção mais afiada, faltou um cuidado maior com as cenas e, na minha opinião, faltou polêmica – o desenrolar da série é morno, poderiam ter explorado e ousado mais (o que talvez pode acontecer nas próximas temporadas, se houver). Alguns núcleos foram mal trabalhados como o caso do personagem Fábio (Brando Pacitto), que é filho do diretor da escola, começa a traficar drogas no colégio e se descobre gay – foi uma história tímida, pouco desenvolvida. Ou então a trama de Nicollo (Lorenzo Zurzolo) que trai a namorada com Chiara – melhor amiga de sua irmã e ao final ainda engata um romance com a professora – totalmente aleatório e sem sentido. Indo mais além, o núcleo do “vilão” Saverio (Paolo Calabresi), que é o principal agenciador das meninas, também poderia ter um destaque positivo na série, o que não aconteceu.

Outro ponto negativo é o elenco bem fraco – a única que salva é Alice Pagani, que transforma sua Ludovica em uma personagem interessante, com vários altos e baixos, além de trazer discussões interessantes e ser a principal movimentadora da história. Riccardo Mandolini e Benedetta Porcaroli não tiveram aquela química arrebatadora, o que faz com que seus personagens não engatem durante toda a temporada. Outros dois nomes que têm uma trajetória linear e até podem ser considerados destaques são Giuseppe Maggio (Fiore) e Chabeli Sastre (Camila).

“Baby” possui apenas seis episódios e está disponível na Netflix, porém é uma série fraca, com um roteiro confuso, com várias histórias jogadas sem serem aprofundadas, algumas coisas são forçadas e não conquistam o espectador. Provavelmente haverá segunda temporada, já que a primeira deixou várias coisas pendentes, e pode até ser que melhore nessa sequência.

Eaí, já assistiram Baby? Gostaram? E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
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#Série | Bodyguard

Oi gente!
Como falei para vocês em outros posts, aproveitei os dias de folga no final do ano para assistir bastante filmes e séries para falar aqui no blog! E hoje trago uma série produzida pela BBC e distribuída pela NetflixBodyguard (aqui no Brasil recebeu o nome de Segurança em Jogo).

A série conta a história do veterano de guerra David Budd (Richard Madden – para quem não lembra ele era o Robb Stark em Game of Thrones – preciso dizer que até hoje não superei o Casamento Vermelho). O personagem lutou na guerra do Afeganistão, voltou sofrendo as consequências físicas e psicológicas disso, arrumou um emprego junto a órgãos governamentais e luta contra células terroristas. Depois de um certo evento, sua função é proteger a Ministra Julia Montague (Keeley Hawes) de possíveis ataques que ela sofreria por estar defendendo políticas rígidas de anti-terrorismo. Os posicionamentos dela não são compatíveis com os dele, o que gera um conflito e uma atração imediata entre os dois.

Essa série já me conquistou na primeira cena! Logo no primeiro episódio, a tensão predomina quando David se posiciona para evitar um ataque terrorista em um trem. Gente, sério, que cena!! Muito bem produzida e atuada, com uma tensão crescente que pega o espectador logo de cara. Preciso dizer que a sequência – talvez os dois primeiros episódios – são mais devagar, um ritmo mais lento, o que melhora a partir do terceiro episódio. “Bodyguard” possui apenas seis episódios, porém tem quase uma hora de duração cada um.

O roteiro é afiado, apresenta diálogos bons, personagens bem construídos e alguns que deveriam ser mais explorados. No começo eu fiquei um pouco incomodado com a atuação do Richard Madden, mas depois ele passa por um processo de humanização e aí melhorou consideravelmente, inclusive a química com a atriz Keeley Hawes, ajuda bastante no desenvolver do personagem. Na minha opinião poderia ter focado um pouco mais na história da família de Budd – a esposa e filhos – que pouco aparecem, mas que renderiam uma narrativa paralela interessante. Mais ao final da temporada, tem uma cena envolvendo a esposa Vicky, e que a atriz Sophie Rundle dá um show de interpretação.

“Bodyguard” cumpre com o prometido, entrega um suspense político muito interessante e envolvente, com ótimas cenas de ação. É um entretenimento de ótima qualidade, um grande acerto. Vale a pena conferir uma produção – que não é americana – mas que retrata a guerra ao terror de forma esplêndida.

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#Filme | Caixa de Pássaros

Oi gente!
Bora começar 2019 com o pé direito?! Espero que todos tenham tido um ótimo fim de ano…
Agora chegou o momento de voltarmos com tudo! Sei que nos últimos meses fiquei devendo um pouco a vocês com relação à conteúdo aqui do blog, mas neste ano quero voltar a manter um cronograma de posts semanais e inovar ainda mais nas dicas para vocês leitores.

No final de 2018, a Netflix lançou “Caixa de Pássaros” (Bird Box), inspirado no livro de Josh Malerman e com a atriz Sandra Bullock no elenco. Com as festas de fim de ano, consegui ver esse filme somente agora, e preciso dizer que foi uma ótima produção.

Na história, uma mulher e duas crianças precisam remar por um rio até um lugar seguro. Até aí nada demais, porém a questão é que estamos em um mundo pós-apocalíptico em que a humanidade foi dizimada por algum tipo de entidade desconhecida que enlouquece as pessoas ao ponto de elas cometerem assassinatos e suicídio se ela for avistada, nem que seja por alguns segundos. Em outras palavras, Malorie (Sandra Bullock) e as crianças têm que desbravar o rio literalmente às cegas, com vendas nos olhos.

O interessante é que este longa foge da história convencional apresentada nesses tipos de suspenses. Geralmente em produções pós-apocalípticas, os personagens precisam resolver a crise mundial, enfrentar problemas familiares e superar diversas oposições. Em “Caixa de Pássaros”, Malorie precisa apenas salvar a si e as crianças. E este fato traz o maior destaque à Sandra Bullock. A atriz vencedora do Oscar (em 2010, por “Um Sonho Possível”) nos entrega uma interpretação angustiante, segura e cheia de emoção. Ainda no elenco, Trevande Rhodes, John Malkovich, Jacki Weaver e Sarah Paulson.

O roteiro de Eric Heisserer é bem interessante ao trabalhar a narrativa em duas linhas temporais – uma no futuro e outra, paralelamente, mostrando como tudo começou e foi se desenvolvendo. A direção de Susanne Bier também é segura. A trilha sonora, assim como deve ser em um suspense, é muito bem trabalhada para os momentos de clímax. Com relação à produção, as cenas de catástrofe são visualmente impactantes e a fotografia ainda traz boas paisagens nas cenas do rio.

“Caixa de Pássaros” é um filme interessante, bem adaptado e com uma boa atuação de Sandra Bullock. Vale a pena conferir na Netflix.

#Série | You

Oi gente!
Nessas últimas semanas maratonei “You”, a nova série da Lifetime, que chega à Netflix agora em dezembro, e é baseada no livro de Caroline Kepnes. Confesso que me surpreendeu demais! A produção conta com o ator Penn Badgley (provavelmente vocês lembram dele em Gossip Girl).

A história tem início quando a jovem aspirante a escritora Guinevere Beck (Elizabeth Lail) entra na livraria onde trabalha Joe (Penn Badgley). A partir daí o rapaz tem a certeza de que ela é a mulher ideal para sua vida e começa a demonstrar um comportamento obsessivo ao monitorar todas as redes sociais, roubar o celular para ler mensagens e até mesmo vigiar sua casa durante a noite. Resumidamente: um stalker psicopata. Pouco a pouco Joe vai se infiltrando na vida de Beck, tentando afastar aqueles de quem sente ciúmes ou que põe em risco seu relacionamento, custe o que custar.

Como comentei, a produção da série me agradou bastante. Comecei a acompanhar pensando que seria mais um suspense adolescente, mas me deparei com um ótimo suspense, que instiga e surpreende a cada episódio.

Um dos pontos positivos – a série é narrada em primeira pessoa, então várias vezes ouvimos os pensamentos do protagonista. E essa é a grande sacada, pois o desafio é fazer o espectador gostar do personagem, visto que ele é o principal vilão. Joe acredita que tudo o que faz é em função de ajudar ao outro e durante a narrativa há vários elementos que o humanizam, sendo o mais evidente a relação de Joe com seu vizinho Paco (Luca Padovan), uma criança amante de livros, que presencia constantemente o abuso de seu padrasto em casa.

A série conseguiu balancear os momentos de tensão e suspense, mantendo o interesse, apesar do início lento, mas que se torna frenético do meio para o final. E – talvez o mais intrigante – é que acabei me envolvendo na condução da história, chegando – não a torcer -, mas entendendo e prevendo algumas ações. E isso é justificado, pois aos poucos vamos conhecendo o passado do personagem e percebendo suas influências.

Destaque também para o restante do elenco – a protagonista Elizabeth Lail (de Once Upon a Time) e Shay Mitchell (de Pretty Little Liars), que faz a melhor amiga Peach – estão impecáveis, fazendo papéis complicados, que mexem demais com a história e com a percepção do espectador.

“You” já está confirmada para a segunda temporada – inclusive acabou de uma forma que quero muito saber como vai continuar e espero surpresas para a sequência. Vale a pena conferir!

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#Filme | Legítimo Rei

Oi gente!
Aproveitei o último feriado para colocar algumas séries e filmes em dia. E hoje trago uma dica super bacana! A Netflix lançou em seu catálogo o filme “Legítimo Rei” no último dia 09 de novembro. A produção, que já havia sido exibida no Festival de Toronto, conta no elenco com os atores Chris Pine e Aaron Taylor-Johnson (vencedor do Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante em 2016).

Com uma história real, “Legítimo Rei” narra o início da luta pela independência da Escócia a partir do início do século XIV, com a jornada de fracassos e vitórias de Robert the Bruce (Chris Pine) para tornar-se o autêntico rei da Escócia. O filme ainda faz uma referência a um clássico do cinema – o vencedor do Oscar “Coração Valente”, com Mel Gibson. Para quem não se lembra, William Wallace, personagem de Gibson, iniciou a revolta contra o cruel Rei inglês Edward I. No início de “Legítimo Rei” vemos que William foi derrotado e morto, agora Robert e seu pai Sir Robert VI (James Cosmos) juram obediência dos escoceses ao rei Edward I (Stephen Dillane) em busca de restabelecer a paz. Ele é apontado como guardião da Escócia junto com seu rival John Comyn (Callan Mulvey) e, em gratidão a sua honraria, recebe o posto de coletor de impostos e uma esposa, Elizabeth Burgh (Florence Pugh), afilhada do rei. Os novos fatos levam Robert a quebrar seu juramento e lutar pela independência de seu povo.

Se em “Coração Valente” o grande destaque foi o protagonismo de Mel Gibson (vencedor do Oscar de melhor direção em 1996), em “Legítimo Rei” vemos uma atuação apagada de Chris Pine – faltou um pouco de personalidade. O destaque no elenco fica aos coadjuvantes – Florence Pugh, que se sobressai em todas as suas cenas como a jovem rainha determinada e corajosa; e Aaron Taylor-Johnson, o aliado James Douglas que busca vingança e justiça pela família. O roteiro é um pouco fraco, compensando com a produção que é excelente. Ótimas cenas com paisagens maravilhosas, jogo de luz e câmera, com destaque para a cena da batalha final.

Enfim, “Legítimo Rei” falha em alguns elementos, mas possui outros que tem êxito em entreter e entregar um épico violento com alto valor histórico.

gítimo

#Série | Elite

Oi gente!
Vocês devem ter percebido que o blog ficou fora do ar algumas semanas. Infelizmente tive um novo problema com a Locaweb, que hospeda o meu domínio. Depois de muitas conversas, consegui voltar ao normal!! E como fiquei algumas semanas fora, acumulou muita coisa para falar aqui!! Hoje vou começar falando de “Elite”, nova série original Netflix. Desde que lançaram os trailers e teasers eu já estava mega ansioso para conferir. A produção tem um toque de Gossip Girl, misturado com Riverdale e Rebelde.

Produzida pela Netflix Espanha, a série Elite vem na onda do sucesso que La Casa de Papel fez no mundo todo, inclusive temos três atores que fizeram “La Casa” – Miguel Herrán (que fez o Rio e agora vive o Christian), María Pedraza (que faz a protagonista Marina e que foi Allison em LCDP) e Jaime Lorente (o Denver e que agora interpreta Nano). O drama juvenil tem direção de Ramón Salazar e Dani de la Orden e roteiro de Carlos Montero e Darío Madrona.

Em “Elite”, a vida dos alunos de classe alta do colégio Las Encinas seguia dentro dos conformes. Trajando uniformes refinados (que lembram RBD), os estudantes do colégio mais exclusivo do país, vivem em uma bolha absortos da realidade. Quando uma escola da periferia desaba, três alunos – Samuel, Christian e Nádia – são transferidos para Las Encinas. Embora tenham se destacado na outra escola, suas contas bancárias os transformam em chacota perante os alunos do colégio. Quando foram transferidos, os jovens pensaram ter tirado a sorte grande.

Samuel (Itzan Escamilla) possui uma família complicada – o irmão Nano acabou de sair da cadeia e busca se endireitar na vida. Na escola, ele conhece e se apaixona por Marinaportadora do vírus HIV. Marina e Samú vão se aproximando cada vez mais, porém a garota acaba se envolvendo com o irmão do jovem, formando um triângulo amoroso (Vale destacar que os atores María Pedraza e Jaime Lorente estão juntos na vida real também!!) Nádia (Mina El Hammani) é uma jovem muçulmana que precisa enfrentar o choque de cultura, tanto que na escola ela é proibida de usar o hijab – véu característico do Islã. Ao longo dos episódios ela se aproxima de Guzman (Miguel Bernardeau), um playboy esnobe, irmão de Marina. Já Christian é excêntrico e engraçado, que não está nem aí com a escola e quer apenas curtir e se dar bem na vida. Junto com Carla (Ester Expósito) e Polo (Álvaro Rico), ele formará um polêmico triângulo amoroso – que rola de tudo, inclusive prepare-se para as cenas hots, que tem bastante!!

Ainda no elenco temos a atriz Danna Paola – que você provavelmente conhece das novelas mexicanas “Maria Belém” e “Amy, a Menina da Mochila Azul”, exibidas no SBT. Na série ela faz a personagem Lucrécia, ex-namorada de Guzmán, que irá infernizar a vida de Nádia ao perceber que os dois estão se apaixonando. Temos também outros personagens que se destacam ao longo dos episódios como Ander (Arón Piper) que se descobre homossexual ao se apaixonar pelo traficante Omar (Omar Ayuso), irmão de Nádia. Mas o ponto forte é um assassinato que ocorre entre esses personagens – logo no primeiro episódio já descobrimos quem morreu (não vou dar spoilers aqui, podem ficar tranquilos, mas já adianto que foi um personagem que peguei mega ranço ao longo da série). E a grande pergunta que fica é o típico “Quem matou?” Um dos novos alunos ou um dos membros da elite? Já vou comentar aqui que achei bem coerente a resolução do assassinato.

A série é bem desenvolvida, são apenas 8 episódios, dá para maratonar no fim de semana. “Elite” traz diversas discussões sobre problemas sociais como bullying, discriminação, preconceito cultural, uso de drogas, entre outros dramas juvenis. Além disso, o roteiro explora sem medo a descoberta da sexualidade, a influência da religião e a opressão da família. É uma reunião de diversidade cultural e sexual.

Muitos comentaram as semelhanças com outras séries e novelas. A começar com a mexicana Rebelde – temos a história de alunos pobres que vão estudar em uma escola de ricos, com os uniformes muito parecidos. Comentaram sobre Gossip Girl – Carla e Polo são um casal que adora fazer joguinhos e ostentar seu dinheiro e privilégios. Qualquer semelhança com Blair Waldorf e Chuck Bass é mera coincidência. O suspense e assassinato também trazem um clima de Riverdale e 13 Reasons Why. Mas ainda assim, achei uma série bacana, original, que não se prendeu a estereótipos e que já é um grande sucesso no catálogo da Netflix.

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#Filmes | Para todos os Garotos que já amei

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Hoje trago uma dica de filme – que muita gente tem falado – e eu assisti semana passada, que é “Para todos os Garotos que já amei”, baseado no livro best-seller escrito por Jenny Han e produção original da Netflix.

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Lara Jean (Lana Condor) sempre teve uma vida amorosa muito movimentada – pelo menos na cabeça dela! Para cada garoto por quem se apaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito pessoais, que de repente foram parar nas mãos dos destinatários. Agora, para fugir do constrangimento causado junto ao vizinho Josh (Israel Broussard), que é seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã mais velha, Lara Jean se envolve “de mentirinha” com Peter Kavinsky (Noah Centineo) – seu primeiro beijo. Ela quer se livrar da vergonha; ele quer fazer ciúmes na ex-namorada. Juntos, eles vão se envolvendo cada vez mais e descobrindo vários pontos em comum.

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Sabe aquela típica história de amor high-school?! Então, o filme é isso. Uma produção bem levinha, água com açúcar, mas é um bom entretenimento. A beleza está na simplicidade da história e dos personagens. Não tem como não torcer pelo final feliz de Lara Jean – a atriz Lana Condor (de X-Men) é super carismática e defende bem a protagonista. Noah Centineo (de Austin e Ally) e Israel Broussard (de Bling Ring) também mandam bem no triângulo amoroso.

Sob a direção de Susan Johnson, Para Todos os Garotos que Já Amei tem uma fotografia simples e um roteiro aceitável, bem ao estilo Sessão da Tarde. #FicaDica E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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