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#Filmes | Corra!

Oi gente!
Bora falar do segundo filme que concorre neste ano ao Oscar 2018“Corra!”, do diretor Jordan Peele. Até a cerimônia no dia 04 de março, vou trazer as minhas críticas aos longas indicados, inclusive já falei de “Dunkirk” – AQUI.

Em “Corra!”, a trama gira em torno de um casal interracial formado por Chris (Daniel Kaluuya) e Rose (Allison Williams). Ele é um jovem negro; ela uma garota branca de uma família tradicional. Os dois aproveitam um final de semana para viajar ao interior para que o moço seja apresentado à família dela. Chegando lá, Chris é aparentemente bem recebido, mas há a constante sensação de estranhamento no ar, aumentada com o fato dos empregados da casa serem todos negros e, pelo visto, bastante reprimidos. Rose também se incomoda com a situação, mas o casal permanece lá no final de semana, que terá uma festa da família dela. Mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito perturbador.

Para mim foi uma grande surpresa “Corra!” estar concorrendo, pois é um filme bem diferenciado e não faz muito o estilo do Oscar. Mas é um longa bem interessante, com uma proposta original e que foi muito elogiado pela crítica.

Com um elenco sem grandes nomes, os rostos mais familiares são Allison Williams (a Marnie da série Girls) em sua estreia no cinema, Catherine Keener (de O Virgem de 40 Anos) e Bradley Whitford (da série política The West Wing). O protagonista Chris é vivido pelo inglês Daniel Kaluuya (o Posh Kenneth de Skins), em seu primeiro papel de destaque. Mas quem rouba a cena mesmo é o comediante LilRel Howery, que vive o melhor amigo de Chris e garante alguns dos momentos mais divertidos do filme.

Na parte técnica, “Corra!” também vai bem. Jordan Peele traz uma direção segura, com ótimas cenas, aquele clima de suspense, mas ao mesmo tempo torna-se engraçado pelos toques de comédia. Algumas cenas contam com efeitos especiais que também não comprometem a produção. A única ressalva que faço é o final, que apesar de ser surpreendente, foi um pouco over e forçado. Mas não tira o brilho do filme.

No Oscar, “Corra!” concorre nas categorias de melhor filme, direção (Jordan Peele), ator (Daniel Kaluuya) e roteiro original. Não acredito que vá levar alguma coisa para casa.

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Filmes | Dunkirk

Oi gente!
Finalmente saiu a lista dos filmes indicados ao Oscar 2018 e, assim como fiz ano passado, vou compartilhar com vocês as minhas críticas dos longas que concorrem este ano – inclusive, vou postá-los antes da cerimônia de premiação, que neste ano é no dia 04 de março, e também darei as minhas considerações se merecem ou não receber algum destaque no evento mais importante do cinema mundial.

O primeiro filme que trago a vocês é Dunkirk, dirigido pelo Christopher Nolan, e que já estreou nos cinemas há um tempinho. E me perdoem, mas com relação à este longa, eu vou ficar em cima do muro – porque eu gostei de algumas coisas e não gostei de outras.

A trama conta a história da Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, onde soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acompanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.

Para mim, o grande destaque é o diretor Nolan, que também é o produtor e roteirista. Confesso que a trilogia do Batman feita pelo Nolan é a melhor ever! (se não for pra vocês, por favor não me xinguem haha) Gosto bastante porque ele sempre imprime um estilo diferente ao conduzir a história e produzir seus filmes. Com Dunkirk não foi diferente.

Filmado em formato antigo do 70mm, o filme é super caprichado! Com cenas longas, intercalando silêncios e sons da guerra e explosões, uma trilha sonora com violinos, sons tensos e ruídos que nos fazem imergir na história. As câmeras sempre próximas aos atores, o que faz parecer que estamos junto às cenas, além de uma fotografia impecável remetendo à filmes antigos. Além disso, Nolan inova na condução da história – fugindo dos clichês de filmes de guerra que trazem um personagem principal, que sofre, mas se torna um grande herói no final. Em Dunkirk não temos protagonistas – e este talvez seja o principal erro da história e a causa do filme não ter ninguém do elenco indicado nas categorias de atuação.


Não vou negar que a proposta é interessante, porém demora um pouco para nos interessarmos pela história. O elenco não traz grandes nomes do cinema – temos Tom Hardy (mas alguns podem até não reconhecê-lo, já que ele é o aviador e fica o filme inteiro sem mostrar o rosto). Já o elenco jovem – Fionn Whitehead e o cantor Harry Styles – se mostra bem em cena. Destaque também aos veteranos Kenneth Branagh e Mark Rylance. E outra coisa que fiquei bem chateado – o diretor traz uma proposta super criativa e moderna, mas nos entrega um final convencional, com tudo explicadinho nos detalhes.

Enfim, Dunkirk é uma produção caprichada na parte técnica, com falhas na parte estrutural. No Oscar, concorre em 8 categorias – filme, direção, fotografia, mixagem de som, edição de som, design de produção, montagem e trilha sonora original – e pode surpreender, já que concorre (na maior parte) nas categorias técnicas e tem grandes chances de vencê-las, principalmente nas áreas de som e fotografia.

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#Filmes | Os Meninos que Enganavam Nazistas

Oi gente

Hoje eu trago uma dica de filme super interessante. A produção francesa “Os Meninos que Enganavam Nazistas” se passa em 1941, na França, durante o período de ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial.

Os irmãos Joseph (Dorian Le Clech) e Maurice (Batyste Fleurial) precisam fugir, seguindo um plano mirabolante feito por seu pai, o barbeiro Roman (Patrick Bruel) para uma região neutra e assim a família poder ser reunida novamente. Passando várias situações de risco e contando com a ajuda de surpreendentes personagens que aparecem na trajetória dos irmãos, os dois precisam unir forças e juntos enfrentar todos os inúmeros obstáculos que vão ter pela frente.

O filme é baseado no livro autobiográfico de Joseph Joffo lançado em 1973, portanto trata-se de uma história real. Além disso, já foi adaptado para o cinema em 1975 – porém eu não assisti a primeira versão, então não vou fazer comparações.

Inúmeros filmes sobre perseguição à judeus durante a Segunda Guerra Mundial já foram produzidos e sempre retratam a mesma coisa. “Os Meninos que Enganavam Nazistas” vai além, mostra uma história de amor fraternal, e acima de tudo, de sobrevivência. A gente se emociona em vários momentos com a história dos dois irmãos, que unidos conseguem sobreviver às adversidades.

A direção do canadense Christian Duguay é primorosa. Ele utiliza de vários planos clássicos, que fazem toda diferença na composição do longa. Além disso, a fotografia mais escura aliada à trilha sonora traz uma tensão essencial para o decorrer da trama. E o ponto alto do filme é a interpretação magistral dos estreantes atores Dorian Le Clech e Batyste Fleurial, que interpretam os irmãos Joseph e Maurice. Eles simplesmente arrasam – principalmente o mais jovem (Dorian Le Clech). Outro destaque é o ator Patrick Bruel, que faz o pai dos garotos – ele tem uma expressão forte, consegue passar o sentimento somente com o olhar.

Enfim, “Os Meninos que Enganavam Nazistas” é um ótimo filme, mega comovente – chorei muito no final, com momentos excelentes, de sentimentos puros. Vale a pena conferir.

#Filmes | Homem Aranha: De Volta ao Lar

Oi gente!
Hoje o post será sobre o filme “Homem Aranha: De Volta ao Lar”, que fui assistir nos cinemas na semana passada. E confesso que eu estava bem apreensivo com a nova produção, porém eu gostei do resultado. E já vou começar o texto com polêmica – prefiro o Tobey Maguire como Homem Aranha!! Mas ainda assim o jovem Tom Holland não faz feio.

Depois de atuar ao lado dos Vingadores (em “Capitão América: Guerra Civi”), chegou a hora do pequeno Peter Parker (Holland) voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre (Michael Keaton) surge amedrontando a cidade de Nova York. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava.

Para começar, achei o título genial – além de ser o nome da HQ, ele ainda faz uma referência ao acordo entre a Marvel – criadora do Homem Aranha e a Sony – dona dos direitos do super-herói. Tudo isso porque no início dos anos 2000, a Marvel Studios (que ainda não era a potência que é hoje) vendeu o direito de imagem de diversos super-heróis, entre eles o Homem Aranha, que foi adquirido pelos estúdios Sony. Lá o diretor Sam Raimi produziu três filmes estrelados por Tobey Maguire e Kirsten Dunst (como Mary Jane) e Marc Webb fez outras duas produções estreladas por Andrew Garfiled e Emma Stone (como Gwen Stacy). Agora, diante o imenso lucro da Marvel com os filmes de super-heróis (Homem de Ferro, Capitão América, Os Vingadores, etc), os dois estúdios entraram em um acordo e o Homem Aranha está “De Volta ao Lar”.

Voltando a questão do elenco, achei que o ator Tom Holland está bem no papel (e ele já havia tido uma participação bacana em Guerra Civil) – para quem não lembra, ele fez o filme “O Impossível”, aquele do tsunami, com a Naomi Watts. E neste novo filme, o diretor Jon Watts imprimiu uma pegada mais jovem, por isso temos um elenco bem adolescente: Laura Harrier, como Liz Allen, a primeira namorada de Peter; Zendaya (Michelle), Jacob Batalon (Ned), Tony Revolori (Flash), entre outros. Mas o grande destaque fica para os atores Robert Downey Jr, em uma participação como o Homem de Ferro e Michael Keaton incrível como o vilão Abutre. Inclusive eu adorei a construção do vilão – em vez de fazerem o Abutre maléfico, bem robótico como é em outras produções, eles deram um ar mais humanizado ao personagem.

Enfim, de um modo geral eu gostei do filme, foi bem produzido, com boas atuações e talvez o mais importante – a produção não teve medo de ousar. É um filme bem adolescente e feito para lucrar nos cinemas.

PS: não saiam do cinema assim que o filme acabar porque tem cena pós-crédito!!

#Filmes | Mulher Maravilha

Depois de várias semanas, finalmente consegui assistir “Mulher Maravilha”, o novo filme da DC Comics. E gente, que filmaço!! Eu simplesmente adorei!

Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha de Themyscira, em que é conhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto e espião britânico Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar, certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Com certeza esse é o melhor filme da DC desde “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. A atriz Gal Gadot está incrível como a personagem título. Para quem não sabe, a atriz nasceu em Israel, já foi modelo e também passou pelo exército. Poucos devem lembrar também que ela já atuou em quatro filmes da saga Velozes e Furiosos. E assim como a atriz Lynda Carter, que viveu a Mulher Maravilha nos anos 70, Gal foi a escolha certa para o papel.

O filme tem início em Themyscira, uma ilha afastada do “mundo externo” onde vivem as Amazonas – elas possuem um objetivo que é destruir o Deus da Guerra Ares, quando este retornar para acabar a humanidade. Destaque para Robin Wright (de “House of Cards”) – ela está perfeita como a guerreira Antíope, general das Amazonas. Apesar de aparecer bem pouquinho, ela com certeza rouba a cena no início do filme. Outro destaque positivo é o ator Chris Pine (de “Star Trek”) – ele teve muita química com a Gal.

A diretora Patty Jenkins se mostrou certeira! Soube misturar ação, suspense, lutas, drama e até um pouco de romance para montar um filme muito bom! Ela conseguiu desenvolver um roteiro que mostre uma protagonista forte e determinada, mas também sensível e capaz de amar.

E se tem um ponto negativo, eu cito os vilões da história. Foram bem fraquinhos – o que salva mais são algumas cenas entre o general Ludendorff (Danny Huston, de “American Horror Story”) e a Dra. Maru (Elena Anaya, de “Van Helsing”). O principal plot twist do filme não foi tão surpreendente. Prefiro dizer que “Mulher Maravilha” é um filme que abordou mais o surgimento da heroína – e este é o grande diferencial para considerar a produção incrível.

E ainda neste ano, teremos a oportunidade de ver Gal Gadot novamente como Mulher Maravilha no filme “A Liga da Justiça”, que chega aos cinemas brasileiros em 16 de novembro.

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#Filme | Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar

Olá pessoal!
Esta semana fui ao cinema conferir o filme “Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar”. E o quinto filme da franquia lucrativa da Disney não me impressionou tanto.

Nesta produção, o capitão Salazar (Javier Bardem) é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar.

Mas aí você pensa que ao trazer uma história do passado de Sparrow, o pirata mais querido dos cinemas será o grande protagonista da história! Só que não! Vemos um Johnny Depp no piloto automático… Uma interpretação que nada acrescenta para a carreira do ator – até parece que ele já está cansado da franquia, mas vale a pena uma cena de Depp onde conta o passado de Jack Sparrow e o ator (com ajuda de efeitos especiais) aparece mega jovem.

O grande destaque na história de “Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar” é o casal Carina (Kaya Scodelario) e Henry (Brenton Thwaites). Os produtores do filme foram bem espertos e trouxeram um novo casal, afinal sentimos muita falta de Will Turner e Elizabeth Swann após a saída dos atores Orlando Bloom e Keira Knightley da produção. Inclusive o personagem Henry é filho dos dois e também está atrás do Tridente de Poseidon para destruir a maldição de seu pai. Os atores Orlando e Keira também fazem uma participação especial neste filme – mesmo aparecendo poucos minutos, são as melhores partes.

E um dos momentos mais engraçados acontece com a aparição do tio de Jack Sparrow, interpretado por Paul McCartney. A participação é curta, mas bastante divertida.

O filme também tem outros dois atores que estão muito bem – Geoffrey Rush, como o Capitão Barbossa e Javier Bardem no papel do vilão Salazar. A produção caprichou na caracterização de Bardem – seu personagem é bem sombrio, tem os cabelos voando como se fosse efeito de água – realmente muito bom! Inclusive os efeitos especiais são ótimos em todo o filme – eu assisti em 3D e fica ainda melhor.

Enfim, apesar de ser um filme que deixa evidente o desgaste da produção, “Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar” ainda é um filme com grande qualidade em suas cenas de ação e comédia. E para quem for assistir aqui vai uma dica – não saia dos cinemas, pois tem uma cena pós créditos!!

#Filme | O Espaço entre Nós

Gente, aproveitei o feriado para assistir um filme que há um tempo queria assistir – “O Espaço entre Nós” foi lançado em março nos cinemas e só agora consegui assistir. O longa é baseado no livro da norte-americana Tamara Ireland.

 

A aventura interplanetária conta a história de Gardner Elliot (Asa Butterfield), um menino curioso e altamente inteligente, nascido e criado em Marte. Sua mãe descobriu a gravidez após decolar no ônibus espacial que carregava a missão de colonizar o planeta vermelho, e morreu por complicações no parto sem nunca ter revelado o nome do pai.

Convivendo com apenas 14 pessoas nos primeiros 16 anos de vida, o jovem astronauta recebeu uma educação restrita e pouco convencional, que alimentou uma enorme vontade de conhecer o seu pai biológico. Mas com a ajuda de Tulsa (Britt Robertson), uma garota do Colorado que se torna uma grande amiga virtual, Gardner consegue criar forças para descobrir a qual lugar do universo pertence.

Quando finalmente tem a chance de viajar para a Terra e conhecer sobre tudo o que leu enquanto esteve no espaço, Gardner descobre que seus órgãos não resistem à atmosfera do planeta. Ansioso para encontrar seu pai, o garoto escapa da equipe de cientistas que o cuidaram desde o nascimento e junto com Tulsa embarca em uma inesquecível corrida contra o tempo.

Confesso que eu tinha grandes expectativas para esse filme e sai um pouco decepcionado. Os atores principais não tiveram muita química e tem várias cenas bem inverossímeis. No fim, apesar de contar com uma boa premissa, “O Espaço entre Nós” se resume a mais do mesmo. Mais um romance adolescente repleto de situações piegas, feito para agradar somente adolescentes que ainda não descobriram o melhor do cinema.

#Filme | Fragmentado

Começo esse post confessando que não tinha grandes expectativas quando fui assistir “Fragmentado” (Split). Apenas assisti por causa do diretor do filme – o mestre  M. Night Shyamalan. Para quem não lembra dele, Shyamalan teve a façanha de estrear nas telonas em 1999 com um excelente thrillerO Sexto Sentido – chegando até a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Depois ainda criou outros filmes que também fizeram sucesso como “Corpo Fechado” (2000), “Sinais” (2001) e “A Vila” (2004). Logo após, Shyamalan não conseguiu emplacar outros sucessos – dirigindo os fracassos de bilheteria “O Último Mestre do Ar” (2010) e “Depois da Terra” (2013).

Agora com “Fragmentado”, o diretor teve a chance de voltar ao seu melhor estilo. O filme conta a história de Kevin (James McAvoy), um homem portador de um transtorno dissociativo de identidade, que convive com 23 personalidades diferentes. Para complicar, uma de suas personalidades rapta três adolescentes – Casey (Anya Taylor-Joy), Claire (Haley Lu Richardson) e Marcia (Jessica Sula) na frente de um shopping.

O roteiro desenvolve duas tramas essenciais para que o espectador entenda a história – a primeira focada na infância de Casey, com a utilização de flashbacks, mostrando a relação dela com o pai e tio. Casey sofreu um grande trauma durante este período da infância e hoje, na adolescência, sofre para se enturmar com as garotas da escola, sendo tachada de esquisita. Já a segunda trama é focada na interação de Kevin com a sua terapeuta Dra. Karen Fletcher (Betty Buckley), que desconfia que seu paciente está escondendo algo. Através da psicóloga, que o diretor explica como funciona a mente e o corpo de um portador de transtorno dissociativo de identidade – as diferentes personalidades do portador, mesmo que dentro de um corpo só, podem possuir características diferentes, como ser mais forte, mais inteligente, e até mesmo manifestar uma doença que não se apresente nas outras.

E o grande destaque do filme é com certeza o ator James McAvoy (“As Crônicas de Nárnia” e “X-Men”) – sem ele o filme dificilmente existiria do jeito que ele é. James consegue criar cada personalidade de um jeito diferente – seja o vilão, seja o mocinho, desde a fera até uma mulher e uma criança de 9 anos.  Cada nuance, cada olhar, cada voz, até a maneira de respirar, foi pensada para dar vida independente a cada uma delas.

Porém, ainda assim, o filme é bem complicado – precisa prestar bastante atenção para entender. Mas, é simplesmente genial!

#Filmes | Tinha que ser Ele?

James Franco e Bryan Cranston estrelam a comédia “Tinha que ser Ele?” nos cinemas. Dirigido por John Hamburg, o filme lembra outras produções do americano, como “Entrando numa Fria”.

Na trama, Ned Fleming (Bryan Cranston – o eterno Walter White de “Breaking Bad”), CEO de uma companhia de impressão, descobre da pior maneira, em seu aniversário que sua filha está namorando Laird Mayhew (James Franco, do polêmico “A Entrevista”), um jovem milionário. Convidando sua família para passar o Natal e tentar conhecer melhor o namorado, Stephanie (Zoey Deutch, de “Tirando o Atraso”) começa a passar por diversos desconfortos, visto que Laird não conseguiu ganhar a simpatia dos pais.

O filme tem alguns momentos de humor, que nos leva ao riso, mas muitas vezes eles aparecem em situações de mau gosto. É a típica comédia americana mal compreendida e que já está com o prazo de validade vencido. Falta um pouco de originalidade.

Mas a principal pergunta que fica é: Porque Brian Cranston? O ator ficou mega famoso com a série Breaking Bad e já foi até indicado ao Oscar pelo longa “Trumbo”. Não era a hora de aparecer em uma comédia escrachada. Tanto que o ator é pouco aproveitado e serve como escada para James Franco, que já está acostumado com este estilo de produção e tem nas mãos um personagem bom.

Enfim “Tinha que ser Ele?” é uma comédia para ver no sábado à tarde, sem compromisso e, principalmente, sem expectativas. É divertidinho, mas não é uma grande produção.

#Filme | A Bela e a Fera

Assim que estreou no cinema, eu já corri para assistir “A Bela e a Fera”, um dos filmes mais esperados do ano.  A adaptação do clássico desenho da Disney de 1991, conta com a atriz Emma Watson (a Hermione Granger de “Harry Potter”) no papel principal. Ainda no elenco, Luke Evans (o Bard da saga “O Hobbit”) interpretando o vilão Gaston e Dan Stevens (o Matthew Crowley de “Downton Abbey”) que dá vida à Fera.

Recentemente a Disney tem readaptado suas obras, como por exemplo “Malévola”, que trouxe Angelina Jolie com uma personalidade diferente da vilã de “A Bela Adormecida”. “Cinderela” e “Mogli – O menino Lobo” também ganharam um novo filme.

Agora com “A Bela e a Fera”, a Disney traz uma live-action muito fiel ao filme original. A história começa com o príncipe (e os criados do seu castelo) sendo amaldiçoado pela feiticeira e tendo que viver como a Fera até que seja capaz de amar e ser retribuído, antes que a última pétala de uma rosa encantada caia. Em paralelo, Bela é uma jovem considerada estranha em seu vilarejo em virtude de sua mentalidade à frente de seu tempo e sua paixão pela leitura. Tendo de desviar dos avanços de Gaston, que deseja a tomar como esposa, a vida da menina é virada de cabeça para baixo quando seu pai é aprisionado pela Fera durante uma de suas viagens – cabe a Bela resgatá-lo, mas, para isso, precisa tomar seu lugar.

Neste filme, o diretor Bill Condon (que adaptou os dois últimos longas da saga Crepúsculo para as telonas), vai muito além da história que conhecemos. Tanto o passado de Bela – sua relação com a mãe, que faleceu quando ela ainda era um bebê – quanto da Fera – que cresceu sendo soberbo devido à criação do pai – são mostradas de maneira mais profunda. Além disso, a produção ainda traz quatro novas canções, além da trilha original. Inclusive, os atores do elenco cantam muito bem – Emma Watson me surpreendeu.

Também merecem destaque os atores que deram as vozes para os objetos mágicos. Ewan McGregor (o castiçal Lumière), Ian McKellen (o relógio Horloge), Gugu Mbatha-Raw (Fifi), o pequeno Nathan Mack (a xícara Chip) e Emma Thompson (Mrs. Potts) trazem as animadas mobílias a um nível tão bom quanto o original. E ainda temos dois personagens novos – o guarda-roupa (Audra McDonald) e o piano (Stanley Tucci).

O musical também traz uma polêmica – o primeiro personagem homossexual da Disney – LeFou, interpretado pelo ator Josh Gad. Porém, o fiel escudeiro de Gaston é um dos melhores personagens do filme – ele é mega engraçado. E também não poderia deixar de falar dos efeitos especiais, que são muito bem produzidos.

Uma história de amor. Objetos inanimados que dançam e cantam. E bons números musicais. Funcionou em 1991 e mais de vinte anos depois, “A Bela e a Fera” encanta novamente.