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#Filmes | Forever my Girl

Oi gente!
Dica de filme hoje, pode ser? Acabei de ver “Forever my Girl”, que é um longa baseado no livro escrito por Heidi McLaughlin. O livro foi um sucesso de vendas, é o romance de estreia da autora, e hoje faz parte de uma série com cinco edições. Nas telas, o filme foi produzido e dirigido pela estreante Bethany Ashton Wolf e conta com Alex Roe (de A 5ª Onda) e Jessica Rothe (de La La Land) no elenco.

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E para começar, vou contar um pouquinho da história MAAAS vai ter SPOILERS. Então… vamos lá! A trama gira em torno de um rockeiro que anos atrás deixou tudo para ir em busca do sucesso. Liam Page (Roe) estava prestes a subir ao altar e se casar com o grande amor de sua vida – a doce Josie (Rothe). Mas, após estourar nas rádios com sua música, o jovem decide largar tudo e seguir uma carreira sólida no country. Anos depois, após a morte de um amigo de infância, Liam está de volta a sua cidade natal e está mais que disposto a recuperar o amor de sua vida, além de descobrir um grande segredo – ele abandonou Josie grávida e agora terá que se aproximar da pequena Billy (Abby Ryder Forston) e descobrir o que eles têm em comum.

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Assim… não assista “Forever my Girl” esperando um mega filme… Não é! É um filme bem água com açúcar, estilo Sessão da Tarde. Mas é divertidinho, bacana para um sábado a noite quando não temos nada para fazer!
Comentando a parte técnica, o roteiro é bacana, traz a história de forma linear, tudo bem explicadinho. Conseguimos nos envolver na história do casal principal – a química entre eles é boa e os personagens secundários cumprem bem o papel. É bem o estilo de filme americano… o astro que sai de casa, volta anos depois, quer reconquistar o amor e resolver os dramas familiares.

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Com relação ao elenco, a pequena Abby Ryder Forston é o grande destaque, ela é super fofa, trabalha bem, nos emociona e nos faz rir ao mesmo tempo. Também temos alguns atores veteranos como Gillian Vigman (atualmente em Life Setence) e John Benjamin Hickey (que já atuou em diversos seriados como Law and Order, The Good Wife, The Big C e Mom) e no filme interpreta o pai de Liam – Pastor Brian. Mas o melhor de tudo ainda está por vir!!!! A trilha sonora com várias músicas country é maravilhosa! Sério!! Depois que acabou o filme eu fui correndo para o Spotify ouvir tudo de novo! Inclusive estou ouvindo até hoje haha.

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Enfim, “Forever my Girl” é uma dica de filme despretensiosa, para aqueles que curtem um filme mais água com açúcar, levinho e com uma trilha sonora ótima. No Brasil, ele ainda não estreou – fui até pesquisar para saber mais e parece que deve chegar às telonas em outubro – mas já saiu em cartaz nos Estados Unidos e dá para ver online em vários sites aqui. Para aqueles que forem ver, espero que gostem!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Filmes | Três Anúncios para um Crime

Oi gente!
Finalmente a última resenha dos filmes que concorreram ao Oscar 2018Três Anúncios para um Crime, filme de Martin McDonagh.

Só tenho uma coisa para falar desse filme – QUE TIRO FOI ESSE?! Meu Deus, que filme!! Infelizmente não ganhou o Oscar – perdeu para “A Forma da Água” – mas teve reconhecimento em outras premiações como o Golden Globe e o Critics Choice Awards.

Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente a própria Mildred e o Delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação.

O elenco do filme está simplesmente incrível! Não há o que falar de Frances McDormand – ela é uma das melhores atrizes de sua geração, tanto que levou o Oscar de Melhor Atriz. Consegue transitar entre papéis bem humorados como fez em “Fargo” e “Queime Depois de Ler” até segurar um filme inteiro nas costas em um papel complexo como fez agora em “Três Anúncios para um Crime”. Em vários momentos, McDormand consegue mostrar a revolta e a dor de uma mãe que perdeu a filha sem nem precisar dizer nada para emocionar.

Ainda tem as interpretações impecáveis de Woody Harrelson – o delegado adorado por toda a cidade e que passa por um problema de saúde; e Sam Rockwell – vencedor do Oscar de melhor Ator Coadjuvante – que faz o policial corrupto e agressivo. Ainda completam o elenco Peter Dinklage, John Hawkes, Amanda Warren e Lucas Hedges.

Martin McDonagh nos presenteia com uma direção segura e um roteiro fantástico, que nos impacta em vários momentos – sinceramente, não conseguia nem piscar! Um dos melhores filmes desse ano, “Três Anúncios para um Crime” consegue ter momentos emocionantes e, ao mesmo tempo, engraçados.

Apesar de ter gostado de “A Forma da Água” – e concordar que é um ótimo filme, com uma produção linda – na minha opinião o melhor filme é Três Anúncios para um Crime. Simplesmente FANTÁSTICO!

#Filmes | A Forma da Água

Oi gente!
Hoje tem mais uma dica de filme indicado ao Oscar 2018“A Forma da Água”, do diretor mexicano Guilhermo del Toro. Lembrando que a cerimônia de premiação ocorre no domingo (04).

“A Forma da Água” acompanha a trajetória de Elisa (Sally Hawkins), uma mulher muda que trabalha como faxineira num centro de pesquisas do serviço secreto americano em meados dos anos 1960. Um dia ela descobre que uma criatura aquática é mantida num laboratório sob maus tratos e todo tipo de experiência. Sem falar uma palavra, a mulher começa a se comunicar com a criatura e nutrir uma relação especial por aquele monstro, pensando até mesmo em resgatá-lo. Elisa contará com a ajuda de sua companheira Zelda (Octavia Spencer), seu vizinho Giles (Richard Jenkins), mas terá como empecilho o furioso chefe de segurança, Richard Strickland (Michael Shanon) e a observação misteriosa do cientista Dr. Robert Hoffsteler (Michael Stuhlbarg).

E ao que tudo indica, finalmente Guilhermo del Toro será reverenciado por seu trabalho. O diretor, produtor e roteirista de “A Forma da Água” é a grande aposta na categoria de direção. Na minha opinião, com muito louvor! Seu trabalho está esplêndido – com efeitos visuais espetaculares, comentário social na medida e direção de elenco primorosa. A tradução dos monstros como heróis marginais é feita com delicadeza ímpar. Merece muito pelo esmero artístico e pelo trabalho preciso e delicado.

Outro destaque do filme é a atriz Sally Hawkins, que somente com o olhar e sua expressão facial, consegue segurar todo o filme. Ela mergulha na delicadeza de um personagem, em tudo excluído, sem cair em excessos dramáticos. Ótimos trabalhos também de Richard Jenkins e Michael Shannon. E preciso falar do Doug Jones, que não “aparece” no filme – pelo menos não de cara limpa! Ele faz o monstro e já trabalhou diversas vezes com Del Toro.

Tem uma cena no filme – prometo não dar SPOILERS – que é simplesmente genial! Vou postar a foto dela aqui embaixo, quem assistiu vai saber qual é! E por falar em cenas geniais, a abertura também é fantástica.

Lúdico, “A Forma da Água” é um dos grandes destaques do ano, com uma belíssima maquiagem, iluminação, fotografia, direção de arte e efeitos visuais. Destaque a parte para a excelente trilha sonora, que nos remete ao melhor dos anos 50-60. E com uma competentíssima direção de Del Toro, além de trazer temas recorrentes do momento como o empoderamento feminino, os excluídos da sociedade e o romance entre “espécies” diferentes.

No Oscar 2018, o filme liderou as indicações, com 11 nomeações – melhor filme, melhor direção (Guilhermo del Toro), melhor atriz (Sally Hawkins), melhor ator coadjuvante (Richard Jenkins), melhor atriz coadjuvante (Octávia Spencer – não entendi muito a indicação, pois não é seu melhor trabalho, e tinha outras atrizes que estão melhores), melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor figurino, melhor mixagem de som, melhor edição de som, melhor design de produção, melhor montagem e melhor trilha sonora original. Aposto que vence na categoria de direção.

E pessoal, eu queria muito postar as resenhas de todos os filmes que concorrem na categoria principal, antes da cerimônia do Oscar, mas infelizmente não conseguirei falar de “Três Anúncios para um Crime” (que para mim foi o melhor filme de todos!!). Vai ficar para depois da premiação! Aproveitem para dizer nos comentários o que vocês acharam deste filme, em quem apostam no Oscar 2018 e me seguem nas redes sociais!

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#Filmes | Me Chame pelo seu Nome

Oi gente!
Bora conferir mais uma dica de filme indicado ao Oscar 2018 – hoje vou falar de “Me Chame pelo seu Nome”, do diretor italiano Luca Guadagnino e baseado no livro do escritor André Aciman.

A casa onde o jovem Elio (Timothée Chalamet) passa os verões é um verdadeiro paraíso no norte da Itália – parada certa para amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o menino está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com os estudos.

E neste verão surge Oliver (Armie Hammer). Elio, no auge de sua puberdade, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia, que parece atravessar o convívio inicial, surge uma paixão que só aumenta. Elio quer estar perto e decide acompanhar Oliver a cada visita ao vilarejo, durante os banhos de rio e está ao seu lado na hora das refeições. Tem ciúmes, tem inveja, tem desejo. O filme retrata o descobrimento sexual de Elio. Uma experiência inesquecível, que o marcará para o resto da vida.

“Me Chame pelo seu Nome” é um filme super sensível, com uma narrativa bem interessante, um roteiro bem desenvolvido e uma adaptação fiel, que nos emociona. No elenco, o grande destaque é o jovem ator Timothée Chalamet – que nos entrega um Elio cheio de nuances e paixões. Um ótimo trabalho do ator de apenas 22 anos, que recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Já Armie Harmer não é um grande ator, mas está bem no papel de sedutor. Completam o elenco Michael Stuhlbarg, Amira Casar e Esther Garrel.

A produção do filme é impecável – o diretor Luca Guadagnino nos traz ótimos ângulos, com planos sequência bem desenvolvidos. A construção e evolução dos personagens são super interessantes, pois eles nos fazem conhecer cada um aos poucos e isso faz com que a identificação fique ainda maior. O design de produção traz uma qualidade técnica da imagem, que realmente nos transporta para os anos 80. O figurino, fotografia e trilha sonora instrumental são outros destaques a parte – me fez lembrar os grandes filmes do cinema italiano. Ahh, e outro detalhe super bacana! O filme tem a produção de um brasileiro – Rodrigo Teixeira.

Outra coisa que eu preciso falar – tem uma cena ao final do filme – gente, que cena!! Timothée Chalamet e Michael Stuhlbarg simplesmente arrasam em um diálogo entre pai e filho sobre o amor. Sério, não tem como não se emocionar!

“Me Chame pelo seu Nome” fala sobre aprendizado, descobertas e amor – e tudo isso de uma forma diferente. Um filme de grande beleza, tocante, inteligente e sem apelações.  No Oscar 2018, concorre em quatro categorias: melhor filme, melhor ator (Timothée Chalamet), melhor roteiro adaptado e melhor canção original (Mystery of Love) – acredito que deve ganhar a estatueta de roteiro adaptado (e será super merecido)!

Lembrando que já tem resenha de outros filmes que também concorrem no Oscar – “Dunkirk” (AQUI), “Corra!” (AQUI), “Lady Bird” (AQUI), “Eu, Tonya” (AQUI), “Trama Fantasma” (AQUI) e “The Post” (AQUI), “O Destino de uma Nação” (AQUI)

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#Filmes | O Destino de uma Nação

Oi gente!
Hoje é dia de falar de “O Destino de uma Nação” – mais um filme que concorre ao Oscar 2018. A produção retrata os primeiros dias de Winston Churchill (Gary Oldman) como primeiro-ministro da Grã-Bretanha, onde ele teve que tomar a difícil decisão de aceitar um suspeito acordo de paz com o ditador Hilter ou confrontá-lo, o que ocasionaria a retirada dos soldados ingleses da batalha de Dunquerque.

Inclusive, “O Destino de uma Nação” tem, em sua história, uma passagem parecida com outro filme que concorre ao Oscar – “Dunkirk” (tem resenha dele AQUI) – durante a 2ª Guerra Mundial, soldados ingleses e franceses ficaram presos na praia de Dunquerque e somente um homem foi capaz de conseguir ajuda-los – Winston Churchill.

Acho que nem preciso dizer que a interpretação de Gary Oldman como Churchill é incrível, simplesmente impecável e, com certeza, mais que merecedora de um Oscar (o ator já venceu o Globo de Ouro, Critics e o SAG por este papel). E particularmente, é tão difícil imaginar Gary Oldman como o primeiro ministro britânico!! Como todos sabem, sou mega fã de Harry Potter, e no caso, o ator interpretou o personagem Sirius Black na saga, além de ter feito outras franquias como Planeta dos Macacos e Batman (do Nolan – diretor de Dunkirk). No momento em que vi sua caracterização, é simplesmente impossível dizer que é ele!! E por isso, o filme merece todos os elogios com relação à maquiagem.

Além disso, o design de produção é impecável – fazendo um trabalho de recriação de época formidável. A produção também é ótima – iluminação e som bons, porém o ponto negativo é o roteiro, que não foi bem desenvolvido, o que deixou o filme bem cansativo.

Neste ano, “O Destino de uma Nação” concorre a seis Oscars – melhor filme, melhor ator (Gary Oldman), melhor fotografia, melhor figurino, melhor maquiagem e cabelo, e melhor design de produção. Na minha opinião, a vitória de Gary Oldman é praticamente certa – aqui vale uma curiosidade, personalidades inglesas sempre rendem Oscars – foi o caso de Meryl Streep (como Margareth Thatcher em “A Dama de Ferro”, Helen Mirren (como Elizabeth II em “A Rainha”) e Colin Firth (como rei George VI em “O Discurso do Rei”). Aposto também nas categorias de melhor maquiagem e cabelo e (talvez) design de produção.

Vale conferir outras resenhas de filmes que concorrem ao Oscar – “Corra!” (AQUI), “Lady Bird” (AQUI), “Eu, Tonya” (AQUI), “Trama Fantasma” (AQUI) e “The Post” (AQUI).

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#Filmes | The Post – A Guerra Secreta

Oi gente!
Hoje tem resenha de “The Post – A Guerra Secreta”, novo filme do diretor Steven Spielberg, com Meryl Streep e Tom Hanks e que concorre ao Oscar 2018.

A história gira em torno de Kat Graham (Meryl Streep), a dona do The Washington Post, um jornal local que está prestes a lançar suas ações na Bolsa de Valores de forma a se capitalizar e, consequentemente, ganhar fôlego financeiro. Ben Bradlee (Tom Hanks) é o editor-chefe do jornal, ávido por alguma grande notícia que possa fazer com que o jornal suba de patamar no sempre acirrado mercado jornalístico. Quando o New York Times inicia uma série de matérias denunciando que vários governos norte-americanos mentiram acerca da atuação do país na Guerra do Vietnã, com base em documentos sigilosos do Pentágono, o presidente Richard Nixon decide processar o jornal com base na Lei de Espionagem, de forma que nada mais seja divulgado. A proibição é concedida por um juiz, o que faz com que os documentos cheguem às mãos de Bradlee e sua equipe, que precisa agora convencer Kat e os demais responsáveis pelo The Post sobre a importância da publicação de forma a defender a liberdade de imprensa.

“The Post – A Guerra Secreta”, para mim, é o filme mais injustiçado deste ano. Eu simplesmente adorei – e ele concorre apenas em duas categorias do Oscar 2018: melhor filme e melhor atriz para Meryl Streep em sua 21ª indicação – sendo a atriz que mais concorreu na história da premiação, tendo levado a estatueta três vezes – por “Kramer vs Kramer” (1980 – como atriz coadjuvante), “A Escolha de Sofia” (1983) e “A Dama de Ferro” (2012). Acho que valia indicações nas categorias de melhor direção, melhor ator para Tom Hanks e até melhor roteiro.

Mas enfim, vou falar um pouquinho do filme, e para isso, preciso trazer alguns dados da história americana. “The Post” se passa no início da década de 70 quando os jornais The New York Times e o The Washington Post divulgaram os “Pentagon Papers” – Papéis do Pentágono – um amplo estudo mostrando como os governos Eisenhower, Kennedy, Johnson e Nixon haviam ludibriado a opinião pública para justificar o envolvimento cada vez mais acentuado dos EUA no Vietnã, que inclusive não teve “final feliz” para os americanos.

Os documentos incriminariam Robert McNamara, grande amigo de Kat Graham, e que foi Secretário de Defesa durante os governos Kennedy e Johnson. Inclusive, Kat tinha herdado o jornal do marido e, arriscou o futuro do seu Washington Post, ao decidir publicar os documentos proibidos. Depois disto o jornal passou a ter o mesmo patamar do New York Times. A revelação dos Pentagon Papers levou também, logo a seguir, ao caso Watergate, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon.

Com relação ao filme – ele tem o mesmo estilo de “Spotlight: Segredos Revelados”, que venceu o Oscar em 2016, inclusive ambos têm o mesmo roteirista Josh Singer, em parceria com a estreante Liz Hannah. O roteiro é ótimo, discutindo diversos assuntos importantes como a liberdade de imprensa, o poder da verdade, o empoderamento feminino, o comercial em conflito com o editorial de uma redação, além dos bastidores da investigação jornalística – tudo isso sem ser cansativo.


Kat Graham e Ben Bradleey

A direção de Spielberg é sempre impecável. Ótima trilha sonora, fotografia e edição. Além de contar com a brilhante interpretação de Streep e Hanks tem também Sarah Paulson, Bob Odenkirk, Matthew Rhys no elenco. Acredito que não irá vencer nada no Oscar, mas adoraria se surpreendesse, que nem aconteceu com Spotlight.

#Filmes | Trama Fantasma

Oi gente!
Bora conferir mais um filme indicado ao Oscar 2018 – hoje vou falar de “Trama Fantasma”, nova produção do diretor Paul Thomas Anderson e com Daniel Day Lewis no elenco. Lembrando que já falei de “Dunkirk” (AQUI), “Corra!” (AQUI), “Lady Bird” (AQUI) e “Eu, Tonya” (AQUI).

A maioria dos críticos aprovaram “Trama Fantasma”, mas eu não curti. Ainda assim, têm algumas coisas a serem elogiadas. A história se passa na década de 1950 – Reynolds Woodcock (Day-Lewis) é um renomado e confiante estilista que trabalha ao lado da irmã, Cyril (Lesley Manville), para vestir grandes nomes da realeza e da elite britânica. Sua inspiração surge através das mulheres que, constantemente, entram e saem de sua vida. Mas tudo muda quando ele conhece a forte e inteligente Alma (Vicky Krieps), que vira sua musa e amante.

Na minha opinião a história não fluiu, não me prendeu e nem chamou atenção. Parece que falta algo que dê liga na narrativa. Já os personagens, apesar de não fazerem com que torçamos por eles, possuem uma ótima interpretação de seus atores. Woodcock é egocêntrico; Cyril tem sua vida totalmente voltada para o irmão; e Alma, que parece ser apenas uma jovem doce e ingênua, esconde uma personalidade quase psicopata.

Daniel Day Lewis – que anunciou sua aposentadoria após esse filme – está bem, em um personagem difícil. O ator é recordista no Oscar – já ganhou três estatuetas pelos filmes “Meu Pé Esquerdo”, “Sangue Negro” e “Lincoln” – e concorre mais uma vez na categoria.

Mas quem realmente se destaca é Vicky Krieps. Alma é uma personagem não linear, com várias nuances de humor e o principal motivo para vermos o filme até o final. No meio do longa, há um plot twist (virada) que nos prende atenção e desperta a curiosidade para saber o que acontecerá. Já Lesley Manville, que concorre como melhor atriz coadjuvante, recebendo sua primeira indicação – também tem certo destaque.

Vale elogiar a produção – o filme tem ótimos cenários, com ambientes luxuosos, iluminação impecável, planos sequenciais e diálogos longos, ótima fotografia e uma trilha sonora instrumental ambientando a década de 50. E o que não poderia faltar – o figurino também está incrível, afinal trata-se de um filme sobre o mundo da moda – as roupas tinham que ser caprichadas mesmo.

Mas mesmo com todos esses elogios, a história não me conquistou. Foi difícil assisti-lo inteiro – em vários momentos pensei em parar de ver. Uma pena, pois a parceria Paul Thomas Anderson e Daniel Day Lewis sempre rende algo bom, neh?!

No Oscar 2018, “Trama Fantasma” está indicada em seis categorias – melhor filme, direção (Paul Thomas Anderson), ator (Daniel Day Lewis), atriz coadjuvante (Lesley Manville), figurino e trilha sonora original. Pode até ter chance na categoria de figurino, mas concorre com outros filmes fortes como “O Destino de uma Nação”, “Victoria e Abdul” e até “A Bela e a Fera”. No Brasil, o longa entra em cartaz nos cinemas no dia 22 de fevereiro.

#Filmes | Eu, Tonya

Oi gente!
Hoje tem resenha de “Eu, Tonya”, filme do diretor australiano Craig Gillespie, que concorre em três categorias do Oscar 2018 – melhor atriz (Margot Robbie), melhor atriz coadjuvante (Allison Janney) e melhor montagem.

O filme conta a história da patinadora Tonya Harding – uma promessa do esporte estadunidense. De origem pobre, ela se destacou em uma modalidade elitista, que tem a “aparência” como um pilar:  a patinação artística no gelo. Apesar do inegável talento, ela viu seu nome envolvido em um crime. Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1994, sua principal concorrente Nancy Kerrigan foi brutalmente atacada. Tonya, o ex-marido, Jeff Gillooly, e o segurança pessoal dela, Shawn, foram responsabilizados judicialmente pelo atentado. O longa retrata a vida da atleta desde a sua infância (quando é interpretada pela talentosa Mckenna Grace), mostrando o abandono do pai e os maus tratos e humilhações da mãe LaVona (Allison Janney) até o relacionamento abusivo com Jeff Gillooly (Sebastian Stan).

O grande destaque – pelo menos no início do filme – é a atriz Allison Janney. Ela está simplesmente espetacular e super cotada para levar o Oscar de Atriz Coadjuvante, inclusive já levou o Globo de Ouro, Critics e o SAG. A atriz Margot Robbie também nos entrega uma ótima interpretação de uma personagem que não era nada carismática e apresentava muitas nuances.

O roteiro é bem desenvolvido, com tiradas irônicas, um elenco carismático e uma trilha sonora animada pelo melhor dos anos 80 e 90. O diretor utiliza de momentos cômicos, que dão um alívio à história, além de inserir cenas em que os personagens estão em uma entrevista – trazendo mais humanidade. Em vários momentos, os atores viram para a câmera e começam a conversar com o espectador – outra sacada genial. Por outro lado, uma única coisa acaba afetando todo o filme – a péssima maquiagem – principalmente nas cenas em que Margot faz a fase jovem de Tonya.

Enfim, “Eu, Tonya” é uma biografia criativa e diferente da maioria; misturando suspense, investigação policial, drama e comédia, e investindo num dos assuntos que estão em alta – o empoderamento feminino. O mais interessante é que o filme não tenta provar se Tonya é culpada ou não, mas mostra que o público sempre está em busca de alguém para amar. Ou odiar.

#Filmes | Lady Bird – A Hora de Voar

Oi gente!
Aproveitando o Carnaval, vou trazer mais uma dica de filme que concorre ao Oscar 2018 – hoje vou falar de “Lady Bird – A Hora de Voar”, dirigido e escrito por Greta Gerwing. Lembrando que vou falar de todos os filmes que concorrem na principal premiação do cinema mundial – inclusive já trouxe críticas de “Dunkirk” (AQUI) e “Corra!” (AQUI).

Então vamos lá! “Lady Bird” é aquele tipo de filme que você assiste com um sorriso no rosto do início ao fim. Trata-se de uma “dramédia” – mistura bem feita de drama com comédia. Auto-rebatizada “Lady Bird”, Christine McPherson (Saoirse Ronan) é uma típica garota comum de 17 anos. Estudante de uma escola católica na cidade de Sacramento, nos Estados Unidos, ela não é nada popular. E, em casa, vive às turras com a mãe Marion (Laura Metcalf), controladora, que cumpre uma dupla jornada de trabalho para compensar o desemprego do pai Larry (Tracy Letts), a quem a menina idolatra. O filme se passa em 2002, período de dificuldades para a economia do país. O que Lady Bird mais quer é fazer faculdade em Nova York – longe de Sacramento, e consequentemente, longe da mãe. Enquanto sua hora não chega, ela se divide entre as obrigações estudantis, o primeiro namoro, a primeira desilusão amorosa – típicos rituais de passagem para a vida adulta.

O filme tem um roteiro perfeito, desenvolvido pela diretora Greta Gerwing – em sua estreia atrás das câmeras (para quem não lembra ela fez Frances no filme Frances Ha, além de atuar em outros longas como “Hannah sobre as Escadas”, “Mistress America” e “Jackie”). E uma curiosidade – Greta é de Sacramento e o filme pode até ser uma “autobiografia”.

O elenco também está ótimo – a irlandesa Saoirse Ronan entrega uma protagonista cheia de sentimentos, com muita variação de humor – um papel bem sensível! Não é à toa que Lady Bird lhe trouxe sua terceira indicação ao Oscar. Com apenas 23 anos, ela já foi indicada por “Desejo e Reparação” (2007) e “Brooklyn” (2016). Quem também está incrível em cena é Laura Metclaf (para quem não lembra dela, é a mãe do Sheldon em “The Big Bang Theory”). A veterana concorre na categoria de melhor atriz coadjuvante e tem chances de vencer, mas concorre com a também incrível Alison Jenney (Eu, Tonya) – que tem levado todas as premiações. Inclusive, a primeira cena do filme, onde traz um diálogo entre mãe e filha (fiquem tranquilos, não vou dar SPOILERS) vale por tudo, é sensacional e transmite todos os sentimentos que serão debatidos ao longo do filme. Sério, QUE CENA! Ainda no elenco, destaque para os atores jovens – Lucas Hedges (que concorreu ao Oscar no ano passado com “Manchester a Beira Mar”), Timothée Chalamet (que concorre neste ano na categoria de melhor ator por “Me Chame pelo seu Nome”) e Beanie Feldsstein.

“Lady Bird: A Hora de Voar” pode até não trazer uma história original e apostar bastante nos clichês, mas consegue ter força pela linda união das partes, com um elenco super afiado, atuações impecáveis, cenas bem dirigidas, com planos longos e diálogos do dia a dia. O filme concorre nas categorias de “melhor filme”, “melhor direção” para Greta Gerwing (esta é a 5ª vez que uma mulher é indicada nesta categoria em TODA a história do Oscar, “melhor atriz” para Saoirse Ronan, “melhor atriz coadjuvante” para Laura Metcalf e “melhor roteiro original”.

Eaí, já assistiram “Lady Bird – A Hora de Voar”? O que acharam? Tem alguma chance no Oscar?

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#Filmes | Corra!

Oi gente!
Bora falar do segundo filme que concorre neste ano ao Oscar 2018“Corra!”, do diretor Jordan Peele. Até a cerimônia no dia 04 de março, vou trazer as minhas críticas aos longas indicados, inclusive já falei de “Dunkirk” – AQUI.

Em “Corra!”, a trama gira em torno de um casal interracial formado por Chris (Daniel Kaluuya) e Rose (Allison Williams). Ele é um jovem negro; ela uma garota branca de uma família tradicional. Os dois aproveitam um final de semana para viajar ao interior para que o moço seja apresentado à família dela. Chegando lá, Chris é aparentemente bem recebido, mas há a constante sensação de estranhamento no ar, aumentada com o fato dos empregados da casa serem todos negros e, pelo visto, bastante reprimidos. Rose também se incomoda com a situação, mas o casal permanece lá no final de semana, que terá uma festa da família dela. Mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito perturbador.

Para mim foi uma grande surpresa “Corra!” estar concorrendo, pois é um filme bem diferenciado e não faz muito o estilo do Oscar. Mas é um longa bem interessante, com uma proposta original e que foi muito elogiado pela crítica.

Com um elenco sem grandes nomes, os rostos mais familiares são Allison Williams (a Marnie da série Girls) em sua estreia no cinema, Catherine Keener (de O Virgem de 40 Anos) e Bradley Whitford (da série política The West Wing). O protagonista Chris é vivido pelo inglês Daniel Kaluuya (o Posh Kenneth de Skins), em seu primeiro papel de destaque. Mas quem rouba a cena mesmo é o comediante LilRel Howery, que vive o melhor amigo de Chris e garante alguns dos momentos mais divertidos do filme.

Na parte técnica, “Corra!” também vai bem. Jordan Peele traz uma direção segura, com ótimas cenas, aquele clima de suspense, mas ao mesmo tempo torna-se engraçado pelos toques de comédia. Algumas cenas contam com efeitos especiais que também não comprometem a produção. A única ressalva que faço é o final, que apesar de ser surpreendente, foi um pouco over e forçado. Mas não tira o brilho do filme.

No Oscar, “Corra!” concorre nas categorias de melhor filme, direção (Jordan Peele), ator (Daniel Kaluuya) e roteiro original. Não acredito que vá levar alguma coisa para casa.

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