Tag: movies

#Filme | Podres de Ricos

Oi gente!
Neste final de ano aproveitei para colocar algumas séries que estavam atrasadas em dia e também para assistir alguns filmes que estavam na minha listinha – um deles foi “Podres de Ricos” (ou no original, “Crazy Rich Asians” – baseado no livro de Kevin Kwan). Confesso que quando lançou, não me interessei muito em assistir, mas depois das boas críticas e indicações às principais premiações, fiquei curioso para saber se realmente era bom.

E isso tudo refletiu para que “Podres de Ricos” se tornasse um dos maiores fenômenos nas bilheterias mundiais em 2018, tendo faturado US$ 230 milhões diante de um orçamento de apenas US$ 30 milhões. Uma verdadeira revolução no mundo das comédias românticas. Ao mesmo tempo que mantém uma série de clichês.

Na história, Rachel Chu (Constance Wu) é uma jovem professora de economia em Nova York e namora com Nick Young (Henry Golding) há algum tempo. Quando Nick convida Rachel para ir no casamento do melhor amigo, em Singapura, ela descobre que ele é o herdeiro de uma verdadeira fortuna. Lá, ela entra na mira de outras candidatas e da mãe de Nick (Michelle Yeoh), que desaprova o namoro.

Temos mais uma vez a história da moça pobre que namora um ricaço, mas não é aprovada pela mãe dele, que faz de tudo para acabar com o romance. É clichê? Sim, é clichê! Mas é um clichê super bem feito. A química entre Constance Wu e Henry Golding é maravilhosa e leva o espectador a realmente torcer pelos dois (pelo menos comigo aconteceu isso).

“Podres de Ricos” ainda tem uma representatividade interessante. Primeiro porque a produção é formada em sua totalidade por asiáticos ou descendentes. Tente se lembrar quando foi a última vez que você viu um filme de Hollywood com elenco inteiro composto por descendentes de asiáticos? Na verdade, não precisa porque não existe! Já tivemos tantos erros de escalação como o caso de Scarlett Johansson sendo a protagonista japonesa de “Ghost in the Shell”, mas também tivemos acertos ao lembrar do recente “Para Todos os Garotos que já Amei” com a descendente vietnamita Lana Condor.

Outro ponto positivo do filme é o protagonismo cultural e social da Ásia demonstrado de forma natural em um filme americano, além das ótimas atuações – os comediantes Awkwafina (vista recentemente em “Oito Mulheres e Um Segredo”) e Ken Jeong (conhecido pelo papel de Mr. Chow na trilogia “Se Beber, Não Case”) são um espetáculo à parte. Figurino luxuoso, paisagens maravilhosas, trilha sonora cativante também contribuem para o sucesso do longa.

E tem notícia boa! A Warner já confirmou a sequência “China Rich Girlfriend” e, provavelmente, veremos o último volume dos best-sellers “Rich People Problems” nas telonas também.

Enfim, “Podres de Ricos” é aquele filme despretensioso, que vale a pena conferir apenas para se divertir. É engraçado e bem produzido. Eu curti bastante!

#Filme | O Ódio que Você Semeia

Oi gente!
Último post de 2018 e hoje vou falar de um filme que estreou em dezembro e que foi simplesmente maravilhoso (na minha opinião) – “O Ódio que você Semeia” é baseado no livro best-seller de Angie Thomas e ganhou esta adaptação cinematográfica com a atriz Amandla Stenberg (para quem não lembra, ela era a Rue em Jogos Vorazes).

O filme conta a história de Starr Carter, uma jovem de 16 anos que vive com os pais e os dois irmãos em um bairro periférico que sofre com muitos problemas relacionados às drogas e a violência. Por causa disso, ela e seus irmãos foram colocados pelos pais em um colégio de uma área mais rica da cidade. Com isso, Starr aprendeu a se dividir entre a menina da periferia e a menina do colégio rico. Mas todo o “status quo” é abalado quando Starr testemunha o assassinato de um amigo de infância por um policial branco, dando início a uma série de conflitos em sua região. Inicialmente, Starr não quer se manifestar, mas aos poucos vai percebendo que ela tem muito a dizer.

“O Ódio que você Semeia” é um filme bem construído, sensível e eu achei forte – não em questão de cenas, mas sim na mensagem que ele passa. Eu assisti com aquela sensação de que realmente é desafiador, chega a ser incômodo (no bom sentido), um verdadeiro tapa na cara da sociedade.

O elenco também é um destaque a parte – Amandla Stenberg é o melhor do filme, ela tem uma interpretação segura e muito coerente, consegue segurar muito bem as cenas dramáticas. Para os fãs de “Riverdale”, o ator K.J.Apa (o Archie) também está nesta produção e faz o namorado “branco” da protagonista. Além disso temos Regina HallRussell Hornsby e Issa Rae mandando super bem.

O diretor George Tillman Jr. – responsável por alguns filmes que floparam – acerta dessa vez e traz um roteiro interessante – com algumas alterações em relação ao livro – e também com cenas muito bem feitas. Em vários momentos, a câmera está enquadrada no rosto dos atores, pegando a reação e emoção do personagem – e nos faz sentir um misto de sentimentos, as vezes revolta e, principalmente, muita comoção.

“O Ódio que você Semeia” ensina lições de vida e se propõe a mostrar de forma verdadeira como a sociedade molda o jovem negro. Seja pelo livro ou nos cinemas, esse é um relato que merece e deve ser apreciado por todos.

#Filme | The Tale – O Conto

Oi gente!
Hoje vou falar de filme, que já faz um tempinho que assisti e somente agora consegui trazer a crítica para vocês. Estou falando de “The Tale” – “O Conto” – filme produzido pelo canal HBO e que rendeu à atriz Laura Dern uma indicação ao Emmy 2018, na categoria de atriz em série limitada ou telefilme.

A produção conta uma história densa sobre uma jornada de autoconhecimento, memórias que vagaram durante décadas, relacionamentos abusivos e que cai diretamente no movimento #MeToo. O filme narra a história de Jennifer (Laura Dern), que tem uma ótima carreira como documentarista e professora e um relacionamento repleto de carinho e respeito mútuo com seu noivo, Martin (Common). Porém, quando sua mãe Nettie (Ellen Burstyn) encontra uma história que ela escreveu para escola quando tinha 13 anos contando sobre um relacionamento que teve com dois adultos – a professora de equitação Sra. G. (Elizabeth Debicki) e seu amante Bill (Jason Ritter), ela é obrigada a revisitar um passado traumático e reconciliar suas lembranças com o que de fato aconteceu com ela. E o mais inquietante é que se trata de uma história real da documentarista Jennifer Fox, que dirige e roteiriza o longa.

“The Tale – O Conto” é uma boa produção, bem caprichada, mas é um filme intenso, difícil, com uma história muito impactante e cenas pesadas que mostram estupro infantil. Tiveram momentos em que eu fiquei bem chocado com o que foi mostrado, porém é necessário se discutir isso e, principalmente, escancarar para uma sociedade que precisa ver e fazer algo sobre.

Com relação às atuações, Laura Dern está espetacular, assim como a jovem Isabelle Nélisse, que interpreta a personagem Jennifer na infância – uma coisa importante a destacar e que apareceu ao final do filme é que a atriz não participou de nenhuma cena que mostrou os estupros sofridos pela personagem. Também destaco os atores Jason Ritter e Elizabeth Debicki.

Poderoso, triste e incômodo e super devastador, “The Tale” chega num momento importante ao falar de questões sexuais e relações de poder. Se você for assistir, se prepare para ter uma reviravolta de emoções.

th

#Filmes | Para todos os Garotos que já amei

Oi gente!
Hoje trago uma dica de filme – que muita gente tem falado – e eu assisti semana passada, que é “Para todos os Garotos que já amei”, baseado no livro best-seller escrito por Jenny Han e produção original da Netflix.

Resultado de imagem para para todos os garotos que já amei

Lara Jean (Lana Condor) sempre teve uma vida amorosa muito movimentada – pelo menos na cabeça dela! Para cada garoto por quem se apaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito pessoais, que de repente foram parar nas mãos dos destinatários. Agora, para fugir do constrangimento causado junto ao vizinho Josh (Israel Broussard), que é seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã mais velha, Lara Jean se envolve “de mentirinha” com Peter Kavinsky (Noah Centineo) – seu primeiro beijo. Ela quer se livrar da vergonha; ele quer fazer ciúmes na ex-namorada. Juntos, eles vão se envolvendo cada vez mais e descobrindo vários pontos em comum.

Resultado de imagem para lana condor e israel broussard

Sabe aquela típica história de amor high-school?! Então, o filme é isso. Uma produção bem levinha, água com açúcar, mas é um bom entretenimento. A beleza está na simplicidade da história e dos personagens. Não tem como não torcer pelo final feliz de Lara Jean – a atriz Lana Condor (de X-Men) é super carismática e defende bem a protagonista. Noah Centineo (de Austin e Ally) e Israel Broussard (de Bling Ring) também mandam bem no triângulo amoroso.

Sob a direção de Susan Johnson, Para Todos os Garotos que Já Amei tem uma fotografia simples e um roteiro aceitável, bem ao estilo Sessão da Tarde. #FicaDica E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

 

#Filmes | Forever my Girl

Oi gente!
Dica de filme hoje, pode ser? Acabei de ver “Forever my Girl”, que é um longa baseado no livro escrito por Heidi McLaughlin. O livro foi um sucesso de vendas, é o romance de estreia da autora, e hoje faz parte de uma série com cinco edições. Nas telas, o filme foi produzido e dirigido pela estreante Bethany Ashton Wolf e conta com Alex Roe (de A 5ª Onda) e Jessica Rothe (de La La Land) no elenco.

Imagem relacionada

E para começar, vou contar um pouquinho da história MAAAS vai ter SPOILERS. Então… vamos lá! A trama gira em torno de um rockeiro que anos atrás deixou tudo para ir em busca do sucesso. Liam Page (Roe) estava prestes a subir ao altar e se casar com o grande amor de sua vida – a doce Josie (Rothe). Mas, após estourar nas rádios com sua música, o jovem decide largar tudo e seguir uma carreira sólida no country. Anos depois, após a morte de um amigo de infância, Liam está de volta a sua cidade natal e está mais que disposto a recuperar o amor de sua vida, além de descobrir um grande segredo – ele abandonou Josie grávida e agora terá que se aproximar da pequena Billy (Abby Ryder Forston) e descobrir o que eles têm em comum.

Resultado de imagem para forever my girl

Assim… não assista “Forever my Girl” esperando um mega filme… Não é! É um filme bem água com açúcar, estilo Sessão da Tarde. Mas é divertidinho, bacana para um sábado a noite quando não temos nada para fazer!
Comentando a parte técnica, o roteiro é bacana, traz a história de forma linear, tudo bem explicadinho. Conseguimos nos envolver na história do casal principal – a química entre eles é boa e os personagens secundários cumprem bem o papel. É bem o estilo de filme americano… o astro que sai de casa, volta anos depois, quer reconquistar o amor e resolver os dramas familiares.

Resultado de imagem para forever my girl
Com relação ao elenco, a pequena Abby Ryder Forston é o grande destaque, ela é super fofa, trabalha bem, nos emociona e nos faz rir ao mesmo tempo. Também temos alguns atores veteranos como Gillian Vigman (atualmente em Life Setence) e John Benjamin Hickey (que já atuou em diversos seriados como Law and Order, The Good Wife, The Big C e Mom) e no filme interpreta o pai de Liam – Pastor Brian. Mas o melhor de tudo ainda está por vir!!!! A trilha sonora com várias músicas country é maravilhosa! Sério!! Depois que acabou o filme eu fui correndo para o Spotify ouvir tudo de novo! Inclusive estou ouvindo até hoje haha.

Resultado de imagem para forever my girl

Enfim, “Forever my Girl” é uma dica de filme despretensiosa, para aqueles que curtem um filme mais água com açúcar, levinho e com uma trilha sonora ótima. No Brasil, ele ainda não estreou – fui até pesquisar para saber mais e parece que deve chegar às telonas em outubro – mas já saiu em cartaz nos Estados Unidos e dá para ver online em vários sites aqui. Para aqueles que forem ver, espero que gostem!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Filmes | Três Anúncios para um Crime

Oi gente!
Finalmente a última resenha dos filmes que concorreram ao Oscar 2018Três Anúncios para um Crime, filme de Martin McDonagh.

Só tenho uma coisa para falar desse filme – QUE TIRO FOI ESSE?! Meu Deus, que filme!! Infelizmente não ganhou o Oscar – perdeu para “A Forma da Água” – mas teve reconhecimento em outras premiações como o Golden Globe e o Critics Choice Awards.

Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente a própria Mildred e o Delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação.

O elenco do filme está simplesmente incrível! Não há o que falar de Frances McDormand – ela é uma das melhores atrizes de sua geração, tanto que levou o Oscar de Melhor Atriz. Consegue transitar entre papéis bem humorados como fez em “Fargo” e “Queime Depois de Ler” até segurar um filme inteiro nas costas em um papel complexo como fez agora em “Três Anúncios para um Crime”. Em vários momentos, McDormand consegue mostrar a revolta e a dor de uma mãe que perdeu a filha sem nem precisar dizer nada para emocionar.

Ainda tem as interpretações impecáveis de Woody Harrelson – o delegado adorado por toda a cidade e que passa por um problema de saúde; e Sam Rockwell – vencedor do Oscar de melhor Ator Coadjuvante – que faz o policial corrupto e agressivo. Ainda completam o elenco Peter Dinklage, John Hawkes, Amanda Warren e Lucas Hedges.

Martin McDonagh nos presenteia com uma direção segura e um roteiro fantástico, que nos impacta em vários momentos – sinceramente, não conseguia nem piscar! Um dos melhores filmes desse ano, “Três Anúncios para um Crime” consegue ter momentos emocionantes e, ao mesmo tempo, engraçados.

Apesar de ter gostado de “A Forma da Água” – e concordar que é um ótimo filme, com uma produção linda – na minha opinião o melhor filme é Três Anúncios para um Crime. Simplesmente FANTÁSTICO!

#Filmes | A Forma da Água

Oi gente!
Hoje tem mais uma dica de filme indicado ao Oscar 2018“A Forma da Água”, do diretor mexicano Guilhermo del Toro. Lembrando que a cerimônia de premiação ocorre no domingo (04).

“A Forma da Água” acompanha a trajetória de Elisa (Sally Hawkins), uma mulher muda que trabalha como faxineira num centro de pesquisas do serviço secreto americano em meados dos anos 1960. Um dia ela descobre que uma criatura aquática é mantida num laboratório sob maus tratos e todo tipo de experiência. Sem falar uma palavra, a mulher começa a se comunicar com a criatura e nutrir uma relação especial por aquele monstro, pensando até mesmo em resgatá-lo. Elisa contará com a ajuda de sua companheira Zelda (Octavia Spencer), seu vizinho Giles (Richard Jenkins), mas terá como empecilho o furioso chefe de segurança, Richard Strickland (Michael Shanon) e a observação misteriosa do cientista Dr. Robert Hoffsteler (Michael Stuhlbarg).

E ao que tudo indica, finalmente Guilhermo del Toro será reverenciado por seu trabalho. O diretor, produtor e roteirista de “A Forma da Água” é a grande aposta na categoria de direção. Na minha opinião, com muito louvor! Seu trabalho está esplêndido – com efeitos visuais espetaculares, comentário social na medida e direção de elenco primorosa. A tradução dos monstros como heróis marginais é feita com delicadeza ímpar. Merece muito pelo esmero artístico e pelo trabalho preciso e delicado.

Outro destaque do filme é a atriz Sally Hawkins, que somente com o olhar e sua expressão facial, consegue segurar todo o filme. Ela mergulha na delicadeza de um personagem, em tudo excluído, sem cair em excessos dramáticos. Ótimos trabalhos também de Richard Jenkins e Michael Shannon. E preciso falar do Doug Jones, que não “aparece” no filme – pelo menos não de cara limpa! Ele faz o monstro e já trabalhou diversas vezes com Del Toro.

Tem uma cena no filme – prometo não dar SPOILERS – que é simplesmente genial! Vou postar a foto dela aqui embaixo, quem assistiu vai saber qual é! E por falar em cenas geniais, a abertura também é fantástica.

Lúdico, “A Forma da Água” é um dos grandes destaques do ano, com uma belíssima maquiagem, iluminação, fotografia, direção de arte e efeitos visuais. Destaque a parte para a excelente trilha sonora, que nos remete ao melhor dos anos 50-60. E com uma competentíssima direção de Del Toro, além de trazer temas recorrentes do momento como o empoderamento feminino, os excluídos da sociedade e o romance entre “espécies” diferentes.

No Oscar 2018, o filme liderou as indicações, com 11 nomeações – melhor filme, melhor direção (Guilhermo del Toro), melhor atriz (Sally Hawkins), melhor ator coadjuvante (Richard Jenkins), melhor atriz coadjuvante (Octávia Spencer – não entendi muito a indicação, pois não é seu melhor trabalho, e tinha outras atrizes que estão melhores), melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor figurino, melhor mixagem de som, melhor edição de som, melhor design de produção, melhor montagem e melhor trilha sonora original. Aposto que vence na categoria de direção.

E pessoal, eu queria muito postar as resenhas de todos os filmes que concorrem na categoria principal, antes da cerimônia do Oscar, mas infelizmente não conseguirei falar de “Três Anúncios para um Crime” (que para mim foi o melhor filme de todos!!). Vai ficar para depois da premiação! Aproveitem para dizer nos comentários o que vocês acharam deste filme, em quem apostam no Oscar 2018 e me seguem nas redes sociais!

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

 

 

#Filmes | Me Chame pelo seu Nome

Oi gente!
Bora conferir mais uma dica de filme indicado ao Oscar 2018 – hoje vou falar de “Me Chame pelo seu Nome”, do diretor italiano Luca Guadagnino e baseado no livro do escritor André Aciman.

A casa onde o jovem Elio (Timothée Chalamet) passa os verões é um verdadeiro paraíso no norte da Itália – parada certa para amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o menino está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com os estudos.

E neste verão surge Oliver (Armie Hammer). Elio, no auge de sua puberdade, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia, que parece atravessar o convívio inicial, surge uma paixão que só aumenta. Elio quer estar perto e decide acompanhar Oliver a cada visita ao vilarejo, durante os banhos de rio e está ao seu lado na hora das refeições. Tem ciúmes, tem inveja, tem desejo. O filme retrata o descobrimento sexual de Elio. Uma experiência inesquecível, que o marcará para o resto da vida.

“Me Chame pelo seu Nome” é um filme super sensível, com uma narrativa bem interessante, um roteiro bem desenvolvido e uma adaptação fiel, que nos emociona. No elenco, o grande destaque é o jovem ator Timothée Chalamet – que nos entrega um Elio cheio de nuances e paixões. Um ótimo trabalho do ator de apenas 22 anos, que recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Já Armie Harmer não é um grande ator, mas está bem no papel de sedutor. Completam o elenco Michael Stuhlbarg, Amira Casar e Esther Garrel.

A produção do filme é impecável – o diretor Luca Guadagnino nos traz ótimos ângulos, com planos sequência bem desenvolvidos. A construção e evolução dos personagens são super interessantes, pois eles nos fazem conhecer cada um aos poucos e isso faz com que a identificação fique ainda maior. O design de produção traz uma qualidade técnica da imagem, que realmente nos transporta para os anos 80. O figurino, fotografia e trilha sonora instrumental são outros destaques a parte – me fez lembrar os grandes filmes do cinema italiano. Ahh, e outro detalhe super bacana! O filme tem a produção de um brasileiro – Rodrigo Teixeira.

Outra coisa que eu preciso falar – tem uma cena ao final do filme – gente, que cena!! Timothée Chalamet e Michael Stuhlbarg simplesmente arrasam em um diálogo entre pai e filho sobre o amor. Sério, não tem como não se emocionar!

“Me Chame pelo seu Nome” fala sobre aprendizado, descobertas e amor – e tudo isso de uma forma diferente. Um filme de grande beleza, tocante, inteligente e sem apelações.  No Oscar 2018, concorre em quatro categorias: melhor filme, melhor ator (Timothée Chalamet), melhor roteiro adaptado e melhor canção original (Mystery of Love) – acredito que deve ganhar a estatueta de roteiro adaptado (e será super merecido)!

Lembrando que já tem resenha de outros filmes que também concorrem no Oscar – “Dunkirk” (AQUI), “Corra!” (AQUI), “Lady Bird” (AQUI), “Eu, Tonya” (AQUI), “Trama Fantasma” (AQUI) e “The Post” (AQUI), “O Destino de uma Nação” (AQUI)

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Filmes | O Destino de uma Nação

Oi gente!
Hoje é dia de falar de “O Destino de uma Nação” – mais um filme que concorre ao Oscar 2018. A produção retrata os primeiros dias de Winston Churchill (Gary Oldman) como primeiro-ministro da Grã-Bretanha, onde ele teve que tomar a difícil decisão de aceitar um suspeito acordo de paz com o ditador Hilter ou confrontá-lo, o que ocasionaria a retirada dos soldados ingleses da batalha de Dunquerque.

Inclusive, “O Destino de uma Nação” tem, em sua história, uma passagem parecida com outro filme que concorre ao Oscar – “Dunkirk” (tem resenha dele AQUI) – durante a 2ª Guerra Mundial, soldados ingleses e franceses ficaram presos na praia de Dunquerque e somente um homem foi capaz de conseguir ajuda-los – Winston Churchill.

Acho que nem preciso dizer que a interpretação de Gary Oldman como Churchill é incrível, simplesmente impecável e, com certeza, mais que merecedora de um Oscar (o ator já venceu o Globo de Ouro, Critics e o SAG por este papel). E particularmente, é tão difícil imaginar Gary Oldman como o primeiro ministro britânico!! Como todos sabem, sou mega fã de Harry Potter, e no caso, o ator interpretou o personagem Sirius Black na saga, além de ter feito outras franquias como Planeta dos Macacos e Batman (do Nolan – diretor de Dunkirk). No momento em que vi sua caracterização, é simplesmente impossível dizer que é ele!! E por isso, o filme merece todos os elogios com relação à maquiagem.

Além disso, o design de produção é impecável – fazendo um trabalho de recriação de época formidável. A produção também é ótima – iluminação e som bons, porém o ponto negativo é o roteiro, que não foi bem desenvolvido, o que deixou o filme bem cansativo.

Neste ano, “O Destino de uma Nação” concorre a seis Oscars – melhor filme, melhor ator (Gary Oldman), melhor fotografia, melhor figurino, melhor maquiagem e cabelo, e melhor design de produção. Na minha opinião, a vitória de Gary Oldman é praticamente certa – aqui vale uma curiosidade, personalidades inglesas sempre rendem Oscars – foi o caso de Meryl Streep (como Margareth Thatcher em “A Dama de Ferro”, Helen Mirren (como Elizabeth II em “A Rainha”) e Colin Firth (como rei George VI em “O Discurso do Rei”). Aposto também nas categorias de melhor maquiagem e cabelo e (talvez) design de produção.

Vale conferir outras resenhas de filmes que concorrem ao Oscar – “Corra!” (AQUI), “Lady Bird” (AQUI), “Eu, Tonya” (AQUI), “Trama Fantasma” (AQUI) e “The Post” (AQUI).

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Filmes | The Post – A Guerra Secreta

Oi gente!
Hoje tem resenha de “The Post – A Guerra Secreta”, novo filme do diretor Steven Spielberg, com Meryl Streep e Tom Hanks e que concorre ao Oscar 2018.

A história gira em torno de Kat Graham (Meryl Streep), a dona do The Washington Post, um jornal local que está prestes a lançar suas ações na Bolsa de Valores de forma a se capitalizar e, consequentemente, ganhar fôlego financeiro. Ben Bradlee (Tom Hanks) é o editor-chefe do jornal, ávido por alguma grande notícia que possa fazer com que o jornal suba de patamar no sempre acirrado mercado jornalístico. Quando o New York Times inicia uma série de matérias denunciando que vários governos norte-americanos mentiram acerca da atuação do país na Guerra do Vietnã, com base em documentos sigilosos do Pentágono, o presidente Richard Nixon decide processar o jornal com base na Lei de Espionagem, de forma que nada mais seja divulgado. A proibição é concedida por um juiz, o que faz com que os documentos cheguem às mãos de Bradlee e sua equipe, que precisa agora convencer Kat e os demais responsáveis pelo The Post sobre a importância da publicação de forma a defender a liberdade de imprensa.

“The Post – A Guerra Secreta”, para mim, é o filme mais injustiçado deste ano. Eu simplesmente adorei – e ele concorre apenas em duas categorias do Oscar 2018: melhor filme e melhor atriz para Meryl Streep em sua 21ª indicação – sendo a atriz que mais concorreu na história da premiação, tendo levado a estatueta três vezes – por “Kramer vs Kramer” (1980 – como atriz coadjuvante), “A Escolha de Sofia” (1983) e “A Dama de Ferro” (2012). Acho que valia indicações nas categorias de melhor direção, melhor ator para Tom Hanks e até melhor roteiro.

Mas enfim, vou falar um pouquinho do filme, e para isso, preciso trazer alguns dados da história americana. “The Post” se passa no início da década de 70 quando os jornais The New York Times e o The Washington Post divulgaram os “Pentagon Papers” – Papéis do Pentágono – um amplo estudo mostrando como os governos Eisenhower, Kennedy, Johnson e Nixon haviam ludibriado a opinião pública para justificar o envolvimento cada vez mais acentuado dos EUA no Vietnã, que inclusive não teve “final feliz” para os americanos.

Os documentos incriminariam Robert McNamara, grande amigo de Kat Graham, e que foi Secretário de Defesa durante os governos Kennedy e Johnson. Inclusive, Kat tinha herdado o jornal do marido e, arriscou o futuro do seu Washington Post, ao decidir publicar os documentos proibidos. Depois disto o jornal passou a ter o mesmo patamar do New York Times. A revelação dos Pentagon Papers levou também, logo a seguir, ao caso Watergate, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon.

Com relação ao filme – ele tem o mesmo estilo de “Spotlight: Segredos Revelados”, que venceu o Oscar em 2016, inclusive ambos têm o mesmo roteirista Josh Singer, em parceria com a estreante Liz Hannah. O roteiro é ótimo, discutindo diversos assuntos importantes como a liberdade de imprensa, o poder da verdade, o empoderamento feminino, o comercial em conflito com o editorial de uma redação, além dos bastidores da investigação jornalística – tudo isso sem ser cansativo.


Kat Graham e Ben Bradleey

A direção de Spielberg é sempre impecável. Ótima trilha sonora, fotografia e edição. Além de contar com a brilhante interpretação de Streep e Hanks tem também Sarah Paulson, Bob Odenkirk, Matthew Rhys no elenco. Acredito que não irá vencer nada no Oscar, mas adoraria se surpreendesse, que nem aconteceu com Spotlight.