Tag: minissérie

#Minissérie | Chernobyl

Oi gente! 
A dica de hoje é a fantástica minissérie produzida pela HBOChernobyl. São apenas 5 episódios e já posso falar que é uma das melhores produções que eu assisti nesse ano! É simplesmente sensacional!  E pessoal, a resenha tem spoilers!!

A história se passa na madrugada do dia 25 para o dia 26 de abril de 1986. A explosão do reator número quatro da Usina Nuclear de Chernobyl, na cidade de Pripyat, na Ucrânia, tornou-se o maior desastre causado por mãos humanas da história, hoje mundialmente conhecida, não apenas por ter influenciado no aumento esporádico de mutações genéticas e condenando mais de 90 mil pessoas à morte, mas também por ter nos mostrado a que ponto o ser humano pode chegar quando movido pelo ego. Com relação ao período histórico, estamos em plena Guerra Fria, onde Estados Unidos e União Soviética disputam influências para se tornarem a maior potência mundial. Com uma sucessão de erros humanos, e principalmente, a negligência do Governo Soviético, Chernobyl e Pripyat são hoje uma cidade fantasma e ainda com altos índices de radiação.

Criada por Craig Mazin, Chernobyl insurge como uma série extremamente bem construída, marcada por grandes atuações, além de uma produção simplesmente impecável. Angustiante, a trama aborda diversas histórias que estão interligadas diretamente com o acontecimento. Jared Harris (de “The Crown”), que interpreta o físico Valery Legasov, líder das investigações do desastre, rouba a cena, construindo seu personagem de maneira a torná-lo um herói relutante e trágico, que sabe que, apesar de todos os esforços, o estrago já está feito. Stellan Skarsgård (de “Mamma Mia” e “Vingadores”), que interpreta o vice-preisdente no Conselho de Ministros da União Soviética Boris Shcherbina; e Emily Watson (de “A Menina que Roubava Livros”), vivendo a física nuclear Ulana Khomyuk são outros destaques fantásticos e conquistam o telespectador a cada cena. Uma curiosidade: a personagem Ulana não existiu na vida real – ela é uma representação de diversos físicos e cientistas que trabalharam ao lado de Legasov para impedir que um desastre ainda maior acontecesse após a explosão da usina.

A cada episódio, histórias vão ganhando destaque – como a de Lyudmilla Ignatenko (vivida pela atriz Jessie Buckley, de “Guerra e Paz”). A personagem é esposa de um dos bombeiros que respondeu ao primeiro chamado para combater às chamas da usina logo após a explosão, sendo exposto a altos níveis de radiação. Grávida, Lyudmilla não abandonou o marido, mesmo ele estando com um corpo praticamente decomposto, e ainda somente sobreviveu pois o bebê absorveu toda a radiação que havia em seu corpo. A atriz Jessie Buckley sobressaiu em alguns momentos e passou emoção em toda cena que esteve presente. Preciso citar outro destaque, com os atores Sam TroughtonRobert Emms, que deram vida aos funcionários responsáveis pelo trágico teste que resultou na explosão do reator. No leito de morte, ao contarem todos os fatos ocorridos, os atores dão um show de interpretação.

Além dessa interpretação, é preciso ressaltar a maravilhosa produção da série. Os corpos queimados, com feridas, em decomposição – tudo isso feito de forma espetacular. Sem falar da maravilhosa trilha sonora, composta por Hildur Guðnadóttir a partir de sons de uma usina nuclear na Lituânia. As músicas ajudam a aumentar o desconforto nas cenas de maior tensão, principalmente naquelas em que os efeitos da radiação no corpo humano são mostrados de maneira explícita.

Chernobyl já se tornou a série mais bem avaliada no IMDb, superando títulos como Breaking Bad e Game of Thrones. Foi um incrível acerto da HBO, fazendo uma perfeita ilusão ao desejo humano e suas derradeiras consequências. É uma minissérie angustiante e desafiadora. Impecável!

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#Minissérie | O Nome da Rosa

Oi gente!
Continuando com dicas de minissérie – semana passada falei de Os Miseráveis, produzida pela BBC (tem resenha AQUI) – hoje vou falar de “O Nome da Rosa”, uma coprodução italiana e alemã, exibida nos Estados Unidos no canal pago Sundance TV.

Baseada no aclamado romance de Umberto Eco, “O Nome da Rosa” se passa na Itália em 1327. A história acompanha o monge franciscano William de Baskerville (John Turturro) e seu noviço Adso von Melk (Damian Hardung) ao chegarem a um mosteiro isolado nos Alpes. Incumbido de participar das discussões de uma disputa de propriedade entre franciscanos e o papado, Baskerville acaba se defrontando com uma série de assassinatos macabros.

O roteiro é assinado pelo cineasta Andrea Porporati (“Missão Romana”) em parceria com o britânico Nigel Williams (“Elizabeth I”), e todos os oito episódios são dirigidos por Giacomo Battiato (“O Jovem Casanova”).

“O Nome da Rosa” foi publicado em 1980, vendendo 50 milhões de cópias pelo mundo, e já teve uma adaptação para o cinema. Dirigida pelo francês Jean-Jacques Annaud em 1986, a produção foi estrelada por Sean Connery e Christian Slater, respectivamente como Baskerville e Adso. Neste caso é até impossível não fazer comparações entre o filme e minissérie. Considerada um clássico, a versão cinematográfica é mais focada na história dos assassinatos, sendo bem fiel ao livro. Na minissérie – como temos um tempo maior de vídeo – a história tem alguns acréscimos, principalmente em referências históricas, além de personagens novos.

O elenco possui bons nomes – o americano John Turturro (“Transformers”) é o principal deles. Como William de Baskerville, o ator traz uma interpretação segura, sendo o grande ponto positivo da minissérie. Também com um bom momento em cena, o inglês Rupert Everett (“O Casamento do Meu Melhor Amigo”) interpreta o inquisidor Bernard Gui, inimigo de Baskerville, grande defensor do papa e dos costumes da Igreja Católica. Por fim, o alemão Damian Hardung tem uma interpretação tímida, as vezes apagada, mas sem comprometer a produção.

Com uma produção caprichada, mostrando os mosteiros e belas paisagens italianas, “O Nome da Rosa” é uma nova adaptação do clássico de Uberto Eco, com uma nova roupagem, podemos dizer que até “atualizada” em referência ao filme, com um elenco de peso e boas cenas de mistério. A produção possui apenas oito episódios e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, mas dá para assistir online.

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#Séries | Gunpowder

Oi gente,
Hoje tem mais dica de séries para vocês! Na verdade trata-se de uma minissérie, produzida pela BBC“Gunpowder”, estrelada pelo ator Kit Harington – o Jon Snow de Game of Thrones. Por enquanto, a produção ainda não estreou no Brasil, mas pode ser vista online em vários sites.

Ambientado em 1605, o drama conta a história de Guy Fawkes (Tom Cullen, de Downton Abbey) e um grupo de católicos liderados por Robert Catesby (Kit Harington), que armaram a “Conspiração da Pólvora”, na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e os membros do Parlamento inglês durante uma sessão, para assim dar início a um levante católico. A conspiração foi desarmada e após ser interrogado sob tortura, Fawkes foi condenado à forca por traição e tentativa de assassinato. Parte fundamental da história britânica, este evento é o motivo da tradicional comemoração de 5 de Novembro, chamada de Dia de Guy Fawkes.

E fazendo minhas pesquisas, eu descobri uma informação bem interessante – além de interpretar o líder da revolta Robert Catesby, o ator Kit Harington também é produtor da minissérie – e descendente de seu personagem! Bacana reviver a história de sua família! Criada pelo roteirista Ronan Bennett (“Inimigos Públicos”) e o ator Daniel West (série “South Riding”), a minissérie também traz em seu elenco Liv Tyler (de “The Leftovers”), Peter Mullan (de “Ozark”) e Mark Gatiss (de “Sherlock”).

Falando da parte técnica, a minissérie possui três capítulos de quase uma hora. O primeiro episódio serviu apenas para apresentar os personagens, ou seja, foi bem lento, com cenas longas – até achei que seria pouco ter apenas mais dois episódios, mas a história foi bem desenvolvida neles. As cenas foram bem dirigidas e o roteiro foi bem desenvolvido. O grande destaque é a recriação da Inglaterra de 1605 – tem paisagens lindas, aquele filtro antigo e escuro, além do figurino perfeito. Outro ponto positivo é o elenco, que está muito bem.

Enfim, “Gunpowder” é uma ótima dica de minissérie para assistir; é um pouquinho arrastada, mas a história é bem interessante. Alguns podem achar as cenas bem pesadas (inclusive isso foi motivo de várias reclamações quando a produção foi exibida no Reino Unido) – tem muitas cenas de violência e tortura. Enfim, vale a pena conferir, pois é uma boa produção e com ótimo elenco.