Tag: Miguel Herrán

#Série | Elite

Oi gente! 
Finalmente estreou a 2ª temporada de Elite na Netflix e já fiz a maratona no fim de semana. Foram oito novos episódios, com aquele clima novelesco característico da produção. Afinal, quem não ama um bom drama adolescente, com um toque de mistério? Após um primeiro ano que acompanhava o mistério da morte de Marina (María Pedraza), a série voltou para a segunda temporada com a missão de explorar os desdobramentos dessa revelação.  Ahhh já vou avisar que terá vários spoilers.

Elite inicia com Nano (Jaime Lorente) preso injustamente pelo assassinato de Marina, já que sabemos que o verdadeiro culpado é o Polo (Álvaro Rico), tendo como cúmplices Carla (Ester Expósito) e Christian (Miguel Herrán). Durante as férias, Samuel (Itzan Escamilla) trabalhou dobrado para conseguir dinheiro para pagar a fiança do irmão, sem grandes êxitos. E quando voltam as aulas no colégio Las Encinas, toda a treta começa novamente. Guzmán (Miguel Bernardeau) ainda não superou a morte da irmã e não suporta estar próximo à Samuel. Lucrécia (Danna Paola) continua correndo atrás de Guzmán. Ander (Arón Piper) e Omar (Omar Ayuso) estão mais próximos, mas ainda precisam resolver algumas diferenças. Nadia (Mina el Hammani) segue dividida entre o que sente por Guzmán e a influência de sua família muçulmana. Por fim, as atenções de voltam para Carla, Polo e, principalmente, Christian, que está querendo contar a verdade, mas é silenciado logo no início.

E para movimentar um pouco mais a história, surgiram três novos personagens, sendo que todos têm importante função para o desenvolvimento da série. O primeiro é Valério (Jorge Lopes), meio-irmão de Lu, é usuário de drogas, agita as festas e tem uma relação fora do normal com a irmã. Cayetana (Georgina Amorós) surge como uma badalada e rica influencer digital, mas na verdade, esconde ser filha da faxineira da escola e usa os bens dos patrões para manter a farsa. Já Rebeca (Claudia Salas) teve uma infância pobre, mas ficou rica da noite pro dia já que sua mãe é envolvida no tráfico de drogas, porém esconde essa informação dizendo que ganhou na loteria. Ela se envolve com Samuel e o ajuda a tentar conseguir uma confissão de Carla. É interessante ressaltar que todos os personagens agregaram em algum momento. Valerio e Cayetana serviram para movimentar o núcleo de Lu, que esteve bem apagada na primeira temporada. Cayetana também teve um importante arco narrativo junto ao Polo. E Rebeca, na minha opinião, poderia ter tido mais destaque – a personagem ganhou torcida do público, mas ficou bem coadjuvante. Espero que na próxima temporada tenha um pouco mais de importância.

Alguns sentiram a falta de Christian e Nano na série. Miguel Herrán e Jaime Lorente estavam gravando La Casa de Papel e, por isso, tiveram pouca participação – Christian aparece apenas no primeiro capítulo e Nano tem duas cenas no começo e depois volta um pouco mais nos episódios finais. Os núcleos em que estavam cresceram sem eles. E por falar em La Casa de Papel, rolou uma referência à série, comentem aí se vocês viram!

Já outro núcleo que teve bons e maus momentos foi o de Nádia e Omar. Talvez uma das melhores trajetórias narrativas dessa segunda temporada foi a de Omar, que se move cada vez mais contra o tradicionalismo do pai muçulmano e também enfrenta as hesitações do namorado Ander. Acho que o roteiro não deveria ter trazido a descoberta do assassino, por parte de Ander, logo no começo – isso atrapalhou um pouco a sequência do casal. Já Nádia tem um crescimento pequeno, já que foi um dos destaques na primeira temporada. Após ver o trailer achei que a personagem iria se rebelar com a família também, soltar seu lado mulherão e investir no que sente por Guzman, mas nada disso aconteceu. Ela está cada vez mais submissa à família e ficou dando voltas na relação amorosa – apesar que teve uma cena incrivelmente maravilhosa quase no final da temporada, onde há o vazamento de um vídeo comprometedor e a moça recebe total apoio dos pais.

E a maior surpresa que tivemos em Elite foi o relacionamento de Carla e Samuel. Confesso que fiquei bem apreensivo quando isso começou a acontecer, achei que iria ser forçado e não daria certo, mas deu! Eles iniciam uma relação de interesses, já que ela quer controlar Samuel para que não conte nada e ele quer descobrir toda a verdade, mas com o passar dos episódios, o envolvimento vai ficando mais sério e o casal começa a nutrir sentimentos um pelo outro, graças a boa química entre os atores Ester Expósito e Itzan Escamilla. E pelo amor de Deus, o que foi a atuação de Ester Expósito?! Mandou muito bem! Está linda, atuação impecável, teve cenas fortes que demandavam um esforço maior, e ela arrasou!

O roteiro de Elite apostou novamente no suspense, que foi um dos pontos altos da primeira temporada. Logo no primeiro episódio descobrimos que Samuel está desaparecido e possivelmente pode estar morto. Intercalando entre passado e presente, a série vai narrando os fatos que levaram a esse acontecimento. Produtores de 13 Reasons Why vamos aprender com Elite como se faz um roteiro bacana. Talvez o fato de ter apenas oito episódios tenha contribuído para que a história tenha sido mais redondinha e caminhado em um ritmo legal. Como falei no início, o estilo novelesco também contribui para que o espectador acompanhe a série, já que tem várias reviravoltas, plot twists, e as cenas quentes que fizeram Elite ser famosa.

Sucesso de popularidade e já renovada para terceira temporada, Elite promete trazer novos desenvolvimentos, principalmente com Polo – que, provavelmente, não será preso pelo assassinato da Marina e terá que conviver novamente com todos. Será que Carla e Samuel terão futuro? Netflix, já quero a terceira temporada na minha mesa AGORA!

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#Série | La Casa de Papel 3

Oi gente!
Quem aí já maratonou a terceira parte de La Casa de Papel? Eu assisti todos os episódios em dois dias!! E hoje vou contar um pouquinho sobre o que achei para vocês!

Oito episódios dão a medida perfeita para a nova etapa de La Casa de Papel, que se encontra um tanto mais madura e centrada majoritariamente em seus arcos principais. Quem gostou das partes 1 e 2 com certeza se sentirá agraciado com a terceira parte, que mais uma vez mostra que não é tão fácil cometer crimes e se livrar deles assim. Os ladrões de La Casa de Papel cometeram o primeiro roubo como forma de fazer resistência contra as políticas da Espanha, e nesta temporada vemos que a corrupção por lá é grande e que as autoridades do país têm muito a esconder.

Após o assalto à Casa da Moeda, os ladrões mais queridos da Espanha se dividem e vão aproveitar a riqueza em determinadas partes do mundo – lugares onde poderiam viver livremente sem serem presos “tecnicamente”. Rio (Miguel Herrán) e Tóquio (Úrsula Corberó) passam alguns anos sozinhos em uma ilha paradisíaca, mas depois de tanto tempo de calmaria a ladra decide que não quer passar o resto da vida assim e que precisa se desprender; Rio, por outro lado, está muito acostumado com a nova vida. Depois de um tempo, ela resolve partir e, consequentemente, a relação entre os dois é prejudicada. Para que pudessem manter contato, ela leva consigo um telefone via satélite que, na teoria, era não-rastreável para que o casal pudesse manter contato. Mas, infelizmente, não foi bem assim que aconteceu. Assim que os aparelhos foram ligados pela primeira vez, logo os detetives espanhóis captaram os sinais de origem e descobriram onde estavam Rio e Tóquio. Enquanto ela conseguiu fugir, ele foi capturado.

Em desespero, Tóquio consegue encontrar o Professor (Álvaro Morte), que está vivendo com Raquel (Itziar Ituño), e conta o ocorrido. Como não há nenhuma notícia sobre a captura, a suspeita é que ele está sendo torturado ilegalmente para revelar informações. É quando a terceira temporada começa de verdade. Vemos em La Casa de Papel 3 que os ladrões são considerados heróis. Com fãs em toda a Espanha, eles são adorados justamente por ir contra os ideais do governo corrupto do país. Os macacões e máscaras de Salvador Dalí, utilizados pelos ladrões, se tornaram um símbolo de resistência ao redor do mundo e aparecem até mesmo em um protesto no Brasil.

Vendo toda essa comoção, o grupo decide iniciar um novo roubo como forma de resgate do Rio. O alvo, desta vez, é o Banco da Espanha, que guarda uma grande quantidade de ouro num cofre extremamente protegido embaixo da terra. Lá, também há documentos que comprovam as irregularidades do governo. A série conta com novos personagens – Palermo (Rodrigo de la Serna), Bogotá (Hovik Keuchkerian) e Marselha (Luka Peros), além das já conhecidas Estocolmo/Mônica Gaztambide (Esther Acebo) e Lisboa/Raquel. Juntos com os demais – Nairobi (Alba Flores), Denver (Jaime Lorente) e Helsinki (Darko Peric), o grupo voltará para fazer história. Mas talvez a melhor nova personagem desta temporada seja a inspetora Alicia Sierra (Najwa Nimri). Grávida, ela é a responsável pelas torturas a Rio e depois aparece para comandar as negociações. Amamos odiar a personagem!

Na minha opinião, um dos motivos do sucesso de La Casa de Papel é a empatia que temos com os personagens. Mesmo eles sendo “anti-heróis”, nós torcemos para que o roubo dê certo e eles saiam todos salvos. É estranho pensar que torcemos para os bandidos se darem bem, mas esse é o ponto alto de todo o roteiro. Todos eles conquistam o público. Com exceção do Palermo, que é extremamente machista, deixa bem claro a sua falta de caráter e respeito com as mulheres – o personagem veio substituir Berlim (Pedro Alonso), que realmente morreu na temporada anterior – resolvendo assim um dos grandes mistérios dessa terceira parte. O ator Pedro Alonso tem algumas cenas de flashback, que também traz um certo sentimento de saudade.

Uma crítica que faço é com relação ao retorno de Arturito. Ele que na primeira e segunda parte era um refém, passou a ser uma pessoa famosa, ganhando a vida fazendo palestras motivacionais e divulgando o seu livro, contando tudo o que aconteceu no crime. O personagem foi um dos mais odiados no início da história e não teve nenhuma função nesta temporada. Se não tivesse aparecido, não teria feito falta nenhuma. É bem provável que ele terá função na parte 4, já que ele entrou no Banco da Espanha durante o desenvolvimento do assalto. Acho que o roteiro falha ao mostra-lo sem ter um propósito imediato.

Fazendo um balanço geral, a Netflix acertou com a nova parte de La Casa de Papel. A série possui cenas ótimas – tanto que podemos ver o aumento no investimento por parte do serviço de streaming. O desfecho deixa aberto para uma nova temporada, que já foi confirmada e já está sendo filmada. Não darei spoilers aqui, mas já digo para se prepararem para um desfecho impactante.

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#Série | Elite

Oi gente!
Vocês devem ter percebido que o blog ficou fora do ar algumas semanas. Infelizmente tive um novo problema com a Locaweb, que hospeda o meu domínio. Depois de muitas conversas, consegui voltar ao normal!! E como fiquei algumas semanas fora, acumulou muita coisa para falar aqui!! Hoje vou começar falando de “Elite”, nova série original Netflix. Desde que lançaram os trailers e teasers eu já estava mega ansioso para conferir. A produção tem um toque de Gossip Girl, misturado com Riverdale e Rebelde.

Produzida pela Netflix Espanha, a série Elite vem na onda do sucesso que La Casa de Papel fez no mundo todo, inclusive temos três atores que fizeram “La Casa” – Miguel Herrán (que fez o Rio e agora vive o Christian), María Pedraza (que faz a protagonista Marina e que foi Allison em LCDP) e Jaime Lorente (o Denver e que agora interpreta Nano). O drama juvenil tem direção de Ramón Salazar e Dani de la Orden e roteiro de Carlos Montero e Darío Madrona.

Em “Elite”, a vida dos alunos de classe alta do colégio Las Encinas seguia dentro dos conformes. Trajando uniformes refinados (que lembram RBD), os estudantes do colégio mais exclusivo do país, vivem em uma bolha absortos da realidade. Quando uma escola da periferia desaba, três alunos – Samuel, Christian e Nádia – são transferidos para Las Encinas. Embora tenham se destacado na outra escola, suas contas bancárias os transformam em chacota perante os alunos do colégio. Quando foram transferidos, os jovens pensaram ter tirado a sorte grande.

Samuel (Itzan Escamilla) possui uma família complicada – o irmão Nano acabou de sair da cadeia e busca se endireitar na vida. Na escola, ele conhece e se apaixona por Marinaportadora do vírus HIV. Marina e Samú vão se aproximando cada vez mais, porém a garota acaba se envolvendo com o irmão do jovem, formando um triângulo amoroso (Vale destacar que os atores María Pedraza e Jaime Lorente estão juntos na vida real também!!) Nádia (Mina El Hammani) é uma jovem muçulmana que precisa enfrentar o choque de cultura, tanto que na escola ela é proibida de usar o hijab – véu característico do Islã. Ao longo dos episódios ela se aproxima de Guzman (Miguel Bernardeau), um playboy esnobe, irmão de Marina. Já Christian é excêntrico e engraçado, que não está nem aí com a escola e quer apenas curtir e se dar bem na vida. Junto com Carla (Ester Expósito) e Polo (Álvaro Rico), ele formará um polêmico triângulo amoroso – que rola de tudo, inclusive prepare-se para as cenas hots, que tem bastante!!

Ainda no elenco temos a atriz Danna Paola – que você provavelmente conhece das novelas mexicanas “Maria Belém” e “Amy, a Menina da Mochila Azul”, exibidas no SBT. Na série ela faz a personagem Lucrécia, ex-namorada de Guzmán, que irá infernizar a vida de Nádia ao perceber que os dois estão se apaixonando. Temos também outros personagens que se destacam ao longo dos episódios como Ander (Arón Piper) que se descobre homossexual ao se apaixonar pelo traficante Omar (Omar Ayuso), irmão de Nádia. Mas o ponto forte é um assassinato que ocorre entre esses personagens – logo no primeiro episódio já descobrimos quem morreu (não vou dar spoilers aqui, podem ficar tranquilos, mas já adianto que foi um personagem que peguei mega ranço ao longo da série). E a grande pergunta que fica é o típico “Quem matou?” Um dos novos alunos ou um dos membros da elite? Já vou comentar aqui que achei bem coerente a resolução do assassinato.

A série é bem desenvolvida, são apenas 8 episódios, dá para maratonar no fim de semana. “Elite” traz diversas discussões sobre problemas sociais como bullying, discriminação, preconceito cultural, uso de drogas, entre outros dramas juvenis. Além disso, o roteiro explora sem medo a descoberta da sexualidade, a influência da religião e a opressão da família. É uma reunião de diversidade cultural e sexual.

Muitos comentaram as semelhanças com outras séries e novelas. A começar com a mexicana Rebelde – temos a história de alunos pobres que vão estudar em uma escola de ricos, com os uniformes muito parecidos. Comentaram sobre Gossip Girl – Carla e Polo são um casal que adora fazer joguinhos e ostentar seu dinheiro e privilégios. Qualquer semelhança com Blair Waldorf e Chuck Bass é mera coincidência. O suspense e assassinato também trazem um clima de Riverdale e 13 Reasons Why. Mas ainda assim, achei uma série bacana, original, que não se prendeu a estereótipos e que já é um grande sucesso no catálogo da Netflix.

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