Tag: Michelle Dockery

#Série | Em Defesa de Jacob (Defending Jacob)

Oi gente!
A Apple TV + tem investido em ótimas produções ultimamente. Quem acompanhou “The Morning Show” (AQUI) viu a qualidade da série, que tem Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carrell no elenco. Outra produção que merece destaque é “Em Defesa de Jacob” (Defending Jacob), com Chris Evans (Vingadores) e Michelle Dockery (Downton Abbey). Esteja preparado para uma ótima investigação!

Criada e escrita por Mark Bomback (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), a série acompanha a vida de Andy Barber (Evans), um talentoso promotor de justiça que leva uma vida feliz ao lado da esposa Laurie (Dockery) e do filho de 14 anos Jacob (Jaeden Martell, de “It, A Coisa”). Extremamente dedicado, o protagonista segue sua vida resolvendo investigações e garantindo a justiça. Quando o estudante Ben Rifkin (Liam Kilbreth) é encontrado morto, ele se vê forçado a resolver o aparente assassinato e restaurar a ordem em meio à comunidade abalada. Tudo piora quando seu próprio filho é classificado como o principal suspeito, obrigando-o a iniciar uma enervante jornada para protegê-lo e provar a sua inocência.

Adaptada do livro homônimo de William Landay, a trama apresenta uma história intensa e incrivelmente envolvente. São 8 episódios de 45 a 50 minutos que prende a atenção do espectador, pelo menos comigo foi assim! Não conseguia parar de assistir, vi todos os episódios em dois dias. Isso porque não há um episódio em que você – e os personagens – não duvidem da inocência de Jacob.

Todo o enredo e a construção da narrativa são interessantes, parte por que quem conduz o raciocínio é Andy, e não Jacob, que é o suspeito. Este foi uma ótima oportunidade para Chris Evans mostrar uma versatilidade, que vai além do Capitão América. Mas Michelle Dockery é o grande destaque – sua personagem possui camadas profundas e demostra todos os estágios da dor: a negação, o medo, o conflito interno, a dúvida e a culpa. O elenco também traz J.K. Simons, como pai de Andy, e Cherry Jones, como a advogada Joanna Klein. A fotografia com tons mais neutros, sempre em imagens acinzentadas ou escuras, provoca aquele sentimento de dúvida e retrata o clima denso.

Até agora ainda não dei nenhum spoiler, mas preciso comentar um pouco sobre as diferenças com relação ao livro. Então A PARTIR DAQUI TEM SPOILER! Quem leu, percebeu que e o final é diferente – Hope Connors é encontrada morta, e pelas evidências, Laurie tem certeza que Jacob é culpado. Na série, os roteiristas entregaram um final ambíguo. No momento do surto de Laurie, em desespero, Jacob confirma que matou Ben, mas logo em seguida diz para a mãe, “o que você quiser ouvir, mas reduza a velocidade”. Será que ele realmente confessou ou apenas disse o que a mãe queria ouvir? Essa ambiguidade foi o motivo de não termos uma passagem com a verdadeira cena do crime. Será que o conto escrito por Jacob realmente é o que aconteceu? Leonard Patz (Daniel Henshall) não teve nada a ver com o crime? Outro capítulo me deixou intrigado, quando Andy diz a Laurie que eles são uma farsa, será que o casamento deles nunca foi o que pareceu ser?

Enfim, com tantas perguntas, a adaptação deixa um final com gancho para nova temporada. Até o momento não sabemos se realmente haverá ou se “Defending Jacob” será apenas uma minissérie limitada. Confesso que gostaria de ver uma sequência. Mas quero saber de vocês, Jacob é culpado ou inocente?

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#Filme | Downton Abbey – o Filme

Oi gente!
Quem me acompanha há um tempo aqui no blog ou pelas minhas redes sociais deve saber que eu era mega fã de Downton Abbey. E neste ano, os produtores dessa série maravilhosa resolveram fazer um filme para matarmos a saudade da família Crawley.

E já digo que o intuito maior é realmente esse – matar a saudade. Apesar de uma produção impecável – como sempre foi – o longa não tem grandes pretensões. Na nova produção, os residentes de Downton Abbey recebem a notícia de uma visita real, e enquanto os moradores dos andares de cima se apressam para organizar os preparativos, os criados dos andares debaixo tentam encontrar um jeito de não serem substituídos pelos funcionários da Coroa. A trama é básica, mas complementada por romances paralelos e questões políticas.

Como foi bom reviver personagens tão queridos como Robert Crawley (Hugh Bonneville), Lady Mary (Michelle Dockery) ou mesmo os serviçais Carson (Jim Carter), Mrs. Hughes (Phyllis Logan) Anna Bates (Joanne Froggatt), John Bates (Brendan Coyle), Mrs. Patmore (Lesley Nicol) e, claro que não poderia faltar a condessa Violet Crawley (Maggie Smith). Confesso que assisti todo o filme com aquele sorrisinho bobo no rosto – era inevitável.

E como falei, a produção não tem grandes pretensões de prêmios ou talvez Oscar. Mas a história cativa quem era fã. Foi interessante para sabermos como estavam alguns personagens e para se redimirem com outros que não tiveram um devido final na série. Gostei de ver a relação de Lady Edith (Laura Carmichael) com o marido e saber que o casal terá seu primeiro filho. Que Daisy (Sophie McShera – adorava ela) e Andy (Michael C. Fox) estavam aos trancos e barrancos com seu relacionamento, mas que tudo foi encaminhado no final. Que Thomas Barrow (Robert James-Collier) apesar de todas as vilanias que fez durante a série, se redimiu mesmo e continua como o mordomo de Downton. E ainda bem que resolveram a vida do Tom (Allen Leech) – tinha sido uma das únicas coisas que não curti quando a série finalizou – o personagem era tão querido e não tinha tido seu final feliz. Mas dessa vez surgiu uma nova paixão – a doce Lucy (Tuppence Middleton) – que eu fiquei chocado ao perceber que ela era a atriz que fazia a Riley em Sense8.

Além de tudo isso, pode-se dizer que o ponto alto do filme é, sem dúvidas, a fotografia, elogiadíssima desde a TV. Todo o contraste, seja em tons mais escuros ou a iluminação, com cenas maravilhosas do castelo, ou seja em roteiro, tudo foi altamente trabalhado de forma gradativa.

Agora você pode me perguntar se alguém que nunca assistiu a série de TV conseguirá entender e acompanhar o filme? Acredito que sim, mas não surtirá o mesmo efeito! A história já começa sem apresentações de personagens ou de contexto narrativo – esse pode ser o único problema para quem nunca tenha visto nada. Mas com o desenvolvimento do roteiro, a história vai se tornando de fácil compreensão.

“Downton Abbey – o Filme” vale a pena por ser baseada em uma das séries mais bem avaliadas de todos os tempos, por apresentar uma história cativante, por nos trazer novamente um elenco fantástico – principalmente com Maggie Smith (saudades professora McGonagall) – inclusive a atriz volta a contracenar com Imelda Staunton (a Dolores Umbridge) – as duas formam um triangulo mega divertido com Penelope Winton. Se você era fã de Downton Abbey assista o filme porque não há como não gostar!