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#Filme | Legítimo Rei

Oi gente!
Aproveitei o último feriado para colocar algumas séries e filmes em dia. E hoje trago uma dica super bacana! A Netflix lançou em seu catálogo o filme “Legítimo Rei” no último dia 09 de novembro. A produção, que já havia sido exibida no Festival de Toronto, conta no elenco com os atores Chris Pine e Aaron Taylor-Johnson (vencedor do Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante em 2016).

Com uma história real, “Legítimo Rei” narra o início da luta pela independência da Escócia a partir do início do século XIV, com a jornada de fracassos e vitórias de Robert the Bruce (Chris Pine) para tornar-se o autêntico rei da Escócia. O filme ainda faz uma referência a um clássico do cinema – o vencedor do Oscar “Coração Valente”, com Mel Gibson. Para quem não se lembra, William Wallace, personagem de Gibson, iniciou a revolta contra o cruel Rei inglês Edward I. No início de “Legítimo Rei” vemos que William foi derrotado e morto, agora Robert e seu pai Sir Robert VI (James Cosmos) juram obediência dos escoceses ao rei Edward I (Stephen Dillane) em busca de restabelecer a paz. Ele é apontado como guardião da Escócia junto com seu rival John Comyn (Callan Mulvey) e, em gratidão a sua honraria, recebe o posto de coletor de impostos e uma esposa, Elizabeth Burgh (Florence Pugh), afilhada do rei. Os novos fatos levam Robert a quebrar seu juramento e lutar pela independência de seu povo.

Se em “Coração Valente” o grande destaque foi o protagonismo de Mel Gibson (vencedor do Oscar de melhor direção em 1996), em “Legítimo Rei” vemos uma atuação apagada de Chris Pine – faltou um pouco de personalidade. O destaque no elenco fica aos coadjuvantes – Florence Pugh, que se sobressai em todas as suas cenas como a jovem rainha determinada e corajosa; e Aaron Taylor-Johnson, o aliado James Douglas que busca vingança e justiça pela família. O roteiro é um pouco fraco, compensando com a produção que é excelente. Ótimas cenas com paisagens maravilhosas, jogo de luz e câmera, com destaque para a cena da batalha final.

Enfim, “Legítimo Rei” falha em alguns elementos, mas possui outros que tem êxito em entreter e entregar um épico violento com alto valor histórico.

gítimo

#Filme / Até o Último Homem

Grande parte dos filmes que concorrem ao Oscar 2017 apostaram em histórias baseadas em fatos reais – “Até o Último Homem” é um deles. O longa conta a saga de um jovem que segue firmemente seus princípios e sua fé em um dos campos de batalha mais sangrentos na história do mundo.

A trama adapta a inacreditável história real de Desmond Doss (Andrew Garfield), um soldado na Segunda Guerra Mundial que se alistou no exército após se dar conta de todo o esforço e sacrifício que o país passava. Porém, dada sua devota crença no cristianismo, Doss se recusou a portar armas durante todo o conflito, acreditando que seu dever não deveria tirar vidas, mas sim salvá-las ao atuar como médico militar. Os eventos do filme centram-se na atuação das tropas americanas em Okinawa, e a tomada do desfiladeiro de Hacksaw, uma zona crucial para dominação do território japonês.

Após 10 anos, Mel Gibson está de volta como diretor em mais um filme de guerra. Conhecido pelo realismo e a violência extrema de seus trabalhos anteriores, as cenas de guerra aqui são bem produzidas, porém, em alguns momentos, um pouco exageradas. Destaque para a brilhante interpretação do jovem Andrew Garfield (ex-Homem Aranha), no papel principal do soldado Doss e também os atores coadjuvantes – Vince Vaughn (Sargento Howell), Sam Worthington (Capitão Glover), Luke Bracey (Smitty) e Teresa Palmer (Dorothy).

Como disse anteriormente, o filme é baseado em fatos reais, tanto que ao final nos deparamos com depoimentos das pessoas reais, retratadas na produção – dando um toque de realismo e emoção. Um filme caprichado na edição, com um roteiro que em alguns pontos deixa a desejar. Faltou aquela sutileza que Mel Gibson impôs no vencedor do Oscar – “Coração Valente” (1996), que inclusive lhe rendeu o prêmio de melhor diretor.

No Oscar deste ano, “Até o Último Homem” concorre em seis categorias – melhor filme, diretor (Mel Gibson), ator (Andrew Garfield), montagem, mixagem de som e edição de som.