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#Séries | The Defenders

Oi gente
Quem aí já assistiu “The Defenders” (Os Defensores) – nova série da Netflix, em parceria com a Marvel? Pois bem, esta é a nossa dica de hoje! Os heróis Demolidor, Jéssica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro estão reunidos em uma série de 8 episódios. A história se passa alguns meses após os eventos da segunda temporada de Demolidor e a primeira de Punho de Ferro.

Danny Rand (Finn Jones) e Colleen Wing (Jessica Henwick) estão à caça do Tentáculo, tarefa que prova ser praticamente impossível, o que os leva por diversos locais ao redor do mundo. Enquanto isso, Matthew Murdock (Charlie Cox), Jessica Jones (Krysten Ritter) e Luke Cage (Mike Colter) – que acabou de sair da prisão, também acabam se envolvendo, cada um, com o sombrio grupo. Restam a eles, então, unirem-se para impedir os planos de Alexandra (Sigourney Weaver) – a chefe do Tentáculo, ao lado de Elektra Natchios (Elodie Yung), cujos objetivos podem levar à destruição de Nova York.

Confesso que o início da série é um pouco chatinha – ela traz cada personagem individual. Começa a ficar bom quando eles se juntam, a partir do terceiro episódio. E eu gostei mais da relação que foi construída entre o Luke Cage e o Punho de Ferro – mostrou uma amizade bem verdadeira.

Outro ponto positivo é o elenco coadjuvante. Sigourney Weaver – a eterna Ellen Ripley de Alien – está impecável como a grande vilã da série e Wai Ching Ho, a madame Gao, também merece todos os elogios. Elden Henson (Foggy Nelson), Eka Darville (Malcolm Ducasse), Simone Missick (Misty Knight), Deborah Ann Woll (Karen Page), Rachael Taylor (Trish Walker) e Rosario Downson (Claire Temple) completam o time de bonzinhos, trazidos das séries individuais. Já a atriz Elodie Yung, que faz a Elektra Natchios, é péssima – desde a segunda temporada do Demolidor que eu não gosto dela.

Enfim, “The Defenders” é uma série empolgante e divertida. O fato de ter apenas 8 episódios contribuiu positivamente para ser ágil na medida certa.

#Filmes | Homem Aranha: De Volta ao Lar

Oi gente!
Hoje o post será sobre o filme “Homem Aranha: De Volta ao Lar”, que fui assistir nos cinemas na semana passada. E confesso que eu estava bem apreensivo com a nova produção, porém eu gostei do resultado. E já vou começar o texto com polêmica – prefiro o Tobey Maguire como Homem Aranha!! Mas ainda assim o jovem Tom Holland não faz feio.

Depois de atuar ao lado dos Vingadores (em “Capitão América: Guerra Civi”), chegou a hora do pequeno Peter Parker (Holland) voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre (Michael Keaton) surge amedrontando a cidade de Nova York. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava.

Para começar, achei o título genial – além de ser o nome da HQ, ele ainda faz uma referência ao acordo entre a Marvel – criadora do Homem Aranha e a Sony – dona dos direitos do super-herói. Tudo isso porque no início dos anos 2000, a Marvel Studios (que ainda não era a potência que é hoje) vendeu o direito de imagem de diversos super-heróis, entre eles o Homem Aranha, que foi adquirido pelos estúdios Sony. Lá o diretor Sam Raimi produziu três filmes estrelados por Tobey Maguire e Kirsten Dunst (como Mary Jane) e Marc Webb fez outras duas produções estreladas por Andrew Garfiled e Emma Stone (como Gwen Stacy). Agora, diante o imenso lucro da Marvel com os filmes de super-heróis (Homem de Ferro, Capitão América, Os Vingadores, etc), os dois estúdios entraram em um acordo e o Homem Aranha está “De Volta ao Lar”.

Voltando a questão do elenco, achei que o ator Tom Holland está bem no papel (e ele já havia tido uma participação bacana em Guerra Civil) – para quem não lembra, ele fez o filme “O Impossível”, aquele do tsunami, com a Naomi Watts. E neste novo filme, o diretor Jon Watts imprimiu uma pegada mais jovem, por isso temos um elenco bem adolescente: Laura Harrier, como Liz Allen, a primeira namorada de Peter; Zendaya (Michelle), Jacob Batalon (Ned), Tony Revolori (Flash), entre outros. Mas o grande destaque fica para os atores Robert Downey Jr, em uma participação como o Homem de Ferro e Michael Keaton incrível como o vilão Abutre. Inclusive eu adorei a construção do vilão – em vez de fazerem o Abutre maléfico, bem robótico como é em outras produções, eles deram um ar mais humanizado ao personagem.

Enfim, de um modo geral eu gostei do filme, foi bem produzido, com boas atuações e talvez o mais importante – a produção não teve medo de ousar. É um filme bem adolescente e feito para lucrar nos cinemas.

PS: não saiam do cinema assim que o filme acabar porque tem cena pós-crédito!!

#Séries | 1ª temporada de Legion

Atualmente estamos super saturados de produções voltadas ao universo de super heróis – seja no cinema com “Os Vingadores”, “Homem de Ferro”, “Capitão América”, “Thor”, “Hulk”, “Batman”, “Superman”, “Mulher Maravilha”, entre outros, e até mesmo na TV por assinatura com “Supergirl”, “Arrow”, “The Flash”, “Gotham”, “Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage” e “Punho de Ferro”. O que todas têm em comum? Um padrão de sucesso já estabelecido. E aí, quando imaginávamos que não haveria algo novo e com uma proposta diferente – surge “Legion”, baseado no universo dos X-Men, da Marvel. Recentemente o filme “Logan” encerrou uma trajetória da história dos mutantes no cinema. Agora, com uma pegada totalmente diferente, “Legion” vem nos entreter com uma narrativa tensa e que nos faz racionar a cada segundo.

A história acompanha a vida de David Haller (Dan Stevens – o Matthew Croawley de “Downton Abbey”), filho do Professor Charles Xavier, o fundador do grupo X-Men. Vítima de um ataque terrorista, do qual ele foi o único sobrevivente, David começou a sentir a manifestação de seus poderes telepáticos. Diagnosticado como esquizofrênico, ele foi submetido a diversos tratamentos psiquiátricos ao longo dos anos. Mas os tratamentos apenas pioraram sua situação, fazendo com que ele começasse a manifestar múltiplas personalidades, sendo que cada uma, passou a controlar diferentes aspectos de seus poderes psíquicos. Cansado de tentar recuperar sua sanidade, David construiu uma amizade com a jovem Lenny (Aubrey Plaza, de “Tirando o Atraso” e “Os Caça Noivas”). Mas a vida do rapaz muda completamente com a chegada de Syd Barrett (Rachel Keller, de “Fargo”), uma jovem que não gosta de ser tocada e vai fazê-lo acreditar que não está doente. Com a ajuda da Instituição de Melanie Bird (Jean Smart), o grupo irá descobrir a presença de um poderoso mutante, que controla a mente de David, podendo até levá-lo a morte.

“Legion” se tornou uma série genial! Com apenas oito episódios, o diretor Noah Hawley nos apresenta uma trama sem buracos e com apenas o mínimo de exposição de seus personagens, fazendo o espectador se sentir como o protagonista David: no escuro e altamente curioso. Outra forma de brincar com o público é que até os personagens se questionam sobre o que é real e o que não é real – assim como nós – trazendo uma mistura de suspense e uma grande discussão sobre a mente. Porém, em alguns momentos, todo esse jogo imaginário se torna muito confuso.

Na minha opinião, o grande destaque da série é a atriz Aubrey Plaza, que aos poucos vai se mostrando a grande vilã da série. No final desta temporada ficamos com aquele gostinho de quero mais! E os fãs de “Legion” já podem comemorar! A FX confirmou a segunda temporada!

#Séries | Punho de Ferro (Iron Fist)

A parceria entre a Netflix e a Marvel tem sido bem produtiva. – Após duas temporadas de Demolidor (Daredevil), uma de Jessica Jones e uma de Luke Cage, o serviço de streaming lançou neste mês a primeira temporada da série “Punho de Ferro” (Iron Fist) – o último dos heróis de rua da Marvel a ser apresentado antes da reunião de todos esses personagens em “Os Defensores”.

A trama é baseada nos quadrinhos criados por Roy Thomas e Gil Kane e lançados pela Marvel Comics em maio de 1974, durante a febre dos filmes de kung fu. A história começa na Rand Entreprises, uma das maiores empresas do mundo, que atua globalmente com fábricas e laboratórios químicos, sendo criada e administrada por Wendell Rand (David Furr) e Harold Meachum (David Wenham). Depois de uma queda de avião em que Wendell, sua esposa Heather (Victoria Haynes) e o filho Danny (Finn Jones) são dados como mortos, Harold e os filhos — Joy (Jessica Stroup) e Ward (Tom Pelphrey) — assumem o controle da companhia.

Após sobreviver à queda do avião, Danny é resgatado por monges de K’un-Lun, uma cidade mística que não existe nesse plano – local onde aprende as técnicas das artes marciais e se torna o lendário Punho de Ferro, o guerreiro inimigo declarado do Tentáculo, que deve proteger aquele lugar místico de invasores. Após 15 anos, Danny Rand está de volta à Nova York para recuperar tudo o que perdeu, mas ele sofre para tentar provar quem realmente é.

Após ser internado em um manicômio e conseguir fugir usando seus poderes, Danny descobre que o sócio de seu pai – Harold Meachum – não está morto como todos pensam. E a partir daí que começa o ciclo principal da temporada. Após descobrir que tinha câncer, Harold faz um pacto com o Tentáculo – uma facção criminosa que utiliza a empresa Rand para fabricar e exportar heroína. Forçado a se esconder, Harold conta com a ajuda do filho Ward, que é facilmente manipulado pelo pai. Ao lado de Madame Gao, a líder do Tentáculo – e que já deu as caras na série Demolidor – Harold se torna um dos principais vilões da trama – fazendo uma crítica exagerada ao corporativismo e ao empresário que vende sua alma pelo negócio.

Nesse meio tempo, Danny conhece Colleen Wing (Jessica Henwick), mestre de um dojo, que resolve ajudar o rapaz. Colleen também é a responsável por apresentar Danny à Claire Temple (Rosario Dawson), a grande ligação entre as séries. A enfermeira dessa vez está cansada de ver seus problemas serem resolvidos pelos outros, e está aprendendo a lutar com Colleen. Claire e Colleen chegam a se juntar à Danny em sua batalha contra o tentáculo, mostrando um protagonista mais acostumado ao trabalho em equipe do que os outros heróis em suas respectivas séries até agora. Aqui vou fazer uma pequena crítica – acho que a produção deveria ter explorado mais o triângulo amoroso entre Colleen, Danny e Joy.

A série foi bem criticada pelos fãs da história da Marvel por ter suavizado o kung fu no desenrolar da trama. Enquanto o Demolidor mistura artes marciais, Jessica Jones traz o combate físico e psicológico e Luke Cage mostra o boxe e lutas de gangue, o Punho de Ferro é o responsável pelas cenas épicas de lutas, com voos e brigas extremamente coreografadas envolvendo o kung fu – bem ao estilo Jackie Chan. Na minha opinião as lutas marciais estiveram na medida na série – cada episódio trouxe cenas de lutas – e para mim, que não gosto muito desse estilo, o apresentado foi essencial e suficiente.

Também preciso falar do elenco. Eu gostei da escalação do ator Finn Jones como Punho de Ferro – um rosto que já é conhecido pelos fãs de séries, já que o britânico interpretou o personagem Loras em Game of Thrones. Na minha opinião o grande destaque é o ator Tom Pelphrey, no papel de Ward Meachum – ele começa a série com uma postura de vilão, chegando a mandar Danny para um manicômio, depois vemos que ele é totalmente influenciado pelo pai, e ao final traz a figura de um personagem completamente atormentado.

De todas as séries de super heróis produzidas pela Netflix eu gostei bastante de Demolidor e Punho de Ferro. As produções foram bem feitas e explicaram bem a história de seus personagens – com pequenas mudanças em relação ao original. Confesso que não gostei apenas do episódio final, mas ainda assim quero ver logo a segunda temporada e a estreia de “Os Defensores”.