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#Livros | Depois de Auschwitz (Projeto Lendo o Mundo)

Oi gente!
Como prometido essa semana tem mais um livro no desafio “Lendo o Mundo”, aquele projeto que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais. (Saiba mais aqui) E hoje trago “Depois de Auschwitz”, de Eva Schloss, representando a Alemanha.

Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz – o temido campo de concentração em plena 2ª Guerra Mundial. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.

Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo.

Bom pessoal, a particularidade que me fez ler esse livro para representar a Alemanha é o período da história mundial que marcou muito o país – a 2ª Guerra Mundial e a ascensão do Nazismo. Já adianto que é impossível ler esse livro sem ficar com aquela lágrima no canto do olho e que insiste em cair. A história é emocionante e impactante.

O livro conta com detalhes toda a trajetória de vida de Eva e traz questionamentos e ensinamentos marcantes para nossas vidas. Eva era apenas uma menina de quinze anos quando foi presa e levada para Campo de Concentração de Aushwitz, na Polônia. Antes da prisão viveu momentos de alegrias e perseguições com sua família. Ela era muito ligada ao pai e ao irmão Heinz, e em vários momentos teve que se separar dos seus entes queridos para fugir dos oficiais da SS. Eva viu seus amigos de infância a perseguirem por ser judia. Viu pessoas que conheciam sua família virarem as costas. Viu a fome e a morte ao seu lado por um longo tempo. Viu o desaparecimento das pessoas que mais amava.

Além disso, temos um detalhe bem interessante na história. Eva era “irmã” de Anne Frank – provavelmente você já deve ter lido “O Diário de Anne Frank” e, se não leu, tem que ler imediatamente!! Essa questão da “irmã” – que inclusive consta no subtítulo na capa do livro – foi meio que uma furada do marketing da Editora. Na verdade, Eva e Anne não eram irmãs de sangue. Após o fim da Guerra a mãe de Eva e o pai de Anne se casaram, visto que seus cônjuges morreram em Auschwitz. Eva e Anne quase não conviveram – elas tiveram alguns encontros na infância, quando moravam na Holanda e tentavam fugir dos nazistas. Mas mesmo assim, tanto Eva, como sua mãe e Otto Frank lutaram muito pelo legado de Anne.

O livro é narrado em primeira pessoa – pela própria Eva, o que ajuda a contextualizar ainda mais, pois temos uma visão ampla do que foi a guerra, os momentos de fuga, todos os sentimentos – felizes e tristes – que ela passou durante toda a vida. Como disse no início, é um relato verdadeiro e emocionante. Eu curti bastante essa leitura e recomendo a todos!

Veja também as demais leituras do projeto – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos)Muito Longe de Casa (Serra Leoa)O Ruído das coisas ao cair (Colômbia) e A Última Mensagem de Hiroshima (Japão). E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | A Última Mensagem de Hiroshima (Projeto Lendo o Mundo)

Oi gente!
Este mês teremos a volta do projeto “Lendo o Mundo”!! Confesso que acabei deixando ele um pouquinho de lado, mas para compensar vou fazer dois posts seguidos!! Para quem não sabe, o projeto Lendo o Mundo se direciona à leitura de pelo menos um livro de cada país do mundo. Assim, há a possibilidade de conhecer novas culturas, contextos e escritas diferentes. Hoje o post remete à literatura japonesa, com o livro “A Última Mensagem de Hiroshima”, de Takashi Morita, publicado pela editora Universo dos Livros.

Como sobreviver com a mente cheia de memórias da Segunda Guerra Mundial? Como lidar com o trauma de ter presenciado a destruição arrebatadora de uma bomba atômica praticamente ao seu lado? E como pensar em salvar civis quando sua própria vida está em jogo? Conheça neste livro a história de Takashi Morita, sobrevivente da bomba atômica que dizimou milhares de seres humanos e que até hoje manifesta efeitos na saúde física e mental da população de Hiroshima e de Nagasaki.

Era 6 de agosto de 1945. Ninguém poderia prever, mas foi neste dia que a vida de inúmeros japoneses – e das gerações subsequentes – mudaria para sempre. As consequências da bomba atômica foram devastadoras, e não apenas no que diz respeito à saúde daqueles que se encontravam nas imediações do epicentro, como é o caso do Sr. Takashi, que exercia o ofício de soldado na época. Para além das numerosas enfermidades oriundas da intensa radiação emitida em Hiroshima e Nagasaki, os atingidos pelas bombas sofreram muita discriminação, principalmente pelo fato de as consequências decorrentes da radiação para os sobreviventes e seus descendentes serem ainda uma incógnita.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão era aliado da Alemanha e da Itália e lutavam contra os Estados Unidos e os soviéticos. O povo nipônico sempre foi muito disciplinado e leal ao imperador, então não lhes cabia questionar os motivos da guerra, apenas servir ao comando. Os japoneses foram responsáveis pelo ataque a Pearl Harbor com os kamikazes, os famosos pilotos suicidas. Ao final da Guerra, após Itália e Alemanha se renderem, no dia 6 de agosto de 1945, o Japão viveu a dimensão do estrago causado por uma bomba atômica – foi a forma mais rápida para os EUA vencerem a guerra. Quando a bomba atingiu Hiroshima, o Sr. Takashi era um policial militar e mesmo sofrendo seus próprios ferimentos e tendo suas próprias preocupações resolveu ignorar tudo e seguir em frente para salvar o máximo de pessoas que fosse possível.

O livro conta detalhes que jamais seriam possíveis imaginar acerca das bombas atômicas. Depois da tragédia o sofrimento não parecia que teria um fim. Os infectados (hibakushas) foram abandonados pelo governo japonês, sendo deixados à mercê da sorte. Muitos morreram de repente, com causas desconhecidas. Os japoneses tiveram que se preocupar em como reconstruir sua cidade e em sobreviver nos anos que se seguiriam sem a certeza da cura para os atingidos pela bomba. Tendo a maior reviravolta de sua vida, Takashi Morita se mudou para o Brasil, criou raízes junto à sua família, desenvolvendo um trabalho social belíssimo.

O livro é bem curtinho, tem apenas 152 páginas, com onze capítulos que narram de forma direta os acontecimentos pré e pós guerra. O interessante é notar as tradições japonesas como, por exemplo, o casamento arranjado pelos pais. A diagramação feita pela editora Universo dos Livros é ótima, tendo várias citações nos cantos das páginas. A edição também traz diversas fotos no meio do livro.

“A Última Mensagem de Hiroshima” é uma aula de História e Takashi foi um exemplo de sabedoria, pois usou sua história pessoal para lutar pela paz. Hoje ele tem 93 anos, vive em São Paulo e é muito respeitado pela luta pelos sobreviventes à bomba atômica. Literatura muita rica e uma história que merece ser ouvida.

Veja também as demais leituras do projeto – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos), Muito Longe de Casa (Serra Leoa) e O Ruído das coisas ao cair (Colômbia)Lembrando que na próxima semana tem mais uma leitura do projeto! E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | A Mulher na Janela

Autor: A.J.Finn
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Arqueiro

Oi gente!
Hoje trago dica de leitura com “A Mulher na Janela”, livro de estreia do americano A. J. Finn, publicado pela editora Arqueiro. Para aqueles que curtem thrillers psicológicos e histórias de suspense, esta é uma ótima dica.

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita, até que conhece Ethan, o filho adolescente. Depois conhece Jane, a matriarca. Tanto Ethan como Jane dão a entender que Alistar, o patriarca da família, talvez seja um homem violento, então o lado psicóloga de Anna fica em alerta. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo?

A história pode parecer um pouco clichê, lembrando outros livros de sucesso como “A garota no Trem” e “Antes de Dormir”, mas o desenvolvimento dessa trama é ótimo, tendo todos os detalhes extremamente bem construídos. Para mim, a leitura foi viciante. Narrado em primeira pessoa – pela protagonista Anna – o livro nos leva a imaginar situações e a desvendar um mistério – que para mim acabou sendo surpreendente. Os demais personagens dão suporte à trama, sempre com atitudes que nos fazem desconfiar a cada capítulo. No final, ninguém é o que parece. A boa escrita aliada a uma narrativa ágil deixou a história cativante. Os capítulos são divididos por data – tudo se passa entre os dias 24 de outubro e 15 de novembro – o que nos ajuda a situar no tempo descritivo. Outra coisa que adorei foram as referências ao cinema, principalmente aos filmes de Alfred Hitchcock. Os capítulos são recheados dessas referências e citações a diálogos de algumas das principais obras de uma época áurea da sétima arte. Fiquei até com vontade de rever “Um Corpo que Cai” (assistido em diversos momentos pela protagonista).

Aos que apreciam tramas instigantes, “A Mulher na Janela” é uma excelente leitura. Foi sem dúvida um dos melhores livros que li até o momento. E o melhor, a história será adaptada para os cinemas e o autor esteve no Brasil para a Bienal de São Paulo. E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Um Cavalheiro em Moscou

Autor: Amor Towles
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Hoje vou falar do livro “Um Cavalheiro em Moscou”, publicado pela Editora Intrínseca e escrito pelo americano Amor Towles. A publicação permaneceu por quase um ano na lista de best-sellers do New York Times, com mais de um milhão de exemplares vendidos.

Nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa, Aleksandr Ilitch Rostov, “O Conde”, é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar associado ao luxo e sofisticação da antiga aristocracia de Moscou. Mesmo após as transformações políticas que alteraram para sempre a Rússia no início do século XX, o hotel conseguiu se manter como o destino predileto de estrelas de cinema, aristocratas, militares, diplomatas, bons-vivants e jornalistas, além de ser um importante palco de disputas que marcariam a história mundial.

Mudanças, contudo, não paravam de entrar pelo saguão do hotel, criando um desequilíbrio cada vez maior entre os velhos costumes e o mundo exterior. Graças à personalidade cativante e otimista do Conde, aliada à gentileza típica de suas origens, ele soube lidar com a sua nova condição. Diante do risco crescente de se tornar um monumento ao passado até ser definitivamente esquecido, o Conde passa a integrar a equipe do hotel e a aprofundar laços com aqueles que vivem ao seu redor.

Pessoal, vou confessar… foi difícil ler este livro, até fiquei pensando se eu falava sobre ele ou não – resolvi falar. A narrativa é bem arrastada, levei muito tempo. Cheguei até a desistir, começar outros e depois voltei para terminar. A história é muito descritiva – em alguns casos temos vários parágrafos, talvez até páginas, para poder contar uma coisa pequena – acabou desanimando muito.

O interessante é a carga significativa dos personagens. O Conde Rostov personifica a decadência de uma sociedade que dominava a Rússia antes da revolução – de nobre à garçom, ele nos guia em uma jornada de descobrimento e avaliação. O Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como a conhecemos, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro. Indo além, podemos até classificar o Hotel Metropol como o grande protagonista da história, retratando as principais mudanças de concepções e quebras de preconceitos.

No geral, não foi um livro que eu curti muito, achei muito arrastado, a leitura não fluiu e ao final se tornou muito cansativo. A premissa é muito interessante, mas do jeito que foi desenvolvida se tornou pouco atrativa.

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#Livros | Me Chame pelo seu Nome

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Vou fazer uma pequena pausa nas dicas de séries para poder trazer uma dica literária! Hoje vou falar do livro “Me Chame pelo seu Nome”, escrito por André Aciman e adaptado neste ano para os cinemas, inclusive, vencendo o Oscar de melhor roteiro adaptado. Quem quiser conferir a crítica do filme, clica AQUI.

Logo que assisti o longa, dirigido por Luca Guadagnino e protagonizado pelo promissor Timothée Chalamet – quando fiz as críticas de todos os filmes que concorreram na principal categoria do Oscar –  já fiquei interessado em conferir o livro, que foi lançado no Brasil pela Editora Intrínseca.

Na história, a casa onde o jovem Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver.

Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. De início, os dois não se dão muito bem, mas após o convívio surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido.

O livro, assim como o filme, é bem interessante. O autor descreve com delicadeza cada cena, nos apresentando o dia a dia da família e cada personagem ali presente. Constrói-se, assim, um vínculo por parte do leitor com as pessoas que nos são apresentadas, por serem altamente realistas e autênticas.

A narrativa é realizada em primeira pessoa – quem nos conta a história é o Elio. Isso foi a única coisa que me incomodou um pouco, pois no início o personagem é bem chato. Ele fica muito neurótico, querendo saber o que o Oliver está fazendo, o que está pensando, onde ele vai, etc. Essa obsessão deixa a história um pouco lenta e nos faz lembrar os dramas românticos de Shakespeare. Isso atrapalha um pouco o começo do livro, com relação à identificação com o personagem. A partir de certo momento, a história flui normalmente. Inclusive esse foi mais um livro que devorei… li em apenas duas semanas (Ultimamente tenho tido sorte com as leituras).


Foto: melinasouza.com

Comparando livro e filme, temos algumas diferenças. Primeiro, alguns personagens não existem na adaptação cinematográfica – o principal é Vimini, uma garota com leucemia, vizinha da família de Elio, e que rendeu algumas passagens interessantes no livro. Também foi retirado do filme o personagem Maynard – que não aparece fisicamente na narrativa literária, mas sempre é lembrado por Elio – o rapaz havia sido recebido pela família alguns anos antes e quando foi embora enviou um cartão postal de uma pintura de Monet e escreveu no verso “Pense em mim um dia”. Oliver rouba esse postal e guarda até quando Elio tem 32 anos e o visita nos Estados Unidos. Na leitura, também é complicado dizer em que ano aquele verão se passa, o que no filme é extremamente explicito, tanto pelos comentários dos personagens como pela trilha sonora. E a maior mudança é o final do livro, que não existe no filme – quando eles viajam juntos para Roma (essa parte no longa é bem rápida, acabando na emocionante conversa de pai e filho). Na leitura temos mais! Mais descrição do período passado em Roma, além do reencontro dos personagens anos depois que suas vidas seguiram após o verão.

Enfim, “Me chame pelo seu nome” é um livro que trata de amor, desejo e descobertas. Uma leitura super poética, com personagens cativantes e uma história que nos ensina muito. Vale a pena conferir livro e filme.

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#Livro | Um de Nós Está Mentindo

Autor: Karen M. McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Galera Record / @pitacosliterarios

Oi gente!
Hoje vou trazer uma dica de leitura super bacana – Um de Nós está Mentindo, livro de estreia da autora Karen M. McManus, publicado pela Galera Record.

Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn – a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy – a patricinha, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate – o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper – o atleta, astro do time de beisebol. E Simon – o criador do mais famoso site de fofocas da escola. Antes do fim da detenção, Simon morre. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental.

Com as investigações policiais, descobre-se que Simon planejava postar fofocas bem quentes sobre todos os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato.

A história é bem clichê, com personagens típicos do high school americano – a CDF, o atleta, o delinquente e a popular – mas é aquele clichê super bem feito. E vou confessar para vocês, eu adoro um clichê bem feito! A minha leitura fluiu muito, li esse livro super rápido. E o mais legal é a construção dos personagens.

O livro é dividido em três partes, e cada capítulo é narrado por um dos suspeitos – Bronwyn, Nate, Addy e Cooper. No início fiquei um pouco perdido, sem saber quem era quem, porque a narrativa transcorre do ponto principal, mas depois você consegue se situar. E aí, a história vai aos poucos trazendo particularidades de cada um, o leitor vai descobrindo o que eles fizeram de errado, podendo traçar um perfil psicológico deles, além de perceber como que esse crime afetou diretamente a vida escolar e particular.

Sobre a solução do crime, eu achei OK. Em um determinado ponto do livro, o leitor já vai imaginando o que irá acontecer, então não tem uma surpresa com relação à revelação, mas é um final coerente e os capítulos foram bem escritos e desenvolvidos.

A edição da Galera Record é boa. Eu curti muito a capa, achei super bonitinha. Outro ponto positivo é que a cada capítulo aparece o dia e horário que aquilo está acontecendo, assim podemos acompanhar de perto o desenrolar e ter uma noção do tempo da narrativa.

Eu super recomendo “Um de Nós está Mentindo”! Era um livro que eu não apostava muito, principalmente pela premissa que poderia ser super clichê como falei, mas eu simplesmente amei!

Eaí, alguém já leu? O que acharam? Aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Com Amor, Simon

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Editora Intrínseca

Oi gente!
Bora conferir mais uma dica literária – hoje vou falar de “Com Amor, Simon”, que virou filme e que antes era “Simon vs. A Agenda Homo Sapiens”. É o livro de estreia da americana Becky Albertalli, que também já lançou “Os 27 crushes de Molly”.

Com nova capa e novo título publicado pela Editora Intrínseca, o livro traz a história de Simon, um garoto de dezesseis anos, que é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Simon não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas – afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Ele só não contava que Martin, o bobão da escola, iria chantageá-lo ao descobrir sua troca de e-mails com Blue, pseudônimo de um garoto misterioso que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.

“Com Amor, Simon” encabeça todas as listas de melhores livros de 2015, tendo sido indicado a diversos prêmios, como o National Book Award For Young People’s Literature, o Best Fiction for Young Adults Award, da Young Adult Library Services, e o Goodreads Choice Awards.

A história se torna interessante por mostrar vários caminhos – a sexualidade de Simon, a chantagem de Martin, o mistério sobre quem é Blue, a relação de Simon com sua família e o grande ponto chave – a forma como Simon precisa encarar seu verdadeiro eu e tomar suas próprias decisões.

A leitura fluiu bastante. O livro é leve e divertido, com uma história que cativa. Os personagens são bem construídos e a evolução deles se torna interessante – é legal conferir a amizade de Abby e Simon, a incrível confiança de Nick, a impetuosa Leah, além da compreensão dos pais e irmãs de Simon. “Com Amor, Simon” é um livro bem adolescente, aquela história “água com açúcar” bem escrita, que nos diverte e emociona ao longo das páginas.

No final, o mistério sobre quem seria Blue, o garoto com quem Simon troca e-mails, acaba não sendo tão mistério assim, já que a partir de um momento o final se torna previsível. Como já disse, a história é bem leve e curta, tratando os temas sem deixá-los polêmicos. Perfeito para quem quer um descanso mental, pois o livro é bem curto e rápido.

Agora vou falar um pouquinho sobre o filme (que eu esperei ler o livro primeiro, para depois assistir). E também curti bastante. Houve várias mudanças com relação ao livro, mas foram mudanças necessárias – o filme tem um pouco mais de história, algumas cenas foram aumentadas para dar um pouco mais de agilidade. O roteiro e a edição estão bacanas. A trilha sonora é ótima, bem leve e dá todo um toque especial ao contexto. Já o elenco é outro acerto – Nick Robinson está perfeito no papel principal; Katherine Langford tem mais destaque que sua personagem (Leah) não tem no livro (gente, curto muito o trabalho dessa atriz). Alexandra Shipp (Abby) e Keiynan Lonsdale (Bram – quem lembra dele em The Flash?!) também foram apostas positivas. Já os atores que interpretam os pais do Simon – Jennifer Garner e Josh Duhamel – são um destaque a parte – mandaram bem! Estava com saudades da Jennifer Garner em um filme mais despretensioso (inclusive tem uma cena entre ela e Nick super emocionante).

Enfim, vale a pena conferir o livro e filme! #FicaDica E aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Mindhunter

Autor: Mark Olshaker e John Douglas
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente!
Hoje é dia de dica literária aqui no blog! Acabei a leitura de “Mindhunter – O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano”, escrito pelo produtor Mark Olshaker e John Douglas, fundador e chefe da Unidade de Apoio Investigativo do FBI. Confesso, que este livro estava há tempos na minha lista “PARA LER” e ainda não tinha conferido. Inclusive quis ler o livro antes de ver a série, produzida pela Netflix.

Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI. Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em “O Silêncio dos Inocentes” (inclusive o personagem foi inspirado em John Douglas, de acordo com a narrativa do livro), ele confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo alguns famosos como Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein.

Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos.

Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.

Mindhunter é um livro mega interessante – pensar que uma pessoa tinha habilidade para identificar um serial killer, descrevendo suas características físicas e psicológicas, apenas tendo algumas informações da cena do crime. Douglas conta histórias dos mais loucos crimes que resolveu durante toda a sua vida no FBI, alguns até ficamos nos perguntando por que fizeram tal barbárie, como o caso de Wayne Williams, o assassino de crianças em Atlanta. O legal é que John consegue fazer com que o leitor passe a enxergar o lado do assassino, mas não como forma de inocentá-lo, e isso ele deixa bem claro em todos os momentos do livro. A ideia central não é mostrar o que foi feito, e sim o porquê de os assassinatos terem sido executados daquelas maneiras.

Publicado pela Editora Intrínseca, o livro tem uma ótima edição. Os capítulos são bem divididos, o desenvolvimento dos crimes é bem descrito, porém a narrativa é um pouco cansativa, principalmente no final do livro – chegou uma hora que eu não aguentava mais ler, tanto que eu parei alguns dias e voltei depois. A estrutura do livro é bem diferente porque o autor divide os casos por temas e não segue uma cronologia. Há muitas idas e vindas no tempo, o que exige uma maior atenção do leitor. Ainda assim, o filme é instigante e fascinante. Fica a dia para aqueles que gostam do gênero investigativo.

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#Livros | Leonardo da Vinci

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.
Autor: Walter Isaacson
Editora: Intrínseca
Páginas: 640
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Saraiva | Fnac

Leonardo da Vinci – Pintor. Arquiteto. Engenheiro. Uma das mentes mais brilhantes da humanidade, autor do retrato mais emblemático da história da arte e cientista muito à frente do seu tempo.

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.

Leonardo criou duas das mais famosas obras de arte de todos os tempos, A Última Ceia e Mona Lisa, mas se considerava apenas um homem da ciência e da tecnologia – curiosamente, uma de suas maiores ambições era ser reconhecido como engenheiro militar. Com uma paixão que às vezes se tornava obsessiva, ele elaborou estudos inovadores de anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações. A habilidade para entrelaçar humanidades e ciência, tornada icônica com o desenho do Homem Vitruviano, fez dele o gênio mais criativo da história.

Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, vegetariano, canhoto, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado nesta biografia é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los. Um livro indispensável não só pelo caráter único de representar integralmente o artista Leonardo, mas como um retrato da capacidade humana de inovar, da importância de não apenas assimilar conhecimento, mas ter a disposição para questioná-lo, ser imaginativo e, como vários desajustados e rebeldes de todas as eras, pensar diferente.

Eu curti bastante a leitura, apesar de ser um livro bem extenso, que não dá para ler tão rápido porque podemos nos perder na narrativa biográfica – levei quase um mês para terminá-lo. E ainda assim, foi muito interessante conhecer mais sobre a vida de Leonardo, saber particularidades de sua vida e também os processos de criação de suas obras.

O livro não conta apenas a vida de Leonardo da Vinci, mas também faz paralelos da história da Itália e das cidades por onde passou, além de contextualizar as características do Renascentismo e retratar fielmente suas desavenças – principalmente a rivalidade com Michelangelo.  E o mais interessante é que a biografia valoriza justamente o ser humano Leonardo. Mesmo reconhecendo as grandes conquistas, ele também apresenta os seus defeitos e fracassos.

Falando da parte gráfica, a edição da Intrínseca é muito boa. Por ser um livro com muitas páginas, geralmente a lombada costuma ficar desgastada – no meu livro, não ficou! A capa também é bonita – com uma foto enigmática de Leonardo; e a diagramação também está perfeita. E preciso mencionar as ilustrações que são fundamentais para o livro.

Enfim, “Leonardo da Vinci” é um livro que não só informa, mas inspira! Vale a pena conferir o Leonardo Da Vinci desenhado por Walter Isaacson – o humano por trás do gênio.

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#Livros | Tartarugas até lá Embaixo


A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Autora: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente,
Hoje tem dica de leitura! Depois de seis anos de espera, o fenômeno John Green lançou o livro “Tartarugas até lá Embaixo”. Eu estava mega ansioso para ler esse novo livro, tanto que comprei o livro no fim do ano e li em apenas uma semana. Depois de sofrermos com Hazel Grace em A Culpa é das Estrelas e nos apaixonarmos por Alasca Young (Quem é Você, Alasca?), Lindsey Lee Wells (O Teorema de Katherine) e Margo Roth Spiegelman (Cidades de Papel), chegou a vez de nos emocionarmos com Aza Holmes.

Ela é uma estudante de 16 anos que, junto com a melhor amiga Daisy, sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro. Paralelamente, ela precisa lidar com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). O TOC é um transtorno mental que se caracteriza pela presença de diversas obsessões, que são pensamentos ou imagens indesejáveis que tomam conta da mente do individuo o obrigando a realizar diversos tipos de rituais com a intenção de afastar essas possíveis ameaças, causando muita ansiedade.

O tema foi muito bem trabalhado pelo autor. Em diversas passagens fiquei agoniado com os pensamentos e sentimentos da protagonista. E o mais interessante é que John Green também tem TOC, portanto a história é um pouco biográfica. Mas aí você deve estar pensando que a história de doença vai deixar o livro mais pesado. Para amenizar, John Green trouxe um envolvente mistério: o sumiço do bilionário Russell Pickett, pai de Davis – um amigo e paquera antigo de Aza. O reencontro dos dois foi bem bacana e o desenvolvimento do romance foi ainda melhor.

Mas uma das personagens mais divertidas é Daisy. Ela escreve fanfics sobre Star Wars e é conhecidíssima na internet. Daisy e Aza se completam e a amizade das duas, apesar de passar por altos e baixos, é a parte mais legal do livro.

Na parte gráfica, a edição da Intrínseca está perfeita. Eu adorei a capa – achei bem bonita com o tom alaranjado. Os capítulos são pequenos, então a leitura acaba fluindo bem. Quando você vê já está no meio do livro! Pelo menos comigo foi assim! E como os outros livros de John Green, “Tartarugas até lá Embaixo” também é cheio de referências culturais e reflexões da vida.

Trata-se de um livro emocionante, muito bem escrito, com personagens que nos fazem torcer a cada capítulo, uma história arrebatadora, com um final emocionante.

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