Tag: livros

Livro ▪ Malibu Renasce

Autora: Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Páginas: 368
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vou falar de uma das minhas leituras, que já virou favorita do ano! Taylor Jenkins Reid segue me arrebatando a cada leitura. “Daisy Jones and the Six” e “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo” já foram leituras favoritadas em 2021 e agora “Malibu Renasce” veio para me conquistar de vez! Que livro incrível!

Quem leu Evelyn Hugo vai pegar algumas referências nessa história. A começar por Mick Riva, um dos maridos de Hugo, que agora tem sua história contada. O foco maior é nos irmãos Riva: Nina, Jay, Hud e Kit, que todo ano dão uma grande festa para comemorar o fim do verão – e a festa de 1983 promete ser épica!

A história se passa no passado e no presente. Vemos a relação romântica e conturbada de Mick e June (o grande amor da vida do astro do rock), desde o começo da carreira, o nascimento dos filhos até as várias separações. Já no presente, acompanhamos Nina, que possui uma carreira de modelo bem sucedida, porém passa por problemas em seu relacionamento e em sua vida pessoal, por sempre ter priorizado seus irmãos. Hud e Jay são quase inseparáveis, os “gêmeos”, que na verdade são meio-irmãos, trabalham em parceria, porém um interesse amoroso acaba abalando essa relação. E por fim, a caçula Kit ainda está descobrindo o que quer da vida.

É muito interessante ver a relação fraternal entre os quatro irmãos. O abandono parental está presente na narrativa e é discutido de forma simples, mas bem forte. Aqui, vemos uma faceta de Mick Riva que não conhecíamos antes. O personagem se mostra bem escroto com a família, o que acarreta em uma união dos irmãos e uma necessidade de responsabilidade por parte de Nina, que passa a cria-los.

“Malibu Renasce” é um livro sobre relações, e não tanto sobre acontecimentos, como os outros dois livros que citei da autora. Gostei muito do clima criado, me transportei para os anos 80, na praia de Malibu. Foi uma experiência bem interessante. A história é bem construída e Taylor continua me empolgando com suas narrativas.

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Livro ▪ Diários de Raqqa (Projeto Lendo o Mundo)

Autor: Samer
Editora: Globo Livros
Páginas: 108
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vai ter mais um post do projeto “Lendo o Mundo” – aquele que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais – e o país sorteado para essa vez foi a Síria. Pesquisando, queria fugir um pouco da temática guerra, mas infelizmente é bem difícil. Também foi um pouco difícil achar livros em português. Até que conheci “Diários de Raqqa: a história real do estudante que desafiou o Estado Islâmico, foi jurado de morte e conseguiu fugir de uma cidade sitiada”, publicado pela Globo Livros.

O livro conta a história de Samer – pseudônimo do autor (não sabemos seu nome verdadeiro), que foi jurado de morte pelo Estado Islâmico por ter feito relatos de seu diário chegar até as mãos de milhares de leitores ao redor do mundo. Aos vinte anos, Samer, um jovem universitário apaixonado, com uma família unida e muitos amigos, está comemorando seu primeiro emprego. A vida não poderia ser mais luminosa até o dia em que o Estado Islâmico toma a cidade onde ele vive. Impotente diante da violência e das restrições que lhe tiram a liberdade e ceifam várias das pessoas que Samer mais ama, ele começa a preencher as páginas de um diário com tudo que vê e sente. Seu relato sincero e contundente, que o jovem consegue enviar em trechos para um repórter da BBC, através de uma conexão clandestina de internet, é um documento indispensável para que o mundo entenda, de uma vez por todas, os perigos do extremismo.

A leitura foi bem rápida, já que o livro é bem curtinho, tem 108 páginas, dá pra ler em um dia tranquilamente, mesmo com a história sendo um pouco tensa. O protagonista perdeu o pai em um bombardeio e desde jovem precisou cuidar de sua mãe e irmãos. Porém Samer não conseguiu ficar sem fazer nada diante das impunidades impostas pelo Daesh – o Estado Islâmico. A partir daí, o jovem começa a ser perseguido até que precisa fugir de sua cidade para não ser morto, abandonando sua família e sua história. As passagens do livro são bem comoventes e conseguem relatar um estado de terror e medo imposto a toda população, principalmente na cidade de Raqqa, onde a narrativa se passa.

Hoje o país passa por uma grande guerra civil, o que obrigou mais de metade dos habitantes do país a fugir das suas casas. Cerca de 5 milhões de pessoas já deixaram o país e outros 6 milhões vivem como deslocados internos. A crise síria é considerada o pior desastre humanitário atual. Mais de 13 milhões de pessoas precisam de assistência devido aos confrontos que causam sofrimento a homens, mulheres e crianças.

De um modo geral achei o livro bem interessante, um relato fiel e emocionante de quem vivenciou todo o terror. Outro destaque é a edição da Globo Livros, que está incrível, com ilustrações lindas! Mas ainda assim, acho que não foi o livro ideal para o projeto. Vou continuar pesquisando e se achar outro livro que possa se encaixar, pretendo ler também!

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#Livro | As Outras Pessoas

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Assim que terminei a leitura de “O Homem de Giz” (tem resenha AQUI), já engatei “As Outras Pessoas”, da mesma autora C.J. Tudor, publicada pela Editora Intrínseca.

Gabe teve seu mundo virado de cabeça para baixo quando recebeu a notícia que sua esposa, Jenny e sua filha Izzy, foram assassinadas em casa. Mas o que ele sabe é que essa notícia referente a sua filha não pode ser verdade, pois quando estava na rodovia, ele viu sua filhinha em um furgão e chegou a persegui-lo sem sucesso. Três anos depois, Gabe passa seus dias e noites rodando pela estrada em que viu Izzy pela última vez.

Katie é garçonete em um dos postos de gasolina por onde Gabe passa à procura da filha. Ela sabe o que é perder alguém. Há nove anos, sua família ficou destruída depois que seu pai foi assassinado. Fran também vive na estrada com Alice. Mas elas não estão à procura de ninguém, mas estão fugindo, porque Fran sabe que, se um dia as encontrarem, elas serão mortas. Todas as três histórias têm algo em comum e irão se entrelaçar.

A narrativa de C.J. Tudor é bem empolgante e prende a atenção do leitor. Confesso que no início não estava entendendo muito as ligações, porém a partir de um momento, tudo se esclarece, e o arco narrativo faz sentido. Ao final houve um plot sobrenatural que também não me agradou muito.

Os personagens são bem construídos e possuem uma complexidade e autenticidade interessante; o protagonista tem uma boa narrativa, o que faz com que torçamos por ele. Já os secundários carregam mistérios e são essenciais para o desenvolvimento da história. Além disso, assim como os outros dois livros de C.J. Tudor, a Editora Intrínseca dá um show com a edição do livro – capa dura, fonte legível, páginas pretas, ilustração bonita. Vale a pena conferir!

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#Livro | E se fosse a Gente?

Autora: Becky Albertalli e Adam Silvera
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Amazon

Oi gente!
Becky Albertalli, autora do sucesso “Com Amor, Simon”, se une a Adam Silvera para contar “E se Fosse a Gente?” – romance publicado pela Editora Intrínseca.

De férias em Nova York, Arthur está determinado a viver uma aventura digna de um musical da Broadway antes de voltar para casa. Já Ben acabou de terminar seu primeiro relacionamento, e tudo o que mais quer é se livrar da caixa com todas as lembranças do ex-namorado.

Quando eles se conhecem em uma agência dos correios, parece que o universo está mandando um recado claro. Bem, talvez não tão claro assim, já que os dois acabam tomando rumos diferentes sem ao menos saberem o nome ou telefone um do outro.

Em meio a encontros e desencontros — sempre embalados por referências a musicais e à cultura pop, Ben e Arthur se perguntam: e se a vida não for como os musicais da Broadway e os dois não estiverem destinados a ficarem juntos? Mas e se estiverem? Aos poucos, eles percebem que às vezes as coisas não precisam ser perfeitas para darem certo e que os planos do universo podem ser mais surpreendentes do que eles imaginam.

Acho a leitura dos livros da Becky bem leves e rápidas. Com este não foi diferente. A parceria com Adam Silvera deu certo. Confesso que ainda não li nada do autor, mas é visível que cada personagem principal foi criado por cada autor, o que funcionou muito bem naa construção personalidade – os dois são bem diferentes.

Os capítulos são interligados entre Arthur e Ben. A narrativa é envolvente, os personagens secundários são interessantes. O modo como os autores retratam o relacionamento familiar dos protagonistas é bom. Becky e Adam tratam os tabus de forma natural.

“E se fosse a Gente?” é um livro leve, com uma narrativa divertida, uma ótima leitura para uma tarde tranquila.

Já conheciam “E se fosse a Gente”? Curtem os livros da Becky e do Adam? Comentem!

#Livro | Juntando os Pedaços

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Mais uma dica de leitura! Se você se emocionou com “Por Lugares Incríveis”, precisa começar a ler “Juntando os Pedaços”, da mesma autora Jennifer Niven. A história retrata muito bem a luta contra o preconceito, gordofobia e amor próprio.

Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca, mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby.

Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Assim, Jennifer Niven nos apresenta, com uma narrativa em primeira pessoa, o universo de cada um desses personagens, de modo que a cada capítulo temos Libby ou Jack narrando suas questões internas, até seus caminhos se cruzarem. Libby sonha em ser dançarina e, agora, após perder mais de 140 kg, resolveu voltar para o colégio em que estudava antes de sua mãe falecer e suas crises de ansiedade e compulsão alimentar começarem. Lá, encontra, da pior maneira possível, Jack, o garoto que secretamente não consegue gravar faces, nem mesmo de sua própria família.

“Juntando os Pedaços” me conquistou logo no começo. A narrativa envolvente e os personagens cativantes são o ponto alto. O tema é extremamente atual e necessário para discussão. O bullying é retratado de forma tocante e emocionante. Ambos os personagens desenvolvem inseguranças devido a tudo o que passaram e a forma como eles lidam com isso é o importante a se observar. Mas, por trás de toda discussão, temos uma história fofa e divertida sobre o amor – tanto o amor por si mesmo, quanto o amor doce e jovem que começa no ensino médio. Esteja preparado para juntar os pedaços após o final da leitura!

Já conheciam a literatura de Jennifer Niven? Bora ler “Juntando os Pedaços”!

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#Livro | Mortos não contam Segredos

Autora: Karen McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Galera Record

Oi gente!
Vocês já devem ter percebido que eu engrenei com as minhas leituras!! Tinha alguns livros que estavam parados, resolvi colocar tudo em dia nessa quarentena! Hoje vou trazer para vocês uma dica bem bacana – o suspense “Mortos não contam Segredos”, o segundo romance de Karen McManus, autora best-seller de “Um de Nós Está Mentindo”.

Por trás das cercas brancas e dos gramados perfeitos da pacata cidadezinha de Echo Ridge, há segredos de natureza obscura. Ellery conhece as histórias a respeito da cidade natal de sua mãe e sabe que ali garotas desaparecidas não voltam para casa. Cinco anos atrás, a rainha do baile Lacey Kilduff foi assassinada e o culpado jamais foi preso. Sua tia Sarah também foi uma das vítimas quando ainda era adolescente, mas a mãe pouco fala sobre isso, preferindo mascarar o luto com bebidas e remédios. Quando o vicio culmina em uma internação na clínica de reabilitação, Ellery e seu irmão gêmeo Ezra se mudam para a casa da avó em Echo Ridge e passam a testemunhar em primeira mão a sinistra fama da cidade.

Antes mesmo do inicio das aulas, novas ameaças surgem em forma de pichações. Alguém deixa bem claro que a temporada de caça às rainhas do baile está aberta, e o nome de Ellery surge entre as possíveis vítimas. Poucos dias depois, outra garota desaparece e, desta vez, Ellery está determinada a descobrir quem está por trás de tudo isso. Mas quanto mais a menina se envolve com os segredos dos moradores, mais se põe na mira do responsável pelas mortes. Ellery está prestes a descobrir que segredos são perigosos, e é por isso que, em Echo Ridge, é melhor guardá-los para si.

A nossa protagonista Ellery tem um fraco por tudo que envolve mistérios policiais e começa a procurar qualquer vestígio que possa ligar os fatos do passado e todos os recém acontecimentos. Não demora muito para ela conhecer Malcolm, irmão mais novo de Declan Kelly – um dos antigos suspeitos, formando uma aliança, que também envolve o irmão Ezra e Mia.

A narrativa é realizada em primeira pessoa, alternando entre Ellery e Malcolm. A medida que os capítulos vão passando, surpresas e mistérios vão sendo solucionados, alguns dando verdadeiro nó na cabeça e mantendo as expectativas lá no alto. Eu já havia gostado bastante de “Um de Nós Está Mentindo” e agora amei “Mortos não contam Segredos”. A autora consegue criar um universo de suspense adolescente, que prende a atenção. Confesso que ainda estou refletindo um pouco sobre o final e a solução dada pela autora – não estava esperando o que aconteceu, mas foi tudo bem coerente.

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#Livro | Nove Desconhecidos (Liane Moriarty)

Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Fazia um tempo que não trazia nenhuma dica de livro para vocês. Confesso que ultimamente estou bem devagar com minhas leituras, mas hoje vou falar de “Nove Desconhecidos”, escrito pela australiana Liane Moriarty, mesma autora de sucessos como “Pequenas Grandes Mentiras”, que já virou série de TV, estrelada por Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. Por já ter tido boas experiências com outras obras de Liane, minha expectativa estava bem alta para “Nove Desconhecidos”, o que infelizmente não se concretizou.

Na história, Masha abandonou a vida coorporativa há dez anos e abriu um spa de bem-estar. A promessa da Tranquillum House são dez dias de desintoxicação daquilo que está contaminando a sua vida e os resultados costumam ser pessoas transformadas em melhores versões de si mesmas. É com esse objetivo que nove pessoas iniciam as suas estadias. Um grupo de personagens que não se conhece confinado em um espaço, por um determinado período de tempo.

Frances é uma escritora que já teve seus dias de glória, mas que no momento está em baixa devido a uma crítica negativa, e ainda acaba de sofrer uma terrível decepção ao ser enganada por um golpista na internet. A Família Marconi – Napoleon é um professor super engajado em ser um exemplo para seus alunos; Heather, uma profissional séria e mãe mais séria ainda; Zoe, uma jovem desafiadora. Esta é uma família que, depois de uma terrível tragédia, está se desfazendo. Ben e Jessica são um jovem casal que depois de ganhar na loteria percebe que já não têm mais tanto em comum. Carmel é divorciada e foi trocada por uma moça mais jovem, além de ter neuras com sua aparência. Lars é advogado, gay, defende mulheres em seus divórcios, adora spas e está passando por um momento crucial em seu relacionamento com seu parceiro. Por fim, Tony, ex-jogador de futebol australiano, hoje mais velho e mais gordo, está distante da família.

Ao longo da história vamos descobrindo mais sobre os detalhes das vidas de nossos nove desconhecidos. E mesmo com cada história sendo única e diferente, as coisas vão se entrelaçando conforme as pessoas vão lidando com seus problemas e compartilhando suas dores. Cada um dos vários capítulos é narrado por uma personagem; isso nos dá uma visão abrangente e muito pessoal daquelas pessoas, seus sentimentos e segredos mais íntimos, e especialmente a maneira como pensam e vêem os outros.

A narrativa para mim foi bem complicada. Eu iniciei a leitura e logo parei, não estava fluindo. Depois de um tempo voltei a ler e aí segui firme até o final. Todo o desenvolvimento da história foi lento, não consegui me identificar muito com alguns personagens e outros me irritavam profundamente. Também confesso que esperava um final mais impactante, o que acabou me decepcionando.

No geral, acredito que o livro nos deixa importantes lições. Primeiro quanto ao cuidado do nosso corpo, à necessidade de diminuirmos o estresse, de pensarmos mais nos outros. Tudo isso na medida certa e não usando métodos insanos. Além disso, é um livro que debate temas importantes como drogas e seu abuso, suicídio, vaidade etc. Especificamente falando do suicídio, Liane conseguiu trazer esse debate de forma muito sutil e bonita para o livro. Ele não é o foco, mas está presente em momentos cruciais da história.

De todo modo, “Nove Desconhecidos” é um livro mediano, não foi dos piores que li. Demora um pouco até que nos acostumemos com cada personagem. O livro passa a mensagem de que muitas vezes, o maior desconhecido que pensamos conhecer somos nós mesmos. E quero saber de vocês que já leram, se curtiram, se concordam ou discordam de mim. Enfim, me contem suas impressões.

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#Livro | O Juiz e seu Carrasco (Projeto Lendo o Mundo)

Oi gente!
Hoje volto com o projeto “Lendo o Mundo” – aquele que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais. (Saiba mais aqui) Dessa vez li “O Juiz e seu Carrasco”, escrito por Friedrich Dürrenmatt, representando a Suíça 🇨🇭 É bem provável que este será o último livro do projeto neste ano.

Aqui no Brasil, o autor é pouco lido – fui pesquisar e descobri que ele tem apenas este livro e outros três contos – A Pane, O Túnel e O Cão – publicados em língua portuguesa. Dürrenmatt ganhou fama com seus dramas  vanguardistas, profundos romances policiais, e algumas sátiras macabras. Um de seus principais bordões era “Uma história não está terminada até que algo tenha dado extremamente errado”.

Com relação ao livro, “O Juiz e seu Carrasco” conta a história de um policial que foi assassinado sob circunstâncias misteriosas. Bärlach, um velho e doente comissário, amante de cigarros, de vodca e da boa mesa, investiga essa morte ao mesmo tempo em que luta contra a sua própria, que parece cada vez mais próxima. Enquanto a polícia se vê às voltas com figurões locais; oficiais oportunistas tentam subir na carreira, e Bärlach faz as suas arriscadas jogadas. Na sombra, o assassino, um tipo maquiavélico, disserta sobre o bem e o mal, que ele considera possibilidades iguais.

O livro é profundo e complexo no psicológico dos personagens. Confesso que a leitura não fluiu tão bem, apesar de ser um livro bem curtinho – tem apenas 108 páginas. Acredito que a linguagem e, principalmente, os nomes complicados foram o que me causou maior estranheza. Mas isso não quer dizer que seja ruim. Até porque o principal conflito foi bem desenvolvido e a resolução do crime foi surpreendente. Poucos livros de suspense policial me surpreenderam no final, como este.  A leitura valeu a pena pelo conhecimento e pela experiência de explorar o texto de um autor que nunca havia lido nada antes.

Veja também as demais leituras do projeto – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos)Muito Longe de Casa (Serra Leoa)O Ruído das coisas ao cair (Colômbia)A Última Mensagem de Hiroshima (Japão) e Depois de Auschwitz (Alemanha). E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livro | Leah fora de Sintonia

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Cultura
Foto: Facebook Editora Intrínseca

Oi gente!
Logo mais tem feriado prolongado para aproveitarmos bastante, mas antes disso trago uma dica literária para vocês! Há um tempinho li “Simon vs. a agenda Homo Sapiens / Com Amor, Simon” (tem resenha AQUI) e também teve o filme inspirado nesse livro. Com o sucesso, a Editora Intrínseca lançou “Leah fora de Sintonia” – uma continuação da história, mas com Leah – a melhor amiga de Simon – como protagonista.

Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Durante a leitura, vamos percebendo que a postura da protagonista é um mecanismo de defesa para as mudanças, além de uma pitada de orgulho. Leah muitas vezes dificulta as coisas para si mesma apenas por não aceitar ajuda – muitas pessoas podem se identificar. Com o decorrer da leitura deu pra entender um pouco das atitudes da personagem, quando somos adolescentes as coisas tomam uma dimensão maior e ela estava em conflito com seus sentimentos.

Preciso dizer que achei a leitura um pouco devagar. Curti mais ler “Simon”, do que “Leah”. Talvez porque no primeiro estávamos conhecendo a história, os personagens, ainda não havia identificação com eles. No segundo livro, a história traz mais do mesmo. Ela se passa exatamente após o final do primeiro livro, e não traz muitas novidades, apenas as nuances da personagem principal – que as vezes irrita, as vezes nos faz se apaixonar. Se você ainda não seu “Simon vs. a agenda Homo Sapiens” – NA MINHA OPINIÃO – não influencia tanto na nova leitura, até porque em diversos momentos a autora relembra acontecimentos da narrativa e te dá uma boa base. Se eu não tivesse lido, muito provavelmente eu entenderia esse aqui. Mas, claro que o ideal é ler todos.

Fazendo um balanço geral, é um livro bom, com vários momentos fofos e interessantes, típico romance americano teen, personagens legais, mais uma discussão leve sobre a homossexualidade, porém não foi um livro que me apeguei – fiquei com a sensação de que faltou mais. Ainda assim, quero muito o filme com a atriz Katherine Langford, urgente produção!

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#Livros | Depois de Auschwitz (Projeto Lendo o Mundo)

Oi gente!
Como prometido essa semana tem mais um livro no desafio “Lendo o Mundo”, aquele projeto que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais. (Saiba mais aqui) E hoje trago “Depois de Auschwitz”, de Eva Schloss, representando a Alemanha 🇩🇪

Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz – o temido campo de concentração em plena 2ª Guerra Mundial. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.

Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo.

Bom pessoal, a particularidade que me fez ler esse livro para representar a Alemanha é o período da história mundial que marcou muito o país – a 2ª Guerra Mundial e a ascensão do Nazismo. Já adianto que é impossível ler esse livro sem ficar com aquela lágrima no canto do olho e que insiste em cair. A história é emocionante e impactante.

O livro conta com detalhes toda a trajetória de vida de Eva e traz questionamentos e ensinamentos marcantes para nossas vidas. Eva era apenas uma menina de quinze anos quando foi presa e levada para Campo de Concentração de Aushwitz, na Polônia. Antes da prisão viveu momentos de alegrias e perseguições com sua família. Ela era muito ligada ao pai e ao irmão Heinz, e em vários momentos teve que se separar dos seus entes queridos para fugir dos oficiais da SS. Eva viu seus amigos de infância a perseguirem por ser judia. Viu pessoas que conheciam sua família virarem as costas. Viu a fome e a morte ao seu lado por um longo tempo. Viu o desaparecimento das pessoas que mais amava.

Além disso, temos um detalhe bem interessante na história. Eva era “irmã” de Anne Frank – provavelmente você já deve ter lido “O Diário de Anne Frank” e, se não leu, tem que ler imediatamente!! Essa questão da “irmã” – que inclusive consta no subtítulo na capa do livro – foi meio que uma furada do marketing da Editora. Na verdade, Eva e Anne não eram irmãs de sangue. Após o fim da Guerra a mãe de Eva e o pai de Anne se casaram, visto que seus cônjuges morreram em Auschwitz. Eva e Anne quase não conviveram – elas tiveram alguns encontros na infância, quando moravam na Holanda e tentavam fugir dos nazistas. Mas mesmo assim, tanto Eva, como sua mãe e Otto Frank lutaram muito pelo legado de Anne.

O livro é narrado em primeira pessoa – pela própria Eva, o que ajuda a contextualizar ainda mais, pois temos uma visão ampla do que foi a guerra, os momentos de fuga, todos os sentimentos – felizes e tristes – que ela passou durante toda a vida. Como disse no início, é um relato verdadeiro e emocionante. Eu curti bastante essa leitura e recomendo a todos!

Veja também as demais leituras do projeto – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos)Muito Longe de Casa (Serra Leoa)O Ruído das coisas ao cair (Colômbia) e A Última Mensagem de Hiroshima (Japão). E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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