Tag: livro

#Livro | O Duque e Eu

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vai ser dia de polêmica! Aqueles que me seguem no instagram (@blog_entrelinhas) viram que a série “Bridgerton”, produzida pela Netflix, foi um grande incentivo para finalmente começar a ler a saga escrita por Julia Quinn. Logo que a série foi lançada, já comprei os dois primeiros livros e iniciei “O Duque e Eu”. Lembrando que vou fazer algumas comparações com a série.

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar.

Daphne Bridgerton está em busca de um casamento, porém todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne.

“O Duque e Eu” é o primeiro volume entre oito livros que narram as aventuras da grande e barulhenta Família Bridgerton. E vamos a polêmica: a leitura não foi o que eu esperava. A história é interessante, alguns personagens são muito bons, porém a autora peca no desenvolvimento. A Daphne do livro me incomodou um pouco, sorte que deixaram a personagem bem mais interessante na série. Apesar disso, o casal protagonista possui química. E os coadjuvantes também são legais – Lady Whistledown mesmo sem nem aparecer fisicamente, consegue ter uma grande influência na trama e aguçar a curiosidade do leitor.

Comparando com a série, preciso dizer que gostei muito mais da adaptação da Netflix do que do livro. Obviamente, algumas histórias dos demais irmãos foram antecipadas, e até aumentadas. Personagens tiveram mudanças significativas, como é o caso da Daphne – que já citei acima, ela se tornou mais humana, engraçada e talvez até mais romantizada. Outro exemplo é o de Anthony, que na série é mais embuste. A revelação de Lady Whistledown no último episódio também pegou vários de surpresa. E a polêmica cena entre Daphne e Simon foi amenizada e modificada. Esse foi outro momento bem complicado do livro. Enfim, posso fazer um post mais detalhado sobre isso, se vocês quiserem. Independente das opiniões sobre o primeiro livro, já comecei “O Visconde que me Amava” e confesso que a leitura tem sido bem melhor e me surpreendendo positivamente.

Já leram a saga Bridgerton? Gostaram de O Duque e Eu? O que acham da série da Netflix?

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Livro | O Homem de Giz

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
No final do ano ganhei de uma amiga querida o livro “O Homem de Giz”, romance de estreia de C.J. Tudor, e já mergulhei na leitura dessa obra. Publicado pela Editora Intrínseca, o livro traz uma atmosfera de suspense e uma história contagiante.

Na pequena cidade de Anderbury, em 1986, existia um grupo de amigos inseparáveis. Eddie, Gav, Mickey, Hoppo e Nicky (a única menina do grupo) estavam sempre atrás de uma aventura diferente. Os desenhos a giz são um código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendiam. Ao se reunirem em uma feira que acontece na sua cidade, eles são surpreendidos com uma tragédia que mudará a vida de todos, principalmente a do jovem Eddie. Ele criará uma eterna conexão com o novo professor da cidade, o estranho e pálido Sr. Halloran. Se esse incidente não bastasse, desenhos misteriosos levam o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque.

Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.

Mesclando uma narrativa que se alterna entre passado e presente, o livro é narrado pelo Eddie, assim conhecemos a história através de sua perspectiva, o que ajuda muito, já que o personagem é carismático e cria situações que mexem com o psicológico. A autora criou uma ótima trama, tanto que nos faz esquecer a principal regra dos livros de suspense/thriller: duvide de todos, nunca acredite em ninguém. A amizade retratada e suas consequências no futuro são o grande destaque.

Além disso, preciso elogiar a edição da Intrínseca, que está incrível. Capa dura, com vários homens palito (grande referência da obra) desenhados, por dentro uma bela diagramação e cada início de capítulo com páginas pretas. Foi a única coisa que não gostei muito, dificultava a leitura.

Enfim, a trama nos faz refletir sobre o quanto evoluímos, independente de nossas escolhas. A resolução dos mistérios da trama foi muito interessante, apesar de ter sido um pouco corrido. Uma leitura de primeira, digna de elogios!

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#Livro | Teto para Dois

Autor: Beth O’Leary
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Estão prontos para a primeira dica literária?! Começar o ano com um romance bacaninha foi bem legal. “Teto para Dois”, da autora Beth O’Leary, publicado pela Editora Intrínseca, traz uma história sobre encontros inesperados, relacionamentos e crescimento pessoal.

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado. Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.

Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos super protetores?

Em uma narrativa dividida entre os dois pontos de vista, iremos compreender como a rotina desses dois personagens irão se entrelaçar. Ambos protagonistas são carismáticos e constroem química ao longo dos capítulos. O leitor vai se apaixonando por eles, mesmo cada um tendo as suas diferenças. Uma crítica que faço, achei que o encontro físico entre os dois demorou bastante para acontecer – eles se conhecem pessoalmente no decorrer de mais da metade do livro.

Além do romance, o livro tratou de um assunto muito importante – a relação abusiva que Tiffy tinha junto ao ex-namorado Justin. O modo como a autora retrata as consequências, os gatilhos e o quanto isso afeta o dia a dia da Tiffy, começando com sutileza para então falar abertamente do que uma vítima passa ao ser abandonada e perseguida, tudo isso é muito consciente e feito de forma comovente. A dependência que ela sentia no início até o momento em que ela consegue se livrar de tudo isso retrata um arco narrativo bem interessante.

Os personagens coadjuvantes também contribuem para o desenvolvimento da história, tanto os amigos de Tiffy – Mo, Gerty e Rachel – e os amigos de León – do núcleo da Casa de Repouso, além de seu irmão Richie, cuja história também ajuda a movimentar e interliga tramas.

É uma história linda sobre uma amizade inusitada que se transforma em uma bela história de amor. A edição da Intrínseca é muito boa, vale muito a pena conferir!

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#Livro | Beijos em Nova York

Autora: Catherine Rider
Editora: Galera Record
Páginas: 239
Skoob
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Oi gente!
Se você procura um romance fofo e clichê, bem ao estilo Sessão da Tarde, para ler em poucas horas e iniciar bem o ano, se liga nessa dica! “Beijos em Nova York”, da Catherine Rider (pseudônimo dos autores James Noble e Stephanie Eliot), foi publicado pela Galera Record e traz uma história bem água com açúcar, mas super envolvente! E tem um plus: quem curte histórias natalinas, também vai adorar!

É véspera de Natal no aeroporto JFK, em Nova York. Mas Charlotte, uma estudante britânica que veio à cidade para um intercâmbio que acabou se transformando no pior semestre de sua vida, não está exatamente sentindo esse clima natalino: como se não bastasse ter levado um fora recentemente, percebeu que, devido a uma nevasca, não conseguiria retornar a Londres para passar a noite de Natal com sua família. É então que, sozinha no aeroporto e desesperada para ir embora, conhece Anthony, que, coincidentemente, acabou de levar um fora – e pior: em público. Munidos de um livro de autoajuda, “Supere seu ex em 10 passos fáceis”, e determinados a, de fato, superarem suas desilusões amorosas, os dois passarão a noite de Natal cruzando a cidade de Nova York – e, sem querer, embarcarão também numa viagem de autodescoberta que mudará sua trajetória.

O grande destaque do livro são seus personagens – Charlotte e Anthony são bem cativantes e possuem química juntos. O livro é narrado em alternância pelos dois e a história se passa em poucas horas, tendo cada um contando um momento da aventura baseada no livro de superar o ex. As diferenças entre as narrações deles são bem claras, portanto, provavelmente cada autor ficou responsável por escrever os capítulos de cada um dos protagonistas. Isso foi ótimo porque deixou bem evidente a personalidade do Anthony e da Charlotte e permitiu compreendê-los melhor. Ambos estão se redescobrindo e essa jornada em conjunto com o leitor traz uma identificação.

“É só que… está frio e escuro. E, se você não é daqui. Nova York pode ser… não sei, um tipo de monstro. Pode te comer viva, sabe? Especialmente com esse seu sotaque de Downton Abbey.”

“Beijos em Nova York” é uma leitura dinâmica, bem rapidinha, ágil, que flui legal, com personagens cativantes. Um romance leve, que nos transporta pelos pontos de Nova York. Trata-se de uma história adolescente, que traz aquele quentinho no coração. Vale a pena!

Quem aí curte leituras fofinhas e rápidas? Pretendem ler Beijos em Nova York? Me contem nos comentários!

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#Livro | Malorie

Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Skoob
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Oi gente!
Feliz Ano Novo a todos os leitores, que 2021 seja um ano de grandes realizações, que possamos ter cada vez mais amor ao próximo e aproveito para agradecer a cada um que deu uma passadinha por aqui em 2020! Obrigado por tudo!

Agora, vamos começar o ano com dica de leitura!! Já faz um tempinho que li “Malorie”, sequência do aclamado “Caixa de Pássaros” (Bird Box), escrito por Josh Malerman e publicado pela Editora Intrínseca. Doze anos depois dos acontecimentos do primeiro livro, nos encontramos novamente no apocalipse onde abrir os olhos pode significar o fim de tudo. O mundo já não é mais o mesmo. Criaturas continuam andando por aí. Basta um descuido para um destino enlouquecedor.

Malorie e seus filhos Tom e Olympia passaram doze anos em um acampamento de verão improvisado e seguro. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível. Ainda não há explicação. Nenhuma solução. Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver e tentar transmitir aos filhos sua determinação. Ainda assim, Tom quer desbravar o mundo e as criaturas, enquanto a mãe continua com a sua proteção excessiva. Olympia, o elo entre os dois, é habilidosa e racional, apesar de também ter os seus segredos.

Em meio a divergências familiares, um desconhecido surge com informações de sobreviventes. Malorie, em conflito pessoal, se vê, mais uma vez, obrigada a se lançar num mundo às cegas. Pessoas que ela considerava mortas, talvez estejam vivas. Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador. Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.

O ponto alto do livro é retratar as relações familiares. Confesso que eu tinha grandes expectativas, principalmente por ter gostado muito do primeiro livro. Acho que essa expectativa tenha atrapalhado um pouco as sensações que a narrativa possa causar – em alguns momentos não tive toda a tensão necessária para leitura. A postura excessiva da personagem principal me incomodou um pouco. Mesmo assim, podemos perceber aquela narrativa envolvente que Josh Malerman também demonstrou em Bird Box. Os conflitos do livro foram bem trabalhados e os personagens tiveram seus momentos de destaque e conseguiram mostrar uma evolução narrativa.

Aqui vai uma dica: quanto menos souber, melhor será sua experiência. “Malorie” é uma leitura obrigatória para quem já conferiu e gostou de Caixa de Pássaros. A leitura fluiu bem e o final nos trouxe uma conclusão fechadinha. Pecou um pouco na tensão monótona impressa por grande parte da história.

Já leram Caixa de Pássaros e assistiram ao filme? O que acham da sequência Malorie? Quero saber nos comentários!

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#Livro | A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (saga Jogos Vorazes)

Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 576
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Preciso começar dizendo que sou fã da saga Jogos Vorazes e tinha grandes expectativas para “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”. O prequel, escrito pela autora Suzanne Collins e publicado pela editora Rocco, veio cheio de polêmicas ao contar a história de ambição e poder do presidente Snow, em sua juventude. E detalhe, li este livro em uma Leitura Coletiva! Minha primeira!

A história tem início na a manhã do dia da colheita que iniciará a décima edição dos Jogos Vorazes. Na Capital, o jovem de dezoito anos Coriolanus Snow se prepara para sua oportunidade de glória como um mentor dos Jogos. A outrora importante casa Snow passa por tempos difíceis e o destino dela depende da pequena chance de Coriolanus ser capaz de encantar, enganar e manipular seus colegas estudantes para conseguir mentorar o tributo vencedor. E esta Capital que vemos, nem de longe lembra a luxuosa que vemos na trilogia. Estamos em uma cidade no pós-guerra, que ainda não se recuperou.

Completamente encantado com essa grande chance, tudo o que Coriolanus queria era mentorar alguém do Distrito 1 ou 2, mas a sorte não está ao seu favor. A ele, foi dada a tarefa de mentorar uma garota tributo do Distrito 12 – para ele, isso é completamente humilhante. Sem ter o que fazer, ele terá o seu destino interligado com a garota do Distrito 12, Lucy Gracy, e todas as suas escolhas poderão levar ao sucesso ou ao fracasso, triunfo ou ruína. Na arena, a batalha será mortal. Fora da arena, Coriolanus começa a se apegar a já condenada garota tributo.

O universo distópico está de volta e com ele podemos observar inúmeras referências aos Jogos Vorazes e tudo o que acarretou aos acontecimentos da trilogia. Porém, o livro não foi uma unanimidade na minha opinião. Confesso que esperava mais e me decepcionei com algumas coisas, mas ainda assim, não é ruim.

Primeiro coisa que não gosto é quando tentam humanizar um personagem que foi criado para ser o vilão. Claro que é interessante saber o processo que fez Corio se tornar o maquiavélico presidente Snow. Mas ainda assim, há momentos que não condiz com tudo o que o personagem construiu em sua aparição na trilogia. O que ajuda é a personagem Lucy Gray – ela é maravilhosa e encantadora, nos fazendo lembrar de Katniss. Ela, com certeza, é o ponto alto do livro.

Logo no início, a leitura não estava fluindo, mas a partir de um certo ponto, a autora conquista o leitor ao jogar vários plot twists, além de referências aos livros seguintes. A narrativa alterna, hora enfadonha, hora emocionante. A construção dos novos personagens também é interessante. Além de Lucy, destaco Sejanus – o melhor amigo de Corio, que muitas vezes foi extremamente chato, mas ainda assim é o contraponto à Capital, e a Dra. Gaul, que vem ser a vilã suprema desta história. E o final, o que dizer do final!? Extremamente curioso para saber o que aconteceu! Será que teremos continuação? Por ser uma saga lucrativa, e que com certeza deve ir aos cinemas, aposto que sim!

Já leram a trilogia Jogos Vorazes? O que acharam de “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”?

#Livro | Um Lugar Bem Longe Daqui

Autora: Delia Owens
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
A dica de leitura de hoje é o romance “Um Lugar Bem Longe Daqui”, publicado pela Editora Intrínseca, da autora Delia Owens.

Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la. Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.

Ao mesmo tempo uma ode à natureza, um emocionante romance de formação e uma surpreendente história de mistério, “Um Lugar Bem Longe Daqui” relembra que somos moldados pela criança que fomos um dia e que estamos todos sujeitos à beleza e à violência dos segredos que a natureza guarda.

Eu curti bastante a leitura. Tinha visto algumas resenhas negativas do livro, principalmente quanto a narrativa, o que tinha me decepcionado um pouco. Mas ainda assim insisti na leitura e desde o começo fiquei bem empolgado com a história. Kya é uma personagem maravilhosa, muito bem construída. Sua relação com Tate – o garoto que a ensinou a ler e escrever, é um dos pontos fortes da narrativa. A amizade dos dois é linda. Depois de Pulinho e sua esposa, Tate foi a única pessoa que de fato entrou na vida de Kya. O amor pelo pântano uniu os dois.

Também vemos a relação de Kya com Chase. Desde o início sabemos que o personagem foi assassinado e a investigação é alternada ao longo dos capítulos. A autora nos conta certos detalhes do futuro ao mesmo tempo que vamos acompanhando a história principal desde o início. Obviamente, Kya é uma das suspeitas de matar Chase. E essa dúvida sobre quem é o assassino e se de fato ela esteve envolvida aquece ainda mais a história. Não vou dar spoiler, mas preciso dizer que o final me surpreendeu.

“Um Lugar Bem Longe Daqui” é um livro muito interessante, que retrata uma história de sobrevivência e superação, com uma linda mensagem de amizade e confiança. E estejam preprados para uma adaptação cinematográfica – a atriz Reese Witherspoon – produtora de outros best sellers como “Big Little Lies” e “Little Fires Everywhere” – já adquiriu os direitos da obra.

Já conheciam Um Lugar Bem Longe Daqui? Se sim, o que acharam? Se não, pretendem ler?

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#Livro | Me Encontre

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Hoje tem dica de leitura para vocês! Se vocês gostaram de “Me Chame pelo seu Nome”, precisam ler “Me Encontre”. Elio, Oliver e Samuel estão de volta no aguardado romance inédito de André Aciman.

Samuel está a caminho de Roma para encontrar seu filho, Elio, agora um pianista renomado. O acaso, no entanto, se encarrega de adiar a reunião familiar e faz com que Samuel desembarque na cidade eterna acompanhado de um novo amor e cheio de planos para novas temporadas em sua casa de veraneio.

Elio logo se muda para Paris, onde vive mais um romance, enquanto Oliver, agora pai de família e professor na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, cogita enfim cruzar de novo o Atlântico. O que o move inesperadamente são os primeiros acordes de uma música que o transporta no tempo para dias de idílio na Itália.

Nesta retomada fascinante e tão aguardada da jornada de Elio e Oliver, André Aciman revisita seus personagens com a mesma delicadeza e pungência de Me Chame Pelo Seu Nome, trazendo-nos de volta ao relato do que há de mais perene em matéria de sentimento. Dos detalhes íntimos às nuances emocionais, Me Encontre nos mostra do que é feita a substância da paixão e nos pergunta se, de fato, um amor verdadeiro pode perecer.

O livro é dividido em quatro partes – a primeira é intitulada “Tempo”, se passa mais ou menos dez anos após o verão de Élio e Oliver e trás Samuel em uma viagem de Florença a Roma. No trem, ele conhece Miranda, uma mulher que lhe fascina pelo seu corpo e pela alma. Os dois passam a se envolver de uma forma intensa a medida em que a viagem para ver o filho se torna algo mais atípico.

Na segunda parte, intitulada “Cadenza”, finalmente temos Élio como protagonista. Aos 30 anos, Élio vive sozinho se dedicando a suas aulas e concertos, isso até conhecer Michel, um homem que desperta algo que ele não sentia há muito tempo atrás. Conforme o tempo passa, Élio é convidado para uma série de concertos nos Estados Unidos, país onde Oliver vive com sua família dando aulas. Élio decide então que irá se encontrar com sua antiga paixão. Já a terceira parte, “Capriccio”, nos trás Oliver em uma melancolia duradoura, professor de mestrado e doutorado, decide dar uma festa para seus alunos formandos. Já a parte final “Da Capo” é aquela em que todos esperávamos.

A narrativa de Aciman, assim como em outros livros seus, é envolvente. Confesso que tinha mais expectativas para esse livro, porém não foi o que esperava. Élio, e principalmente Oliver, foram tratados mais superficialmente, faltou aquela força que eles tinham em “Me Chame pelo Seu Nome”. Em compensação, gostei bastante do arco narrativo de Samuel. O livro consegue despertar várias reflexões durante a leitura. É uma história de como a vida simplesmente é. Encontros e desencontros.

Já tinham ouvido falar dessa sequência? Quem aí já está ansioso para ler? Quero saber tudo nos comentários!

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#Livro | O Construtor de Pontes

Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 527
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Faz um tempinho que não trazia dica de leitura para vocês! Confesso que ando bem devagar com elas, maaas hoje tem!! E finalmente consegui ler um livro que estava na minha listinha há bastante tempo – “O Construtor de Pontes”, escrito por Markus Zusak, mesmo autor do sucesso “A Menina que Roubava Livros”, trata sobre perdas e recomeços.

O romance conta a história dos garotos Dumbar – cinco irmãos que foram abandonados pelo pai em virtude da morte da mãe e cresceram sem a autoridade e afetividade familiar. O irmão mais velho, Matthew – nosso narrador – assume então a responsabilidade pelos mais novos e os cria dentro de suas limitações e entendimento de mundo. Os meninos ainda precisam conviver com a sombra do abandono e da morte da mãe que os acompanha durante todo o crescimento.

Matthew, sentado na cozinha de casa diante de uma máquina de escrever antiga, precisa nos contar sobre um dos seus quatro irmãos, Clay. Tudo aconteceu com ele. Todos mudaram por causa dele. Em uma tarde ensolarada e abafada o patriarca (apelidado como “Assassino”) retorna com um pedido inusitado: precisa de ajuda para construir uma ponteEscorraçado pelos jovens e por Aquiles, a mula de estimação da família, o homem vai embora novamente, mas deixa seu endereço num pedaço de papel. Acontece que havia um traidor entre eles: Clay. É Clay, então, quem parte para a cidade do pai, e os dois, juntos, se dedicam ao projeto mais ambicioso e grandioso de suas vidas: uma ponte feita de pedras e também de lembranças — lembranças da mãe, do pai, dos irmãos e dele mesmo, do garoto que foi um dia, antes de tudo mudar. 

Ao longo de treze anos, Markus Zusak se debruçou sobre uma história que, no fundo, discursa sobre o luto e as diversas formas como as pessoas lidam com ele. Com uma linguagem poética, vamos descobrindo o passado e o presente da família Dumbar. Os capítulos intercalam este tempo narrativo – há uma alternância – em um capítulo sabemos o passado de Michael e Penélope Dumbar, e em outro capítulo descobrimos o que acontece nos dias atuais, seja a relação fraternal, o interesse amoroso de Clay e Carey ou até mesmo o desenrolar da construção da ponte. Confesso que a leitura demorou um pouco para engrenar, o começo do livro é devagar, a narrativa é lenta em toda sua estrutura, porém quando você se familiariza com os personagens e passa a torcer por eles, tudo melhora.

Durante o livro, o leitor vai perceber que a ponte não é apenas uma manifestação física, mas também uma metáfora sobre as alianças. Quando Michael retorna propondo a construção de uma ponte, ele está revelando seu desejo de restabelecer uma ligação com seus filhos novamente. Com um tom dramático, “O Construtor de Pontes” promove uma discussão sobre o verdadeiro valor da vida.

Eaí, já conheciam o livro? Já leram “O Construtor de Pontes”? Comentem o que acharam!

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#Livros | Variações Enigma

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Saraiva
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Já faz um tempinho que finalizei a leitura de “Variações Enigma”, do escritor André Aciman – mesmo autor de “Me Chame pelo seu Nome”. E como teve a maratona dos filmes do Oscar, acabei deixando essa resenha para agora.

O livro é marcado pela história de Paul – ou Paolo – e suas relações amorosas caóticas, transitórias e marcadas pela força do desejo. A leitura não fluiu como eu desejava, mas ainda assim foi satisfatório. Isso porque – talvez – a história não colabore tanto, o que vou explicar depois. O livro é como se fosse uma junção de contos, em diferentes momentos da história do protagonista.

No primeiro capítulo – “Primeiro Amor” – vemos a visão de Paul, um garoto que retorna a San Giustiniano, sua terra natal aos 22 anos, revivendo o passado, quando aos 12 anos se apaixonou pelo marceneiro Nanni, que iria reformar uma escrivaninha antiga para seus pais. A vontade de estar perto dele faz com que o garoto vá todos os dias aprender marcenaria, ajudando Nanni, e dessa forma, podendo admirá-lo. Com pensamentos fortes, Paul vai descobrindo seus sentimentos, o que acaba em uma grande desilusão. Talvez este seja o melhor momento da narrativa do livro.

No capítulo “Entusiasmo de primavera”, Paul está casado com uma mulher – Maud – que ele acha que o está traindo, após vê-la com um outro cara em um restaurante. A construção da mente dele é um dos pontos que nos pega, mostrando como podemos pensar coisas que podem nem estar realmente acontecendo. Neste momento a narrativa nos apresenta a Manfred – cujo terceiro capítulo é totalmente dedicado à relação dele com Paul. O protagonista costuma ir todas as manhãs jogar tênis e, às vezes, admirar Manfred, porém o cara nunca havia dado retorno a Paul. Neste ponto, a narrativa se divide entre a relação de Paul, Maud e Manfred, além da confusão dos sentimentos de Paul pelos dois sexos.

No quarto capítulo – “Amor Estelar”Paul revive o passado com Chloe, uma amiga que sempre o despertou vontades sexuais na época de faculdade e agora se reencontraram depois de quatro anos.  É nítido que eles sempre foram mais do que amigos – ela agora casada com um marido e filha e ele ainda com Manfred. Os dois decidem reviver essa atração. No final, “Abingdon Square” Paul após rejeitar uma autora com seu projeto acaba meio que atraído por ela e aos poucos vão vivendo momentos juntos.

Como falei no início, a leitura foi difícil. Acredito que a falta de liga entre os capítulos contribuiu para isso. Quando estávamos “nos apegando” à história, tudo mudava e começava do zero, com novos personagens, confundindo o leitor. Os capítulos são bem grandes, e quase sempre atrapalhavam a leitura. Mesmo assim é uma narrativa de autodescoberta, uma leitura que muitos vivem diariamente, contada sob o olhar de um autor sensível e que já havia conquistado a todos com sua obra anterior – “Me Chame pelo seu Nome”.

Espero que tenham gostado da dica, e tenho uma notícia para vocês – o blog ficará alguns dias sem atualizações, pois vou viajar!!   Mas prometo deixar vocês atualizados de toda a viagem no meu instagram – basta me seguir lá! Logo logo já estarei de volta! 

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