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#Livro | A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (saga Jogos Vorazes)

Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 576
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Preciso começar dizendo que sou fã da saga Jogos Vorazes e tinha grandes expectativas para “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”. O prequel, escrito pela autora Suzanne Collins e publicado pela editora Rocco, veio cheio de polêmicas ao contar a história de ambição e poder do presidente Snow, em sua juventude. E detalhe, li este livro em uma Leitura Coletiva! Minha primeira!

A história tem início na a manhã do dia da colheita que iniciará a décima edição dos Jogos Vorazes. Na Capital, o jovem de dezoito anos Coriolanus Snow se prepara para sua oportunidade de glória como um mentor dos Jogos. A outrora importante casa Snow passa por tempos difíceis e o destino dela depende da pequena chance de Coriolanus ser capaz de encantar, enganar e manipular seus colegas estudantes para conseguir mentorar o tributo vencedor. E esta Capital que vemos, nem de longe lembra a luxuosa que vemos na trilogia. Estamos em uma cidade no pós-guerra, que ainda não se recuperou.

Completamente encantado com essa grande chance, tudo o que Coriolanus queria era mentorar alguém do Distrito 1 ou 2, mas a sorte não está ao seu favor. A ele, foi dada a tarefa de mentorar uma garota tributo do Distrito 12 – para ele, isso é completamente humilhante. Sem ter o que fazer, ele terá o seu destino interligado com a garota do Distrito 12, Lucy Gracy, e todas as suas escolhas poderão levar ao sucesso ou ao fracasso, triunfo ou ruína. Na arena, a batalha será mortal. Fora da arena, Coriolanus começa a se apegar a já condenada garota tributo.

O universo distópico está de volta e com ele podemos observar inúmeras referências aos Jogos Vorazes e tudo o que acarretou aos acontecimentos da trilogia. Porém, o livro não foi uma unanimidade na minha opinião. Confesso que esperava mais e me decepcionei com algumas coisas, mas ainda assim, não é ruim.

Primeiro coisa que não gosto é quando tentam humanizar um personagem que foi criado para ser o vilão. Claro que é interessante saber o processo que fez Corio se tornar o maquiavélico presidente Snow. Mas ainda assim, há momentos que não condiz com tudo o que o personagem construiu em sua aparição na trilogia. O que ajuda é a personagem Lucy Gray – ela é maravilhosa e encantadora, nos fazendo lembrar de Katniss. Ela, com certeza, é o ponto alto do livro.

Logo no início, a leitura não estava fluindo, mas a partir de um certo ponto, a autora conquista o leitor ao jogar vários plot twists, além de referências aos livros seguintes. A narrativa alterna, hora enfadonha, hora emocionante. A construção dos novos personagens também é interessante. Além de Lucy, destaco Sejanus – o melhor amigo de Corio, que muitas vezes foi extremamente chato, mas ainda assim é o contraponto à Capital, e a Dra. Gaul, que vem ser a vilã suprema desta história. E o final, o que dizer do final!? Extremamente curioso para saber o que aconteceu! Será que teremos continuação? Por ser uma saga lucrativa, e que com certeza deve ir aos cinemas, aposto que sim!

Já leram a trilogia Jogos Vorazes? O que acharam de “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”?

#Livro | Um Lugar Bem Longe Daqui

Autora: Delia Owens
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
A dica de leitura de hoje é o romance “Um Lugar Bem Longe Daqui”, publicado pela Editora Intrínseca, da autora Delia Owens.

Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la. Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.

Ao mesmo tempo uma ode à natureza, um emocionante romance de formação e uma surpreendente história de mistério, “Um Lugar Bem Longe Daqui” relembra que somos moldados pela criança que fomos um dia e que estamos todos sujeitos à beleza e à violência dos segredos que a natureza guarda.

Eu curti bastante a leitura. Tinha visto algumas resenhas negativas do livro, principalmente quanto a narrativa, o que tinha me decepcionado um pouco. Mas ainda assim insisti na leitura e desde o começo fiquei bem empolgado com a história. Kya é uma personagem maravilhosa, muito bem construída. Sua relação com Tate – o garoto que a ensinou a ler e escrever, é um dos pontos fortes da narrativa. A amizade dos dois é linda. Depois de Pulinho e sua esposa, Tate foi a única pessoa que de fato entrou na vida de Kya. O amor pelo pântano uniu os dois.

Também vemos a relação de Kya com Chase. Desde o início sabemos que o personagem foi assassinado e a investigação é alternada ao longo dos capítulos. A autora nos conta certos detalhes do futuro ao mesmo tempo que vamos acompanhando a história principal desde o início. Obviamente, Kya é uma das suspeitas de matar Chase. E essa dúvida sobre quem é o assassino e se de fato ela esteve envolvida aquece ainda mais a história. Não vou dar spoiler, mas preciso dizer que o final me surpreendeu.

“Um Lugar Bem Longe Daqui” é um livro muito interessante, que retrata uma história de sobrevivência e superação, com uma linda mensagem de amizade e confiança. E estejam preprados para uma adaptação cinematográfica – a atriz Reese Witherspoon – produtora de outros best sellers como “Big Little Lies” e “Little Fires Everywhere” – já adquiriu os direitos da obra.

Já conheciam Um Lugar Bem Longe Daqui? Se sim, o que acharam? Se não, pretendem ler?

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#Livro | Me Encontre

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Hoje tem dica de leitura para vocês! Se vocês gostaram de “Me Chame pelo seu Nome”, precisam ler “Me Encontre”. Elio, Oliver e Samuel estão de volta no aguardado romance inédito de André Aciman.

Samuel está a caminho de Roma para encontrar seu filho, Elio, agora um pianista renomado. O acaso, no entanto, se encarrega de adiar a reunião familiar e faz com que Samuel desembarque na cidade eterna acompanhado de um novo amor e cheio de planos para novas temporadas em sua casa de veraneio.

Elio logo se muda para Paris, onde vive mais um romance, enquanto Oliver, agora pai de família e professor na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, cogita enfim cruzar de novo o Atlântico. O que o move inesperadamente são os primeiros acordes de uma música que o transporta no tempo para dias de idílio na Itália.

Nesta retomada fascinante e tão aguardada da jornada de Elio e Oliver, André Aciman revisita seus personagens com a mesma delicadeza e pungência de Me Chame Pelo Seu Nome, trazendo-nos de volta ao relato do que há de mais perene em matéria de sentimento. Dos detalhes íntimos às nuances emocionais, Me Encontre nos mostra do que é feita a substância da paixão e nos pergunta se, de fato, um amor verdadeiro pode perecer.

O livro é dividido em quatro partes – a primeira é intitulada “Tempo”, se passa mais ou menos dez anos após o verão de Élio e Oliver e trás Samuel em uma viagem de Florença a Roma. No trem, ele conhece Miranda, uma mulher que lhe fascina pelo seu corpo e pela alma. Os dois passam a se envolver de uma forma intensa a medida em que a viagem para ver o filho se torna algo mais atípico.

Na segunda parte, intitulada “Cadenza”, finalmente temos Élio como protagonista. Aos 30 anos, Élio vive sozinho se dedicando a suas aulas e concertos, isso até conhecer Michel, um homem que desperta algo que ele não sentia há muito tempo atrás. Conforme o tempo passa, Élio é convidado para uma série de concertos nos Estados Unidos, país onde Oliver vive com sua família dando aulas. Élio decide então que irá se encontrar com sua antiga paixão. Já a terceira parte, “Capriccio”, nos trás Oliver em uma melancolia duradoura, professor de mestrado e doutorado, decide dar uma festa para seus alunos formandos. Já a parte final “Da Capo” é aquela em que todos esperávamos.

A narrativa de Aciman, assim como em outros livros seus, é envolvente. Confesso que tinha mais expectativas para esse livro, porém não foi o que esperava. Élio, e principalmente Oliver, foram tratados mais superficialmente, faltou aquela força que eles tinham em “Me Chame pelo Seu Nome”. Em compensação, gostei bastante do arco narrativo de Samuel. O livro consegue despertar várias reflexões durante a leitura. É uma história de como a vida simplesmente é. Encontros e desencontros.

Já tinham ouvido falar dessa sequência? Quem aí já está ansioso para ler? Quero saber tudo nos comentários!

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#Livro | O Construtor de Pontes

Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 527
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Faz um tempinho que não trazia dica de leitura para vocês! Confesso que ando bem devagar com elas, maaas hoje tem!! E finalmente consegui ler um livro que estava na minha listinha há bastante tempo – “O Construtor de Pontes”, escrito por Markus Zusak, mesmo autor do sucesso “A Menina que Roubava Livros”, trata sobre perdas e recomeços.

O romance conta a história dos garotos Dumbar – cinco irmãos que foram abandonados pelo pai em virtude da morte da mãe e cresceram sem a autoridade e afetividade familiar. O irmão mais velho, Matthew – nosso narrador – assume então a responsabilidade pelos mais novos e os cria dentro de suas limitações e entendimento de mundo. Os meninos ainda precisam conviver com a sombra do abandono e da morte da mãe que os acompanha durante todo o crescimento.

Matthew, sentado na cozinha de casa diante de uma máquina de escrever antiga, precisa nos contar sobre um dos seus quatro irmãos, Clay. Tudo aconteceu com ele. Todos mudaram por causa dele. Em uma tarde ensolarada e abafada o patriarca (apelidado como “Assassino”) retorna com um pedido inusitado: precisa de ajuda para construir uma ponteEscorraçado pelos jovens e por Aquiles, a mula de estimação da família, o homem vai embora novamente, mas deixa seu endereço num pedaço de papel. Acontece que havia um traidor entre eles: Clay. É Clay, então, quem parte para a cidade do pai, e os dois, juntos, se dedicam ao projeto mais ambicioso e grandioso de suas vidas: uma ponte feita de pedras e também de lembranças — lembranças da mãe, do pai, dos irmãos e dele mesmo, do garoto que foi um dia, antes de tudo mudar. 

Ao longo de treze anos, Markus Zusak se debruçou sobre uma história que, no fundo, discursa sobre o luto e as diversas formas como as pessoas lidam com ele. Com uma linguagem poética, vamos descobrindo o passado e o presente da família Dumbar. Os capítulos intercalam este tempo narrativo – há uma alternância – em um capítulo sabemos o passado de Michael e Penélope Dumbar, e em outro capítulo descobrimos o que acontece nos dias atuais, seja a relação fraternal, o interesse amoroso de Clay e Carey ou até mesmo o desenrolar da construção da ponte. Confesso que a leitura demorou um pouco para engrenar, o começo do livro é devagar, a narrativa é lenta em toda sua estrutura, porém quando você se familiariza com os personagens e passa a torcer por eles, tudo melhora.

Durante o livro, o leitor vai perceber que a ponte não é apenas uma manifestação física, mas também uma metáfora sobre as alianças. Quando Michael retorna propondo a construção de uma ponte, ele está revelando seu desejo de restabelecer uma ligação com seus filhos novamente. Com um tom dramático, “O Construtor de Pontes” promove uma discussão sobre o verdadeiro valor da vida.

Eaí, já conheciam o livro? Já leram “O Construtor de Pontes”? Comentem o que acharam!

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#Livros | Variações Enigma

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Saraiva
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Já faz um tempinho que finalizei a leitura de “Variações Enigma”, do escritor André Aciman – mesmo autor de “Me Chame pelo seu Nome”. E como teve a maratona dos filmes do Oscar, acabei deixando essa resenha para agora.

O livro é marcado pela história de Paul – ou Paolo – e suas relações amorosas caóticas, transitórias e marcadas pela força do desejo. A leitura não fluiu como eu desejava, mas ainda assim foi satisfatório. Isso porque – talvez – a história não colabore tanto, o que vou explicar depois. O livro é como se fosse uma junção de contos, em diferentes momentos da história do protagonista.

No primeiro capítulo – “Primeiro Amor” – vemos a visão de Paul, um garoto que retorna a San Giustiniano, sua terra natal aos 22 anos, revivendo o passado, quando aos 12 anos se apaixonou pelo marceneiro Nanni, que iria reformar uma escrivaninha antiga para seus pais. A vontade de estar perto dele faz com que o garoto vá todos os dias aprender marcenaria, ajudando Nanni, e dessa forma, podendo admirá-lo. Com pensamentos fortes, Paul vai descobrindo seus sentimentos, o que acaba em uma grande desilusão. Talvez este seja o melhor momento da narrativa do livro.

No capítulo “Entusiasmo de primavera”, Paul está casado com uma mulher – Maud – que ele acha que o está traindo, após vê-la com um outro cara em um restaurante. A construção da mente dele é um dos pontos que nos pega, mostrando como podemos pensar coisas que podem nem estar realmente acontecendo. Neste momento a narrativa nos apresenta a Manfred – cujo terceiro capítulo é totalmente dedicado à relação dele com Paul. O protagonista costuma ir todas as manhãs jogar tênis e, às vezes, admirar Manfred, porém o cara nunca havia dado retorno a Paul. Neste ponto, a narrativa se divide entre a relação de Paul, Maud e Manfred, além da confusão dos sentimentos de Paul pelos dois sexos.

No quarto capítulo – “Amor Estelar”Paul revive o passado com Chloe, uma amiga que sempre o despertou vontades sexuais na época de faculdade e agora se reencontraram depois de quatro anos.  É nítido que eles sempre foram mais do que amigos – ela agora casada com um marido e filha e ele ainda com Manfred. Os dois decidem reviver essa atração. No final, “Abingdon Square” Paul após rejeitar uma autora com seu projeto acaba meio que atraído por ela e aos poucos vão vivendo momentos juntos.

Como falei no início, a leitura foi difícil. Acredito que a falta de liga entre os capítulos contribuiu para isso. Quando estávamos “nos apegando” à história, tudo mudava e começava do zero, com novos personagens, confundindo o leitor. Os capítulos são bem grandes, e quase sempre atrapalhavam a leitura. Mesmo assim é uma narrativa de autodescoberta, uma leitura que muitos vivem diariamente, contada sob o olhar de um autor sensível e que já havia conquistado a todos com sua obra anterior – “Me Chame pelo seu Nome”.

Espero que tenham gostado da dica, e tenho uma notícia para vocês – o blog ficará alguns dias sem atualizações, pois vou viajar!!   Mas prometo deixar vocês atualizados de toda a viagem no meu instagram – basta me seguir lá! Logo logo já estarei de volta! 

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#Livros | A Luz que Perdemos

Autora: Jill Santopolo
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Saraiva Fnac
Foto: Facebook Arqueiro

Oi gente!
Estive um pouquinho sumido aqui do blog  foram duas semanas sem post porque as coisas estavam bem corridas, mas chegou a hora de reparar isso!!  Hoje vou trazer uma dica de livro, que eu simplesmente amei!! 

“A Luz que Perdemos”, romance de estreia da autora Jill Santopolo, publicado pela Editora Arqueiro, conta a história de Lucy e Gabe, que se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001, quando os dois aviões colidiram com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.

O casal começa a construir uma relação, quando Gabe decide reatar com a ex-namorada. Após alguns anos, a vida dos dois se cruza novamente – agora com eles solteiros. Lucy e Gabe decidem reatar o namoro e vão morar juntos, até que uma nova notícia abala completamente o futuro. Gabe recebe um convite para trabalhar no Oriente Médio como fotógrafo – um sonho antigo – e que resolve aceitar, porém Lucy, que já é uma premiada produtora de TV, não pode largar toda sua vida e seguir com o amado.

Um ano depois de Gabe ir embora, finalmente Lucy começa a se abrir para conhecer novas pessoas, mesmo que ainda com receio, e apaixonada pelo ex. Ela acaba conhecendo o simpático Darren, com quem se casa e constrói uma família. Ao longo de treze anos Gabe viaja o mundo enquanto Lucy tenta seguir sua vida, mesmo sabendo que jamais amará alguém como amou Gabe. A vida dos dois se cruzará mais uma vez, culminando em fortes emoções ao final da história.

“A Luz que Perdemos” é um livro maravilhoso. Narrado em primeira pessoa, de uma forma bem intimista, através das lembranças de Lucy, que vai contando toda a história como se fosse um diário endereçado à Gabe, o grande amor de sua vida. A narrativa flui muito bem – eu praticamente devorei o livro, li em poucos dias – e o desenrolar da história também é muito impressionante.

É praticamente uma novela, cheia de idas e vindas amorosas, com pitadas de drama e muita, mas muita emoção! Um romance ousado e surpreendente, entrando na lista dos livros que li neste ano e mais gostei!

#Livro | O Colecionador de Memórias

Oi gente!
Esta semana trago uma dica de livro para vocês! “O Colecionador de Memórias”, escrito pela irlandesa Cecelia Ahern (autora de “PS Eu te Amo”), é um dos últimos lançamentos da Editora Novo Contexto.

Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Novo Conceito

Eu já havia lido outros livros da autora e todos me agradaram, então a expectativa para “O Colecionador de Memórias” era muito grande! A história começa com Fergus Boggs – ainda criança – contando como começou a sua paixão por bolinhas de gude. Vivendo uma situação difícil, com uma família toda desregrada, vários irmãos que sempre estavam brigando, um padrasto que quase não ligava para a família, e ainda passando por péssimos momentos na escola, Fergus teve nas bolinhas de gude uma chance de viver uma nova realidade. Passados anos, acompanhamos em paralelo a história de Sabrina, filha de Fergus – que agora está em uma casa de repouso após sofrer um derrame. Casada e com um emprego medíocre, Sabrina vive uma vida pacata até receber uma caixa contendo as bolinhas de gude do pai, percebendo logo em seguida que trata-se de uma valiosa coleção. A partir daí, Sabrina busca descobrir os segredos do homem que ela pensava conhecer.

O livro tem aquela narrativa leve, sensível e delicada com a qual Cecelia Ahern sempre nos envolve e emociona. Os capítulos são narrados em primeira pessoa – paralelamente por Fergus (no passado) e Sabrina (no presente), então o leitor vai descobrindo toda a história junto com a investigação de Sabrina e, ao mesmo tempo, podemos acompanhar todas as alegrias e frustrações de Fergus, ao desenrolar de sua vida.

Essa foi uma leitura rápida e cativante, onde a autora constrói uma trama com personagens e dilemas que focam mais em uma mensagem do que na história em si. É um drama familiar que nos leva a questionar nossos próprios laços e o fato de que, por mais que sejamos próximos a alguém, nunca saberemos absolutamente tudo sobre o outro.

Confesso que no início do livro fiquei um pouco perdido na narrativa. Depois quando se entende a história, aí a leitura começa a fluir. Em relação aos outros livros da autora, este é mais simples – falta um pouco de elaboração, mas também traz uma mensagem linda, sendo bastante reflexivo. Não leia “O Colecionador de Memórias” esperando grandes revelações ou reviravoltas. Ele é mais sobre reflexões do cotidiano que nos transformam aos poucos.

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#Livros | Nossa Música


Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte.
Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam.
Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.
Autora: Dani Atkins
Editora: Arqueiro
Páginas: 368
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente!
Vamos conferir a nossa primeira dica literária de 2018? Na verdade, não é um livro lançamento… Faz tempo que “Nossa Música” estava na minha estante, mas eu ainda não tinha lido. Aproveitei os últimos dias do ano, que estava de folga , para finalmente tirar esse livro da listinha de pendentes! Aliás, muitas pessoas já haviam me indicado a literatura da Dani Atkins, porém eu ainda não tinha conferido nada dela – “Nossa Música” foi o primeiro e eu simplesmente amei, que livro emocionante!

Ally e Charlotte se reencontram, após muitos anos, na sala de espera de um hospital, no qual seus maridos lutam por suas vidas. Ambas poderiam ter sido amigas, se David, marido de Charlotte, não tivesse sido o primeiro amor e primeira decepção de Ally. Agora, em uma situação em que nunca se imaginaram, as duas serão obrigadas a olhar para o passado de que tentam fugir e reavaliar certos aspectos de suas próprias vidas.

A sinopse já se mostrava interessante e a história foi bem desenvolvida pela autora. O livro é narrado em terceira pessoa – com exceção do primeiro e último capítulo – e é intercalado pelas duas personagens femininas Ally e Charlotte. A cada capítulo, vemos a história narrada por uma delas, e assim, percebemos seus pontos de vistas, seus sentimentos e desejos. A narrativa não segue uma linha temporal, várias vezes a autora utiliza de flashbacks das personagens para relembrar a história já vivida por elas.

Confesso que no início do livro detestei a Charlotte. O desenvolver da história nos faz simpatizar mais com a Ally e sentir todo o sofrimento que ela passa ao longo da vida devido sua desilusão amorosa com David. Tudo bem que ela foi bem cabeça dura no começo, com algumas atitudes questionáveis, mas ainda assim nos sentimos mal junto com a personagem. O quarto protagonista desta história é Joe – atual marido de Ally – que no início sofre um acidente ao salvar um garoto que estava se afogando. Ele é um dos mais queridos de todos os personagens e o que mais causa tristeza ao leitor (não vou dar spoilers).

Durante os momentos de narrativa do passado, eu já comecei a deduzir o que tinha acontecido para que David e Ally não fossem casados. Eles eram um casal completamente diferente, mas que se amavam mais de que tudo. Charlotte sempre soube disso e mesmo agora com o marido lutando pela vida após uma doença no coração, ela ainda vê Ally como uma ameaça à tudo que ela conquistou. Afinal ela foi o primeiro amor de David. A mulher que ainda possui metade do coração dele. Enfim, todos os personagens estão unidos por culpa e questões mal resolvidas do passado.

Outro ponto positivo que destaco é a ótima edição da Editora Arqueiro – incluindo a capa que está maravilhosa. Porém, destaco apenas um ponto negativo – o final foi um pouco óbvio.

“Nossa Música” traz uma linda mensagem de como a vida pode ser breve e que precisamos estar prontos para o que der e vier. Uma história sobre amor, bondade e transformação. Um livro super sensível que, com certeza vai trazer a sua emoção a flor da pele.

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#Livros | A Última Camélia

Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa. Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes. Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro. No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

Autora: Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Skoob
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Oi pessoal,
Hoje vou trazer uma dica de leitura super bacana! Eu amei o livro “A Última Camélia”, da Sarah Jio. Fazia bastante tempo que não lia um livro mega rápido como li esse. A leitura fluiu bastante.

A história é dividida entre duas protagonistas e se passa em dois períodos diferentes. Nos anos 2000, Addison é uma botânica realizada. Ela ama o trabalho e é casada com seu grande amor Rex, um escritor que está tentando mostrar aos pais que pode viver da escrita de seus livros. Tudo estaria perfeito se não fosse o passado obscuro de Addison que insiste em atormentá-la. Determinada a fugir desse passado ela convence o marido a passar o verão na Mansão Livingston, recém adquirida pelos pais de Rex, na Inglaterra. Ao chegar na mansão, o casal conhece a Senhora Dilloway, a governanta da casa que trabalha há mais de 60 anos e esconde grandes mistérios.

Já no passado – em 1940, Flora é a nova babá da Mansão Livingston. Ela veio dos Estados Unidos a mando do Sr. Price – um ladrão e contrabandista de flores. Mas seu verdadeiro trabalho é encontrar uma camélia muito rara chamada Middlebury Pink. As coisas começam a mudar quando ela se apaixona por Desmond – o filho mais velho de Lady Anna Livingston e cria um grande carinho pelos outros filhos, tentando a todo custo melhorar a vida deles, que virou um desastre quando a mãe morreu de causas misteriosas. Quando Flora começa a encaixar as peças dessa morte, muitas coisas começam a aparecer e ela percebe que se meteu num grande problema. Foi fácil entrar na Mansão Livingston mas nada garante que ela conseguirá sair.

Os capítulos deste livro são alternados com a narração das duas personagens. Achei super interessante, pois ao mesmo tempo vamos descobrindo os segredos com Addison e Flora. Toda a história tem romance, drama, conflitos familiares e um bom mistério a ser resolvido.

Uma única ressalva que faço foi a revelação desse mistério. Ele ocorre nos dois últimos capítulos e de forma bem rápida. A autora consegue manter o clímax até o final, mas quando revela o verdadeiro assassino, não é algo tão interessante, faltou um pouco de criatividade para nos surpreender.

De qualquer forma, adorei o livro e super indico para aqueles leitores que gostam de um romance misturado com mistérios.

#Livro | Quatro Estações em Roma

Anthony Doerr recebeu muitos prêmios ao longo da carreira, entre eles o Rome Prize, uma das mais importantes premiações da Academia Americana de Artes e Letras, que inclui ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. “Quatro Estações em Roma” nasceu das memórias dos doze meses que o autor passou na cidade, em meio aos cuidados com os filhos bebês, uma insônia constante e o misto de deslumbramento e estranheza de um estrangeiro no dia a dia da capital italiana.

Autor: Anthony Doerr
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 240
Skoob
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“Como sempre acontece quando se está longe de casa, são os detalhes que nos fazem sentir deslocados”. Assim Anthony Doerr, autor do premiado “Toda luz que não podemos ver”, descreve a sensação de se mudar inesperadamente do interior dos Estados Unidos para Roma, com os filhos e a esposa. Doerr passou um ano na capital italiana após receber um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, que incluía ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. As recordações desse período estão em “Quatro estações em Roma”.

O estranhamento de Doerr com o novo país começa logo na chegada: a cozinha do apartamento não tem forno. As janelas não têm telas. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, as verduras e frutas são vendidas em feiras ao ar livre, e não em um supermercado. Para Doerr, Roma é um mistério: um outdoor de uma marca de roupas tremulando na fachada de uma igreja de quatrocentos anos, uma construção comum ao lado de uma obra-prima da arquitetura. Em meio a tudo isso, ele cuida dos filhos, lida com uma insônia que parece não ceder e tenta, sem muito sucesso, escrever um novo romance — “Toda luz que não podemos ver”, lançado sete anos mais tarde e que acabaria rendendo ao autor o Pulitzer de ficção.

O livro é dividido em quatro partes correspondentes às quatro estações do ano, cada uma tendo relatos de diversas situações vividas pela família. Quando comprei o livro achei que fosse ser mais para o lado do romance, mas era em estilo de memórias – o que me surpreendeu. É muito interessante saber como os escritores pensam durante o processo de criação de um livro ou projeto. Achei a premissa super bacana. Inclusive a escrita de Anthony Doerr também é ótima – ele consegue descrever com perfeição as suas lembranças, tanto que conseguimos visualizar tudo! Mas… sempre tem um “porém”. Em vários momentos eu ficava com raiva do autor. Imagina você ser convidado para passar um ano em Roma – uma cidade lindíssima, berço da arquitetura, da arte e da moda. E na maior parte do livro, o autor só reclama… Se eu fosse convidado para morar na Itália, eu ia amar conhecer as igrejas, praças, as obras de Michelangelo, Rafael, Benini, entre tantos outros artistas. Tudo bem que sair de sua terra natal para morar em um país com outros costumes e tradições pode ser bem estranho, mas em muitos momentos temos a impressão de que ele está lá por obrigação, como se fosse forçado a isso, e não por vontade própria.

Mas isso é o que faz “Quatro Estações em Roma” ser um livro verdadeiro. Ninguém tem a obrigação de gostar dessa situação ou conseguir se adaptar à momentos controversos com facilidade. E isso faz com que, em muitas passagens, nós leitores tenhamos a sensação de proximidade com o escritor, como se fossemos amigos dele e estivéssemos escutando um desabafo.

Além disso, Anthony Doerr esteve na Itália quando ocorreram diversas coisas como a morte do papa João Paulo II. Com certeza, a descrição dessa passagem é a melhor parte do livro. Outros destaques são os pequenos relatos diários, pequenos pensamentos e reflexões que o autor decide compartilhar, geralmente envolvendo os filhos gêmeos – como por exemplo, os seus primeiros passos, primeiras palavras e os passeios por alguns pontos turísticos.