Tag: livro

Livro ▪ As Musas

Autor: Alex Michaelides
Editora: Record
Páginas: 350
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Quem me acompanha aqui, sabe que “A Paciente Silenciosa” foi uma das minhas leituras preferidas em 2021. E neste ano, li “As musas”, segundo livro do autor grego Alex Michaelides, publicado também pela editora Record. Porém, dessa vez a experiência não foi igual ao primeiro livro.

A história gira em torno de Mariana, que acredita que o professor Edward Fosca é um assassino. A moça é uma brilhante terapeuta de grupo, mas que ainda vive o luto pela perda de seu marido. Ela parte de Londres até Cambridge para prestar auxílio à sua sobrinha Zoe, que acabou de receber a notícia de que uma de suas amigas da faculdade foi assassinada. Mas o que deveria ser apenas uma viagem para prestar condolências acaba virando uma investigação para Mariana.

E no meio dessa história está o belo e carismático professor de tragédia grega – Edward Fosca – que é adorado tanto pelos funcionários quanto pelos alunos da instituição ― principalmente pelas integrantes de uma sociedade secreta de alunas conhecida como “As Musas”. As evidências apontam algo estranho na relação do professor Fosca e seu grupo de alunas preferidas, principalmente por que as vítimas do assassino são justamente As Musas. Quando mais um cadáver é encontrado, a obsessão de Mariana em provar a culpa de Fosca sai do controle, ameaçando destruir sua credibilidade, além de seus relacionamentos mais próximos.

A história é bem interessante, porém a protagonista é simplesmente insuportável! Este é o principal ponto que me fez não curtir tanto essa leitura. Mariana é bem irritante e sua obsessão pelo professor Fosca não tem tanta justificativa, até porque – DO NADA – ela começa a se interessar por ele. Achei o desenvolvimento deles bem ruim. Em compensação, a história das Musas é totalmente envolvente. Zoe tem uma dualidade muito interessante, assim como as demais meninas do grupo. Ainda, o livro é repleto de referências à literatura grega e também traz algumas referências do livro “A Paciente Silenciosa” – achei bem interessante o paralelo criado entre os dois livros.

O plot twist principal foi um pouco previsível para mim, mas não de uma forma que tenha estragado a história. Porém a insistência da narrativa em culpar um personagem, acaba fazendo com que o leitor deixe de acreditar que ele possa realmente ser o assassino, mesmo que até o último instante, isso é forçado ao leitor. Independente disso, acho muito boa a escrita do autor e vejo grande potencial em seu universo de suspense.

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Livro ▪ Aristóteles e Dante mergulham nas águas do Mundo

Autor: Benjamin Alire Sáenz
Editora: Seguinte
Páginas: 448
Skoob
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Oi gente!
Esse início de ano me dediquei às leituras e consegui ler várias coisas bacanas! Hoje vou falar sobre “Aristóteles e Dante mergulham nas águas do Mundo”, continuação de “Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo”, escrito por Benjamin Alire Sáenz e publicado pela Editora Seguinte. Confesso que essa leitura mexeu muito comigo e ainda estou digerindo certas coisas.

Nesta sequência, Ari e Dante vão lutar com todas as forças para transformar o mundo em um lugar onde possam ser livres juntos e sem medo. A vida de Aristóteles mudou completamente desde que conheceu Dante Quintana. Com Dante, Ari aprendeu a achar graça nas pequenas coisas da vida e descobriu o coração enorme que tem, capaz de amar muitas pessoas ― inclusive outro garoto. Agora, os dois estão prestes a começar o último ano do ensino médio e, mesmo sabendo que em breve terão que fazer escolhas importantes para o futuro, estão se abrindo para novos amigos, novos lugares e para as próprias famílias ― até que Ari sofre uma perda terrível e, mais do que nunca, precisará do apoio de Dante.

Vou começar dizendo que eu amei o primeiro livro e estava com grandes expectativas para esse, tanto que eu também gostei bastante da leitura. Mas foi uma experiência diferente, ainda não sei muito bem explicar. Eu não estava 100% bem psicologicamente e esse livro pegou em alguns pontos que estavam sensíveis. E o mais interessante foi como fui lidando com isso durante a leitura.

O livro segue os acontecimentos que encerraram o anterior e agora estamos no final da década de 80 com Ari e Dante apaixonados e vivendo o primeiro amor de ambos. Mas, junto com as descobertas desse relacionamento, eles também precisam lidar com seres humanos preconceituosos e situações conflitantes. Além disso, a narrativa retrata o período em que casos de AIDS se espalham pelo mundo e a doença é considerada doença de homossexuais.

Todo esse contexto serve para exemplificar a evolução dos personagens, principalmente Ari. Ele tem uma crescente incrível ao tentar lidar na sua relação com Dante, com suas amigas e principalmente com sua família, inclusive com o irmão. Acho que me assustei tanto porque me vejo muito na personalidade do Ari. E para mim, a forma como o autor desenvolveu a relação pai e filho, foi algo que mexeu muito comigo. Chegando ao final, não havia como não me emocionar e resolvi me permitir sentir certas angústias.

“Aristóteles e Dante mergulham nas águas do Mundo” discute a necessidade do perdão e a importância do diálogo entre pais e filhos, também fala sobre aceitação e sentimento de pertencimento. É um livro cativante e vale muito a pena a leitura!

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Livro ▪ Os Primos

Autora: Karen M. McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 384
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Oi gente!
Comecei esse ano com uma leitura que me agradou bastante, apensar de algumas ressalvas que vou fazer! “Os Primos”, da Galera Record, escrito pela Karen M. McManus foi uma experiência interessante, misturando drama adolescente e mistério.

A história gira em torno dos primos Milly, Aubrey e Jonah, que recebem um convite inusitado: passar o verão no resort da avó que nunca viram na vida. Seus pais acreditam que é a oportunidade perfeita para fazer as pazes com a rica e excêntrica Mildred Story, que cortou relações com todos há mais de duas décadas sem maiores explicações. Mas ao chegarem lá, os primos percebem que a família guarda muitos segredos. E eles irão tentar desvendar todos.

Mildred Story deserdou todos os filhos por meio de cartas que apenas diziam: “Vocês sabem o que fizeram”. Sem terem certeza se a melhor opção para as férias é passar tempo com estranhos, os três hesitam. Mas seus pais são enfáticos: não ir está fora de cogitação. A oportunidade de reconquistar a mãe – e parte da fortuna – é grande demais para ser desperdiçada. Só que ao chegarem à ilha Gull Cove, os primos têm uma surpresa, a avó não parece estar tão satisfeita assim em vê-los. Os primos se acomodam em seus empregos e passam a se conhecer melhor, mas não demora para suspeitarem de que há um segredo obscuro conectado à história da família Story.

Já falei de vários livros da autora Karen M. McManus aqui no blog (incluindo “Um de nós está mentindo”), e todos eles sempre foram boas opções de leitura. Eu curto bastante a escrita dela e as histórias me prendem a ponto de querer saber logo o que acontecerá. Aqui não foi diferente. Desde o início a autora já indica que algo não está certo e que há um grande segredo por trás da avó misteriosa.

O livro é narrado pelos três primos – cada um conta seu ponto de vista em um capítulo. Milly é a famosa sabichona que irrita um pouco, mas da metade para o final fui gostando dela. Aubrey é mais meiga e que conquista logo de cara. Por fim, Jonah tem um ar arrogante e misterioso e também guarda um segredo, que me surpreendeu. Acho que ele foi o melhor personagem desenvolvido ao logo da trama.

A história estava levando para um caminho e quando descobrimos o verdadeiro plot twist, fica um pouco difícil acreditar na veracidade daquilo. Achei o final um pouco forçado – o que acontece é algo que não teria a menor chance de acontecer na vida real, até porque tem vários furos. Mas de um modo geral, o mistério me prendeu até o fim, a narrativa é bem dinâmica e os personagens são interessantes. “Os Primos” mantem a força da autora, que não para! Logo tem livro novo dela, vamos aguardar se será no mesmo estilo de suspense e drama juvenil.

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Livro ▪ Uma Mulher na Escuridão

Autor: Charlie Donlea
Editora: Faro Editorial
Páginas: 304
Skoob
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Oi gente!
A última leitura de 2021 (que na verdade finalizei em 2022) foi “Uma Mulher na Escuridão” – suspense de Charlie Donlea, publicado pela Faro Editorial. A história foi bem interessante e me prendeu, apesar de ter abandonado um pouco a leitura para descansar no finalzinho do ano.

Ao limpar o escritório de seu pai falecido há uma semana, a investigadora forense Rory encontra pistas e documentos ocultados da justiça que a fazem mergulhar num caso sem solução ocorrido 40 anos atrás. No verão de 1979, cinco mulheres de Chicago desapareceram. O predador, apelidado de Ladrão, não deixou nenhum corpo ou pista — até que a polícia recebeu um pacote enviado por uma mulher misteriosa chamada Angela Mitchell, cujas habilidades de investigação levaram à sua identidade: o próprio marido! Mas antes que a polícia pudesse interrogá-la, Angela desapareceu. Agora, Rory descobre que o Ladrão está prestes ser posto em liberdade condicional.

Sendo um ex-cliente de seu pai, Rory reluta em representar o assassino, que continua afirmando não ter matado a esposa. Agora o acusado deseja que Rory faça o que seu pai prometeu: provar que ela ainda está viva. Enquanto Rory começa a reconstruir os últimos dias de Angela, outro assassino emerge das sombras, replicando o mesmo modus operandi daqueles assassinatos. A cada descoberta, Rory se enreda mais no enigma de Angela Mitchell, e na mente atormentada do Ladrão.

Eu já havia lido outra obra do autor (“A Garota do Lago”) e gostei bastante, portanto tinha expectativas boas, que se confirmaram, de certa forma. O suspense é bom, prende atenção, porém não gostei de alguns desenvolvimentos. O início da história é um pouco confuso. A narrativa se passa no presente sendo contada pela Rory e no passado com Angela. Porém, antes das histórias se cruzarem, Rory pega um outro caso de investigação e, do nada, ela praticamente esquece esse caso, deixa de lado para focar na história de Angela e fica por isso mesmo. O livro chega ao final e não há uma conclusão para isso. Não sei se haverá uma sequência desse livro para contar mais, porém foi algo bem frustrante.

Mas de um modo geral, o mistério em torno de Angela e seu marido é o ponto forte do livro. Eu gostei mais dos capítulos narrados no passado. E uma das especialidades do autor são as reviravoltas. É incrível a capacidade que ele tem de surpreender. O desenvolvimento do livro possui um plot que eu não estava esperando, o que deixou a leitura mais densa e interessante.

“Uma Mulher na Escuridão” não entrou na lista das melhores leituras do ano, mas cumpriu seu papel em entreter e entregou um suspense até que interessante, com tensão e reviravoltas. E ainda pretendo ler outros livros do autor! Qual vocês indicam?

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Livro ▪ Os Segredos de Colin Bridgerton

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Skoob
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Oi gente!
E a minha saga pela leitura da série Bridgertons continua! Ainda em 2021 li “Os Segredos de Colin Bridgerton”, quarto livro escrito pela Julia Quinn, que retrata agora a história amorosa do irmão Colin. E preciso confessar que estava bem ansioso por essa leitura.

Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum.

Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente. No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penélope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.

Bom, fazendo uma analise das leituras até então – “O Visconde que me Amava” e “Um Perfeito Cavalheiro” foram os meus preferidos e, como disse anteriormente, a expectativa para “Os Segredos de Colin Bridgerton” estava alta visto que Penélope é minha personagem preferida! E eu até gostei do livro, porém não foi tudo o que eu esperava.

Como as leituras anteriores, essa não foi diferente. A escrita de Julia Quinn me agrada muito e eu não conseguia largar o livro. Mas acho que por já saber o grande segredo da história, o clímax acabou não sendo tão interessante. Mas, ainda assim, acho incrível a revelação que acontece e todo o seu contexto! Não vou dar spoilers para quem ainda não leu ou não viu a série da Netflix!

O ponto central do livro é que Colin não sabe definir o que sente por Penélope, enquanto ela sabe que o ama, mas custa a aceitar que um dia ele será capaz de sentir o mesmo por ela. Muito interessante como a autora explora a autoestima e os preconceitos tão comuns à sociedade do século XIX.

No contexto geral, foi uma ótima leitura, a história é deliciosa, porém não assumiu a posição de favorito da série como achei que fosse ser, mas ainda assim me emocionou ao longo dos capítulos. E, para variar, já estou ansioso pelo próximo volume!

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Livro ▪ Os Sete Maridos de Evelyn Hugo

Autora: Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Páginas: 360
Skoob
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Oi gente!
Hoje vou falar de mais uma leitura que eu curti bastante em 2021. “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo”, da Taylor Jenkins Reid, me surpreendeu positivamente ao tratar de um assunto que adoro – o cinema e seus bastidores.

Após ler “Daisy Jones and the Six” e me encantar com a escrita da Taylor, a expectativa para Evelyn Hugo estava altíssima e a experiência foi tão boa quanto imaginava. A história gira em torno da lendária estrela de Hollywood, Evelyn Hugo, que sempre esteve sob os holofotes — seja estrelando uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou aparecendo com um novo marido… pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a atriz decide contar a própria história, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e até então desconhecida, seja a entrevistadora. Ao embarcar nessa misteriosa empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que não foi escolhida por acaso e que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas.

Narrado em primeira pessoa, o livro nos leva à história Monique e sua situação atual. A jornalista está passando por um divórcio recente e sofrendo com a separação quando começa a entrevistar Evelyn Hugo. Então, a partir da entrevista, a narrativa, também em primeira pessoa, se desloca para o passado da atriz e seus amores. Evelyn Hugo é uma figura que cativa por todos seus defeitos e qualidades, mas, principalmente, pela sinceridade e clareza.  Ela é alguém que lutou pelos seus sonhos e fez tudo aquilo que foi preciso para chegar onde chegou.

Os personagens são bem construídos e possuem relevância na história. A narrativa também é interessante, prendendo a atenção do leitor em cada capítulo. “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo” é um livro que tem representatividade racial, sexual e nos mostra, no decorrer dos anos, o quanto cada uma dessas lutas teve que avançar para chegar no que é hoje. Foi uma leitura favoritada!

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Livro ▪ Enola Holmes: o caso do marquês desaparecido

Autora: Nancy Springer
Editora: Verus
Páginas: 179
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Depois que vi o filme “Enola Holmes”, com a Milly Bobby Brown (de Stranger Things) fiquei com muita vontade de conferir o livro, já que gostei bastante da adaptação. E aproveitei que a edição estava baratinha e comprei! E a leitura foi tão boa quanto o filme.

Em “O caso do marquês desaparecido”, Enola Holmes — irmã do famoso detetive Sherlock Holmes — descobre no dia de seu aniversário de catorze anos que sua mãe desapareceu. Por conta dessa descoberta, ela embarca em uma viagem a Londres em busca de pistas que indiquem o paradeiro da mãe. Querendo fugir dos irmãos Sherlock e Mycroft, Enola chega à capital inglesa e se vê envolvida em outro caso de desaparecimento: o sequestro de um jovem marquês.

Então, ela agora precisa achar a mãe, ajudar o marquês, fugir de assassinos e se esconder dos irmãos que estão tentando encontrá-la de qualquer forma. Porém, nessa busca, ela conta com aliado muito importante: um caderno de mensagens cifradas deixado pela mãe. Ele será seu companheiro em todas as aventuras e confusões em que a astuta Enola irá se meter.

Primeiro, a personagem é muito cativante e caiu como uma luva para a nossa querida Eleven, na adaptação. Por ter visto o filme primeiro, todo o momento eu ficava lembrando das cenas, o que me ambientou super bem durante a leitura. Para quem gosta de ação, aventura e um romance adolescente, esse livro é a dica certa!

Se você é fã da obra de Sir Arthur Conan Doyle, pode ser que estranhe essa vertente da história. Enola Holmes, escrito por Nancy Springer, é mais juvenil. Ainda assim, a trama é extremamente cativante. Os personagens secundários são igualmente interessantes, é muito bacana perceber as nuances de Mycroft e Sherlock. Um rabugento ao extremo o outro um tanto machista. Mas contribuem para o desenvolvimento da personagem título.

Se tiverem oportunidade, leiam o livro e assistam ao filme. Vai valer a pena, te garanto!

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Livro ▪ Pequenos Incêndios por toda parte

Autora: Celeste Ng
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Amazon

Oi gente!
O post de hoje é sobre “Pequenos Incêndios por toda Parte”, que finalmente li! O livro estava numa super promoção na Amazon e foi impossível não comprá-lo. Desde que a série foi lançada, que eu queria conferir o livro original e hoje essa resenha veio!

Não sei vocês, mas eu amooo um drama familiar! Ainda mais quando é um drama familiar super bem construído como este da Celeste NG, publicado no Brasil pela editora Intrínseca. A história se passa em Shaker Heights, onde tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson. Os Richardson são uma família super tradicional e apegada aos costumes morais.

Também acompanhamos a história de Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, que chega com a filha adolescente Pearl e aluga uma casa que pertence a Elena. Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson se encantam com as novas moradoras. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar toda comunidade, principalmente em relação à Bebe, uma imigrante chinesa, que também possui um segredo e está disposta a trazê-lo à tona.

Eleito nos Estados Unidos um dos melhores livros de 2017 por veículos como Entertainment Weekly, The Guardian e The Washington Post, “Pequenos incêndios por toda parte” explora o peso dos segredos. Temos vários personagens e todos são bem construídos. O texto da autora flui muito bem ao momento em que vamos nos aprofundando em cada história. Elena e Mia possuem dualidades conflitantes e é muito interessante perceber como os filhos delas vão ruindo ao longo do desenvolvimento da trama. Além disso, os demais núcleos também são fortes e vão construindo ótimos arcos dramáticos.

A autora também sabe transitar naturalmente entre o passado e presente, sem que haja qualquer identificação. Como falei, o texto é muito fluído. E a história vai ficando mais interessante a cada capítulo em que descobrimos segredos do passado. Tudo isso atrelado às relações e problemas que todos os personagens passam no presente.

Com relação à série protagonizada por Reese Whiterspoon e Kerry Washington, há algumas pequenas diferenças, principalmente na condução da história. O livro já deixa bem claro o que teremos no final, enquanto na série temos um suspense maior em relação ao que aconteceu de verdade, incluindo que temos uma pequena mudança nesse final também. Como falei na minha crítica da série (AQUI), foram discutidas questões raciais de forma bem intrínseca, o que não teve grande peso no livro, já que em nenhum momento é citado a cor de pele da Mia. Essa discussão racial é mais desenvolvida com a Bebe e o casal que adota a bebê chinesa. Também temos os personagens jovens que possuem grande destaque, principalmente pelo talento dos atores. Todas as camadas dos personagens foram bem aproveitadas na série também.

“Pequenos Incêndios por Toda Parte” é um livro maravilhoso, com uma história forte e personagens bem construídos, que prende a atenção do leitor em cada capítulo. E também vale muito a pena conferir a série!

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Livro ▪ A Garota que lê no Metrô

Autora: Christine Féret-Fleury
Editora: Valentina
Páginas: 160
Skoob
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Oi gente!
Hoje vou compartilhar uma leitura rapidinha, mas que não foi o que eu esperava. Na verdade, nem tinha grandes pretensões e a leitura se mostrou bem morna.

Publicada pela editora Valentina, “A Garota que lê no Metrô”, de Christine Féret-Fleury, conta a história de Juliette, uma jovem e solitária parisiense que leva uma vida monótona trabalhando em uma imobiliária. Sua atividade favorita é andar de metrô e observar atentamente o que as pessoas estão lendo, assim passa a imaginar a vida dessa pessoa a partir do livro que está sendo lido.

Todos têm suas particularidades, como a idosa que folheia um livro italiano de culinária e sorri diante de algumas receitas ou a garota que lê romances e sempre derrama minúsculas lágrimas quando chega à página 247. Certo dia, a jovem decide romper com a rotina e usufruir o prazer de percorrer as ruas a pé, observando o formato das nuvens, com o olhar em busca do novo. E esse desvio mudará completamente a sua vida, graças ao iraniano Soliman e sua pequenina filha Zaïde, que a tornam uma “mensageira” dos livros.

Um alerta aos leitores, o livro possui gatilhos e um momento que aborda suicídio. Portanto, leiam conscientemente. Para mim, o ponto alto da obra são as referências e citações à livros clássicos da literatura. Ficava bem feliz quando reconhecia algo. Mas a história foi bem morna, havendo pouco desenvolvimento de alguns personagens.

Acho a proposta do livro super interessante, tanto que o comprei justamente por ter gostado da sinopse, ainda não conhecia ele, nem havia visto nenhuma resenha sobre. A leitura foi bem no escuro mesmo. Mas como falei, o desenvolvimento me incomodou, apesar da leitura ter fluido, li o livro rapidinho. No final, fiquei refletindo sobre os ensinamentos da vida, talvez por isso até tenha valido a pena.

Me digam se vocês já conheciam esse livro? O que acham da ideia de espalhar o hábito de leitura?

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Livro ▪ O Imenso Azul entre Nós

Autora: Ayesha Harruna Attah
Editora: Alt
Páginas: 256
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vou falar de uma das minhas leituras preferidas deste ano! Com certeza estará no meu TOP 5 no fim do ano! “O Imenso Azul entre Nós” é um livro super sensível da escritora ganesa Ayesha Harruna Attah, publicado no Brasil pela editora Alt.

Durante os capítulos acompanhamos a história das gêmeas Hassana e Husseina, que foram separadas após um ataque brutal à sua aldeia, em 1892. A partir desse traumático evento, ambas são escravizadas e seguem caminhos separados, que as levam a diferentes cidades, países e até continentes. Enquanto Hassana fica na Costa do Ouro africana, Husseina cruza o oceano até a Bahia, onde é iniciada no Candomblé. Com o passar do tempo, as irmãs crescem e levam vidas completamente diferentes em muitos aspectos, mas com algo em comum: o sentimento de que há algo faltando. Apesar da distância, elas continuam ligadas uma à outra por meio de seus sonhos.

A obra é narrada pelas duas personagens principais, alternando capítulos para cada uma. É muito interessante perceber a dualidade entre as duas, que são tão diferentes, ao mesmo tempo que se igualam em vários aspectos. Enquanto Hassana é mais sentimental e está sempre em busca pela irmã gêmea, Husseina descobre um novo mundo, uma nova família e começa a construir uma nova história. Mas os sonhos que ambas têm fazem toda a diferença para o tão esperado reencontro.

Confesso que achei o reencontro de ambas um pouco corrido e forçado. Aconteceu do nada e de uma forma muito fácil (digamos assim). Mas amei o desenvolvimento de todos os personagens, principalmente Husseina, que ao vir para o Brasil, passa a se chamar Vitória. A ambientação também é um ponto forte – temos as aldeias da costa africana e a Bahia com os terreiros de candomblé.

A trama reflete sobre laços e ligações tão fortes que independem da distância. Ayesha Harruna Attah construiu uma história super rica em cultura e tradições, com personagens marcantes. E a edição da Alt também está maravilhosa! Vale a pena conferir!

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