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#Livros | Depois de Auschwitz (Projeto Lendo o Mundo)

Oi gente!
Como prometido essa semana tem mais um livro no desafio “Lendo o Mundo”, aquele projeto que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais. (Saiba mais aqui) E hoje trago “Depois de Auschwitz”, de Eva Schloss, representando a Alemanha.

Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz – o temido campo de concentração em plena 2ª Guerra Mundial. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.

Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo.

Bom pessoal, a particularidade que me fez ler esse livro para representar a Alemanha é o período da história mundial que marcou muito o país – a 2ª Guerra Mundial e a ascensão do Nazismo. Já adianto que é impossível ler esse livro sem ficar com aquela lágrima no canto do olho e que insiste em cair. A história é emocionante e impactante.

O livro conta com detalhes toda a trajetória de vida de Eva e traz questionamentos e ensinamentos marcantes para nossas vidas. Eva era apenas uma menina de quinze anos quando foi presa e levada para Campo de Concentração de Aushwitz, na Polônia. Antes da prisão viveu momentos de alegrias e perseguições com sua família. Ela era muito ligada ao pai e ao irmão Heinz, e em vários momentos teve que se separar dos seus entes queridos para fugir dos oficiais da SS. Eva viu seus amigos de infância a perseguirem por ser judia. Viu pessoas que conheciam sua família virarem as costas. Viu a fome e a morte ao seu lado por um longo tempo. Viu o desaparecimento das pessoas que mais amava.

Além disso, temos um detalhe bem interessante na história. Eva era “irmã” de Anne Frank – provavelmente você já deve ter lido “O Diário de Anne Frank” e, se não leu, tem que ler imediatamente!! Essa questão da “irmã” – que inclusive consta no subtítulo na capa do livro – foi meio que uma furada do marketing da Editora. Na verdade, Eva e Anne não eram irmãs de sangue. Após o fim da Guerra a mãe de Eva e o pai de Anne se casaram, visto que seus cônjuges morreram em Auschwitz. Eva e Anne quase não conviveram – elas tiveram alguns encontros na infância, quando moravam na Holanda e tentavam fugir dos nazistas. Mas mesmo assim, tanto Eva, como sua mãe e Otto Frank lutaram muito pelo legado de Anne.

O livro é narrado em primeira pessoa – pela própria Eva, o que ajuda a contextualizar ainda mais, pois temos uma visão ampla do que foi a guerra, os momentos de fuga, todos os sentimentos – felizes e tristes – que ela passou durante toda a vida. Como disse no início, é um relato verdadeiro e emocionante. Eu curti bastante essa leitura e recomendo a todos!

Veja também as demais leituras do projeto – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos)Muito Longe de Casa (Serra Leoa)O Ruído das coisas ao cair (Colômbia) e A Última Mensagem de Hiroshima (Japão). E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | A Última Mensagem de Hiroshima (Projeto Lendo o Mundo)

Oi gente!
Este mês teremos a volta do projeto “Lendo o Mundo”!! Confesso que acabei deixando ele um pouquinho de lado, mas para compensar vou fazer dois posts seguidos!! Para quem não sabe, o projeto Lendo o Mundo se direciona à leitura de pelo menos um livro de cada país do mundo. Assim, há a possibilidade de conhecer novas culturas, contextos e escritas diferentes. Hoje o post remete à literatura japonesa, com o livro “A Última Mensagem de Hiroshima”, de Takashi Morita, publicado pela editora Universo dos Livros.

Como sobreviver com a mente cheia de memórias da Segunda Guerra Mundial? Como lidar com o trauma de ter presenciado a destruição arrebatadora de uma bomba atômica praticamente ao seu lado? E como pensar em salvar civis quando sua própria vida está em jogo? Conheça neste livro a história de Takashi Morita, sobrevivente da bomba atômica que dizimou milhares de seres humanos e que até hoje manifesta efeitos na saúde física e mental da população de Hiroshima e de Nagasaki.

Era 6 de agosto de 1945. Ninguém poderia prever, mas foi neste dia que a vida de inúmeros japoneses – e das gerações subsequentes – mudaria para sempre. As consequências da bomba atômica foram devastadoras, e não apenas no que diz respeito à saúde daqueles que se encontravam nas imediações do epicentro, como é o caso do Sr. Takashi, que exercia o ofício de soldado na época. Para além das numerosas enfermidades oriundas da intensa radiação emitida em Hiroshima e Nagasaki, os atingidos pelas bombas sofreram muita discriminação, principalmente pelo fato de as consequências decorrentes da radiação para os sobreviventes e seus descendentes serem ainda uma incógnita.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão era aliado da Alemanha e da Itália e lutavam contra os Estados Unidos e os soviéticos. O povo nipônico sempre foi muito disciplinado e leal ao imperador, então não lhes cabia questionar os motivos da guerra, apenas servir ao comando. Os japoneses foram responsáveis pelo ataque a Pearl Harbor com os kamikazes, os famosos pilotos suicidas. Ao final da Guerra, após Itália e Alemanha se renderem, no dia 6 de agosto de 1945, o Japão viveu a dimensão do estrago causado por uma bomba atômica – foi a forma mais rápida para os EUA vencerem a guerra. Quando a bomba atingiu Hiroshima, o Sr. Takashi era um policial militar e mesmo sofrendo seus próprios ferimentos e tendo suas próprias preocupações resolveu ignorar tudo e seguir em frente para salvar o máximo de pessoas que fosse possível.

O livro conta detalhes que jamais seriam possíveis imaginar acerca das bombas atômicas. Depois da tragédia o sofrimento não parecia que teria um fim. Os infectados (hibakushas) foram abandonados pelo governo japonês, sendo deixados à mercê da sorte. Muitos morreram de repente, com causas desconhecidas. Os japoneses tiveram que se preocupar em como reconstruir sua cidade e em sobreviver nos anos que se seguiriam sem a certeza da cura para os atingidos pela bomba. Tendo a maior reviravolta de sua vida, Takashi Morita se mudou para o Brasil, criou raízes junto à sua família, desenvolvendo um trabalho social belíssimo.

O livro é bem curtinho, tem apenas 152 páginas, com onze capítulos que narram de forma direta os acontecimentos pré e pós guerra. O interessante é notar as tradições japonesas como, por exemplo, o casamento arranjado pelos pais. A diagramação feita pela editora Universo dos Livros é ótima, tendo várias citações nos cantos das páginas. A edição também traz diversas fotos no meio do livro.

“A Última Mensagem de Hiroshima” é uma aula de História e Takashi foi um exemplo de sabedoria, pois usou sua história pessoal para lutar pela paz. Hoje ele tem 93 anos, vive em São Paulo e é muito respeitado pela luta pelos sobreviventes à bomba atômica. Literatura muita rica e uma história que merece ser ouvida.

Veja também as demais leituras do projeto – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos), Muito Longe de Casa (Serra Leoa) e O Ruído das coisas ao cair (Colômbia)Lembrando que na próxima semana tem mais uma leitura do projeto! E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | O Ruído das Coisas ao Cair (Projeto Lendo o Mundo)


Em meados da década de 1990, Antonio Yammara é um jovem professor de Bogotá que passa seu tempo livre no bilhar próximo à universidade em que leciona. Sua vida muda quando conhece Ricardo Laverde, ex-presidiário que pagou um alto preço pela ligação com o tráfico internacional de drogas. Ele compreende que há segredos muito importantes no passado de seu novo conhecido. Quando Laverde é assassinado, Yammara decide investigar os motivos do crime, de uma maneira quase obsessiva. Ele não somente mergulha nos brutais eventos do narcotráfico, como verá seu próprio passado, repleto de culpas e segredos, com outros olhos.

E para encerrar o ano, vamos ter mais uma edição do Projeto “Lendo o Mundo” – que é aquele desafio onde eu leio um livro que caracteriza os países do mundo, com o objetivo de conhecer culturas, contextos e escritas diferentes. Para saber mais, acesse o link. E hoje a dica é “O Ruído das Coisas ao Cair”, do escritor colombiano Juan Gabriel Vasquéz.

A história de “O Ruído das Coisas ao Cair” começa nos anos 70 e conta a vida de Antonio Yammara, um jovem professor de direito que costumava passar boa parte do seu tempo livre jogando bilhar próximo à Universidade onde ele ensina. Lá ele conhece Ricardo Laverde, um ex-presidiário que acaba assassinado. A vida de Yammara sofre um profundo e irreversível impacto por conta do assassinato de Laverde, e anos depois da tragédia ele resolve tentar descobrir os motivos do crime. Vásquez cria neste romance impactante, uma narrativa de intrigas e paixões em meio à violenta história da Colômbia. Livro vencedor do Prêmio Alfaguara de Literatura em 2011, “O Ruído das Coisas ao Cair” retrata com precisão a história de uma geração que conviveu de perto com o poder do narcotráfico no país.

Juan Gabriel Vásquez é tido como um dos maiores expoentes da nova geração literária da Colômbia e da América Latina. Apesar de viver há mais de uma década na Espanha, seu país natal tem frequente destaque em seus romances. Segundo os jornais “El Espectador” e “Arcadia”, de Bogotá, a escrita do autor contém uma clareza rara. Este romance é a história de uma amizade frustrada. Mas é também uma história de amores em tempos pouco adequados, além de uma análise profunda de uma geração ligada ao medo.

Eu curti bastante a escrita do autor, ele consegue narrar toda a história de uma forma atraente, que prende a atenção do leitor. Outro ponto positivo é a forma em que Vásquez inclui efeitos de escrita que faz toda a diferença, como por exemplo, o silêncio justificando em vários momentos “o ruído das coisas”. Os capítulos são bem descritivos quanto às situações e sentimentos, além de serem um pouco longos. Além disso, a capa desta edição é mega linda – um pouco sombria que demonstra com clareza o clima do livro.

Enfim, eu estou tendo bastante sorte aos escolher os livros do Projeto “Lendo o Mundo”. Até o momento gostei bastante de todos que li – se você quiser saber mais sobre os outros, veja no link – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos) e Muito Longe de Casa (Serra Leoa). E já adianto aqui que em 2018 o projeto continuará e as próximas leituras serão “A Última Mensagem de Hiroshima”, de Takashi Morita (Japão) e “Depois de Auschwitz”, de Eva Schloss (Alemanha).

Área: 1 138 914 km²
Capital: Bogotá
População: 48 747 632 hab. (estimativa 2016)
Moeda: Peso Colombiano
Data Nacional: 20 de julho
Governo: República Presidencialista
Presidente: Juan Manuel Santos

#Livros | Muito Longe de Casa

Trezentas mil crianças-soldado, lavagem cerebral, entorpecentes, abusos dos senhores da guerra, morte. Muitas hoje ainda sofrem com as conseqüências. Fã de hip hop e de boa literatura, Ishmael Beah, após passar a infância e a adolescência na roda-viva da guerra, foi reabilitado pela Unicef e teve a chance de contar o que qualquer ficção jamais conseguiria recriar.

Dando continuidade ao Desafio “Lendo o Mundo”, hoje vou falar sobre o livro “Muito Longe de Casa – Memórias de um menino soldado”, de Ishmael Beah.

Para quem quiser saber mais sobre esse projeto basta clicar neste link. Lembrando que os livros que lerei neste desafio devem trazer uma narrativa que ilustre a história, cultura, política ou tradições do país representado. Hoje, a leitura nos traz um panorama da guerra civil, que aterrorizou a Serra Leoa, um país africano, durante os anos 90.

O livro conta a história real de Ishmael Beah, que quando tinha entre 10 e 11 anos de idade, teve de fugir de sua aldeia por causa de uma guerra civil em seu país. Para sobreviver acabou sendo obrigado a se tornar um soldado aos 13 anos, lutando ao lado do governo contra o grupo rebelde de guerrilheiros da RUF (Revolutionary Front United – Frente Revolucionária Unida). Passou mais de dois anos numa rotina de sobrevivência e matança diária. Matou tantos que perdeu a conta. Também usava drogas pesadas diariamente para esquecer dos problemas. Saiu da guerra após uma intervenção da UNICEF, que retirou parte das crianças e adolescentes dos fronts de batalha.

Este livro é simplesmente incrível – um dos melhores que eu já li!! É impressionante e emocionante a lição de vida que Ishmael nos apresenta. É difícil imaginar que um garoto que pouco frequentou a escola em sua aldeia local, transitou por cenários de guerra e destruição, conseguiu se tornar um grande homem, que hoje influencia e ajuda diversos projetos humanitários na ONU.

Analisando as questões técnicas, a leitura flui muito bem. Como uma narração em primeira pessoa, podemos ter uma noção do que o autor passou. E ele é bem detalhista, então durante a leitura sofremos junto com ele. A edição que eu li é da Companhia de Bolso, não tem a capa original do livro, já que é uma outra versão, mas esta é bonita também, sendo bem simples. E para aqueles que quiserem uma dica – eu comprei na Estante Virtual, bem baratinho!

E agora quero a ajuda de vocês! Estou um pouco indeciso sobre a leitura do próximo mês, dentro do Desafio “Lendo o Mundo”. Por isso me ajudem a escolher – “O Ruído das coisas ao Cair”, de Juan Gabriel Vásquez (Colômbia), “A Última Mensagem de Hiroshima”, de Takashi Morita (Japão) ou “Depois de Auschwitz, de Eva Schloss (Alemanha). E também deixem nos comentários o que acharam da história de “Muito Longe de Casa”.

Área: 71.740 km²
Capital: Freetown
População: 6.018.888 hab. (censo 2016)
Moeda: leone
Língua oficial: inglês
Nome Oficial: República da Serra Leoa
Data Nacional: 27 de abril (Dia da Independência)
Governo: República Presidencialista
Presidente: Ernest Bai Koroma

#Livro | Por Dentro da Casa Branca (Projeto Lendo o Mundo – Estados Unidos)

Da icônica família Kennedy aos descolados Obama, tudo o que aconteceu e acontece na Casa Branca passa pelos olhos e ouvidos de seu fiel e discreto staff, que, há mais de dois séculos, prepara as refeições, tira o pó dos móveis e arruma a cama dos presidentes americanos e de seus familiares. Neste livro da jornalista americana Kate Andersen Brower, esses privilegiados observadores ganham voz e revelam que a propriedade localizada no número 1.600 da Pennsylvania Avenue, em Washington, é, além da sede do governo dos Estados Unidos, também uma residência como muitas outras, que abriga uma família diferente de quatro em quatro anos – ou de oito em oito anos.

Além de romances, um outro gênero que eu adoro são os livros-reportagens. E “Por Dentro da Casa Branca” me surpreendeu positivamente, com uma narrativa envolvente e muitos depoimentos sensacionais feitos durante anos pela jornalista americana Kate Andersen Brower. Envolvida em política, a autora cobriu os acontecimentos da Casa Branca por quatro anos para o Bloomberg News.

** A leitura deste livro faz parte do Projeto “Lendo o Mundo”SAIBA MAIS

Este livro é uma espiada pelo buraco da fechadura da casa do homem mais poderoso do mundo – o presidente dos Estados Unidos. De certa forma, “Por Dentro da Casa Branca” nos traz o que vem depois das luzes serem apagadas. A autora delicia o leitor com detalhes íntimos da vida da primeira-família. Podemos acompanhar os filhos do presidente Jimmy Carter fumando maconha ou caprichos como de Nancy Reagan, uma primeira dama que era exigente ao extremo e chegava a ter uma relação difícil com seus funcionários, criando sobremesas complicadas em cima da hora ou exigindo que os objetos não fossem movidos um centímetro de lugar, ou ainda, o presidente Johnson que tinha uma relação de obsessão por seu chuveiro e enlouquecia os empregados por causa disso.

Graças aos depoimentos de mordomos, arrumadeiras, cozinheiros, assessores, pintores, eletricistas, floristas, entre outros profissionais, e de três ex-primeiras damas, os bastidores dos cerca de 160 cômodos da mansão mais famosa do mundo são revelados ao leitor. E o grande destaque é que, dessa vez, o protagonista não é o presidente americano, e sim, os seus funcionários – super reservados – como por exemplo, James “Skip” Allen (assessor, 1979-2004), Preston Bruce (porteiro 1953-1977), Cletus Clark (pintor, 1969-2008), Christine Limerick (governanta-chefe, 1979-2008), Roland Mesnier (chef confeiteiro, 1979-2006), Rex Scouten (assessor, mordomo-chefe e curador-chefe, 1957-1997) e James Ramsey (mordomo, final do governo Carter- 2010) – esses são os que mais tiveram depoimentos durante a narrativa.

A história da presidência americana sempre foi rodeada por escândalos, muitas vezes “varridos para debaixo do tapete”. Neste livro, temos um breve olhar de vários momentos que marcaram a Casa Branca como, por exemplo, os casos amorosos do presidente Kennedy.

“Em 1975, o ex-funcionário Traphes Bryant foi uma das primeiras pessoas com acesso direto à residência a tornar público o famoso lado mulherengo de Kennedy (…) o presidente Kennedy aproveitava as longas ausências da esposa (…) Quando ela estava fora, o presidente gostava de nadar nu na piscina interna aquecida da Casa Branca, que havia sido construída em 1933 para ser usada na terapia para tratamento da pólio do presidente Roosevelt. Kennedy frequentemente se encontrava lá com suas amantes” (página 222 e 223)

Ou então o escândalo sexual envolvendo o presidente Bill Clinton e a estagiária Mônica Lewinsky, em 1998 – caso este que quase derrubou Clinton da presidência.

“Havia sangue na cama do presidente e da primeira dama (…) O sangue era de Bill Clinton que teve de levar vários pontos na cabeça. Ele insistia que tinha se machucado ao dar um encontrão na porta do banheiro no meio da noite, mas ninguém engoliu a versão. ‘Estamos convencidos de que ela bateu nele com um livro’, disse outro funcionário. O incidente ocorreu pouco depois de se tornar público o caso do presidente com uma estagiária da Casa Branca – claramente um momento de crise no casamento dos Clinton. E o que não faltava eram livros para a esposa traída (Hillary Clinton) escolher, havia pelo menos vinte em seu criado-mudo. Inclusive uma bíblia” (página 153).

Até detalhes íntimos, que nunca ninguém imaginaria, vieram a ser narrados.

“Habitualmente a Casa Branca designa quatro arrumadeiras para trabalhar na residência. Certo dia, Ivaniz Silva, hoje com 76 anos, estava no quarto de dormir do presidente Reagan depois da cinco e meia da tarde, arrumando a cama e fechando as cortinas. Mas, quando ela passou para a saleta anexa ao quarto, não acreditou no que viu: o presidente, sentado, lendo o jornal, sem roupa nenhuma” (página 230).

São mais de 50 anos de história e 10 governos retratados – John Kennedy (1961-1963), Lyndon B. Johnson (1963-1969), Richard Nixon (1969-1974), Gerald Ford (1974-1977), Jimmy Carter (1977-1981), Ronald Regan (1981-1989), George H. W. Bush (1989-1993), Bill Clinton (1993-2001), George W. Bush (2001-2009) e Barack Obama (2009-2017). Um livro excelente, com uma narrativa que prende o leitor curioso a descobrir os grandes segredos.

Área: 9.371.175 km²
Capital: Washington
População: 308.745.538 hab. (censo 2010)
Moeda: Dólar
Nome Oficial: Estados Unidos da América
Data Nacional: 04 de julho (Dia da Independência)
Governo: República Presidencialista
Presidente: Donald Trump

#Desafio Lendo o Mundo

Tá chegando um projeto novo e super bacana aqui no Entrelinhas!!

O projeto Lendo o Mundo se direciona à leitura de pelo menos um livro de cada país do mundo. Assim, há a possibilidade de conhecer culturas, contextos e escritas diferentes, sair do comodismo das leituras monopolizadas por autores norte-americanos e seguir um viés de descobertas. Ele foi inspirado pelo A year of reading the world e pelo A volta ao mundo em 198 países.

Vou seguir a determinação do A volta ao mundo em 198 países: 193 países membros da ONU mais seus dois estados-observadores (Vaticano e Palestina) e Taiwan, Saara Ocidental e Kosovo que não são reconhecidos por ela.

Para aqueles que querem conhecer um pouquinho mais do projeto original – basta clicar neste link A Year of Reading the World  – e também recomendo o blog Literature-se – que foi onde eu conheci esse desafio.

Esta será a minha legenda para vocês acompanharem os livros que já li de cada país. O projeto começa hoje – dia 06/04/2017 e segue por tempo indeterminado. Assim irei desconsiderar os livros que já li de alguns países – como Brasil, Estados Unidos e Inglaterra. O desafio está lançado!!

Estados Unidos  Kate Andersen Brower (Por Dentro da Casa Branca
Serra Leoa
 ● Ismael Beah (Muito Longe de Casa
Colômbia  
Juan Gabriel Vásquez (O Ruído das Coisas ao Cair
Japão 
Takashi Morita (A Última Mensagem de Hiroshima) ✓
Alemanha ● 
Eva Schloss (Depois de Auschwitz) ✓