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#Livro | Um de Nós Está Mentindo

Autor: Karen M. McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Galera Record / @pitacosliterarios

Oi gente!
Hoje vou trazer uma dica de leitura super bacana – Um de Nós está Mentindo, livro de estreia da autora Karen M. McManus, publicado pela Galera Record.

Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn – a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy – a patricinha, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate – o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper – o atleta, astro do time de beisebol. E Simon – o criador do mais famoso site de fofocas da escola. Antes do fim da detenção, Simon morre. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental.

Com as investigações policiais, descobre-se que Simon planejava postar fofocas bem quentes sobre todos os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato.

A história é bem clichê, com personagens típicos do high school americano – a CDF, o atleta, o delinquente e a popular – mas é aquele clichê super bem feito. E vou confessar para vocês, eu adoro um clichê bem feito! A minha leitura fluiu muito, li esse livro super rápido. E o mais legal é a construção dos personagens.

O livro é dividido em três partes, e cada capítulo é narrado por um dos suspeitos – Bronwyn, Nate, Addy e Cooper. No início fiquei um pouco perdido, sem saber quem era quem, porque a narrativa transcorre do ponto principal, mas depois você consegue se situar. E aí, a história vai aos poucos trazendo particularidades de cada um, o leitor vai descobrindo o que eles fizeram de errado, podendo traçar um perfil psicológico deles, além de perceber como que esse crime afetou diretamente a vida escolar e particular.

Sobre a solução do crime, eu achei OK. Em um determinado ponto do livro, o leitor já vai imaginando o que irá acontecer, então não tem uma surpresa com relação à revelação, mas é um final coerente e os capítulos foram bem escritos e desenvolvidos.

A edição da Galera Record é boa. Eu curti muito a capa, achei super bonitinha. Outro ponto positivo é que a cada capítulo aparece o dia e horário que aquilo está acontecendo, assim podemos acompanhar de perto o desenrolar e ter uma noção do tempo da narrativa.

Eu super recomendo “Um de Nós está Mentindo”! Era um livro que eu não apostava muito, principalmente pela premissa que poderia ser super clichê como falei, mas eu simplesmente amei!

Eaí, alguém já leu? O que acharam? Aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Mindhunter

Autor: Mark Olshaker e John Douglas
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Skoob
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Oi gente!
Hoje é dia de dica literária aqui no blog! Acabei a leitura de “Mindhunter – O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano”, escrito pelo produtor Mark Olshaker e John Douglas, fundador e chefe da Unidade de Apoio Investigativo do FBI. Confesso, que este livro estava há tempos na minha lista “PARA LER” e ainda não tinha conferido. Inclusive quis ler o livro antes de ver a série, produzida pela Netflix.

Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI. Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em “O Silêncio dos Inocentes” (inclusive o personagem foi inspirado em John Douglas, de acordo com a narrativa do livro), ele confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo alguns famosos como Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein.

Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos.

Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.

Mindhunter é um livro mega interessante – pensar que uma pessoa tinha habilidade para identificar um serial killer, descrevendo suas características físicas e psicológicas, apenas tendo algumas informações da cena do crime. Douglas conta histórias dos mais loucos crimes que resolveu durante toda a sua vida no FBI, alguns até ficamos nos perguntando por que fizeram tal barbárie, como o caso de Wayne Williams, o assassino de crianças em Atlanta. O legal é que John consegue fazer com que o leitor passe a enxergar o lado do assassino, mas não como forma de inocentá-lo, e isso ele deixa bem claro em todos os momentos do livro. A ideia central não é mostrar o que foi feito, e sim o porquê de os assassinatos terem sido executados daquelas maneiras.

Publicado pela Editora Intrínseca, o livro tem uma ótima edição. Os capítulos são bem divididos, o desenvolvimento dos crimes é bem descrito, porém a narrativa é um pouco cansativa, principalmente no final do livro – chegou uma hora que eu não aguentava mais ler, tanto que eu parei alguns dias e voltei depois. A estrutura do livro é bem diferente porque o autor divide os casos por temas e não segue uma cronologia. Há muitas idas e vindas no tempo, o que exige uma maior atenção do leitor. Ainda assim, o filme é instigante e fascinante. Fica a dia para aqueles que gostam do gênero investigativo.

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#Livros | Leonardo da Vinci

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.
Autor: Walter Isaacson
Editora: Intrínseca
Páginas: 640
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Saraiva | Fnac

Leonardo da Vinci – Pintor. Arquiteto. Engenheiro. Uma das mentes mais brilhantes da humanidade, autor do retrato mais emblemático da história da arte e cientista muito à frente do seu tempo.

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.

Leonardo criou duas das mais famosas obras de arte de todos os tempos, A Última Ceia e Mona Lisa, mas se considerava apenas um homem da ciência e da tecnologia – curiosamente, uma de suas maiores ambições era ser reconhecido como engenheiro militar. Com uma paixão que às vezes se tornava obsessiva, ele elaborou estudos inovadores de anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações. A habilidade para entrelaçar humanidades e ciência, tornada icônica com o desenho do Homem Vitruviano, fez dele o gênio mais criativo da história.

Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, vegetariano, canhoto, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado nesta biografia é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los. Um livro indispensável não só pelo caráter único de representar integralmente o artista Leonardo, mas como um retrato da capacidade humana de inovar, da importância de não apenas assimilar conhecimento, mas ter a disposição para questioná-lo, ser imaginativo e, como vários desajustados e rebeldes de todas as eras, pensar diferente.

Eu curti bastante a leitura, apesar de ser um livro bem extenso, que não dá para ler tão rápido porque podemos nos perder na narrativa biográfica – levei quase um mês para terminá-lo. E ainda assim, foi muito interessante conhecer mais sobre a vida de Leonardo, saber particularidades de sua vida e também os processos de criação de suas obras.

O livro não conta apenas a vida de Leonardo da Vinci, mas também faz paralelos da história da Itália e das cidades por onde passou, além de contextualizar as características do Renascentismo e retratar fielmente suas desavenças – principalmente a rivalidade com Michelangelo.  E o mais interessante é que a biografia valoriza justamente o ser humano Leonardo. Mesmo reconhecendo as grandes conquistas, ele também apresenta os seus defeitos e fracassos.

Falando da parte gráfica, a edição da Intrínseca é muito boa. Por ser um livro com muitas páginas, geralmente a lombada costuma ficar desgastada – no meu livro, não ficou! A capa também é bonita – com uma foto enigmática de Leonardo; e a diagramação também está perfeita. E preciso mencionar as ilustrações que são fundamentais para o livro.

Enfim, “Leonardo da Vinci” é um livro que não só informa, mas inspira! Vale a pena conferir o Leonardo Da Vinci desenhado por Walter Isaacson – o humano por trás do gênio.

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#Livros | O Ruído das Coisas ao Cair (Projeto Lendo o Mundo)


Em meados da década de 1990, Antonio Yammara é um jovem professor de Bogotá que passa seu tempo livre no bilhar próximo à universidade em que leciona. Sua vida muda quando conhece Ricardo Laverde, ex-presidiário que pagou um alto preço pela ligação com o tráfico internacional de drogas. Ele compreende que há segredos muito importantes no passado de seu novo conhecido. Quando Laverde é assassinado, Yammara decide investigar os motivos do crime, de uma maneira quase obsessiva. Ele não somente mergulha nos brutais eventos do narcotráfico, como verá seu próprio passado, repleto de culpas e segredos, com outros olhos.

E para encerrar o ano, vamos ter mais uma edição do Projeto “Lendo o Mundo” – que é aquele desafio onde eu leio um livro que caracteriza os países do mundo, com o objetivo de conhecer culturas, contextos e escritas diferentes. Para saber mais, acesse o link. E hoje a dica é “O Ruído das Coisas ao Cair”, do escritor colombiano Juan Gabriel Vasquéz.

A história de “O Ruído das Coisas ao Cair” começa nos anos 70 e conta a vida de Antonio Yammara, um jovem professor de direito que costumava passar boa parte do seu tempo livre jogando bilhar próximo à Universidade onde ele ensina. Lá ele conhece Ricardo Laverde, um ex-presidiário que acaba assassinado. A vida de Yammara sofre um profundo e irreversível impacto por conta do assassinato de Laverde, e anos depois da tragédia ele resolve tentar descobrir os motivos do crime. Vásquez cria neste romance impactante, uma narrativa de intrigas e paixões em meio à violenta história da Colômbia. Livro vencedor do Prêmio Alfaguara de Literatura em 2011, “O Ruído das Coisas ao Cair” retrata com precisão a história de uma geração que conviveu de perto com o poder do narcotráfico no país.

Juan Gabriel Vásquez é tido como um dos maiores expoentes da nova geração literária da Colômbia e da América Latina. Apesar de viver há mais de uma década na Espanha, seu país natal tem frequente destaque em seus romances. Segundo os jornais “El Espectador” e “Arcadia”, de Bogotá, a escrita do autor contém uma clareza rara. Este romance é a história de uma amizade frustrada. Mas é também uma história de amores em tempos pouco adequados, além de uma análise profunda de uma geração ligada ao medo.

Eu curti bastante a escrita do autor, ele consegue narrar toda a história de uma forma atraente, que prende a atenção do leitor. Outro ponto positivo é a forma em que Vásquez inclui efeitos de escrita que faz toda a diferença, como por exemplo, o silêncio justificando em vários momentos “o ruído das coisas”. Os capítulos são bem descritivos quanto às situações e sentimentos, além de serem um pouco longos. Além disso, a capa desta edição é mega linda – um pouco sombria que demonstra com clareza o clima do livro.

Enfim, eu estou tendo bastante sorte aos escolher os livros do Projeto “Lendo o Mundo”. Até o momento gostei bastante de todos que li – se você quiser saber mais sobre os outros, veja no link – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos) e Muito Longe de Casa (Serra Leoa). E já adianto aqui que em 2018 o projeto continuará e as próximas leituras serão “A Última Mensagem de Hiroshima”, de Takashi Morita (Japão) e “Depois de Auschwitz”, de Eva Schloss (Alemanha).

Área: 1 138 914 km²
Capital: Bogotá
População: 48 747 632 hab. (estimativa 2016)
Moeda: Peso Colombiano
Data Nacional: 20 de julho
Governo: República Presidencialista
Presidente: Juan Manuel Santos

#Livros | Não me Esqueças

Aos vinte e um anos, Lizzie deveria estar empenhada em fisgar um noivo e finalmente se casar. Entretanto, após uma decepção amorosa, o coração da jovem só palpita por sua grande paixão — os estudos sobre o povo e a cultura celtas. Esse interesse faz com que ela troque os concorridos salões de baile de Londres pelas estradas desertas e sinuosas das Highlands escocesas. Ali, ela conhecerá Gareth, o enigmático líder do clã que vive no local mais remoto e bucólico da Escócia. Envolto em uma aura de mistério, ele luta para manter suas tradições, seus segredos e, principalmente, seu povo em segurança. Vindos de mundos tão diferentes, mas unidos por uma atração irresistível, Lizzie e Gareth vivem uma paixão proibida e desafiadora.

Autora: Babi A. Sette
Editora: Verus
Páginas: 350
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente,

Primeiramente, aqueles que seguem o blog, com certeza perceberam que ficamos algumas semanas fora do ar! Pessoal, desculpa! Tivemos um problema sério com a Locaweb, que hospeda os dados do blog – eles simplesmente perderam todos os nossos arquivos! Mas enfim, o problema parece que foi resolvido e estamos de volta com tudo!! E cheios de dicas novas para compartilhar…

Há um tempo eu havia postado sobre o lançamento do novo livro da Babi A. Sette (AQUI) e percebi que muitos leitores ficaram bem entusiasmados e ansiosos para conferir “Não me Esqueças”. Confesso que eu também fiquei, tanto que devorei o livro assim que recebi e hoje trago para vocês a resenha dele.

Ah detalhe, recebi uma dedicatória no meu livro super bacana, e também ele veio com uma capinha linda e mega cheirosa.

“Não me Esqueças” conta a história de Elizabeth Harold Lizzie – filha de um duque Inglês e apaixonada pela cultura celta. No início do livro, acompanhamos a sua infância bem rapidamente até a sua adolescência, quando começa a frequentar os bailes da alta sociedade de Londres e, consequentemente, ter que se preocupar com um casamento. Na verdade, Lizzie não está muito interessada em se casar, mas por insistência dos pais acaba se envolvendo com um jovem, que a trai. Desiludida, Lizzie consegue convencer seu pai a fazer uma viagem para a Escócia, com o intuito de estudar mais a cultura do povo antigo.

No caminho, sua carruagem sofre um acidente e Lizzie fica desacordada na floresta, sendo salva por um homem mascarado, dono de um “lobo” (com o qual ela sempre sonhou), que a leva para seu castelo e para viver junto às pessoas estranhas que a rejeitam por ser inglesa.  Assim que acorda, Lizzie reconhece o castelo como sendo de uma lenda muito antiga e se assusta com o seu “herói” – Gareth é o líder de um clã que vive recluso do mundo. No início ele tem um humor violento, mas com o passar dos capítulos vai se revelando um homem justo, apegado às suas tradições e que esconde um grande segredo e sofrimento.

“Não me Esqueças” é um livro bem interessante. Desde o início nos identificamos com a protagonista Lizzie e torcemos para que seus sonhos se tornem realidade. Assim que ela conhece Gareth, também ficamos vibrados para que o casal se acerte e finalmente tenham um final feliz. A narrativa do livro é bem interessante, em terceira pessoa, o que contribui para o interesse nos personagens. Na minha opinião, faltou uma força maior nos vilões da história, mas no final, o livro tem uma grande reviravolta que nos deixa de boca aberta.

A obra foi publicada pela Editora Verus e tem uma edição bem bacana, tanto que a capa está maravilhosa! A cada início de capítulo temos uma observação feita pela Lizzie em seu diário, então é como se pudesses saber o que passa em sua cabeça e coração. Também dá para perceber o ótimo trabalho de pesquisa da autora em relação à cultura celta e suas tradições. “Não me Esqueças” é um livro de época que nos remete a um tempo mágico, com um amor “quase impossível” e que nos faz vibrar a cada capítulo. Super recomendo!

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#Livro | Tantos Anos

“Tantos anos” radiografa as memórias de Rachel de Queiroz e de sua irmã Maria Luiza de Queiroz. A ideia expressa no início do livro é a de recusar as formas da memória heróica oferecendo duas versões – a dela e a de sua irmã, Maria Luiza – sobre os mesmos fatos. Estruturado em capítulos, “Tantos Anos” mistura relatos gravados, textos escritos, perfis ou mesmo crônicas já publicadas, em torno do que elege como sendo temas centrais de sua biografia – família, literatura e política.

Autora: Raquel de Queiroz e Maria Luiza de Queiroz
Editora: Arx
Número de Páginas: 285
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

Rachel de Queiroz e sua arte inconfundível de escrever romances históricos do modernismo regionalista traz à tona nesse seu livro de memórias todo um lado sertanejo que vivenciara até os últimos dias de sua vida, estruturando a obra em 51 capítulos breves numa mistura de relatos gravados, perfis, textos escritos e até algumas crônicas bem particulares, onde utilizara como personagens principais membros de sua própria família.

A coisa que eu mais gosto em uma biografia é saber que nossos autores favoritos também têm ou tiveram uma vida normal, de dificuldades. Admiro muito Rachel de Queiroz, ela era muito simples, muito verdadeira em suas histórias.  Uma bela mulher e uma bela escritora. Suas palavras nos tocam no fundo da alma.

Dela, já li alguns livros – “O Quinze” (1930) e “As Três Marias” (1939) – assisti também a minissérie “Memorial de Maria Moura”, baseada em sua obra. Agora o livro “Tantos Anos” é encantador até mesmo para que não conhece a obra de Rachel. Os detalhes fazem com que a gente imagine cada cantinho por onde ela passou, cada momento que viveu, os amigos – tantos deles ilustres – com quem conviveu, o amor pela família. Rachel foi uma mulher exemplar, guerreira. Deixou um exemplo como pessoa, no que diz respeito aos seus princípios e a defesa de tudo aquilo em que acreditou firmemente.

#Livro | Por Dentro da Casa Branca (Projeto Lendo o Mundo – Estados Unidos)

Da icônica família Kennedy aos descolados Obama, tudo o que aconteceu e acontece na Casa Branca passa pelos olhos e ouvidos de seu fiel e discreto staff, que, há mais de dois séculos, prepara as refeições, tira o pó dos móveis e arruma a cama dos presidentes americanos e de seus familiares. Neste livro da jornalista americana Kate Andersen Brower, esses privilegiados observadores ganham voz e revelam que a propriedade localizada no número 1.600 da Pennsylvania Avenue, em Washington, é, além da sede do governo dos Estados Unidos, também uma residência como muitas outras, que abriga uma família diferente de quatro em quatro anos – ou de oito em oito anos.

Além de romances, um outro gênero que eu adoro são os livros-reportagens. E “Por Dentro da Casa Branca” me surpreendeu positivamente, com uma narrativa envolvente e muitos depoimentos sensacionais feitos durante anos pela jornalista americana Kate Andersen Brower. Envolvida em política, a autora cobriu os acontecimentos da Casa Branca por quatro anos para o Bloomberg News.

** A leitura deste livro faz parte do Projeto “Lendo o Mundo”SAIBA MAIS

Este livro é uma espiada pelo buraco da fechadura da casa do homem mais poderoso do mundo – o presidente dos Estados Unidos. De certa forma, “Por Dentro da Casa Branca” nos traz o que vem depois das luzes serem apagadas. A autora delicia o leitor com detalhes íntimos da vida da primeira-família. Podemos acompanhar os filhos do presidente Jimmy Carter fumando maconha ou caprichos como de Nancy Reagan, uma primeira dama que era exigente ao extremo e chegava a ter uma relação difícil com seus funcionários, criando sobremesas complicadas em cima da hora ou exigindo que os objetos não fossem movidos um centímetro de lugar, ou ainda, o presidente Johnson que tinha uma relação de obsessão por seu chuveiro e enlouquecia os empregados por causa disso.

Graças aos depoimentos de mordomos, arrumadeiras, cozinheiros, assessores, pintores, eletricistas, floristas, entre outros profissionais, e de três ex-primeiras damas, os bastidores dos cerca de 160 cômodos da mansão mais famosa do mundo são revelados ao leitor. E o grande destaque é que, dessa vez, o protagonista não é o presidente americano, e sim, os seus funcionários – super reservados – como por exemplo, James “Skip” Allen (assessor, 1979-2004), Preston Bruce (porteiro 1953-1977), Cletus Clark (pintor, 1969-2008), Christine Limerick (governanta-chefe, 1979-2008), Roland Mesnier (chef confeiteiro, 1979-2006), Rex Scouten (assessor, mordomo-chefe e curador-chefe, 1957-1997) e James Ramsey (mordomo, final do governo Carter- 2010) – esses são os que mais tiveram depoimentos durante a narrativa.

A história da presidência americana sempre foi rodeada por escândalos, muitas vezes “varridos para debaixo do tapete”. Neste livro, temos um breve olhar de vários momentos que marcaram a Casa Branca como, por exemplo, os casos amorosos do presidente Kennedy.

“Em 1975, o ex-funcionário Traphes Bryant foi uma das primeiras pessoas com acesso direto à residência a tornar público o famoso lado mulherengo de Kennedy (…) o presidente Kennedy aproveitava as longas ausências da esposa (…) Quando ela estava fora, o presidente gostava de nadar nu na piscina interna aquecida da Casa Branca, que havia sido construída em 1933 para ser usada na terapia para tratamento da pólio do presidente Roosevelt. Kennedy frequentemente se encontrava lá com suas amantes” (página 222 e 223)

Ou então o escândalo sexual envolvendo o presidente Bill Clinton e a estagiária Mônica Lewinsky, em 1998 – caso este que quase derrubou Clinton da presidência.

“Havia sangue na cama do presidente e da primeira dama (…) O sangue era de Bill Clinton que teve de levar vários pontos na cabeça. Ele insistia que tinha se machucado ao dar um encontrão na porta do banheiro no meio da noite, mas ninguém engoliu a versão. ‘Estamos convencidos de que ela bateu nele com um livro’, disse outro funcionário. O incidente ocorreu pouco depois de se tornar público o caso do presidente com uma estagiária da Casa Branca – claramente um momento de crise no casamento dos Clinton. E o que não faltava eram livros para a esposa traída (Hillary Clinton) escolher, havia pelo menos vinte em seu criado-mudo. Inclusive uma bíblia” (página 153).

Até detalhes íntimos, que nunca ninguém imaginaria, vieram a ser narrados.

“Habitualmente a Casa Branca designa quatro arrumadeiras para trabalhar na residência. Certo dia, Ivaniz Silva, hoje com 76 anos, estava no quarto de dormir do presidente Reagan depois da cinco e meia da tarde, arrumando a cama e fechando as cortinas. Mas, quando ela passou para a saleta anexa ao quarto, não acreditou no que viu: o presidente, sentado, lendo o jornal, sem roupa nenhuma” (página 230).

São mais de 50 anos de história e 10 governos retratados – John Kennedy (1961-1963), Lyndon B. Johnson (1963-1969), Richard Nixon (1969-1974), Gerald Ford (1974-1977), Jimmy Carter (1977-1981), Ronald Regan (1981-1989), George H. W. Bush (1989-1993), Bill Clinton (1993-2001), George W. Bush (2001-2009) e Barack Obama (2009-2017). Um livro excelente, com uma narrativa que prende o leitor curioso a descobrir os grandes segredos.

Área: 9.371.175 km²
Capital: Washington
População: 308.745.538 hab. (censo 2010)
Moeda: Dólar
Nome Oficial: Estados Unidos da América
Data Nacional: 04 de julho (Dia da Independência)
Governo: República Presidencialista
Presidente: Donald Trump

#Livro | No Mundo da Luna

A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe vive trocando seu nome. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo dela. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção? Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor. Com seu estilo ágil e fluido, Carina Rissi criou em No mundo da Luna uma leitura viciante, permeada de humor, magia e paixão, que vai conquistar você do início ao fim.

Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Número de Páginas: 476
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

Estou participando de um grupo no Whatsapp, cujo objetivo é trocar experiências de leituras. E numa brincadeira que criamos, formamos duplas para indicar livros para os colegas. Assim, comecei a ler “No Mundo da Luna”, da autora brasileira Carina Rissi. Nunca havia lido nenhum livro dela – tanto que descobri que muitos leitores amam suas publicações – e, particularmente, gostei desse livro.

O livro narra a história da jornalista Luna Braga, recém-formada que, embora trabalhe em uma revista conceituada, ainda não conquistou seu devido espaço. Sua primeira oportunidade surge ao assumir a coluna de horóscopos, sem saber o quanto isso poderia afetar sua vida.

Luna é descendente de ciganos, mas por sua mãe ter se casado com um homem que não fazia parte dessa cultura, ela e seu irmão foram criados longe da tradição de sua família materna até a adolescência, quando viveram por um tempo com a vó cigana Cecília. Além disso, Luna odeia seu chefe, o mal humorado Dante, que nunca acerta seu nome e distribui broncas para todos os funcionários. Após a demissão da colunista responsável pelo horóscopo, Luna ganha a chance de sua vida, porém ela não entende nada de astrologia e conta com a ajuda de um baralho velho comprado numa loja esotérica. Surpreendentemente, apesar de Luna não acreditar em nada que escreve, suas previsões dão certo.

Sorte no trabalho, azar no amor. Luna não dá sorte com seus pretendentes. Primeiro ela foi traída pelo namorado e depois levou um bolo do fotógrafo da revista. Bêbada, a moça acaba dormindo com seu chefe. Sem saber o que realmente aconteceu, Luna fica dividida, tentando não se apaixonar, mas ao mesmo tempo se sentindo muito atraída por ele, principalmente quando ele se muda para o apartamento ao lado do dela.

O livro tem uma leitura bem dinâmica, que prende o leitor na curiosidade de saber o que vai acontecer entre Luna e Dante. O casal protagonista tem química, mesmo quando eles estão brigados – e olha que isso acontece bastante. Sempre torci para que eles voltassem a ficar juntos. Carina Rissi se mostrou uma boa autora, fazendo com que o enredo comum não virasse o clichê que estamos acostumados.

#Livros | O Livro para Colorir do Harry Potter

Olá gente,

Hoje tenho uma dica super bacana para os fãs de Harry Potter! Atenção Pottermaníacos!!
Para quem me segue nas redes sociais – Instagram: @felipelangefaria e @blog_entrelinhas | Facebook: Felipe Lange | Snapchat felipelangefari | e Twitter @langefelipe – sabe que eu adoro o universo Harry Potter – já assisti e li os filmes e livros mil vezes!!

E fiquei mega feliz quando a Editora Universo dos Livros lançou o “Livro de Colorir do Harry Potter”, no ano passado.  Inclusive em 2016 virou moda os livros de colorir, principalmente aquele Jardim Secreto. E agora têm livros super variados para passar muito tempo colorindo.

Olha só que legal:

O livro traz diversas passagens da história de Harry Potter, com ilustrações detalhadas e desenhos usados na produção dos filmes da franquia. Você encontrará páginas com ilustrações de criaturas mágicas e de cenas memoráveis, como o encontro de Harry com o Chapéu Seletor e a inesquecível batalha contra Você-Sabe-Quem, além de extraordinários artefatos, como O Pasquim, os pôsteres da Copa Mundial de Quadribol, os brasões das quatro casas de Hogwarts e até a taça do Torneio Tribruxo.

Além disso, ainda têm páginas coloridas das cenas retratadas para que você possa relembrar as cores que vai utilizar. Simplesmente incrível!

#Livro | Quatro Vidas de um Cachorro

Surpreso ao se ver como um golden retriever após uma trágica e curta vida de vira-lata, Bailey encontra Ethan, um garoto de oito anos. Amado pelo menino e por sua família, ele descobre as emoções de uma vida intensa e o valor da amizade, aprendendo a ser um cachorro bonzinho. Mas essa existência como um animal doméstico não é o fim de sua jornada. Renascido novamente – como Ellie, um cão policial – ele se pergunta se um dia encontrará a razão de tudo isso. Entretanto, o verdadeiro sentido de sua vida ainda não está totalmente claro até ele voltar, dessa vez como Amigão. Na voz de um cachorro adorável, esperto e divertido, o autor W. Bruce Cameron mostra a capacidade canina de amar e proteger de uma forma tão apaixonante e humana que, depois de ler este livro, você provavelmente verá os cães de um jeito bem diferente.

Autor: W. Bruce Cameron
Editora: Harper Collins
Páginas: 288
Skoob 
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

Depois de toda a polêmica antes do lançamento do filme “Quatro Vidas de um Cachorro” – um vídeo foi divulgado mostrando maus tratos no set de filmagem, eu particularmente não acho que ocorreu crime – resolvi ler o livro que originou o filme. Para aqueles que estão curiosos, não se trata de mais uma história clichê sobre cães e seus donos.

“Quatro vidas de um cachorro” conta a história de um cãozinho que busca o sentido de sua existência, ou melhor, de suas várias existências. Nascido um filhote de vira-lata, inicialmente ele experimenta as aventuras e dificuldades de um cão de rua, sem dono e que tem que lutar por alimento, fugir dos perigos (inclusive dos humanos) ao lado da mãe e dos dois irmãos. Mas essa sua existência não é longa e logo ele se vê filhote novamente, com uma mãe diferente e muitos irmãos. Dessa vez ele é um golden retriever que acaba no lar do menino Ethan. Chamado de Bailey, o cãozinho tem nessa vida seus maiores aprendizados: amor, companheirismo, proteção e fidelidade. Renascido novamente, ele agora é Ellie, uma fêmea que vai desempenhar um importante papel como cão de resgate salvando muitas vidas. Pensando ter encontrado o sentido de sua vida, Bailey/Ellie acredita que agora chegou ao fim, mas se vê novamente filhote. E é como Amigão que ele vai juntar toda sua experiência para enfim entender qual era seu propósito no mundo.

O livro é simplesmente lindo! E traz um diferencial – a narrativa é em primeira pessoa feita pelo cachorro!! Então o que você pode esperar da leitura? Emoção e diversão – eu ri e chorei em várias partes.

Lati durante algum tempo, mas isso de nada adiantou. Arranhei a porta, mastiguei alguns sapatos. Estraçalhei minha cama. Descobri um saco de lixo cheio de roupas, rasguei o dito cujo como Mamãe fazia e espalhei as roupas pela garagem. Fiz xixi num canto e cocô no outro. Mastiguei jornal. Derrubei minha tigela de água e comecei a mordê-la. Não havia nada para fazer.

__ Cachorro malvado, Bailey.

Fiquei atônito diante dessa falsa acusação. Malvado? Eu havia sido acidentalmente trancado na garagem, mas estava mais que disposto a desculpar todos eles. Porque me repreendiam assim, balançando o dedo na minha cara? (páginas 62 e 63)

 

Ao longo do livro, adorei os donos (Ethan, Jakob e Maya) de Bailey e o carinho que tinham pelo cão. Além disso, diversos animais estavam presentes na trama, principalmente cães com quem Bailey fazia amizade. Os gatos também eram muito engraçados e temos até a aparição de cavalos, patos e um encontro hilário com um gambá.

Eu gostava um bocado da Mãe. Minha única queixa é que quando ela saía do banheiro costumava fechar a tampa do meu balde de água. Ethan sempre deixava a tampa aberta pra mim. (página 114)

A leitura flui extremamente rápida, a narração é divertida e simples, ou seja, 100 páginas passam voando e quando você menos esperar já está nas ultimas páginas. Enfim, “Quatro vidas de um Cachorro” é uma leitura maravilhosa, com uma história incrivelmente linda.