Tag: leitura

Livro ▪ Enola Holmes: o caso do marquês desaparecido

Autora: Nancy Springer
Editora: Verus
Páginas: 179
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Depois que vi o filme “Enola Holmes”, com a Milly Bobby Brown (de Stranger Things) fiquei com muita vontade de conferir o livro, já que gostei bastante da adaptação. E aproveitei que a edição estava baratinha e comprei! E a leitura foi tão boa quanto o filme.

Em “O caso do marquês desaparecido”, Enola Holmes — irmã do famoso detetive Sherlock Holmes — descobre no dia de seu aniversário de catorze anos que sua mãe desapareceu. Por conta dessa descoberta, ela embarca em uma viagem a Londres em busca de pistas que indiquem o paradeiro da mãe. Querendo fugir dos irmãos Sherlock e Mycroft, Enola chega à capital inglesa e se vê envolvida em outro caso de desaparecimento: o sequestro de um jovem marquês.

Então, ela agora precisa achar a mãe, ajudar o marquês, fugir de assassinos e se esconder dos irmãos que estão tentando encontrá-la de qualquer forma. Porém, nessa busca, ela conta com aliado muito importante: um caderno de mensagens cifradas deixado pela mãe. Ele será seu companheiro em todas as aventuras e confusões em que a astuta Enola irá se meter.

Primeiro, a personagem é muito cativante e caiu como uma luva para a nossa querida Eleven, na adaptação. Por ter visto o filme primeiro, todo o momento eu ficava lembrando das cenas, o que me ambientou super bem durante a leitura. Para quem gosta de ação, aventura e um romance adolescente, esse livro é a dica certa!

Se você é fã da obra de Sir Arthur Conan Doyle, pode ser que estranhe essa vertente da história. Enola Holmes, escrito por Nancy Springer, é mais juvenil. Ainda assim, a trama é extremamente cativante. Os personagens secundários são igualmente interessantes, é muito bacana perceber as nuances de Mycroft e Sherlock. Um rabugento ao extremo o outro um tanto machista. Mas contribuem para o desenvolvimento da personagem título.

Se tiverem oportunidade, leiam o livro e assistam ao filme. Vai valer a pena, te garanto!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ A Garota que lê no Metrô

Autora: Christine Féret-Fleury
Editora: Valentina
Páginas: 160
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vou compartilhar uma leitura rapidinha, mas que não foi o que eu esperava. Na verdade, nem tinha grandes pretensões e a leitura se mostrou bem morna.

Publicada pela editora Valentina, “A Garota que lê no Metrô”, de Christine Féret-Fleury, conta a história de Juliette, uma jovem e solitária parisiense que leva uma vida monótona trabalhando em uma imobiliária. Sua atividade favorita é andar de metrô e observar atentamente o que as pessoas estão lendo, assim passa a imaginar a vida dessa pessoa a partir do livro que está sendo lido.

Todos têm suas particularidades, como a idosa que folheia um livro italiano de culinária e sorri diante de algumas receitas ou a garota que lê romances e sempre derrama minúsculas lágrimas quando chega à página 247. Certo dia, a jovem decide romper com a rotina e usufruir o prazer de percorrer as ruas a pé, observando o formato das nuvens, com o olhar em busca do novo. E esse desvio mudará completamente a sua vida, graças ao iraniano Soliman e sua pequenina filha Zaïde, que a tornam uma “mensageira” dos livros.

Um alerta aos leitores, o livro possui gatilhos e um momento que aborda suicídio. Portanto, leiam conscientemente. Para mim, o ponto alto da obra são as referências e citações à livros clássicos da literatura. Ficava bem feliz quando reconhecia algo. Mas a história foi bem morna, havendo pouco desenvolvimento de alguns personagens.

Acho a proposta do livro super interessante, tanto que o comprei justamente por ter gostado da sinopse, ainda não conhecia ele, nem havia visto nenhuma resenha sobre. A leitura foi bem no escuro mesmo. Mas como falei, o desenvolvimento me incomodou, apesar da leitura ter fluido, li o livro rapidinho. No final, fiquei refletindo sobre os ensinamentos da vida, talvez por isso até tenha valido a pena.

Me digam se vocês já conheciam esse livro? O que acham da ideia de espalhar o hábito de leitura?

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ Sem Ar

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Jennifer Niven me conquistou com seus dois livros – “Por Lugares Incríveis” e “Juntando os Pedaços”. Assim, quando “Sem Ar” entrou em pré-lançamento eu já estava surtando! Mas infelizmente a leitura não foi o que eu imaginava.

Passar o verão numa ilha remota não era o plano de Claudine Henry. Ela deveria estar viajando de carro com sua melhor amiga, aproveitando cada minuto antes de ir para a faculdade. Mas depois que seus pais anunciam o divórcio, o mundo dela vira de cabeça para baixo — e Claude vai parar nesse destino improvável, acompanhando a mãe que tenta se reconstruir depois da separação. Ali, a garota não tem internet, sinal de celular ou amigos. Até que conhece Jeremiah. Com o espírito livre e um passado misterioso, a química entre os dois é imediata e irresistível. Enquanto vivem aventuras pelas praias, dunas e florestas, Claude e Miah tentam não se apaixonar — afinal, esse relacionamento tem os dias contados. Mas talvez viver esse romance seja exatamente do que Claude precisa para começar a escrever sua própria história.

A leitura até que começou boa. Claude e Jeremiah formaram um casal bacana, eu estava bem embalado no início, porém a nossa protagonista Claude é um tanto chata e me irritou em vários momentos. Não vou julgar a questão psicológica da personagem, que até certo ponto, podemos entender o que ela está passando – inclusive, temos muitos gatilhos de depressão – mas ainda assim, era bem difícil aguentá-la. Em compensação Miah é ótimo e o mistério em torno dele até envolve durante os capítulos. Porém a história não foi a lugar nenhum, faltou desenvolvimento dos personagens, faltou um arco narrativo interessante. Faltou aquele tempero para dar liga!

Quando achei que iria acontecer algo, nada aconteceu e o livro acabou. Outra coisa que não curti foi a relação de Claude com a sua melhor amiga Saz – em vários momentos ela foi infantil, egoísta e extremamente abusiva. Fui ficando muito decepcionado com a personagem. Infelizmente “Sem Ar”, para mim, foi uma das decepções do ano, a expectativa estava muito alta, mas não me agradou. E lembrando mais uma vez, a história tem vários gatilhos! Esteja preparado para um drama familiar e muito pessoal, caso for ler.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais livro
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ Um de Nós é o Próximo

Autor: Karen McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 400
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Estão preparados para um novo mistério a ser solucionado no Colégio Bayview? “Um de nós é o próximo”, lançado pela Galera Record, é a sequência de “Um de nós está mentindo” (tem resenha AQUI), também escrito por Karen McManus.

Vários aplicativos de fofoca surgiram depois que Simon Kelleher morreu. Mas desde que os quatro estudantes de Bayview foram inocentados de sua morte, nada foi capaz de preencher o vazio de fofocas como ele conseguia. O problema é: ninguém mais tem os fatos. Até agora. Desta vez, não é um aplicativo: é um jogo. E quando o jogo de Verdade ou Consequência se torna mortal, qual lado você escolhe? Escolha consequência e receba um desafio para cumprir em vinte e quatro horas. Escolha verdade e… Bem, é melhor você ficar com a consequência.

Phoebe Lawton é o primeiro alvo. Caso escolha não jogar, uma verdade sobre a sua vida será revelada… E a dela é infame. Então, é a vez de Maeve Rojas, e parece que ela não aprendeu nada com os erros da primeira jogadora. Quando chega a vez de Knox, as coisas se tornam perigosas. Agora, os desafios se tornaram arriscados demais, e se tem algo que Maeve aprendeu com a irmã no ano passado é que eles não podem contar com a polícia. No entanto, eles precisam descobrir – e logo – quem está por trás do jogo, antes que seja tarde demais. Simon pode ter partido, mas há alguém determinado a manter vivo seu legado no Colégio Bayview. E, agora, com novas regras a serem aprendidas o mais rápido possível.

Depois de ter lido os livros anteriores de McManus as expetativas eram altas. E, novamente, curti a narrativa da autora. Os capítulos são narrados pelo ponto de vista de três personagens: Maeve, Knox e Phoebe. Maeve (já conhecida no 1º livro) é a irmã mais nova da Bronwyn (protagonista do 1º livro) e sente alguma pressão sobre a escolha da faculdade mas, ao mesmo tempo, não quer fazer planos para o futuro com medo que sua doença volte. Knox é o primeiro namorado da Maeve até perceberem que funcionam melhor como amigos. E Phoebe tem uma relação complicada com a sua irmã mais velha, Emma.

A história é fácil de ler e tem um ritmo tranquilo, a leitura engrenou e acabei rapidinho. A medida que vamos conhecendo a fundo os personagens, seus segredos vão sendo revelados, despertando curiosidade, principalmente para descobrir quem é a pessoa que está jogando com eles. Os personagens do primeiro livro voltam a aparecer em diversos momentos, o que causa aquela lembrança gostosa. No final, a revelação não foi tão surpreendente, porém pertinente.

Já leram “Um de Nós está Mentindo”? Pretendem ler essa continuação? Me digam o que acharam!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ Torto Arado

Autor: Itamar Vieira Júnior
Editora: Todavia
Páginas: 264
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Um livro que está fazendo um grande sucesso e conquistando a todos – merecidamente – é “Torto Arado”, de Itamar Vieira Júnior, lançado pela editora Todavida. A obra foi vencedora do Prêmio LeYa, em 2018, e do Prêmio Jaboti, ao abordar o universo rural do Brasil, colocando ênfase nas figuras femininas, na liberdade e na violência exercida sobre o corpo num contexto dominado pela sociedade patriarcal.

“Torto arado” percorre a dramática realidade vivenciada em várias partes do nordeste brasileiro, como a seca, a violência contra as mulheres, as práticas escravocratas e outros tipos de opressão no campo. A história é conduzida sob a perspectiva das irmãs Belonísia e Bibiana, que vivem na Fazenda Água Negra, no Sertão da Bahia. Ambas encontram uma velha e misteriosa faca guardada na mala da avó. Ao ocorrer um grave acidente, suas vidas estarão ligadas para sempre, a ponto de uma precisar ser a voz da outra.

Ao longo da história, vamos percebendo que Belonísia possui uma personalidade conformista, permanecendo ao lado do pai Zeca Chapéu Grande, enquanto Bibiana é mais arrojada e sensível ao mundo de injustiças que os rodeia. Belonísia mistura-se à terra arada; Bibiana junta-se à luta pela emancipação e pelo direito à terra. Vozes femininas, negras e extremamente fortes.

A narrativa é revezada entre as duas irmãs. A trama de desigualdade choca o leitor, que passa a se afeiçoar aos personagens sofridos – como os pais Zeca e Salustiana envolvidos com o curandeirismo e misticismo; a fé da avó perturbada por um passado; os vizinhos que sofrem com a violência, a fome, agressão familiar, entre tantos outros problemas.

A descrição de um sertão árido e de ambientes precários é o ponto forte do livro. Itamar nos apresenta a um meio rural tão realista e, ao mesmo tempo, poético. O desenvolvimento das protagonistas encanta – a história é uma grande metáfora de um país que ainda vive na sombra de seus antepassados. Belonísia e Bibiana crescem em um arco narrativo fantástico. Sou fã de obras que abordam realidades brasileiras e “Torto Arado” foi uma das melhores leituras até agora!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livro | Juntando os Pedaços

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Mais uma dica de leitura! Se você se emocionou com “Por Lugares Incríveis”, precisa começar a ler “Juntando os Pedaços”, da mesma autora Jennifer Niven. A história retrata muito bem a luta contra o preconceito, gordofobia e amor próprio.

Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca, mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby.

Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Assim, Jennifer Niven nos apresenta, com uma narrativa em primeira pessoa, o universo de cada um desses personagens, de modo que a cada capítulo temos Libby ou Jack narrando suas questões internas, até seus caminhos se cruzarem. Libby sonha em ser dançarina e, agora, após perder mais de 140 kg, resolveu voltar para o colégio em que estudava antes de sua mãe falecer e suas crises de ansiedade e compulsão alimentar começarem. Lá, encontra, da pior maneira possível, Jack, o garoto que secretamente não consegue gravar faces, nem mesmo de sua própria família.

“Juntando os Pedaços” me conquistou logo no começo. A narrativa envolvente e os personagens cativantes são o ponto alto. O tema é extremamente atual e necessário para discussão. O bullying é retratado de forma tocante e emocionante. Ambos os personagens desenvolvem inseguranças devido a tudo o que passaram e a forma como eles lidam com isso é o importante a se observar. Mas, por trás de toda discussão, temos uma história fofa e divertida sobre o amor – tanto o amor por si mesmo, quanto o amor doce e jovem que começa no ensino médio. Esteja preparado para juntar os pedaços após o final da leitura!

Já conheciam a literatura de Jennifer Niven? Bora ler “Juntando os Pedaços”!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livro | Leah fora de Sintonia

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Cultura
Foto: Facebook Editora Intrínseca

Oi gente!
Logo mais tem feriado prolongado para aproveitarmos bastante, mas antes disso trago uma dica literária para vocês! Há um tempinho li “Simon vs. a agenda Homo Sapiens / Com Amor, Simon” (tem resenha AQUI) e também teve o filme inspirado nesse livro. Com o sucesso, a Editora Intrínseca lançou “Leah fora de Sintonia” – uma continuação da história, mas com Leah – a melhor amiga de Simon – como protagonista.

Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Durante a leitura, vamos percebendo que a postura da protagonista é um mecanismo de defesa para as mudanças, além de uma pitada de orgulho. Leah muitas vezes dificulta as coisas para si mesma apenas por não aceitar ajuda – muitas pessoas podem se identificar. Com o decorrer da leitura deu pra entender um pouco das atitudes da personagem, quando somos adolescentes as coisas tomam uma dimensão maior e ela estava em conflito com seus sentimentos.

Preciso dizer que achei a leitura um pouco devagar. Curti mais ler “Simon”, do que “Leah”. Talvez porque no primeiro estávamos conhecendo a história, os personagens, ainda não havia identificação com eles. No segundo livro, a história traz mais do mesmo. Ela se passa exatamente após o final do primeiro livro, e não traz muitas novidades, apenas as nuances da personagem principal – que as vezes irrita, as vezes nos faz se apaixonar. Se você ainda não seu “Simon vs. a agenda Homo Sapiens” – NA MINHA OPINIÃO – não influencia tanto na nova leitura, até porque em diversos momentos a autora relembra acontecimentos da narrativa e te dá uma boa base. Se eu não tivesse lido, muito provavelmente eu entenderia esse aqui. Mas, claro que o ideal é ler todos.

Fazendo um balanço geral, é um livro bom, com vários momentos fofos e interessantes, típico romance americano teen, personagens legais, mais uma discussão leve sobre a homossexualidade, porém não foi um livro que me apeguei – fiquei com a sensação de que faltou mais. Ainda assim, quero muito o filme com a atriz Katherine Langford, urgente produção!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livro | Um de Nós Está Mentindo

Autor: Karen M. McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Galera Record / @pitacosliterarios

Oi gente!
Hoje vou trazer uma dica de leitura super bacana – Um de Nós está Mentindo, livro de estreia da autora Karen M. McManus, publicado pela Galera Record.

Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn – a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy – a patricinha, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate – o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper – o atleta, astro do time de beisebol. E Simon – o criador do mais famoso site de fofocas da escola. Antes do fim da detenção, Simon morre. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental.

Com as investigações policiais, descobre-se que Simon planejava postar fofocas bem quentes sobre todos os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato.

A história é bem clichê, com personagens típicos do high school americano – a CDF, o atleta, o delinquente e a popular – mas é aquele clichê super bem feito. E vou confessar para vocês, eu adoro um clichê bem feito! A minha leitura fluiu muito, li esse livro super rápido. E o mais legal é a construção dos personagens.

O livro é dividido em três partes, e cada capítulo é narrado por um dos suspeitos – Bronwyn, Nate, Addy e Cooper. No início fiquei um pouco perdido, sem saber quem era quem, porque a narrativa transcorre do ponto principal, mas depois você consegue se situar. E aí, a história vai aos poucos trazendo particularidades de cada um, o leitor vai descobrindo o que eles fizeram de errado, podendo traçar um perfil psicológico deles, além de perceber como que esse crime afetou diretamente a vida escolar e particular.

Sobre a solução do crime, eu achei OK. Em um determinado ponto do livro, o leitor já vai imaginando o que irá acontecer, então não tem uma surpresa com relação à revelação, mas é um final coerente e os capítulos foram bem escritos e desenvolvidos.

A edição da Galera Record é boa. Eu curti muito a capa, achei super bonitinha. Outro ponto positivo é que a cada capítulo aparece o dia e horário que aquilo está acontecendo, assim podemos acompanhar de perto o desenrolar e ter uma noção do tempo da narrativa.

Eu super recomendo “Um de Nós está Mentindo”! Era um livro que eu não apostava muito, principalmente pela premissa que poderia ser super clichê como falei, mas eu simplesmente amei!

Eaí, alguém já leu? O que acharam? Aproveitem e me sigam nas redes sociais 

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

 

#Livros | Mindhunter

Autor: Mark Olshaker e John Douglas
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente!
Hoje é dia de dica literária aqui no blog! Acabei a leitura de “Mindhunter – O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano”, escrito pelo produtor Mark Olshaker e John Douglas, fundador e chefe da Unidade de Apoio Investigativo do FBI. Confesso, que este livro estava há tempos na minha lista “PARA LER” e ainda não tinha conferido. Inclusive quis ler o livro antes de ver a série, produzida pela Netflix.

Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI. Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em “O Silêncio dos Inocentes” (inclusive o personagem foi inspirado em John Douglas, de acordo com a narrativa do livro), ele confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo alguns famosos como Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein.

Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos.

Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.

Mindhunter é um livro mega interessante – pensar que uma pessoa tinha habilidade para identificar um serial killer, descrevendo suas características físicas e psicológicas, apenas tendo algumas informações da cena do crime. Douglas conta histórias dos mais loucos crimes que resolveu durante toda a sua vida no FBI, alguns até ficamos nos perguntando por que fizeram tal barbárie, como o caso de Wayne Williams, o assassino de crianças em Atlanta. O legal é que John consegue fazer com que o leitor passe a enxergar o lado do assassino, mas não como forma de inocentá-lo, e isso ele deixa bem claro em todos os momentos do livro. A ideia central não é mostrar o que foi feito, e sim o porquê de os assassinatos terem sido executados daquelas maneiras.

Publicado pela Editora Intrínseca, o livro tem uma ótima edição. Os capítulos são bem divididos, o desenvolvimento dos crimes é bem descrito, porém a narrativa é um pouco cansativa, principalmente no final do livro – chegou uma hora que eu não aguentava mais ler, tanto que eu parei alguns dias e voltei depois. A estrutura do livro é bem diferente porque o autor divide os casos por temas e não segue uma cronologia. Há muitas idas e vindas no tempo, o que exige uma maior atenção do leitor. Ainda assim, o filme é instigante e fascinante. Fica a dia para aqueles que gostam do gênero investigativo.

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livros | Leonardo da Vinci

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.
Autor: Walter Isaacson
Editora: Intrínseca
Páginas: 640
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Saraiva | Fnac

Leonardo da Vinci – Pintor. Arquiteto. Engenheiro. Uma das mentes mais brilhantes da humanidade, autor do retrato mais emblemático da história da arte e cientista muito à frente do seu tempo.

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.

Leonardo criou duas das mais famosas obras de arte de todos os tempos, A Última Ceia e Mona Lisa, mas se considerava apenas um homem da ciência e da tecnologia – curiosamente, uma de suas maiores ambições era ser reconhecido como engenheiro militar. Com uma paixão que às vezes se tornava obsessiva, ele elaborou estudos inovadores de anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações. A habilidade para entrelaçar humanidades e ciência, tornada icônica com o desenho do Homem Vitruviano, fez dele o gênio mais criativo da história.

Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, vegetariano, canhoto, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado nesta biografia é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los. Um livro indispensável não só pelo caráter único de representar integralmente o artista Leonardo, mas como um retrato da capacidade humana de inovar, da importância de não apenas assimilar conhecimento, mas ter a disposição para questioná-lo, ser imaginativo e, como vários desajustados e rebeldes de todas as eras, pensar diferente.

Eu curti bastante a leitura, apesar de ser um livro bem extenso, que não dá para ler tão rápido porque podemos nos perder na narrativa biográfica – levei quase um mês para terminá-lo. E ainda assim, foi muito interessante conhecer mais sobre a vida de Leonardo, saber particularidades de sua vida e também os processos de criação de suas obras.

O livro não conta apenas a vida de Leonardo da Vinci, mas também faz paralelos da história da Itália e das cidades por onde passou, além de contextualizar as características do Renascentismo e retratar fielmente suas desavenças – principalmente a rivalidade com Michelangelo.  E o mais interessante é que a biografia valoriza justamente o ser humano Leonardo. Mesmo reconhecendo as grandes conquistas, ele também apresenta os seus defeitos e fracassos.

Falando da parte gráfica, a edição da Intrínseca é muito boa. Por ser um livro com muitas páginas, geralmente a lombada costuma ficar desgastada – no meu livro, não ficou! A capa também é bonita – com uma foto enigmática de Leonardo; e a diagramação também está perfeita. E preciso mencionar as ilustrações que são fundamentais para o livro.

Enfim, “Leonardo da Vinci” é um livro que não só informa, mas inspira! Vale a pena conferir o Leonardo Da Vinci desenhado por Walter Isaacson – o humano por trás do gênio.

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange