Tag: Laura Harrier

#Série | Hollywood

Oi gente!
Hollywood, nova série de Ryan Murphy para a Netflix, estreou no dia 1º de maio. A produção acompanha cinco histórias distintas que se passam em 1947, período do Pós-Guerra nos Estados Unidos, e também o auge do Star System, considerada a Era de Ouro dos estúdios hollywoodianos. Nos episódios da série, vemos o sonho e a desilusão desses personagens, que enfrentam preconceitos dos mais diversos para tentar vencer em um lugar extremamente glamouroso, mas bastante hostil.

Com 7 episódios, a série narra a história de Jack (David Corenswet), um personagem fictício que sonha em ser um grande astro das telonas, mas logo se encontra preso numa vida de gigolô, num posto de gasolina de fachada comandado por Ernie (Dylan McDermott). Logo ele conhece o roteirista Archie (Jeremy Pope), um homem negro e gay que também passa a trabalhar no local, até que seu script é selecionado pelo idealista diretor Raymond (Darren Criss), que busca trazer diversidade ao cinema. O tal roteiro é um filme inspirado na história real de Peg Entwistle, jovem atriz que cometeu suicídio, pulando da letra H do letreiro de Hollywood, em 1932. A vida deles mudará quando o filme finalmente sai do papel e estreia nas telonas com Camille Washington (Laura Harrier), uma atriz negra, no papel principal.

Importante ressaltar que grande parte das histórias contadas são fictícias, porém a produção traz alguns personagens reais como as atrizs Anna May Wong (Michelle Krusiec) e Hattie McDaniel (Queen Latifah), o agente Henry Willson (Jim Parsons) e o ator Rock Hudson (Jake Picking). E como em todas as séries de Ryan Murphy, a representatividade fala mais alto. Questões como assédio, abuso e preconceito são retratadas. Além disso, a produção traz uma direção de arte impecável, ótima trilha sonora, cenas glamurosas e sexy, e um elenco recheado de queridinhos do produtor. De longe, não é a melhor série de Ryan Murphy, mas se você gosta de cinema, pode ser que seja interessante conferir.

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#Filme | Infiltrado na Klan

Oi gente!
Bora conferir mais um filme indicado ao Oscar 2019 – hoje vou falar de “Infiltrado na Klan”, do diretor americano Spike Lee. O longa concorre em seis categorias – melhor filme, melhor diretor, ator coadjuvante (Adam Driver), roteiro adaptado, trilha sonora e edição. Lembrando que já falei de “Nasce uma Estrela” (AQUI), “O Primeiro Homem” (AQUI), “Bohemian Rhapsody” (AQUI) e “A Esposa” (AQUI)

O filme conta a história real de Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, que em 1978, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo através de telefonemas e cartas. Quando precisava estar fisicamente presente enviava seu colega policial branco Flip (Adam Driver). Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

O filme é inspirado na estética Blaxploitation, movimento cinematográfico da década de 1970 protagonizado por cineastas e atores negros, cujas produções, com uma forte temática racial, davam vazão à criatividade de artistas que não tinham o mesmo espaço na indústria cinematográfica tradicional, ocupada quase que exclusivamente por homens brancos. A fotografia, o estilo e o humor são referências diretas ao gênero, que ganha homenagens inclusive no cartaz da produção.

“Infiltrado na Klan” é um filme engraçado por boa parte do tempo, apesar de sempre tratar com seriedade sobre o tema central – o racismo (seja da comunidade negra e até mesmo de judeus).  O elenco é um destaque a parte – John David Washington tem um bom desempenho, assim como Adam Driver (talvez receba os melhores elogios), através de um personagem quase sem expressão, mas que ao mesmo tempo passa toda a verdade de uma luta. Ainda completam o casting Topher Grace (de “The 70’s Show”), Laura Harrier (de “Homem Aranha – de Volta ao Lar”), Ryan Eggold (de “New Amsterdan”) e Jasper Pääkkönen (de “Vikings”).

A direção de Spike Lee – indicado ao Oscar pela primeira vez – é digna de se elogiar também. Ele é ácido, preciso e capaz de criar uma mescla de suspense policial dramático, que te arranca risadas ao mesmo tempo que abala emocionalmente. A fotografia e trilha sonora inspirada nos anos 70 e 80 contribuem para o ótimo trabalho realizado.

“Infiltrado na Klan” é um bom filme, mas não é um dos melhores da lista. Provavelmente não terá grande expressão no Oscar, apesar de merecer mais reconhecimento. O final do longa é super bom, o que faz com que tenhamos a sensação de que é uma produção extremamente maravilhosa, mas não, apresenta alguns erros. O filme é um confronto furioso e engraçado de um tema que continua sendo muito atual.

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