Tag: katherine langford

#Livro | Leah fora de Sintonia

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Cultura
Foto: Facebook Editora Intrínseca

Oi gente!
Logo mais tem feriado prolongado para aproveitarmos bastante, mas antes disso trago uma dica literária para vocês! Há um tempinho li “Simon vs. a agenda Homo Sapiens / Com Amor, Simon” (tem resenha AQUI) e também teve o filme inspirado nesse livro. Com o sucesso, a Editora Intrínseca lançou “Leah fora de Sintonia” – uma continuação da história, mas com Leah – a melhor amiga de Simon – como protagonista.

Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Durante a leitura, vamos percebendo que a postura da protagonista é um mecanismo de defesa para as mudanças, além de uma pitada de orgulho. Leah muitas vezes dificulta as coisas para si mesma apenas por não aceitar ajuda – muitas pessoas podem se identificar. Com o decorrer da leitura deu pra entender um pouco das atitudes da personagem, quando somos adolescentes as coisas tomam uma dimensão maior e ela estava em conflito com seus sentimentos.

Preciso dizer que achei a leitura um pouco devagar. Curti mais ler “Simon”, do que “Leah”. Talvez porque no primeiro estávamos conhecendo a história, os personagens, ainda não havia identificação com eles. No segundo livro, a história traz mais do mesmo. Ela se passa exatamente após o final do primeiro livro, e não traz muitas novidades, apenas as nuances da personagem principal – que as vezes irrita, as vezes nos faz se apaixonar. Se você ainda não seu “Simon vs. a agenda Homo Sapiens” – NA MINHA OPINIÃO – não influencia tanto na nova leitura, até porque em diversos momentos a autora relembra acontecimentos da narrativa e te dá uma boa base. Se eu não tivesse lido, muito provavelmente eu entenderia esse aqui. Mas, claro que o ideal é ler todos.

Fazendo um balanço geral, é um livro bom, com vários momentos fofos e interessantes, típico romance americano teen, personagens legais, mais uma discussão leve sobre a homossexualidade, porém não foi um livro que me apeguei – fiquei com a sensação de que faltou mais. Ainda assim, quero muito o filme com a atriz Katherine Langford, urgente produção!

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#Séries | 2ª temporada de 13 Reasons Why

Oi gente!
Acabei de maratonar a 2ª temporada de “13 Reasons Why”, lançada pela Netflix. A 1ª temporada da série foi baseada no livro escrito por Jay Asher, e com o enorme sucesso, foi lançada uma continuação (que não existe no livro). E este é aquele típico exemplo de “deixa quieto enquanto está bom”.

A história gira em torno de Hannah Baker (Katherine Langford, que continua ótima) – a jovem que decide tirar a própria vida e deixa 13 fitas-cassete narrando os motivos que a levaram a isso. A continuação mostrou o julgamento do processo movido pelos pais de Hannah contra a omissão da escola Liberty. Dessa forma, a nova temporada foi narrada pelos demais personagens, mostrando as suas versões da história e como a morte de Hannah afetou suas vidas. Paralelamente, a série vai mostrando o desenrolar de um enredo a partir de imagens de polaroids que são entregues a Clay Jensen (Dylan Minnette).

Clay tenta seguir em frente namorando Skye (Sosie Bacon), uma jovem que também lida com problemas emocionais, mas segue assombrado pela presença da garota por quem era apaixonado. Literalmente: o rapaz passa a ter visões de Hannah e a conversar com ela. Mas a atenção especial é dada a história de Jéssica (Alisha Boe), que tem de lidar com sua condição de sobrevivente de estupro enquanto vê seu abusador, o atleta Bryce Walker (Justin Prentice), circular livremente pelos corredores da escola.

Na minha opinião, o maior problema da série é o roteiro, que foi mal desenvolvido. Uma história que já tinha sido muito comentada, tanto falando bem como falando mal; um assunto que precisa ser discutido, e ainda assim, o desenvolvimento se tornou arrastado – mais treze episódios foram muitos, a história teve uma barriga, cenas desnecessárias e muitas falhas de continuação.

Uma coisa interessante foi a mensagem trazida no início do primeiro episódio. Quando a primeira temporada foi lançada, muito se falou sobre ela influenciar jovens em depressão a se suicidarem. Agora, eles trouxeram parte do elenco conversando com o espectador, inclusive vou copiar todo o texto apresentado:

“13 Reasons Why é uma série de ficção que lida com dificuldades, questões do mundo real, tratando de violência sexual, abuso de substâncias, entre outros. Ao acender uma luz sob esses tópicos difíceis, nós esperamos que nosso show possa ajudar espectadores a começar uma conversa. Mas se você está lutando contra essas questões, essa série pode não ser boa para você, ou você pode querer vê-la com um adulto de confiança. Se você já sentiu a necessidade de ter alguém para conversar, aproxime-se de seus pais, amigos, um conselheiro escolar ou um adulto em que confie. Ligue para uma linha de assistência local ou vá em 13reasonswhy.info, pois no minuto em que você começa a falar sobre, fica mais fácil”.

 

Já outro ponto negativo nesta continuação é a mudança no perfil de alguns personagens. Tudo que bem que todos eles enfrentaram as consequências do que fizeram, mas alguns casos não deram certo. Courtney e Ryan, por exemplo, aparecem brevemente apenas para cumprir espaço. Cada um ganha um episódio, mas depois praticamente somem. Depois de tudo o que fizeram com Hannah na primeira temporada, viram os mocinhos inocentes dignos de pena. Zach conta que manteve um namoro com Hannah – algo que deveria ter sido exposto na primeira temporada pela personagem, já que foi um dos pontos que a magoou. E, particularmente, eu não gosto do desempenho de Dylan Minnette como Clay. Mais uma vez ele traz uma interpretação quase robótica, sem emoção.

Quem se destaca é Miles Heizer – Alex Standall; que sobreviveu à própria tentativa de suicídio, mas ficou com sequelas que vão desde perda de memória até problemas para andar; Justin Prentice – o estuprador Bryce Walker, ídolo dos times de beisebol e futebol da escola e que passa normalmente pelo julgamento como se nada tivesse acontecido; Alisha Boe – Jéssica Davis, que sofreu abuso sexual e a atriz consegue passar toda a emoção necessária; Brandon Flynn –  Justin Foley que após tudo o que aconteceu foi morar nas ruas e se tornou dependente de heroína; além da veterana Kate Walsh que vive a mãe de Hannah. Mas o grande destaque mesmo é o ator Devin Druid, que interpreta Tyler. O personagem é o que teve o melhor desenvolvimento e chances de crescimento na série. Tanto que uma cena no último episódio chocou a todos e será fundamental para a continuação, caso haja sequência.

O que aconteceu com Hannah, Jessica, Alex, Tyler e os outros, acontece diariamente com jovens ao redor do mundo. É fundamental que tenhamos tais temáticas abordadas no mundo do entretenimento, dessa forma a Netflix acertou em investir em 13 Reasons Why. O que faltou mesmo foi um bom roteiro, sem furos e mais dinâmico.

Na minha opinião acho que deveria ter uma terceira temporada. E vocês, o que acham? Aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Séries | 13 Reasons Why

“13 Reasons Why” é a nova série da Netflix que traz uma reflexão sobre o bullying na adolescência. A crítica tem se dividido bastante para elogiar ou criticar a temática. Mas, eu simplesmente amei a produção.

Uma caixa de sapatos é enviada para Clay Jensen (Dylan Minnette) por Hannah Baker (Katheriine Langford), sua amiga e paixão platônica secreta de escola. Clay se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah fora recentemente enterrada depois de se suicidar. Dentro da caixa, há 13 fitas cassete e instruções para serem passadas entre 13 amigos dos dois jovens. A gravação de cada fita explica uma razão, envolvendo um dos destinatários, pela soma das quais ela decidiu tirar a própria vida.

A série foi baseada no livro “Os 13 porquês” (“13 Reasons Why”, em inglês) de Jay Asher e também foi produzida pela atriz e cantora Selena Gomez e pelo ganhador do Oscar Tom McCarthy (“Spotlight”).

Fazer sucesso com temas bem polêmicos como depressão, estupro, suicídio, assédio e relações conturbadas entre pais e filhos adolescentes não é fácil, mas “13 Reasons Why” conseguiu essa proeza. Alguns podem não gostar, mas em apenas duas semanas, o seriado se tornou um dos maiores sucessos da Netflix. Sabe porquê? Por que traz toda a história de forma natural, sem fazer grandes alardes, mas com um toque super sensível e humano.

Outro fator que ajuda bastante é o elenco – que está bem entrosado. A novata Katherine Langford (Hannah) é uma bela surpresa e consegue emocionar com o drama de sua protagonista. Mas é Dylan Minette (Clay) quem domina a série.   Destaque também para os jovens Christian Navarro (Tony), Brandon Flynn (Justin Foley), Alisha Boe (Jéssica Davis), Miles Heizer (Alex Standall), Ross Butler (Zach Dempsey) e Devin Druid (Tyler). Além do elenco adulto que também arrasa – Kate Walsh e Brian d’Arcy James que fazem os pais de Hannah.

Para aqueles que ainda não leram o livro (o que estão esperando?) há algumas mudanças. A publicação é dividida entre os pontos de vista de Clay e Hannah – ele tentando entender; ela tentando explicar a sua verdade. Já a série foi um pouco mais além, mostrando o impacto geral com do suicídio – como se sentiu cada “amigo” que ela culpou, como ficaram seus pais e a escola. Outro ponto alterado foi a forma do suicídio – no livro Hannah havia tomado remédios, na série ela corta os punhos e sangra até a morte em uma banheira com água. Ah e por falar nisso, a cena do suicídio foi muito bem produzida – uma cena mega tensa, sem cortes nas imagens (mostra tudo, mesmo!) e com um show da atriz Katherine Langford. Outras cenas muito bem produzidas e que foram levadas à integra são as sequências de estupro, sofridas pelas personagens Hannah e Jéssica.

Mas na minha opinião, a série tem um pequeno defeito. Como são 13 porquês, os produtores fizeram 13 episódios – cada um contando um motivo. Dessa forma, achei que a narrativa ficou mais lenta. A história poderia ser contada com (no máximo) 10 episódios – seria mais compacta e ágil. Mas, como um todo, eu gostei bastante da série, chorei em vários capítulos (principalmente no episódio da fita do Clay e no episódio final). Eu acho que todos deveriam assistir “13 Reasons Why” justamente por causa da reflexão e lição de moral que a série traz. E uma dica para quem for assistir – assista sabendo que você vai ficar na maior deprê depois que acabar!