Tag: Justin Prentice

#Série | 13 Reasons Why (4ª temporada)

Oi gente!
Quem aí já terminou a maratona da 4ª temporada de “13 Reasons Why“?  A série, que abordou conteúdos sensíveis como depressão e suicídio, chegou ao final. E infelizmente precisamos dizer que a Netflix não soube lidar bem com os temas delicados que a produção se propôs a tratar. Nem vou voltar a repetir que deveria ter parado na 1ª temporada, que foi muito boa! Mas, de qualquer forma, o final não foi o maior desastre, como a 2ª e 3ª temporadas.

A narrativa começa após os acontecimentos da 3ª temporada, onde sabemos que Monty (Timothy Granaderos), que foi culpado injustamente pela morte de Bryce (Justin Prentice), acabou morrendo na prisão. Clay (Dylan Minnette) e seus amigos agora precisam seguir suas vidas, no último ano do high school. Ao longo da temporada vemos Clay sofrer de síndrome do pânico e ter várias crises de ansiedade, enquanto tenta lidar com ameaças vindas de um celular. Ao invés de confiar nas pessoas ao seu redor, o protagonista vai perdendo a linha com tudo e todos. Além disso, sabemos desde o primeiro episódio que mais um personagem irá morrer. E no desenrolar da temporada, vemos que a escola Liberty passa a sofrer com intervenções do diretor Bolan (Steven Weber), afim de trazer maior segurança aos alunos, assim como notamos a evolução de alguns personagens, como Alex (Miles Heizer), que se descobriu bissexual, tendo momentos com Winston (Deaken Bluman), até se apaixonar por Charlie (Tyler Barnhardt), deixando seus traumas para trás.

Já os demais personagens pouco evoluem em seus arcos narrativos. Jessica (Alisha Boe) passou a se envolver com Diego (Jan Luis Castellanos) – um personagem que surgiu do nada, afim de tentar descobrir informações sobre as chantagens com a morte de Monty. Tyler (David Druid) teve que se reencontrar e mostrar aos amigos que mudou. Tony (Christian Navarro) pouco acrescentou à história, até ter seu final feliz. Zach (Ross Butler) entra em um período de negação, se afundando em bebidas, o que poderia ter rendido ótimos momentos, se tivesse sido bem trabalhado. E Justin (Brandon Flynn) sonha com um futuro em uma universidade, após passar pela rehab.

Os 5 primeiros episódios são horríveis, pouco acrescentam à história, são extremamente enrolados. Os surtos do Clay acabam cansando o espectador e suas idas ao consultório do Dr. Ellman (Gary Sinise), em nada ajudam no desenvolvimento do personagem. Mas uma coisa preciso dizer, ainda bem que não insistiram com Ani (Grace Saif). Foi uma das grandes críticas que fiz na 3ª temporada, e nessa, a personagem é deixada totalmente de lado. A partir do episódio 6 a série dá uma leve melhorada em direção ao seu final. Inclusive, este capítulo que mostra uma simulação de tiroteio na escola é um dos melhores, com várias cenas interessantes, culminando num surto do Clay.

AGORA VAI UM SPOILER!  (Se ainda não assistiu, pula esse parágrafo) Chegamos ao final e descobrimos o “grande mistério” dessa temporada – quem morreu. Justin não teve o seu final feliz, seus anos nas ruas o deixou sequelas e mesmo com o tratamento das drogas, o jovem teve sua morte por conta da AIDS/HIV, que ele nunca soube ter contraído nos anos que foi garoto de programa. Entendo que a revelação aconteceu no último episódio para garantir a surpresa, mas acho que o tema poderia ter sido tratado antes, teria sido interessante. No último episódio temos a volta de alguns personagens, como Ryan (Tommy Dorfman) e Courtney (Michele Selene Ang), e até uma cena com Hannah Baker (Katherine Langford). Gostei da cena final, onde todos enterram as famosas fitas do início, foi bacana para encerrar o ciclo.

Enfim, 13 Reasons Why foi uma série problemática, que merecia ter sido muito mais. Tratando de temas fortes, a produção apenas ativou gatilhos, muitas vezes desnecessários, com passagens até irresponsáveis. Ainda bem que acabou. E lembrando que se você passa por algumas dessas questões, como depressão, converse com alguém e procure ajuda! Agora quero saber se vocês, já assistiram? O que acharam do final? Me contem nos comentários!

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#Séries | 13 Reasons Why 3

Oi gente! 
Assim que saiu a 3ª temporada de 13 Reasons Why já fiz minha maratona no fim de semana. Com 13 novos episódios abraçando uma proposta de reparação de erros, a série consegue cometer novos problemas. Após reações negativas para a temporada anterior (que não era necessária) 13 Reasons Why volta trazendo um novo mistério.

Preciso confessar que a proposta foi bem chamativa, um escape que traria uma luz no fim do túnel, podendo ser bem interessante. A nova temporada girou em torno da morte de Bryce Walker (Justin Prentice). Afinal, quem foi o responsável por sua morte? Bryce sempre foi o vilão absoluto, sem piedade, sem nuances. A segunda temporada, inclusive, reforçou todo esse maniqueísmo. Agora, a produção resolveu humanizar o personagem. Vemos um Bryce arrependido pelo que fez, tentando, à sua maneira, consertar um pouco as coisas. A face humana mostra um garoto rejeitado pelos pais, principalmente o pai, desde sua infância. Há uma tentativa de justificar todas as atrocidades cometidas pelo playboy, bem como dar um peso maior à sua morte.

Por outro lado, temos Clay (Dylan Minnette), que continua sendo o amigo que tenta salvar todos. Dessa forma, ele se torna um dos principais suspeitos pelo assassinato. Além dele, todos os demais personagens possuem motivos para terem cometido o crime e, ao longo dos episódios, são descobertos vários segredos de Jessica (Alisha Boe), Justin (Brandon Flynn), Alex (Miles Heizer), Chloe (Anne Winters), Zach (Ross Butler), Tyler (Devin Druid) e Monty (Timothy Granaderos).  Além deles, temos o surgimento de uma nova personagem Amarowat Anisia Achola (Grace Saif). Toda a temporada é narrada pela perspectiva de Ani como é mais chamada, o que trouxe um certo incômodo. Ela chega à Liberty High após os acontecimentos do baile de primavera, que deram fim à segunda temporada, e rapidamente se envolve com os personagens principais. Porém, Ani, que não é nada carismática, narra diversos fatos, sentimentos, ações de todos os outros – coisas que ela não poderia saber devido ao pouco tempo de amizade ou até mesmo pouco contato com alguns deles. Ela sabe de tudo, domina tudo, está envolvida em tudo e praticamente dita a sequência de acontecimentos.  Ficou estranho. Na minha opinião – como não souberam aproveitar Katherine Langford na temporada anterior – poderiam ter recorrido novamente a atriz para narrar em off os fatos acontecidos, sem aparecer em nenhum momento. Teria sido mais crível para a história, já que a personagem está morta. E caberia a Grace Saif apenas o “relato” final.

Além disso, todo o desenvolvimento ocorre tanto no presente como no passado. E assim, algumas cenas ficaram confusas, mesmo com a produção distinguindo as fases com alguns efeitos, como por exemplo, no passado são utilizadas cores vivas e vibrantes; no presente temos cores mais escuras para vislumbrar os sentimentos daquele momento. Além disso, o formato da tela também é diferente – no passado a cena ocorre em tela cheia; no presente temos aquelas tarjas pretas. Por outro lado, a trilha sonora é um bom diferencial e traz um certo escape positivo.

Comentando sobre o elenco, temos boas atuações. Alisha Boe traz uma nova perspectiva à sua personagem acerca da sobrevivência ao trauma, e isso é muito bem desenvolvido quando Jéssica inicia um grupo com outras pessoas que passaram por experiências parecidas. Juntas, elas buscam acabar com o machismo dentro da cultura esportiva e a impunidade aos assediadores dentro da escola.

Brandon Flynn (Justin) e Justin Prentice (Bryce) também trazem arcos interessantes de seus personagens. Mas o grande destaque é sem dúvida nenhuma Devin Druid – o Tyler é o personagem que mais teve altos e baixos, que desenvolveu um contexto interessante. No final da season anterior, ele estava prestes a entrar atirando no baile e matar vários alunos (coisa que acontece bastante nos EUA). Depois disso, ele começou a construir amizades, a evoluir como pessoa e, principalmente, a deixar a vitimização de lado e crescer perante a sociedade. Sua performance foi arrebatadora e sensível.

Foram 13 episódios com um desenvolvimento mais contido, em relação às tramas. A impressão que fica é que 13 Reasons Why não quer mais se envolver em polêmicas desnecessárias, como foi o caso da cena de suicídio da Hannah (que inclusive foi retirada pela Netflix), ou do polêmico vislumbre de um estupro explícito com o Tyler. Mas, ao mesmo tempo, parece que a série perdeu um pouco da sua audácia, apresentada no início. Não vou dar spoilers (talvez dê ), mas a achei a ideia da revelação do assassino muito interessante, porém a temporada inteira discutiu a importância da moralidade, de consequências aos atos, de sempre dizer a verdade e, no fim, é desencadeada uma grande mentira.

Com uma quarta temporada já confirmada, resta saber o que os autores pretendem fazer para dar continuidade à história.  Não acho que o que aconteceu no final seja um gancho suficiente para o que virá. Agora é esperar pela 4ª e última temporada de 13 Reasons Why.

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