Tag: Jonathan Pryce

#Filme | A Esposa

Oi gente!
Continuando os posts dos filmes que concorrem ao Oscar, hoje vou falar de “A Esposa”, longa que rendeu indicação à Glenn Close na categoria de melhor atriz – inclusive ela já venceu o Globo de Ouro e o Critic’s Choice Awards por esse papel.

O filme conta a história de Joan Castleman (Close) que há décadas é a esposa dedicada e perfeita do escritor, Joe Castleman (Jonathan Pryce). Ele acaba de vencer o Nobel de Litaratura e juntos eles partem para Estocolmo, na Suécia. Lá, ela é confrontada pelo jornalista Nathaniel Bone (Christian Slater), que quer escrever a biografia de Joe e remexe em segredos de seu passado.  Repelido educadamente por Joan, ele continuará na cola da família Castleman como um predador. No entanto, ele é apenas o agente para o desmoronamento de um mundo solidamente construído, sustentado numa grande e intolerável mentira.

Atualmente é difícil ver produções que tragam atores veteranos em papéis com grande destaque. E quando isso acontece é preciso enaltecer. A interpretação magnífica de Glenn Close é a grande razão para assistir a este drama dirigido pelo sueco Björn Runge, numa adaptação do romance homônimo de Meg Wolitzer. Simplesmente magnífica, Glenn tem grandes chances – e merecidas – de levar para casa seu primeiro Oscar, na única categoria que o filme concorre, após já ter sido indicada outras 6 vezes.

Como um todo, a direção de Björn Runge não escapa de algumas derrapadas e o roteiro é falho. O filme é um pouco parado em sua maior parte, se sustentando apenas nas boas atuações.  A narrativa da história ocorre em dois tempos – no presente, com a viagem do casal e do filho David (Max Irons), para a cerimônia e a entrega do prêmio. E no passado – por meio de flasbacks – quando o jovem Joe (Harry Lloyd) é ainda um professor que luta para escrever e ser publicado, ao mesmo tempo que se apaixona pela aluna mais talentosa, Joan (Annie Starke).

“A Esposa” é um bom drama, construído à base da consistente fotografia de Ulf Brantås. E a trilha sonora de Jocelyn Pook é dramática e acompanha harmoniosamente a dinâmica do casal. O que faltou foi um pouco de ousadia. Melancólico e representativo, o filme dá voz e empodera a mulher, ao mesmo tempo que é humano e emotivo. A história é fraca, mas conta com seguras atuações.  Jonathan Pryce – em um bom momento de sua carreira – é explosão em um retrato egocêntrico, contrapondo com Glenn Close contida, que leva o filme nas costas apenas com suas expressões verdadeiras.

Aproveite e veja os posts dos outros filmes que concorrem ao Oscar – “Nasce uma Estrela”, “O Primeiro Homem”“Bohemian Rhapsody”

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | Taboo

Oi gente,
Já faz um tempinho que estou para falar sobre a série Taboo, protagonizada e idealizada pelo ator Tom Hardy (de Mad Max) com produção do diretor Ridley Scoot (de Gladiador). Esta produção é simplesmente incrível!

A história se passa no ano de 1813, quando o aventureiro James Keziah Delaney (Hardy) retorna à Londres após viver na África por dez anos. De lá, ele traz ilegalmente 14 diamantes e tem um destino certo para as pedras: transformá-las num grande império. Muitos achavam que ele estava morto, mas agora ele herdou um pedaço de terra chamado Nootka South – um ponto estratégico na guerra entre Reino Unido e Estados Unidos. Recusando-se a vender o negócio da família para a Companhia das Índias Orientais, ele planeja utilizar suas pedras para construir um grande império naval e assim vingar a morte misteriosa do seu pai.

A história é o ponto forte da série, que traz muito mistério e um ar místico (prometo que não vou dar spoilers). E toda a produção está de parabéns – figurino, maquiagem, cenários, todos impecáveis!!

Além disso, outro grande ponto positivo é o elenco! O grande destaque fica para Tom Hardy, que está ótimo como o misterioso James Delaney. Afinal, como ele é um dos idealizadores do projeto, óbvio que o papel foi feito sob medida para ele, possibilitando que ele brilhe muito. E ainda temos um cast de peso com Oona Chaplin (de Uma Longa Jornada – e sim, ela é neta de Charles Chaplin), Stephen Graham (de Piratas do Caribe), Jefferson Hall (de Vikings), David Hayman (de The Paradise), Edward Hogg (de The Borgias), Franka Potente (de House), Jonathan Pryce (de Game of Thrones) e Michael Kelly (de House of Cards). E com um elenco desses a gente poderia pensar que alguém irá se destacar sobre outros, mas NÃO!! Todos estão incríveis e se destacam igualmente.

Para quem gosta de séries de época, essa com certeza tem que estar no topo da lista para assistir. Uma série impecável, super bem produzida, com atuações memoráveis, cenas de tirar o fôlego! Super indico!