Tag: John Lithgow

#Filme | O Escândalo

Oi gente!
Continuando a minha maratona dos filmes que concorrem ao Oscar, hoje vou falar de “O Escândalo”, que estreou nos cinemas brasileiros no dia 16 de janeiro e concorre em 3 categorias – melhor atriz (Charlize Theron), melhor atriz coadjuvante (Margot Robbie) e melhor cabelo e maquiagem. Infelizmente uma produção que não me agradou.

“O Escândalo”, filme dirigido por Jay Roach (Austin Powers), traz uma temática forte e que está em alta, principalmente em Hollywood. Movimentos como o “MeToo” e “TimesUp” continuam ganhando forma na indústria do entretenimento e as acusações contra um gigante do telejornalismo e antigo CEO da Fox News são a base para a história deste longa, baseado em fatos reais.

A produção narra os acontecimentos que levaram à demissão de Roger Ailes (John Lithgow), CEO da Fox News, após a denúncia de abuso sexual por diversas funcionárias. Assim, “O Escândalo” é contado a partir de 3 pontos de vista: o de Megyn Kelly (Charlize Theron) e Gretchen Carlson (Nicole Kidman), jornalistas reais; e o de Kayla Pospisil (Margot Robbie), personagem inventada para a história. As três personagens passam por momentos diferentes em suas carreiras – Megyn Kelly (Theron) está em sua melhor fase, no topo da carreira e é uma das profissionais mais respeitadas da área, mesmo sofrendo duras críticas por seu posicionamento político durante uma entrevista com o então candidato à presidência Donald Trump; Gretchen Carlson (Kidman) é a jornalista veterana tirada do horário nobre para apresentar um programa sem muita audiência – ela se encontra em decadência até de fato ser demitida do canal; e Layla (Robbie) é a novata recém-chegada na emissora, com grandes sonhos e ambições. Com um elenco cheio de estrelas, John Lithgow e Charlize Theron se sobressaem, entregando uma interpretação segura. Inclusive, assisti no YouTube alguns vídeos da verdadeira Megyn Kelly e posso dizer que Charlize Theron fez um excelente trabalho de caracterização – está muito parecida fisicamente e até a voz chega ser praticamente igual.

Porém, o filme é fraco em roteiro e direção. Em uma tentativa de imprimir uma imagem de um documentário descontraído, “O Escândalo” abusa de cenas com quebra da quarta parede, narrações em off didáticas, uma montagem frenética e zooms aleatórios. Os personagens não possuem uma profundidade, são totalmente rasos, não dando chance para atrizes como Nicole Kidman e Margot Robbie brilharem – na verdade Margot tem uma cena muito boa, onde sua atuação consegue trazer algo interessante para o vídeo – talvez esteja aí o porquê de sua indicação. Acho que os pensamentos, atitudes e, principalmente, a história de cada uma e suas consequentes evoluções perante os fatos ocorridos, deveriam ter sido melhor construído. Faltou a intensidade que a história propõe.

Já falei de “Dois Papas” (AQUI), “Parasita” (AQUI), “Ford Vs Ferrari” (AQUI) e “Adoráveis Mulheres” (AQUI)

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | 2ª temporada de The Crown

Oi gente,
Bora começar o ano com uma super dica! No final de 2017 eu assisti a 2ª temporada de The Crown, mas deixei para falar dela agora. A série mais cara produzida pela Netflix continua com cenários, figurinos e atuações impecáveis. E antes que eu me esqueça, a resenha tem SPOILERS!!

A série conta a história, baseada em fatos reais, da monarquia inglesa, centrada na rainha Elizabeth 2ª (Claire Foy), que está no trono britânico desde 1952, quando assumiu aos 25 anos. A nova temporada se passa entre os anos 1956 e 1963, mostrando o relacionamento da Inglaterra com outros países em eventos chaves, como a tensão com o Egito do ditador Nasser e o controle do canal de Suez, a quase conversão de Gana em uma República Socialista, a descoberta de um informante nazista dentro da alta corte inglesa durante a Segunda Guerra e a visita do casal Kennedy.

A produção também explora a vida do Duque de Edimburgo (Matt Smith), mostrando como sua infância e educação impactaram no homem, no pai e no Príncipe Consorte que viria a ser. O ator Matt Smith é um dos grandes destaques, tanto que seu personagem teve muito mais espaço e visibilidade nessa temporada, inclusive mostrando as supostas infidelidades do duque e as brigas com a rainha provocadas pela viagem de Philip ao longo de cinco meses pelos países da Commonwealth, quando fez abertura das Olimpíadas de Sydney, na Austrália.

No campo político, o recém-nomeado Primeiro Ministro, Anthony Eden (Jeremy Northam), não poderia estar em pior situação com a crise do Canal de Suez, retomado à força pelos egípcios. As coisas ficam mais complicadas para a monarquia quando Eileen (Chloe Pirrie), esposa de Mike Parker (Daniel Ings), assistente pessoal de Philip, e que também faz parte de sua viagem, decide se divorciar alegando abandono do lar, bem como adultério.

Enquanto isso, a princesa Margaret (Vanessa Kirby) segue cada vez mais deprimida com a ideia de que jamais irá se casar, enquanto espera noticias de Peter Townsend (Ben Miles), na Bélgica. Uma proposta de casamento de um amigo, seguido de um pedido de Elizabeth para adiar o anúncio até o nascimento de seu terceiro filho, bem como o inusitado encontro com o charmoso fotógrafo Anthony Armstrong-Jones (Matthew Goode), aliado à uma carta de Townsend informando seu pretenso noivado com uma jovem belga, faz com que Margaret acabe finalmente se casando com Jones. Embora investigado pelos assessores de Elizabeth, os quais descobrem vários casos amorosos da parte de Jones, ela decide não estragar novamente os planos de felicidade da irmã. A atriz Vanessa Kirby novamente está incrível como a irmã da rainha e é outro grande destaque.

Vale destacar também o episódio onde houve um flashback envolvendo Winston Churchill e o rei George VI, servindo para matarmos a saudade de John Lithgow e Jared Harris. Outro momento deleitável da série traz mais uma vez o confronto entre Elizabeth e Philip, desta vez no que diz respeito à educação de Charles (Billy Jenkins). Ao final, no auge de mais crise política que pode se tornar escândalo real, uma foto comprometedora de uma festa patrocinada pelo osteopata de Philip envolvendo prostitutas e espiões russos vem à tona, aliada ainda à renuncia ao cargo do Primeiro Ministro, Harold MacMillan (Anton Lesser). Agora, Elizabeth, grávida de seu quarto filho, isola-se no interior, enquanto suspeita cada vez mais da infidelidade do marido.


The Crown teve uma 2ª temporada “mais política”. Tudo bem que trata-se de uma série biográfica, com fatos que realmente aconteceram, mas achei que esta temporada não abordou tantos assuntos como a primeira. Os episódios do meio da temporada tiveram uma barriga, sendo necessário que alguns assuntos demorassem para se desenvolver. Ainda assim, o roteiro foi muito bem desenvolvido e com atuações impecáveis, principalmente Claire Foy, que se despede da personagem a qual lhe rendeu um Globo de Ouro em 2017. A terceira temporada deverá trazer novos atores nos papéis principais.

Gostaram da dica? Quem aí assiste The Crown? Leia a crítica da primeira temporada AQUI!

Instagram do Entrelinhas Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | The Crown

Aproveitei o fim de semana para assistir algumas séries, entre elas – The Crown – o drama mais caro já produzido pela Netflix. Filha do rei George VI (Jared Harris), Elizabeth II (Claire Foy) sempre soube que não teria uma vida comum. Após a morte do seu pai em 1952, ela dá seus primeiros passos em direção ao trono inglês, a começar pelas audiências semanais com os primeiro-ministros ingleses. Ela assume a coroa com apenas 25 anos, mas com grandes compromissos, vêm grandes responsabilidades.

Fiquei curioso para assistir essa série depois dela ter vencido o Globo de Ouro 2017, nas categorias melhor série dramática e melhor atriz em série dramática para Claire Foy. A produção foi projetada para ter 60 episódios em seis temporadas de 10 cada uma, com a primeira lidando com os primeiros poucos anos da coroação precoce de Elizabeth Windsor depois da morte de seu pai, não muito tempo após seu casamento em 1947 – por amor – com Philip (Matt Smith), membro da família real “estendida”, mas originário da Grécia.

A atriz Claire Foy está maravilhosa como a rainha Elizabeth II. Sua expressão, comportamento, gestos e falas merecem grandes elogios. Mas o grande destaque é o experiente ator John Lithgow, que interpreta o primeiro ministro Winston Churchill – simplesmente PERFEITO – e olha que retratar uma das figuras mais importantes da história da Inglaterra de maneira imponente não é fácil! Também não posso deixar de elogiar a atriz Vanessa Kirby, como a princesa Margaret. A sua história ganha espaço ao longo dos episódios e as cenas de embate entre as irmãs são espetaculares.

Por fim, o grande charme são os figurinos luxuosos e encantadores. Além de exprimir beleza e fidelidade, as roupas criadas por Michele Clapton (vencedora de 3 Emmys por Game of Thrones) ajudam a transmitir as personalidades de cada personagem. Um bom exemplo é a clara distinção entre Elizabeth e sua irmã, princesa Margaret – uma é dona de roupas mais sérias, enquanto a outra esbanja figurinos extravagantes e modernos.

Até o momento a Netflix ainda não anunciou a data de estreia da 2ª temporada, mas estou mega ansioso para conferir a continuação dessa série!