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#Série | Stranger Things 3

Oi gente!
Quem acompanhou meus stories na última semana viu que eu aproveitei o feriado prolongado para assistir a 3ª temporada de Stranger Things – uma das minhas séries preferidas, lançada pela Netflix. Com uma trama mais contida e um roteiro bem amarrado, a produção com oito episódios.

Nesta nova fase, acompanhamos cinco linhas narrativas. A primeira com as crianças – não tão crianças mais – Mike (Finn Wolfhard), Will (Noah Schnapp), Lucas (Caleb McLaughlin), Max (Sadie Sink) e Eleven (Millie Bobby Brown) descobrindo as novas perspectivas da adolescência. A segunda traz o quarteto Steve (Joe Keery), Dustin (Gaten Matarazzo), Erica (Priah Ferguson) e Robin (Maya Hawke – para quem não sabe, ela é filha dos atores Ethan Hawke e Uma Thurman) desenvolvendo uma investigação pelo shopping Starcourt após interceptarem uma conversa russa. A terceira linha narrativa acompanha o elenco adulto – Hopper (David Harbour) e Joyce (Winona Ryder), que fica intrigada com os imãs de não fixam em sua geladeira, desenvolvendo outra investigação, enquanto fogem de um assassino russo que faz total referência ao personagem de Arnold Schwarzenegger em O Exterminador do Futuro. Outra linha acompanha Nancy (Natalia Dyer) e Jonathan (Charlie Heaton) no mercado de trabalho machista, onde ela tenta se impor e acaba ferrando tudo. E por fim, Billy (Dacre Montgomery) intensifica o arco sombrio da trama, que acompanha o Devorador de Mentes, com a intenção de possuir todos os habitantes da cidade.

É importante ressaltar como os produtores – os irmãos Duffer – construíram uma trilha narrativa extremamente competente e, principalmente, souberam aproveitar o que a série tem de melhor – a referência aos anos 80 e a capacidade dos personagens em conquistar o público.

Eu gostei bastante da relação construída nessa temporada entre as meninas – Max e Eleven, afinal de contas elas estão crescendo, surgem os namoros – era natural elas se aproximarem, e essa aproximação foi muito bem desenvolvida. Outra relação que já havia sido construída na temporada anterior e que deu muito certo foi entre Dustin e Steve. Em um primeiro momento fiquei receoso que o Dustin não seguiria com o restante dos meninos, mas acho que foi até melhor assim – o quarteto formado ganhou muito destaque – talvez até se tornando a melhor linha narrativa – e o surgimento das meninas foi essencial. Maya Hawke chegou para brilhar na trama e Priah Ferguson ganhou bastante destaque, após surgir na temporada anterior e conquistar todo o público com a engraçada e NERD Érica.

Para quem esperava que os produtores iriam continuar desenvolvendo a história da Eleven e as demais crianças que serviam como experimentos – como a Eight que apareceu em um polêmico episódio da segunda temporada – acabou não acontecendo. É bem provável que isso possa retornar na season 4.

Considerando que no 3º ano possui mais personagens dentro do círculo, é impressionante observar como os diálogos permanecem fluidos, consistentes e trazem uma maturidade que não só é originada pela passagem do tempo, mas principalmente pelas vivências que o público pode acompanhar desde a 1ª temporada. O crescimento dos garotos não só é apresentado pela mudança física ou no tom de voz, mas pelo modo como reagem às adversidades em conjunto.

Além da alta qualidade no roteiro que mescla fantasia, drama e tensão na mesma intensidade, Stranger Things parece estar cada vez mais à vontade para explorar o mundo de referências contidas nos anos 80. A produção continua impecável – o shopping é um dos pontos altos; a trilha sonora sempre maravilhosa, as roupas em tons neon, com muitas cores, estampas deixa tudo ainda mais bonito.

Com um final bombástico que promete deixar muitos fãs inconsoláveis, a série da Netflix se fortalece como uma das melhores coisas da televisão. Com uma cena pós-créditos que mostra um velho conhecido dos nossos protagonistas, Stranger Things finaliza com uma boa evolução, fazendo com que criemos diversas teorias para o que aconteceu. Prepare-se para rir e se emocionar!

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