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#Séries | 5ª temporada de House of Cards

Hoje é o dia de falar da 5ª temporada de “House of Cards”. A Netflix lançou a nova temporada no dia 30 de maio e confesso que não gostei muito, inclusive demorei bastante para assistir todos os 13 episódios – não rolou aquela maratona básica.

Por favor, fãs da série não me matem, mas esta foi a PIOR temporada de todas!! E lembrando que a quarta temporada terminou incrível, com um mega clímax para a nova, mas a qualidade da narrativa caiu muito. Inclusive me surgiu uma dúvida com relação à produção – fiz uma pesquisa rápida – e descobri que o criador da série Beau Willimon saiu dando lugar a Melissa James Gibson e Frank Pugliese. Realmente acho que essa troca influenciou muito na qualidade da produção.

Os primeiros episódios foram bem chatos, com uma narrativa arrastada – parecia que eles estavam enrolando o máximo possível, espremendo até sair aquela última gota. No meio da temporada começou a melhorar.

Nesses novos episódios, o público acompanhou a trajetória e a ascensão da única pessoa capaz de derrotar Frank Underwood (Kevin Space): a sua amada esposa Claire (Robin Wright). A trama começa no auge da corrida presidencial pela reeleição de Underwood. Para ganhar a disputa, ele recorre à diversas artimanhas, como abuso de poder e ameaças de terrorismo. Apesar do mecanismo das eleições dos Estados Unidos ser de difícil compreensão, é interessante acompanhar o processo político principalmente após a posse controversa de Donald Trump. Depois derrotar o candidato republicano Will Conway (Joel Kinnaman), Frank Underwood agora precisa se preocupar com os escândalos envolvendo seu governo, além das investigações realizadas pelo editor do jornal The Washington Harold, Tom Hammerschmidt (Boris McGiver).

Nem preciso comentar o show de interpretação de Kevin Space e Robin Wright. Os dois – como sempre – estão perfeitos como Frank e Claire. Por isso, vou dar mais destaque aos elogios a outros atores. Neve Campbell (LeAnn Harvey) e Michael Kelly (Doug Stamper) roubam a cena – seus personagens começam brigando, mas depois vão se envolvendo – vale destacar a evolução dos dois atores.

Jayne Atkinson continua perfeita como a Secretária de Estado Cathy Durant – inclusive ela ganha mais destaque ao manter uma relação dúbia com o presidente Underwood. E por fim, dois atores novos na história – Patricia Clarkson e Campbell Scott Michael se destacam na metade final da temporada. Ela é uma mulher com ótimos contatos e que passa a influenciar as decisões de Claire. Já ele é o chefe de campanha republicano Mark Usher que passa para o lado democrata.

A grande novidade fica por conta de Claire conversando com tela como o Frank faz desde do episódio piloto. Acredito que seja uma tática para mostrar que a personagem terá ainda mais espaço e também demostrar que será igualzinha ao marido. Inclusive tem uma cena (na qual não darei SPOILERS) entre Claire e o escritor Tom Yates (Paul Sparks) super chocante!

Enfim, apesar de não ter curtido muito essa temporada, House of Cards ainda é uma das minhas séries preferidas. Agora nos resta aguardar mais dolorosos 12 meses para a Netflix lançar a 6ª temporada.