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#Séries | The Resident

Oi gente!
Estão preparados para mais uma dica super bacana de série!! A produção que vou falar hoje foi uma das que eu mais gostei nesta fall season, já está no meu TOP 5 das séries que acompanho.

Se você curte ER Plantão Médico, Grey’s Anatomy ou Chicago Med com certeza irá gostar de The Resident, que apresenta o dia a dia de uma equipe de jovens médicos recém saídos da universidade, cheios de sonhos e expectativas, prontos para viver a dura realidade de um hospital, vivenciar coisas que não existem nos livros ou salas de aula.

A história acompanha o jovem médico Dr. Devon Pravesh (Manish Dayal) que começa o seu primeiro dia de trabalho sob a supervisão do brilhante e frio residente Dr. Conrad Hawkins (Matt Czuchry), mas o dia a dia no hospital Chastain Park Memorial pode ser mais difícil do que ele imagina. Entre salvamentos e perdas, o novato percebe que a suas expectativas sempre são frustradas.

Com pinta de bad boy, Conrad pode ser problemático, mulherengo mas é o residente mais competente do hospital, extremamente preocupado com seus pacientes, além de ser muito inteligente. Ele se envolve com a enfermeira Nic Nevin (Emily VanCamp), uma dedicada profissional que mescla o trabalho com o doutorado e entende bastante do que faz. Os dois vivem um relacionamento “cão e gato”.

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Em contraponto, Dr. Bell (Bruce Greenwood) é um cirurgião de renome que atualmente vive uma situação delicada, haja vista a tremedeira nas mãos que indicam Parkinson e provavelmente o impedirá de atuar como médico. Já tentou diversos medicamentos que na realidade pioram os tremores, mas mesmo depois de vários acidentes e erros médicos em suas cirurgias, ele ainda tem muito prestígio e é praticamente intocável. Tendo uma reputação a zelar, e mesmo sendo odiado por todos no Hospital, Dr. Bell se alia a Dra. Lane Hunter (Melina Kanakaredes), uma oncologista com passado sombrio que também visa apenas o lucro. Com uma história bem criada, a série ainda discute temas com críticas sociais como os estereótipos em relação aos grupos étnicos; o ódio aos imigrantes; o drama dos planos de saúde e seus valores exorbitantes; a carga horária de trabalho abusiva, os mandos e desmandos dos poderosos; a corrupção na administração, dentre tantas outras discussões.

Resultado de imagem para the resident melina kanakaredes e Bruce Greenwood

Gente, como eu estava com saudades de acompanhar Emily VanCam. Eu era mega fã de Revenge e vê-la novamente em uma série me alegrou bastante. O mesmo digo para Melina Kanakaredes – a detetive Stella Bonasera de CSI NY. Emily e Melina formam a principal rivalidade da história, visto que Nic não vai com a cara de Lane e a investiga até que consegue descobrir o seu grande segredo. Nick, Conrad e Devon unem forças para derrubar Dra. Lane e Dr. Bell, iniciando uma verdadeira guerra nos bastidores do hospital.

Temos também outros destaques no elenco como Shaunette Renée, que atualmente pode ser vista em Pantera Negra e interpreta a Dra. Mina Okafor, uma médica residente e com personalidade forte. Segura, a atriz manda super bem no papel de maior destaque em sua estreia na TV americana.

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Com relação ao enredo, a série consegue trazer uma originalidade, mesmo com tantas produções com temática médica. A história tem o seu drama necessário, mas também traz ação e cenas muito bem dirigidas, além de uma história viciante. A cada semana, assim que via o episódio, já queria ver o seguinte e tinha que esperar com a maior expectativa. A produção tem um ritmo direto, fazendo uma ótima crítica social com um desenvolvimento mais realista.

The Resident foi muito bem na audiência americana e a FOX já garantiu uma segunda temporada – o seriado tem uma média de mais de 10 milhões de espectadores. Ágil, envolvente, forte e ousada, com um ótimo elenco incluindo Emily VanCamp, a série tem 14 episódios em sua primeira temporada é uma ótima opção para os amantes das tramas médicas.

Já assistiram The Resident? Também estavam com saudades da Emily VanCamp? Pretendem ver?  Me digam nos comentários!! E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Séries | The Gifted

Oi gente!
Nas últimas semanas, quem acompanha o blog viu que eu postei as resenhas dos principais filmes que concorreram ao Oscar 2018. Por ter me dedicado a esses posts, acabei deixando de lado algumas indicações de séries. Mas fiquem tranquilos, vou trazê-las agora para vocês.

A primeira que vou falar é “The Gifted”, baseada no universo dos X-Men, e que eu curti muito!! A trama inicialmente gira entorno da família StruckerReed (interpretado por Stephen Moyer) é um promotor de justiça de uma força-tarefa antimutante que descobre que seus filhos, Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy (Percy Hynes White) são mutantes, gerando assim um dilema e forçando-o a levar sua família a um lugar seguro. Junto com sua esposa Caitlin (Amy Acker), o quarteto é acolhido por um grupo clandestino de mutantes. Para os fãs dos quadrinhos, a série é um prato cheio já que, ao longo da trama, diversos personagens familiares ganham vida. O núcleo principal da resistência é formado por personagens populares no papel, como Polaris (Emma Dumont), Eclipse (Sean Tale), Blink (Jamie Chung) e Pássaro Trovejante (Blair Redford) – ao longo da trama chegam ainda nomes como Sábia (Hayley Lovitt) e as irmãs Frost (Skyler Samuels).

Um dos destaques na série – Lorna Dane, a Polaris, é uma das protagonistas – para quem não sabe, ela é filha do Magneto e tem poderes similares. A série de Matt Nix a transforma também em uma personagem fascinante, interpretada com garra por Emma Dumont.

Os representantes do governo Jace Turner (Coby Bell) e Dr. Campbell (Garret Dillahunt) foram bons antagonistas aos mutantes. Motivado pela morte da filha, o Agente Turner protagonizou bons momentos durante sua caçada implacável. Em determinado ponto, a trama humanizou o personagem e trouxe de volta a realidade.

Quando pensaríamos que em 2017 haveria boas séries de mutantes na televisão, e  ainda mais pelo canal FOX, logo após os flops mutantes no cinema, não é mesmo? A 1ª temporada apresentou um produto com potencial de desenvolvimento e exploração. A produção foi caprichada, com ótimo efeitos especiais, uma história ágil, com diversas reviravoltas e aquela ótima sensação de nostalgia. “The Gifted” tem apenas 13 episódios, portanto dá para fazer aquela maratona básica. Vale ressaltar que também em 2017, no FX – canal fechado da própria Fox -, estreou Legion (resenha AQUI), outra série pertencente ao universo X-Men.

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#Séries | Feud

Uma das melhores séries do ano é, com certeza, a genial “Feud”. Produzida pelo premiado Ryan Murphy, de “Glee”, “American Horror Story” e “American Crime Story”, a série conta em oito episódios a clássica rivalidade entre duas estrelas de Hollywood – Bette Davis e Joan Crawford.

Joan Crawford (Jéssica Lange) e Bette Davis (Susan Sarandon) são dois nomes muito conhecidos, não somente por suas carreiras nas telonas, mas também pela lendária rivalidade que existe entre elas. Desavenças à parte, as duas resolveram se unir em 1962 para estrelar um filme, que mais tarde seria aclamado pelas críticas – “O que terá acontecido a Baby Jane”. A tensão entre as duas, no entanto, é só um exemplo do que há nos bastidores. O mundo dos famosos é ainda mais agitado.

“What Ever Happened To Baby Jane” (nome original), dirigido por Robert Aldrich, hoje em dia é tratado como um referencial de cinema, mas na época foi lançado como Filme B, sem muito reconhecimento crítico, algo recorrente em produções de horror. Tanto que na época em que foi filmado, ninguém acreditava em seu sucesso, já que Bette Davis e Joan Crawford já estavam próximas do “fim da carreira” – naquele momento os filmes de grande sucesso traziam atrizes novas como Marilyn Monroe.

Não se sabe ao certo o que deu início a essa famosa e lendária rixa – e a série também não tenta explicar os motivos – mas as duas grandes estrelas dos anos 30 e 40 sempre competiram por papéis principais. Bette era a estrela da Warner, enquanto Joan era a menina dos olhos da MGM. As duas nunca se gostaram, e apesar de terem muito em comum, viviam dando declarações de mau gosto sobre a outra. Bette, com anos de experiência no teatro, costumava dizer que Joan, que tinha sido dançarina antes de atuar, não tinha talento e baseava sua carreira na beleza. Podia ser dor de cotovelo, já que beleza não era mesmo o forte de Bette, mas a verdade é que ambas eram excelentes atrizes, cada uma à sua maneira. Vale destacar uma cena no primeiro episódio onde Olivia de Havilland (Catherine Zeta Jones) diz que “rivalidades não são sobre ódio, mas sim sobre dor; e que a relação entre as duas atrizes tomou proporções bíblicas”.

E embora boa parte do material promocional de “Feud” tivesse foco nos bastidores de Baby Jane, a série consegue cobrir uma parte considerável da vida das atrizes após o lançamento do longa. E também traz grandes momentos da história do cinema – como a entrega do Oscar em 1963, ano em que Bette Davis concorreu na categoria de melhor atriz por Baby Jane e Joan Crawford foi ignorada pela academia. E o que ocorreu? Joan fez a maior campanha pela derrota de Davis – que aconteceu – a vitoriosa foi Anne Bancroft, que não compareceu à cerimônia, mas foi representada por Crawford. Além disso, outras passagens memoráveis são referentes às propagandas da Pepsi nos bastidores de Baby Jane e também todo o empasse na produção do filme “Hush…Hush, Sweet Charlotte” (“Com a Maldade na Alma”), que também reuniria as duas atrizes – o que nunca aconteceu devido a uma doença de Crawford.

Além dessa produção super caprichada, o que mais chama atenção é o grande elenco. Para viver as duas vencedoras do Oscar – Joan Crawford em “Alma em Suplício” (1945) e Bette Davis em “Perigosa” (1935) e “Jezebel” (1938) – temos outras duas atrizes, também vencedoras do Oscar – Jéssica Lange por “Tootsie” (1982) e “Céu Azul” (1994) e Susan Sarandon por “Os Últimos passos de um Homem” (1995). Completam o elenco Judy Davis (como a jornalista Hedda Hoper), Alfred Molina (o diretor Robert Aldrich), Stanley Tucci (Jack Warner, dono dos estúdios Warner Brothers), Alison Wright (Pauline), Kiernan Shipka (B.D, filha de Davis), Dominic Burgess (como o ator Victor Buono), Emma Thompson (Mamacita), Kathy Bates (como a atriz Joan Blondell), Serinda Swan (como a atriz Anne Bancroft), Sarah Paulson (a atriz Geraldine Page) e Catherine Zeta Jones (como a atriz Olivia de Havilland). Uma curiosidade: o elenco feminino da série possui 6 estatuetas do Oscar – Jéssica Lange (2), Susan Sarandon (1), Emma Thompson (1), Kathy Bates (1) e Catherine Zeta Jones (1).

Feud é o tipo de série que pela história de rivalidade e a qualidade de produção, atinge e agrada a todos os públicos, mas não existirá um cinéfilo que não seja tocado por esta produção.  E a FX já anunciou que “Feud” terá uma segunda temporada mostrando a relação conturbada de Príncipe Charles e a Princesa Diane. Já estou esperando ansioso!!