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#Filme | Querido Menino

Oi gente!
Passamos pela maratona do Oscar, agora vou trazer para vocês outros filmes que estrearam neste período – alguns até chegaram a concorrer em algumas categorias da premiação. Hoje vou falar do filme “Querido Menino”, um drama dirigido pelo belga Felix van Groeningen, com Steve Carell e Timothée Chalamet no elenco, que estreou nos cinemas no dia 21 de fevereiro. O longa esteve presente nas principais premiações do cinema (com exceção do Oscar), com a indicação do jovem Timothée Chalamet – que já havia agradado público e crítica ano passado com “Me Chame pelo seu Nome”.

O filme conta a história de David Sheff (Steve Carell), um conceituado jornalista e escritor que vive com a segunda esposa e os filhos. O filho mais velho, Nic Sheff (Timothée Chalamet), é viciado em metanfetamina e abala completamente a rotina da família. David tenta entender o que acontece com o filho, que teve uma infância repleta de carinho e suporte, ao mesmo tempo em que estuda a droga e sua dependência. Nic, por sua vez, passa por diversos ciclos da vida de um dependente químico, lutando para se recuperar, mas volta e meia se entrega ao vício.

A história é baseada em fatos reais e foi adaptada dos livros “Beautiful Boy”, de David Sheff, e “Tweak”, de Nic Sheff. A premissa do longa é muito boa – a luta de um pai para livrar o filho do vício das drogas. É a típica história que faz o espectador se emocionar, tanto que minhas expectativas para o filme eram altas, porém a experiência acaba frustrando um pouco.

O grande destaque é o elenco. Responsável pelo aclamado “Alabama Monroe” (2012), o diretor Félix van Groeningen estreia no cinema norte-americano apoiando-se em dois nomes fortes – Steve Carell, mais conhecido pelas comédias escrachadas e que atualmente tem investido em ótimos dramas como “Foxcather: Uma História que Chocou o Mundo” (2014), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar, além de Timothée Chalamet, que encara seu primeiro desafio após o premiado “Me Chame Pelo Seu Nome” (2017). Carell nos entrega uma interpretação contida – o que não é uma crítica – porque isso faz com que seu personagem cresça. Já Chalamet rouba todas as cenas do filme com uma interpretação segura, forte e de extrema qualidade, tanto que tem sido indicado às premiações na categoria de ator coadjuvante. O personagem tinha tudo aos seus pés e, mesmo assim, decidiu abrir mão dessa vida aparentemente perfeita para mergulhar num caminho sem fim. E é nessa parte que talvez o filme peque. A produção poderia ser melhor – tudo bem que o ator passou por uma pequena transformação, emagreceu muito para compor o personagem, mas ainda assim faltou um pouco mais de caracterização de uma pessoa que vive drogada. Temos outros filmes maravilhosos que retratam o mesmo tema com perfeição.

O elenco coadjuvante também é bom. A mãe, interpretada por Amy Ryan, é quase um detalhe – os dois estão separados, e ela se mudou para outro estado – enquanto que a madrasta, aqui na pele da excelente Maura Tierney, é respeitosa e incisiva na medida certa. É dela, aliás, uma das cenas mais comoventes do filme. O roteiro também é um problema em alguns momentos – o início é extremamente parado, a narrativa linear cansa após algum tempo. Ainda assim temos cenas maravilhosas, bem dirigidas e bem atuadas – como a conversa entre pai e filho em uma cafeteria, onde Nic, sob o discurso de que “está tudo bem, busca mais dinheiro com o pai para seguir se drogando, culminando em uma discussão extremamente maravilhosa. É de uma maturidade artística impressionante. Têm outras cenas em que a direção mostra explicitamente o uso de drogas, mas sem banalizar o tema.

A trilha sonora também é bem composta – “Beautiful Boy” (título original) é uma referência ao livro adaptado, mas também é uma alusão à clássica canção de John Lennon (feita para o filho Sean). A música não só está presente no longa, como surge num momento delicadíssimo, na voz de Carell.

“Querido Menino” se mostrou um filme tímido, que poderia ter sido bem mais do que foi. Ainda assim é uma oportunidade de se emocionar em alguns momentos, com uma atuação (quase) impecável de Steve Carell e Timothée Chalamet. É um filme pouco profundo, mas não é tão exagerado.

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#Filme | Roma

Oi gente!
Bora conferir mais um filme indicado ao Oscar 2019 – hoje vou falar de “Roma”, do diretor mexicano Alfonso Cuarón. O longa recebeu o maior número de indicações (assim como “A Favorita”) concorrendo em dez categorias – melhor filme, melhor direção, atriz (Yalitza Aparicio), atriz coadjuvante (Marina de Tavira), roteiro original, filme estrangeiro, direção de arte, fotografia, edição de som e mixagem de som. Lembrando que já falei de “Nasce uma Estrela” (AQUI), “O Primeiro Homem” (AQUI), “Bohemian Rhapsody” (AQUI), “A Esposa” (AQUI), “Infiltrado na Klan” (AQUI), “A Favorita” (AQUI), “Vice” (AQUI) e “Green Book – O Guia” (AQUI).

O vencedor do Oscar Alfonso Cuarón (por Gravidade, em 2014) está de volta com mais uma obra prima e, novamente, com grandes chances de vencer a categoria neste ano. Inclusive, nos últimos anos, o prêmio de melhor direção foi dominado pelos mexicanos – Cuarón venceu em 2014; Alejandro González Iñárritu ganhou dois anos seguidos 2015-2016; e no ano passado quem levou a melhor foi Guillermo del Toro. Curiosidades a parte, Cuarón é favorito pois trouxe um filme emocionante – quase uma cinebiografia, já que a produção é consolidada a partir de memórias da infância do diretor.

Ambientado no México do início dos anos 1970, “Roma” narra a história de Cleo (Yalitza Aparicio), uma empregada e babá, que trabalha na casa de uma família de classe média. Sua patroa Sofia (Marina de Tavira) enfrenta problemas no casamento ao mesmo tempo que precisa cuidar dos quatro filhos, com o auxílio da empregada. Em um período conturbado da história mexicana, Cleo precisa enfrentar um grande dilema.

O longa pode fazer história no Oscar 2019 – vencer na categoria de melhor filme estrangeiro (o que é praticamente certo), além da categoria principal de melhor filme. Se isso acontecer também será a primeira vez que uma produção do serviço de streaming (Netflix) leva o principal prêmio da noite.

Vencer não seria surpresa. A produção é simplesmente impecável. Cada plano é brilhantemente pensado, com cenas longas em planos sequência, diálogos que retratam o cotidiano, com boas atuações. Yalitza Aparicio talvez seja o melhor acontecimento. A mexicana que era professora, da noite pro dia virou estrela de cinema e até ganhou uma indicação ao Oscar, desbancando outras atrizes que eram favoritas como Emily Blunt (de O Retorno de Mary Poppins). Com uma atuação segura e emocionante, ela nem precisa de falas para ser o grande destaque em “Roma”. Já a experiente Marina de Tavira também conseguiu uma indicação – na minha opinião desnecessária – e não tem grandes chances.

“Roma” é uma narrativa sobre o amor em suas diversas facetas. Alfonso Cuarón volta a impactar com uma história comovente e de cunho social. Não é meu filme favorito no Oscar (a minha torcida é de Green Book), mas se vencer será por grandes méritos.

#Filme | Green Book – O Guia

Oi gente!
Bora conferir mais um filme indicado ao Oscar 2019 – hoje vou falar de “Green Book – O Guia”, do diretor Peter Farrelly. O longa concorre em cinco categorias – melhor filme, melhor ator (Viggo Mortensen), ator coadjuvante (Mahershala Ali), roteiro original e edição. Lembrando que já falei de “Nasce uma Estrela” (AQUI), “O Primeiro Homem” (AQUI), “Bohemian Rhapsody” (AQUI), “A Esposa” (AQUI), “Infiltrado na Klan” (AQUI), “A Favorita” (AQUI) e “Vice” (AQUI).

Confesso que “Green Book – O Guia” me surpreendeu bastante. Eu não estava com grandes expectativas e a produção se mostrou excelente. O filme se passa no final dos anos 60, quando os Estados Unidos ainda era uma nação segregada, com o sul do país extremamente racista. Se um negro precisasse viajar pelos estados sulistas, poderia acabar espancado ou morto, tamanho o preconceito da região. Para ajudar, foi criado o Green Book (Livro Verde), que trazia uma lista de restaurantes e hotéis que aceitavam afro-americanos.

É onde o filme começa. Baseado em uma história real, Tony Lip (Viggo Mortensen) aceita um trabalho que foge de seu cotidiano: levar o Dr. Don Shirley (Mahershala Ali), um pianista negro mundialmente famoso, em uma turnê de Manhattan ao Sul dos Estados Unidos – usando o Green Book para guiá-los aos poucos estabelecimentos da região que eram seguros. A transformação de Tony, de um conservador racista em alguém mais tolerante é um dos caminhos percorridos, mas não o único. Dr. Shirley também muda ao embarcar na jornada ao lado do motorista. Totalmente diferentes, os dois vão deixando de lado as diferenças para sobreviverem ao racismo.

Conhecido pela direção de comédias de sucesso como “Debi & Lóide”, “Quem vai ficar com Mary?” e “Eu, Eu Mesmo & Irene”, sempre na companhia do irmão Bobby, Peter Farrelly faz sua estreia como diretor-solo. E que estreia! O filme é muito bem construído, consegue passar com sutileza uma mensagem de luta e superação, além de ter ótimas interpretações de Viggo Mortensen e Mahershala Ali.

Vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante em 2017, pelo filme “Moonlight”, Mahershala Ali é o grande favorito na mesma categoria na premiação deste ano. O ator já levou outros prêmios como o Globo de Ouro e o SAG – com grandes méritos. Uma interpretação segura e maravilhosa. Mesmo com grande tempo de vídeo, é aposta certeira para o Oscar de coadjuvante. Já Viggo Mortensen tem um caminho mais difícil ao concorrer com Christian Bale (Vice) e Rami Malek (Bohemian Rhapsody), mas ainda assim corre por fora na categoria principal de atuação. O ator de “Senhor dos Anéis” também faz um trabalho brilhante – talvez o melhor em sua carreira.

“Green Book” consegue emocionar o espectador do começo ao fim, com uma história sensível e dramática na medida certa, com leves toques de humor, um elenco afiado e uma direção competente. A produção se torna cativante porque nos faz rir mesmo diante de situações horríveis, e porque nos afeiçoamos aos personagens principais e suas trajetórias. Um longa verdadeiramente comovente e encantador.

#Filme | Infiltrado na Klan

Oi gente!
Bora conferir mais um filme indicado ao Oscar 2019 – hoje vou falar de “Infiltrado na Klan”, do diretor americano Spike Lee. O longa concorre em seis categorias – melhor filme, melhor diretor, ator coadjuvante (Adam Driver), roteiro adaptado, trilha sonora e edição. Lembrando que já falei de “Nasce uma Estrela” (AQUI), “O Primeiro Homem” (AQUI), “Bohemian Rhapsody” (AQUI) e “A Esposa” (AQUI)

O filme conta a história real de Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, que em 1978, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo através de telefonemas e cartas. Quando precisava estar fisicamente presente enviava seu colega policial branco Flip (Adam Driver). Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

O filme é inspirado na estética Blaxploitation, movimento cinematográfico da década de 1970 protagonizado por cineastas e atores negros, cujas produções, com uma forte temática racial, davam vazão à criatividade de artistas que não tinham o mesmo espaço na indústria cinematográfica tradicional, ocupada quase que exclusivamente por homens brancos. A fotografia, o estilo e o humor são referências diretas ao gênero, que ganha homenagens inclusive no cartaz da produção.

“Infiltrado na Klan” é um filme engraçado por boa parte do tempo, apesar de sempre tratar com seriedade sobre o tema central – o racismo (seja da comunidade negra e até mesmo de judeus).  O elenco é um destaque a parte – John David Washington tem um bom desempenho, assim como Adam Driver (talvez receba os melhores elogios), através de um personagem quase sem expressão, mas que ao mesmo tempo passa toda a verdade de uma luta. Ainda completam o casting Topher Grace (de “The 70’s Show”), Laura Harrier (de “Homem Aranha – de Volta ao Lar”), Ryan Eggold (de “New Amsterdan”) e Jasper Pääkkönen (de “Vikings”).

A direção de Spike Lee – indicado ao Oscar pela primeira vez – é digna de se elogiar também. Ele é ácido, preciso e capaz de criar uma mescla de suspense policial dramático, que te arranca risadas ao mesmo tempo que abala emocionalmente. A fotografia e trilha sonora inspirada nos anos 70 e 80 contribuem para o ótimo trabalho realizado.

“Infiltrado na Klan” é um bom filme, mas não é um dos melhores da lista. Provavelmente não terá grande expressão no Oscar, apesar de merecer mais reconhecimento. O final do longa é super bom, o que faz com que tenhamos a sensação de que é uma produção extremamente maravilhosa, mas não, apresenta alguns erros. O filme é um confronto furioso e engraçado de um tema que continua sendo muito atual.

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#Filme | Bohemian Rhapsody

Oi gente!
Aproveitando que saíram os indicados ao Oscar, hoje trago mais um filme que concorre na premiação – “Bohemian Rhapsody”, dirigido por Bryan Singer e que retrata a trajetória de uma das maiores bandas de todos os tempos – Queen, com destaque para a vida de seu vocalista Freddie Mercury.

Desde que lançou o trailer e as primeiras fotos de caracterização do ator Rami Malek, eu já estava mega ansioso para conferir. E eu preciso dizer que “Bohemian Rhapsody” é, acima de tudo, um ‘fan film’, ou seja, uma obra feita para os fãs do Queen. Eu tenho 26 anos (quase 27), sei a importância musical da banda, gosto de várias músicas, mas não vivi a época de ouro do grupo. Já aqueles que viveram e realmente são fãs, não tem como não gostar do filme.

E porque estou falando isso? É inegável a grandiosa produção do longa, porém não curti o roteiro – na minha opinião é fraco e pouco desenvolvido. Ele pega a história do Freddie Mercury para ser o fio condutor da narrativa, mostrando algumas fases do Queen, usando como ponto de início e final o show do Live Aid, um dos shows mais importantes que já aconteceu na história da banda, e principalmente na história da música mundial. Porém, ao mesmo tempo, o filme não diz nada que você já não saiba.

É óbvio que filmar uma biografia do Queen tem um ponto positivo muito forte. A trilha sonora é garantia de qualidade. Mas somente isso não basta. Freddie Mercury possuía um talento inegável, uma vida pessoal e social extremamente conturbada, além de uma complexidade (podemos dizer) exótica.

Temos cenas boas – não posso dizer que não – (alerta de spoiler!!) o momento em que Mercury bate boca com o produtor musical acerca da faixa icônica que dá nome à produção e ele duvida que a canção de seis minutos conquistará o público, preferindo que a banda se atenha a fórmulas pré-estabelecidas é um dos pontos altos da narrativa. Sabemos que a mistura experimental de rock e ópera foi um mega sucesso, além de uma obra-prima, e aí o roteiro acerta, pois o telespectador tem consciência disso e esperamos ansiosamente para ver a cena – mais ao final do filme – em que esse produtor quebra a cara. O início do filme, com as cenas em que os integrantes do Queen se conhecem e começam a cantar juntos e até mesmo as partes que mostram as composições de músicas icônicas, são momentos que agradam quem está assistindo – seja fã ou não. E o que falar da cena final – com o show do Live Aid – o roteiro traz mais de 10 minutos só com a apresentação – praticamente uma íntegra do que foi o verdadeiro. É de se arrepiar, eu fiquei arrepiado, mas, se você pesquisar o vídeo no Youtube e assistir, você verá um Freddie Mercury se acabando, suado, com as veias saltando no rosto e no pescoço – o que o ator Rami Malek não imprimiu no filme. Ele dubla toda a produção – o que é normal – mas não há uma entrega total quando deveria, é uma imitação de uma pessoa que já era muito caricata. Isso não quer dizer que ele está ruim, o ator está bem no filme, acho que merece alguns prêmios (como já venceu o Globo de Ouro), talvez mais pela caracterização, porém trata-se de uma interpretação que poderia ter ido um pouco mais além, mas ainda assim é o trabalho da vida dele – até o momento.

Sinto falta de uma presença maior dos demais atores que interpretaram o restante da banda – Gwilym Lee (Brian May), Ben Hardy (Roger Taylor) e Joseph Mazzello (John Deacon). Em vários momentos o longa traz a mensagem de que o Queen não é somente Freddie Mercury, mas em outros momentos falta essa interatividade do grupo. Além disso, o fato de o roteiro deixar coisas implícitas – para mim – não foi o ideal. Era aí que o filme poderia ter ousado. Sabemos que Freddie Mercury era homossexual, que teve inúmeros casos amorosos, inclusive com seu produtor pessoal (o único mostrado mais explícito). Só que a história vai muito além – o cantor contraiu AIDS – uma doença que na época era pouco conhecida e que matava muito rápido porque não havia informações, muito menos tratamento. Isso causava pânico. E em nenhum momento foi falado mais abertamente. Poderia ter se aprofundado na essência do ídolo excêntrico que foi Freddie Mercury.

Enfim, essa foi uma resenha bem difícil de escrever. Depois que assisti o filme fiquei alguns dias ainda pensando se eu tinha gostado ou não. É difícil criticar uma coisa que eu queria ter amado pra caramba. Mas o filme é bom, principalmente aos fãs que não vão assistir preocupados em achar defeitos. “Bohemian Rhapsody” é extremamente plástico; como produção é bonito. Mas como experiência cinematográfica tem erros, o que torna  simples.

Já assistiram “Bohemian Rhapsody”? Gostaram? E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
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#Filme | Antes que eu Vá

Há algum tempo saiu nos cinemas o filme “Antes que eu Vá”, porém somente nesta semana consegui conferir o longa. Adaptado do livro best seller de Lauren Oliver, a produção é bem “água com açúcar”, mas é bem feito.

Samantha (Zoey Deutch, de “Tinha que ser Ele?”) é uma jovem que tem tudo – uma família feliz, amigas divertidas, é popular na escola e namora o garoto mais desejado do lugar. Porém, ela não parece valorizar muito algumas dessas coisas e passa a maior parte do dia com preocupações fúteis. Tudo muda quando um grande acidente de carro acontece, Sam morre e passa a acordar sempre nesse mesmo dia. Trata-se de um filme bem adolescente, com uma premissa interessante e que lembra muito “Se eu Ficar”. É uma história sobre amizade, segundas chances, bullying e mudança, basicamente.

E para aqueles que são mega fãs do livro e que ficam com medo da adaptação – podem ficar tranquilos. Eu gostei bastante do paralelo entre o livro e o filme. Achei que os produtores fizeram um bom trabalho na adaptação. Inclusive o filme ganha um ritmo mais acelerado, diferente do livro. Pode assistir sem medo!

No elenco ainda estão Halston Sage (de “Cidades de Papel”), Elena Kampouris (de “Casamento Grego 2”), Logan Miller (de “Quatro Vidas de um Cachorro”), Jennifer Beals (de “The L World” e “Lie to Me”) e Kian Lawley.

#Filme | A Grande Muralha

Neste final de semana fui ao cinema para assistir ao filme “A Grande Muralha”, com Matt Damon. E se você acha que o longa é um épico sobre a construção do icônico monumento chinês, você está enganado.

Matt Damon interpreta William, um ladrão que vaga pelas terras orientais ao lado de seu amigo Tovar (Pedro Pascal) em busca do famoso “pó preto” (pólvora), capaz de causar explosões. Presos em uma emboscada, ambos se veem reféns de um misterioso exército que guarda A Grande Muralha, muro que separa a China de outros territórios. A chegada deles no local coincide com o ataque dos Tao Tei, criaturas monstruosas que pretendem destruir o planeta. De repente, de reféns, os dois passam a ser soldados úteis no combate e passam a questionar toda a conduta que tinham até ali.

Logo no início do filme já somos apresentados a essa premissa – afinal a produção se passa no século XV e leva em consideração uma lenda em que os primeiros povos chineses acreditavam. Não passa de uma lenda.

O interessante é que a produção é uma parceria da China com os Estados Unidos, o que demonstra que o mercado chinês tem grande potencial aos produtos cinematográficos americanos e vice-versa. A direção fica por conta do renomado diretor e produtor chinês Yimou Zhang, responsável por sucessos como “Flores do Oriente” e “O Clã das Adagas Voadoras”. No elenco, além dos atores chineses, temos grandes nomes do cinema americano – Matt Damon (indicado três vezes ao Oscar – “Invictus”, “Gênio Indomável” e “Perdido em Marte”), Pedro Pascal (Oberyn Martell de “Game of Thrones” e Javier Pena de “Narcos”) e Willem Dafoe (indicado duas vezes ao Oscar – “Platoon” e “A Sombra do Vampiro”).

“A Grande Muralha” é filme bem produzido, com uma história mediana e que chama atenção pelo show dos efeitos especiais. Para aqueles que pretendem assistir – recomendo que vejam em 3D nos cinemas!

#Filme / A Qualquer Custo

Assisti mais um filme que está concorrendo ao Oscar“A Qualquer Custo”, do diretor David Mackenzie concorre em 4 categorias – melhor filme, ator coadjuvante para Jeff Bridges, roteiro original e edição. Não deve ganhar nenhuma estatueta, mas é um bom filme.

A história narra a saga dos irmãos Howard – Tanner (Ben Foster) e Toby (Chris Pine), assaltantes de bancos do interior do Texas. Estes necessitam do dinheiro para pagar as hipotecas deixadas pela mãe e que acarretaram na perda de uma residência da família. Enquanto isso, uma dupla de policiais os persegue: Alberto Parker (Gil Birmingham), um hispânico ascendente de indígenas e Marcus Hamilton (brilhantemente interpretado por Jeff Bridges), prestes a se aposentar, mas determinado a impedir novos roubos e prendê-los antes da aposentadoria.

O filme é um faroeste contemporâneo. A história dos irmãos Howard é apenas um pano de fundo para um roteiro bem elaborado, que faz com sutiliza uma crítica social, política e econômica. Vemos em diversas cenas o preconceito entre os policiais – o personagem de Jeff Bridges chama constantemente seu parceiro de indígena. Em outro take, ao observar uma cidade no interior do Texas, Alberto diz que “150 anos atrás, tudo era terra de meus ancestrais até que seus ancestrais [referindo-se a origem europeia e branca de Marcus] as tomaram. Mas agora elas estão sendo tomadas de vocês”, referindo-se às grandes mudanças políticas na história do estado do Texas. Além disso, em diversas oportunidades são mostradas placas nas estradas falando sobre especulações do setor financeiro – está é a principal crítica do filme, já que os irmãos roubam os bancos para pagar a hipoteca do mesmo banco.

Com relação às atuações, Jeff Bridges está maravilhoso em cena. Tudo bem que ele sempre interpreta esses tipos de personagens durões em filmes ‘western’, mas como sempre, está muito bem. Ben Foster também não sai de sua zona de conforto – faz o mesmo tipo que já interpretou em outras oportunidades. A grande surpresa é Chris Pine, que está num papel sisudo, sem a vaidade de galã.

A fotografia do filme e as imagens são muito bonitas. E uma curiosidade, a história se passa no estado americano do Texas – vemos paisagens bem características – porém nenhuma cena foi filmada no estado. Outro ponto muito positivo é a trilha sonora com músicas country, que criam todo o clima. “A Qualquer Custo” é um bom filme, crítico, com cenas de tirar o fôlego e performances na medida, enfim, intenso.

#Filme / A Chegada

Agora que saiu a lista dos filmes que concorrem ao Oscar 2017, vou assistir todos! O primeiro foi “A Chegada”, uma ficção científica dirigida pelo canadense Denis Villeneuve. O longa concorre em 8 categorias – Melhor Filme, Melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor edição, melhor edição de som, melhor mixagem de som e melhor design de produção.

O filme começa quando seres interplanetários chegam na Terra e pousam com uma nave gigante, de formato de pedra, em diferentes localidades do mundo. Imediatamente, pânico, violência e confusão começam, enquanto os governos tentam estruturar uma maneira de se comunicar com essa força invasora, que simplesmente paira ali, sem ação. Assim, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

“A Chegada” é baseado no livro de Ted Chiang e foi muito bem produzido, com imagens de tirar o fôlego. Amy Adams (Homem de Aço) e Jeremy Renner (Os Vingadores) vivem a dupla de especialistas em comunicação convocada para ajudar nas negociações com os alienígenas. Um filme ousado, inovador. Porém, chega a ser muito confuso, desconexo. A história evolui entre passado, presente e futuro, o que causa confusão na cabeça do espectador, fazendo com que a gente se perca durante a narrativa do filme. Um ponto muito positivo é a atuação de Amy Adams, ela está muito bem e carrega toda a tensão e suspense do filme.

 

#Filme / Passageiros

Um dos filmes que eu estava mega ansioso para assistir era “Passageiros”, com Jennifer Lawrence e Chris Pratt. A trama é bem interessante: mais de 5.000 pessoas estão em estado vegetativo dentro de uma nave espacial que os transporta da Terra para um novo planeta, em uma viagem de aproximadamente 120 anos. Quando uma tempestade de meteoros causa um pane na nave, o mecânico Jim (Pratt) acaba acordando 90 anos antes do esperado, sem a possibilidade de voltar a dormir ou retornar à Terra. Desesperado e sozinho, a trama vai se desenvolvendo quando a passageira Aurora (Lawrence) também desperta, e os dois precisam descobrir o que está acontecendo ali.

Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes) e Chris Pratt (Jurassic World) estão em uma sintonia muito bacana, o casal tem química no filme e nos faz torcer por eles. Porém, a história perde muito com o clímax. Desde o início do longa, o espectador sabe que tem um problema e sabe qual é este problema, o que nos faz perder aquela sensação de surpresa. Mas é um filme muito bem produzido, as cenas no espaço são de tirar o fôlego, muito bem feitas. Vale a pena assistir!!

Eaí, já assistiram Passageiros? Gostaram? Ainda não assistiram, querem ver? Me contem nos comentários!!