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#Livro | Um Lugar Bem Longe Daqui

Autora: Delia Owens
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
A dica de leitura de hoje é o romance “Um Lugar Bem Longe Daqui”, publicado pela Editora Intrínseca, da autora Delia Owens.

Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la. Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.

Ao mesmo tempo uma ode à natureza, um emocionante romance de formação e uma surpreendente história de mistério, “Um Lugar Bem Longe Daqui” relembra que somos moldados pela criança que fomos um dia e que estamos todos sujeitos à beleza e à violência dos segredos que a natureza guarda.

Eu curti bastante a leitura. Tinha visto algumas resenhas negativas do livro, principalmente quanto a narrativa, o que tinha me decepcionado um pouco. Mas ainda assim insisti na leitura e desde o começo fiquei bem empolgado com a história. Kya é uma personagem maravilhosa, muito bem construída. Sua relação com Tate – o garoto que a ensinou a ler e escrever, é um dos pontos fortes da narrativa. A amizade dos dois é linda. Depois de Pulinho e sua esposa, Tate foi a única pessoa que de fato entrou na vida de Kya. O amor pelo pântano uniu os dois.

Também vemos a relação de Kya com Chase. Desde o início sabemos que o personagem foi assassinado e a investigação é alternada ao longo dos capítulos. A autora nos conta certos detalhes do futuro ao mesmo tempo que vamos acompanhando a história principal desde o início. Obviamente, Kya é uma das suspeitas de matar Chase. E essa dúvida sobre quem é o assassino e se de fato ela esteve envolvida aquece ainda mais a história. Não vou dar spoiler, mas preciso dizer que o final me surpreendeu.

“Um Lugar Bem Longe Daqui” é um livro muito interessante, que retrata uma história de sobrevivência e superação, com uma linda mensagem de amizade e confiança. E estejam preprados para uma adaptação cinematográfica – a atriz Reese Witherspoon – produtora de outros best sellers como “Big Little Lies” e “Little Fires Everywhere” – já adquiriu os direitos da obra.

Já conheciam Um Lugar Bem Longe Daqui? Se sim, o que acharam? Se não, pretendem ler?

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#Livro | Me Encontre

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Hoje tem dica de leitura para vocês! Se vocês gostaram de “Me Chame pelo seu Nome”, precisam ler “Me Encontre”. Elio, Oliver e Samuel estão de volta no aguardado romance inédito de André Aciman.

Samuel está a caminho de Roma para encontrar seu filho, Elio, agora um pianista renomado. O acaso, no entanto, se encarrega de adiar a reunião familiar e faz com que Samuel desembarque na cidade eterna acompanhado de um novo amor e cheio de planos para novas temporadas em sua casa de veraneio.

Elio logo se muda para Paris, onde vive mais um romance, enquanto Oliver, agora pai de família e professor na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, cogita enfim cruzar de novo o Atlântico. O que o move inesperadamente são os primeiros acordes de uma música que o transporta no tempo para dias de idílio na Itália.

Nesta retomada fascinante e tão aguardada da jornada de Elio e Oliver, André Aciman revisita seus personagens com a mesma delicadeza e pungência de Me Chame Pelo Seu Nome, trazendo-nos de volta ao relato do que há de mais perene em matéria de sentimento. Dos detalhes íntimos às nuances emocionais, Me Encontre nos mostra do que é feita a substância da paixão e nos pergunta se, de fato, um amor verdadeiro pode perecer.

O livro é dividido em quatro partes – a primeira é intitulada “Tempo”, se passa mais ou menos dez anos após o verão de Élio e Oliver e trás Samuel em uma viagem de Florença a Roma. No trem, ele conhece Miranda, uma mulher que lhe fascina pelo seu corpo e pela alma. Os dois passam a se envolver de uma forma intensa a medida em que a viagem para ver o filho se torna algo mais atípico.

Na segunda parte, intitulada “Cadenza”, finalmente temos Élio como protagonista. Aos 30 anos, Élio vive sozinho se dedicando a suas aulas e concertos, isso até conhecer Michel, um homem que desperta algo que ele não sentia há muito tempo atrás. Conforme o tempo passa, Élio é convidado para uma série de concertos nos Estados Unidos, país onde Oliver vive com sua família dando aulas. Élio decide então que irá se encontrar com sua antiga paixão. Já a terceira parte, “Capriccio”, nos trás Oliver em uma melancolia duradoura, professor de mestrado e doutorado, decide dar uma festa para seus alunos formandos. Já a parte final “Da Capo” é aquela em que todos esperávamos.

A narrativa de Aciman, assim como em outros livros seus, é envolvente. Confesso que tinha mais expectativas para esse livro, porém não foi o que esperava. Élio, e principalmente Oliver, foram tratados mais superficialmente, faltou aquela força que eles tinham em “Me Chame pelo Seu Nome”. Em compensação, gostei bastante do arco narrativo de Samuel. O livro consegue despertar várias reflexões durante a leitura. É uma história de como a vida simplesmente é. Encontros e desencontros.

Já tinham ouvido falar dessa sequência? Quem aí já está ansioso para ler? Quero saber tudo nos comentários!

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#Livro | O Construtor de Pontes

Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 527
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Faz um tempinho que não trazia dica de leitura para vocês! Confesso que ando bem devagar com elas, maaas hoje tem!! E finalmente consegui ler um livro que estava na minha listinha há bastante tempo – “O Construtor de Pontes”, escrito por Markus Zusak, mesmo autor do sucesso “A Menina que Roubava Livros”, trata sobre perdas e recomeços.

O romance conta a história dos garotos Dumbar – cinco irmãos que foram abandonados pelo pai em virtude da morte da mãe e cresceram sem a autoridade e afetividade familiar. O irmão mais velho, Matthew – nosso narrador – assume então a responsabilidade pelos mais novos e os cria dentro de suas limitações e entendimento de mundo. Os meninos ainda precisam conviver com a sombra do abandono e da morte da mãe que os acompanha durante todo o crescimento.

Matthew, sentado na cozinha de casa diante de uma máquina de escrever antiga, precisa nos contar sobre um dos seus quatro irmãos, Clay. Tudo aconteceu com ele. Todos mudaram por causa dele. Em uma tarde ensolarada e abafada o patriarca (apelidado como “Assassino”) retorna com um pedido inusitado: precisa de ajuda para construir uma ponteEscorraçado pelos jovens e por Aquiles, a mula de estimação da família, o homem vai embora novamente, mas deixa seu endereço num pedaço de papel. Acontece que havia um traidor entre eles: Clay. É Clay, então, quem parte para a cidade do pai, e os dois, juntos, se dedicam ao projeto mais ambicioso e grandioso de suas vidas: uma ponte feita de pedras e também de lembranças — lembranças da mãe, do pai, dos irmãos e dele mesmo, do garoto que foi um dia, antes de tudo mudar. 

Ao longo de treze anos, Markus Zusak se debruçou sobre uma história que, no fundo, discursa sobre o luto e as diversas formas como as pessoas lidam com ele. Com uma linguagem poética, vamos descobrindo o passado e o presente da família Dumbar. Os capítulos intercalam este tempo narrativo – há uma alternância – em um capítulo sabemos o passado de Michael e Penélope Dumbar, e em outro capítulo descobrimos o que acontece nos dias atuais, seja a relação fraternal, o interesse amoroso de Clay e Carey ou até mesmo o desenrolar da construção da ponte. Confesso que a leitura demorou um pouco para engrenar, o começo do livro é devagar, a narrativa é lenta em toda sua estrutura, porém quando você se familiariza com os personagens e passa a torcer por eles, tudo melhora.

Durante o livro, o leitor vai perceber que a ponte não é apenas uma manifestação física, mas também uma metáfora sobre as alianças. Quando Michael retorna propondo a construção de uma ponte, ele está revelando seu desejo de restabelecer uma ligação com seus filhos novamente. Com um tom dramático, “O Construtor de Pontes” promove uma discussão sobre o verdadeiro valor da vida.

Eaí, já conheciam o livro? Já leram “O Construtor de Pontes”? Comentem o que acharam!

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#Livro | Nove Desconhecidos (Liane Moriarty)

Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Fazia um tempo que não trazia nenhuma dica de livro para vocês. Confesso que ultimamente estou bem devagar com minhas leituras, mas hoje vou falar de “Nove Desconhecidos”, escrito pela australiana Liane Moriarty, mesma autora de sucessos como “Pequenas Grandes Mentiras”, que já virou série de TV, estrelada por Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. Por já ter tido boas experiências com outras obras de Liane, minha expectativa estava bem alta para “Nove Desconhecidos”, o que infelizmente não se concretizou.

Na história, Masha abandonou a vida coorporativa há dez anos e abriu um spa de bem-estar. A promessa da Tranquillum House são dez dias de desintoxicação daquilo que está contaminando a sua vida e os resultados costumam ser pessoas transformadas em melhores versões de si mesmas. É com esse objetivo que nove pessoas iniciam as suas estadias. Um grupo de personagens que não se conhece confinado em um espaço, por um determinado período de tempo.

Frances é uma escritora que já teve seus dias de glória, mas que no momento está em baixa devido a uma crítica negativa, e ainda acaba de sofrer uma terrível decepção ao ser enganada por um golpista na internet. A Família Marconi – Napoleon é um professor super engajado em ser um exemplo para seus alunos; Heather, uma profissional séria e mãe mais séria ainda; Zoe, uma jovem desafiadora. Esta é uma família que, depois de uma terrível tragédia, está se desfazendo. Ben e Jessica são um jovem casal que depois de ganhar na loteria percebe que já não têm mais tanto em comum. Carmel é divorciada e foi trocada por uma moça mais jovem, além de ter neuras com sua aparência. Lars é advogado, gay, defende mulheres em seus divórcios, adora spas e está passando por um momento crucial em seu relacionamento com seu parceiro. Por fim, Tony, ex-jogador de futebol australiano, hoje mais velho e mais gordo, está distante da família.

Ao longo da história vamos descobrindo mais sobre os detalhes das vidas de nossos nove desconhecidos. E mesmo com cada história sendo única e diferente, as coisas vão se entrelaçando conforme as pessoas vão lidando com seus problemas e compartilhando suas dores. Cada um dos vários capítulos é narrado por uma personagem; isso nos dá uma visão abrangente e muito pessoal daquelas pessoas, seus sentimentos e segredos mais íntimos, e especialmente a maneira como pensam e vêem os outros.

A narrativa para mim foi bem complicada. Eu iniciei a leitura e logo parei, não estava fluindo. Depois de um tempo voltei a ler e aí segui firme até o final. Todo o desenvolvimento da história foi lento, não consegui me identificar muito com alguns personagens e outros me irritavam profundamente. Também confesso que esperava um final mais impactante, o que acabou me decepcionando.

No geral, acredito que o livro nos deixa importantes lições. Primeiro quanto ao cuidado do nosso corpo, à necessidade de diminuirmos o estresse, de pensarmos mais nos outros. Tudo isso na medida certa e não usando métodos insanos. Além disso, é um livro que debate temas importantes como drogas e seu abuso, suicídio, vaidade etc. Especificamente falando do suicídio, Liane conseguiu trazer esse debate de forma muito sutil e bonita para o livro. Ele não é o foco, mas está presente em momentos cruciais da história.

De todo modo, “Nove Desconhecidos” é um livro mediano, não foi dos piores que li. Demora um pouco até que nos acostumemos com cada personagem. O livro passa a mensagem de que muitas vezes, o maior desconhecido que pensamos conhecer somos nós mesmos. E quero saber de vocês que já leram, se curtiram, se concordam ou discordam de mim. Enfim, me contem suas impressões.

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#Livros | Variações Enigma

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Saraiva
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Já faz um tempinho que finalizei a leitura de “Variações Enigma”, do escritor André Aciman – mesmo autor de “Me Chame pelo seu Nome”. E como teve a maratona dos filmes do Oscar, acabei deixando essa resenha para agora.

O livro é marcado pela história de Paul – ou Paolo – e suas relações amorosas caóticas, transitórias e marcadas pela força do desejo. A leitura não fluiu como eu desejava, mas ainda assim foi satisfatório. Isso porque – talvez – a história não colabore tanto, o que vou explicar depois. O livro é como se fosse uma junção de contos, em diferentes momentos da história do protagonista.

No primeiro capítulo – “Primeiro Amor” – vemos a visão de Paul, um garoto que retorna a San Giustiniano, sua terra natal aos 22 anos, revivendo o passado, quando aos 12 anos se apaixonou pelo marceneiro Nanni, que iria reformar uma escrivaninha antiga para seus pais. A vontade de estar perto dele faz com que o garoto vá todos os dias aprender marcenaria, ajudando Nanni, e dessa forma, podendo admirá-lo. Com pensamentos fortes, Paul vai descobrindo seus sentimentos, o que acaba em uma grande desilusão. Talvez este seja o melhor momento da narrativa do livro.

No capítulo “Entusiasmo de primavera”, Paul está casado com uma mulher – Maud – que ele acha que o está traindo, após vê-la com um outro cara em um restaurante. A construção da mente dele é um dos pontos que nos pega, mostrando como podemos pensar coisas que podem nem estar realmente acontecendo. Neste momento a narrativa nos apresenta a Manfred – cujo terceiro capítulo é totalmente dedicado à relação dele com Paul. O protagonista costuma ir todas as manhãs jogar tênis e, às vezes, admirar Manfred, porém o cara nunca havia dado retorno a Paul. Neste ponto, a narrativa se divide entre a relação de Paul, Maud e Manfred, além da confusão dos sentimentos de Paul pelos dois sexos.

No quarto capítulo – “Amor Estelar”Paul revive o passado com Chloe, uma amiga que sempre o despertou vontades sexuais na época de faculdade e agora se reencontraram depois de quatro anos.  É nítido que eles sempre foram mais do que amigos – ela agora casada com um marido e filha e ele ainda com Manfred. Os dois decidem reviver essa atração. No final, “Abingdon Square” Paul após rejeitar uma autora com seu projeto acaba meio que atraído por ela e aos poucos vão vivendo momentos juntos.

Como falei no início, a leitura foi difícil. Acredito que a falta de liga entre os capítulos contribuiu para isso. Quando estávamos “nos apegando” à história, tudo mudava e começava do zero, com novos personagens, confundindo o leitor. Os capítulos são bem grandes, e quase sempre atrapalhavam a leitura. Mesmo assim é uma narrativa de autodescoberta, uma leitura que muitos vivem diariamente, contada sob o olhar de um autor sensível e que já havia conquistado a todos com sua obra anterior – “Me Chame pelo seu Nome”.

Espero que tenham gostado da dica, e tenho uma notícia para vocês – o blog ficará alguns dias sem atualizações, pois vou viajar!!   Mas prometo deixar vocês atualizados de toda a viagem no meu instagram – basta me seguir lá! Logo logo já estarei de volta! 

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#Livro | Leah fora de Sintonia

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Cultura
Foto: Facebook Editora Intrínseca

Oi gente!
Logo mais tem feriado prolongado para aproveitarmos bastante, mas antes disso trago uma dica literária para vocês! Há um tempinho li “Simon vs. a agenda Homo Sapiens / Com Amor, Simon” (tem resenha AQUI) e também teve o filme inspirado nesse livro. Com o sucesso, a Editora Intrínseca lançou “Leah fora de Sintonia” – uma continuação da história, mas com Leah – a melhor amiga de Simon – como protagonista.

Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Durante a leitura, vamos percebendo que a postura da protagonista é um mecanismo de defesa para as mudanças, além de uma pitada de orgulho. Leah muitas vezes dificulta as coisas para si mesma apenas por não aceitar ajuda – muitas pessoas podem se identificar. Com o decorrer da leitura deu pra entender um pouco das atitudes da personagem, quando somos adolescentes as coisas tomam uma dimensão maior e ela estava em conflito com seus sentimentos.

Preciso dizer que achei a leitura um pouco devagar. Curti mais ler “Simon”, do que “Leah”. Talvez porque no primeiro estávamos conhecendo a história, os personagens, ainda não havia identificação com eles. No segundo livro, a história traz mais do mesmo. Ela se passa exatamente após o final do primeiro livro, e não traz muitas novidades, apenas as nuances da personagem principal – que as vezes irrita, as vezes nos faz se apaixonar. Se você ainda não seu “Simon vs. a agenda Homo Sapiens” – NA MINHA OPINIÃO – não influencia tanto na nova leitura, até porque em diversos momentos a autora relembra acontecimentos da narrativa e te dá uma boa base. Se eu não tivesse lido, muito provavelmente eu entenderia esse aqui. Mas, claro que o ideal é ler todos.

Fazendo um balanço geral, é um livro bom, com vários momentos fofos e interessantes, típico romance americano teen, personagens legais, mais uma discussão leve sobre a homossexualidade, porém não foi um livro que me apeguei – fiquei com a sensação de que faltou mais. Ainda assim, quero muito o filme com a atriz Katherine Langford, urgente produção!

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#Livros | Um Cavalheiro em Moscou

Autor: Amor Towles
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Hoje vou falar do livro “Um Cavalheiro em Moscou”, publicado pela Editora Intrínseca e escrito pelo americano Amor Towles. A publicação permaneceu por quase um ano na lista de best-sellers do New York Times, com mais de um milhão de exemplares vendidos.

Nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa, Aleksandr Ilitch Rostov, “O Conde”, é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar associado ao luxo e sofisticação da antiga aristocracia de Moscou. Mesmo após as transformações políticas que alteraram para sempre a Rússia no início do século XX, o hotel conseguiu se manter como o destino predileto de estrelas de cinema, aristocratas, militares, diplomatas, bons-vivants e jornalistas, além de ser um importante palco de disputas que marcariam a história mundial.

Mudanças, contudo, não paravam de entrar pelo saguão do hotel, criando um desequilíbrio cada vez maior entre os velhos costumes e o mundo exterior. Graças à personalidade cativante e otimista do Conde, aliada à gentileza típica de suas origens, ele soube lidar com a sua nova condição. Diante do risco crescente de se tornar um monumento ao passado até ser definitivamente esquecido, o Conde passa a integrar a equipe do hotel e a aprofundar laços com aqueles que vivem ao seu redor.

Pessoal, vou confessar… foi difícil ler este livro, até fiquei pensando se eu falava sobre ele ou não – resolvi falar. A narrativa é bem arrastada, levei muito tempo. Cheguei até a desistir, começar outros e depois voltei para terminar. A história é muito descritiva – em alguns casos temos vários parágrafos, talvez até páginas, para poder contar uma coisa pequena – acabou desanimando muito.

O interessante é a carga significativa dos personagens. O Conde Rostov personifica a decadência de uma sociedade que dominava a Rússia antes da revolução – de nobre à garçom, ele nos guia em uma jornada de descobrimento e avaliação. O Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como a conhecemos, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro. Indo além, podemos até classificar o Hotel Metropol como o grande protagonista da história, retratando as principais mudanças de concepções e quebras de preconceitos.

No geral, não foi um livro que eu curti muito, achei muito arrastado, a leitura não fluiu e ao final se tornou muito cansativo. A premissa é muito interessante, mas do jeito que foi desenvolvida se tornou pouco atrativa.

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#Livros | Me Chame pelo seu Nome

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Vou fazer uma pequena pausa nas dicas de séries para poder trazer uma dica literária! Hoje vou falar do livro “Me Chame pelo seu Nome”, escrito por André Aciman e adaptado neste ano para os cinemas, inclusive, vencendo o Oscar de melhor roteiro adaptado. Quem quiser conferir a crítica do filme, clica AQUI.

Logo que assisti o longa, dirigido por Luca Guadagnino e protagonizado pelo promissor Timothée Chalamet – quando fiz as críticas de todos os filmes que concorreram na principal categoria do Oscar –  já fiquei interessado em conferir o livro, que foi lançado no Brasil pela Editora Intrínseca.

Na história, a casa onde o jovem Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver.

Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. De início, os dois não se dão muito bem, mas após o convívio surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido.

O livro, assim como o filme, é bem interessante. O autor descreve com delicadeza cada cena, nos apresentando o dia a dia da família e cada personagem ali presente. Constrói-se, assim, um vínculo por parte do leitor com as pessoas que nos são apresentadas, por serem altamente realistas e autênticas.

A narrativa é realizada em primeira pessoa – quem nos conta a história é o Elio. Isso foi a única coisa que me incomodou um pouco, pois no início o personagem é bem chato. Ele fica muito neurótico, querendo saber o que o Oliver está fazendo, o que está pensando, onde ele vai, etc. Essa obsessão deixa a história um pouco lenta e nos faz lembrar os dramas românticos de Shakespeare. Isso atrapalha um pouco o começo do livro, com relação à identificação com o personagem. A partir de certo momento, a história flui normalmente. Inclusive esse foi mais um livro que devorei… li em apenas duas semanas (Ultimamente tenho tido sorte com as leituras).


Foto: melinasouza.com

Comparando livro e filme, temos algumas diferenças. Primeiro, alguns personagens não existem na adaptação cinematográfica – o principal é Vimini, uma garota com leucemia, vizinha da família de Elio, e que rendeu algumas passagens interessantes no livro. Também foi retirado do filme o personagem Maynard – que não aparece fisicamente na narrativa literária, mas sempre é lembrado por Elio – o rapaz havia sido recebido pela família alguns anos antes e quando foi embora enviou um cartão postal de uma pintura de Monet e escreveu no verso “Pense em mim um dia”. Oliver rouba esse postal e guarda até quando Elio tem 32 anos e o visita nos Estados Unidos. Na leitura, também é complicado dizer em que ano aquele verão se passa, o que no filme é extremamente explicito, tanto pelos comentários dos personagens como pela trilha sonora. E a maior mudança é o final do livro, que não existe no filme – quando eles viajam juntos para Roma (essa parte no longa é bem rápida, acabando na emocionante conversa de pai e filho). Na leitura temos mais! Mais descrição do período passado em Roma, além do reencontro dos personagens anos depois que suas vidas seguiram após o verão.

Enfim, “Me chame pelo seu nome” é um livro que trata de amor, desejo e descobertas. Uma leitura super poética, com personagens cativantes e uma história que nos ensina muito. Vale a pena conferir livro e filme.

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#Livros | Com Amor, Simon

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
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Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Editora Intrínseca

Oi gente!
Bora conferir mais uma dica literária – hoje vou falar de “Com Amor, Simon”, que virou filme e que antes era “Simon vs. A Agenda Homo Sapiens”. É o livro de estreia da americana Becky Albertalli, que também já lançou “Os 27 crushes de Molly”.

Com nova capa e novo título publicado pela Editora Intrínseca, o livro traz a história de Simon, um garoto de dezesseis anos, que é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Simon não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas – afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Ele só não contava que Martin, o bobão da escola, iria chantageá-lo ao descobrir sua troca de e-mails com Blue, pseudônimo de um garoto misterioso que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.

“Com Amor, Simon” encabeça todas as listas de melhores livros de 2015, tendo sido indicado a diversos prêmios, como o National Book Award For Young People’s Literature, o Best Fiction for Young Adults Award, da Young Adult Library Services, e o Goodreads Choice Awards.

A história se torna interessante por mostrar vários caminhos – a sexualidade de Simon, a chantagem de Martin, o mistério sobre quem é Blue, a relação de Simon com sua família e o grande ponto chave – a forma como Simon precisa encarar seu verdadeiro eu e tomar suas próprias decisões.

A leitura fluiu bastante. O livro é leve e divertido, com uma história que cativa. Os personagens são bem construídos e a evolução deles se torna interessante – é legal conferir a amizade de Abby e Simon, a incrível confiança de Nick, a impetuosa Leah, além da compreensão dos pais e irmãs de Simon. “Com Amor, Simon” é um livro bem adolescente, aquela história “água com açúcar” bem escrita, que nos diverte e emociona ao longo das páginas.

No final, o mistério sobre quem seria Blue, o garoto com quem Simon troca e-mails, acaba não sendo tão mistério assim, já que a partir de um momento o final se torna previsível. Como já disse, a história é bem leve e curta, tratando os temas sem deixá-los polêmicos. Perfeito para quem quer um descanso mental, pois o livro é bem curto e rápido.

Agora vou falar um pouquinho sobre o filme (que eu esperei ler o livro primeiro, para depois assistir). E também curti bastante. Houve várias mudanças com relação ao livro, mas foram mudanças necessárias – o filme tem um pouco mais de história, algumas cenas foram aumentadas para dar um pouco mais de agilidade. O roteiro e a edição estão bacanas. A trilha sonora é ótima, bem leve e dá todo um toque especial ao contexto. Já o elenco é outro acerto – Nick Robinson está perfeito no papel principal; Katherine Langford tem mais destaque que sua personagem (Leah) não tem no livro (gente, curto muito o trabalho dessa atriz). Alexandra Shipp (Abby) e Keiynan Lonsdale (Bram – quem lembra dele em The Flash?!) também foram apostas positivas. Já os atores que interpretam os pais do Simon – Jennifer Garner e Josh Duhamel – são um destaque a parte – mandaram bem! Estava com saudades da Jennifer Garner em um filme mais despretensioso (inclusive tem uma cena entre ela e Nick super emocionante).

Enfim, vale a pena conferir o livro e filme! #FicaDica E aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Leonardo da Vinci

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.
Autor: Walter Isaacson
Editora: Intrínseca
Páginas: 640
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Saraiva | Fnac

Leonardo da Vinci – Pintor. Arquiteto. Engenheiro. Uma das mentes mais brilhantes da humanidade, autor do retrato mais emblemático da história da arte e cientista muito à frente do seu tempo.

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.

Leonardo criou duas das mais famosas obras de arte de todos os tempos, A Última Ceia e Mona Lisa, mas se considerava apenas um homem da ciência e da tecnologia – curiosamente, uma de suas maiores ambições era ser reconhecido como engenheiro militar. Com uma paixão que às vezes se tornava obsessiva, ele elaborou estudos inovadores de anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações. A habilidade para entrelaçar humanidades e ciência, tornada icônica com o desenho do Homem Vitruviano, fez dele o gênio mais criativo da história.

Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, vegetariano, canhoto, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado nesta biografia é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los. Um livro indispensável não só pelo caráter único de representar integralmente o artista Leonardo, mas como um retrato da capacidade humana de inovar, da importância de não apenas assimilar conhecimento, mas ter a disposição para questioná-lo, ser imaginativo e, como vários desajustados e rebeldes de todas as eras, pensar diferente.

Eu curti bastante a leitura, apesar de ser um livro bem extenso, que não dá para ler tão rápido porque podemos nos perder na narrativa biográfica – levei quase um mês para terminá-lo. E ainda assim, foi muito interessante conhecer mais sobre a vida de Leonardo, saber particularidades de sua vida e também os processos de criação de suas obras.

O livro não conta apenas a vida de Leonardo da Vinci, mas também faz paralelos da história da Itália e das cidades por onde passou, além de contextualizar as características do Renascentismo e retratar fielmente suas desavenças – principalmente a rivalidade com Michelangelo.  E o mais interessante é que a biografia valoriza justamente o ser humano Leonardo. Mesmo reconhecendo as grandes conquistas, ele também apresenta os seus defeitos e fracassos.

Falando da parte gráfica, a edição da Intrínseca é muito boa. Por ser um livro com muitas páginas, geralmente a lombada costuma ficar desgastada – no meu livro, não ficou! A capa também é bonita – com uma foto enigmática de Leonardo; e a diagramação também está perfeita. E preciso mencionar as ilustrações que são fundamentais para o livro.

Enfim, “Leonardo da Vinci” é um livro que não só informa, mas inspira! Vale a pena conferir o Leonardo Da Vinci desenhado por Walter Isaacson – o humano por trás do gênio.

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