Tag: editora intrínseca

Livro ▪ Sempre teremos o Verão

Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 240
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
E finalizando a trilogia Verão, da autora Jenny Han, hoje teremos resenha de “Sempre Teremos o Verão”, publicado pela editora Intrínseca.

No primeiro livro (“O Verão que mudou minha Vida”) acompanhamos Belly aproveitando suas férias e descobrindo sobre o primeiro amor. No segundo (“Sem você não é Verão”), a protagonista está mais adulta e tem o seu coração dividido entre os irmãos Fisher, sem saber por qual caminho seguir. E agora no último, parece que ela finalmente deixou todo o passado e suas indecisões para trás.

Agora vemos Belly ao lado de Jeremiah e, ao que tudo indica, Conrad já virou passado. Jenny Han conseguiu imprimir uma maturidade maior nos personagens, que evoluíram bastante. Belly e Jeremy estão na faculdade e possuem responsabilidades, até que um segredo dele vem à tona e muda toda a situação. Ainda muito insegura, Belly tenta seguir em frente e decide se casar com ele, mesmo com toda a família tentando convencê-los do contrário, já que eles ainda são muito jovens e possuem todo um caminho pela frente. Indo contra tudo e todos, Jeremiah e Belly iniciam o planejamento do casamento, que será realizado em Cousins, lugar onde Conrad está passando o verão. O que ninguém esperava é que o mal humorado Conrad iria mudar tanto e finalmente aceitar que ama Belly. Mas, agora chegou a hora dela tomar uma decisão e escolher entre ficar com um e magoar o outro.

A situação de um triângulo amoroso nunca é fácil, ainda mais quando se trata de irmãos. No entanto, sempre esteve claro de quem Belly realmente gostava – o que ela nunca quis foi tomar uma decisão e correr o risco de perder o outro definitivamente. Gostei de como foi tratada a relação mãe e filha nesse livro. Laurel não aceitou bem o casamento de Belly e ambas tiveram vários momentos de altos e baixos, mas o amor entre elas prevaleceu e ainda tivemos uma grande ajuda de Susannah, que ainda continua sendo a melhor personagem da trilogia, mesmo não estando mais entre eles. Foi bacana perceber o significado de família para todos os personagens, que aprenderam muito com as dores, luto e o amor ao longo dos capítulos.

Como falei nas resenhas anteriores, me irritei com vários personagens ao longo dos livros, mas ainda assim foram leituras positivas. A trilogia é bem leve e divertida. E as edições da Intrínseca estavam maravilhosas. Fazendo o balanço final, foi bacana acompanhar a história. E já queria uma adaptação logo!

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Livro ▪ Sem você não é Verão

Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 240
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Amazon

Oi gente!
Como falei no post anterior, curti bastante a leitura de “O Verão que mudou minha Vida”, da Jenny Han, autora de “Para todos os Garotos”, que logo na sequência já emendei o segundo livro da trilogia – “Sem Você não é Verão”.

No final do primeiro volume, descobrimos que Susannah não estava tão bem da saúde quanto aparentava e por isso Conrad estava tão mal humorado. Além disso, o pai deles estava traindo a mãe mesmo com ela doente. Até aí achei um pouco justificável o comportamento dele, porém não tão justificável as atitudes com Belly. Agora, nesse livro, começamos com o que já imaginava: Susannah não está mais entre nós e Belly passará o seu primeiro verão longe de Cousins. Além disso, todos estão tendo dificuldades para superar a falta de Susannah (que para mim era uma das melhores personagens da história).

Conrad e Belly tiveram um envolvimento, porém, o jovem não soube lidar com os acontecimentos, e acabou terminando com ela, o que a deixou ainda mais arrasada. Para piorar, Conrad segue totalmente instável e decide abandonar a faculdade, fugindo sem avisar ninguém. Preocupado, Jeremiah chama Belly para ajuda-lo a encontrar o irmão e o lugar mais óbvio para se procurar seria a casa de verão. Lá, Conrad está surfando e levando a vida como se nada estivesse acontecendo. Com o desespero de salvar o grande amor de sua vida, Belly mentiu para mãe que estava com sua melhor amiga Taylor, o que acarretará em problemas futuros. Conectados mais uma vez, nosso triângulo irá se envolver cada vez mais.

A história segue fofinha e previsível. E a escrita de Jenny Han continuou me conquistando. Consegui ler esse livro em menor tempo que o anterior. Aqui, ainda temos uma Belly imatura que nos irrita em vários momentos, mas é perceptível uma evolução grande na personagem. Conrad também me irritou um pouco, mas o que dá toda a liga ao dilema amoroso é Jeremiah.

Coração partido e primeiros amores parece ser o forte na escrita de Jenny Han. Uma coisa que gostei foi que neste livro, os capítulos são mais focados no que está acontecendo no presente, diferente do primeiro que tinha várias inserções do passado para podermos compreender a relação de todos os personagens.

A leitura fluída me conquistou ainda mais, apesar de ter gostado mais do primeiro livro.  “Sem Você não é Verão” segue o estilo despojado apresentado anteriormente e continua com a grande questão: quem Belly irá escolher: Jeremiah ou Conrad?

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Livro ▪ Pequenos Incêndios por toda parte

Autora: Celeste Ng
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Amazon

Oi gente!
O post de hoje é sobre “Pequenos Incêndios por toda Parte”, que finalmente li! O livro estava numa super promoção na Amazon e foi impossível não comprá-lo. Desde que a série foi lançada, que eu queria conferir o livro original e hoje essa resenha veio!

Não sei vocês, mas eu amooo um drama familiar! Ainda mais quando é um drama familiar super bem construído como este da Celeste NG, publicado no Brasil pela editora Intrínseca. A história se passa em Shaker Heights, onde tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson. Os Richardson são uma família super tradicional e apegada aos costumes morais.

Também acompanhamos a história de Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, que chega com a filha adolescente Pearl e aluga uma casa que pertence a Elena. Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson se encantam com as novas moradoras. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar toda comunidade, principalmente em relação à Bebe, uma imigrante chinesa, que também possui um segredo e está disposta a trazê-lo à tona.

Eleito nos Estados Unidos um dos melhores livros de 2017 por veículos como Entertainment Weekly, The Guardian e The Washington Post, “Pequenos incêndios por toda parte” explora o peso dos segredos. Temos vários personagens e todos são bem construídos. O texto da autora flui muito bem ao momento em que vamos nos aprofundando em cada história. Elena e Mia possuem dualidades conflitantes e é muito interessante perceber como os filhos delas vão ruindo ao longo do desenvolvimento da trama. Além disso, os demais núcleos também são fortes e vão construindo ótimos arcos dramáticos.

A autora também sabe transitar naturalmente entre o passado e presente, sem que haja qualquer identificação. Como falei, o texto é muito fluído. E a história vai ficando mais interessante a cada capítulo em que descobrimos segredos do passado. Tudo isso atrelado às relações e problemas que todos os personagens passam no presente.

Com relação à série protagonizada por Reese Whiterspoon e Kerry Washington, há algumas pequenas diferenças, principalmente na condução da história. O livro já deixa bem claro o que teremos no final, enquanto na série temos um suspense maior em relação ao que aconteceu de verdade, incluindo que temos uma pequena mudança nesse final também. Como falei na minha crítica da série (AQUI), foram discutidas questões raciais de forma bem intrínseca, o que não teve grande peso no livro, já que em nenhum momento é citado a cor de pele da Mia. Essa discussão racial é mais desenvolvida com a Bebe e o casal que adota a bebê chinesa. Também temos os personagens jovens que possuem grande destaque, principalmente pelo talento dos atores. Todas as camadas dos personagens foram bem aproveitadas na série também.

“Pequenos Incêndios por Toda Parte” é um livro maravilhoso, com uma história forte e personagens bem construídos, que prende a atenção do leitor em cada capítulo. E também vale muito a pena conferir a série!

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Livro ▪ Cartas para Martin

Autora: Nic Stone
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Sabe aquele livro que te prende do início ao fim? Aquele que você não consegue parar de ler porque quer saber o que vai acontecer? E que lhe causa um misto de emoções durante a leitura? Esse é “Cartas para Martin”, livro de estreia de Nic Stone, que traz uma mensagem obrigatória nos dias atuais.

Justyce McAllister é o melhor da sua classe, capitão da equipe de debate, e destinado a uma universidade Ivy League no próximo ano. Mas as coisas mudam quando ele se vê no chão, algemado, apenas por ser negro e tentar ajudar a ex-namorada branca. Após o episódio de violência policial que sofreu, o jovem começa a ver as coisas de uma forma diferente. Justyce começa a perceber todas as injustiças e violências causadas pelo racismo.  Por isso, ele começa o projeto “Cartas para Martin”, onde escreve cartas para Martin Luther King com a pergunta: O que Martin faria? Com a intenção de se tornar uma pessoa melhor e não sentir mais tanta raiva, que os atos de racismo vêm fazendo ele sentir.

Então vem o dia em que Justyce está dirigindo com seu melhor amigo, Manny, com as janelas baixas, a música alta. Bem alta. Para a fúria de um policial branco fora de serviço ao lado deles. Palavras voam. Tiros são disparados. E Justyce e Manny são pegos no meio. Na mídia, é Justyce quem está sob ataque. A verdade do que aconteceu aquele dia – alguns matariam para saber. Justyce está morrendo para esquecer.

Pela sinopse já dava para perceber que viria uma história forte pela frente. E preciso dizer que foram muitas sensações e sentimentos durante a leitura, mega rápida por sinal. Li todo o livro em apenas três dias, a leitura fluiu muito bem, os capítulos são curtos e a história prende a atenção.

“Cartas para Martin” traz um reflexo extremamente atual, principalmente com o movimento “Black Lives Matter”. O fato de a polícia agir com base em um “perfil” que considera criminoso – no caso, jovens negros – é algo que infelizmente tem acontecido corriqueiramente nos Estados Unidos. E este é a narrativa principal do livro. A autora não nos prepara para o que vem; simplesmente nos joga na ação e nos faz sentir a angústia do personagem desde o início.

O livro traz importantes perfis para discussão como, por exemplo, aqueles que insistem na ideia de que a sociedade não vê cor e, por tanto, se recusam a ser anti-racistas; os brancos que entendem e ficam horrorizados com a situação; privilégio de classes; posição social; racismo reverso; ideia de comunidade, entre outras coisas. Os personagens são bem construídos, com destaque para Sarah-Jane (SJ, como é chamada) e Manny.

Este é um livro que muitos precisavam ler! É, verdadeiramente, uma obra de auto-descoberta e crescimento, que com certeza te fará repensar ações, atitudes, pensamentos ou falas, além de nos fazer pensar que nunca é tarde para agir em defesa do ser humano. Não tenho nem palavras para dizer o quanto eu recomento “Cartas para Martin”.

#Livro | As Outras Pessoas

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Assim que terminei a leitura de “O Homem de Giz” (tem resenha AQUI), já engatei “As Outras Pessoas”, da mesma autora C.J. Tudor, publicada pela Editora Intrínseca.

Gabe teve seu mundo virado de cabeça para baixo quando recebeu a notícia que sua esposa, Jenny e sua filha Izzy, foram assassinadas em casa. Mas o que ele sabe é que essa notícia referente a sua filha não pode ser verdade, pois quando estava na rodovia, ele viu sua filhinha em um furgão e chegou a persegui-lo sem sucesso. Três anos depois, Gabe passa seus dias e noites rodando pela estrada em que viu Izzy pela última vez.

Katie é garçonete em um dos postos de gasolina por onde Gabe passa à procura da filha. Ela sabe o que é perder alguém. Há nove anos, sua família ficou destruída depois que seu pai foi assassinado. Fran também vive na estrada com Alice. Mas elas não estão à procura de ninguém, mas estão fugindo, porque Fran sabe que, se um dia as encontrarem, elas serão mortas. Todas as três histórias têm algo em comum e irão se entrelaçar.

A narrativa de C.J. Tudor é bem empolgante e prende a atenção do leitor. Confesso que no início não estava entendendo muito as ligações, porém a partir de um momento, tudo se esclarece, e o arco narrativo faz sentido. Ao final houve um plot sobrenatural que também não me agradou muito.

Os personagens são bem construídos e possuem uma complexidade e autenticidade interessante; o protagonista tem uma boa narrativa, o que faz com que torçamos por ele. Já os secundários carregam mistérios e são essenciais para o desenvolvimento da história. Além disso, assim como os outros dois livros de C.J. Tudor, a Editora Intrínseca dá um show com a edição do livro – capa dura, fonte legível, páginas pretas, ilustração bonita. Vale a pena conferir!

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Livro | O Homem de Giz

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
No final do ano ganhei de uma amiga querida o livro “O Homem de Giz”, romance de estreia de C.J. Tudor, e já mergulhei na leitura dessa obra. Publicado pela Editora Intrínseca, o livro traz uma atmosfera de suspense e uma história contagiante.

Na pequena cidade de Anderbury, em 1986, existia um grupo de amigos inseparáveis. Eddie, Gav, Mickey, Hoppo e Nicky (a única menina do grupo) estavam sempre atrás de uma aventura diferente. Os desenhos a giz são um código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendiam. Ao se reunirem em uma feira que acontece na sua cidade, eles são surpreendidos com uma tragédia que mudará a vida de todos, principalmente a do jovem Eddie. Ele criará uma eterna conexão com o novo professor da cidade, o estranho e pálido Sr. Halloran. Se esse incidente não bastasse, desenhos misteriosos levam o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque.

Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.

Mesclando uma narrativa que se alterna entre passado e presente, o livro é narrado pelo Eddie, assim conhecemos a história através de sua perspectiva, o que ajuda muito, já que o personagem é carismático e cria situações que mexem com o psicológico. A autora criou uma ótima trama, tanto que nos faz esquecer a principal regra dos livros de suspense/thriller: duvide de todos, nunca acredite em ninguém. A amizade retratada e suas consequências no futuro são o grande destaque.

Além disso, preciso elogiar a edição da Intrínseca, que está incrível. Capa dura, com vários homens palito (grande referência da obra) desenhados, por dentro uma bela diagramação e cada início de capítulo com páginas pretas. Foi a única coisa que não gostei muito, dificultava a leitura.

Enfim, a trama nos faz refletir sobre o quanto evoluímos, independente de nossas escolhas. A resolução dos mistérios da trama foi muito interessante, apesar de ter sido um pouco corrido. Uma leitura de primeira, digna de elogios!

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#Livro | Teto para Dois

Autor: Beth O’Leary
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Estão prontos para a primeira dica literária?! Começar o ano com um romance bacaninha foi bem legal. “Teto para Dois”, da autora Beth O’Leary, publicado pela Editora Intrínseca, traz uma história sobre encontros inesperados, relacionamentos e crescimento pessoal.

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado. Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.

Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos super protetores?

Em uma narrativa dividida entre os dois pontos de vista, iremos compreender como a rotina desses dois personagens irão se entrelaçar. Ambos protagonistas são carismáticos e constroem química ao longo dos capítulos. O leitor vai se apaixonando por eles, mesmo cada um tendo as suas diferenças. Uma crítica que faço, achei que o encontro físico entre os dois demorou bastante para acontecer – eles se conhecem pessoalmente no decorrer de mais da metade do livro.

Além do romance, o livro tratou de um assunto muito importante – a relação abusiva que Tiffy tinha junto ao ex-namorado Justin. O modo como a autora retrata as consequências, os gatilhos e o quanto isso afeta o dia a dia da Tiffy, começando com sutileza para então falar abertamente do que uma vítima passa ao ser abandonada e perseguida, tudo isso é muito consciente e feito de forma comovente. A dependência que ela sentia no início até o momento em que ela consegue se livrar de tudo isso retrata um arco narrativo bem interessante.

Os personagens coadjuvantes também contribuem para o desenvolvimento da história, tanto os amigos de Tiffy – Mo, Gerty e Rachel – e os amigos de León – do núcleo da Casa de Repouso, além de seu irmão Richie, cuja história também ajuda a movimentar e interliga tramas.

É uma história linda sobre uma amizade inusitada que se transforma em uma bela história de amor. A edição da Intrínseca é muito boa, vale muito a pena conferir!

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#Livro | Malorie

Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Feliz Ano Novo a todos os leitores, que 2021 seja um ano de grandes realizações, que possamos ter cada vez mais amor ao próximo e aproveito para agradecer a cada um que deu uma passadinha por aqui em 2020! Obrigado por tudo!

Agora, vamos começar o ano com dica de leitura!! Já faz um tempinho que li “Malorie”, sequência do aclamado “Caixa de Pássaros” (Bird Box), escrito por Josh Malerman e publicado pela Editora Intrínseca. Doze anos depois dos acontecimentos do primeiro livro, nos encontramos novamente no apocalipse onde abrir os olhos pode significar o fim de tudo. O mundo já não é mais o mesmo. Criaturas continuam andando por aí. Basta um descuido para um destino enlouquecedor.

Malorie e seus filhos Tom e Olympia passaram doze anos em um acampamento de verão improvisado e seguro. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível. Ainda não há explicação. Nenhuma solução. Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver e tentar transmitir aos filhos sua determinação. Ainda assim, Tom quer desbravar o mundo e as criaturas, enquanto a mãe continua com a sua proteção excessiva. Olympia, o elo entre os dois, é habilidosa e racional, apesar de também ter os seus segredos.

Em meio a divergências familiares, um desconhecido surge com informações de sobreviventes. Malorie, em conflito pessoal, se vê, mais uma vez, obrigada a se lançar num mundo às cegas. Pessoas que ela considerava mortas, talvez estejam vivas. Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador. Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.

O ponto alto do livro é retratar as relações familiares. Confesso que eu tinha grandes expectativas, principalmente por ter gostado muito do primeiro livro. Acho que essa expectativa tenha atrapalhado um pouco as sensações que a narrativa possa causar – em alguns momentos não tive toda a tensão necessária para leitura. A postura excessiva da personagem principal me incomodou um pouco. Mesmo assim, podemos perceber aquela narrativa envolvente que Josh Malerman também demonstrou em Bird Box. Os conflitos do livro foram bem trabalhados e os personagens tiveram seus momentos de destaque e conseguiram mostrar uma evolução narrativa.

Aqui vai uma dica: quanto menos souber, melhor será sua experiência. “Malorie” é uma leitura obrigatória para quem já conferiu e gostou de Caixa de Pássaros. A leitura fluiu bem e o final nos trouxe uma conclusão fechadinha. Pecou um pouco na tensão monótona impressa por grande parte da história.

Já leram Caixa de Pássaros e assistiram ao filme? O que acham da sequência Malorie? Quero saber nos comentários!

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#Livro | E se fosse a Gente?

Autora: Becky Albertalli e Adam Silvera
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Amazon

Oi gente!
Becky Albertalli, autora do sucesso “Com Amor, Simon”, se une a Adam Silvera para contar “E se Fosse a Gente?” – romance publicado pela Editora Intrínseca.

De férias em Nova York, Arthur está determinado a viver uma aventura digna de um musical da Broadway antes de voltar para casa. Já Ben acabou de terminar seu primeiro relacionamento, e tudo o que mais quer é se livrar da caixa com todas as lembranças do ex-namorado.

Quando eles se conhecem em uma agência dos correios, parece que o universo está mandando um recado claro. Bem, talvez não tão claro assim, já que os dois acabam tomando rumos diferentes sem ao menos saberem o nome ou telefone um do outro.

Em meio a encontros e desencontros — sempre embalados por referências a musicais e à cultura pop, Ben e Arthur se perguntam: e se a vida não for como os musicais da Broadway e os dois não estiverem destinados a ficarem juntos? Mas e se estiverem? Aos poucos, eles percebem que às vezes as coisas não precisam ser perfeitas para darem certo e que os planos do universo podem ser mais surpreendentes do que eles imaginam.

Acho a leitura dos livros da Becky bem leves e rápidas. Com este não foi diferente. A parceria com Adam Silvera deu certo. Confesso que ainda não li nada do autor, mas é visível que cada personagem principal foi criado por cada autor, o que funcionou muito bem naa construção personalidade – os dois são bem diferentes.

Os capítulos são interligados entre Arthur e Ben. A narrativa é envolvente, os personagens secundários são interessantes. O modo como os autores retratam o relacionamento familiar dos protagonistas é bom. Becky e Adam tratam os tabus de forma natural.

“E se fosse a Gente?” é um livro leve, com uma narrativa divertida, uma ótima leitura para uma tarde tranquila.

Já conheciam “E se fosse a Gente”? Curtem os livros da Becky e do Adam? Comentem!

#Livro | Um Lugar Bem Longe Daqui

Autora: Delia Owens
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
A dica de leitura de hoje é o romance “Um Lugar Bem Longe Daqui”, publicado pela Editora Intrínseca, da autora Delia Owens.

Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la. Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.

Ao mesmo tempo uma ode à natureza, um emocionante romance de formação e uma surpreendente história de mistério, “Um Lugar Bem Longe Daqui” relembra que somos moldados pela criança que fomos um dia e que estamos todos sujeitos à beleza e à violência dos segredos que a natureza guarda.

Eu curti bastante a leitura. Tinha visto algumas resenhas negativas do livro, principalmente quanto a narrativa, o que tinha me decepcionado um pouco. Mas ainda assim insisti na leitura e desde o começo fiquei bem empolgado com a história. Kya é uma personagem maravilhosa, muito bem construída. Sua relação com Tate – o garoto que a ensinou a ler e escrever, é um dos pontos fortes da narrativa. A amizade dos dois é linda. Depois de Pulinho e sua esposa, Tate foi a única pessoa que de fato entrou na vida de Kya. O amor pelo pântano uniu os dois.

Também vemos a relação de Kya com Chase. Desde o início sabemos que o personagem foi assassinado e a investigação é alternada ao longo dos capítulos. A autora nos conta certos detalhes do futuro ao mesmo tempo que vamos acompanhando a história principal desde o início. Obviamente, Kya é uma das suspeitas de matar Chase. E essa dúvida sobre quem é o assassino e se de fato ela esteve envolvida aquece ainda mais a história. Não vou dar spoiler, mas preciso dizer que o final me surpreendeu.

“Um Lugar Bem Longe Daqui” é um livro muito interessante, que retrata uma história de sobrevivência e superação, com uma linda mensagem de amizade e confiança. E estejam preprados para uma adaptação cinematográfica – a atriz Reese Witherspoon – produtora de outros best sellers como “Big Little Lies” e “Little Fires Everywhere” – já adquiriu os direitos da obra.

Já conheciam Um Lugar Bem Longe Daqui? Se sim, o que acharam? Se não, pretendem ler?

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