Tag: Downton Abbey

#Filme | Downton Abbey – o Filme

Oi gente!
Quem me acompanha há um tempo aqui no blog ou pelas minhas redes sociais deve saber que eu era mega fã de Downton Abbey. E neste ano, os produtores dessa série maravilhosa resolveram fazer um filme para matarmos a saudade da família Crawley.

E já digo que o intuito maior é realmente esse – matar a saudade. Apesar de uma produção impecável – como sempre foi – o longa não tem grandes pretensões. Na nova produção, os residentes de Downton Abbey recebem a notícia de uma visita real, e enquanto os moradores dos andares de cima se apressam para organizar os preparativos, os criados dos andares debaixo tentam encontrar um jeito de não serem substituídos pelos funcionários da Coroa. A trama é básica, mas complementada por romances paralelos e questões políticas.

Como foi bom reviver personagens tão queridos como Robert Crawley (Hugh Bonneville), Lady Mary (Michelle Dockery) ou mesmo os serviçais Carson (Jim Carter), Mrs. Hughes (Phyllis Logan) Anna Bates (Joanne Froggatt), John Bates (Brendan Coyle), Mrs. Patmore (Lesley Nicol) e, claro que não poderia faltar a condessa Violet Crawley (Maggie Smith). Confesso que assisti todo o filme com aquele sorrisinho bobo no rosto – era inevitável.

E como falei, a produção não tem grandes pretensões de prêmios ou talvez Oscar. Mas a história cativa quem era fã. Foi interessante para sabermos como estavam alguns personagens e para se redimirem com outros que não tiveram um devido final na série. Gostei de ver a relação de Lady Edith (Laura Carmichael) com o marido e saber que o casal terá seu primeiro filho. Que Daisy (Sophie McShera – adorava ela) e Andy (Michael C. Fox) estavam aos trancos e barrancos com seu relacionamento, mas que tudo foi encaminhado no final. Que Thomas Barrow (Robert James-Collier) apesar de todas as vilanias que fez durante a série, se redimiu mesmo e continua como o mordomo de Downton. E ainda bem que resolveram a vida do Tom (Allen Leech) – tinha sido uma das únicas coisas que não curti quando a série finalizou – o personagem era tão querido e não tinha tido seu final feliz. Mas dessa vez surgiu uma nova paixão – a doce Lucy (Tuppence Middleton) – que eu fiquei chocado ao perceber que ela era a atriz que fazia a Riley em Sense8.

Além de tudo isso, pode-se dizer que o ponto alto do filme é, sem dúvidas, a fotografia, elogiadíssima desde a TV. Todo o contraste, seja em tons mais escuros ou a iluminação, com cenas maravilhosas do castelo, ou seja em roteiro, tudo foi altamente trabalhado de forma gradativa.

Agora você pode me perguntar se alguém que nunca assistiu a série de TV conseguirá entender e acompanhar o filme? Acredito que sim, mas não surtirá o mesmo efeito! A história já começa sem apresentações de personagens ou de contexto narrativo – esse pode ser o único problema para quem nunca tenha visto nada. Mas com o desenvolvimento do roteiro, a história vai se tornando de fácil compreensão.

“Downton Abbey – o Filme” vale a pena por ser baseada em uma das séries mais bem avaliadas de todos os tempos, por apresentar uma história cativante, por nos trazer novamente um elenco fantástico – principalmente com Maggie Smith (saudades professora McGonagall) – inclusive a atriz volta a contracenar com Imelda Staunton (a Dolores Umbridge) – as duas formam um triangulo mega divertido com Penelope Winton. Se você era fã de Downton Abbey assista o filme porque não há como não gostar!

#Livros | Belgravia

Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington. Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala. No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.

Autor: Julian Fellowes
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 368
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino |Saraiva | Fnac

A dica de livro de hoje é “Belgravia”, escrita pelo inglês Julian Fellowes, criador, roteirista e produtor da série de TV “Downton Abbey”, vencedora de três prêmios Emmy. Para aqueles que ficaram apaixonados pela saga da família Crowley, com certeza irão amar este livro – tanto que a história é bem parecida – o autor trouxe novamente vários pontos utilizados ao longo da série.

Na noite do dia 15 de junho de 1815, as grandes personalidades da alta sociedade britânica se reuniram em Bruxelas para o que se tornou uma das mais trágicas festas da História: o baile da duquesa de Richmond. O evento ocorreu na véspera da Batalha de Waterloo e vários belos rapazes que participavam do baile, logo no dia seguinte, estariam nos campos de batalha ainda com os uniformes de gala. Contudo, para Sophia Trenchard, a jovem e bela filha do principal fornecedor de suprimentos do duque de Wellington, aquela foi uma noite decisiva. Apaixonada pelo lorde Edmund Bellasis, Sophia enfrenta a mãe Anne, que tenta fazer com que a filha entenda que o casamento entre um futuro conde e a filha de um comerciante seria uma coisa impossível. Após o baile, Edmund Bellasis segue para a batalha e deixa Sophia totalmente transtornada. Infelizmente o lorde não sobrevive e pouco tempo depois Sophia também falece. A jovem morreu durante o parto de um filho de Bellasis.

Vinte cinco anos depois, quando os Trenchard, da classe industrial emergente, se mudam para o novo e elegante bairro de Belgravia, as verdadeiras repercussões daquele evento serão sentidas. James Trenchard já tem uma posição social mais elevada, mas ainda assim não pode ser confundido com alguém da nobreza. Uma única revelação será capaz de alterar o destino de todos. Nesse novo mundo, em que a aristocracia passa a conviver com os novos-ricos, há quem prefira que os segredos do passado continuem enterrados.

A trama gira em torno das duas famílias: Trenchard e Brockenhurst. O conde Bronckenhurst e condessa Bronckenhurst são os pais de Edmund Bellasis. Sofrem por não ter nenhum herdeiro e ter que deixar tudo para seu sobrinho John, filho do irmão do conde Bronckenhurst. Anne Trechard, em um momento de solidariedade, conta para Caroline Bronckenhurst que sua linhagem não estava perdida, Bellasis teve um filho. Ambas são avós de um jovem – sr. Charles Pope, filho de Edmundo e Sophia, que foi dado pelos Trenchard para ser criado por outra família, logo ao nascer.

“Belgravia” é uma leitura muito agradável que mistura ficção e fatos históricos. O livro foi lançado em 2016, pela editora Intrínseca, após ter sido publicado como e-book, tendo seus 11 capítulos sendo lançados a cada semana, como uma forma de homenagear à tradição dos folhetins britânicos. Me surpreendi com a história do começo ao fim principalmente quando as peças do quebra-cabeça começaram a se unirem numa grandiosa reviravolta.

Gostei muito dos personagens secundários. Oliver Trenchard é filho de James e sempre quis curtir a vida como um bon-vivant, sem se importar com o trabalho construído durante anos pelo pai. Sua esposa, Susan, é uma mulher interesseira e, que após anos de casamento, nunca engravidou. Ao longo da narrativa, Susan se aproxima de John Belassis, sobrinho da condessa de Bronckenhurst e herdeiro da fortuna da família. John deverá se casar com lady Maria Grey, porém a jovem se apaixona perdidamente pelo jovem sr. Charles Pope, um pequeno comerciante, que na verdade, é o verdadeiro herdeiro dos Bronckenhurst. Esses personagens se entrelaçam ao longo do livro e, em diversos momentos, fazem a história movimentar da melhor forma possível. Outros personagens que se destacam – assim como aconteceu em “Downton Abbey” – são os empregados. Porém, diferente da série, os serviçais do livro são traidores e ambiciosos.

“Belgravia” é uma saga fascinante e irresistível, cheia de reviravoltas e referências históricas, que revela os escândalos, segredos e intrigas guardados a portas fechadas nas mansões da alta sociedade londrina de meados do século XIX.