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#Série | High School Musical: The Musical: The Series

Oi gente!
O Disney+ finalmente chegou ao Brasil e tenho certeza que muitos que aguardavam ansiosamente já foram correndo assistir “High School Musical: The Musical: The Series”, a série derivada do sucesso High School Musical. Uma das grandes apostas originais do serviço de streaming, a produção foi pensada justamente para agradar os fãs saudosos.

A história surpreendeu por ser diferente do esperado, já que não se trata de uma continuação do filme. A narrativa conta o dia a dia dos estudantes do East High, colégio que serviu como palco para as gravações de HSM. Miss Jenn (Kate Reinders), a nova professora de teatro, se encontra inconformada que a apresentação de fim de ano nunca foi sobre High School Musical mesmo eles estudando onde tudo teria acontecido, e decide que é hora de fazer acontecer! Além disso, a trama adolescente permeia todos os episódios. Depois de um “eu te amo” não correspondido, o relacionamento de Ricky (Joshua Bassett) e Nini (Olivia Rodrigo) definitivamente esfriou nas férias de verão. De volta à escola, a aspirante a cantora não quer vê-lo, como já está de namorado novo, o veterano E.J (Matt Cornett), com quem ela inclusive compartilha a paixão pelo teatro musical.

O recém-anunciado espetáculo baseado no clássico filme da Disney é a oportunidade perfeita para que Ricky reconquiste sua ex. Enquanto ele precisa se esforçar para aprender as falas de Zac Efron para o teste, Nini descobre que tem uma competidora à altura para o papel de Gabriella – a confiante e talentosa Gina (Sofia Wylie). E é em meio a um triângulo amoroso e uma nova rivalidade Sharpay-Gabriella que a peça estudantil começa a tomar forma.

A série funciona bem como homenagem à produção original. A trilha sonora é boa, principalmente as novas músicas. Vale também destacar a recriação para as músicas do filme. O elenco possui química e talento – Olivia Rodrigo e Joshua Bassett funcionam muito bem como casal, talvez até melhor do que Troy e Gabriella. Além disso, temos um roteiro que surpreende pela qualidade. E com certeza os fãs de HSM original vão adorar a participação especial do ator Lucas Grabeel, o Ryan Evans, no 8º episódio.

“High School Musical: The Musical: The Series” é uma série curtinha, que nos faz relembrar sua obra-mãe, mas ao mesmo tempo é original e consegue se firmar sozinha. Aos assinantes do Disney+ pode ser uma boa opção enquanto não há as produções originais do universo Marvel. Lembrando que a 2ª temporada já está confirmada e teremos também um especial de Natal!

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#Filme | A Bela e a Fera

Assim que estreou no cinema, eu já corri para assistir “A Bela e a Fera”, um dos filmes mais esperados do ano.  A adaptação do clássico desenho da Disney de 1991, conta com a atriz Emma Watson (a Hermione Granger de “Harry Potter”) no papel principal. Ainda no elenco, Luke Evans (o Bard da saga “O Hobbit”) interpretando o vilão Gaston e Dan Stevens (o Matthew Crowley de “Downton Abbey”) que dá vida à Fera.

Recentemente a Disney tem readaptado suas obras, como por exemplo “Malévola”, que trouxe Angelina Jolie com uma personalidade diferente da vilã de “A Bela Adormecida”. “Cinderela” e “Mogli – O menino Lobo” também ganharam um novo filme.

Agora com “A Bela e a Fera”, a Disney traz uma live-action muito fiel ao filme original. A história começa com o príncipe (e os criados do seu castelo) sendo amaldiçoado pela feiticeira e tendo que viver como a Fera até que seja capaz de amar e ser retribuído, antes que a última pétala de uma rosa encantada caia. Em paralelo, Bela é uma jovem considerada estranha em seu vilarejo em virtude de sua mentalidade à frente de seu tempo e sua paixão pela leitura. Tendo de desviar dos avanços de Gaston, que deseja a tomar como esposa, a vida da menina é virada de cabeça para baixo quando seu pai é aprisionado pela Fera durante uma de suas viagens – cabe a Bela resgatá-lo, mas, para isso, precisa tomar seu lugar.

Neste filme, o diretor Bill Condon (que adaptou os dois últimos longas da saga Crepúsculo para as telonas), vai muito além da história que conhecemos. Tanto o passado de Bela – sua relação com a mãe, que faleceu quando ela ainda era um bebê – quanto da Fera – que cresceu sendo soberbo devido à criação do pai – são mostradas de maneira mais profunda. Além disso, a produção ainda traz quatro novas canções, além da trilha original. Inclusive, os atores do elenco cantam muito bem – Emma Watson me surpreendeu.

Também merecem destaque os atores que deram as vozes para os objetos mágicos. Ewan McGregor (o castiçal Lumière), Ian McKellen (o relógio Horloge), Gugu Mbatha-Raw (Fifi), o pequeno Nathan Mack (a xícara Chip) e Emma Thompson (Mrs. Potts) trazem as animadas mobílias a um nível tão bom quanto o original. E ainda temos dois personagens novos – o guarda-roupa (Audra McDonald) e o piano (Stanley Tucci).

O musical também traz uma polêmica – o primeiro personagem homossexual da Disney – LeFou, interpretado pelo ator Josh Gad. Porém, o fiel escudeiro de Gaston é um dos melhores personagens do filme – ele é mega engraçado. E também não poderia deixar de falar dos efeitos especiais, que são muito bem produzidos.

Uma história de amor. Objetos inanimados que dançam e cantam. E bons números musicais. Funcionou em 1991 e mais de vinte anos depois, “A Bela e a Fera” encanta novamente.