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#Série | WandaVision

Oi gente!
Tirei uma semaninha de folga, mas já estou voltando! Quem aí acompanhou “WandaVision” e, como eu, surtou a cada episódio? Se você ainda não viu, se liga na dica de hoje, que vai ser um pouquinho diferente… vou trazer 5 motivos para assistir “WandaVision”, nova produção do Disney+, inciando a Fase 4 do Universo da Marvel.

1 – A produção homenageou séries clássicas e inovou em seus primeiros episódios
A série traz os retornos de Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) vivendo como recém-casados depois dos eventos de “Vingadores: Ultimato”, o que é no mínimo estranho, visto que o Visão morreu (duas vezes) em “Vingadores: Guerra Infinita”. Os três primeiros episódios de “WandaVision” representam uma homenagem às antigas sitcoms americanas começando nos anos 50, homenageando “I Love Lucy” e “The Dick Van Dyke Show”. A história progride evocando “A Feiticeira” e “The Brady Bunch” no segundo e terceiro episódios, respectivamente, e enquanto Wanda e Visão divertem o público com a comédia, vemos aos poucos que este não é um mundo perfeito, e algo estranho está acontecendo.

2 – Produção Caprichada
Nesses episódio temos que destacar os maravilhoso figurinos, a maquiagem e penteados feitos com esmero, a dedicação da Marvel nos detalhes aqui é algo fora do comum para produções da TV (a série teve o custo de US$ 225 milhões). A fotografia em preto e branco e o design de produção são magníficos e conseguem reproduzir os estilos da época com perfeição. O roteiro vai se expandindo ao longo dos episódios, fazendo com que os fãs criassem diversas teorias. Ao final, vemos que a alteração da realidade por Wanda é o principal fio condutor da trama.

3 – Elenco
Em apenas 9 episódios, acompanhamos um arco completo de uma rica e complexa personagem em busca de sua própria redenção. Tudo isso em uma narrativa rápida, com uma edição espetacular e um elenco que é um show à parte, escabeçado pela talentosíssima Elizabeth Olsen. Aliás, falando no elenco, Kathryn Hahn é outra peça digna desta seleção que merece elogios. Sua Agnes foi a verdadeira ladra de cenas dos episódios. Temos Paul Bettany mandando super bem e Teyonah Parris em sua estreia no universo como Monica Rambeau (a atriz estará em Capitã Marvel 2). Além destes personagens característicos dos quadrinhos da Feiticeira Escarlate, ainda tivemos a participação do ator Evan Peters reprisando seu papel de Pietro Maximoff, vivido na saga X-Men. Nesse momento os fãs já enlouqueceram acreditando em uma ligação entre as franquias (visto que o ator que interpretou o personagem nos filmes foi Aaron Taylor Johnson). Porém, não passou de uma trolagem da produção.

4 – Trilha Sonora
Outro destaque é a trilha sonora de Christophe Beck, que não só emula os estilos de cada sitcom, como cria um lindíssimo tema próprio para Wanda, e outro para ela e Visão. O compositor também incorpora pedaços de outros temas do MCU em seu trabalho, de forma sutil e respeitosa.

5 – Universo Marvel
“WandaVision” abre a 4ª fase do MCU, que ainda terá “Falcão e o Soldado Invernal” estreando semana que vem. O final pode dividir os fãs, mas é claro que Wandavision faz parte de algo maior que só deve ocorrer em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Devemos destacar que a obra possui uma infinidade de easter eggs e referências a situações do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) que a cada semana levou os fãs a loucura. Os efeitos especiais são dignos de cinema e deixam muitas produções da TV no chinelo pela sua técnica impecável. “WandaVision” cumpre seu objetivo de preparar Wanda Maximoff para os futuros filmes, e ainda nos ensina lições sobre o amor e o luto.

#Filme | Clouds

Oi gente!
Hoje vou falar sobre “Clouds”, novo filme original Disney+, baseado em fatos reais e dirigido pelo ator Justin Baldoni, de “A Cinco Passos de Você” e “Jane the Virgin”.

Clouds é baseado no livro “Fly a Little Higher”, de Laura Sobiech e conta a história de Zach Sobiech (Fin Argus), um adolescente diagnosticado com uma forma rara de câncer no osso, buscando uma maneira de inspirar outras pessoas enquanto luta com o pouco tempo de vida que lhe resta. Um dia, minutos antes de ir para um encontro com Amy (Madison Iseman), sua garota dos sonhos, Zach vê todo os motivos para continuar sendo o jovem alegre e divertido irem por água abaixo: após uma cirurgia de emergência, seus pais são informados de que o câncer que lutava há anos não foi completamente curado e atingiu seu pulmão, tornando-o um paciente terminal. Entre uma crise e outra, o jovem conta com a ajuda da melhor amiga Sammy (Sabrina Carpenter). Gravando vídeos caseiros, a dupla publica suas canções na internet, despretensiosamente, mas acabam ganhando notoriedade do público e mais tarde assinando com um selo musical.

Construindo uma trama mais vibrante e sensível, o diretor Justin Baldoni transforma Clouds em uma carta de amor ao jovem que bravamente batalhou contra um câncer terminal. Diversas cenas possuem bastante sensibilidade e emocionam o espectador. E essa emoção também é fundamental com o ótimo elenco – Fin Argus está muito bem no personagem, sua relação com Sabrina Carpenter também é maravilhosa. Confesso que gostaria de ter visto mais da personagem da Sabrina, porém ela ficou o filme todo em segundo plano. A trilha sonora também é um ponto forte da produção. Os arranjos musicais são perfeitos e a música tema do filme é muito emocionante.

Por mais clichê que seja, Clouds é um filme humano, que emociona, nos faz questionar muitas coisas. Trata-se de uma inspiradora homenagem, com uma mensagem de resiliência, amor e luta. Vale a pena conferir!

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#Série | High School Musical: The Musical: The Series

Oi gente!
O Disney+ finalmente chegou ao Brasil e tenho certeza que muitos que aguardavam ansiosamente já foram correndo assistir “High School Musical: The Musical: The Series”, a série derivada do sucesso High School Musical. Uma das grandes apostas originais do serviço de streaming, a produção foi pensada justamente para agradar os fãs saudosos.

A história surpreendeu por ser diferente do esperado, já que não se trata de uma continuação do filme. A narrativa conta o dia a dia dos estudantes do East High, colégio que serviu como palco para as gravações de HSM. Miss Jenn (Kate Reinders), a nova professora de teatro, se encontra inconformada que a apresentação de fim de ano nunca foi sobre High School Musical mesmo eles estudando onde tudo teria acontecido, e decide que é hora de fazer acontecer! Além disso, a trama adolescente permeia todos os episódios. Depois de um “eu te amo” não correspondido, o relacionamento de Ricky (Joshua Bassett) e Nini (Olivia Rodrigo) definitivamente esfriou nas férias de verão. De volta à escola, a aspirante a cantora não quer vê-lo, como já está de namorado novo, o veterano E.J (Matt Cornett), com quem ela inclusive compartilha a paixão pelo teatro musical.

O recém-anunciado espetáculo baseado no clássico filme da Disney é a oportunidade perfeita para que Ricky reconquiste sua ex. Enquanto ele precisa se esforçar para aprender as falas de Zac Efron para o teste, Nini descobre que tem uma competidora à altura para o papel de Gabriella – a confiante e talentosa Gina (Sofia Wylie). E é em meio a um triângulo amoroso e uma nova rivalidade Sharpay-Gabriella que a peça estudantil começa a tomar forma.

A série funciona bem como homenagem à produção original. A trilha sonora é boa, principalmente as novas músicas. Vale também destacar a recriação para as músicas do filme. O elenco possui química e talento – Olivia Rodrigo e Joshua Bassett funcionam muito bem como casal, talvez até melhor do que Troy e Gabriella. Além disso, temos um roteiro que surpreende pela qualidade. E com certeza os fãs de HSM original vão adorar a participação especial do ator Lucas Grabeel, o Ryan Evans, no 8º episódio.

“High School Musical: The Musical: The Series” é uma série curtinha, que nos faz relembrar sua obra-mãe, mas ao mesmo tempo é original e consegue se firmar sozinha. Aos assinantes do Disney+ pode ser uma boa opção enquanto não há as produções originais do universo Marvel. Lembrando que a 2ª temporada já está confirmada e teremos também um especial de Natal!

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#Filme | A Bela e a Fera

Assim que estreou no cinema, eu já corri para assistir “A Bela e a Fera”, um dos filmes mais esperados do ano.  A adaptação do clássico desenho da Disney de 1991, conta com a atriz Emma Watson (a Hermione Granger de “Harry Potter”) no papel principal. Ainda no elenco, Luke Evans (o Bard da saga “O Hobbit”) interpretando o vilão Gaston e Dan Stevens (o Matthew Crowley de “Downton Abbey”) que dá vida à Fera.

Recentemente a Disney tem readaptado suas obras, como por exemplo “Malévola”, que trouxe Angelina Jolie com uma personalidade diferente da vilã de “A Bela Adormecida”. “Cinderela” e “Mogli – O menino Lobo” também ganharam um novo filme.

Agora com “A Bela e a Fera”, a Disney traz uma live-action muito fiel ao filme original. A história começa com o príncipe (e os criados do seu castelo) sendo amaldiçoado pela feiticeira e tendo que viver como a Fera até que seja capaz de amar e ser retribuído, antes que a última pétala de uma rosa encantada caia. Em paralelo, Bela é uma jovem considerada estranha em seu vilarejo em virtude de sua mentalidade à frente de seu tempo e sua paixão pela leitura. Tendo de desviar dos avanços de Gaston, que deseja a tomar como esposa, a vida da menina é virada de cabeça para baixo quando seu pai é aprisionado pela Fera durante uma de suas viagens – cabe a Bela resgatá-lo, mas, para isso, precisa tomar seu lugar.

Neste filme, o diretor Bill Condon (que adaptou os dois últimos longas da saga Crepúsculo para as telonas), vai muito além da história que conhecemos. Tanto o passado de Bela – sua relação com a mãe, que faleceu quando ela ainda era um bebê – quanto da Fera – que cresceu sendo soberbo devido à criação do pai – são mostradas de maneira mais profunda. Além disso, a produção ainda traz quatro novas canções, além da trilha original. Inclusive, os atores do elenco cantam muito bem – Emma Watson me surpreendeu.

Também merecem destaque os atores que deram as vozes para os objetos mágicos. Ewan McGregor (o castiçal Lumière), Ian McKellen (o relógio Horloge), Gugu Mbatha-Raw (Fifi), o pequeno Nathan Mack (a xícara Chip) e Emma Thompson (Mrs. Potts) trazem as animadas mobílias a um nível tão bom quanto o original. E ainda temos dois personagens novos – o guarda-roupa (Audra McDonald) e o piano (Stanley Tucci).

O musical também traz uma polêmica – o primeiro personagem homossexual da Disney – LeFou, interpretado pelo ator Josh Gad. Porém, o fiel escudeiro de Gaston é um dos melhores personagens do filme – ele é mega engraçado. E também não poderia deixar de falar dos efeitos especiais, que são muito bem produzidos.

Uma história de amor. Objetos inanimados que dançam e cantam. E bons números musicais. Funcionou em 1991 e mais de vinte anos depois, “A Bela e a Fera” encanta novamente.