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#Livros | O Ruído das Coisas ao Cair (Projeto Lendo o Mundo)


Em meados da década de 1990, Antonio Yammara é um jovem professor de Bogotá que passa seu tempo livre no bilhar próximo à universidade em que leciona. Sua vida muda quando conhece Ricardo Laverde, ex-presidiário que pagou um alto preço pela ligação com o tráfico internacional de drogas. Ele compreende que há segredos muito importantes no passado de seu novo conhecido. Quando Laverde é assassinado, Yammara decide investigar os motivos do crime, de uma maneira quase obsessiva. Ele não somente mergulha nos brutais eventos do narcotráfico, como verá seu próprio passado, repleto de culpas e segredos, com outros olhos.

E para encerrar o ano, vamos ter mais uma edição do Projeto “Lendo o Mundo” – que é aquele desafio onde eu leio um livro que caracteriza os países do mundo, com o objetivo de conhecer culturas, contextos e escritas diferentes. Para saber mais, acesse o link. E hoje a dica é “O Ruído das Coisas ao Cair”, do escritor colombiano Juan Gabriel Vasquéz.

A história de “O Ruído das Coisas ao Cair” começa nos anos 70 e conta a vida de Antonio Yammara, um jovem professor de direito que costumava passar boa parte do seu tempo livre jogando bilhar próximo à Universidade onde ele ensina. Lá ele conhece Ricardo Laverde, um ex-presidiário que acaba assassinado. A vida de Yammara sofre um profundo e irreversível impacto por conta do assassinato de Laverde, e anos depois da tragédia ele resolve tentar descobrir os motivos do crime. Vásquez cria neste romance impactante, uma narrativa de intrigas e paixões em meio à violenta história da Colômbia. Livro vencedor do Prêmio Alfaguara de Literatura em 2011, “O Ruído das Coisas ao Cair” retrata com precisão a história de uma geração que conviveu de perto com o poder do narcotráfico no país.

Juan Gabriel Vásquez é tido como um dos maiores expoentes da nova geração literária da Colômbia e da América Latina. Apesar de viver há mais de uma década na Espanha, seu país natal tem frequente destaque em seus romances. Segundo os jornais “El Espectador” e “Arcadia”, de Bogotá, a escrita do autor contém uma clareza rara. Este romance é a história de uma amizade frustrada. Mas é também uma história de amores em tempos pouco adequados, além de uma análise profunda de uma geração ligada ao medo.

Eu curti bastante a escrita do autor, ele consegue narrar toda a história de uma forma atraente, que prende a atenção do leitor. Outro ponto positivo é a forma em que Vásquez inclui efeitos de escrita que faz toda a diferença, como por exemplo, o silêncio justificando em vários momentos “o ruído das coisas”. Os capítulos são bem descritivos quanto às situações e sentimentos, além de serem um pouco longos. Além disso, a capa desta edição é mega linda – um pouco sombria que demonstra com clareza o clima do livro.

Enfim, eu estou tendo bastante sorte aos escolher os livros do Projeto “Lendo o Mundo”. Até o momento gostei bastante de todos que li – se você quiser saber mais sobre os outros, veja no link – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos) e Muito Longe de Casa (Serra Leoa). E já adianto aqui que em 2018 o projeto continuará e as próximas leituras serão “A Última Mensagem de Hiroshima”, de Takashi Morita (Japão) e “Depois de Auschwitz”, de Eva Schloss (Alemanha).

Área: 1 138 914 km²
Capital: Bogotá
População: 48 747 632 hab. (estimativa 2016)
Moeda: Peso Colombiano
Data Nacional: 20 de julho
Governo: República Presidencialista
Presidente: Juan Manuel Santos

#Livros | Muito Longe de Casa

Trezentas mil crianças-soldado, lavagem cerebral, entorpecentes, abusos dos senhores da guerra, morte. Muitas hoje ainda sofrem com as conseqüências. Fã de hip hop e de boa literatura, Ishmael Beah, após passar a infância e a adolescência na roda-viva da guerra, foi reabilitado pela Unicef e teve a chance de contar o que qualquer ficção jamais conseguiria recriar.

Dando continuidade ao Desafio “Lendo o Mundo”, hoje vou falar sobre o livro “Muito Longe de Casa – Memórias de um menino soldado”, de Ishmael Beah.

Para quem quiser saber mais sobre esse projeto basta clicar neste link. Lembrando que os livros que lerei neste desafio devem trazer uma narrativa que ilustre a história, cultura, política ou tradições do país representado. Hoje, a leitura nos traz um panorama da guerra civil, que aterrorizou a Serra Leoa, um país africano, durante os anos 90.

O livro conta a história real de Ishmael Beah, que quando tinha entre 10 e 11 anos de idade, teve de fugir de sua aldeia por causa de uma guerra civil em seu país. Para sobreviver acabou sendo obrigado a se tornar um soldado aos 13 anos, lutando ao lado do governo contra o grupo rebelde de guerrilheiros da RUF (Revolutionary Front United – Frente Revolucionária Unida). Passou mais de dois anos numa rotina de sobrevivência e matança diária. Matou tantos que perdeu a conta. Também usava drogas pesadas diariamente para esquecer dos problemas. Saiu da guerra após uma intervenção da UNICEF, que retirou parte das crianças e adolescentes dos fronts de batalha.

Este livro é simplesmente incrível – um dos melhores que eu já li!! É impressionante e emocionante a lição de vida que Ishmael nos apresenta. É difícil imaginar que um garoto que pouco frequentou a escola em sua aldeia local, transitou por cenários de guerra e destruição, conseguiu se tornar um grande homem, que hoje influencia e ajuda diversos projetos humanitários na ONU.

Analisando as questões técnicas, a leitura flui muito bem. Como uma narração em primeira pessoa, podemos ter uma noção do que o autor passou. E ele é bem detalhista, então durante a leitura sofremos junto com ele. A edição que eu li é da Companhia de Bolso, não tem a capa original do livro, já que é uma outra versão, mas esta é bonita também, sendo bem simples. E para aqueles que quiserem uma dica – eu comprei na Estante Virtual, bem baratinho!

E agora quero a ajuda de vocês! Estou um pouco indeciso sobre a leitura do próximo mês, dentro do Desafio “Lendo o Mundo”. Por isso me ajudem a escolher – “O Ruído das coisas ao Cair”, de Juan Gabriel Vásquez (Colômbia), “A Última Mensagem de Hiroshima”, de Takashi Morita (Japão) ou “Depois de Auschwitz, de Eva Schloss (Alemanha). E também deixem nos comentários o que acharam da história de “Muito Longe de Casa”.

Área: 71.740 km²
Capital: Freetown
População: 6.018.888 hab. (censo 2016)
Moeda: leone
Língua oficial: inglês
Nome Oficial: República da Serra Leoa
Data Nacional: 27 de abril (Dia da Independência)
Governo: República Presidencialista
Presidente: Ernest Bai Koroma

#Desafio Lendo o Mundo

Tá chegando um projeto novo e super bacana aqui no Entrelinhas!!

O projeto Lendo o Mundo se direciona à leitura de pelo menos um livro de cada país do mundo. Assim, há a possibilidade de conhecer culturas, contextos e escritas diferentes, sair do comodismo das leituras monopolizadas por autores norte-americanos e seguir um viés de descobertas. Ele foi inspirado pelo A year of reading the world e pelo A volta ao mundo em 198 países.

Vou seguir a determinação do A volta ao mundo em 198 países: 193 países membros da ONU mais seus dois estados-observadores (Vaticano e Palestina) e Taiwan, Saara Ocidental e Kosovo que não são reconhecidos por ela.

Para aqueles que querem conhecer um pouquinho mais do projeto original – basta clicar neste link A Year of Reading the World  – e também recomendo o blog Literature-se – que foi onde eu conheci esse desafio.

Esta será a minha legenda para vocês acompanharem os livros que já li de cada país. O projeto começa hoje – dia 06/04/2017 e segue por tempo indeterminado. Assim irei desconsiderar os livros que já li de alguns países – como Brasil, Estados Unidos e Inglaterra. O desafio está lançado!!

Estados Unidos  Kate Andersen Brower (Por Dentro da Casa Branca
Serra Leoa
 ● Ismael Beah (Muito Longe de Casa
Colômbia  
Juan Gabriel Vásquez (O Ruído das Coisas ao Cair
Japão 
Takashi Morita (A Última Mensagem de Hiroshima) ✓
Alemanha ● 
Eva Schloss (Depois de Auschwitz) ✓