Tag: depressão

#Série | A Million Little Things

Oi gente!
Bora para mais uma dica de série!? E eu pergunto, quem está afim de um super drama?? “A Million Little Things” estreou de forma tímida, com uma audiência mediana nos Estados Unidos, mas foi ganhando forma e aos poucos conquistou o público. A produção é do canal ABC e no Brasil pode ser visto na plataforma GloboPlay.

A série já começa com o suicídio de um dos personagens. Este é o início para a história que discute de forma intensa a depressão em praticamente todos os seus personagens. O piloto começa com Jon (Ron Livingston) se jogando do prédio em que trabalhava após uma negociação de trabalho pelo telefone. Empresário dedicado e pai de família, Jon parecia ter uma vida perfeita, mas o desenvolvimento vai mostrando que a história é bem mais complexa do que um rápido olhar permite perceber.

O grande ponto positivo da produção é justamente os personagens, que são carismáticos e bem interpretados. Sem dúvida, os queridinhos dos fãs são o casal Gary (James Rodav) e Maggie (Allison Miller), que se conhecem em um grupo para vítimas de câncer de mama, e assim começam um relacionamento complicado, pois quando o câncer de Maggie volta, ela não tem mais vontade de combatê-lo, o que gera a revolta de Gary, criando momentos muito bonitos e emocionantes em tela.

Rome (Romany Malco), passa por uma forte depressão e só não tira também a própria vida por ter recebido a notícia da morte do amigo.  Sendo assim, ele passa a questionar os motivos de sua depressão, os fracassos da vida, e o porquê de ter recebido uma nova chance para viver, exatamente no momento em que seu melhor amigo perde a dele. Rome encontra forças com a esposa Regina (Christina Moses), que sonha em ser uma chefe de cozinha do seu próprio restaurante.

Já a esposa de Jon, Dellilah (Stephanie Szostack), também se vê em uma situação difícil quando descobre estar grávida de Eddie – melhor amigo de seu falecido esposo, com o qual ela mantinha um caso, o que ela acredita ser o motivo do suicídio. Eddie (David Giuntoli), além de ter problemas com alcoolismo, está em um casamento infeliz com sua esposa Katherine (Grace Park), que por sua vez não tem tempo pra sua família por estar se preocupando em tempo integral com sua carreira.

Deu para perceber o super drama que eu falei no início, neh?! Com uma temporada de 17 episódios, talvez o grande pecado de “A Million Little Things” seja o roteiro, que desenvolve múltiplas histórias, vários dramas, sempre querendo emocionar – o que de certa forma faz bem – mas gera um cansaço emocional. Talvez teria sido interessante seguir apenas uma linha narrativa nesta primeira temporada e ir desenvolvendo as demais histórias com o passar dos episódios.

Entre discursos sobre a importância da vida e muitas lágrimas, “A Million Little Things” é um bom entretenimento, temos momentos bons, com atores excelentes em cena, mas esteja preparado para sofrer até o final.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | 13 Reasons Why

“13 Reasons Why” é a nova série da Netflix que traz uma reflexão sobre o bullying na adolescência. A crítica tem se dividido bastante para elogiar ou criticar a temática. Mas, eu simplesmente amei a produção.

Uma caixa de sapatos é enviada para Clay Jensen (Dylan Minnette) por Hannah Baker (Katheriine Langford), sua amiga e paixão platônica secreta de escola. Clay se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah fora recentemente enterrada depois de se suicidar. Dentro da caixa, há 13 fitas cassete e instruções para serem passadas entre 13 amigos dos dois jovens. A gravação de cada fita explica uma razão, envolvendo um dos destinatários, pela soma das quais ela decidiu tirar a própria vida.

A série foi baseada no livro “Os 13 porquês” (“13 Reasons Why”, em inglês) de Jay Asher e também foi produzida pela atriz e cantora Selena Gomez e pelo ganhador do Oscar Tom McCarthy (“Spotlight”).

Fazer sucesso com temas bem polêmicos como depressão, estupro, suicídio, assédio e relações conturbadas entre pais e filhos adolescentes não é fácil, mas “13 Reasons Why” conseguiu essa proeza. Alguns podem não gostar, mas em apenas duas semanas, o seriado se tornou um dos maiores sucessos da Netflix. Sabe porquê? Por que traz toda a história de forma natural, sem fazer grandes alardes, mas com um toque super sensível e humano.

Outro fator que ajuda bastante é o elenco – que está bem entrosado. A novata Katherine Langford (Hannah) é uma bela surpresa e consegue emocionar com o drama de sua protagonista. Mas é Dylan Minette (Clay) quem domina a série.   Destaque também para os jovens Christian Navarro (Tony), Brandon Flynn (Justin Foley), Alisha Boe (Jéssica Davis), Miles Heizer (Alex Standall), Ross Butler (Zach Dempsey) e Devin Druid (Tyler). Além do elenco adulto que também arrasa – Kate Walsh e Brian d’Arcy James que fazem os pais de Hannah.

Para aqueles que ainda não leram o livro (o que estão esperando?) há algumas mudanças. A publicação é dividida entre os pontos de vista de Clay e Hannah – ele tentando entender; ela tentando explicar a sua verdade. Já a série foi um pouco mais além, mostrando o impacto geral com do suicídio – como se sentiu cada “amigo” que ela culpou, como ficaram seus pais e a escola. Outro ponto alterado foi a forma do suicídio – no livro Hannah havia tomado remédios, na série ela corta os punhos e sangra até a morte em uma banheira com água. Ah e por falar nisso, a cena do suicídio foi muito bem produzida – uma cena mega tensa, sem cortes nas imagens (mostra tudo, mesmo!) e com um show da atriz Katherine Langford. Outras cenas muito bem produzidas e que foram levadas à integra são as sequências de estupro, sofridas pelas personagens Hannah e Jéssica.

Mas na minha opinião, a série tem um pequeno defeito. Como são 13 porquês, os produtores fizeram 13 episódios – cada um contando um motivo. Dessa forma, achei que a narrativa ficou mais lenta. A história poderia ser contada com (no máximo) 10 episódios – seria mais compacta e ágil. Mas, como um todo, eu gostei bastante da série, chorei em vários capítulos (principalmente no episódio da fita do Clay e no episódio final). Eu acho que todos deveriam assistir “13 Reasons Why” justamente por causa da reflexão e lição de moral que a série traz. E uma dica para quem for assistir – assista sabendo que você vai ficar na maior deprê depois que acabar!