Tag: Dark

#Séries | Dark (3ª Temporada)

Oi gente!
E uma das minhas séries preferidas encerrou seu ciclo! (e muito bem encerrado, por sinal) Dark, série alemã original da Netflix, chegou ao final em sua 3ª temporada, lançada dia 27 de junho (curiosamente, o Dia do Apocalipse na trama).

Para aqueles que ainda não conhecem – e estão perdendo tempo – a trama, que mistura suspense e ficção científica, se passa em Widen, uma pequena cidade tomada por mentiras e segredos que entra em ebulição após o inexplicável desaparecimento de um garoto que resulta em uma complexa teia de viagens no tempo. A terceira e última temporada possui apenas 8 episódios, com duração de 1 hora, e é focada na dualidade – luz e sombra, passado e futuro, o certo e o errado. E fiquem preparados para toda confusão com árvore genealógica porque sua cabeça vai bugar com certeza, afinal de contas se isso não acontecesse, não seria Dark, né!?

A temporada final começa logo na sequência do encerramento da segunda – minutos antes do apocalipse, Jonas (Louis Hofmann) assiste Adam (Dietrich Hollinderbäumer), sua versão mais velha, assassinar sua amada Martha (Lisa Vicari). Desesperado, o garoto é salvo por uma outra Martha, vinda não de uma linha temporal alternativa, mas de um universo paralelo. Levado a esse outro mundo, ele agora precisa correr contra o tempo para impedir que a catástrofe aconteça nas duas Terras.  A partir daqui terá alguns SPOILERS, se você ainda não viu, pule para o parágrafo final.

Logo no primeiro episódio vemos que o novo mundo não é diferente daquele que já conhecemos. As famílias são as mesmas, porém com algumas diferenças, já que Jonas não existe nessa realidade. Katharina (Jördis Triebel) e Ulrich (Oliver Masucci) estão separados, já que ele casou-se com Hannah (Maja Schöne), porque neste mundo Mikkel (Daan Lennard Liebrenz) não viajou no tempo. E outra coisa importante, aqui na “Terra 2”, não temos o Adam, obviamente, mas sim, a Eva, confirmando uma das principais teorias que os fãs tinham sobre a dualidade entre ‘Adão e Eva’. E a partir daí vemos o jogo criado por esses dois personagens – Adam quer descobrir a origem de tudo para que os dois mundo acabem, consequentemente resultando na morte de todos; e Eva faz de tudo para que o ciclo temporal não se quebre. E temos a chegada de um personagem novo (em três versões) que vai agitar a história também.

E para você que estava esperando por respostas, Dark (após bagunçar um pouco nossas cabeças) entrega resolução para (quase) todas as pendências. E QUE FINAL! Simplesmente sensacional! Com toda certeza entrou no meu top de melhores finais de séries. Não senti falta de algumas explicações – o que mostrou (para mim) foi suficiente para compreender tudo. Somente uma coisinha me deixou pensativo no episódio final – não sei se foi erro de roteiro, mas prefiro acreditar que não.

Com uma produção caprichada, Dark amplia sua complexidade narrativa, e traz ótimas interpretações. Lisa Vicari (Martha) é o grande nome dessa temporada – sua personagem vinha tendo pouca evolução nas duas temporadas anteriores, porém nesta última a atriz teve o desafio de, assim como Louis Hofmann (Jonas), interpretar mais de uma versão de sua personagem. Lisa Kreuzer (Claudia Tiedemann) também possui grande importância para o desenvolvimento da trama.

Uma das melhores produções dos últimos tempos, Dark é o exemplo de série bem planejada. Desde o início, a roteirista Jantje Friese e o diretor Baran Bo Odar sempre trabalharam com a possibilidade de três temporadas, dessa forma, a história foi escrita e pensada para que não houvessem furos. Hoje já é comum séries que obtém sucesso e audiência ganharem novas temporadas, com suas histórias sendo esticadas, sem ter mais o que contar. Esse, graças a Deus, não é o caso de Dark. Os últimos episódios entregaram uma conclusão que honra a maturidade com que a série discutiu seus temas. Após anos de dúvidas , a jornada se fecha de forma bela.

Quem aí já maratonou a terceira e última temporada de Dark? O que acharam? Gostaram do final? Estou pensando em fazer outro post comentando as teorias dos fãs, o que se concretizou e, talvez, entrar mais a fundo nos desfechos. O que vocês acham? Comentem!! 

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Série | 2ª Temporada de Dark

Oi gente!
Antes de assistir Stranger Things 3 (tem resenha AQUI), eu conferi a 2ª temporada de Darksérie alemã da Netflix. Em sua temporada de estreia, a produção se mostrou uma grata surpresa devido à sua trama intrincada que misturava suspense e ficção científica. Nos primeiros episódios, a série apresentou Widen, uma cidade tomada por mentiras e segredos que entra em ebulição após o inexplicável desaparecimento de um garoto que resulta em uma complexa teia de viagens no tempo. Depois de dois anos de espera, a produção alemã retorna em grande estilo ao escancarar sua veia sci-fi, sem deixar os mistérios para trás.

Fãs de ficção científica que ainda não conferiram Dark, estão perdendo a chance de acompanhar uma ótima produção. A nova temporada possui apenas oito episódios.

Dark volta exatamente no ponto de parada da season 1, quando Jonas Kahnwald (Louis Hofmann) se encontra no futuro – no ano de 2052 – após sua versão mais velha tentar destruir o buraco de minhoca. O mundo pós-apocalíptico traz novos perigos para o adolescente, que descobre uma forma de voltar ao passado após se esgueirar por um túnel e encontrar um grande segredo. Com isso, passamos a entender mais o papel do personagem na complexa engrenagem da série, assim como suas conexões com outros personagens como Noah (Mark Waschke) e a diretora da usina nuclear (em 1986) Claudia Tiedemann, que vemos em três versões diferentes. Paralelamente, durante as investigações a respeito do sumiço de Mikkel Nielsen (Daan Lennard Liebrenz), mais pessoas descobrem a possibilidade de visitar outros períodos, criando um verdadeiro fluxo de gente fora de seu tempo. Consciente de sua densidade, o roteiro consegue se manter coeso ao localizar pessoas com motivações variadas através de linhas temporais.

Com uma produção meticulosa, a nova temporada amplia não só sua complexidade narrativa, como também seu espetáculo visual. O grande acerto de Dark na segunda temporada é explorar ainda mais ‘o vilão’- que depois se descobre que não existe nem vilão, nem mocinho. E a linha que une a ciência e a ficção.

Ao solidificar seus pontos positivos, Dark se mantém firme em uma vastidão de tramas e garante um retorno em alto nível, e com previsão de terminar na terceira temporada, o futuro da produção não poderia ser mais animador (e desesperador ao mesmo tempo). A produção traz uma segunda temporada que é brilhante, mas o nó na cabeça continua, talvez até piora. O final da temporada é surpreendente! É interessante o fato que Dark te faz pensar, raciocinar, além de criar mil teorias. De vez em quando é bom sair da zona de conforto.

#Séries | Dark

Oi gente!
Hoje tem uma dica mega bacana de série! “Dark” é uma produção alemã da Netflix e traz uma história envolvente de suspense e investigação. E olha que foi uma agradável surpresa, pois sempre nos atemos às séries americanas – de vez em quando uma britânica – mas nunca havia visto nenhuma série alemã, então não dava nada por ela, mas se surpreendi.

Além disso, muitos falavam que era a nova Stranger Things – que nós amamos, inclusive tem resenha da 2ª temporada AQUI. Mas a única coisa em comum é o fato de ter desaparecimento de crianças e um clima mais sombrio. De resto, não tem nada a ver com ST, que traz um lado mais cult pop, e Dark explora conflitos da ciência com relação à viagem no tempo.

A história se passa em três períodos – 1953, 1986 e 2019 (curiosamente 33 anos separando cada época). A cidade de Winden gira em torno de uma enorme usina nuclear e é cercada por quilômetros de florestas. Por ser tão isolada e restrita, Winden é o tipo de lugar onde todas as pessoas se conhecem, famílias perduram por gerações e segredos se perpetuam ao longo do tempo.

O espectador é apresentado a personagens com alto grau de dramaticidade como o jovem Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), que carrega a angústia de não entender o suicídio do pai; ou sua mãe Hannah, (Maja Schöne) que vive um caso proibido com Ulrich Nielsen (Oliver Masucci), homem que entra em uma jornada atrás do filho desaparecido Mikkel (Daan Lennard Liebrenz). Paralelamente, vemos os mesmos personagens em outros anos e conhecemos Noah, um padre que está tentando construir uma máquina do tempo. Conforme a história vai avançando, a trama evolui e somos introduzidos a uma dinâmica onde passado, presente e futuro coexistem de forma não necessariamente linear. E gente, vou parar por aqui senão acabo dando SPOILERS.

Vou falar então da parte técnica. Inclusive vou dar um conselho – não maratonem Dark. SÉRIO! Ela é uma série bem complexa – em vários momentos eu tive que voltar para tentar entender. Além disso, ela é bem tensa, então não vale a pena maratonar. Assista com calma!!

Como ponto positivo destaco a fotografia – que está incrível, com aquele clima escuro, e cores fracas e fortes contrastando, iluminação sombria, o que traz ainda mais tensão. Os planos também são caprichados, têm vários planos sequências, com cenas longas e diálogos que intrigam. A trilha sonora também está perfeita. Cada episódio foi bem dirigido e produzido, sempre tendo um gancho no final, que nos deixa com aquela vontade de saber o que vai acontecer. O elenco também está muito bem, com destaque para Louis Hofmann (Jonas), Karoline Eichhorn (Charlotte Doppler), Mark Waschke (como o “vilão” Noah) e o pequeno Daan Lennard Liebrenz (Mikkel). Já um ponto negativo que destaco é que a primeira temporada trouxe vários mistérios não resolvidos – talvez alguns desses até nos ajudariam a entender mais a trama. Possivelmente, essas pendências deverão ser resolvidas ou explicadas na segunda temporada.

Sem qualquer exagero, Dark já pode ser considerada uma das melhores séries do ano, que entretêm e instiga os espectador a pensar em diversas teorias, trazendo uma trama inteligente de ficção científica, com um ótimo elenco. O resultado final não poderia ser mais satisfatório.

Instagram do Entrelinhas Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange