Tag: Daniel Kaluuya

#Filme | Judas e o Messias Negro

Oi gente!
Hoje vou falar de “Judas e o Messias Negro”, filme de Shaka King, que recebeu em seis indicações ao Oscar 2021 – melhor filme, melhor ator coadjuvante (com indicação dupla para Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield), roteiro original, canção original (“Fight for you”) e fotografia.

O filme é a história de ascensão e queda de Fred Hampton (Daniel Kaluuya), ativista dos direitos dos negros e revolucionário líder do partido dos Panteras Negras. A trama se passa em 1969, quando os conflitos raciais ganhavam força nos Estados Unidos. A luta pelos direitos civis dos negros já tinha resultado nos assassinatos de Martin Luther King e Malcolm X. Os Panteras Negras prosseguiam como uma organização considerada perigosa. O FBI investigava os Panteras Negras, assim como outras organizações de mobilização social, perseguindo suas lideranças. Assim, o agente Mitchell (Jesse Plemons) tenta infiltrar no grupo o criminoso Bill O’Neal (Lakeith Stanfield) para espionar o líder Fred Hampton.

O filme tem altos e baixos. A história é forte, assim como o protagonista – Fred Hampton lutava contra o racismo, atacava a polícia, denunciava o capitalismo e a desigualdade racial, unindo grupos e gangues. Daniel Kaluuya é com certeza o grande nome do filme e está bem cotado para ganhar o Oscar de melhor Ator Coadjuvante. O longa retrata um importante e específico período histórico para os Estados Unidos, porém não tão conhecido aqui no Brasil. O espectador pode ficar um pouco confuso e perdido, sugiro pesquisar um pouco sobre a história antes de assistir (foi o que eu fiz), inclusive pausei várias vezes para pesquisar sobre os fatos históricos apresentados ao longo do filme.

A fotografia é muito boa, com um tom noturno, sombrio e dramático. A edição é ágil, porém o roteiro apresenta algumas falhas. Faltou um aprofundamento na história de O’Neal (o Judas do título). O ator até entrega uma boa atuação, mas faltou um desenvolvimento maior. E algumas cenas são bem fortes e necessárias.

“Judas e o Messias Negro” retrata um importante período histórico, que deve ser contado e ressaltado por toda luta racial. A mensagem é forte e atual! Tinha grande potencial para ter mais destaque.

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#Filmes | Corra!

Oi gente!
Bora falar do segundo filme que concorre neste ano ao Oscar 2018“Corra!”, do diretor Jordan Peele. Até a cerimônia no dia 04 de março, vou trazer as minhas críticas aos longas indicados, inclusive já falei de “Dunkirk” – AQUI.

Em “Corra!”, a trama gira em torno de um casal interracial formado por Chris (Daniel Kaluuya) e Rose (Allison Williams). Ele é um jovem negro; ela uma garota branca de uma família tradicional. Os dois aproveitam um final de semana para viajar ao interior para que o moço seja apresentado à família dela. Chegando lá, Chris é aparentemente bem recebido, mas há a constante sensação de estranhamento no ar, aumentada com o fato dos empregados da casa serem todos negros e, pelo visto, bastante reprimidos. Rose também se incomoda com a situação, mas o casal permanece lá no final de semana, que terá uma festa da família dela. Mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito perturbador.

Para mim foi uma grande surpresa “Corra!” estar concorrendo, pois é um filme bem diferenciado e não faz muito o estilo do Oscar. Mas é um longa bem interessante, com uma proposta original e que foi muito elogiado pela crítica.

Com um elenco sem grandes nomes, os rostos mais familiares são Allison Williams (a Marnie da série Girls) em sua estreia no cinema, Catherine Keener (de O Virgem de 40 Anos) e Bradley Whitford (da série política The West Wing). O protagonista Chris é vivido pelo inglês Daniel Kaluuya (o Posh Kenneth de Skins), em seu primeiro papel de destaque. Mas quem rouba a cena mesmo é o comediante LilRel Howery, que vive o melhor amigo de Chris e garante alguns dos momentos mais divertidos do filme.

Na parte técnica, “Corra!” também vai bem. Jordan Peele traz uma direção segura, com ótimas cenas, aquele clima de suspense, mas ao mesmo tempo torna-se engraçado pelos toques de comédia. Algumas cenas contam com efeitos especiais que também não comprometem a produção. A única ressalva que faço é o final, que apesar de ser surpreendente, foi um pouco over e forçado. Mas não tira o brilho do filme.

No Oscar, “Corra!” concorre nas categorias de melhor filme, direção (Jordan Peele), ator (Daniel Kaluuya) e roteiro original. Não acredito que vá levar alguma coisa para casa.

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