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#Séries | 1ª temporada de Legion

Atualmente estamos super saturados de produções voltadas ao universo de super heróis – seja no cinema com “Os Vingadores”, “Homem de Ferro”, “Capitão América”, “Thor”, “Hulk”, “Batman”, “Superman”, “Mulher Maravilha”, entre outros, e até mesmo na TV por assinatura com “Supergirl”, “Arrow”, “The Flash”, “Gotham”, “Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage” e “Punho de Ferro”. O que todas têm em comum? Um padrão de sucesso já estabelecido. E aí, quando imaginávamos que não haveria algo novo e com uma proposta diferente – surge “Legion”, baseado no universo dos X-Men, da Marvel. Recentemente o filme “Logan” encerrou uma trajetória da história dos mutantes no cinema. Agora, com uma pegada totalmente diferente, “Legion” vem nos entreter com uma narrativa tensa e que nos faz racionar a cada segundo.

A história acompanha a vida de David Haller (Dan Stevens – o Matthew Croawley de “Downton Abbey”), filho do Professor Charles Xavier, o fundador do grupo X-Men. Vítima de um ataque terrorista, do qual ele foi o único sobrevivente, David começou a sentir a manifestação de seus poderes telepáticos. Diagnosticado como esquizofrênico, ele foi submetido a diversos tratamentos psiquiátricos ao longo dos anos. Mas os tratamentos apenas pioraram sua situação, fazendo com que ele começasse a manifestar múltiplas personalidades, sendo que cada uma, passou a controlar diferentes aspectos de seus poderes psíquicos. Cansado de tentar recuperar sua sanidade, David construiu uma amizade com a jovem Lenny (Aubrey Plaza, de “Tirando o Atraso” e “Os Caça Noivas”). Mas a vida do rapaz muda completamente com a chegada de Syd Barrett (Rachel Keller, de “Fargo”), uma jovem que não gosta de ser tocada e vai fazê-lo acreditar que não está doente. Com a ajuda da Instituição de Melanie Bird (Jean Smart), o grupo irá descobrir a presença de um poderoso mutante, que controla a mente de David, podendo até levá-lo a morte.

“Legion” se tornou uma série genial! Com apenas oito episódios, o diretor Noah Hawley nos apresenta uma trama sem buracos e com apenas o mínimo de exposição de seus personagens, fazendo o espectador se sentir como o protagonista David: no escuro e altamente curioso. Outra forma de brincar com o público é que até os personagens se questionam sobre o que é real e o que não é real – assim como nós – trazendo uma mistura de suspense e uma grande discussão sobre a mente. Porém, em alguns momentos, todo esse jogo imaginário se torna muito confuso.

Na minha opinião, o grande destaque da série é a atriz Aubrey Plaza, que aos poucos vai se mostrando a grande vilã da série. No final desta temporada ficamos com aquele gostinho de quero mais! E os fãs de “Legion” já podem comemorar! A FX confirmou a segunda temporada!

#Filme | A Bela e a Fera

Assim que estreou no cinema, eu já corri para assistir “A Bela e a Fera”, um dos filmes mais esperados do ano.  A adaptação do clássico desenho da Disney de 1991, conta com a atriz Emma Watson (a Hermione Granger de “Harry Potter”) no papel principal. Ainda no elenco, Luke Evans (o Bard da saga “O Hobbit”) interpretando o vilão Gaston e Dan Stevens (o Matthew Crowley de “Downton Abbey”) que dá vida à Fera.

Recentemente a Disney tem readaptado suas obras, como por exemplo “Malévola”, que trouxe Angelina Jolie com uma personalidade diferente da vilã de “A Bela Adormecida”. “Cinderela” e “Mogli – O menino Lobo” também ganharam um novo filme.

Agora com “A Bela e a Fera”, a Disney traz uma live-action muito fiel ao filme original. A história começa com o príncipe (e os criados do seu castelo) sendo amaldiçoado pela feiticeira e tendo que viver como a Fera até que seja capaz de amar e ser retribuído, antes que a última pétala de uma rosa encantada caia. Em paralelo, Bela é uma jovem considerada estranha em seu vilarejo em virtude de sua mentalidade à frente de seu tempo e sua paixão pela leitura. Tendo de desviar dos avanços de Gaston, que deseja a tomar como esposa, a vida da menina é virada de cabeça para baixo quando seu pai é aprisionado pela Fera durante uma de suas viagens – cabe a Bela resgatá-lo, mas, para isso, precisa tomar seu lugar.

Neste filme, o diretor Bill Condon (que adaptou os dois últimos longas da saga Crepúsculo para as telonas), vai muito além da história que conhecemos. Tanto o passado de Bela – sua relação com a mãe, que faleceu quando ela ainda era um bebê – quanto da Fera – que cresceu sendo soberbo devido à criação do pai – são mostradas de maneira mais profunda. Além disso, a produção ainda traz quatro novas canções, além da trilha original. Inclusive, os atores do elenco cantam muito bem – Emma Watson me surpreendeu.

Também merecem destaque os atores que deram as vozes para os objetos mágicos. Ewan McGregor (o castiçal Lumière), Ian McKellen (o relógio Horloge), Gugu Mbatha-Raw (Fifi), o pequeno Nathan Mack (a xícara Chip) e Emma Thompson (Mrs. Potts) trazem as animadas mobílias a um nível tão bom quanto o original. E ainda temos dois personagens novos – o guarda-roupa (Audra McDonald) e o piano (Stanley Tucci).

O musical também traz uma polêmica – o primeiro personagem homossexual da Disney – LeFou, interpretado pelo ator Josh Gad. Porém, o fiel escudeiro de Gaston é um dos melhores personagens do filme – ele é mega engraçado. E também não poderia deixar de falar dos efeitos especiais, que são muito bem produzidos.

Uma história de amor. Objetos inanimados que dançam e cantam. E bons números musicais. Funcionou em 1991 e mais de vinte anos depois, “A Bela e a Fera” encanta novamente.