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Mix de #Séries | Canceladas que valem a pena

Oi gente!
Vocês viram o meu mix de séries com as produções que já vejo há alguns anos (AQUI) e hoje vou fazer um novo mix com séries que estrearam este ano, mas já foram canceladas. Apesar disso, vale a pena conferir a primeira e única temporada delas.

A primeira delas é “Here and Now”, produzida pela HBO – mais um drama familiar criado por Alan Ball, showrunner de outras séries de sucesso como True Blood e Six Feet Under, e coprodutor do premiado Beleza Americana. A história mostra a família disfuncional de Greg (Tim Robbins) Audrey (Holly Hunter). Eles têm três filhos adultos adotados: Ashley (Jerrika Hinton) nasceu na Libéria e hoje é dona de um site que comercializa roupas. Duc (Raymond Lee) foi adotado no Vietnã e agora é um “personal coach”, tipo um terapeuta comportamental. Ramon (Daniel Zovatto) foi adotado quando pequeno na Colômbia e trabalha como designer de games. Além deles, o casal teve uma filha biológica, a problemática adolescente Kristen (Sosie Bacon, de 13 Reasons Why). Com o decorrer da história, Ramon começa a ter visões e vai atrás da ajuda profissional do Dr. Farid (Peter Macdissi), e assim somos introduzidos à família Shokrani, que nos apresenta ainda outra discussão, introduzindo religiosidade e espiritualidade.

A série tinha uma premissa muito interessante, mas enrolou muito. Os temas levantados até são interessantes – Ashley tenta driblar o racismo tendo uma vida bem-sucedida; Ramon é homossexual e começa a ter visões, levantando a discussão de doença mental, porém a história leva a crer que é bem mais além pois ele começa a enxergar 11:11 em vários lugares e algumas formas psicodélicas que remetem ao fogo e borboletas; a matriarca da família Audrey descobre o caso de infidelidade do marido o traz à tona um casamento de aparências. Além da discussão de intolerância religiosa apresentada através do Dr. Farid e sua família, principalmente com o filho Navid, que se envolve com Kristen, mostrando que orientação sexual e identidade de gênero são coisas bem distintas. Fotografia, produção, edição e elenco são pontos fortes. Tim Robbins e Holly Hunter estão ótimos.

Agora, com um lado mais comédia românticaLife Sentence foi produzida pela CW e estrelada por Lucy Hale, recém saída de Pretty Little Liars. Stella Abbott (Hale) é portadora de um câncer terminal e tinha seu futuro totalmente traçado pela doença. Porém, apesar das dificuldades em lidar com todas as adversidades vindas do câncer, ela sabia que poderia contar com uma família incrível que sempre fazia de tudo para que ela aproveitasse seus últimos momentos da melhor maneira possível. Vivendo intensamente o fim da vida, Stella descobre que está curada e agora precisa correr atrás do tempo perdido. Apesar de ter uma doença como ponto de partida, a série não é nada deprê, tem um clima gostosinho, bem água com açúcar. O ponto principal da série é a dúvida amorosa que Stella passa a ter depois que se descobre curada – continuar no seu casamento com Wes (Elliot Knight) ou viver uma nova história de amor com o Dr. Will Grant (Riley Smith). Completam o elenco Jayson Blair (Aiden), Brooke Lyons (Elisabeth), Carlos PenaVega (Diego), Gillian Vigman (Ida) e Dylan Walsh (Peter). “Life Sentence” foi bem divertidinha, até torci para que fosse renovada, mas infelizmente teremos que nos contentar somente com a primeira temporada.

Por fim, deixei para falar de “Rise”, produzida pela NBC – e que mais senti por ser cancelada – sério!!! Eu simplesmente amei essa série! Com 10 episódios, a produção conta a história de Lou Mazzu (Josh Radnor – o Ted de How I Met your Mother), um professor de literatura que decide se arriscar na direção do teatro da escola de ensino médio em que trabalha. Além de enfrentar o conservadorismo da comunidade e do corpo acadêmico com a adaptação da peça musical “O Despertar da Primavera”, o maior desafio do Sr. Mazzu é entender os problemas dos adolescentes que compõem o grupo de teatro.

O elenco adolescente é composto por vários atores desconhecidos, mas que trabalham muito bem em conjunto. Começo destacando Auli’i Cravalho (Lillette – provavelmente vocês vão conhecer a voz dela, que é a dubladora original da Moana) e Damon J. Gillespie (Robbie), que vivem o casal protagonista. Os dois funcionam muito bem juntos, em uma história bem clichê onde o principal jogador do time de futebol vive uma vida dupla se dividindo entre o esporte e o teatro. Ellie Desautels (Michael) traz para as telas de uma forma sutil o processo de troca de gênero na juventude. Rarmian Newton (Maashous) já passou por diversas casas após ser adotado e agora vê uma oportunidade de manter um lar ao lado da família do professor de teatro. Erin Kommor (Sasha) traz o drama da gravidez na adolescência. Amy Forsyth (Gwen) era a protagonista do grupo de teatro, perdeu seu posto e agora precisa lutar para manter sua família unida, após a separação dos pais. Por fim, um dos maiores destaques é o ator Ted Sutherland, cujo personagem – Simon – foi criado em uma família extremamente conservadora, que não entende sua situação como ator, principalmente quando interpretará um homossexual na nova peça, fazendo também se questionar sobre sua orientação sexual. O interessante é observar que a maior parte desses dramas adolescentes também podem ser vistos na peça escolhida – “O Despertar da Primavera”. É uma pena a série ter sido cancelada. Rise é sensível, realista, dramática e emocionante, mas acima de tudo, é atual e honesta com a realidade.

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#Séries | Dynasty

Oi gente!
Nos próximos posts teremos várias dicas de série, já que acabou a fall season nos EUA e as principais produções encerraram suas temporadas. Hoje vou falar de “Dynasty” nova série da CW, exibida simultaneamente na Netflix. O que falar de um seriado criado por dois grandes produtores – Josh Schwartz e Stephanie Savage – responsáveis por sucessos teens como Gossip Girl e The OC, além de ser um reboot de uma das séries de maior sucesso dos anos 80. Só poderia ser TOP.

Dynasty acompanha duas das famílias mais ricas dos Estados Unidos – os Carringtons e os Colbys, que lutam pelo controle de suas fortunas. Blake Carrington (Grant Show) e a jovem Crystal Flores (Nathalie Kelley) estão prestes a se casar, mas a notícia não agrada a todos, principalmente à filha do empresário Fallon Carrington (Elizabeth Gillies).

Além disso, Steven Carrington (James Mackay), só quer saber de gandaia, drogas e, eventualmente, embarcar numa vida política. O filho mais novo de Blake é perdidão e só quer curtir a grana do papai enquanto se envolve com alguns caras, entre eles Sammy Jo (Rafael de la Fuente), sobrinho de Crystal. Por trás de toda essa bagunça, Joseph Anders (Alan Dale) é o fiel mordomo da casa que sabe mais do que as paredes. Por outro lado, Jeff Colby (Sam Adegoke) quer acabar com a família Carrington por causa de problemas do passado e o melhor jeito é se envolvendo com Fallon, porém a moça mantém um caso amoroso mal resolvido com o motorista da família Michael Culhane (Robert Christopher Riley).

O remake segue praticamente a mesma trama da série original, que ficou no ar entre 1981 e 1989, porém houve algumas mudanças, tanto na parte da empresa como mudança de gênero em um personagem. Uma das primeiras mudanças foi a cidade onde se passa a série, na versão antiga os Carringtons eram da cidade de Denver se mudando para Atlanta nessa nova versão. Nos anos 80, Blake Carrington era um magnata do petróleo, hoje é o dono da maior empresa de energia global. Já a principal troca foi com relação ao personagem Sammy Jo – antigamente era a atriz Heather Locklear quem deu vida à sobrinha de Crystal – uma alpinista social que queria se aproveitar da riqueza dos Carringtons. No reboot, o personagem virou homem e até o momento está mais para “bom vivant” do que vilão aproveitador.

Dynasty pode não ser uma série super elaborada, mas é bem parecida com uma novela, cheia de reviravoltas. E, na minha opinião, essa é a melhor característica. No início, Fallon e Steve estão envolvidos com as maracutaias de Blake – eles são cúmplices de quase todas as decisões do patriarca quando a pauta é “defender a família”. Blake é o típico ricaço poderoso que tem uma equipe de espiões, policiais, advogados e infiltrados totalmente preparados para defender a reputação deles quando alguma polêmica surge. O primeiro impasse da trama envolve a morte de um antigo amante de Cristal – Matthew Blaisdel (Nick Wechsler – lembram dele? Era o Jack em Revenge). Em seguida, a esposa do falecido se torna uma pedra no sapato de Crystal. Já no meio da série, o passado da esposa de Blake vem à tona. E se não bastasse tudo isso, Alexis – mãe de Fallon e Steven retorna, transformando a vida de todos em um verdadeiro inferno.

No elenco, Elizabeth Gillies (a Jade West, de Victorius) e Nathalie Kelley (de The Vampire Diaries) protagonizam os principais momentos da série. Não são grandes interpretações, mas estão na média. Grant Show e Alan Dale são os grandes destaques. Já a indicada ao Globo de Ouro, Nicollette Sheridan faz uma ótima participação como Alexis Carrington – tanto que sua personagem será fixa na próxima temporada. Como vocês perceberam, não temos grandes nomes neste remake, diferente da original que trazia atores consagrados da época como John Forsythe, Linda Evans e Joan Collins.

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Com 22 episódios para sua primeira temporada, Dynasty é um ótimo “novelão”, com tramas movimentadas, grandes reviravoltas e ótimos personagens. A série já foi confirmada para sua segunda temporada e retorna dia 11 de outubro na CW e na Netflix. E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Séries | Crossover “Crisis on Earth-X”

Oi gente,
E vocês achando que Liga da Justiça seria o melhor encontro de super heróis do ano?! Não!! Surge o crossover das séries Arrow, The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow – produzido pela CW – para nos alegrar! “Crise na Terra X” (Crisis on Earth-X) mostrou os heróis da DC encarando um novo tipo de ameaça: suas próprias versões nazistas. Vindos de uma realidade onde a Alemanha de Hitler venceu a 2ª Guerra Mundial, os vilões tinham planos obscuros que iam desde dominar outras versões da Terra até arrancar o coração da Supergirl para salvar sua versão do mal. Ao longo de quatro episódios, muita coisa aconteceu: mortes, casamentos e retorno de vilões.

Para quem for assistir, tem uma ordem – começa com Supergirl, depois vai para Arrow, passa por The Flash e termina em Legends of Tomorrow. Barry Allen (Flash), Oliver Queen (Arrow), Kara Danvers (Supergirl), Sara Lance (Canário Branco), Dr Martin Stein (Nuclear), Ray (Atom), Iris West, Caitlin Snow (Killer Frost), Cisco Ramon (Vibe), Joe West, Felicity Smoak, Winn Schott e Alex Danvers reunidos em quatro episódios emocionantes.

O crossover explora bem o lado pessoal dos três personagens principais, para alguns pode parecer estranho, mas o pouco que foi explorado foi riquíssimo para a evolução estrutural do enredo desta história que foi brilhante. E para aqueles que assistem uma e não veem outra, podem ficar tranquilos que não influencia em nada na história. Todas as quatro séries têm sequência normal nos episódios.

Mais uma vez, os roteitistas apostaram nos vilões mascarados, para gerar mistério quanto a suas identidades, algo comum nas séries de herói da emissora. Entretanto, a “dúvida” não convenceu. Desde o início fica claro que a kriptoniana da Terra X é Kara e que o arqueiro é Oliver. Quer dizer, cópias deles, e melhor – AQUI VAI UM SPOILER – eles são casados! Por mais que tenha sido interessante ver aversão malvada dos personagens, Melissa Benoist e Stephen Amell não conseguiram se despir das caras de bons moços. Além disso temos a volta de do Flash Reverso. Inclusive foi surpreendente descobrir que era o mesmo Eobard Thawne que se passou por Harrison Wells na primeira temporada de The Flash e que voltou do futuro para se vingar de Barry Allen.

ALERTA DE SPOILER – Durante os episódios tivemos vários momentos interessantes como o envolvimento da Canário Branco com a Alex Danvers; Kara soltando a voz (novamente) durante o casamento; o melhor amigo do Arrow – Tommy Merlyn vivo de novo, porém na versão do mal; Felicity revelando suas inseguranças em se casar com Oliver; Barry reencontrando Eobard; a volta de um dos personagens mais queridos – Leonard Snart; uma luta final de tirar o fôlego e um dos momentos mais emocionates – a despedida do Dr Martin Stein.

Feito para os fãs, o crossover “Crise na Terra X” teve alguns defeitos, mas empolgou, divertiu e emocionou. Agora é esperar para ver como esses eventos vão influenciar no restante das temporadas de The Flash, Arrow, Supergirl e Legends of Tomorrow.

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#Séries | Riverdale

Já faz um tempinho que foi a ar o final da 1ª temporada de “Riverdale”, a nova série da CW, exibida no Brasil no canal Warner. Mas só agora que estou postando sobre ela… (vocês me perdoam neh?!) A série é baseada na HQ “Archie” de 1942, ou seja, é uma adaptação, com uma roupagem nova e mais intrigante. A proposta é trazer um clima mais sombrio e complexo para a trama.

“Riverdale” traz uma abordagem subversiva de Archie Andrws (KJ Apa), Betty Cooper (Lili Reinhart), Veronica Lodge (a brasileira Camila Mendes), Jughead Jones (Cole Sprouse) e seus amigos, explorando o surrealismo de uma pequena cidade e seus curiosos habitantes. A história começa com o trágico assassinato do jovem estudante Jason Blossom (Trevor Stines). Quando Cheryl Blossom (Madelaine Petcsh) e Jason, os gêmeos inseparáveis, vão a um passeio do feriado de 4 de julho, apenas um deles retorna vivo. E a partir daí temos o mistério de “quem matou Jason? ”, sendo que todos os personagens escondem segredos.

O protagonista Archie Andrews acaba de retornar de um intenso verão trabalhando para o pai. Com o retorno às aulas, ele decide que quer algo diferente para a sua vida além do futuro na administração da empresa do pai e da bolsa por meio do futebol. Archie descobre que a música faz parte de sua vida. Só precisa descobrir como fazer isto dar certo – incluindo um caso amoroso com a professora de música.

O verão também mudou Betty Cooper. Depois de passar um tempo longe do amigo de infância, Archie, ela conclui que é chegado o momento de se declarar para ele, mesmo que sua mãe seja contra qualquer distração que possa comprometer o futuro brilhante que planejou para a filha mais nova. Mas talvez Betty não queira tudo isto. Talvez ela queira ser um pouco mais como Polly, a irmã mais velha que namorava o popular Jason Blossom.

Veronica Lodge retorna com sua mãe a Riverdale, após um escândalo que colocou seu pai atrás das grades. Depois de ser julgada pelos erros do pai, Veronica decidiu que gostaria de virar outra pessoa. Ela começa uma amizade com Betty Cooper e se apaixona por Archie Andrews. Definitivamente, Veronica chega para agitar a cidade, só não esperava que Riverdale já estivesse bastante agitada sem ela. O mistério em torno da morte de Jason é explorado um pouco a cada episódio, que sempre apresenta uma revelação misteriosa. E cada história é narrada pelo personagem aspirante a escritor Jughead Johnes (Cole Sprouse).

O grande destaque da série são as personagens femininas. Betty e Veronica já se destacavam nas HQs por tentarem construir uma amizade à prova de interferências masculinas, mesmo que disputassem Archie. E este fato é reforçado na série, que procura promover não só a união feminina, como a força de cada personagem. O elenco também está incrível – inclusive a maior parte dos atores teens estão estreando nesta produção, com exceção de Cole Sprouse – para quem não se lembra ele era o Cody em “Zack e Cody: Gêmeos em Ação”, da Disney e também o Ben, filho do Ross em “Friends”.

A série tem tudo para fazer sucesso – até porque é bem parecida com outras produções – tem um lado sombrio como “The Vampire Diaries”, um mistério a ser descoberto como em “Pretty Litlle Lies” e até os produtores definem “Riverdale” como uma mistura de “Twin Peaks” e “Gossip Girl”.

Eu gostei bastante de “Riverdale”!! Uma série ótima, com ganchos que nos fazem querer assistir o próximo episódio logo, além de personagens e histórias marcantes. Inclusive, a CW já confirmou a produção da 2ª temporada!!