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#Filme / Até o Último Homem

Grande parte dos filmes que concorrem ao Oscar 2017 apostaram em histórias baseadas em fatos reais – “Até o Último Homem” é um deles. O longa conta a saga de um jovem que segue firmemente seus princípios e sua fé em um dos campos de batalha mais sangrentos na história do mundo.

A trama adapta a inacreditável história real de Desmond Doss (Andrew Garfield), um soldado na Segunda Guerra Mundial que se alistou no exército após se dar conta de todo o esforço e sacrifício que o país passava. Porém, dada sua devota crença no cristianismo, Doss se recusou a portar armas durante todo o conflito, acreditando que seu dever não deveria tirar vidas, mas sim salvá-las ao atuar como médico militar. Os eventos do filme centram-se na atuação das tropas americanas em Okinawa, e a tomada do desfiladeiro de Hacksaw, uma zona crucial para dominação do território japonês.

Após 10 anos, Mel Gibson está de volta como diretor em mais um filme de guerra. Conhecido pelo realismo e a violência extrema de seus trabalhos anteriores, as cenas de guerra aqui são bem produzidas, porém, em alguns momentos, um pouco exageradas. Destaque para a brilhante interpretação do jovem Andrew Garfield (ex-Homem Aranha), no papel principal do soldado Doss e também os atores coadjuvantes – Vince Vaughn (Sargento Howell), Sam Worthington (Capitão Glover), Luke Bracey (Smitty) e Teresa Palmer (Dorothy).

Como disse anteriormente, o filme é baseado em fatos reais, tanto que ao final nos deparamos com depoimentos das pessoas reais, retratadas na produção – dando um toque de realismo e emoção. Um filme caprichado na edição, com um roteiro que em alguns pontos deixa a desejar. Faltou aquela sutileza que Mel Gibson impôs no vencedor do Oscar – “Coração Valente” (1996), que inclusive lhe rendeu o prêmio de melhor diretor.

No Oscar deste ano, “Até o Último Homem” concorre em seis categorias – melhor filme, diretor (Mel Gibson), ator (Andrew Garfield), montagem, mixagem de som e edição de som.

#Filme / Estrelas além do Tempo

Chegou a vez de falarmos do filme “Estrelas além do Tempo”, que estreou nos cinemas brasileiros no dia 2 de fevereiro. O longa, baseado em fatos reais, foi dirigido pelo americano Theodore Melfi e estrelado pelas atrizes Taraji P. Henson (da série de TV “Empire”), Octavia Spencer (vencedora do Oscar de atriz coadjuvante por “Histórias Cruzadas”) e a cantora Janelle Monáe (estreando nas telonas – uma curiosidade: a atriz também pode ser vista no filme “Moonlight”, que também concorre ao Oscar.)

A história de “Estrelas além do Tempo” se passa em 1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Cada uma das três luta com um desafio diferente dentro da Agência, com Dorothy temendo que ela e suas colegas se tornem desnecessárias com a chegada das máquinas IBM e batendo de frente com a assistente Vivian Michael (Kirsten Dunst); Mary tentando sair do cargo de assistente e tornar-se uma engenheira plena; e Katherine sendo transferida para a divisão de pesquisa de voo, trabalhando revisando os cálculos do arrogante engenheiro-chefe Paul Stafford (Jim Parsons, de “The Bg Bang Theory”), sob o comando direto de Al Harrison (Kevin Costner).

O longa concorre em três categorias do Oscar – melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer – adoro ela, sempre muito segura em cena, mas neste filme as outras atrizes se destacaram mais a ponto de uma indicação. O filme cumpre bem o seu papel de narrar uma história de superação de três mulheres afrodescendentes, que quebram barreiras no auge da segregação racial dos Estados Unidos. A história tem a sutileza para emocionar, mas é um filme previsível.

#Filme / Um Limite entre Nós

Continuando a minha maratona dos filmes que concorrem ao Oscar, hoje vou falar de “Um Limite entre Nós” (“Fences”, no original), que por enquanto ainda não estreou no Brasil.

Na trama, ambientado na década de 50 nos Estados Unidos, acompanhamos a trajetória de Troy Maxson (Denzel Washington) um homem analfabeto, que foi preso por anos, e depois trabalhou duro todos os dias para sustentar sua família, de origem humilde, em um bairro familiar norte americano. Frustrado toda vida por não conseguir ter sido um jogador de baseball profissional, com todo o talento que tinha, seu destino lhe reservou outra história e assim ele vive o cotidiano entre um drink e outro, tentando se manter consciente em casa e no relacionamento conturbado que possui com sua mulher Rose Maxson (Viola Davis) e seus dois filhos além de ter que cuidar do irmão Gabe (Mykelti Williamson), um ex-combatente do exército que voltou com problemas da guerra.

O filme é baseado na peça homônima de enorme sucesso escrita por August Wilson (que assina o roteiro), e também protagonizada por Denzel nos teatros (papel que lhe rendeu o prestigiado prêmio Tony em 2010). O filme utiliza de técnicas do teatro, como desenvolver toda a história em apenas um cenário, com enquadramentos abertos e diálogos longos. Tudo isso possibilita interpretações na medida de Denzel e Viola. A atriz é o grande destaque e deve levar o Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante.

“Um Limite entre Nós” é uma grande metáfora das relações familiares e conjugais. Um filme difícil para engatar, porém intenso, verdadeiro, real. Vale a pena pela interpretação da maravilhosa Viola Davis.

# Filme / Jackie

De todos os filmes que concorrem ao Oscar neste ano, um deles eu estava mega ansioso para assistir – “Jackie”, estrelado pela atriz Natalie Portman. A melhor definição que eu encontrei para essa produção é que ela é “um olhar humanizado de uma das maiores personalidades do mundo”.

Engraçado que neste atual momento da história americana, com a eleição de um presidente cuja aversão ao estrangeiro é tão intensa, uma obra cinematográfica que retrata momentos da icônica primeira dama Jacqueline Kennedy é produzida justamente por um diretor latino – o chileno Pablo Larraín e estrelado por uma atriz israelense Natalie Portman, vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2011, por “Cisne Negro”.

O filme tem início com a entrevista de Jackie ao repórter Theodore H. White da Revista Life. Ela revive aqueles momentos sem medo de mostrar sua dor e insegurança ao jornalista, cuja tarefa de ultrapassar as barreiras emocionais de Jackie e vislumbrar a verdadeira mulher por trás do ícone. Porém, sofre grande interferência da primeira dama, que não permite que esses fatos cheguem ao público. Uma curiosidade – o artigo final publicado pela revista foi um dos maiores sucessos de venda, mesmo tendo sido “censurado”. Em 1994, após a morte de Jacqueline Kenndey, todas as anotações feitas por White foram entregues à Biblioteca do Congresso Americano.

Ainda vemos um rico retrato da mãe, esposa e primeira dama alguns dias depois do trágico momento que testemunha, com alguns flashbacks de três momentos chave para a condução da história: o famoso tour televisionado de Jackie pela Casa Branca no começo do mandato do marido, o assassinato e os momentos seguintes a ele até o enterro e uma conversa com um padre (o saudoso John Hurt, em um de seu último papel).

Uma produção caprichada, com pequenos erros de continuidade – como por exemplo, nas primeiras cenas o vestido usado por Jackie durante o ocorrido não possui marcas de sangue, sendo que na cena do assassinato, a roupa está completamente suja, mas são pequenos detalhes. O importante é a atuação de Natalie Portman, IMPECÁVEL, tanto nos gestos como na voz. Ela realmente encarnou Jacqueline Kennedy. Natalie está maravilhosa e concorre ao prêmio de melhor atriz. O filme ainda foi indicado nas categorias trilha sonora e figurino.

#Filme / Florence – Quem é essa Mulher?

Reunir em um filme a atriz mais premiada de todos os tempos – Meryl Streep (que já recebeu 20 indicações ao Oscar, vencendo três vezes); um dos atores mais charmosos dos anos 90 – Hugh Grant; e um grande nome da atualidade – Simon Helberg, o Howard Wolowitz de The Big Bang Theory, com certeza é um ótimo apelo para assistir “Florence: Quem é Essa Muher”.

Lembrando que assim que passar esse período do Oscar 2017, voltamos com as nossas resenhas de livros – já tenho várias dicas para dividir com vocês!!

O filme, dirigido por Stephen Frears, diretor britânico consagrado por produzir ótimas biografias como “A Rainha” e “Philomena”, volta às telonas com a história de Florence Foster Jenkins (Streep), uma rica herdeira que persegue obsessivamente uma carreira de cantora de ópera na Nova York de 1940. Aos seus ouvidos, sua voz é linda, mas para todos os outros é absurdamente horrível. O ator St. Clair Bayfield (Grant), seu marido, tenta protegê-la de todas as formas da dura verdade, mas um concerto público coloca toda a farsa em risco. Florence não buscava fama e prestígio, mas apenas alimentar a sua paixão por música, por isso, subir ao palco do famoso Carnegie Hall e se apresentar era algo que representava o seu sonho enquanto ser humano, um desejo irrefreável de passar os seus dias no meio de algo que lhe dava prazer: a música.

Com base em fatos reais, centrados nos esforços de Florence para fazer uma carreira na música, a comédia cumpre seu papel de entreter, somente isso. Meryl Streep, como sempre, está maravilhosa, utilizando seu talento em musicais para “destruir” e divertir sua personagem, já que ela canta muito mal, mas também dá um show de interpretação em cenas de drama. Confesso que fiquei muito surpreso ao ver como Hugh Grant envelheceu – seu personagem é uma escada para o sucesso de Meryl – o marido que trai a esposa, mas ainda assim, procura realizar todos os seus sonhos e desejos. Destaque também para o jovem Simon Helberg, que interpreta o talentoso pianista Cosme McMoon.

O roteiro do longa é muito bem construído, sabendo como dar as informações de sua narrativa, sem se apressar ou criar barrigas entre seus acontecimentos, num ritmo agradável que lembra – apenas lembra – as melhores comédias clássicas de Hollywood. Outro detalhe que traz charme é o efeito de passagem de cenas, inspirado em filmes antigos.

Portanto, o filme traz um humor sutil, uma evolução bem construída e interpretações na medida certa. No Oscar 2017, o longa concorre em apenas duas categorias: Melhor Atriz com Meryl Streep e Melhor Figurino.

#Filme / Lion – Uma Jornada para Casa

Continuando minha saga com os filmes do Oscar, nesta semana assisti “Lion – Uma Jornada para Casa”, que estreia no Brasil no dia 16 de fevereiro. O longa concorre em cinco categorias do Oscar 2017 – melhor filme, ator coadjuvante (Dev Patel), atriz coadjuvante (Nicole Kidman), roteiro adaptado e fotografia.

Lembrando que devido ao Oscar 2017, não estou postando as resenhas de livros, mas assim que passar a premiação, eu volto com várias dicas – já li vários livros para indicar pra vocês!!

Baseado em fatos reais, o filme narra a história de um garotinho indiano chamado Saroo (Sunny Pawar, quando menino e Dev Patel, de “Quem Quer Ser um Milionário?”, quando adulto), que em 1986 dormiu acidentalmente em um trem vazio e passou dias viajando pela Índia. Mil e seiscentos quilômetros depois, o menino atônito que só falava o idioma Hindi, desceu em uma estação em Calcutá abarrotada de gente. Sem conseguir se comunicar, Saroo passou a viver de restos de alimentos jogados nas ruas e a dormir em um papelão amassado. Com o tempo, ele foi levado para um abrigo de menores e mais tarde foi adotado por um casal de australianos (Nicole Kidman e David Wenham) que o levaram para morar no país deles. No ano de 2011, quase vinte e cinco anos depois, o agora rapaz tenta refazer o caminho de volta para casa com a ajuda do novíssimo Google Earth.

O filme, dirigido pelo estreante Garth Davis, da série “Top of the Lake”, foi muito bem produzido – as cenas que mostram uma Índia pobre e devastada fazem toda a diferença para a ambientação dos personagens. Além disso, a história é muito emocionante – de fazer chorar quando ocorre o reencontro do filho com a mãe biológica.

Dois grandes destaques neste filme – primeiro, o pequeno ator Sunny Pawar, que interpreta Saroo quando criança. Suas cenas são dramáticas e intensas – quando ele está perdido e grita o nome do irmão mais velho, é de cortar o coração. Outro ponto positivo é Nicole Kidman (vencedora do Oscar por “As Horas” – 2003) – sua personagem aparece pouco ao longo da história, mas as poucas cenas já valem por tudo, principalmente o diálogo que ela tem com Saroo, neste momento a cargo de Dev Patel, onde ela explica porque quis adotá-lo. Cena maravilhosa! Também merece consideração o jovem ator britânico Dev Patel, que após o sucesso de “Quem quer ser um Milionário?” não teve muitas chances em Hollywood, mas se mostrou firme neste papel.

“Lion – Uma Jornada para Casa” é um filme emocionante, comovente, dramático e empolgante! Quem aí quer vê-lo nas telonas dos cinemas?

#Filme / A Qualquer Custo

Assisti mais um filme que está concorrendo ao Oscar“A Qualquer Custo”, do diretor David Mackenzie concorre em 4 categorias – melhor filme, ator coadjuvante para Jeff Bridges, roteiro original e edição. Não deve ganhar nenhuma estatueta, mas é um bom filme.

A história narra a saga dos irmãos Howard – Tanner (Ben Foster) e Toby (Chris Pine), assaltantes de bancos do interior do Texas. Estes necessitam do dinheiro para pagar as hipotecas deixadas pela mãe e que acarretaram na perda de uma residência da família. Enquanto isso, uma dupla de policiais os persegue: Alberto Parker (Gil Birmingham), um hispânico ascendente de indígenas e Marcus Hamilton (brilhantemente interpretado por Jeff Bridges), prestes a se aposentar, mas determinado a impedir novos roubos e prendê-los antes da aposentadoria.

O filme é um faroeste contemporâneo. A história dos irmãos Howard é apenas um pano de fundo para um roteiro bem elaborado, que faz com sutiliza uma crítica social, política e econômica. Vemos em diversas cenas o preconceito entre os policiais – o personagem de Jeff Bridges chama constantemente seu parceiro de indígena. Em outro take, ao observar uma cidade no interior do Texas, Alberto diz que “150 anos atrás, tudo era terra de meus ancestrais até que seus ancestrais [referindo-se a origem europeia e branca de Marcus] as tomaram. Mas agora elas estão sendo tomadas de vocês”, referindo-se às grandes mudanças políticas na história do estado do Texas. Além disso, em diversas oportunidades são mostradas placas nas estradas falando sobre especulações do setor financeiro – está é a principal crítica do filme, já que os irmãos roubam os bancos para pagar a hipoteca do mesmo banco.

Com relação às atuações, Jeff Bridges está maravilhoso em cena. Tudo bem que ele sempre interpreta esses tipos de personagens durões em filmes ‘western’, mas como sempre, está muito bem. Ben Foster também não sai de sua zona de conforto – faz o mesmo tipo que já interpretou em outras oportunidades. A grande surpresa é Chris Pine, que está num papel sisudo, sem a vaidade de galã.

A fotografia do filme e as imagens são muito bonitas. E uma curiosidade, a história se passa no estado americano do Texas – vemos paisagens bem características – porém nenhuma cena foi filmada no estado. Outro ponto muito positivo é a trilha sonora com músicas country, que criam todo o clima. “A Qualquer Custo” é um bom filme, crítico, com cenas de tirar o fôlego e performances na medida, enfim, intenso.

#Filme / La La Land – Cantando Estações

O filme do momento com certeza é “La La Land – Cantando Estações”, dirigido por Damien Chazelle (Whiplash – Em Busca da Perfeição) e protagonizado por Ryan Gosling (Diário de uma Paixão) e Emma Stone (O Espetacular Homem Aranha).

O filme é simplesmente MARAVILHOSO! Por isso, concorre em 14 categorias do Oscar 2017, entre elas – Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora, entre outras. Acredito que o musical não vá ganhar na principal categoria da noite – a de melhor filme, mas deve levar várias estatuetas.

Destacando uma curiosidade, os musicais como “La La Land – Cantando Estações” não têm muita oportunidade no Oscar. O último a concorrer foi “Os Miseráveis”, em 2013. Já o último a ganhar foi “Chicago”, em 2002. Porém, o gênero teve grande destaque nos anos 50 e 60. Em 1952 e 1959, “Sinfonia de Paris”, com o astro Gene Kelly, e “Gigi” foram premiados. O período de glória começou em 1962 com “Amor, Sublime Amor”, o musical mais premiado da história (dez prêmios Oscar); dois anos seguidos – 1965 e 1966 – com “Minha Bela Dama” e “A Noviça Rebelde” e, por fim, em 1969, com “Oliver!”.

Mas voltando ao filme, ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Ryan Gosling e Emma Stone estão incríveis juntos! O casal possui muita química – não é para menos, já atuaram juntos em outros dois filmes – “Caça aos Gângsteres” e “Amor a Toda Prova”. Emma está super linda, atua e canta maravilhosamente bem. E confesso que não gostei muito do Ryan Gosling cantando.

“La La Land – Cantando Estaçoes” me deixou com uma pequena confusão quanto ao tempo da história. Eu jurava que o filme se passava nos anos 60 devido às roupas, estilo, fotografia e efeitos das imagens, mas a narrativa ocorre nos dias atuais, percebemos isso devido aos carros e celulares modernos.

Não poderia deixar de falar da trilha sonora – FANTÁSTICA! Fica até difícil falar qual é a melhor! Super indico esse filme. É fascinante, poético, lindo, apaixonante, muito bem produzido, e me fez lembrar dos musicais antigos como “Cantando na Chuva”. Simplesmente, AMEI.

#Filme / A Chegada

Agora que saiu a lista dos filmes que concorrem ao Oscar 2017, vou assistir todos! O primeiro foi “A Chegada”, uma ficção científica dirigida pelo canadense Denis Villeneuve. O longa concorre em 8 categorias – Melhor Filme, Melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor edição, melhor edição de som, melhor mixagem de som e melhor design de produção.

O filme começa quando seres interplanetários chegam na Terra e pousam com uma nave gigante, de formato de pedra, em diferentes localidades do mundo. Imediatamente, pânico, violência e confusão começam, enquanto os governos tentam estruturar uma maneira de se comunicar com essa força invasora, que simplesmente paira ali, sem ação. Assim, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

“A Chegada” é baseado no livro de Ted Chiang e foi muito bem produzido, com imagens de tirar o fôlego. Amy Adams (Homem de Aço) e Jeremy Renner (Os Vingadores) vivem a dupla de especialistas em comunicação convocada para ajudar nas negociações com os alienígenas. Um filme ousado, inovador. Porém, chega a ser muito confuso, desconexo. A história evolui entre passado, presente e futuro, o que causa confusão na cabeça do espectador, fazendo com que a gente se perca durante a narrativa do filme. Um ponto muito positivo é a atuação de Amy Adams, ela está muito bem e carrega toda a tensão e suspense do filme.

 

#Filme / Passageiros

Um dos filmes que eu estava mega ansioso para assistir era “Passageiros”, com Jennifer Lawrence e Chris Pratt. A trama é bem interessante: mais de 5.000 pessoas estão em estado vegetativo dentro de uma nave espacial que os transporta da Terra para um novo planeta, em uma viagem de aproximadamente 120 anos. Quando uma tempestade de meteoros causa um pane na nave, o mecânico Jim (Pratt) acaba acordando 90 anos antes do esperado, sem a possibilidade de voltar a dormir ou retornar à Terra. Desesperado e sozinho, a trama vai se desenvolvendo quando a passageira Aurora (Lawrence) também desperta, e os dois precisam descobrir o que está acontecendo ali.

Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes) e Chris Pratt (Jurassic World) estão em uma sintonia muito bacana, o casal tem química no filme e nos faz torcer por eles. Porém, a história perde muito com o clímax. Desde o início do longa, o espectador sabe que tem um problema e sabe qual é este problema, o que nos faz perder aquela sensação de surpresa. Mas é um filme muito bem produzido, as cenas no espaço são de tirar o fôlego, muito bem feitas. Vale a pena assistir!!

Eaí, já assistiram Passageiros? Gostaram? Ainda não assistiram, querem ver? Me contem nos comentários!!