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#Filme | Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar

Olá pessoal!
Esta semana fui ao cinema conferir o filme “Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar”. E o quinto filme da franquia lucrativa da Disney não me impressionou tanto.

Nesta produção, o capitão Salazar (Javier Bardem) é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar.

Mas aí você pensa que ao trazer uma história do passado de Sparrow, o pirata mais querido dos cinemas será o grande protagonista da história! Só que não! Vemos um Johnny Depp no piloto automático… Uma interpretação que nada acrescenta para a carreira do ator – até parece que ele já está cansado da franquia, mas vale a pena uma cena de Depp onde conta o passado de Jack Sparrow e o ator (com ajuda de efeitos especiais) aparece mega jovem.

O grande destaque na história de “Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar” é o casal Carina (Kaya Scodelario) e Henry (Brenton Thwaites). Os produtores do filme foram bem espertos e trouxeram um novo casal, afinal sentimos muita falta de Will Turner e Elizabeth Swann após a saída dos atores Orlando Bloom e Keira Knightley da produção. Inclusive o personagem Henry é filho dos dois e também está atrás do Tridente de Poseidon para destruir a maldição de seu pai. Os atores Orlando e Keira também fazem uma participação especial neste filme – mesmo aparecendo poucos minutos, são as melhores partes.

E um dos momentos mais engraçados acontece com a aparição do tio de Jack Sparrow, interpretado por Paul McCartney. A participação é curta, mas bastante divertida.

O filme também tem outros dois atores que estão muito bem – Geoffrey Rush, como o Capitão Barbossa e Javier Bardem no papel do vilão Salazar. A produção caprichou na caracterização de Bardem – seu personagem é bem sombrio, tem os cabelos voando como se fosse efeito de água – realmente muito bom! Inclusive os efeitos especiais são ótimos em todo o filme – eu assisti em 3D e fica ainda melhor.

Enfim, apesar de ser um filme que deixa evidente o desgaste da produção, “Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar” ainda é um filme com grande qualidade em suas cenas de ação e comédia. E para quem for assistir aqui vai uma dica – não saia dos cinemas, pois tem uma cena pós créditos!!

#Filme | Fragmentado

Começo esse post confessando que não tinha grandes expectativas quando fui assistir “Fragmentado” (Split). Apenas assisti por causa do diretor do filme – o mestre  M. Night Shyamalan. Para quem não lembra dele, Shyamalan teve a façanha de estrear nas telonas em 1999 com um excelente thrillerO Sexto Sentido – chegando até a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Depois ainda criou outros filmes que também fizeram sucesso como “Corpo Fechado” (2000), “Sinais” (2001) e “A Vila” (2004). Logo após, Shyamalan não conseguiu emplacar outros sucessos – dirigindo os fracassos de bilheteria “O Último Mestre do Ar” (2010) e “Depois da Terra” (2013).

Agora com “Fragmentado”, o diretor teve a chance de voltar ao seu melhor estilo. O filme conta a história de Kevin (James McAvoy), um homem portador de um transtorno dissociativo de identidade, que convive com 23 personalidades diferentes. Para complicar, uma de suas personalidades rapta três adolescentes – Casey (Anya Taylor-Joy), Claire (Haley Lu Richardson) e Marcia (Jessica Sula) na frente de um shopping.

O roteiro desenvolve duas tramas essenciais para que o espectador entenda a história – a primeira focada na infância de Casey, com a utilização de flashbacks, mostrando a relação dela com o pai e tio. Casey sofreu um grande trauma durante este período da infância e hoje, na adolescência, sofre para se enturmar com as garotas da escola, sendo tachada de esquisita. Já a segunda trama é focada na interação de Kevin com a sua terapeuta Dra. Karen Fletcher (Betty Buckley), que desconfia que seu paciente está escondendo algo. Através da psicóloga, que o diretor explica como funciona a mente e o corpo de um portador de transtorno dissociativo de identidade – as diferentes personalidades do portador, mesmo que dentro de um corpo só, podem possuir características diferentes, como ser mais forte, mais inteligente, e até mesmo manifestar uma doença que não se apresente nas outras.

E o grande destaque do filme é com certeza o ator James McAvoy (“As Crônicas de Nárnia” e “X-Men”) – sem ele o filme dificilmente existiria do jeito que ele é. James consegue criar cada personalidade de um jeito diferente – seja o vilão, seja o mocinho, desde a fera até uma mulher e uma criança de 9 anos.  Cada nuance, cada olhar, cada voz, até a maneira de respirar, foi pensada para dar vida independente a cada uma delas.

Porém, ainda assim, o filme é bem complicado – precisa prestar bastante atenção para entender. Mas, é simplesmente genial!

#Filmes | Tinha que ser Ele?

James Franco e Bryan Cranston estrelam a comédia “Tinha que ser Ele?” nos cinemas. Dirigido por John Hamburg, o filme lembra outras produções do americano, como “Entrando numa Fria”.

Na trama, Ned Fleming (Bryan Cranston – o eterno Walter White de “Breaking Bad”), CEO de uma companhia de impressão, descobre da pior maneira, em seu aniversário que sua filha está namorando Laird Mayhew (James Franco, do polêmico “A Entrevista”), um jovem milionário. Convidando sua família para passar o Natal e tentar conhecer melhor o namorado, Stephanie (Zoey Deutch, de “Tirando o Atraso”) começa a passar por diversos desconfortos, visto que Laird não conseguiu ganhar a simpatia dos pais.

O filme tem alguns momentos de humor, que nos leva ao riso, mas muitas vezes eles aparecem em situações de mau gosto. É a típica comédia americana mal compreendida e que já está com o prazo de validade vencido. Falta um pouco de originalidade.

Mas a principal pergunta que fica é: Porque Brian Cranston? O ator ficou mega famoso com a série Breaking Bad e já foi até indicado ao Oscar pelo longa “Trumbo”. Não era a hora de aparecer em uma comédia escrachada. Tanto que o ator é pouco aproveitado e serve como escada para James Franco, que já está acostumado com este estilo de produção e tem nas mãos um personagem bom.

Enfim “Tinha que ser Ele?” é uma comédia para ver no sábado à tarde, sem compromisso e, principalmente, sem expectativas. É divertidinho, mas não é uma grande produção.

#Filme | A Bela e a Fera

Assim que estreou no cinema, eu já corri para assistir “A Bela e a Fera”, um dos filmes mais esperados do ano.  A adaptação do clássico desenho da Disney de 1991, conta com a atriz Emma Watson (a Hermione Granger de “Harry Potter”) no papel principal. Ainda no elenco, Luke Evans (o Bard da saga “O Hobbit”) interpretando o vilão Gaston e Dan Stevens (o Matthew Crowley de “Downton Abbey”) que dá vida à Fera.

Recentemente a Disney tem readaptado suas obras, como por exemplo “Malévola”, que trouxe Angelina Jolie com uma personalidade diferente da vilã de “A Bela Adormecida”. “Cinderela” e “Mogli – O menino Lobo” também ganharam um novo filme.

Agora com “A Bela e a Fera”, a Disney traz uma live-action muito fiel ao filme original. A história começa com o príncipe (e os criados do seu castelo) sendo amaldiçoado pela feiticeira e tendo que viver como a Fera até que seja capaz de amar e ser retribuído, antes que a última pétala de uma rosa encantada caia. Em paralelo, Bela é uma jovem considerada estranha em seu vilarejo em virtude de sua mentalidade à frente de seu tempo e sua paixão pela leitura. Tendo de desviar dos avanços de Gaston, que deseja a tomar como esposa, a vida da menina é virada de cabeça para baixo quando seu pai é aprisionado pela Fera durante uma de suas viagens – cabe a Bela resgatá-lo, mas, para isso, precisa tomar seu lugar.

Neste filme, o diretor Bill Condon (que adaptou os dois últimos longas da saga Crepúsculo para as telonas), vai muito além da história que conhecemos. Tanto o passado de Bela – sua relação com a mãe, que faleceu quando ela ainda era um bebê – quanto da Fera – que cresceu sendo soberbo devido à criação do pai – são mostradas de maneira mais profunda. Além disso, a produção ainda traz quatro novas canções, além da trilha original. Inclusive, os atores do elenco cantam muito bem – Emma Watson me surpreendeu.

Também merecem destaque os atores que deram as vozes para os objetos mágicos. Ewan McGregor (o castiçal Lumière), Ian McKellen (o relógio Horloge), Gugu Mbatha-Raw (Fifi), o pequeno Nathan Mack (a xícara Chip) e Emma Thompson (Mrs. Potts) trazem as animadas mobílias a um nível tão bom quanto o original. E ainda temos dois personagens novos – o guarda-roupa (Audra McDonald) e o piano (Stanley Tucci).

O musical também traz uma polêmica – o primeiro personagem homossexual da Disney – LeFou, interpretado pelo ator Josh Gad. Porém, o fiel escudeiro de Gaston é um dos melhores personagens do filme – ele é mega engraçado. E também não poderia deixar de falar dos efeitos especiais, que são muito bem produzidos.

Uma história de amor. Objetos inanimados que dançam e cantam. E bons números musicais. Funcionou em 1991 e mais de vinte anos depois, “A Bela e a Fera” encanta novamente.

#Filme | A Grande Muralha

Neste final de semana fui ao cinema para assistir ao filme “A Grande Muralha”, com Matt Damon. E se você acha que o longa é um épico sobre a construção do icônico monumento chinês, você está enganado.

Matt Damon interpreta William, um ladrão que vaga pelas terras orientais ao lado de seu amigo Tovar (Pedro Pascal) em busca do famoso “pó preto” (pólvora), capaz de causar explosões. Presos em uma emboscada, ambos se veem reféns de um misterioso exército que guarda A Grande Muralha, muro que separa a China de outros territórios. A chegada deles no local coincide com o ataque dos Tao Tei, criaturas monstruosas que pretendem destruir o planeta. De repente, de reféns, os dois passam a ser soldados úteis no combate e passam a questionar toda a conduta que tinham até ali.

Logo no início do filme já somos apresentados a essa premissa – afinal a produção se passa no século XV e leva em consideração uma lenda em que os primeiros povos chineses acreditavam. Não passa de uma lenda.

O interessante é que a produção é uma parceria da China com os Estados Unidos, o que demonstra que o mercado chinês tem grande potencial aos produtos cinematográficos americanos e vice-versa. A direção fica por conta do renomado diretor e produtor chinês Yimou Zhang, responsável por sucessos como “Flores do Oriente” e “O Clã das Adagas Voadoras”. No elenco, além dos atores chineses, temos grandes nomes do cinema americano – Matt Damon (indicado três vezes ao Oscar – “Invictus”, “Gênio Indomável” e “Perdido em Marte”), Pedro Pascal (Oberyn Martell de “Game of Thrones” e Javier Pena de “Narcos”) e Willem Dafoe (indicado duas vezes ao Oscar – “Platoon” e “A Sombra do Vampiro”).

“A Grande Muralha” é filme bem produzido, com uma história mediana e que chama atenção pelo show dos efeitos especiais. Para aqueles que pretendem assistir – recomendo que vejam em 3D nos cinemas!

#Filme / Moonlight – Sob a Luz do Luar

Está chegando a hora de conhecermos os vencedores do Oscar 2017 – amanhã ao vivo, a partir das 22h30 na TNT – e eu consegui finalizar a minha maratona dos filmes que concorrem neste ano. O último que assisti foi “Moonlight – Sob a Luz do Luar”, que estreou nos cinemas brasileiros no dia 23 de fevereiro. O longa foi indicado em oito categorias – Melhor Filme, Direção, Ator Coadjuvante (Mahershala Ali), Atriz Coadjuvante (Naomie Harris), Roteiro Adaptado, Trilha Sonora, Fotografia e Montagem – além de já ter ganho o Globo de Ouro na categoria Melhor Filme de Drama.

“Moonlight – Sob a Luz do Luar” é o típico filme feito na medida para o Oscar. Traz uma história emocionante de um garoto negro do subúrbio de Miami que ao longo da vida vai descobrindo a sua homossexualidade. Drama e sutileza estão lado a lado na história, que conta com personagens marcantes e interpretações excelentes.

Dirigido pelo cineasta norte americano Barry Jenkins, com roteiro baseado na peça “In Moonlight Black Boys Look Blue”, de Tarell McCraney, o filme acompanha a trajetória de Chiron através de três momentos na vida do personagem, uma na infância, outra na adolescência e a última no auge de sua vida adulta. Durante esses três recortes, o longa vai mostrando a relação do protagonista com sua mãe (Naomi Harris), as descobertas sexuais, a necessidade de uma figura paterna (Mahershala Ali), a relação com as gangues da região, o consumo de drogas e tudo que cerca um jovem negro e gay na periferia da costa sudeste dos EUA.

Dois grandes atores se destacam no filme – Mahershala Ali, que interpreta o traficante Juan no início do filme – super cotado para ganhar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (na minha opinião Jeff Bridges, de “A Qualquer Custo” mereceria mais) e Naomi Harris, a mãe drogada de Chiron. Também merecem destaque os três atores estreantes que interpretaram o personagem principal – Alex R. Hibbert (infância), Ashton Sanders (adolescência) e Trevante Rhodes (fase adulta)

O filme é uma grande crítica social e se ganhar o Oscar vai ser “um tapa na cara” do atual governo americano, que traz uma posição homofóbica e racista. Além disso, outra característica adotada nos últimos anos da cerimônia é premiar produções mais baratas – “Moonlight” custou cerca de 5 mil dólares para ser produzido. Mas se ganhar, também é porque apresentou um roteiro e direção espetaculares, além de um elenco simples e maravilhoso. Com um tema complicado para se reproduzir nas telas norte-americanas, o diretor Barry Jenkins consegue mostrar de forma poética como Chiron enxerga o amor.

#Filme / Manchester a Beira Mar

Guardem essa frase – “Um dos melhores filmes produzidos neste ano”. Ela se aplica ao simplório “Manchester a Beira Mar”, que concorre a 6 Oscars – melhor filme, diretor (Kenneth Lonergan), ator (Casey Affleck), ator coadjuvante (Lucas Hedges), atriz coadjuvante (Michelle Williams) e roteiro original.

Um filme simplesmente lindo e um drama emocionante. Após a morte de seu irmão mais velho, Lee Chandler (Casey Affleck – irmão mais novo do Ben Affleck) fica chocado ao saber que é o guardião de seu sobrinho Patrick (Lucas Hedges). De férias de seu trabalho, Lee retorna, de forma relutante, à sua cidade natal Manchester para cuidar de Patrick, um espirituoso menino de 16 anos e ainda vê-se forçado a lidar com o passado que o separou de sua mulher Randi (Michelle Williams) e da comunidade onde ele nasceu e foi criado.

O diretor Kenneth Lonergan faz um trabalho memorável, conduzindo o drama sem ser piegas, sem sequências de choro e desespero – em raras ocasiões, foram feitas na medida certa. As cenas são muito sutis, com a utilização de longos silêncios para deixar o espectador ainda mais angustiado. Desde o início do longa sabemos que algo no passado de Lee o atormenta profundamente, o que faz com que nos solidarizamos com ele.

O ator Casey Affleck é uma discussão a parte – eu, particularmente, não gostei de sua interpretação – mas a crítica tem elogiado sua construção do personagem transtornado, sendo um dos favoritos a levar o Oscar de melhor ator. Inclusive, ele venceu quase todas as premiações, como Globo de Ouro e BAFTA, perdendo apenas no SAG Awards para Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”).

Os outros destaques do filme são Lucas Hedges e Michelle Williams. A atriz aparece bem pouco – no máximo quatro cenas – mas em uma delas, onde perde perdão à Lee, esteve simplesmente maravilhosa, com a emoção à flor da pele, nos fazendo chorar. Já o garoto traz uma segurança nas principais cenas.

E aqui vai um spoiler – se não quer saber, vá para o próximo parágrafo – mas tem 99% de chances de você não gostar do final. Quando começou a aparecer os créditos eu pensei “ainda falta terminar o filme”. Foi bem chato.

Mas ainda assim, “Manchester a Beira Mar” é um filme sensível, que nos mostra o peso de se lidar com traumas – uma produção realista, com atuações impecáveis e uma direção genial.

#Filme / Até o Último Homem

Grande parte dos filmes que concorrem ao Oscar 2017 apostaram em histórias baseadas em fatos reais – “Até o Último Homem” é um deles. O longa conta a saga de um jovem que segue firmemente seus princípios e sua fé em um dos campos de batalha mais sangrentos na história do mundo.

A trama adapta a inacreditável história real de Desmond Doss (Andrew Garfield), um soldado na Segunda Guerra Mundial que se alistou no exército após se dar conta de todo o esforço e sacrifício que o país passava. Porém, dada sua devota crença no cristianismo, Doss se recusou a portar armas durante todo o conflito, acreditando que seu dever não deveria tirar vidas, mas sim salvá-las ao atuar como médico militar. Os eventos do filme centram-se na atuação das tropas americanas em Okinawa, e a tomada do desfiladeiro de Hacksaw, uma zona crucial para dominação do território japonês.

Após 10 anos, Mel Gibson está de volta como diretor em mais um filme de guerra. Conhecido pelo realismo e a violência extrema de seus trabalhos anteriores, as cenas de guerra aqui são bem produzidas, porém, em alguns momentos, um pouco exageradas. Destaque para a brilhante interpretação do jovem Andrew Garfield (ex-Homem Aranha), no papel principal do soldado Doss e também os atores coadjuvantes – Vince Vaughn (Sargento Howell), Sam Worthington (Capitão Glover), Luke Bracey (Smitty) e Teresa Palmer (Dorothy).

Como disse anteriormente, o filme é baseado em fatos reais, tanto que ao final nos deparamos com depoimentos das pessoas reais, retratadas na produção – dando um toque de realismo e emoção. Um filme caprichado na edição, com um roteiro que em alguns pontos deixa a desejar. Faltou aquela sutileza que Mel Gibson impôs no vencedor do Oscar – “Coração Valente” (1996), que inclusive lhe rendeu o prêmio de melhor diretor.

No Oscar deste ano, “Até o Último Homem” concorre em seis categorias – melhor filme, diretor (Mel Gibson), ator (Andrew Garfield), montagem, mixagem de som e edição de som.

#Filme / Estrelas além do Tempo

Chegou a vez de falarmos do filme “Estrelas além do Tempo”, que estreou nos cinemas brasileiros no dia 2 de fevereiro. O longa, baseado em fatos reais, foi dirigido pelo americano Theodore Melfi e estrelado pelas atrizes Taraji P. Henson (da série de TV “Empire”), Octavia Spencer (vencedora do Oscar de atriz coadjuvante por “Histórias Cruzadas”) e a cantora Janelle Monáe (estreando nas telonas – uma curiosidade: a atriz também pode ser vista no filme “Moonlight”, que também concorre ao Oscar.)

A história de “Estrelas além do Tempo” se passa em 1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Cada uma das três luta com um desafio diferente dentro da Agência, com Dorothy temendo que ela e suas colegas se tornem desnecessárias com a chegada das máquinas IBM e batendo de frente com a assistente Vivian Michael (Kirsten Dunst); Mary tentando sair do cargo de assistente e tornar-se uma engenheira plena; e Katherine sendo transferida para a divisão de pesquisa de voo, trabalhando revisando os cálculos do arrogante engenheiro-chefe Paul Stafford (Jim Parsons, de “The Bg Bang Theory”), sob o comando direto de Al Harrison (Kevin Costner).

O longa concorre em três categorias do Oscar – melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer – adoro ela, sempre muito segura em cena, mas neste filme as outras atrizes se destacaram mais a ponto de uma indicação. O filme cumpre bem o seu papel de narrar uma história de superação de três mulheres afrodescendentes, que quebram barreiras no auge da segregação racial dos Estados Unidos. A história tem a sutileza para emocionar, mas é um filme previsível.

#Filme / Um Limite entre Nós

Continuando a minha maratona dos filmes que concorrem ao Oscar, hoje vou falar de “Um Limite entre Nós” (“Fences”, no original), que por enquanto ainda não estreou no Brasil.

Na trama, ambientado na década de 50 nos Estados Unidos, acompanhamos a trajetória de Troy Maxson (Denzel Washington) um homem analfabeto, que foi preso por anos, e depois trabalhou duro todos os dias para sustentar sua família, de origem humilde, em um bairro familiar norte americano. Frustrado toda vida por não conseguir ter sido um jogador de baseball profissional, com todo o talento que tinha, seu destino lhe reservou outra história e assim ele vive o cotidiano entre um drink e outro, tentando se manter consciente em casa e no relacionamento conturbado que possui com sua mulher Rose Maxson (Viola Davis) e seus dois filhos além de ter que cuidar do irmão Gabe (Mykelti Williamson), um ex-combatente do exército que voltou com problemas da guerra.

O filme é baseado na peça homônima de enorme sucesso escrita por August Wilson (que assina o roteiro), e também protagonizada por Denzel nos teatros (papel que lhe rendeu o prestigiado prêmio Tony em 2010). O filme utiliza de técnicas do teatro, como desenvolver toda a história em apenas um cenário, com enquadramentos abertos e diálogos longos. Tudo isso possibilita interpretações na medida de Denzel e Viola. A atriz é o grande destaque e deve levar o Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante.

“Um Limite entre Nós” é uma grande metáfora das relações familiares e conjugais. Um filme difícil para engatar, porém intenso, verdadeiro, real. Vale a pena pela interpretação da maravilhosa Viola Davis.