Tag: Brandon Flynn

#Séries | 13 Reasons Why 3

Oi gente! 
Assim que saiu a 3ª temporada de 13 Reasons Why já fiz minha maratona no fim de semana. Com 13 novos episódios abraçando uma proposta de reparação de erros, a série consegue cometer novos problemas. Após reações negativas para a temporada anterior (que não era necessária) 13 Reasons Why volta trazendo um novo mistério.

Preciso confessar que a proposta foi bem chamativa, um escape que traria uma luz no fim do túnel, podendo ser bem interessante. A nova temporada girou em torno da morte de Bryce Walker (Justin Prentice). Afinal, quem foi o responsável por sua morte? Bryce sempre foi o vilão absoluto, sem piedade, sem nuances. A segunda temporada, inclusive, reforçou todo esse maniqueísmo. Agora, a produção resolveu humanizar o personagem. Vemos um Bryce arrependido pelo que fez, tentando, à sua maneira, consertar um pouco as coisas. A face humana mostra um garoto rejeitado pelos pais, principalmente o pai, desde sua infância. Há uma tentativa de justificar todas as atrocidades cometidas pelo playboy, bem como dar um peso maior à sua morte.

Por outro lado, temos Clay (Dylan Minnette), que continua sendo o amigo que tenta salvar todos. Dessa forma, ele se torna um dos principais suspeitos pelo assassinato. Além dele, todos os demais personagens possuem motivos para terem cometido o crime e, ao longo dos episódios, são descobertos vários segredos de Jessica (Alisha Boe), Justin (Brandon Flynn), Alex (Miles Heizer), Chloe (Anne Winters), Zach (Ross Butler), Tyler (Devin Druid) e Monty (Timothy Granaderos).  Além deles, temos o surgimento de uma nova personagem Amarowat Anisia Achola (Grace Saif). Toda a temporada é narrada pela perspectiva de Ani como é mais chamada, o que trouxe um certo incômodo. Ela chega à Liberty High após os acontecimentos do baile de primavera, que deram fim à segunda temporada, e rapidamente se envolve com os personagens principais. Porém, Ani, que não é nada carismática, narra diversos fatos, sentimentos, ações de todos os outros – coisas que ela não poderia saber devido ao pouco tempo de amizade ou até mesmo pouco contato com alguns deles. Ela sabe de tudo, domina tudo, está envolvida em tudo e praticamente dita a sequência de acontecimentos.  Ficou estranho. Na minha opinião – como não souberam aproveitar Katherine Langford na temporada anterior – poderiam ter recorrido novamente a atriz para narrar em off os fatos acontecidos, sem aparecer em nenhum momento. Teria sido mais crível para a história, já que a personagem está morta. E caberia a Grace Saif apenas o “relato” final.

Além disso, todo o desenvolvimento ocorre tanto no presente como no passado. E assim, algumas cenas ficaram confusas, mesmo com a produção distinguindo as fases com alguns efeitos, como por exemplo, no passado são utilizadas cores vivas e vibrantes; no presente temos cores mais escuras para vislumbrar os sentimentos daquele momento. Além disso, o formato da tela também é diferente – no passado a cena ocorre em tela cheia; no presente temos aquelas tarjas pretas. Por outro lado, a trilha sonora é um bom diferencial e traz um certo escape positivo.

Comentando sobre o elenco, temos boas atuações. Alisha Boe traz uma nova perspectiva à sua personagem acerca da sobrevivência ao trauma, e isso é muito bem desenvolvido quando Jéssica inicia um grupo com outras pessoas que passaram por experiências parecidas. Juntas, elas buscam acabar com o machismo dentro da cultura esportiva e a impunidade aos assediadores dentro da escola.

Brandon Flynn (Justin) e Justin Prentice (Bryce) também trazem arcos interessantes de seus personagens. Mas o grande destaque é sem dúvida nenhuma Devin Druid – o Tyler é o personagem que mais teve altos e baixos, que desenvolveu um contexto interessante. No final da season anterior, ele estava prestes a entrar atirando no baile e matar vários alunos (coisa que acontece bastante nos EUA). Depois disso, ele começou a construir amizades, a evoluir como pessoa e, principalmente, a deixar a vitimização de lado e crescer perante a sociedade. Sua performance foi arrebatadora e sensível.

Foram 13 episódios com um desenvolvimento mais contido, em relação às tramas. A impressão que fica é que 13 Reasons Why não quer mais se envolver em polêmicas desnecessárias, como foi o caso da cena de suicídio da Hannah (que inclusive foi retirada pela Netflix), ou do polêmico vislumbre de um estupro explícito com o Tyler. Mas, ao mesmo tempo, parece que a série perdeu um pouco da sua audácia, apresentada no início. Não vou dar spoilers (talvez dê ), mas a achei a ideia da revelação do assassino muito interessante, porém a temporada inteira discutiu a importância da moralidade, de consequências aos atos, de sempre dizer a verdade e, no fim, é desencadeada uma grande mentira.

Com uma quarta temporada já confirmada, resta saber o que os autores pretendem fazer para dar continuidade à história.  Não acho que o que aconteceu no final seja um gancho suficiente para o que virá. Agora é esperar pela 4ª e última temporada de 13 Reasons Why.

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#Séries | 2ª temporada de 13 Reasons Why

Oi gente!
Acabei de maratonar a 2ª temporada de “13 Reasons Why”, lançada pela Netflix. A 1ª temporada da série foi baseada no livro escrito por Jay Asher, e com o enorme sucesso, foi lançada uma continuação (que não existe no livro). E este é aquele típico exemplo de “deixa quieto enquanto está bom”.

A história gira em torno de Hannah Baker (Katherine Langford, que continua ótima) – a jovem que decide tirar a própria vida e deixa 13 fitas-cassete narrando os motivos que a levaram a isso. A continuação mostrou o julgamento do processo movido pelos pais de Hannah contra a omissão da escola Liberty. Dessa forma, a nova temporada foi narrada pelos demais personagens, mostrando as suas versões da história e como a morte de Hannah afetou suas vidas. Paralelamente, a série vai mostrando o desenrolar de um enredo a partir de imagens de polaroids que são entregues a Clay Jensen (Dylan Minnette).

Clay tenta seguir em frente namorando Skye (Sosie Bacon), uma jovem que também lida com problemas emocionais, mas segue assombrado pela presença da garota por quem era apaixonado. Literalmente: o rapaz passa a ter visões de Hannah e a conversar com ela. Mas a atenção especial é dada a história de Jéssica (Alisha Boe), que tem de lidar com sua condição de sobrevivente de estupro enquanto vê seu abusador, o atleta Bryce Walker (Justin Prentice), circular livremente pelos corredores da escola.

Na minha opinião, o maior problema da série é o roteiro, que foi mal desenvolvido. Uma história que já tinha sido muito comentada, tanto falando bem como falando mal; um assunto que precisa ser discutido, e ainda assim, o desenvolvimento se tornou arrastado – mais treze episódios foram muitos, a história teve uma barriga, cenas desnecessárias e muitas falhas de continuação.

Uma coisa interessante foi a mensagem trazida no início do primeiro episódio. Quando a primeira temporada foi lançada, muito se falou sobre ela influenciar jovens em depressão a se suicidarem. Agora, eles trouxeram parte do elenco conversando com o espectador, inclusive vou copiar todo o texto apresentado:

“13 Reasons Why é uma série de ficção que lida com dificuldades, questões do mundo real, tratando de violência sexual, abuso de substâncias, entre outros. Ao acender uma luz sob esses tópicos difíceis, nós esperamos que nosso show possa ajudar espectadores a começar uma conversa. Mas se você está lutando contra essas questões, essa série pode não ser boa para você, ou você pode querer vê-la com um adulto de confiança. Se você já sentiu a necessidade de ter alguém para conversar, aproxime-se de seus pais, amigos, um conselheiro escolar ou um adulto em que confie. Ligue para uma linha de assistência local ou vá em 13reasonswhy.info, pois no minuto em que você começa a falar sobre, fica mais fácil”.

 

Já outro ponto negativo nesta continuação é a mudança no perfil de alguns personagens. Tudo que bem que todos eles enfrentaram as consequências do que fizeram, mas alguns casos não deram certo. Courtney e Ryan, por exemplo, aparecem brevemente apenas para cumprir espaço. Cada um ganha um episódio, mas depois praticamente somem. Depois de tudo o que fizeram com Hannah na primeira temporada, viram os mocinhos inocentes dignos de pena. Zach conta que manteve um namoro com Hannah – algo que deveria ter sido exposto na primeira temporada pela personagem, já que foi um dos pontos que a magoou. E, particularmente, eu não gosto do desempenho de Dylan Minnette como Clay. Mais uma vez ele traz uma interpretação quase robótica, sem emoção.

Quem se destaca é Miles Heizer – Alex Standall; que sobreviveu à própria tentativa de suicídio, mas ficou com sequelas que vão desde perda de memória até problemas para andar; Justin Prentice – o estuprador Bryce Walker, ídolo dos times de beisebol e futebol da escola e que passa normalmente pelo julgamento como se nada tivesse acontecido; Alisha Boe – Jéssica Davis, que sofreu abuso sexual e a atriz consegue passar toda a emoção necessária; Brandon Flynn –  Justin Foley que após tudo o que aconteceu foi morar nas ruas e se tornou dependente de heroína; além da veterana Kate Walsh que vive a mãe de Hannah. Mas o grande destaque mesmo é o ator Devin Druid, que interpreta Tyler. O personagem é o que teve o melhor desenvolvimento e chances de crescimento na série. Tanto que uma cena no último episódio chocou a todos e será fundamental para a continuação, caso haja sequência.

O que aconteceu com Hannah, Jessica, Alex, Tyler e os outros, acontece diariamente com jovens ao redor do mundo. É fundamental que tenhamos tais temáticas abordadas no mundo do entretenimento, dessa forma a Netflix acertou em investir em 13 Reasons Why. O que faltou mesmo foi um bom roteiro, sem furos e mais dinâmico.

Na minha opinião acho que deveria ter uma terceira temporada. E vocês, o que acham? Aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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