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#Livro | O Colecionador de Memórias

Oi gente!
Esta semana trago uma dica de livro para vocês! “O Colecionador de Memórias”, escrito pela irlandesa Cecelia Ahern (autora de “PS Eu te Amo”), é um dos últimos lançamentos da Editora Novo Contexto.

Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Novo Conceito

Eu já havia lido outros livros da autora e todos me agradaram, então a expectativa para “O Colecionador de Memórias” era muito grande! A história começa com Fergus Boggs – ainda criança – contando como começou a sua paixão por bolinhas de gude. Vivendo uma situação difícil, com uma família toda desregrada, vários irmãos que sempre estavam brigando, um padrasto que quase não ligava para a família, e ainda passando por péssimos momentos na escola, Fergus teve nas bolinhas de gude uma chance de viver uma nova realidade. Passados anos, acompanhamos em paralelo a história de Sabrina, filha de Fergus – que agora está em uma casa de repouso após sofrer um derrame. Casada e com um emprego medíocre, Sabrina vive uma vida pacata até receber uma caixa contendo as bolinhas de gude do pai, percebendo logo em seguida que trata-se de uma valiosa coleção. A partir daí, Sabrina busca descobrir os segredos do homem que ela pensava conhecer.

O livro tem aquela narrativa leve, sensível e delicada com a qual Cecelia Ahern sempre nos envolve e emociona. Os capítulos são narrados em primeira pessoa – paralelamente por Fergus (no passado) e Sabrina (no presente), então o leitor vai descobrindo toda a história junto com a investigação de Sabrina e, ao mesmo tempo, podemos acompanhar todas as alegrias e frustrações de Fergus, ao desenrolar de sua vida.

Essa foi uma leitura rápida e cativante, onde a autora constrói uma trama com personagens e dilemas que focam mais em uma mensagem do que na história em si. É um drama familiar que nos leva a questionar nossos próprios laços e o fato de que, por mais que sejamos próximos a alguém, nunca saberemos absolutamente tudo sobre o outro.

Confesso que no início do livro fiquei um pouco perdido na narrativa. Depois quando se entende a história, aí a leitura começa a fluir. Em relação aos outros livros da autora, este é mais simples – falta um pouco de elaboração, mas também traz uma mensagem linda, sendo bastante reflexivo. Não leia “O Colecionador de Memórias” esperando grandes revelações ou reviravoltas. Ele é mais sobre reflexões do cotidiano que nos transformam aos poucos.

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#Livros | A Última Mensagem de Hiroshima (Projeto Lendo o Mundo)

Oi gente!
Este mês teremos a volta do projeto “Lendo o Mundo”!! Confesso que acabei deixando ele um pouquinho de lado, mas para compensar vou fazer dois posts seguidos!! Para quem não sabe, o projeto Lendo o Mundo se direciona à leitura de pelo menos um livro de cada país do mundo. Assim, há a possibilidade de conhecer novas culturas, contextos e escritas diferentes. Hoje o post remete à literatura japonesa, com o livro “A Última Mensagem de Hiroshima”, de Takashi Morita, publicado pela editora Universo dos Livros.

Como sobreviver com a mente cheia de memórias da Segunda Guerra Mundial? Como lidar com o trauma de ter presenciado a destruição arrebatadora de uma bomba atômica praticamente ao seu lado? E como pensar em salvar civis quando sua própria vida está em jogo? Conheça neste livro a história de Takashi Morita, sobrevivente da bomba atômica que dizimou milhares de seres humanos e que até hoje manifesta efeitos na saúde física e mental da população de Hiroshima e de Nagasaki.

Era 6 de agosto de 1945. Ninguém poderia prever, mas foi neste dia que a vida de inúmeros japoneses – e das gerações subsequentes – mudaria para sempre. As consequências da bomba atômica foram devastadoras, e não apenas no que diz respeito à saúde daqueles que se encontravam nas imediações do epicentro, como é o caso do Sr. Takashi, que exercia o ofício de soldado na época. Para além das numerosas enfermidades oriundas da intensa radiação emitida em Hiroshima e Nagasaki, os atingidos pelas bombas sofreram muita discriminação, principalmente pelo fato de as consequências decorrentes da radiação para os sobreviventes e seus descendentes serem ainda uma incógnita.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão era aliado da Alemanha e da Itália e lutavam contra os Estados Unidos e os soviéticos. O povo nipônico sempre foi muito disciplinado e leal ao imperador, então não lhes cabia questionar os motivos da guerra, apenas servir ao comando. Os japoneses foram responsáveis pelo ataque a Pearl Harbor com os kamikazes, os famosos pilotos suicidas. Ao final da Guerra, após Itália e Alemanha se renderem, no dia 6 de agosto de 1945, o Japão viveu a dimensão do estrago causado por uma bomba atômica – foi a forma mais rápida para os EUA vencerem a guerra. Quando a bomba atingiu Hiroshima, o Sr. Takashi era um policial militar e mesmo sofrendo seus próprios ferimentos e tendo suas próprias preocupações resolveu ignorar tudo e seguir em frente para salvar o máximo de pessoas que fosse possível.

O livro conta detalhes que jamais seriam possíveis imaginar acerca das bombas atômicas. Depois da tragédia o sofrimento não parecia que teria um fim. Os infectados (hibakushas) foram abandonados pelo governo japonês, sendo deixados à mercê da sorte. Muitos morreram de repente, com causas desconhecidas. Os japoneses tiveram que se preocupar em como reconstruir sua cidade e em sobreviver nos anos que se seguiriam sem a certeza da cura para os atingidos pela bomba. Tendo a maior reviravolta de sua vida, Takashi Morita se mudou para o Brasil, criou raízes junto à sua família, desenvolvendo um trabalho social belíssimo.

O livro é bem curtinho, tem apenas 152 páginas, com onze capítulos que narram de forma direta os acontecimentos pré e pós guerra. O interessante é notar as tradições japonesas como, por exemplo, o casamento arranjado pelos pais. A diagramação feita pela editora Universo dos Livros é ótima, tendo várias citações nos cantos das páginas. A edição também traz diversas fotos no meio do livro.

“A Última Mensagem de Hiroshima” é uma aula de História e Takashi foi um exemplo de sabedoria, pois usou sua história pessoal para lutar pela paz. Hoje ele tem 93 anos, vive em São Paulo e é muito respeitado pela luta pelos sobreviventes à bomba atômica. Literatura muita rica e uma história que merece ser ouvida.

Veja também as demais leituras do projeto – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos), Muito Longe de Casa (Serra Leoa) e O Ruído das coisas ao cair (Colômbia)Lembrando que na próxima semana tem mais uma leitura do projeto! E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Um Cavalheiro em Moscou

Autor: Amor Towles
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Hoje vou falar do livro “Um Cavalheiro em Moscou”, publicado pela Editora Intrínseca e escrito pelo americano Amor Towles. A publicação permaneceu por quase um ano na lista de best-sellers do New York Times, com mais de um milhão de exemplares vendidos.

Nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa, Aleksandr Ilitch Rostov, “O Conde”, é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar associado ao luxo e sofisticação da antiga aristocracia de Moscou. Mesmo após as transformações políticas que alteraram para sempre a Rússia no início do século XX, o hotel conseguiu se manter como o destino predileto de estrelas de cinema, aristocratas, militares, diplomatas, bons-vivants e jornalistas, além de ser um importante palco de disputas que marcariam a história mundial.

Mudanças, contudo, não paravam de entrar pelo saguão do hotel, criando um desequilíbrio cada vez maior entre os velhos costumes e o mundo exterior. Graças à personalidade cativante e otimista do Conde, aliada à gentileza típica de suas origens, ele soube lidar com a sua nova condição. Diante do risco crescente de se tornar um monumento ao passado até ser definitivamente esquecido, o Conde passa a integrar a equipe do hotel e a aprofundar laços com aqueles que vivem ao seu redor.

Pessoal, vou confessar… foi difícil ler este livro, até fiquei pensando se eu falava sobre ele ou não – resolvi falar. A narrativa é bem arrastada, levei muito tempo. Cheguei até a desistir, começar outros e depois voltei para terminar. A história é muito descritiva – em alguns casos temos vários parágrafos, talvez até páginas, para poder contar uma coisa pequena – acabou desanimando muito.

O interessante é a carga significativa dos personagens. O Conde Rostov personifica a decadência de uma sociedade que dominava a Rússia antes da revolução – de nobre à garçom, ele nos guia em uma jornada de descobrimento e avaliação. O Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como a conhecemos, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro. Indo além, podemos até classificar o Hotel Metropol como o grande protagonista da história, retratando as principais mudanças de concepções e quebras de preconceitos.

No geral, não foi um livro que eu curti muito, achei muito arrastado, a leitura não fluiu e ao final se tornou muito cansativo. A premissa é muito interessante, mas do jeito que foi desenvolvida se tornou pouco atrativa.

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#Livros | Me Chame pelo seu Nome

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Vou fazer uma pequena pausa nas dicas de séries para poder trazer uma dica literária! Hoje vou falar do livro “Me Chame pelo seu Nome”, escrito por André Aciman e adaptado neste ano para os cinemas, inclusive, vencendo o Oscar de melhor roteiro adaptado. Quem quiser conferir a crítica do filme, clica AQUI.

Logo que assisti o longa, dirigido por Luca Guadagnino e protagonizado pelo promissor Timothée Chalamet – quando fiz as críticas de todos os filmes que concorreram na principal categoria do Oscar –  já fiquei interessado em conferir o livro, que foi lançado no Brasil pela Editora Intrínseca.

Na história, a casa onde o jovem Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver.

Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. De início, os dois não se dão muito bem, mas após o convívio surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido.

O livro, assim como o filme, é bem interessante. O autor descreve com delicadeza cada cena, nos apresentando o dia a dia da família e cada personagem ali presente. Constrói-se, assim, um vínculo por parte do leitor com as pessoas que nos são apresentadas, por serem altamente realistas e autênticas.

A narrativa é realizada em primeira pessoa – quem nos conta a história é o Elio. Isso foi a única coisa que me incomodou um pouco, pois no início o personagem é bem chato. Ele fica muito neurótico, querendo saber o que o Oliver está fazendo, o que está pensando, onde ele vai, etc. Essa obsessão deixa a história um pouco lenta e nos faz lembrar os dramas românticos de Shakespeare. Isso atrapalha um pouco o começo do livro, com relação à identificação com o personagem. A partir de certo momento, a história flui normalmente. Inclusive esse foi mais um livro que devorei… li em apenas duas semanas (Ultimamente tenho tido sorte com as leituras).


Foto: melinasouza.com

Comparando livro e filme, temos algumas diferenças. Primeiro, alguns personagens não existem na adaptação cinematográfica – o principal é Vimini, uma garota com leucemia, vizinha da família de Elio, e que rendeu algumas passagens interessantes no livro. Também foi retirado do filme o personagem Maynard – que não aparece fisicamente na narrativa literária, mas sempre é lembrado por Elio – o rapaz havia sido recebido pela família alguns anos antes e quando foi embora enviou um cartão postal de uma pintura de Monet e escreveu no verso “Pense em mim um dia”. Oliver rouba esse postal e guarda até quando Elio tem 32 anos e o visita nos Estados Unidos. Na leitura, também é complicado dizer em que ano aquele verão se passa, o que no filme é extremamente explicito, tanto pelos comentários dos personagens como pela trilha sonora. E a maior mudança é o final do livro, que não existe no filme – quando eles viajam juntos para Roma (essa parte no longa é bem rápida, acabando na emocionante conversa de pai e filho). Na leitura temos mais! Mais descrição do período passado em Roma, além do reencontro dos personagens anos depois que suas vidas seguiram após o verão.

Enfim, “Me chame pelo seu nome” é um livro que trata de amor, desejo e descobertas. Uma leitura super poética, com personagens cativantes e uma história que nos ensina muito. Vale a pena conferir livro e filme.

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#Livro | Um de Nós Está Mentindo

Autor: Karen M. McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Galera Record / @pitacosliterarios

Oi gente!
Hoje vou trazer uma dica de leitura super bacana – Um de Nós está Mentindo, livro de estreia da autora Karen M. McManus, publicado pela Galera Record.

Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn – a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy – a patricinha, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate – o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper – o atleta, astro do time de beisebol. E Simon – o criador do mais famoso site de fofocas da escola. Antes do fim da detenção, Simon morre. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental.

Com as investigações policiais, descobre-se que Simon planejava postar fofocas bem quentes sobre todos os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato.

A história é bem clichê, com personagens típicos do high school americano – a CDF, o atleta, o delinquente e a popular – mas é aquele clichê super bem feito. E vou confessar para vocês, eu adoro um clichê bem feito! A minha leitura fluiu muito, li esse livro super rápido. E o mais legal é a construção dos personagens.

O livro é dividido em três partes, e cada capítulo é narrado por um dos suspeitos – Bronwyn, Nate, Addy e Cooper. No início fiquei um pouco perdido, sem saber quem era quem, porque a narrativa transcorre do ponto principal, mas depois você consegue se situar. E aí, a história vai aos poucos trazendo particularidades de cada um, o leitor vai descobrindo o que eles fizeram de errado, podendo traçar um perfil psicológico deles, além de perceber como que esse crime afetou diretamente a vida escolar e particular.

Sobre a solução do crime, eu achei OK. Em um determinado ponto do livro, o leitor já vai imaginando o que irá acontecer, então não tem uma surpresa com relação à revelação, mas é um final coerente e os capítulos foram bem escritos e desenvolvidos.

A edição da Galera Record é boa. Eu curti muito a capa, achei super bonitinha. Outro ponto positivo é que a cada capítulo aparece o dia e horário que aquilo está acontecendo, assim podemos acompanhar de perto o desenrolar e ter uma noção do tempo da narrativa.

Eu super recomendo “Um de Nós está Mentindo”! Era um livro que eu não apostava muito, principalmente pela premissa que poderia ser super clichê como falei, mas eu simplesmente amei!

Eaí, alguém já leu? O que acharam? Aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Com Amor, Simon

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Editora Intrínseca

Oi gente!
Bora conferir mais uma dica literária – hoje vou falar de “Com Amor, Simon”, que virou filme e que antes era “Simon vs. A Agenda Homo Sapiens”. É o livro de estreia da americana Becky Albertalli, que também já lançou “Os 27 crushes de Molly”.

Com nova capa e novo título publicado pela Editora Intrínseca, o livro traz a história de Simon, um garoto de dezesseis anos, que é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Simon não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas – afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Ele só não contava que Martin, o bobão da escola, iria chantageá-lo ao descobrir sua troca de e-mails com Blue, pseudônimo de um garoto misterioso que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.

“Com Amor, Simon” encabeça todas as listas de melhores livros de 2015, tendo sido indicado a diversos prêmios, como o National Book Award For Young People’s Literature, o Best Fiction for Young Adults Award, da Young Adult Library Services, e o Goodreads Choice Awards.

A história se torna interessante por mostrar vários caminhos – a sexualidade de Simon, a chantagem de Martin, o mistério sobre quem é Blue, a relação de Simon com sua família e o grande ponto chave – a forma como Simon precisa encarar seu verdadeiro eu e tomar suas próprias decisões.

A leitura fluiu bastante. O livro é leve e divertido, com uma história que cativa. Os personagens são bem construídos e a evolução deles se torna interessante – é legal conferir a amizade de Abby e Simon, a incrível confiança de Nick, a impetuosa Leah, além da compreensão dos pais e irmãs de Simon. “Com Amor, Simon” é um livro bem adolescente, aquela história “água com açúcar” bem escrita, que nos diverte e emociona ao longo das páginas.

No final, o mistério sobre quem seria Blue, o garoto com quem Simon troca e-mails, acaba não sendo tão mistério assim, já que a partir de um momento o final se torna previsível. Como já disse, a história é bem leve e curta, tratando os temas sem deixá-los polêmicos. Perfeito para quem quer um descanso mental, pois o livro é bem curto e rápido.

Agora vou falar um pouquinho sobre o filme (que eu esperei ler o livro primeiro, para depois assistir). E também curti bastante. Houve várias mudanças com relação ao livro, mas foram mudanças necessárias – o filme tem um pouco mais de história, algumas cenas foram aumentadas para dar um pouco mais de agilidade. O roteiro e a edição estão bacanas. A trilha sonora é ótima, bem leve e dá todo um toque especial ao contexto. Já o elenco é outro acerto – Nick Robinson está perfeito no papel principal; Katherine Langford tem mais destaque que sua personagem (Leah) não tem no livro (gente, curto muito o trabalho dessa atriz). Alexandra Shipp (Abby) e Keiynan Lonsdale (Bram – quem lembra dele em The Flash?!) também foram apostas positivas. Já os atores que interpretam os pais do Simon – Jennifer Garner e Josh Duhamel – são um destaque a parte – mandaram bem! Estava com saudades da Jennifer Garner em um filme mais despretensioso (inclusive tem uma cena entre ela e Nick super emocionante).

Enfim, vale a pena conferir o livro e filme! #FicaDica E aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Leonardo da Vinci

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.
Autor: Walter Isaacson
Editora: Intrínseca
Páginas: 640
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Saraiva | Fnac

Leonardo da Vinci – Pintor. Arquiteto. Engenheiro. Uma das mentes mais brilhantes da humanidade, autor do retrato mais emblemático da história da arte e cientista muito à frente do seu tempo.

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.

Leonardo criou duas das mais famosas obras de arte de todos os tempos, A Última Ceia e Mona Lisa, mas se considerava apenas um homem da ciência e da tecnologia – curiosamente, uma de suas maiores ambições era ser reconhecido como engenheiro militar. Com uma paixão que às vezes se tornava obsessiva, ele elaborou estudos inovadores de anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações. A habilidade para entrelaçar humanidades e ciência, tornada icônica com o desenho do Homem Vitruviano, fez dele o gênio mais criativo da história.

Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, vegetariano, canhoto, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado nesta biografia é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los. Um livro indispensável não só pelo caráter único de representar integralmente o artista Leonardo, mas como um retrato da capacidade humana de inovar, da importância de não apenas assimilar conhecimento, mas ter a disposição para questioná-lo, ser imaginativo e, como vários desajustados e rebeldes de todas as eras, pensar diferente.

Eu curti bastante a leitura, apesar de ser um livro bem extenso, que não dá para ler tão rápido porque podemos nos perder na narrativa biográfica – levei quase um mês para terminá-lo. E ainda assim, foi muito interessante conhecer mais sobre a vida de Leonardo, saber particularidades de sua vida e também os processos de criação de suas obras.

O livro não conta apenas a vida de Leonardo da Vinci, mas também faz paralelos da história da Itália e das cidades por onde passou, além de contextualizar as características do Renascentismo e retratar fielmente suas desavenças – principalmente a rivalidade com Michelangelo.  E o mais interessante é que a biografia valoriza justamente o ser humano Leonardo. Mesmo reconhecendo as grandes conquistas, ele também apresenta os seus defeitos e fracassos.

Falando da parte gráfica, a edição da Intrínseca é muito boa. Por ser um livro com muitas páginas, geralmente a lombada costuma ficar desgastada – no meu livro, não ficou! A capa também é bonita – com uma foto enigmática de Leonardo; e a diagramação também está perfeita. E preciso mencionar as ilustrações que são fundamentais para o livro.

Enfim, “Leonardo da Vinci” é um livro que não só informa, mas inspira! Vale a pena conferir o Leonardo Da Vinci desenhado por Walter Isaacson – o humano por trás do gênio.

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#Livros | Origem

Um dos livros que eu estava mais ansioso para ler neste ano era “Origem”, do Dan Brown. Inclusive comprei ainda no pré-lançamento e fiquei contando os dias para chegar!

De onde viemos? Para onde vamos? Essas perguntas sempre nortearam o pensamento evolucionista e caracterizam a principal história do livro. Pelas páginas de Origem, Dan Brown investiga as origens e o futuro da vida na Terra. E mais uma vez, temos o famoso personagem Robert Langdon, professor de Simbologia de Harvard, que chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”. O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento.

De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre. Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu e noiva do príncipe herdeiro da Espanha, Julían. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.

Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo. Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch.

Como sempre, Dan Brown nos brinda com mais uma história cheia de mistério e conspirações. Sério, eu fico pensando como que o autor sabe/consegue imaginar tantas histórias de segredos e mistérios da Igreja. Mas, enfim, vamos nos ater aos fatos do livro. É inevitável não comparar Origem com os outros títulos do autor – “O Código da Vinci“, “Anjos e Demônios“, “O Símbolo Perdido” e “Inferno“. E, pelo menos na minha opinião, todos esses livros citados são bem melhores que “Origem”. Não que “Origem” seja um livro ruim, não é isso, mas levando em consideração a história, o desenvolvimento e o clímax, o livro fica bem abaixo do esperado.

Eu demorei um pouco para engrenar na leitura, mas isso não é um ponto negativo porque nos outros também aconteceu o mesmo. O que eu senti de mais negativo foi que a história não fluiu tanto. Todos os outros livros do Dan Brown têm reviravoltas em quase todos os capítulos, sempre tem aquele mistério que ficamos mega envolvidos e torcendo para que Robert Langdon resolva o caso. Em “Origem” (preparem-se, vou dar um spoiler) após o assassinato de Edmond Kirsh (que já era previsível) parece que não tem muita história. (Mais um parênteses – não confundam história com o desenvolvimento). Sim, nós temos expectativas pelo que vai acontecer ao longo dos capítulos, mas como acontece não é algo que prende atenção. Robert e Ambra saem do Museu, vão até Barcelona, descobrem a senha, quase morrem e liberam a mensagem. Basicamente é isso.

Mas como falei, o desenvolvimento é bom. Até os últimos capítulos fiquei mega curioso para saber qual era a grande descoberta que mudaria o humanidade e o modo de pensar a religião. E como acontece em todos os livros do Dan Brown, eu li este com a maior calma para conseguir prestar atenção em todos os detalhes e entendê-los. Outro destaque são os capítulos com as “fofocas” do noticiário, que nos deixam ainda mais curiosos.

Dan Brown com certeza é um dos melhores autores da atualidade. Ele consegue criar um suspense como ninguém! Mantém a curiosidade do leitor com muitas referências e histórias que ficamos de boca aberta. Depois de tudo o que eu falei, “Origem” é bom? Sim, é bom. Mas os outros são melhores!!

#Livros | Não me Esqueças

Aos vinte e um anos, Lizzie deveria estar empenhada em fisgar um noivo e finalmente se casar. Entretanto, após uma decepção amorosa, o coração da jovem só palpita por sua grande paixão — os estudos sobre o povo e a cultura celtas. Esse interesse faz com que ela troque os concorridos salões de baile de Londres pelas estradas desertas e sinuosas das Highlands escocesas. Ali, ela conhecerá Gareth, o enigmático líder do clã que vive no local mais remoto e bucólico da Escócia. Envolto em uma aura de mistério, ele luta para manter suas tradições, seus segredos e, principalmente, seu povo em segurança. Vindos de mundos tão diferentes, mas unidos por uma atração irresistível, Lizzie e Gareth vivem uma paixão proibida e desafiadora.

Autora: Babi A. Sette
Editora: Verus
Páginas: 350
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente,

Primeiramente, aqueles que seguem o blog, com certeza perceberam que ficamos algumas semanas fora do ar! Pessoal, desculpa! Tivemos um problema sério com a Locaweb, que hospeda os dados do blog – eles simplesmente perderam todos os nossos arquivos! Mas enfim, o problema parece que foi resolvido e estamos de volta com tudo!! E cheios de dicas novas para compartilhar…

Há um tempo eu havia postado sobre o lançamento do novo livro da Babi A. Sette (AQUI) e percebi que muitos leitores ficaram bem entusiasmados e ansiosos para conferir “Não me Esqueças”. Confesso que eu também fiquei, tanto que devorei o livro assim que recebi e hoje trago para vocês a resenha dele.

Ah detalhe, recebi uma dedicatória no meu livro super bacana, e também ele veio com uma capinha linda e mega cheirosa.

“Não me Esqueças” conta a história de Elizabeth Harold Lizzie – filha de um duque Inglês e apaixonada pela cultura celta. No início do livro, acompanhamos a sua infância bem rapidamente até a sua adolescência, quando começa a frequentar os bailes da alta sociedade de Londres e, consequentemente, ter que se preocupar com um casamento. Na verdade, Lizzie não está muito interessada em se casar, mas por insistência dos pais acaba se envolvendo com um jovem, que a trai. Desiludida, Lizzie consegue convencer seu pai a fazer uma viagem para a Escócia, com o intuito de estudar mais a cultura do povo antigo.

No caminho, sua carruagem sofre um acidente e Lizzie fica desacordada na floresta, sendo salva por um homem mascarado, dono de um “lobo” (com o qual ela sempre sonhou), que a leva para seu castelo e para viver junto às pessoas estranhas que a rejeitam por ser inglesa.  Assim que acorda, Lizzie reconhece o castelo como sendo de uma lenda muito antiga e se assusta com o seu “herói” – Gareth é o líder de um clã que vive recluso do mundo. No início ele tem um humor violento, mas com o passar dos capítulos vai se revelando um homem justo, apegado às suas tradições e que esconde um grande segredo e sofrimento.

“Não me Esqueças” é um livro bem interessante. Desde o início nos identificamos com a protagonista Lizzie e torcemos para que seus sonhos se tornem realidade. Assim que ela conhece Gareth, também ficamos vibrados para que o casal se acerte e finalmente tenham um final feliz. A narrativa do livro é bem interessante, em terceira pessoa, o que contribui para o interesse nos personagens. Na minha opinião, faltou uma força maior nos vilões da história, mas no final, o livro tem uma grande reviravolta que nos deixa de boca aberta.

A obra foi publicada pela Editora Verus e tem uma edição bem bacana, tanto que a capa está maravilhosa! A cada início de capítulo temos uma observação feita pela Lizzie em seu diário, então é como se pudesses saber o que passa em sua cabeça e coração. Também dá para perceber o ótimo trabalho de pesquisa da autora em relação à cultura celta e suas tradições. “Não me Esqueças” é um livro de época que nos remete a um tempo mágico, com um amor “quase impossível” e que nos faz vibrar a cada capítulo. Super recomendo!

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#Livros | Meus Dias com Você

Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho. Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira? Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade. A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance.

Autora: Clare Swatman
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Skoob
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“Meus Dias com Você” é o livro de estreia da inglesa Clare Swatman e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro. Trata-se de uma história bem interessante sobre perda, superação e recomeço, além de trazer uma linda mensagem sobre viver o hoje e aproveitar cada momento possível.

Na trama, Zoe está em luto pela morte do marido, e um dia ela cai em seu jardim, bate a cabeça e misteriosamente acorda numa manhã de 1993, quando conheceu Ed. Ao começar a reviver uma série de dias aleatórios compartilhados entre eles, ela se pergunta se ganhou uma nova chance de evitar sua morte, se está em coma ou se simplesmente está tendo a oportunidade de passar um pouco mais de tempo ao lado do homem da sua vida.

O que eu quero contar a ela é o seguinte: que Ed morreu e, por alguma razão bizarra e inexplicável, estou revivendo minha vida e tentando desesperadamente fazer as coisas de forma diferente para que ele não morra; que eu nunca vou me perdoar por nosso casamento ter se esvaziado; (…) que fico enjoada só de pensar que, mesmo depois de tudo isso, eu talvez ainda não seja capaz de evitar a morte de Ed” (página 196)

Confesso que demorei um pouco para engrenar na leitura, mas o desenvolvimento fica melhor ao longo dos capítulos. A história é bem leve e romântica, com várias situações divertidas e fofas. Outro aspecto positivo é o casal principal. Apesar de sabermos que Ed morreu, torcemos até o último parágrafo para que isso não tenha acontecido, para que eles tenham o seu final feliz. Zoe e Ed possuem muita química, tanto que eu vibrei em vários momentos do livro. Já um ponto negativo que eu notei é que existem algumas coisas que não tem muita lógica. A protagonista revive diversos momentos (que ela já viveu) e ainda assim se surpreende ou não sabe o que vai acontecer, já em outros momentos ela sabe – fica um pouco confuso.

Mas no geral, é um livro bacana, com uma narrativa agradável, com uma reflexão importante sobre vivermos os momentos especiais da melhor forma possível, tem também uma diagramação boa e a capa é super linda (eu comprei mais pela capa do que pela história haha). Super indico.