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#Livros | Mindhunter

Autor: Mark Olshaker e John Douglas
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente!
Hoje é dia de dica literária aqui no blog! Acabei a leitura de “Mindhunter – O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano”, escrito pelo produtor Mark Olshaker e John Douglas, fundador e chefe da Unidade de Apoio Investigativo do FBI. Confesso, que este livro estava há tempos na minha lista “PARA LER” e ainda não tinha conferido. Inclusive quis ler o livro antes de ver a série, produzida pela Netflix.

Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI. Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em “O Silêncio dos Inocentes” (inclusive o personagem foi inspirado em John Douglas, de acordo com a narrativa do livro), ele confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo alguns famosos como Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein.

Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos.

Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.

Mindhunter é um livro mega interessante – pensar que uma pessoa tinha habilidade para identificar um serial killer, descrevendo suas características físicas e psicológicas, apenas tendo algumas informações da cena do crime. Douglas conta histórias dos mais loucos crimes que resolveu durante toda a sua vida no FBI, alguns até ficamos nos perguntando por que fizeram tal barbárie, como o caso de Wayne Williams, o assassino de crianças em Atlanta. O legal é que John consegue fazer com que o leitor passe a enxergar o lado do assassino, mas não como forma de inocentá-lo, e isso ele deixa bem claro em todos os momentos do livro. A ideia central não é mostrar o que foi feito, e sim o porquê de os assassinatos terem sido executados daquelas maneiras.

Publicado pela Editora Intrínseca, o livro tem uma ótima edição. Os capítulos são bem divididos, o desenvolvimento dos crimes é bem descrito, porém a narrativa é um pouco cansativa, principalmente no final do livro – chegou uma hora que eu não aguentava mais ler, tanto que eu parei alguns dias e voltei depois. A estrutura do livro é bem diferente porque o autor divide os casos por temas e não segue uma cronologia. Há muitas idas e vindas no tempo, o que exige uma maior atenção do leitor. Ainda assim, o filme é instigante e fascinante. Fica a dia para aqueles que gostam do gênero investigativo.

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#Livros | Tartarugas até lá Embaixo


A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Autora: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente,
Hoje tem dica de leitura! Depois de seis anos de espera, o fenômeno John Green lançou o livro “Tartarugas até lá Embaixo”. Eu estava mega ansioso para ler esse novo livro, tanto que comprei o livro no fim do ano e li em apenas uma semana. Depois de sofrermos com Hazel Grace em A Culpa é das Estrelas e nos apaixonarmos por Alasca Young (Quem é Você, Alasca?), Lindsey Lee Wells (O Teorema de Katherine) e Margo Roth Spiegelman (Cidades de Papel), chegou a vez de nos emocionarmos com Aza Holmes.

Ela é uma estudante de 16 anos que, junto com a melhor amiga Daisy, sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro. Paralelamente, ela precisa lidar com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). O TOC é um transtorno mental que se caracteriza pela presença de diversas obsessões, que são pensamentos ou imagens indesejáveis que tomam conta da mente do individuo o obrigando a realizar diversos tipos de rituais com a intenção de afastar essas possíveis ameaças, causando muita ansiedade.

O tema foi muito bem trabalhado pelo autor. Em diversas passagens fiquei agoniado com os pensamentos e sentimentos da protagonista. E o mais interessante é que John Green também tem TOC, portanto a história é um pouco biográfica. Mas aí você deve estar pensando que a história de doença vai deixar o livro mais pesado. Para amenizar, John Green trouxe um envolvente mistério: o sumiço do bilionário Russell Pickett, pai de Davis – um amigo e paquera antigo de Aza. O reencontro dos dois foi bem bacana e o desenvolvimento do romance foi ainda melhor.

Mas uma das personagens mais divertidas é Daisy. Ela escreve fanfics sobre Star Wars e é conhecidíssima na internet. Daisy e Aza se completam e a amizade das duas, apesar de passar por altos e baixos, é a parte mais legal do livro.

Na parte gráfica, a edição da Intrínseca está perfeita. Eu adorei a capa – achei bem bonita com o tom alaranjado. Os capítulos são pequenos, então a leitura acaba fluindo bem. Quando você vê já está no meio do livro! Pelo menos comigo foi assim! E como os outros livros de John Green, “Tartarugas até lá Embaixo” também é cheio de referências culturais e reflexões da vida.

Trata-se de um livro emocionante, muito bem escrito, com personagens que nos fazem torcer a cada capítulo, uma história arrebatadora, com um final emocionante.

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#Livros | Nossa Música


Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte.
Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam.
Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.
Autora: Dani Atkins
Editora: Arqueiro
Páginas: 368
Skoob
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Oi gente!
Vamos conferir a nossa primeira dica literária de 2018? Na verdade, não é um livro lançamento… Faz tempo que “Nossa Música” estava na minha estante, mas eu ainda não tinha lido. Aproveitei os últimos dias do ano, que estava de folga , para finalmente tirar esse livro da listinha de pendentes! Aliás, muitas pessoas já haviam me indicado a literatura da Dani Atkins, porém eu ainda não tinha conferido nada dela – “Nossa Música” foi o primeiro e eu simplesmente amei, que livro emocionante!

Ally e Charlotte se reencontram, após muitos anos, na sala de espera de um hospital, no qual seus maridos lutam por suas vidas. Ambas poderiam ter sido amigas, se David, marido de Charlotte, não tivesse sido o primeiro amor e primeira decepção de Ally. Agora, em uma situação em que nunca se imaginaram, as duas serão obrigadas a olhar para o passado de que tentam fugir e reavaliar certos aspectos de suas próprias vidas.

A sinopse já se mostrava interessante e a história foi bem desenvolvida pela autora. O livro é narrado em terceira pessoa – com exceção do primeiro e último capítulo – e é intercalado pelas duas personagens femininas Ally e Charlotte. A cada capítulo, vemos a história narrada por uma delas, e assim, percebemos seus pontos de vistas, seus sentimentos e desejos. A narrativa não segue uma linha temporal, várias vezes a autora utiliza de flashbacks das personagens para relembrar a história já vivida por elas.

Confesso que no início do livro detestei a Charlotte. O desenvolver da história nos faz simpatizar mais com a Ally e sentir todo o sofrimento que ela passa ao longo da vida devido sua desilusão amorosa com David. Tudo bem que ela foi bem cabeça dura no começo, com algumas atitudes questionáveis, mas ainda assim nos sentimos mal junto com a personagem. O quarto protagonista desta história é Joe – atual marido de Ally – que no início sofre um acidente ao salvar um garoto que estava se afogando. Ele é um dos mais queridos de todos os personagens e o que mais causa tristeza ao leitor (não vou dar spoilers).

Durante os momentos de narrativa do passado, eu já comecei a deduzir o que tinha acontecido para que David e Ally não fossem casados. Eles eram um casal completamente diferente, mas que se amavam mais de que tudo. Charlotte sempre soube disso e mesmo agora com o marido lutando pela vida após uma doença no coração, ela ainda vê Ally como uma ameaça à tudo que ela conquistou. Afinal ela foi o primeiro amor de David. A mulher que ainda possui metade do coração dele. Enfim, todos os personagens estão unidos por culpa e questões mal resolvidas do passado.

Outro ponto positivo que destaco é a ótima edição da Editora Arqueiro – incluindo a capa que está maravilhosa. Porém, destaco apenas um ponto negativo – o final foi um pouco óbvio.

“Nossa Música” traz uma linda mensagem de como a vida pode ser breve e que precisamos estar prontos para o que der e vier. Uma história sobre amor, bondade e transformação. Um livro super sensível que, com certeza vai trazer a sua emoção a flor da pele.

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#Livros | A Última Camélia

Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa. Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes. Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro. No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

Autora: Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi pessoal,
Hoje vou trazer uma dica de leitura super bacana! Eu amei o livro “A Última Camélia”, da Sarah Jio. Fazia bastante tempo que não lia um livro mega rápido como li esse. A leitura fluiu bastante.

A história é dividida entre duas protagonistas e se passa em dois períodos diferentes. Nos anos 2000, Addison é uma botânica realizada. Ela ama o trabalho e é casada com seu grande amor Rex, um escritor que está tentando mostrar aos pais que pode viver da escrita de seus livros. Tudo estaria perfeito se não fosse o passado obscuro de Addison que insiste em atormentá-la. Determinada a fugir desse passado ela convence o marido a passar o verão na Mansão Livingston, recém adquirida pelos pais de Rex, na Inglaterra. Ao chegar na mansão, o casal conhece a Senhora Dilloway, a governanta da casa que trabalha há mais de 60 anos e esconde grandes mistérios.

Já no passado – em 1940, Flora é a nova babá da Mansão Livingston. Ela veio dos Estados Unidos a mando do Sr. Price – um ladrão e contrabandista de flores. Mas seu verdadeiro trabalho é encontrar uma camélia muito rara chamada Middlebury Pink. As coisas começam a mudar quando ela se apaixona por Desmond – o filho mais velho de Lady Anna Livingston e cria um grande carinho pelos outros filhos, tentando a todo custo melhorar a vida deles, que virou um desastre quando a mãe morreu de causas misteriosas. Quando Flora começa a encaixar as peças dessa morte, muitas coisas começam a aparecer e ela percebe que se meteu num grande problema. Foi fácil entrar na Mansão Livingston mas nada garante que ela conseguirá sair.

Os capítulos deste livro são alternados com a narração das duas personagens. Achei super interessante, pois ao mesmo tempo vamos descobrindo os segredos com Addison e Flora. Toda a história tem romance, drama, conflitos familiares e um bom mistério a ser resolvido.

Uma única ressalva que faço foi a revelação desse mistério. Ele ocorre nos dois últimos capítulos e de forma bem rápida. A autora consegue manter o clímax até o final, mas quando revela o verdadeiro assassino, não é algo tão interessante, faltou um pouco de criatividade para nos surpreender.

De qualquer forma, adorei o livro e super indico para aqueles leitores que gostam de um romance misturado com mistérios.

#Livro | Quatro Estações em Roma

Anthony Doerr recebeu muitos prêmios ao longo da carreira, entre eles o Rome Prize, uma das mais importantes premiações da Academia Americana de Artes e Letras, que inclui ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. “Quatro Estações em Roma” nasceu das memórias dos doze meses que o autor passou na cidade, em meio aos cuidados com os filhos bebês, uma insônia constante e o misto de deslumbramento e estranheza de um estrangeiro no dia a dia da capital italiana.

Autor: Anthony Doerr
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 240
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

“Como sempre acontece quando se está longe de casa, são os detalhes que nos fazem sentir deslocados”. Assim Anthony Doerr, autor do premiado “Toda luz que não podemos ver”, descreve a sensação de se mudar inesperadamente do interior dos Estados Unidos para Roma, com os filhos e a esposa. Doerr passou um ano na capital italiana após receber um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, que incluía ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. As recordações desse período estão em “Quatro estações em Roma”.

O estranhamento de Doerr com o novo país começa logo na chegada: a cozinha do apartamento não tem forno. As janelas não têm telas. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, as verduras e frutas são vendidas em feiras ao ar livre, e não em um supermercado. Para Doerr, Roma é um mistério: um outdoor de uma marca de roupas tremulando na fachada de uma igreja de quatrocentos anos, uma construção comum ao lado de uma obra-prima da arquitetura. Em meio a tudo isso, ele cuida dos filhos, lida com uma insônia que parece não ceder e tenta, sem muito sucesso, escrever um novo romance — “Toda luz que não podemos ver”, lançado sete anos mais tarde e que acabaria rendendo ao autor o Pulitzer de ficção.

O livro é dividido em quatro partes correspondentes às quatro estações do ano, cada uma tendo relatos de diversas situações vividas pela família. Quando comprei o livro achei que fosse ser mais para o lado do romance, mas era em estilo de memórias – o que me surpreendeu. É muito interessante saber como os escritores pensam durante o processo de criação de um livro ou projeto. Achei a premissa super bacana. Inclusive a escrita de Anthony Doerr também é ótima – ele consegue descrever com perfeição as suas lembranças, tanto que conseguimos visualizar tudo! Mas… sempre tem um “porém”. Em vários momentos eu ficava com raiva do autor. Imagina você ser convidado para passar um ano em Roma – uma cidade lindíssima, berço da arquitetura, da arte e da moda. E na maior parte do livro, o autor só reclama… Se eu fosse convidado para morar na Itália, eu ia amar conhecer as igrejas, praças, as obras de Michelangelo, Rafael, Benini, entre tantos outros artistas. Tudo bem que sair de sua terra natal para morar em um país com outros costumes e tradições pode ser bem estranho, mas em muitos momentos temos a impressão de que ele está lá por obrigação, como se fosse forçado a isso, e não por vontade própria.

Mas isso é o que faz “Quatro Estações em Roma” ser um livro verdadeiro. Ninguém tem a obrigação de gostar dessa situação ou conseguir se adaptar à momentos controversos com facilidade. E isso faz com que, em muitas passagens, nós leitores tenhamos a sensação de proximidade com o escritor, como se fossemos amigos dele e estivéssemos escutando um desabafo.

Além disso, Anthony Doerr esteve na Itália quando ocorreram diversas coisas como a morte do papa João Paulo II. Com certeza, a descrição dessa passagem é a melhor parte do livro. Outros destaques são os pequenos relatos diários, pequenos pensamentos e reflexões que o autor decide compartilhar, geralmente envolvendo os filhos gêmeos – como por exemplo, os seus primeiros passos, primeiras palavras e os passeios por alguns pontos turísticos.

#Livro | Por Dentro da Casa Branca (Projeto Lendo o Mundo – Estados Unidos)

Da icônica família Kennedy aos descolados Obama, tudo o que aconteceu e acontece na Casa Branca passa pelos olhos e ouvidos de seu fiel e discreto staff, que, há mais de dois séculos, prepara as refeições, tira o pó dos móveis e arruma a cama dos presidentes americanos e de seus familiares. Neste livro da jornalista americana Kate Andersen Brower, esses privilegiados observadores ganham voz e revelam que a propriedade localizada no número 1.600 da Pennsylvania Avenue, em Washington, é, além da sede do governo dos Estados Unidos, também uma residência como muitas outras, que abriga uma família diferente de quatro em quatro anos – ou de oito em oito anos.

Além de romances, um outro gênero que eu adoro são os livros-reportagens. E “Por Dentro da Casa Branca” me surpreendeu positivamente, com uma narrativa envolvente e muitos depoimentos sensacionais feitos durante anos pela jornalista americana Kate Andersen Brower. Envolvida em política, a autora cobriu os acontecimentos da Casa Branca por quatro anos para o Bloomberg News.

** A leitura deste livro faz parte do Projeto “Lendo o Mundo”SAIBA MAIS

Este livro é uma espiada pelo buraco da fechadura da casa do homem mais poderoso do mundo – o presidente dos Estados Unidos. De certa forma, “Por Dentro da Casa Branca” nos traz o que vem depois das luzes serem apagadas. A autora delicia o leitor com detalhes íntimos da vida da primeira-família. Podemos acompanhar os filhos do presidente Jimmy Carter fumando maconha ou caprichos como de Nancy Reagan, uma primeira dama que era exigente ao extremo e chegava a ter uma relação difícil com seus funcionários, criando sobremesas complicadas em cima da hora ou exigindo que os objetos não fossem movidos um centímetro de lugar, ou ainda, o presidente Johnson que tinha uma relação de obsessão por seu chuveiro e enlouquecia os empregados por causa disso.

Graças aos depoimentos de mordomos, arrumadeiras, cozinheiros, assessores, pintores, eletricistas, floristas, entre outros profissionais, e de três ex-primeiras damas, os bastidores dos cerca de 160 cômodos da mansão mais famosa do mundo são revelados ao leitor. E o grande destaque é que, dessa vez, o protagonista não é o presidente americano, e sim, os seus funcionários – super reservados – como por exemplo, James “Skip” Allen (assessor, 1979-2004), Preston Bruce (porteiro 1953-1977), Cletus Clark (pintor, 1969-2008), Christine Limerick (governanta-chefe, 1979-2008), Roland Mesnier (chef confeiteiro, 1979-2006), Rex Scouten (assessor, mordomo-chefe e curador-chefe, 1957-1997) e James Ramsey (mordomo, final do governo Carter- 2010) – esses são os que mais tiveram depoimentos durante a narrativa.

A história da presidência americana sempre foi rodeada por escândalos, muitas vezes “varridos para debaixo do tapete”. Neste livro, temos um breve olhar de vários momentos que marcaram a Casa Branca como, por exemplo, os casos amorosos do presidente Kennedy.

“Em 1975, o ex-funcionário Traphes Bryant foi uma das primeiras pessoas com acesso direto à residência a tornar público o famoso lado mulherengo de Kennedy (…) o presidente Kennedy aproveitava as longas ausências da esposa (…) Quando ela estava fora, o presidente gostava de nadar nu na piscina interna aquecida da Casa Branca, que havia sido construída em 1933 para ser usada na terapia para tratamento da pólio do presidente Roosevelt. Kennedy frequentemente se encontrava lá com suas amantes” (página 222 e 223)

Ou então o escândalo sexual envolvendo o presidente Bill Clinton e a estagiária Mônica Lewinsky, em 1998 – caso este que quase derrubou Clinton da presidência.

“Havia sangue na cama do presidente e da primeira dama (…) O sangue era de Bill Clinton que teve de levar vários pontos na cabeça. Ele insistia que tinha se machucado ao dar um encontrão na porta do banheiro no meio da noite, mas ninguém engoliu a versão. ‘Estamos convencidos de que ela bateu nele com um livro’, disse outro funcionário. O incidente ocorreu pouco depois de se tornar público o caso do presidente com uma estagiária da Casa Branca – claramente um momento de crise no casamento dos Clinton. E o que não faltava eram livros para a esposa traída (Hillary Clinton) escolher, havia pelo menos vinte em seu criado-mudo. Inclusive uma bíblia” (página 153).

Até detalhes íntimos, que nunca ninguém imaginaria, vieram a ser narrados.

“Habitualmente a Casa Branca designa quatro arrumadeiras para trabalhar na residência. Certo dia, Ivaniz Silva, hoje com 76 anos, estava no quarto de dormir do presidente Reagan depois da cinco e meia da tarde, arrumando a cama e fechando as cortinas. Mas, quando ela passou para a saleta anexa ao quarto, não acreditou no que viu: o presidente, sentado, lendo o jornal, sem roupa nenhuma” (página 230).

São mais de 50 anos de história e 10 governos retratados – John Kennedy (1961-1963), Lyndon B. Johnson (1963-1969), Richard Nixon (1969-1974), Gerald Ford (1974-1977), Jimmy Carter (1977-1981), Ronald Regan (1981-1989), George H. W. Bush (1989-1993), Bill Clinton (1993-2001), George W. Bush (2001-2009) e Barack Obama (2009-2017). Um livro excelente, com uma narrativa que prende o leitor curioso a descobrir os grandes segredos.

Área: 9.371.175 km²
Capital: Washington
População: 308.745.538 hab. (censo 2010)
Moeda: Dólar
Nome Oficial: Estados Unidos da América
Data Nacional: 04 de julho (Dia da Independência)
Governo: República Presidencialista
Presidente: Donald Trump

#Livro | O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida

 

Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda. E pode ser que nunca se encontrem… Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado. Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade… ou será que não?
“O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida” narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.

 

Autora: Kate Eberlen
Editora: Arqueiro
Páginas: 432
Skoob 
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

“O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida” é um livro muito especial. Primeiro porque ganhei de uma querida amiga e junto com ele veio uma dedicatória linda e muito emocionante para mim. Depois porque é um romance que foge do convencional, o que me agradou muito. Fazia tempo que um livro não me agradava tanto na história.

A autora Kate Eberlen consegue a proeza de fazer-nos torcer por um casal protagonista, que passa a maior parte do livro sem se conhecer. E ainda assim, torcemos para que eles fiquem juntos. Melhor ainda, Kate mostra ao longo da história, diversas possibilidades de encontro entre eles, o que nunca acontece e o que nos deixa ainda mais ansiosos.

A história começa no ano de 1997, em Florença, na Itália quando Tess viaja com sua amiga Doll. No mesmo momento, Gus passa as férias com os pais, após um grave acidente que abalou a família. Os dois chegam a se cruzar, mas não se notam. Depois, Tess volta para casa e não vê a hora de ir para a faculdade, porém ela vai enfrentar diversos problemas como a doença da mãe, a falta de estrutura do pai e a responsabilidade de cuidar da irmã mais nova, Hope, portadora da Síndrome de Aspenger.

Gus também está com tudo pronto para ir para faculdade e cursar medicina. Principalmente para se livrar dos pais, que ainda não superaram um grave momento envolvendo seu irmão. Longe de casa, Gus conhece novos amigos, entre eles a namorada Lucy. Mas seu destino faz com que se case com outra pessoa e tenha duas filhas.

A evolução do livro é interessante, pois cada capítulo é destinado a um dos protagonistas – Tess e Gus, sendo que a narrativa em primeira pessoa faz com que conheçamos bem os medos e desejos de cada um dos personagens principais. Confesso que a Tess me causou bastante raiva durante a leitura porque no começo ela é bem independente e no decorrer mudando muito, ficando ingênua, inocente e chata. Já Gus se mostra bem maduro ao longo da trama e vai crescendo cada vez mais.

Durante todo o livro sabemos que Tess e Gus foram feitos um para o outro, porém o destino tem outros planos para os dois. Em diversos momentos, eles estão próximos de se encontrar, o que não acontece. Isso nos faz refletir o quanto nossas escolhas podem influenciar em nossa história e perceber que a vida dá muitas voltas.

“Nós nos conhecemos quando tínhamos 18 anos, mas houve uma pequena alteração no destino e ficamos nos desencontrando. Sei que parece piegas, mas não consigo pensar em outra maneira de explicar. Tudo que sei é que essas últimas 24 horas foram como a vida inteira deveria ser”.

#Livro | Nada mais a Perder

Uma mulher está viajando de Cambridge para a London Street quando o trem faz uma longa parada dentro de um túnel – tempo suficiente para, na saída, em meio à claridade, ela ter um vislumbre de uma cena ao mesmo tempo deslocada e sublime: numa rua de pedras, em meio à paisagem urbana, uma menina está de braço erguido, com uma vara na mão, e sob seu comando um magnífico cavalo recua elegantemente, empinando sobre as patas traseiras. A mulher é Natasha, uma advogada cuja vida parece ter se estagnado em um nó impossível de desatar. A menina é Sarah, a neta prodígio de um ex-astro do hipismo que, de repente, se vê sozinha no mundo a não ser por seu cavalo. As duas não sabem, mas aquela impressionante visão é apenas o prenúncio de um encontro que mudará para sempre suas vidas.

Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Skoob 
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

Eu não sou fã dos romances da Jojo Moyes. O único que gostei foi “Como eu era antes de Você”, mas me indicaram esse livro – “Nada mais a Perder”, com a promessa de que eu iria gostar. Até gostei, mas tem alguns pontos negativos.

Na juventude, Henri Lachapelle foi um cavaleiro de raro talento, entre os poucos admitidos na academia de elite do hipismo francês, o Le Cadre Noir. Contudo, reviravoltas da vida o levaram da França a Londres, onde ele agora vive em um simples conjunto habitacional. Sem nunca abandonar o amor pela antiga carreira, aos trancos e barrancos Henri ensina a neta, Sarah, a montar o cavalo Boo, na esperança de que o talento da dupla seja o passaporte para uma vida melhor e mais digna para todos. Mas um grande golpe muda mais uma vez os planos de Henri Lachapelle, e Sarah se vê entregue à própria sorte, lutando para, além de sobreviver, cuidar de Boo e manter os treinamentos.

Do outro lado temos Natasha, uma advogada especializada em representar crianças e adolescentes envolvidos com crimes ou em situação de risco. Abalada emocionalmente e em dúvidas quanto a seu futuro profissional depois de um caso terrível, Natasha ainda tem de lidar com as feridas do fim de seu casamento. Um fim, diga-se de passagem, bem inusitado, já que ela se vê forçada a morar com o charmoso futuro ex-marido enquanto esperam a venda da casa da família. Quando Sarah cruza o caminho de Natasha, a advogada vê na menina a oportunidade de colocar a vida de volta nos trilhos e decide abrigar a adolescente sob o próprio teto. O que ela não sabe é que Sarah guarda um grande segredo que lhes trará sérias consequências.

 

O começo do livro não é muito bom. A autora descreve sentimentos e emoções dos personagens, principalmente de Natasha, sem antes conhecermos a história deles, o que faz com que não nos identifiquemos logo de início. Até por volta da página 100 eu ficava pensando porquê estou lendo esse livro? Passando da metade, quando a história de Natasha e Sarah se cruza, o livro fica bem interessante. A partir daí a leitura flui. É neste momento que vemos a melhor vertente dramática de Jojo Moyes.

Outro ponto positivo é a capa do livro, achei super linda, mantendo o padrão de todos os livros da Jojo com sombras dos personagens em destaque. Também destaco o desfecho do livro, claro que não vou dar spoilers, mas foi emocionante e, confesso que era exatamente o que eu queria que acontecesse. “Nada mais a perder” é um livro instigante, romântico, curioso, sem grandes expectativas.

 

#Resenha / Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

Autora: J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne
Editora: Rocco
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

Comecei o ano de 2017 muito bem! Havia ganhado de presente de Natal o livro “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”, um dos lançamentos mais aguardados do ano de 2016 pelos fãs brasileiros. E li todo o livro em apenas 1 dia!! Novo recorde estabelecido!!

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada foi imaginado inicialmente como uma peça de teatro e a história foi desenvolvida por J. K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne. Portanto todo o livro é escrito em formato de falas, como um roteiro para o teatro/cinema. O livro está dividido em duas partes, com dois grandes atos cada uma e tem como foco mostrar o que aconteceu com Harry e seus amigos Rony e Hermione 19 anos depois dos eventos de Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Agora quarentão, Harry é um atarefado funcionário do Ministério da Magia, casado com Gina Weasley e pai de três filhos: Tiago, Lílian e Alvo, um adolescente atormentado com o peso de ser filho de um dos maiores bruxos do mundo. Atentos ao fato de que a maior parte dos fãs originais da saga agora beiram os 30 anos, Jack Thorne e John Tiffany mantém Harry, Ron e Hermione por perto, recriando a química entre os três e acertando em cheio na nostalgia dos fãs.

O personagem principal da história é Alvo, que tem uma relação conturbada com Harry e decide usar um Vira-Tempo para salvar Cedrico Diggory durante o Torneio Tribruxo, com a intenção de corrigir pelo menos um dos erros do pai. Com a ajuda de Scorpius Malfoy (filho de Draco e melhor personagem dessa história), os garotos voltam e alteram a linha temporal. Quando voltam ao presente, vêem que algumas coisas estão mudadas, mas que Cedrico continua morto. Eles decidem voltar novamente e dessa vez a alteração causa efeitos gigantescos no Mundo Bruxo, criando uma realidade onde Harry morreu, Alvo nunca nasceu e Voldemort é o líder supremo.

Como disse antes a leitura costuma fluir rapidamente devido ao formato do livro. Mas os fãs de Harry Potter podem não gostar muito. A obra é uma grande oportunidade para rever alguns dos personagens preferidos da ficção, mas só isso. Se o leitor quiser reviver a magia de Harry Potter, deverá retornar aos sete romances originais.

#Livros que vão virar filmes em 2017

O post de hoje reúne duas coisas que a gente ama: livros e filmes!! Em breve, veremos muitos livros sendo adaptados nas telonas. Separei quatro dicas para dividir com vocês e também pesquisei as datas de estreia para já reservarmos na nossa agenda.

 

1 – Quatro Vidas de um Cachorro

Autor: W. Bruce Cameron
Editora: HarperCollins Brasil
Estreia no cinema: 26 de janeiro
Elenco: Dennis Quaid, Britt Robertson

Esta é a inesquecível história de um cão que – após renascer várias vezes – imagina que haja uma razão para seu retorno, um propósito a cumprir, e que, enquanto não o alcançar, continuará renascendo. Narrado pelo próprio animal, Quatro vidas de um cachorro aborda a questão mais básica da vida: Por que estamos aqui? Emocionante e com boas doses de humor, Quatro vidas de um cachorro é um livro para todas as idades, que mostra o olhar de um cão sobre o relacionamento entre as pessoas e os laços eternos entre os seres humanos e seus animais.

2 – Cinquenta Tons mais Escuros

Autor: E. L. James
Editora: Intrínseca
Estreia no cinema: 09 de fevereiro
Elenco: Jamie Dornan e Dakota Johnson

Segundo volume da trilogia “Cinquenta Tons de Cinza”, o livro narra a luta de Ana e Christian para superar as diferenças e os problemas do passado para, enfim, ficarem juntos. Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e decide se concentrar em sua carreira: ela acaba de conseguir um emprego em uma editora de livros de Seattle. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, ela descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível.

3 – A Cabana

Autor: William P. Young
Editora: Sextante
Estreia no cinema: 06 de abril
Elenco: Sam Worthington, Octávia Spencer

Finalmente, o livro A Cabana vai ganhar sua adaptação no cinema. Contando a história de Mackenzie Allen Philip, cuja vida virou de cabeça para baixo quando sua filha mais nova foi raptada, e sinais de que a criança tenha sido brutalmente assassinada surgem em uma cabana nas montanhas. Anos depois, um chamado misterioso surge para Mack e ele se vê voltando para a tal cabana para um fim de semana. É aí que sua vida muda completamente, mais uma vez, graças a suas crenças e religiões.

4 – Extraordinário

Autor: R.J. Palacio
Editora: Intrínseca
Estreia no cinema: 11 de maio
Elenco: Julia Roberts, Jacob Tremblay, Owen Wilson

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência um, ele é um menino igual a todos os outros.

Eu estou #ansioso para ver todos!! E vocês?? Deixe seu comentário dizendo qual destes filmes vocês querem assistir? E se já leram os livros?